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Remédios para emagrecer – normas vigentes no Brasil

Os remédios para emagrecer chamados inibidores do apetite liberados pela Anvisa para o consumo no Brasil são a sibutramina e os derivados de anfetamina (femproporex, dietilpropiona e mazindol) todos eles, atualmente, somente podem ser vendidos com receita médica especial controlada tipo B-2 que fica retida nas farmácias. A farmácia no momento da compra repassa as informações diretamente para a Anvisa por meio de um registro eletrônico. Com esses dados a Anvisa pode controlar melhor o consumo.

A sibutramina considerada de primeira classe no tratamento da obesidade deixou de ser vendida como medicamento comum e passou a integrar a categoria de drogas que exigem a receita especial. Inclusive houve um período em que a venda havia sido temporariamente suspensa, depois foi retomada com os critérios já citados. Tudo ocorreu depois que estudos apontaram que o consumo de sibutramina aumenta o risco de problemas cardíacos.

Outro ponto importante é que esses remédios já estavam na mira dos organismos reguladores porque estão entre os medicamentos que registraram maiores aumentos de consumo nos últimos anos no Brasil, esse aumento muito grande no consumo chamou até a atenção de organismos internacionais, tanto que o Brasil é apontado por organismos internacionais como o maior consumidor deste tipo de produto em todo o mundo.

Antes da adoção do novo método de controle dos remédios para emagrecer a Anvisa cogitou banir de vez a comercialização de todos os remédios para emagrecer que atuam no sistema nervoso central: a sibutramina e os derivados de anfetamina (femproporex, dietilpropiona e mazindol). Pela anvisa a única droga para o tratamento da obesidade que continuará liberada será o orlistate (Xenical).

Vamos falar um pouco do Orlistat (Xenical) que originalmente foi desenvolvido como um possível tratamento para a dislipidemia (colesterol e triglicerídeos elevados) mas, quando perceberam que tinha a habilidade de promover a perda de peso, o foco mudou. O Orlistat é um potente inibidor das lipases pancreáticas, o que reduz a digestão das gorduras no intestino, diminuindo em 30% a absorção da gordura ingerida através da alimentação. A maior dificuldade no uso do Orlistat é a baixa adesão ao tratamento devido a um efeito colateral bastante comum e muito indesejado: as fezes tornam-se gordurosas e os pacientes tem episódios freqüentes de diarréias.

Dr. Charles Schwambach
Sintomas da Tuberculose

A tuberculose apresenta sintomas gerais iniciais leves e não específicos para a tuberculose. Os principais sintomas da tuberculose pulmonar crônica, assunto deste post, são sintomas gerais que podem ser confundidos com outras doenças e como geralmente são incidiosos (eles são leves e de progressão lenta), os pacientes não procuram o auxílio de um médico prontamente. Este fato é de interesse das autoridades, por isso o Ministério da Saúde faz campanhas freqüentes para orientar a população sobre os sintomas da tuberculose.

A tuberculose pulmonar é a forma mais comum de tuberculose entre os pacientes com um sistema imunológico bom (normal ou sem comprometimento por medicação ou doenças que causam imunodeficiência) e dentro da tuberculose pulmonar a forma crônica é a mais comum, por isso preocupa tanto, o paciente demora muito a procurar ajuda. Um paciente com essa forma de tuberculose nos estágios iniciais mantém suas atividades habituais sem nenhuma dificuldade, ele mesmo não se sente doente, porém ele é um “depósito” ambulante de bacilos da tuberculose, cada vez que tosse espalha pelo ambiente mais bacilos, que podem infectar outras pessoas.

Sintomas da tuberculose pulmonar forma crônica:

  • Febre leve geralmente no final de tarde e início da noite;
  • Sudorese noturna;
  • Emagrecimento progressivo, o paciente começa a emagrecer continuadamente, no início a perda de peso é pequena e com o passar dos meses esse emagrecimento torna-se intenso causando grande debilidade física;
  • Perda de apetite;
  • Mal-estar geral sentido mais como uma fraqueza, uma fadiga, um estado de debilidade geral, no início é sentido mais no final do dia junto com a febre e depois pode ocorrer durante todo o dia, o paciente vai se sentindo cada vez mais fraco;
  • Tosse que no início pode ser leve, discreta e seca; com a progressão da tuberculose a tosse vai ficando cada vez mais intensa e torna-se produtiva com raias de sangue, em alguns casos a doença avança a tal ponto que o paciente começa a tossir sangue em grandes quantidades.

Importante: qualquer indivíduo com tosse por três semanas ou mais associado aos sintomas anteriores é considerado um caso suspeito de tuberculose e deve ser investigado adequadamente por um médico que pode solicitar os exames necessários; procure a rede de saúde pública ou um médico do seu plano ou convênio de saúde, não precisa ser um médico especialista em pulmão, pode ser um clínico geral ou qualquer outro médico, caso você tenha acesso ao pneumologista, ótimo, mas não deixe de procurar ajuda.

Outros sintomas da tuberculose pulmonar forma crônica:

  • Dor torácica, nem todos pacientes apresentam;
  • Infecções respiratórias de repetição podem ocorrer em pacientes com seqüelas pulmonares da tuberculose; em estágios mais avançados existe perda de tecido pulmonar, formação de cavidades dentro dos pulmões e cicatrizes levando a um quadro de insuficiência respiratória.

Leia também: HIV e Tuberculose: Quais os riscos?

Dr. Charles Schwambach
Qual o tratamento para disenteria?

A maioria dos casos de disenteria pode ser tratada com hidratação e uso de soro caseiro. Em alguns casos, é preciso o uso de antibióticos, mas esse só deve ser tomado com orientação médica. Raramente e apenas em casos de desidratação grave é preciso internação hospitalar para hidratação venosa e devida recuperação.

O soro de reidratação é oferecido gratuitamente nas unidades de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde) e vendido nas farmácias.

Como a transmissão ocorre com a ingestão de água ou alimentos contaminados com parasita, as medidas de prevenção são importantes:

  • Lavar bem as frutas, legumes e vegetais antes de comer;
  • Beber água filtrada ou fervida;
  • Lavar as mãos antes das refeições;
  • Comer em locais que preparam os alimentos de forma higiênica.
Dra. Nicole Geovana
O que é disenteria e quais os sintomas?

A disenteria é uma doença de inflamação dos intestinos. Ela pode ser causada por bactérias (principalmente Shigella) ou por amebas. Os sintomas são:

  • Diarreia aquosa e às vezes com sangue e/ou muco;
  • Dor/cólica abdominal e esforço para defecar;
  • Febre e vômitos às vezes;
  • Falta de apetite, perda de peso e desidratação.

Geralmente quando a causa é por ameba, a dor abdominal é maior e as complicações podem ser mais graves, como abscesso no fígado.

A transmissão ocorre com a ingestão de água ou alimentos contaminados com esses parasitas, decorrente de uma má higiene na preparação dos alimentos. Por isso, é fundamental os cuidados de higiene pessoal e com a preparação de alimentos.

Dra. Nicole Geovana
O que é miastenia gravis e quais os sintomas?

A Miastenia Gravis é uma doença autoimune na transmissão neuromuscular caracterizada por fraqueza e fadiga em alguns músculos. Há duas formas da doença: uma ocular que acomete os músculos de sustentação dos olhos; e outra generalizada que além de afetar os músculos oculares também afeta músculos da mandíbula e da respiração.

Os sintomas são decorrentes da dificuldade progressiva em contrair os músculos:

  • Queda das pálpebras, visão embaçada;
  • Dificuldade para mastigar e engolir
  • Problemas na fala (voz nasalada);
  • Dificuldade para respirar;
  • Perda da expressão facial;  
  • Dificuldade em movimentar as pernas e braços.

Normalmente os sintomas vão e voltam e pioram no final do dia e com o aumento do esforço físico e movimentação. A Miastenia Gravis é uma doença rara e possui tratamento.

Dra. Nicole Geovana
Saliva em excesso, o que pode ser?

Saliva em excesso pode ser causada por distúrbios variados que influenciam tanto no aumento da sua produção, quanto na dificuldade para ser engolida. Principalmente nos primeiros meses de gravidez, pode ocorrer a salivação excessiva, ptialismo ou sialorreia. Esse sintoma está relacionado à presença de náuseas e vômitos que, provavelmente, levam a gestante à dificuldades para engolir a saliva, e que desaparece no decorrer da gestação, com a melhora dos enjoos. A sua causa não está bem esclarecida, podendo ser originada por  motivos psicológicos ou hormonais.

A saliva é produzida para auxiliar a digestão dos alimentos. As glândulas salivares, que estão localizadas próximas à boca, produzem e eliminam a saliva conforme a necessidade para a digestão, porém isso pode ser alterado na presença de: inflamações na boca, estomatites, dentes nascendo ou mal adaptados à boca (próteses, dentaduras), refluxo gastroesofágico, infecção na garganta, uso de medicações como o Clonazepan,  Ketamina, Clozapine e Cloreto de potássio, infecção no pâncreas, distúrbios no fígado e intoxicações.

Algumas causas mais frequentes para a dificuldade para engolir e manter a saliva na boca:

  • sinusites crônicas e agudas,
  • amigdalites e infecções na garganta,
  • alergias,
  • adenoides aumentadas de tamanho,
  • tumores ou outros distúrbios que possam afetar os movimentos dos lábios e da língua,
  • ​distúrbios no sistema nervoso que afetem a capacidade para engolir (deglutição).

A salivação excessiva deve ser tratada segundo sua causa e o clínico geral é o médico indicado para a avaliação inicial  do problema.

Dr. Ivan Ferreira
Obesidade – Fisiologia do Armazenamento das Gorduras

A quantidade de pessoas obesas tem aumentado muito no Brasil, tanto que a obesidade já é considerada um problema de saúde pública. Além de toda a questão estética ligada ao tema, a obesidade deve ser encarada do ponto de vista da medicina com muita seriedade, tendo em vista que a obesidade leva ao aumento da incidência de várias doenças como pressão alta, diabetes, e as doenças cardiovasculares; todas doenças crônicas que requerem assistência médica constante. Um velho aliado nosso “o conhecimento” pode servir para entendermos a fisiologia envolvida no processo de ganho de peso. Toda vez que conhecemos melhor o assunto podemos lidar melhor com o problema.

O nosso tecido adiposo é formado por células conhecidas como adipócitos. A principal função dos adipócitos é o armazenamento de gorduras. O tecido adiposo é encontrado em maior quantidade abaixo da nossa pele, distribuído de forma irregular pelo corpo (alguns lugares tem um tecido adiposo maior – mais espesso) e também no abdômen em torno das nossas vísceras.

A gordura acumulada debaixo da pele tem a função de proteger o corpo humano do frio e em conjunto com a gordura acumulada no abdômen têm a função de servir como reserva energética em tempos de escassez de alimentos. Assim dessa forma evolutivamente nosso corpo foi criado, como usamos roupas para nos proteger do frio e realizamos várias refeições ao dias (não existem tempos de escassez de alimentos), então a gordura acumulada em nosso organismo deixou de ser uma vantagem evolutiva para tornar-se um problema médico e estético.

O acúmulo de gordura em nosso corpo é feito a partir das sobras de alimentos, todas as vezes que ingerimos mais alimentos que o necessário para nossa manutenção existe o acúmulo dessas sobras na forma de gordura. Do ponto de vista energético nosso organismo é capaz de aproveitar os carboidratos (açucares), as gorduras e as proteínas.

O nosso organismo dá preferência sempre para os carboidratos, na falta deste, opta pela gordura para obtenção de energia e em últimos casos lança mão do uso das proteínas. O problema é que os carboidratos são armazenados em pequenas quantidades no fígado e músculos, todo o restante que sobra é transformado em gordura para formar nosso tecido adiposo. As gorduras quando ingeridas são diretamente levadas para os locais de acúmulo e as proteínas passam por processos mais específicos para que suas sobras sejam transformadas em gordura.

Este e o principio básico do acúmulo de gorduras, ganho de peso e da obesidade. Entender o funcionamento do nosso corpo pode nos ajudar a formular medidas para a perda de peso como, por exemplo, uma dieta para emagrecer ou mesmo uma alimentação mais saudável.

Dr. Charles Schwambach
Qual a diferença entre Sintomas e Sinais de uma Doença?

A diferença ente sintomas e sinais de uma doença é que os sintomas são os relatos, as queixas, aquilo que o paciente diz ao/à médico/a durante a consulta. É o que o/a médico/a escuta ou pergunta ao/à paciente durante a entrevista médica (anamnese). É uma queixa subjetiva, o que a pessoa está sentindo ou sentiu. 

Já os sinais de uma doença são as imagens, os sons e outros dados objetivos que o/a médico/a vê, escuta, ausculta (com o auxílio do estetoscópio) e sente quando realiza o exame físico. É o que o/a médico/a consegue de dados pela sua observação direta.

Sinais e sintomas de uma doença são coisas distintas pois dependem da perspectiva de quem está contando a história ou avaliando a situação na relação médico-paciente.

Dra. Nicole Geovana
Língua rachada o que pode ser? Qual o tratamento?

Língua rachada pode ser uma característica genética normal e individual chamada língua fissurada. Como não é uma doença não é necessário nenhum tipo de tratamento.

A língua rachada ou língua fissurada é a presença de rachaduras (sulcos) na língua. Muitas vezes existem na família outras pessoas com as mesmas características. Uma vez que substâncias ácidas ou irritativas pode causar ardência e irritação na língua, deve-se evitá-las. Também é importante uma boa limpeza da língua com escovação após as refeições evitando o acúmulo de resíduos alimentares nessas pequenas rachaduras que podem causar irritações, dor e inflamações.

 O estomatologista é o especialista em distúrbios da boca e língua.

Dr. Ivan Ferreira
O que acontece se a pessoa ingerir veneno de rato?

A ingestão de veneno de rato pode causar sintomas variados dependendo da composição do veneno de rato, da quantidade ingerida e por quanto tempo ele foi ingerido.

Veja aqui o que fazer no caso de ingestão de veneno de rato.

O veneno à base de carbamatos e organofosforados que são inseticidas usados para eliminar pragas, têm ação no cérebro e em alguns nervos e causam: salivação, lacrimejamento, sudorese, visão borrada, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarreia, coriza, falta de ar, secreção pulmonar, palidez, dificuldade para controlar a urina e as fezes, câimbras, fraqueza muscular generalizada, paralisia, tremores, sonolência, confusão mental, perda de concentração, dor de cabeça, alterações da frequência cardíaca e respiratória e coma.

O veneno à base de anticoagulantes (impedem a coagulação do sangue) causa:sangramento nas gengivas e no nariz, dor abdominal aguda, manchas roxas e vermelhas na pele (hematomas e equimoses), tosse e vômitos com sangue, fezes ou urina com sangue, derrame cerebral (AVC), pressão baixa (hipotensão), choque e coma.

Em casos de ingestão de veneno de rato deve ser procurado um serviço médico de urgência para que sejam tomadas as medidas necessárias de acordo com o veneno tomado. Por isso é muito importante que se saiba o nome do veneno ou que seja levada a embalagem dele ao atendimento de urgência.

Dr. Ivan Ferreira
Quais são os sintomas da sinusite?

Os principais sintomas da sinusite são dor e sensação de peso na face. Dependendo da causa, pode haver também outros sintomas associados, como espirros, obstrução nasal, coriza (nariz escorrendo), febre entre outros.

A sinusite é a inflamação dos seios paranasais, que são cavidades aeradas localizadas no rosto. Essa inflamação pode ser de causa infecciosa (num quadro gripal, por exemplo), alérgica (nas rinites ou rinossinusites) ou traumática (em caso de diferenças de pressão como em viagens de avião ou mergulhos).

Os seios da face normalmente produzem uma quantidade de muco, que é constantemente drenada através de canais que desembocam na cavidade nasal.

Durante o quadro de sinusite, essa quantidade aumenta muito, o que pode obstruir a drenagem. Isso pode provocar dor e sensação de peso no rosto. Com o passar do tempo, o muco pode se infectar, levando à sinusite bacteriana, que exige tratamento específico.

Leia também: Diferenças entre Rinite, Sinusite e Resfriado

O tratamento deve ser indicado e acompanhado por um clínico geral, pediatra ou otorrinolaringologista.

Dr. Gabriel Soledade
O que é diabetes?

Diabetes é uma doença que desregula a forma como o organismo utiliza a glicose (açúcar)

A insulina é o hormônio que regula a entrada da glicose nas células e é produzida pelo pâncreas. 

Há dois tipos diferentes de diabetes: tipo 1 e tipo 2. Na diabetes tipo 1, o pâncreas não produz insulina suficiente. Na diabetes tipo 2, o pâncreas pode não produzir insulina suficiente ou o organismo tornar-se resistente à insulina. Como consequência, haverá uma quantidade elevada de açúcar na corrente sanguínea e isso pode afetar diversos órgãos caso não tratado de forma adequada. 

A diabetes pode ser uma condição crônica que acompanhará a pessoa para toda a vida, sendo necessária monitorização frequente e tratamento adequado. Isso inclui mudança no estilo de vida, uso de algumas medicações, realização de exames periódicos e medidas de auto-cuidado.

Leia também: Diabetes tem cura?

O foco principal do tratamento da diabetes é manter o nível de glicose sanguínea estável e dentro da normalidade, além de reduzir os riscos de complicações advindas da doença. 

Dra. Nicole Geovana