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Imunidade baixa é comum durante a gravidez?

Alterações na imunidade são normais e fundamentais para o sucesso da gravidez. A gravidez resulta em uma supressão da resposta imune celular (resposta celular), mas também na preservação e, algumas vezes, aumento da imunidade humoral (produção de anticorpos).

O aumento fisiológico das concentrações de cortisol, progesterona, estradiol e testosterona, observado durante o terceiro trimestre, estão envolvidos na polarização das citocinas Th2, acompanhada por uma intensificação moderada ou igual da resposta dos monócitos a favor das citocinas pró-inflamatórias. Esta polarização pode predispor à ocorrência de algumas infecções leves, como gripes e resfriados.

Outro fator importante na gestação são as alterações locais na região da vagina e vulva, promovidas pelas alterações hormonais, que podem predispor à ocorrência das vulvovaginites, como tricomoníase, vaginose bacteriana e candidíase, que não refletem necessariamente "imunidade baixa", apenas alterações locais que predispõem à proliferação destes micro-organismos.

Toda gestante deve realizar pré-natal e quaisquer dúvidas deverão ser tiradas com o médico ginecologista.

Dra. Ângela Cassol
Quais as causas da sudorese noturna?

Sudorese noturna pode ter várias causas e nem sempre representa uma doença grave. Os suores noturnos em noites quentes, em mulheres jovens na época de menstruar e em mulheres mais velhas no período da menopausa são normais.

Além da menopausa, as apneias do sono também estão entre as causas mais comuns de suores noturnos. Pesadelos e o sonambulismo também são transtornos do sono em que o indivíduo apresenta sudorese, devido à intensa ativação do sistema nervoso.

Há ainda outro tipo de transtorno chamado de hiperidrose do sono que pode estar associado à "hiperidrose diurna" (sudorese excessiva que ocorre principalmente nas mãos, pés, axilas e crânio-facial).

O suor noturno que deve ser investigado é aquele que encharca os pijamas repetidamente, especialmente se estiver associado a outros sintomas, como:

  • febre
  • perda de peso
  • caroços no corpo (ínguas)
  • cansaço extremo
  • coceira pelo corpo
  • tosse com catarro com raias de sangue
  • falta de fôlego
  • dores no peito

Nestes casos, os suores noturnos podem ser causados por:

  • infecções agudas ou crônicas, como tuberculose;
  • linfoma e outros cânceres;
  • queda de açúcar no sangue, comum em diabéticos, especialmente naqueles que usam insulina.

Na presença de sudorese noturna, especialmente se houver outros sintomas, você deve procurar um médico clínico geral para uma melhor avaliação.

Dra. Ângela Cassol
Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

A infecção urinária pode afetar a uretra, a bexiga e os rins, e seus sintomas podem variar de uma pessoa para outra e dependem do local que está acometido. É causada por bactérias.

Os sintomas de infecção urinária na bexiga (cistite) estão citados abaixo:

  • Dor ou ardor ao urinar;
  • Vontade de urinar frequente, mas em pouca quantidade;
  • Urina esbranquiçada ou turva e com cheiro desagradável.

Os sintomas de infecção urinária nos rins (pielonefrite) estão citados abaixo:

  • Dor ou ardor ao urinar;
  • Desconforto abdominal;
  • Calafrios e febre acima de 38ºC;
  • Dor de um lado das costas;
  • Enjoo e vômitos.

Os sintomas da infecção urinária na uretra (uretrite) estão citados abaixo:

  • Dor ou ardor para urinar;
  • Corrimento amarelado na uretra.

Nos bebês e crianças mais novas, os sintomas de infecção urinária são diferentes:

  • Urina mais escura que o normal e com cheiro desagradável;
  • Falta de apetite;
  • Irritabilidade;
  • Febre.

Geralmente, a infecção urinária é causada pela bactéria E. coli proveniente do intestino. Outras possíveis causas da infecção urinária são:

  • Segurar o xixi por muito tempo;
  • Beber poucos líquidos;
  • Estar grávida;
  • Ter relações sexuais de bexiga cheia;
  • Diarréia.

O tratamento da infecção urinária é feito com antibióticos, durante 3, 7, 10 ou mais dias. Alguns exemplos de remédios utilizados contra a infecção urinária são: amoxicilina, cefalexina, ciprofloxacino, norfloxacino e nitrofurantoína.

É importante que o antibiótico seja tomado sempre no mesmo horário e pela quantidade de dias que o médico indicou, mesmo que os sintomas desapareçam antes.

Se você apresentar sintomas de infecção urinária, deverá procurar um pronto atendimento para avaliação e prescrição do tratamento.

Dra. Ângela Cassol
Quais os riscos do cateterismo vesical?

Os riscos do cateterismo vesical são mais frequentes na sondagem vesical de demora, e são:

  • Infecções do trato urinário (a presença do cateter na uretra remove os mecanismos de defesa do paciente, pois os esfíncteres permanecem abertos, assim facilitando a ascensão de bactérias para a bexiga);
  • Traumatismo da uretra (no momento da introdução do cateter, ao forçar contra resistência à penetração, e complicações à microcirculação uretral pela pressão exercida pelo balonete inflado);

Em caso de dúvidas adicionais sobre riscos do cateterismo vesical, consulte seu médico.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Condropatia patela tem cura? Qual o tratamento?

Cura para a condropatia patelar é controversa. O desgaste à articulação dificilmente será revertido, porém, se o tratamento for instituído precocemente, há controle adequado dos sintomas, sem maiores prejuízos ao paciente. Se o quadro for muito avançado, poderá ser necessária cirurgia.

O tratamento da condropatia patelar pode ser feito com:

  • fisioterapia: para ajuste da mecânica articular;
  • medicações anti-inflamatórias;
  • medicações protetoras da cartilagem, como condroitina e glucosamina;
  • readaptação das atividades diárias e esportivas;
  • cirurgia nos casos mais graves.

O tratamento adequado deverá ser orientado pelo médico ortopedista.

Dra. Ângela Cassol
Mononucleose tem cura? Qual o tratamento?

Mononucleose infecciosa causada pelo vírus do Epstein-Barr tem cura e não há tratamento específico. O tratamento baseia-se em sintomáticos e repouso, e o quadro costuma se resolver espontaneamente em duas semanas.

Por cauda do risco de ruptura do baço, recomenda-se evitar exercícios físicos durante pelo menos 4 semanas.

Dra. Ângela Cassol
Quais são os sintomas da catapora?

 Os sintomas da catapora se iniciam após 10 a 20 dias do contágio e estão listados abaixo:

  • Lesões de pele avermelhadas, que logo se transformam em pequenas bolhas (vesículas) e que viram crostas após alguns dias, desaparecendo ao final de uma a duas semanas. Depois que as lesões se resolvem, pode permanecer cicatriz. O sintoma clássico da catapora é o paciente apresentar, num mesmo momento, lesões avermelhadas elevadas, vesículas e crostas;
  • Prurido intenso no local das lesões;
  • Mal estar;
  • Dor de garganta;
  • Febre baixa;
  • Perda de apetite.

Catapora é uma doença infecciosa causada pelo vírus Varicela-Zoster, da família dos herpes vírus, transmitida através da via respiratória, por gotículas eliminadas pela boca ou nariz, sendo altamente contagiosa.

A imunidade depois de um episódio de catapora é permanente e raramente ocorre uma segunda infecção. Contudo, apesar da cura, o vírus permanece no corpo até o fim da vida.

Complicações

Nas crianças, usualmente não traz complicações e os quadros são auto-limitados. A catapora pode ser mais grave em adultos, adolescentes e pessoas com imunossupressão, com taxas de complicações mais elevadas. Entre as complicações mais comuns estão:

  • pneumonite;
  • hepatite;
  • encefalite (infecção do cérebro;
  • miocardite (inflamação do músculo cardíaco);
  • síndrome de Reye: alteração neurológica, que pode ocorrer em pacientes que fazem uso de ácido acetilsalicílico (AAS ou aspirina) durante o curso infecção.
Tratamento da Catapora

A varicela é uma doença auto-limitada na imensa maioria dos casos. O tratamento em pessoas saudáveis, sem deficiências do sistema imune, é basicamente de suporte. Para que não ocorra uma infecção bacteriana secundária, deve-se evitar coçar as lesões.

As unhas das crianças devem estar bem curtas. Anti-histamínicos (antialérgicos) podem ser usados para diminuir o prurido. A febre deve ser tratada, de preferência, com paracetamol. Nunca se deve usar aspirina.

Os banhos com permanganato de potássio ou com água boricada podem ser úteis, especialmente naqueles pacientes com muitas lesões bolhosas.

O tratamento com aciclovir é indicado nos pacientes acima de 12 anos ou naqueles com maior risco de complicações. O medicamento não elimina o vírus, mas reduz o tempo de doença, a quantidade de lesões na pele e os riscos de eventuais complicações.

Vacinação

Todas as crianças a partir de 1 ano de idade podem ser vacinadas contra a catapora, assim como adultos que ainda não tenham tido a doença. São duas doses: uma aos 12 meses e outra entre 4 e 6 anos de idade.

Também estão indicadas 2 doses para os adultos, sendo a segunda dose administrada com 4 meses de intervalo. A vacina é contra-indicada nas grávidas, imunossuprimidos e pessoas que tenham recebido outra vacina de vírus vivo nas últimas 4 semanas.

O vírus da varicela permanece no nosso organismo pelo resto da vida, ficando alojado dentro das células do sistema nervoso. Não provoca sintomas e não é contagioso. Porém, se o paciente tiver queda nas defesas do organismo, pode apresentar a reativação do vírus da varicela zoster, levando ao quadro conhecido como herpes zoster.

O herpes zoster é caracterizado por lesões de pele com características similares à varicela comum, porém, restrita a uma pequena zona do corpo e costuma ser em “faixa” e parar na linha média do corpo. Nestes casos, deve ser feito tratamento com antivirais (aciclovir, valaciclovir, fanciclovir) para todos os pacientes, por período de sete a dez dias. Se você apresentar sintomas similares ao citado acima, deverá procurar um pronto atendimento e evitar contato com outras pessoas, em especial grávidas e imunossuprimidos. As crianças devem ser afastadas das escolas e creches até a resolução de todas as lesões bolhosas.

Dra. Ângela Cassol
Quais os riscos da catapora durante a gravidez?

A catapora durante a gravidez pode trazer consequências ao bebê, dependendo em qual semana de gestação ocorreu o contágio:

  • Catapora antes das 13 semanas de gestação: o risco de atingir o bebê é muito baixo e somente cerca de 0,3% destes desenvolvem alguma malformação. As alterações que podem ocorrer no bebê são: baixo peso para a idade gestacional, lesões cicatriciais de pele, hipotrofia de membros, microftalmia, catarata, coriorretinite, atrofia do nervo ótico e retardo mental.
  • Catapora entre as 13 e 20 semanas de gestação: o bebê pode ter baixo peso ao nascer ou pode ser que ele tenha alguma dificuldade em desenvolver-se adequadamente.
  • Catapora entre 21 e 36 semanas de gestação: o risco de afetar o bebê é muito pequeno, mas este pode apresentar herpes logo no 1º ano de vida.
  • Catapora após as 37 semanas de gestação: o bebê pode ser afetado e o obstetra deverá indicar o uso de uma injeção antiviral específica para diminuir o risco do bebê desenvolver a forma mais grave da doença, que pode levar a catapora disseminada, com lesões hemorrágicas, comprometimento do fígado e pulmão, e com letalidade ao redor de 35%.

O tratamento para catapora durante a gravidez também consiste em aliviar os sintomas. Somente em casos específicos, em que há grande risco de infecção do bebê, o obstetra poderá receitar o uso de imunoglobulina anti-varicela zóster para proteger a mãe e o bebê. Fora isto, deve-se:

  • Tomar banhos frios ou mornos para baixar a febre;
  • Evitar coçar as feridas e manter as unhas curtas;
  • Lavar as mãos com sabonete antisséptico;
  • Utilizar anti-histamínicos para alívio da coceira.

Caso a mulher ainda não tenha tido catapora, a única forma de prevenir a doença é evitar o contato com os infectados. A vacina não pode ser dada durante a gravidez.

Se você apresentar lesões bolhosas durante a gravidez deverá procurar seu obstetra imediatamente, ou um pronto atendimento.

Dra. Ângela Cassol
Leishmaniose tem cura? Qual o tratamento?

Leishmaniose tem cura e o tratamento idealmente deve ser feito com drogas conhecidas como antimoniais pentavalentes, sendo o Glucantime® a droga mais utilizada no Brasil. Os medicamentos devem ser administrados pela via intramuscular ou intravenosa, durante pelo menos 20 dias. A dose e o tempo da terapêutica variam com as formas da doença e gravidade dos sintomas:

  • leishmaniose tegumentar: recomenda-se o uso de 10-20 mg/Sb5+/dia, por 20 dias consecutivos, sendo que cada mL da droga contém 81mg de Sb5+.
  • leishmaniose visceral: recomenda-se o uso de 20 mg/Sb5+/dia, por 20 a 40 dias consecutivos.

O principal efeito colateral da medicação é induzir arritmias cardíacas, estando contraindicado para mulheres grávidas nos 2 primeiros trimestres de gestação, pacientes com insuficiência hepática e renal e também indivíduos em uso de medicamentos antiarrítmicos.

Outras drogas usadas no tratamento da leishmaniose incluem a anfotericina B e o isotionato de pentamidina.

O tratamento da leishmaniose deverá ser prescrito pelo médico dermatologista ou infectologista.

Dra. Ângela Cassol
Como aliviar dor de dente?

Para aliviar dor de dente, o mais indicado é procurar um dentista, pois só este profissional poderá diagnosticar a causa da dor e prescrever um tratamento adequado. Entretanto, enquanto aguarda pelo dia ou momento da consulta, pode tomar algumas medidas para ajudar a aliviar a dor de dente:

  • Fazer bochechos com água morna e sal: Preparar um copo de água morna com duas pitadas de sal e bochechar cuidadosamente no local da dor. Ajuda a remover restos de alimentos e alivia a dor;
  • Aplicar gelo: Colocar alguns cubos de gelo num saco plástico, umedecer um pano e envolver o saco com o mesmo. Aplicar a compressa fria na bochecha do lado da dor de dente por 20 minutos, de 3 em 3 horas. O frio provoca uma contração dos vasos sanguíneos, ajudando a controlar a inflamação e reduzir o inchaço, além de aliviar a dor.

É importante lembrar que esses "tratamentos caseiros" apenas ajudam a aliviar a dor de dente, mas não curam a sua causa, que pode estar relacionada com cárie, gengivite ou alguma infecção, podendo se agravar e trazer sérias complicações se não for devidamente tratada.

Caso a dor persista por mais de 2 dias, deve-se procurar um dentista.

Quais as causas da hipertensão arterial?

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) ocorre por diversas causas, que serão descritas aqui. É definida como o aumento crônico da pressão sanguínea, de valor igual ou superior a 140/90 mmHg (em indivíduos adultos, de até 74 anos, sem comorbidades como diabetes ou insuficiência renal).

Os valores da pressão arterial seguem a seguinte classificação:

  • Pressão arterial normal: valores menores ou iguais a 120/80 mmHg;
  • Pré-hipertensão: valores entre 121/81 – 139/89 mmHg;
  • Hipertensão grau I: valores entre 140/90 – 159/99 mmHg;
  • Hipertensão grau II: valores iguais ou maiores que 160/100 mmHg.

Constitui um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais, sendo responsável por pelo menos 40% das mortes por acidente vascular cerebral, por 25% das mortes por doença arterial coronariana e, em combinação com o diabete, 50% dos casos de insuficiência renal terminal.

Sua prevalência na população urbana adulta brasileira varia de 22,3% a 43,9%, dependendo da cidade onde o estudo foi conduzido.

Causas de hipertensão arterial
  • Hipertensão arterial essencial (primária) - sem causa definida (idiopática) - 95% dos pacientes.

Embora não se saiba sua causa exata, sabe-se que pode ser causada por múltiplos fatores genéticos e de hábitos de vida.

O aumento da absorção de sal pelos rins, uma resposta exacerbada dos vasos sanguíneos a estímulos nervosos mediados por neurotransmissores, como a adrenalina, e uma perda de elasticidade das artérias que as deixam mais rígidas, são alguns dos mecanismos responsáveis pelo aumento da pressão arterial na hipertensão primária. 

A hipertensão essencial geralmente aparece de forma gradual, piorando com o passar dos anos. Ainda não se sabe por que estas alterações surgem em determinadas pessoas, mas já é possível identificar alguns fatores de risco para a hipertensão essencial:

  • Afrodescendência: negros têm maior incidência de HAS, iniciando mais cedo na vida e com complicações mais numerosas e mais graves ao longo dos anos;
  • Genética: história familiar - quanto mais parentes portadores de pressão alta você tiver, maiores são suas chances de também desenvolver a doença;
  • Consumo de sal - cloreto de sódio: mais de seis gramas de sal por dia - O sal aumenta a pressão arterial por induzir duas alterações nos vasos sanguíneos: 1) aumenta o volume de líquidos dentro dos vasos; 2) o sódio age diretamente nas paredes das artérias, causando uma constrição das mesmas (diminuição do diâmetro), levando a um aumento da resistência (pressão) à passagem do sangue e uma menor capacidade de vasodilatação;
  • Obesidade: IMC = peso/altura ao quadrado > ou = a 30 - até seis vezes mais chances de apresentarem HAS. A circunferência abdominal, medida na linha do umbigo, também é fator de risco; quanto maior, maior o risco;
  • Consumo de álcool: consumo diário de duas ou mais doses de álcool por dia - dois copos de vinho ou de cerveja - aumenta em duas vezes o risco de HAS. Quanto maior o volume ingerido, maior o risco;
  • Idade: ao longo dos anos, os vasos sanguíneos vão passando por um processo chamado arteriosclerose, em que a parede das artérias vai endurecendo, fazendo com que as mesmas percam elasticidade e capacidade de se acomodar com as variações da pressão arterial. A hipertensão do idoso é tipicamente sistólica, isto é, a pressão máxima (pressão sistólica) fica alta e a pressão mínima (pressão diastólica) fica baixa;
  • Colesterol elevado: aumenta a deposição de gordura nas artérias, um processo chamado de aterosclerose, que leva à HAS;
  • Sedentarismo: A prática regular de exercícios diminui os níveis circulantes de adrenalina, que causa constrição das artérias, e aumenta a liberação de endorfinas e óxido nítrico, que causam vasodilatação, o que é excelente na prevenção da doença. O sedentarismo também contribui para o sobrepeso e aumento do colesterol;
  • Tabagismo: O cigarro provoca um aumento imediato da pressão arterial pela ação vasoconstritora da nicotina, além de acelerar o mecanismo da arteriosclerose, tornando os vasos duros e rígidos. O fumo passivo também é fator de risco para hipertensão arterial;
  • Anticoncepcionais orais (ACO):  A pílula anticoncepcional geralmente aumenta discretamente a pressão arterial, porém, há mulheres, principalmente fumantes com mais de 25 anos, que os ACO podem causar hipertensão.
  • Hipertensão arterial secundária (5% dos pacientes):

Diferentemente da hipertensão essencial, em que há fatores de risco identificados mas sem uma causa claramente estabelecida, a hipertensão secundária tem uma causa bem definida. Neste caso, a pessoa tem uma doença que leva à hipertensão. Algumas doenças que podem causar hipertensão secundária:

  • Insuficiência renal crônica: uma das principais causas de hipertensão secundária. Quando os rins começam a falhar, o corpo começa a ter dificuldade em excretar o excesso de sal e líquidos consumidos, o que provoca um aumento da pressão arterial. Cerca de 85% dos pacientes com insuficiência renal crônica têm hipertensão. É importante lembrar que o oposto também pode ocorrer, isto é, a HAS (por outra causa) levar à insuficiência renal.
  • Glomerulonefrite: os glomérulos possuem os filtros que "limpam" o sangue. Glomerulonefrite é o grupo de doenças que causam inflamação dos glomérulos. Há várias doenças que provocam glomerulonefrite e quase todas apresentam hipertensão como parte dos sintomas.
  • Rins policísticos: os cistos expandidos aumentam a liberação do hormônio renina, que causa uma maior absorção de sódio nos túbulos renais e aumenta, por consequência, o risco de hipertensão. Indivíduos com rins policísticos podem ter hipertensão mesmo quando não apresentam ainda transformações detectáveis da função renal.
  • Estenose da artéria renal: Estenose é um estreitamento de uma artéria. A estenose da artéria renal reduz o aporte sanguíneo para o rim. Como a pressão sanguínea que chega ao rim está muito baixa, o rim reage como se a pressão estivesse baixa em todo corpo e começa a reter mais sal e líquidos para compensar essa falsa hipotensão.
  • Feocromocitoma: É um tumor maligno da glândula supra-renal, que produz adrenalina. A hipertensão pode ser causada por este excesso de adrenalina;
  • Aldosteronismo primário: Normalmente é causado por um tumor benigno da supra-renal ou por um crescimento anormal da glândula. Leva à hipertensão devido ao aumento da produção do hormônio aldosterona, que atua no rim aumentando a absorção de sódio nos túbulos renais;
  • Síndrome de Cushing: Doença causada por corticoides em excesso no organismo, tanto por aumento da sua produção pela glândula supra-renal como por ingestão de corticoides sintéticos em excesso para tratamento de algumas doenças;
  • Apneia obstrutiva do sono: Ocorre sobretudo em obesos caracteriza-se por períodos de apneia (interrupção da respiração) durante o sono. Metade dos pacientes apresenta hipertensão que costuma estar mais elevada no período da manhã, ao contrário do que ocorre em outras causas de hipertensão.
  • Causas renovasculares: aterosclerose, hiperplasia fibromuscular, poliarterite nodosa;
  • Causas neurológicas: aumento de pressão intra-craniana, quadriplegia, porfiria aguda, disautonomia familiar;
  • Outras causas endócrinas: acromegalia, hipotireoidismo, hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, uso de hormônios exógenos;
  • Exógenas: abuso de álcool, nicotina, drogas imunossupressoras, intoxicação por metais pesados;
  • Estresse agudo: cirurgias, hipoglicemia, queimaduras, abstinência alcoólica, pós-parada cardíaca, perioperatório;
  • Hipertensão gestacional:
  • Outras causas: insuficiência aórtica, fístula arteriovenosa, tireotoxicose, doença Paget e beribéri (hipertensão sistólica).

10 Recomendações contra a pressão alta:

  • Meça a pressão pelo menos uma vez por ano;
  • Pratique atividades físicas todos os dias, ou pelo menos 40 minutos, cinco vezes na semana;
  • Mantenha o peso ideal, evite a obesidade;
  • Adote alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes;
  • Reduza o consumo de álcool. Se possível, não beba;
  • Pare de fumar;
  • Nunca pare o tratamento, é para a vida toda. Faça-o corretamente, nos horários certos;
  • Sempre siga as orientações do seu médico ou profissional da saúde;
  • Durma oito horas todas as noites, verifique se a qualidade do seu sono é boa;
  • Evite o estresse. Reserve tempo para a família, os amigos e o lazer. Garanta pelo menos uma hora por dia, todos os dias, para fazer algo que realmente gosta.

Em caso de suspeita de HAS, um médico (preferencialmente um cardiologista) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, se este é seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Colpite tem cura? Qual o tratamento?

Colpite tem cura. O tratamento depende do tipo de agente causador da colpite.

Geralmente, é feito com cremes ou pomadas vaginais que contém antibióticos, usadas durante uma semana a duas semanas, sem interrupção.

É recomendado que a mulher não tenha relações sexuais durante o tratamento, uma vez que o atrito do pênis com o colo do útero pode agravar o problema.

Em alguns casos, o tratamento inclui uso de antibióticos orais que deve ser tomado pela mulher e também pelo parceiro, pois sendo uma doença sexualmente transmissível, se não tratar as duas pessoas, a mulher pode ter outras infecções mesmo depois de terminar o tratamento.

Em outras situações que a mulher não apresente sintomas, o/a médico/a pode considerar não tratar com medicação, pois há chance de auto resolução.

É importante usar a medicação prescrita pelo/a médico/a pois cada tipo de colpite tem um tratamento diferente.

Dra. Nicole Geovana