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Lúpus tem cura?

Não, mas tem tratamento.

O lúpus é uma doença inflamatória crônica, causada por anticorpos que o corpo produz e que atacam o próprio organismo da pessoa.

O tratamento envolve uso de medicações do tipo corticoide e imunossupressores, que agem controlando a produção e a ação desses anticorpos.

Com tratamento adequado, é possível ter uma vida praticamente normal, e nem sempre o uso das medicações precisa ser para a vida toda.

Porém, a partir de alguns estímulos como estresse, problemas emocionais, alterações na imunidade e exposição ao sol, novas crises podem se desencadear, exigindo novos ciclos de tratamento.

O acompanhamento dessa doença é feito por médico reumatologista.

Dr. Gabriel Soledade
O que pode causar leucopenia?

A leucopenia pode aparecer como variação normal em algumas situações da vida, ou como sinal de vários tipos diferentes de doença. Entre elas, infecções, inflamações, doenças da medula óssea, da tireoide e do baço, doenças autoimunes e algumas doenças genéticas. Podem aparecer também como complicação do uso de alguns medicamentos, quimioterapia e radioterapia.

Trata-se da redução no número de células de defesa do corpo, chamadas leucócitos. O tratamento vai depender da causa, que deve ser investigada inicialmente pelo médico que solicitou o hemograma, o qual poderá encaminhar a algum especialista se achar necessário.

Dr. Gabriel Soledade
O que é sopro no coração?

Sopro é um som anormal que o médico ouve ao examinar o coração. Ele é causado por alguma alteração que modifica o fluxo normal do sangue, o qual acaba vibrando e provocando o ruído.

Existem muitas condições que causam essa alteração de fluxo, desde problemas nas valvas e câmaras cardíacas até alterações dos vasos (veias e artérias).

Por exemplo, uma valva do coração que demore demais para se fechar ou que se feche antes da hora correta pode impedir a passagem normal do sangue, provocando o sopro.

Uma artéria que saia do coração e que tenha alguma tortuosidade no seu caminho também vai fazer o sangue passar com dificuldade, e provocará o ruído.

Sendo assim, a gravidade, os riscos e a necessidade de tratamento vão depender da causa do sopro.

Em muitos casos, a pessoa tem o chamado sopro funcional, que é aquele causado por alguma condição que não está prejudicando o funcionamento normal do coração, e não precisará ser tratado. A pessoa viverá normalmente com o sopro, e não terá problemas com ele. Esse tipo de sopro é muito comum em crianças.

Em outros, pode ser sinal de doenças graves, que podem exigir tratamentos medicamentosos ou cirúrgicos imediatos.

Em todos os casos, para se ter o diagnóstico exato e o tratamento mais adequado, é preciso consultar-se com um cardiologista, que provavelmente indicará a realização de um ecocardiograma, que é um exame de ultrassom do coração, capaz de enxergar as várias estruturas que compõem esse órgão, a fim de procurar defeitos que sejam perigosos.

Dr. Gabriel Soledade
Sopro no coração tem cura?

Sopro no coração pode ter cura, dependendo da sua causa.

O sopro no coração por si só não é uma doença, mas sim um ruído que o médico pode ouvir quando examina o coração de um paciente.

Esse ruído é causado por alterações no fluxo do sangue dentro do coração e, dependendo do tipo e da causa, pode exigir ou não alguma forma de tratamento.

Existem os sopros chamados funcionais ou benignos, que são normais e não precisam de nenhum tipo de tratamento. A pessoa poderá viver normalmente com esse sinal e não terá complicações relacionadas a ele.

Em outros casos, o sopro pode ser sinal de doenças passíveis de tratamento, com cura do problema por meio de medicações ou cirurgias.

Por fim, existem os casos em que, mesmo com o tratamento correto, o problema não pode ser curado, mas somente controlado. Nesse caso, o acompanhamento deverá ser frequente e constante, para que se evite a piora da doença.

Em todos os casos, o diagnóstico e o tratamento devem ser feitos por um médico cardiologista.

Dr. Gabriel Soledade
Como é o preparo para colonoscopia?

O preparo para colonoscopia geralmente inicia-se de 1 a 2 dias antes do exame e baseia-se na utilização de laxantes, medicamentos para eliminação de gases e náuseas, e dieta líquida e sem fibras de modo a promover o esvaziamento e a limpeza do intestino e permitir a sua visualização interna com a utilização do colonoscópio.

Geralmente, o jejum é iniciado na noite anterior ao exame. As instruções do preparo para o exame são fornecidas pelo médico ou pelo local onde ele será realizado e podem variar um pouco de um local para outro.

O intestino é considerado limpo quando, após várias evacuações, as evacuações estiverem líquidas e claras ou com coloração amarelada. As pessoas diabéticas ou as que fazem tratamento com anticoagulantes devem consultar o médico sobre a necessidade de suspender os seus tratamentos durante o preparo para a colonoscopia.

O gastroenterologista é o especialista responsável por orientar e realizar a colonoscopia.

Dr. Ivan Ferreira
Como é feita a colonoscopia?

A colonoscopia é feita com o uso do colonoscópio ou fibroscópio, que é um aparelho constituído por um tubo fino e flexível com luzes, pinças e uma câmera na sua extremidade que permite visualizar o interior do intestino grosso e observar alterações surgidas na sua estrutura, bem como retirar material  para realização de exames (biópsia), quando necessário.

É necessário um preparo de 1 a 2 dias antes do exame, que baseia-se na utilização de laxantes, medicamentos para eliminação de gases e náuseas, dieta líquida e sem fibras, de modo a promover o esvaziamento e a limpeza do intestino e permitir a sua visualização interna com a introdução do colonoscópio. Geralmente, o jejum é iniciado na noite anterior ao exame. As instruções para o preparo do exame são fornecidas pelo médico ou pelo local onde será realizado o exame e podem variar um pouco de um local para outro.

No dia do exame o paciente é orientado a vestir uma espécie de camisola e recebe um sedativo e analgésico por via endovenosa. Essa medicação é importante para proporcionar o relaxamento da pessoa, facilitando a realização do exame. A seguir ele é posicionado do seu lado esquerdo na maca de exames. À partir desse momento é comum o paciente dormir e só acordar quando o exame já estiver finalizado.

O médico inicia o exame introduzindo, cuidadosamente, o fibroscópio pelo ânus do paciente, procurando visualizar todas as suas estruturas internas conforme o aparelho segue pelo trajeto do intestino. Caso seja identificada alguma estrutura anormal, como pólipos ou divertículos, o médico fará a sua retirada durante o exame. Na maioria da vezes, esse exame não causa dor e, raramente, os pacientes referem algum desconforto, como cólicas, que podem ocorrer devido a uma pequena quantidade de ar que é injetada no intestino durante o exame, de modo a facilitar o afastamento das sua paredes e a progressão do fibroscópio.

Após o exame é necessário o paciente aguardar de uma a duas horas até acabar toda a sedação e estar em condições para ir embora. É importante ter alguém para acompanhar o paciente à casa após o exame e não é permitido dirigir em seguida à ele. Pessoas diabéticas devem questionar o médico sobre a necessidade de manter o seu tratamento durante o preparo para o exame.

O gastroenterologista é o médico responsável por orientar e realizar a colonoscopia.

Dr. Ivan Ferreira
Qual é o tratamento para a candidíase?

O tratamento da candidíase vulvovaginal da mulher não grávida baseia-se no uso de medicamentos antifúngicos orais (comprimidos ou cápsulas) como Fluconazol, Itraconazol e Cetoconazol que, dependendo da avaliação médica, podem ou não ser usados ao mesmo tempo com os antifúngicos intravaginais (cremes ou óvulos ) como Clotrimazol, Terconazol, Isoconazol e Nistatina.

Durante a gravidez, o tratamento da candidíase é realizado somente com o uso de medicamentos de uso intravaginal. Nesses casos, pode ser necessário um tratamento de longa duração, às vezes até o término da gestação. Um tratamento mais prolongado também pode ser necessário naqueles casos onde há o reaparecimento frequente da candidíase. Para o alívio temporário da coceira e ardência causada pela candidíase, pode ser realizado o banho de assento com cerca de duas a três colheres de sopa de bicarbonato de sódio dissolvido em um litro de água.

Caso o parceiro apresente sinais e sintomas como vermelhidão e coceira no pênis (glande), ele também deve ser avaliado pelo médico para um possível tratamento. 

O ginecologista é o médico indicado para diagnosticar e orientar o tratamento da candidíase vulvovaginal.

Dr. Ivan Ferreira
Quais são as causas da hemoglobina baixa?

As causas para a hemoglobina baixa estão relacionadas à distúrbios que causam a redução da quantidade de hemácias no sangue. A hemoglobina é uma substância de cor vermelha presente no interior das hemácias (glóbulos vermelhos) e os valores baixos da hemoglobina é que caracterizam a anemia. 

Esses valores baixos podem ser causados por problemas que levam à redução da produção das hemácias, ao aumento da velocidade da sua destruição ou à perda de sangue. A hemoglobina um pouco abaixo do limite pode ser um resultado normal para muitas pessoas e, geralmente, não deve ser causa de preocupação. É comum as mulheres grávidas apresentarem valores de hemoglobina um pouco abaixo do normal.

Doenças que levam à redução da produção das hemácias (e hemoglobina):  

  • anemias por falta de ferro ou vitaminas; 
  • cirrose,
  • leucemia,
  • linfomas,
  • insuficiência renal,
  • anemia aplástica,
  • hipotiroidismo,
  • medicamentos, como os usados no tratamento do câncer e da AIDS.

​Doenças que levam à um aumento na velocidade da destruição das hemácias:

  • anemia falciforme,
  • talassemia,
  • distúrbios que causam o aumento do baço (esplenomegalia),
  • porfiria,
  • vasculites.

Distúrbios que levam à perda de sangue:

  • distúrbios da coagulação,
  • sangramentos no sistema digestivo,
  • distúrbios menstruais com sangramento exagerado.

A hemoglobina baixa causa palidez, descoramento das mucosas e redução dos níveis de oxigênio em todos os órgãos do corpo, levando à sensação de fraqueza, cansaço fácil e falta de ar, até mesmo para a realização de atividades das rotinas diárias.

Para um diagnóstico adequado é necessário avaliar a história clínica e os sinais e sintomas associados para se chegar a conclusão de qual é a causa da anemia, se por perda sanguínea, falta de produção ou por destruição das hemácias.

O hematologista é o especialista indicado para avaliar as causas e o tratamento das anemias.

Dr. Ivan Ferreira
Quais os sintomas da cirrose?

Os sintomas da cirrose podem ser muito variados. Há pacientes que não apresentam sintomas, especialmente nos estágios iniciais da doença, assim como pacientes que necessitam de transplante hepático, pois o fígado perdeu grande parte de sua função.

Há sintomas decorrentes da perda de função do fígado, como:

  • surgimento de pequenos vasos no tórax,
  • aumento das mamas,
  • perda de pelos,
  • maior chance de sangramentos,
  • pele amarelada (icterícia),
  • alterações do nível de consciência e
  • aumento do volume abdominal (ascite).

Outros sintomas podem ocorrer pelo aumento de pressão nos vasos do abdome, como aumento do baço, vasos visíveis no abdome (similares a varizes) e varizes no esôfago, podendo levar a vômitos com sangue ou fezes mal cheirosas e escuras.

Na presença de quaisquer desses sintomas, deve ser consultado médico gastroenterologista ou hepatologista, ou mesmo pronto atendimento.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Qual o tratamento para a cirrose?

A cirrose hepática é irreversível, sendo assim, o tratamento da cirrose tem o objetivo de diminuir os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. O único tratamento para cirrose que é potencialmente curativo é o transplante hepático, que é recomendado para apenas alguns pacientes selecionados, pois não é isento de riscos potencialmente graves.

Há tratamentos específicos, dependendo da doença ou condição que levou a cirrose, por isso é importante a avaliação médica para determiná-los.

De maneira geral, é recomendado para todos os pacientes com cirrose: parar de ingerir álcool; dieta balanceada, com 1 a 2 gramas de proteína, por quilo, por dia, e pode ser necessário uso de suplementos vitamínicos e de aminoácidos. Além disso, pode ser necessário o uso de diuréticos e propranolol, para controle das complicações.

É fundamental o seguimento regular por médico gastroenterologista ou hepatologista para o tratamento adequado.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
O que é cirrose?

Cirrose hepática é a fibrose do fígado, caracterizada por uma desorganização estrutural e vascular do órgão, podendo levar a um mau funcionamento deste.

O fígado normal tem a superfície lisa e o fígado cirrótico, em virtude de uma inflamação crônica, fica com aspecto nodular e endurecido.

Há diversas causas para a cirrose e, dentre elas, é importante lembrar do consumo excessivo de álcool e as hepatites, que são infecções do fígado causadas por vírus.

Os sintomas da cirrose podem ser muito variados e decorrem da perda de função do fígado. Alguns deles podem ser: surgimento de pequenos vasos no tórax, aumento das mamas, perda de pelos, maior chance de sangramentos, pele amarelada (icterícia), alterações do nível de consciência e aumento do volume abdominal (ascite).

O único tratamento para cirrose que é potencialmente curativo é o transplante hepático, que é recomendado para apenas alguns pacientes selecionados, pois não é isento de riscos potencialmente graves.

Na suspeita de cirrose hepática, há necessidade de avaliação e seguimento por médico gastroenterologista ou hepatologista.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Endometriose tem cura? Qual o tratamento?

A cura para a endometriose ainda é controversa. Considera-se que a cura só ocorreria através da retirada do útero (histerectomia) e possivelmente dos ovários (ooforectomia), além da retirada cirúrgica dos focos de endometriose presentes em outros locais (intestino, bexiga, pulmões, peritônio), o que, claro, só deve ser indicado em pacientes com doença muito grave e que não desejam mais engravidar.

Há diversas modalidades de tratamento para endometriose:

  • esperar, para ver se ocorre melhora espontânea;
  • uso de anti-inflamatórios;
  • uso de medicações ou dispositivos, com objetivo de que a paciente pare de menstruar de 6 meses a um ano, como: contraceptivos orais ("pílula"), DIU com pregesterona, danazol, gestrinona, leuprolide, goserelina, inibidores de uma enzima chamada aromatase.
  • cirúrgico: por videolaparoscopia, com objetivo de destruir implantes de células do endométrio, ou definitiva, na tentativa de "curar" a endometriose.

O seguimento e o tratamento deve ser feito por médico ginecologista.

Dra. Ângela Cassol