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Quais são os alimentos permitidos e proibidos para quem tem doença celíaca?

Os alimentos proibidos para portadores de doença celíaca são todos aqueles que contenham trigo, centeio, cevada, malte e aveia ou seus derivados.

Entre eles, podemos citar massas, farinhas, pães, bolos, achocolatados maltados (tipo Ovomaltine®), embutidos como salsicha e salame, patês desses embutidos, alimentos empanados, granolas, cereais matinais e muitos outros. Vários doces, produtos lácteos e condimentos também são proibidos.

Todos os outros alimentos são permitidos. Em especial, arroz, batata, milho, mandioca, cará e inhame são comumente utilizados como substitutos dos cereais restritos. Todos os sucos de fruta natural, leites integrais e desnatados, café e a maioria dos queijos e iogurtes naturais também são permitidos, bem como carnes, frango, peixes, presunto e linguiça caseira assim como condimentos naturais.

No Brasil, existe uma lei que determina que todos os alimentos industrializados de risco estejam claramente identificados com a frase "CONTÉM GLÚTEN". Essa frase frequentemente se localiza na embalagem, junto à lista de ingredientes.

Dr. Gabriel Soledade
Doença celíaca tem cura?

Cura, não. Mas tem tratamento.

A doença celíaca é uma inflamação do intestino causada, em pessoas suscetíveis, pela exposição ao glúten, que é uma proteína presente em alimentos derivados do trigo, centeio, aveia e malte.

O tratamento consiste na eliminação completa desses alimentos na dieta da pessoa.

Após suspender a ingestão de glúten, espera-se que os sintomas melhores após 2 semanas, e que o intestino volte completamente ao normal dentro de 6 semanas.

Depois disso, é necessário manter a dieta de exclusão do glúten por toda a vida, uma vez que até menor quantidade desse alimento já é suficiente para desencadear novas crises, as quais se caracterizam principalmente por diarreia, dor abdominal e má absorção de nutrientes com consequente desnutrição.

O tratamento deve ser acompanhado por um médico gastroenterologista juntamente com um nutrólogo ou nutricionista.

Dr. Gabriel Soledade
Feridas que não cicatrizam, o que fazer?

Esse tipo de ferida, que geralmente aparece em pessoas com diabetes ou problemas de circulação, ou ainda naqueles que têm mobilidade reduzida e que ficam muitas horas na mesma posição, exige um cuidado especial, já que tem grande potencial de complicações graves como infecção, necrose e necessidade de amputação do membro acometido.

Seu tratamento envolve alguns princípios, como alívio da pressão sobre as lesões com uso de palmilhas ou acolchoamentos apropriados, melhora da qualidade da circulação sanguínea, tratamento de infecções oportunistas, controle da doença de base (por exemplo, o diabetes), avaliação e curativos frequentes das feridas, desbridamento da ferida (remoção de tecidos mortos ou infectados), controle de secreções e constante hidratação do local, realização de curativos com materiais especiais e medicações que estimulem a cicatrização.

Tratamentos mais especializados como fototerapia, laserterapia, terapia hiperbárica e terapia de pressão negativa também podem ser úteis.

Em alguns casos, é necessário internar para realizar curativos e medicações sob supervisão mais direta.

De todo modo, o acompanhamento deve ser feito por uma equipe multiprofissional, composta por médico, enfermeiro e fisioterapeuta, quem tenham experiência no tratamento desse tipo de ferida.

Dr. Gabriel Soledade
Parto normal ou cesariana, o que preferir?

Os dois tipos de partos têm suas vantagens e desvantagens, e por isso essa decisão deve ser tomada pela gestante, após ampla discussão com sua família e seu médico.

O parto normal é a forma de nascimento que a natureza criou. Sendo assim, ela é geralmente considerada a forma "natural" de vir ao mundo. É sabido que os riscos de complicações tanto para a mulher quanto para o bebê são menores nesse tipo de parto. A mulher, em geral, se recupera mais rapidamente do que na cesárea, há menor chance de infecção, trombose e hemorragia.

A cesariana, por outro lado, é a forma mais indicada em situações médicas específicas em que a via vaginal poderia oferecer risco para a mãe ou o bebê. Por exemplo, quando o bebê está transverso ("de atravessado" na barriga da mãe), no caso de desproporção céfalo-pélvica (em que a cabeça do bebê é maior que o canal de parto da mãe), ou na ocorrência de placenta prévia (em que a placenta se localiza na frente do bebê, impedindo a passagem).

No Brasil, a taxa de cesáreas é uma das maiores do mundo. Nos hospitais particulares brasileiros, cerca de 80% dos partos são cesarianos. Esse tipo de parto traz uma série de vantagens para os médicos e para os hospitais que o atendem, já que pode ser "agendado" e, desse modo, o hospital consegue controlar melhor os horários dos funcionários, materiais e equipamentos utilizados. Além disso, não é necessário esperar o tempo de evolução do trabalho de parto, que pode levar várias horas.

O parto vaginal é imprevisível, ou seja, exige que equipes completas e todos os materiais estejam de prontidão durante 24 horas por dia, o que consome mais recursos do hospital.

Entre as mulheres, é frequente acreditar que a cesárea não dói. É fato que a anestesia realizada bloqueia totalmente a dor durante o procedimento. Mas não se pode esquecer que se trata de uma cirurgia abdominal e, assim como qualquer outra, tem dor no pós-operatório, e costuma ser mais intensa e durar mais tempo do que no parto normal.

Dr. Gabriel Soledade
Lúpus tem cura?

Não, mas tem tratamento.

O lúpus é uma doença inflamatória crônica, causada por anticorpos que o corpo produz e que atacam o próprio organismo da pessoa.

O tratamento envolve uso de medicações do tipo corticoide e imunossupressores, que agem controlando a produção e a ação desses anticorpos.

Com tratamento adequado, é possível ter uma vida praticamente normal, e nem sempre o uso das medicações precisa ser para a vida toda.

Porém, a partir de alguns estímulos como estresse, problemas emocionais, alterações na imunidade e exposição ao sol, novas crises podem se desencadear, exigindo novos ciclos de tratamento.

O acompanhamento dessa doença é feito por médico reumatologista.

Dr. Gabriel Soledade
O que pode causar leucopenia?

A leucopenia pode aparecer como variação normal em algumas situações da vida, ou como sinal de vários tipos diferentes de doença. Entre elas, infecções, inflamações, doenças da medula óssea, da tireoide e do baço, doenças autoimunes e algumas doenças genéticas. Podem aparecer também como complicação do uso de alguns medicamentos, quimioterapia e radioterapia.

Trata-se da redução no número de células de defesa do corpo, chamadas leucócitos. O tratamento vai depender da causa, que deve ser investigada inicialmente pelo médico que solicitou o hemograma, o qual poderá encaminhar a algum especialista se achar necessário.

Dr. Gabriel Soledade
O que é sopro no coração?

Sopro é um som anormal que o médico ouve ao examinar o coração. Ele é causado por alguma alteração que modifica o fluxo normal do sangue, o qual acaba vibrando e provocando o ruído.

Existem muitas condições que causam essa alteração de fluxo, desde problemas nas valvas e câmaras cardíacas até alterações dos vasos (veias e artérias).

Por exemplo, uma valva do coração que demore demais para se fechar ou que se feche antes da hora correta pode impedir a passagem normal do sangue, provocando o sopro.

Uma artéria que saia do coração e que tenha alguma tortuosidade no seu caminho também vai fazer o sangue passar com dificuldade, e provocará o ruído.

Sendo assim, a gravidade, os riscos e a necessidade de tratamento vão depender da causa do sopro.

Em muitos casos, a pessoa tem o chamado sopro funcional, que é aquele causado por alguma condição que não está prejudicando o funcionamento normal do coração, e não precisará ser tratado. A pessoa viverá normalmente com o sopro, e não terá problemas com ele. Esse tipo de sopro é muito comum em crianças.

Em outros, pode ser sinal de doenças graves, que podem exigir tratamentos medicamentosos ou cirúrgicos imediatos.

Em todos os casos, para se ter o diagnóstico exato e o tratamento mais adequado, é preciso consultar-se com um cardiologista, que provavelmente indicará a realização de um ecocardiograma, que é um exame de ultrassom do coração, capaz de enxergar as várias estruturas que compõem esse órgão, a fim de procurar defeitos que sejam perigosos.

Dr. Gabriel Soledade
Sopro no coração tem cura?

Sopro no coração pode ter cura, dependendo da sua causa.

O sopro no coração por si só não é uma doença, mas sim um ruído que o médico pode ouvir quando examina o coração de um paciente.

Esse ruído é causado por alterações no fluxo do sangue dentro do coração e, dependendo do tipo e da causa, pode exigir ou não alguma forma de tratamento.

Existem os sopros chamados funcionais ou benignos, que são normais e não precisam de nenhum tipo de tratamento. A pessoa poderá viver normalmente com esse sinal e não terá complicações relacionadas a ele.

Em outros casos, o sopro pode ser sinal de doenças passíveis de tratamento, com cura do problema por meio de medicações ou cirurgias.

Por fim, existem os casos em que, mesmo com o tratamento correto, o problema não pode ser curado, mas somente controlado. Nesse caso, o acompanhamento deverá ser frequente e constante, para que se evite a piora da doença.

Em todos os casos, o diagnóstico e o tratamento devem ser feitos por um médico cardiologista.

Dr. Gabriel Soledade
Como é o preparo para colonoscopia?

O preparo para colonoscopia geralmente inicia-se de 1 a 2 dias antes do exame e baseia-se na utilização de laxantes, medicamentos para eliminação de gases e náuseas, e dieta líquida e sem fibras de modo a promover o esvaziamento e a limpeza do intestino e permitir a sua visualização interna com a utilização do colonoscópio.

Geralmente, o jejum é iniciado na noite anterior ao exame. As instruções do preparo para o exame são fornecidas pelo médico ou pelo local onde ele será realizado e podem variar um pouco de um local para outro.

O intestino é considerado limpo quando, após várias evacuações, as evacuações estiverem líquidas e claras ou com coloração amarelada. As pessoas diabéticas ou as que fazem tratamento com anticoagulantes devem consultar o médico sobre a necessidade de suspender os seus tratamentos durante o preparo para a colonoscopia.

O gastroenterologista é o especialista responsável por orientar e realizar a colonoscopia.

Dr. Ivan Ferreira
Como é feita a colonoscopia?

A colonoscopia é feita com o uso do colonoscópio ou fibroscópio, que é um aparelho constituído por um tubo fino e flexível com luzes, pinças e uma câmera na sua extremidade que permite visualizar o interior do intestino grosso e observar alterações surgidas na sua estrutura, bem como retirar material  para realização de exames (biópsia), quando necessário.

É necessário um preparo de 1 a 2 dias antes do exame, que baseia-se na utilização de laxantes, medicamentos para eliminação de gases e náuseas, dieta líquida e sem fibras, de modo a promover o esvaziamento e a limpeza do intestino e permitir a sua visualização interna com a introdução do colonoscópio. Geralmente, o jejum é iniciado na noite anterior ao exame. As instruções para o preparo do exame são fornecidas pelo médico ou pelo local onde será realizado o exame e podem variar um pouco de um local para outro.

No dia do exame o paciente é orientado a vestir uma espécie de camisola e recebe um sedativo e analgésico por via endovenosa. Essa medicação é importante para proporcionar o relaxamento da pessoa, facilitando a realização do exame. A seguir ele é posicionado do seu lado esquerdo na maca de exames. À partir desse momento é comum o paciente dormir e só acordar quando o exame já estiver finalizado.

O médico inicia o exame introduzindo, cuidadosamente, o fibroscópio pelo ânus do paciente, procurando visualizar todas as suas estruturas internas conforme o aparelho segue pelo trajeto do intestino. Caso seja identificada alguma estrutura anormal, como pólipos ou divertículos, o médico fará a sua retirada durante o exame. Na maioria da vezes, esse exame não causa dor e, raramente, os pacientes referem algum desconforto, como cólicas, que podem ocorrer devido a uma pequena quantidade de ar que é injetada no intestino durante o exame, de modo a facilitar o afastamento das sua paredes e a progressão do fibroscópio.

Após o exame é necessário o paciente aguardar de uma a duas horas até acabar toda a sedação e estar em condições para ir embora. É importante ter alguém para acompanhar o paciente à casa após o exame e não é permitido dirigir em seguida à ele. Pessoas diabéticas devem questionar o médico sobre a necessidade de manter o seu tratamento durante o preparo para o exame.

O gastroenterologista é o médico responsável por orientar e realizar a colonoscopia.

Dr. Ivan Ferreira
Qual é o tratamento para a candidíase?

O tratamento da candidíase vulvovaginal da mulher não grávida baseia-se no uso de medicamentos antifúngicos orais (comprimidos ou cápsulas) como Fluconazol, Itraconazol e Cetoconazol que, dependendo da avaliação médica, podem ou não ser usados ao mesmo tempo com os antifúngicos intravaginais (cremes ou óvulos ) como Clotrimazol, Terconazol, Isoconazol e Nistatina.

Durante a gravidez, o tratamento da candidíase é realizado somente com o uso de medicamentos de uso intravaginal. Nesses casos, pode ser necessário um tratamento de longa duração, às vezes até o término da gestação. Um tratamento mais prolongado também pode ser necessário naqueles casos onde há o reaparecimento frequente da candidíase. Para o alívio temporário da coceira e ardência causada pela candidíase, pode ser realizado o banho de assento com cerca de duas a três colheres de sopa de bicarbonato de sódio dissolvido em um litro de água.

Caso o parceiro apresente sinais e sintomas como vermelhidão e coceira no pênis (glande), ele também deve ser avaliado pelo médico para um possível tratamento. 

O ginecologista é o médico indicado para diagnosticar e orientar o tratamento da candidíase vulvovaginal.

Dr. Ivan Ferreira
Quais são as causas da hemoglobina baixa?

As causas para a hemoglobina baixa estão relacionadas à distúrbios que causam a redução da quantidade de hemácias no sangue. A hemoglobina é uma substância de cor vermelha presente no interior das hemácias (glóbulos vermelhos) e os valores baixos da hemoglobina é que caracterizam a anemia. 

Esses valores baixos podem ser causados por problemas que levam à redução da produção das hemácias, ao aumento da velocidade da sua destruição ou à perda de sangue. A hemoglobina um pouco abaixo do limite pode ser um resultado normal para muitas pessoas e, geralmente, não deve ser causa de preocupação. É comum as mulheres grávidas apresentarem valores de hemoglobina um pouco abaixo do normal.

Doenças que levam à redução da produção das hemácias (e hemoglobina):  

  • anemias por falta de ferro ou vitaminas; 
  • cirrose,
  • leucemia,
  • linfomas,
  • insuficiência renal,
  • anemia aplástica,
  • hipotiroidismo,
  • medicamentos, como os usados no tratamento do câncer e da AIDS.

​Doenças que levam à um aumento na velocidade da destruição das hemácias:

  • anemia falciforme,
  • talassemia,
  • distúrbios que causam o aumento do baço (esplenomegalia),
  • porfiria,
  • vasculites.

Distúrbios que levam à perda de sangue:

  • distúrbios da coagulação,
  • sangramentos no sistema digestivo,
  • distúrbios menstruais com sangramento exagerado.

A hemoglobina baixa causa palidez, descoramento das mucosas e redução dos níveis de oxigênio em todos os órgãos do corpo, levando à sensação de fraqueza, cansaço fácil e falta de ar, até mesmo para a realização de atividades das rotinas diárias.

Para um diagnóstico adequado é necessário avaliar a história clínica e os sinais e sintomas associados para se chegar a conclusão de qual é a causa da anemia, se por perda sanguínea, falta de produção ou por destruição das hemácias.

O hematologista é o especialista indicado para avaliar as causas e o tratamento das anemias.

Dr. Ivan Ferreira