Gastroenterologia

Quais são as causas da síndrome do intestino irritável?

As causas da síndrome do intestino irritável (SII) não são totalmente compreendidas. Sabe-se que há um distúrbio funcional na motilidade dos intestinos. Os pacientes com SII e dor abdominal predominantemente apresentam hiperatividade colônica, enquanto os com diarréia, hipoatividade.

Admite-se atualmente que pacientes com SII apresentam, de forma congênita ou adquirida, uma susceptibilidade maior para desenvolver alterações motoras frente a vários estímulos fisiológicos e/ou emocionais.

Algumas alterações estão associadas ao surgimento da doença e estão listadas abaixo:

  • Anormalidades motoras do trato gastrointestinal: no intestino grosso, delgado e outros sítios (ex., esôfago, estômago, vesícula biliar, esfíncter de Oddi, bexiga e vias aéreas);
  • Anormalidade na sensibilidade visceral: sensibilidade aumentada;
  • Fatores relacionados ao sistema nervoso central (SNC): aspectos psicológicos e estresse;
  • Intolerância alimentar (ex., intolerância à lactose);
  • Características fecais (ex., excesso de sais biliares, de butirato, alterações da flora intestinal).

O diagnóstico e tratamento da SII deverá ser feito pelo médico gastroenterologista.

Dra. Ângela Cassol
Como aliviar dor no estômago quando se come demais?

Repousar sentado ou deitado com o corpo elevado (utilizando dois ou mais travesseiros) pode aliviar o sintoma. Evitar ingerir líquidos junto com as refeições também é fundamental.

Porém, se a queixa for frequente ou durar muito tempo, certas medicações como antiácidos e outras podem ser necessárias, mas para isso é preciso consultar um médico.

Dr. Gabriel Soledade
O que é a síndrome do intestino irritável?

A síndrome do intestino irritável e uma alteração da motilidade do tubo digestivo caracterizada clinicamente por anormalidades do hábito intestinal (constipação e/ou diarréia) e dor abdominal, na ausência de patologia orgânica demonstrável.

O diagnóstico é baseado no preenchimento dos Critérios de Roma III, que são citados abaixo:

  1. dor ou desconforto abdominal recorrente durante mais de três dias no mês, nos últimos três meses, com duas de três características:
  • alívio com a defecação;
  • início associado à alteração na freqüência das evacuações (mais de três vezes/dia ou menos de três vezes/semana);
  • início associado à alteração na forma (aparência) das fezes (fezes endurecidas, fragmentadas, em “cíbalos” ou “caprinas” e fezes pastosas e/ou líquidas).

Outros sintomas podem estar presentes a auxiliar no diagnóstico, como:

  • esforço excessivo durante a defecação;
  • urgência para defecar;
  • sensação de evacuação incompleta;
  • eliminação de muco durante a evacuação;
  • sensação de plenitude ou distensão abdominal;
  • antecedentes de sintomas anteriores sem explicação médica;
  • agravamento depois das refeições;
  • sintomas com duração superior a seis meses;
  • piora com o estresse;
  • acompanhado de ansiedade e/ou depressão.

Alguns sintomas e condições devem ser "alertas" para uma investigação mais acurada, para descartar outros diagnósticos. São eles:

  • Aparição dos sintomas depois dos 50 anos de idade;
  • Sintomas de aparição recente
  • Perda de peso não-intencional
  • Sintomas noturnos
  • Antecedentes familiares de câncer de cólon, doença celíaca, doença inflamatória intestinal
  • Anemia
  • Sangramento retal
  • Uso recente de antibióticos
  • Tumorações abdominais/retais
  • Elevação de marcadores inflamatórios
  • Febre

O diagnóstico e o tratamento devem ser feitos pelo médico gastroenterologista.

Dra. Ângela Cassol
Fiz recentemente exames de função hepática...

Todos as duas especialidades são boas para seu caso, hepatologista é mais específico para suas alterações.

Dr. Charles Schwambach
Síndrome do intestino irritável tem cura? Qual o tratamento?

A cura para a síndrome do intestino irritável é controversa. Muitos pacientes terão recidivas dos sintomas e alguns não terão mais sintomas após algum tempo. A evolução com o tratamento é imprevisível, mas se sabe que alguns fatores trazem pior prognóstico:

  • Persistência de uma vida cronicamente estressante
  • Comorbidade psiquiátrica
  • Sintomas de longa data
  • Ansiedade excessiva

O tratamento da síndrome do intestino irritável deverá ser individualizado, de acordo com o predomínio de sintomas diarréicos ou de constipação. As opções de tratamento são citadas abaixo:

  • Apoio psicológico: os pacientes são geralmente ansiosos, tensos, deprimidos e às vezes repletos de “fobias”. Um bom relacionamento médico-paciente é fundamental para o sucesso do tratamento. É importante que o diagnóstico seja explicado, tanto o caráter funcional e recorrente da doença, quanto sua não evolução para o câncer. O ponto central da abordagem psicológica é fazer com que o paciente reconheça a sua disfunção, os fatores que a desencadeiam, e aprenda a lidar com eles. Podem ser utilizados antidepressivos, especialmente para controle da dor abdominal. Outras técnicas podem ser úteis, como psicoterapia, técnicas de relaxamento e hipnose.
  • Orientação alimentar: deve-se adotar dieta rica em fibras e evitar legumes, repolho, rabanete, café, refrigerante e laticínios.
  • Antidiarréicos: indicados para pacientes com predomínio de diarréia. Loperamida ou difenoxilato, um comprimido, por via oral, a cada 6h ou 8h, são os mais indicados.
  • Antiespasmódicos: incluem os anticolinérgicos (p. ex., diciclomina, hioscina, camilofina, beladona), os bloqueadores dos canais de cálcio (p. ex., brometo de pinavério, brometo de octilonium), os relaxantes da musculatura intestinal sem ação colinérgica (p. ex., mebeverina) e outros (p. ex., trimebutina) que são úteis nos casos de reflexos gastrocólico exagerados (vontade de defecar logo após as refeições).
  • Pró-cinéticos: incluem cisaprida e domperidona e devem ser empregados naqueles pacientes em que predomina a constipação.
  • Anti-inflamatórios para controle da dor abdominal.
  • Probióticos, como a cepa Bifidobacterim infantis e Bifidobacterium lactis.

O tratamento deverá ser prescrito pelo médico gastroenterologista.

Dra. Ângela Cassol
Tenho diarreia todos os dias há mais de dois anos?

Diarreia Crônica. Precisa procurar um médico para fazer exames e saber porque está com essa diarreia a tanto tempo.

Dr. Charles Schwambach
Qual o tratamento para pancreatite crônica?

O tratamento para a pancreatite crônica é feito com medicamentos para alívio da dor e para facilitar a digestão, mudanças de hábitos e dieta especial. Alguns sintomas da pancreatite crônica são perda de peso, náuseas, vômitos, fezes gordurosas e dor.

A dor é geralmente abdominal, podendo espalhar-se para as costas, piorando ao comer e beber. Ao tornar-se constante dificulta as tarefas do dia a dia. Em alguns casos a pessoa pode desenvolver diabetes mellitus secundário à pancreatite. O seu tratamento inicial é clínico, mas também pode ser necessária a realização de cirurgias..

Tratamento da pancreatite crônica:

  • não beber e não fumar, porque esses hábitos contribuem para a piora da pancreatite,
  • dieta controlada em pequenas quantidades, várias vezes ao dia e com redução de gorduras,
  • uso de enzimas digestivas para melhora das alterações digestivas e nutricionais,
  • uso de medicamentos para aliviar a dor,
  • procedimentos cirúrgicos ou endoscópicos para alívio da dor, dependendo da sua causa e intensidade.

A pancreatite crônica ocorre geralmente por agressões contínuas ao pâncreas durante um longo período de tempo, causando inflamação, cicatrização e podendo levar à sua destruição gradativa. Sua causa mais comum é o alcoolismo

O tratamento do pâncreas é realizado pelo gastroenterologista. O endocrinologista também poderá ser necessário caso o paciente desenvolva diabetes.

Dr. Ivan Ferreira
Colite edematosa pode estar relacionado a Doença de Crohn?

Colite edematosa pode estar relacionada com Doença de Crohn e o fato de ter o abdômen distendido pode ser decorrente dessa doença inflamatória que você tem no intestino.

Dr. Charles Schwambach