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Gastroenterologia

Qual o tratamento para retocolite ulcerativa?

O tratamento da retocolite ulcerativa tem como objetivo tirar o paciente da crise e mantê-lo em remissão. O tratamento farmacológico é geralmente efetivo no controle da doença.

Para a forma clássica, são usadas sulfas e seus derivados. Se estes medicamentos não apresentarem bons resultados, podem ser usados corticoides, que agem com rapidez e eficácia, porém, devem ser retirados depois da melhora clínica, no período de manutenção. A prescrição de antibióticos é fundamental nos casos de megacólon tóxico. 

Após a retirada da crise, o tratamento de manutenção deve ser contínuo, para o resto da vida, com aminossalicilatos orais e/ou mesalamina tópica em doses progressivamente menores, até que apareçam sinais clínicos de recidiva. Nesse momento, a dose mínima foi descoberta para aquele paciente.

Deve-se também seguir uma dieta rígida; rica em fibras nos casos em que há constipação; pobre em frutas e vegetais frescos, cafeína e carboidratos não absorvíveis nos casos que cursam com cólicas abdominais e diarreias, reposição de ferro para pacientes com perdas sanguíneas relevantes e reposição de ácido fólico quando o paciente está fazendo uso de sulfassalazina.

O tratamento cirúrgico é definitivo, mas agressivo e indicado apenas para os casos que não respondem ao tratamento farmacológico, megacólon tóxico, perfuração intestinal, hemorragia incontrolável, complicações incontroláveis do tratamento medicamentoso e displasia de alto grau confirmada, displasia associada a lesão de massa (DALM) ou câncer.

Vale ressaltar que sempre um médico, preferencialmente um gastroenterologista, neste caso, deve ser consultado antes de iniciar qualquer tipo de tratamento por conta própria.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Qual o tratamento para pancreatite crônica?

O tratamento para a pancreatite crônica é feito com medicamentos para alívio da dor e para facilitar a digestão, mudanças de hábitos e dieta especial. Alguns sintomas da pancreatite crônica são perda de peso, náuseas, vômitos, fezes gordurosas e dor.

A dor é geralmente abdominal, podendo espalhar-se para as costas, piorando ao comer e beber. Ao tornar-se constante dificulta as tarefas do dia a dia. Em alguns casos a pessoa pode desenvolver diabetes mellitus secundário à pancreatite. O seu tratamento inicial é clínico, mas também pode ser necessária a realização de cirurgias..

Tratamento da pancreatite crônica:

  • não beber e não fumar, porque esses hábitos contribuem para a piora da pancreatite,
  • dieta controlada em pequenas quantidades, várias vezes ao dia e com redução de gorduras,
  • uso de enzimas digestivas para melhora das alterações digestivas e nutricionais,
  • uso de medicamentos para aliviar a dor,
  • procedimentos cirúrgicos ou endoscópicos para alívio da dor, dependendo da sua causa e intensidade.

A pancreatite crônica ocorre geralmente por agressões contínuas ao pâncreas durante um longo período de tempo, causando inflamação, cicatrização e podendo levar à sua destruição gradativa. Sua causa mais comum é o alcoolismo

O tratamento do pâncreas é realizado pelo gastroenterologista. O endocrinologista também poderá ser necessário caso o paciente desenvolva diabetes.

Dr. Ivan Ferreira
Quais os sintomas da retocolite ulcerativa?

Os sintomas​ da retocolite ulcerativa idiopática (RCIU) são parecidos com os de outras doenças intestinais. No início do quadro, há uma crescente urgência para defecar, cada vez mais frequente, com vontade intensa logo após comer. Surgem leves cólicas abdominais baixas e aparece pequena quantidade de muco e sangue nas fezes.

Com a evolução da doença, os episódios de diarreia tornam-se frequentes com maior quantidade de sangue, muco ou pus (os episódios variam em intensidade e duração e são intercalados por períodos em que o paciente está bem, sem sintomas). A dor abdominal torna-se mais intensa e pode haver febre e toxemia nos casos mais graves.

Menos comumente, a RCIU pode ter início agudo e fulminante, com diarréia súbita, violenta e síndrome febril.

Quando a doença está confinada ao retossigmoide, pode haver constipação (fezes normais ou endurecidas).

Em casos mais avançados, os sintomas estendem-se a outros locais, sendo os mais comuns listados abaixo:

  • Manifestações articulares: Ocorrem em cerca de 25% dos doentes. Variam de artralgia a artrite aguda, com dor e edema articular.
  • Manifestações cutâneo-mucosas: Ocorrem em cerca de 15% dos pacientes, e incluem eritema nodoso, pioderma gangrenoso, lesões labiais e úlceras aftosas orais.
  • Manifestações oculares: Em 5% dos casos - uveíte, conjuntivite e episclerite.

Em caso de suspeita de RCIU, o médico deve ser prontamente consultado para investigação da causa e tratamento.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Quais os sintomas de gastrite?

A gastrite (inflamação da mucosa do estômago) pode se acompanhar de vários sintomas:

  • Dor e distensão no abdome (mais comum na metade superior);
  • Náuseas e vômitos;
  • Sensação de queimação no abdome ou retroesternal;
  • Perda de apetite;
  • Sensação de saciedade precoce, mesmo com pequena quantidade de alimento ingerido.

A gastrite complicada com úlcera pode dar sintomas mais graves e que necessitam de atendimento de urgência: sangramento nas fezes (fezes escuras, muito mal cheirosas e com cor similar à borra de café) ou vômitos com sangue.

No caso de sintomas similares, é importante consultar um médico gastroenterologista ou gastrocirurgião.

Dra. Ângela Cassol
Quais são os sintomas da doença celíaca?

Os principais sintomas são diarreia crônica, desnutrição e baixa velocidade de crescimento em crianças. Outros sintomas, que são secundários a esses, incluem sangramento intestinal, anemia, fadiga, cãibras, dor abdominal, aftas, enfraquecimento dos ossos entre outros.

A doença celíaca é uma inflamação crônica da mucosa intestinal causada pela exposição, em indivíduos suscetíveis, ao glúten, o qual é uma proteína presente em alguns cereais, principalmente trigo, centeio e aveia.

O diagnóstico é feito por exames de sangue e biópsia, e o tratamento envolve a exclusão completa e permanente de todos os alimentos que contêm glúten.

Dr. Gabriel Soledade
Como deve ser a dieta de uma pessoa com síndrome do intestino irritável?

A dieta para a síndrome do intestino irritável deve seguir algumas regras:

  • Dieta rica em fibras (farelo de trigo, folhas verdes, frutas com casca); 
  • Agentes que aumentam o bolo fecal (plantago, pectina, psyllium) podem ser utilizados como complementos da dieta com fibras; sua dose deve ser tomada durante as refeições e adaptada a cada paciente;
  • Pouca gordura, cafeína, açúcar e álcool;
  • Alguns pacientes passam a ter intolerância a certos alimentos e bebidas, sobretudo legumes, repolho, rabanete, café, refrigerantes e leite. No último caso, deve ser levantada a suspeita de deficiência de lactase. Nos outros casos, a dieta deve ser individualizada e os alimentos referidos evitados;
  • Consumo de 30 a 35 ml de líquidos, como água, por cada kg de peso (35 ml x peso (kg).

A dieta para síndrome do intestino irritável deve ser elaborada por um nutricionista ou gastroenterologista individualmente.

Dra. Ângela Cassol
Colite edematosa pode estar relacionado a Doença de Crohn?

Colite edematosa pode estar relacionada com Doença de Crohn e o fato de ter o abdômen distendido pode ser decorrente dessa doença inflamatória que você tem no intestino.

Dr. Charles Schwambach
O que é diverticulose e quais os sintomas?

A diverticulose é a presença de divertículos, que são pequenas dilatações parecidas com a ponta de um dedo de luva. Podem ocorrer em diversos locais do trato gastrointestinal, mas são mais comuns no intestino grosso. É uma condição comum, especialmente nos indivíduos de mais de 60 anos de idade. 

A maioria dos pacientes é assintomática e o diagnóstico, muitas vezes, é feito em exames de rotina, como colonoscopia. Quando ocorrem, os sintomas são inespecíficos: desconforto abdominal, mais frequentes do lado esquerdo, constipação (prisão de ventre) e alterações do hábito intestinal.

As principais causas da diverticulose são:

  • Envelhecimento e a consequente perda de elasticidade da musculatura intestinal;
  • Dieta alimentar pobre em fibras e constipação intestinal;
  • Aumento da pressão no interior do cólon;
  • Predisposição genética.

É importante diferenciar a diverticulose da diverticulite. A diverticulite é uma complicação da diverticulose, instalando-se quando os divertículos estão inflamados ou infectados, podendo apresentar abscesso ou perfuração. Nesses casos, é maior o risco de contaminação da cavidade abdominal com fezes,  provocando uma complicação chamada peritonite, extremamente grave.

Em caso de suspeita de diverticulose, um médico (preferencialmente um gastroenterologista ou proctologista) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues