Gastroenterologia

Esteatose hepática tem cura? Qual o tratamento?

A esteatose hepática pode ser revertida com o tratamento e mudanças no estilo de vida. Não existe tratamento específico. O alvo deve ser o tratamento dos fatores de risco: obesidade, diabetes mellitus, dislipidemia (problema de colesterol), psoríase e uso de medicações, como corticoides, estrogênio, amiodarona, antirretrovirais, diltiazen e tamoxifeno.

A perda de peso é a medida mais importante. Todavia, deve-se limitar a perda de peso ao máximo de 1,5 kg por semana. A prática regular de atividade física também deve ser adotada, pois diminui o colesterol e aumenta o efeito da insulina.

Deve-se controlar o colesterol, o diabetes, e se possível, trocar drogas que possam estar colaborando para a esteatose.

Medicamentos como metformina (em pacientes não-diabéticos), vitamina E e C, losartan e Orlistat (Xenical®) apresentam resultados controversos e ainda não há uma indicação formal para o seu uso.

A esteatose hepática deverá ser seguida pelo médico gastroenterologista e o controle da obesidade, do diabetes mellitus e da dislipidemia deverá ser feito pelo médico endocrinologista.

Dra. Ângela Cassol
Como aliviar dor no estômago quando se come demais?

Repousar sentado ou deitado com o corpo elevado (utilizando dois ou mais travesseiros) pode aliviar o sintoma. Evitar ingerir líquidos junto com as refeições também é fundamental.

Porém, se a queixa for frequente ou durar muito tempo, certas medicações como antiácidos e outras podem ser necessárias, mas para isso é preciso consultar um médico.

Dr. Gabriel Soledade
Qual o tratamento para pancreatite crônica?

O tratamento para a pancreatite crônica é feito com medicamentos para alívio da dor e para facilitar a digestão, mudanças de hábitos e dieta especial. Alguns sintomas da pancreatite crônica são perda de peso, náuseas, vômitos, fezes gordurosas e dor.

A dor é geralmente abdominal, podendo espalhar-se para as costas, piorando ao comer e beber. Ao tornar-se constante dificulta as tarefas do dia a dia. Em alguns casos a pessoa pode desenvolver diabetes mellitus secundário à pancreatite. O seu tratamento inicial é clínico, mas também pode ser necessária a realização de cirurgias..

Tratamento da pancreatite crônica:

  • não beber e não fumar, porque esses hábitos contribuem para a piora da pancreatite,
  • dieta controlada em pequenas quantidades, várias vezes ao dia e com redução de gorduras,
  • uso de enzimas digestivas para melhora das alterações digestivas e nutricionais,
  • uso de medicamentos para aliviar a dor,
  • procedimentos cirúrgicos ou endoscópicos para alívio da dor, dependendo da sua causa e intensidade.

A pancreatite crônica ocorre geralmente por agressões contínuas ao pâncreas durante um longo período de tempo, causando inflamação, cicatrização e podendo levar à sua destruição gradativa. Sua causa mais comum é o alcoolismo

O tratamento do pâncreas é realizado pelo gastroenterologista. O endocrinologista também poderá ser necessário caso o paciente desenvolva diabetes.

Dr. Ivan Ferreira
Colite edematosa pode estar relacionado a Doença de Crohn?

Colite edematosa pode estar relacionada com Doença de Crohn e o fato de ter o abdômen distendido pode ser decorrente dessa doença inflamatória que você tem no intestino.

Dr. Charles Schwambach
Como é a cirurgia de hérnia hiatal?

A cirurgia para correção de hérnia hiatal atualmente é feita por videolaparoscopia.

Com uso de moderna tecnologia, a operação é realizada hoje por um método chamado laparoscopia, onde são feitos pequenos orifícios na parede abdominal, não necessitando grandes cortes e cicatrizes mínimas. Com isto, há pouca ou nenhuma dor após a cirurgia, com internação de apenas um dia e o retorno ao trabalho pode ocorrer dentro de uma semana (até 14 dias, quando não há complicações). A cirurgia consiste em diminuir o orifício do diafragma por onde passa o esôfago (hérnia hiatal) e construir uma válvula (fundoplicatura) que impede o refluxo.

Após a cirurgia é necessário uma dieta especial por 30 dias. No início, por dois dias, deve-se ingerir apenas alimentos mais líquidos (como água, chá, leite, suco de frutas natural, caldo de sopa, gelatina e sorvete). Em seguida, além dos alimentos anteriores, podem ser ingeridos alimentos um pouco mais pastosos, como por exemplo: vitamina de frutas, caldo de feijão, sopa com hortaliças e carne batida no liquidificador, mingau, pudins e iogurte.​ Depois, alimentos como pão, frutas cozidas ou em compota, arroz, hortaliças cozidas, polenta mole, carne moída ou desfiada, macarrão e purê de batata. Geralmente após 30 dias pode-se comer normalmente, evitando frituras, carnes gordas e doces e temperos condimentados como: pimenta, mostarda, ketchup, etc. 

Embora a cirurgia seja considerada muito segura, nenhum procedimento cirúrgico é totalmente isento de riscos. Apesar de raras, as complicações que podem ocorrer após a cirurgia incluem: hemorragias, lesões e infecção envolvendo a ferida, órgãos ou abdome; incapacidade de vomitar; dificuldade em engolir.​

Orientações pós-operatórias:

  • Durante três semanas ingerir apenas líquidos e pastosos (como descrito acima);
  • Ocorrerá dificuldade temporária em engolir os líquidos e alimentos;
  • No início, tome apenas líquidos em goles pequenos e devagar, se possível em pé ou sentado e nunca deitado;
  • Os pontos da pele (furinhos) serão retirados pelo seu médico em média sete dias após a cirurgia, não retirá-los por conta própria antes;
  • Evite bebidas com gás, bebidas pretas (café, chá mate, refrigerantes a base de cola), condimentos e alimentos gordurosos;
  • É comum apresentar soluço: não se preocupe, pois ele desaparece em poucas horas ou dias;
  • É normal ter a impressão de que o estômago diminuiu nos primeiros dias após a cirurgia, fazendo com que a perda de peso seja entre 3 a 7 Kg em media;
  • É normal ter a sensação de gases após a cirurgia, bem como dificuldade para arrotar e vomitar;
  • Dor no ombro é frequente e desaparece em poucas horas ou dias (geralmente causada por irritação no diafragma). Se intensa, o paciente deve fazer uso de analgésicos prescritos pelo seu médico;
  • Evite exercícios físicos leves por um mês e moderados por dois meses, relações sexuais por 15 dias e dirigir por dez dias.
  • Retire o curativo 24 horas após a cirurgia. Limpe o local com gaze estéril e álcool a 70% e deixá-la coberta apenas com fita microporosa, trocando a cada 3 a 4 dias.
  • Pode-se tomar banho completo e molhar o curativo. Não use mercúrio, pomadas, cremes ou qualquer outro medicamento ou substância sobre as feridas. Entretanto, se a incisão tiver aparência de infecção (vermelho, com secreção de pus ou com cheiro forte), contate o seu médico.
  • O paciente deve evitar ficar acamado, podendo andar normalmente, ou mesmo subir escada. Os seus cortes foram pequenos e não deverão apresentar problemas, mas lembre-se que foram realizados pontos internos que precisam cicatrizar. Não carregue peso ou faça força, pois a hérnia de hiato pode voltar.

​​É importante lembrar que em caso de hérnia de hiato geralmente não é feito o tratamento cirúrgico, reservado aos casos mais graves: hérnias de hiato volumosas ou sintomáticas mesmo com mudança dos hábitos de vida e tratamento clínico;​ pacientes que por alguma razão acham-se impossibilitados de dar continuidade ao tratamento clínico; casos onde é exigido o tratamento contínuo de manutenção com medicamento para refluxo em dose adequada, especialmente em pacientes com menos de 40 anos de idade e que optam pela cirurgia; esofagite grave, estenose de esôfago ou esôfago de Barrett).

Geralmente o tratamento é clínico ou simplesmente com mudanças dos hábitos de vida.

​​Em caso de suspeita de hérnia de hiato, um médico (preferencialmente um gastroenterologista) deverá ser consultado para avaliação, diagnóstico e tratamento correto.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Como é feita a colonoscopia?

A colonoscopia é feita com o uso do colonoscópio ou fibroscópio, que é um aparelho constituído por um tubo fino e flexível com luzes, pinças e uma câmera na sua extremidade que permite visualizar o interior do intestino grosso e observar alterações surgidas na sua estrutura, bem como retirar material  para realização de exames (biópsia), quando necessário.

É necessário um preparo de 1 a 2 dias antes do exame, que baseia-se na utilização de laxantes, medicamentos para eliminação de gases e náuseas, dieta líquida e sem fibras, de modo a promover o esvaziamento e a limpeza do intestino e permitir a sua visualização interna com a introdução do colonoscópio. Geralmente, o jejum é iniciado na noite anterior ao exame. As instruções para o preparo do exame são fornecidas pelo médico ou pelo local onde será realizado o exame e podem variar um pouco de um local para outro.

No dia do exame o paciente é orientado a vestir uma espécie de camisola e recebe um sedativo e analgésico por via endovenosa. Essa medicação é importante para proporcionar o relaxamento da pessoa, facilitando a realização do exame. A seguir ele é posicionado do seu lado esquerdo na maca de exames. À partir desse momento é comum o paciente dormir e só acordar quando o exame já estiver finalizado.

O médico inicia o exame introduzindo, cuidadosamente, o fibroscópio pelo ânus do paciente, procurando visualizar todas as suas estruturas internas conforme o aparelho segue pelo trajeto do intestino. Caso seja identificada alguma estrutura anormal, como pólipos ou divertículos, o médico fará a sua retirada durante o exame. Na maioria da vezes, esse exame não causa dor e, raramente, os pacientes referem algum desconforto, como cólicas, que podem ocorrer devido a uma pequena quantidade de ar que é injetada no intestino durante o exame, de modo a facilitar o afastamento das sua paredes e a progressão do fibroscópio.

Após o exame é necessário o paciente aguardar de uma a duas horas até acabar toda a sedação e estar em condições para ir embora. É importante ter alguém para acompanhar o paciente à casa após o exame e não é permitido dirigir em seguida à ele. Pessoas diabéticas devem questionar o médico sobre a necessidade de manter o seu tratamento durante o preparo para o exame.

O gastroenterologista é o médico responsável por orientar e realizar a colonoscopia.

Dr. Ivan Ferreira
Quais os sintomas da retocolite ulcerativa?

Os sintomas​ da retocolite ulcerativa idiopática (RCIU) são parecidos com os de outras doenças intestinais.

No início do quadro, há uma crescente urgência para defecar, cada vez mais frequente, com vontade intensa logo após comer. Surgem leves cólicas abdominais baixas e aparece pequena quantidade de muco e sangue nas fezes.

Com a evolução da doença, os episódios de diarréia tornam-se frequentes com maior quantidade de sangue, muco ou pus (os episódios variam em intensidade e duração e são intercalados por períodos em que o paciente está bem, sem sintomas). A dor abdominal torna-se mais intensa e pode haver febre e toxemia nos casos mais graves.

Menos comumente, a RCIU pode ter início agudo e fulminante, com diarréia súbita, violenta e síndrome febril.

Quando a doença está confinada ao retossigmóide, pode haver constipação (fezes normais ou endurecidas).

Em casos mais avançados, os sintomas estendem-se a outros locais, sendo os mais comuns listados abaixo:

  • Manifestações articulares: Ocorrem em cerca de 25% dos doentes. Variam de artralgia a artrite aguda, com dor e edema articular.
  • Manifestações cutâneo-mucosas: Ocorrem em cerca de 15% dos pacientes, e incluem eritema nodoso, pioderma gangrenoso, lesões labiais e úlceras aftosas orais.
  • Manifestações oculares: Em 5% dos casos - uveíte, conjuntivite e episclerite.

Em caso de suspeita de RCIU, o médico deve ser prontamente consultado para investigação da causa e tratamento.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Como é feita a Cirurgia para Intestino Solto?

Eu realmente fiquei um pouco confuso com sua pergunta, este tipo de termo "intestino solto" não é usado da forma como você colocou na pergunta. Acredito que seu problema deva ser algo relacionado com os ligamentos do seu intestino (o local onde eles se apoiam na parede abdominal). Como a cirurgia é feita é o cirurgião que vai explicar para você, mas fique tranquila, o importante é que você descobriu o que você tem e está procurando ajuda para tratar, vai dar tudo certo.

Dr. Charles Schwambach