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Sintomas

Quais os sintomas do HIV?

Para começar, é importante distinguir HIV de AIDS. Muitas pessoas pensam que ter o vírus HIV é o mesmo que ter AIDS (SIDA), o que pode não ser verdade. É possível ter HIV durante muito tempo sem sinal de AIDS. Quem é diagnosticado com AIDS, além de ter HIV, tem pelo menos uma doença provocada pela redução da eficiência do sistema imunitário. Assim, HIV é o vírus e AIDS é a consequência, a doença causada pelo HIV. Em seguida, vamos esclarecer sintomas da infecção do vírus HIV e da AIDS.

A infecção aguda causada pelo HIV consiste nas condições de infecção viral que aparecem alguns dias depois do indivíduo ter sido contaminado pelo vírus. A maior parte das pessoas com HIV revelam sintomas relacionados com a infecção aguda. Existem vários sintomas que estão relacionados com a infecção aguda causada pelo HIV. Alguns desses sintomas não são exclusivos e ocorrem em outros tipos de infecções, como gripes, por exemplo. Por esse motivo, muitas vezes os pacientes não lembram de ter tido esse sintoma. Além da febre (38ºC a 40 ºC), existem outros sintomas comuns, como por exemplo:

  • Faringite sem secreção de pus e sem aumento de tamanho das amígdalas;
  • Rash na pele (manchas vermelhas) que aparecem entre 48 a 72h depois de começar a febre e que podem permanecer até cinco a oito dias. As manchas costumam ser circulares, com tamanho não superior a 1 cm e que costumam aparecer na cara, pescoço e tórax.
  • Aparecimento de ínguas (linfonodos) mais frequentemente na região do pescoço e axilas;
  • Em aproximadamente 10% das pessoas ocorre um aumento do tamanho do fígado e/ou baço, úlceras na boca, ânus ou órgãos genitais, vômitos e diarreia (alguns indivíduos podem emagrecer até 5 kg);
  • Dor de cabeça, nos músculos e nas articulações;
  • Em alguns casos a infecção aguda do HIV pode causar pneumonia, pancreatite ou hepatite;
  • Muitas vezes as úlceras se formam no local de entrada do vírus, assim como ocorre na sífilis. Assim, uma úlcera na boca indicam que a infecção resultou de sexo oral ativo e úlceras no ânus são resultado de sexo anal passivo. Além disso, podem surgir úlceras no pênis e vagina;
  • Em raros casos, também pode ocorrer candidíase oral ou vaginal.

Frequentemente, os sintomas de infecção aguda pelo HIV têm início no intervalo de duas a quatro semanas depois do contacto com o vírus. Apesar disso, em alguns casos os sintomas só se revelaram 10 meses depois. Como os sintomas de infecção aguda também estão presentes em outras doenças, não é possível fazer um diagnóstico apenas olhando para os sintomas. Assim, é importante saber identificar quanto tempo após o comportamento de risco (por exemplo, sexo desprotegido) os sintomas aparecem.

É importante referir que como os sintomas são comuns em outras doenças, é preciso fazer testes específicos para confirmar a presença do HIV.

SINTOMAS DA AIDS (SIDA):

Normalmente o teste de HIV dá resultado positivo depois de terminar a infecção aguda. O HIV combate e aniquila os linfócitos CD4, que são células que têm funções de defesa no organismo. A AIDS ou SIDA consiste em uma deficiência no sistema imunológico, causada por défice de linfócitos CD4, o que aumenta a probabilidade de ocorrerem infecções oportunistas. As infecções oportunistas são infecções que se aproveitam da queda no nosso sistema imunológico para nos atacar. Infecções oportunistas existem não só na AIDS, mas também em pacientes transplantados, em quimioterapia, com câncer, ou qualquer outra condição que leve à imunossupressão.

Para ser diagnosticado como tendo AIDS, a pessoa tem que estar infectada pelo HIV mas também:

1) ter uma contagem de linfócitos CD4 menor que 200 células/mm3; ou 2) apresentar uma ou mais doença relacionada com AIDS, entre elas:

  • Criptosporíase no intestino (causada por um parasita);
  • Câncer invasivo no colo do útero;
  • Histoplasmose disseminada (infecção provocada por um fungo);
  • Isosporíase intestinal crônica (doença parasitária);
  • Candidíase pulmonar, traqueal ou de esôfago;
  • Linfoma do sistema nervoso central;
  • Encefalopatia do HIV (lesão cerebral causada pelo HIV);
  • Herpes simples crônica (que dure mais de um mês) ou disseminada;
  • Coccidioidomicose disseminada (infecção fúngica);
  • Criptococose extrapulmonar (infecção fúngica);
  • Sarcoma de Kaposi (neoplasia comum causada pela AIDS);
  • Leucoencefalopatia multifocal recorrente (vírus que ataca o cérebro);
  • Citomegalovírus (doença viral);
  • Infecção disseminada por Mycobacterium avium complex (causada por uma bactéria);
  • Síndrome consumptiva (emagrecimento) do HIV.
  • Linfoma de Burkitt;
  • Pneumonias frequentes;
  • Pneumonia pelo fungo Pneumocystis carinii;
  • Sepse pela bactéria salmonela;
  • Tuberculose disseminada;
  • Toxoplasmose cerebral;

Quando uma pessoa sofre de uma das doenças descritas anteriormente, provavelmente tem um problema no sistema imunológico, porque não costumam ocorrer em pessoas com sistema imunológico que funciona perfeitamente. Apesar disso, algumas dessas doenças podem ocorrer em pessoas que não têm AIDS, mas estão em condição de imunossupressão. No entanto, quando uma doença assim surge, e não há motivos aparentes para uma falha do sistema imunológico (como quimioterapia ou medicamentos que causem distúrbios no sistema), é essencial fazer um teste para verificar a existência da AIDS.

Quando o sistema imunológico de uma pessoa está debilitado, há uma maior probabilidade de ter infecções, mas também de se desenvolverem neoplasias malignas. Por esse motivo, pessoas com AIDS têm maior probabilidade de ter câncer no colo do útero, linfomas ou Sarcoma de Kaposi.

Atualmente, graças aos avanços nos tratamentos, o estereótipo da pessoa debilitada e magra por causa da AIDS já não é tão comum. Mas apesar de todos os avanços, o HIV continua não tendo cura, apesar de algumas das neoplasias que causa terem. Por esse motivo é essencial seguir o tratamento rigorosamente (coquetel antirretroviral) para impedir que o vírus destrua os linfócitos CD4.

Em caso de suspeita de HIV/AIDS ou para maior elucidação das suas dúvidas, faça o teste (também grátis em vários postos de saúde do Brasil) e consulte seu médico clínico ou preferencialmente um infectologista. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese e exame físico, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Corrimento amarelo, o que pode ser?

Corrimento amarelo é, normalmente, um sinal de infecção bacteriana (vaginose bacteriana) ou infecção causada por protozoários (Tricomoníase). O diagnóstico e tratamento de ambas as doenças são simples.

Na vaginose bacteriana, ocorre uma alteração da flora vaginal normal, que é (primariamente composta por Bacilos de Doderlein) por outras bactérias, geralmente Gardnerella vaginalis. Nem sempre apresenta sintomas, mas geralmente há corrimento vaginal de cor amarela, branca ou cinza com odor desagradável (peixe podre), além de ardência ao urinar e coceira na vagina. O tratamento deve ser feito com antibióticos.

A melhor maneira de evitar a vaginose bacteriana é:

  • evitar fazer duchas vaginais;
  • limitar o número de parceiros;
  • usar preservativo sempre, em todas as relações;
  • procurar fazer exames ginecológicos uma vez ao ano, no mínimo.

Na Tricomoníase, o agente etiológico (causador da doença) é o protozoário Trichomonas vaginalis, cuja transmissão ocorre através do contato íntimo sem preservativo. O corrimento tem uma tonalidade mais acinzentada, com mau cheiro, por vezes espumoso. Também pode ocorrer dispareunia (dor nas relações sexuais) e disúria (dor ao urinar). O tratamento da tricomaníase também é feito com antibióticos, e deve envolver ambos os parceiros. O tratamento é desaconselhado durante a gravidez.

Sempre que ocorrer sangramento ou corrimento, de qualquer cor ou tipo, procure imediatamente um médico ginecologista para avaliação. Ele poderá fazer o exame para averiguar se você está grávida ou não e lhe dar o tratamento ideal, se for necessário.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Diverticulite tem cura? Qual o tratamento?

Diverticulite tem cura sim, e o tratamento é simples, na maioria dos casos.

Tratamento

O tratamento inicial associa dieta (leve e líquida) e tratamento farmacológico com antibióticos e analgésicos, quando não há sinais de gravidade. Até 80% dos casos evolui para cura em três dias.

Os tratamentos mais agressivos são: 1) cirurgia para a remoção de parte do intestino comprometida pelos divertículos e 2) drenagem dos abscessos (quando de pequeno volume) por punção transcutânea.

As recidivas da doença costumam ser frequentes. Nestes casos, a cirurgia pode ser programada de acordo com as necessidades dos pacientes.

Recomendações
  • Alimentos com alto teor de fibras na dieta: frutas, cereais integrais, vegetais e grãos são excelentes para o processo digestivo como um todo além de essenciais para um bom funcionamento intestinal, o que ajuda a prevenir a doença diverticular;
  • Evite o uso de laxantes para combater as crises de constipação intestinal;
  • Tente beber pelo menos dois litros de líquido ao dia (ajuda na formação do bolo fecal);
  • Realize atividades físicas com frequência - elas aceleram o metabolismo e o trânsito intestinal.
O que é

Para entender melhor, a diverticulite é a inflamação de um ou mais divertículos, que são saliências parecidas com a ponta de um dedo de luva, que podem estar localizadas em várias áreas do trato gastrintestinal, mais frequentemente entre as fibras musculares do intestino grosso. Nestes divertículos pode haver aprisionamento de pequena quantidade de fezes. As bactérias presentes nas fezes, sob determinadas condições, multiplicam-se e inflamam o tecido, causando a doença. Pode haver abscesso (acúmulo localizado de pus) ou perfuração intestinal. Neste segundo caso, as fezes na cavidade abdominal podem levar a uma condição muito grave (peritonite).

No caso de suspeita de diverticulite, um médico (preferencialmente um gastroenterologista) deverá ser consultado para investigação e tratamento.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Secreção endurecida e fedida na garganta o que pode ser?

Essa secreção dura e fétida que sai da garganta chama-se Caseo ou Caseum. Ela consiste numa mistura de muco, células mortas e material acumulado em pequenos orifícios das amídalas, que eventualmente são expelidos. O ideal é procurar um Médico Otorrinolaringologista que vai examinar a sua garganta e dizer o que precisa ser feito, porém na maioria das vezes a conduta é expectante e paliativa.

Dr. Charles Schwambach
Soluço constante, o que pode ser?

Soluços constantes geralmente são causados por distúrbios que levam à irritação dos nervos frênico e vago, que inervam o diafragma. O diafragma é um músculo que separa o tórax do abdômen e participa dos movimentos respiratórios. Distúrbios que irritam os nervos vago e frênico podem provocar movimentos irregulares no diafragma, causando os soluços.

Embora os soluços possam estar relacionados com doenças, algumas delas graves, a maioria deles surgem em situações comuns como após comer muito, ingestão de bebidas alcoólicas e refrigerantes, rir muito, mudanças repentinas de temperatura e ingestão de líquidos quentes ou frios. Nesses casos, ele é benigno e tende a desaparecer após algum tempo.

Algumas possíveis causas para o aparecimento de soluço constante são: esofagite de refluxo, ansiedade e estresse, refluxo gastroesofágico, distúrbios neurológicos e após alguns procedimentos cirúrgicos e anestesia.

Os soluços que duram até 48 horas são considerados agudos. Se durarem mais que 48 horas, são considerados persistentes. Em qualquer dessas situações o clínico geral deve ser procurado para a identificação da sua causa e tratamento.

Dr. Ivan Ferreira
Excesso de gases: o que pode ser e como tratar?

Excesso de gases (eructação ou popularmente arroto e flatos ou popularmente pum) pode ocorrer por uma série de motivos.

É completamente normal (eliminamos diariamente até 1,5 litro de gases pelo ânus, com uma frequência de 10 a 20 flatos) e geralmente não indica qualquer doença, exceto quando ocorrem com uma frequência muito elevada e/ou associado a dor de barriga, perda de peso, diarreia crônica, hiporexia (diminuição da fome), anemia, febre e sangramentos.

Os gases intestinais são produzidos pelas bilhões de bactérias que vivem no nosso trato digestivo e participam do processo de digestão, principalmente após metabolização de carboidratos, gorduras e proteínas ingeridas nos alimentos.

No caso dos gases no estômago (os arrotos), a origem principal é o ar engolido durante as refeições. Não reparamos, mas durante as refeições engolimos grandes volumes de ar.

Também é comum haver deglutição de ar quando mastigamos um chiclete, engolimos saliva, tomamos bebidas com gás, fumamos ou mesmo conversando.

Dentre os alimentos que causam mais gases intestinais, estão:

  • Refrigerantes e bebidas gaseificadas em geral;
  • Cerveja;
  • Feijão;
  • Repolho;
  • Couve flor;
  • Ovos;
  • Vinagre;
  • Leite e alguns laticínios;
  • Adoçantes artificiais;
  • Batata;
  • Milho;
  • Alho.

Outras causas possíveis são: falta de exercício físico, intolerância à lactose, alterações da flora bacteriana dos intestinos por uso de antibióticos, síndrome do intestino irritável, dispepsia funcional e constipação intestinal.

O tratamento mais interessante e fácil para excesso de gases é a simples mudança da dieta, evitando ou diminuindo os alimentos citados aqui. Mantenha um registro de alimentos e bebidas que você ingere para conseguir identificar quais as comidas são mais incômodas e procure evitá-las no futuro.

É importante também praticar exercícios físicos e diminuir o estresse, além de equilibrar a alimentação. Existem alguns medicamentos, também, que podem ser úteis, mas primeiro tente resolver o problema com a dieta. Se não for suficiente, procure um médico que possa lhe prescrever o tratamento mais adequado.

Em caso de excesso de gases, um médico (preferencialmente um gastroenterologista) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Anticoncepcional injetável tem efeitos colaterais?

Anticoncepcionais injetáveis podem ter diversos efeitos colaterais, como todos os outros medicamentos.

Os principais efeitos colaterais podem ser:

  • hemorragias entre os períodos menstruais ("spotting"),
  • amenorreia secundária (parada da menstruação),
  • cefaléia,
  • náuseas e vômitos,
  • tontura,
  • cólicas menstruais,
  • dor em mamas,
  • prurido vaginal,
  • alterações emocionais e da libido,
  • alterações do peso.

Outros efeitos colaterais podem surgir, mas os dois primeiros os mais comuns.

Os efeitos colaterais são os mesmos dos anticoncepcionais orais (pílula), entretanto costumam ser menos intensos, pois os estrógenos utilizados são naturais. 

O anticoncepcional injetável é um método muito confiável para evitar a gestação - efetividade próxima a 99,6%, que pode aumentar para até 99,9% quando utilizada em conjunto com métodos de barreira, como é o caso da camisinha, por exemplo. Além de diminuir consideravelmente a chance de engravidar, os anticoncepcionais injetáveis também são indicados em muitas outras situações, como no tratamento do hiperandrogenismo (excesso de hormônio masculino), da dismenorreia (cólicas menstruais), da menorragia (aumento excessivo do fluxo menstrual) e da tensão pré-menstrual.

Os estrógenos mais utilizados nos contraceptivos injetáveis são o cipionato de estradiol, enantato de estradiol e valerato de estradiol. Os progestágenos  mais utilizados são o acetato de medroxiprogesterona, enantato de noretindrona e o acetofenido de dihidroxiprogesterona.

O médico ginecologista deve sempre ser consultado para acompanhamento correto do uso do anticoncepcional que lhe foi prescrito por ele, idealmente mesmo na ausência de quaisquer efeitos colaterais.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Calafrios, dor muscular e na barriga e náuseas o que tenho?

Seus sintomas são compatíveis com algum tipo de gastroenterite (infecção gástrica e intestinal), provavelmente de origem viral, popularmente conhecida como "virose".

Dr. Charles Schwambach