Sintomas

Quais os sintomas e tratamento para cervicite aguda?

A cervicite (inflamação do colo do útero) é assintomática (não tem sintomas) em 70 a 80% dos casos, mas a mulher pode apresentar os seguintes sintomas:

  • Corrimento vaginal purulento (branco ou amarelado);
  • Dispareunia (dor nas relações sexuais);
  • Disúria (dor ou ardência ao urinar);
  • Perda de sangue após as relações sexuais;
  • Febre, ocasionalmente.

O tratamento para cervicite aguda é feito com antibióticos voltados ao agente causador, caso a caso. Uma cervicite prolongada, sem o tratamento adequado, pode-se estender ao endométrio e às tubas uterinas, causando Doença Inflamatória Pélvica (DIP), sendo a esterilidade, a gravidez ectópica e a dor pélvica crônica as principais sequelas.

Em caso de suspeita de cervicite, um médico ginecologista deverá ser consultado. Ele fará exames que permitirão dizer se você tem ou não a doença, qual o agente causador e qual o tratamento ideal, caso a caso.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Diverticulite tem cura? Qual o tratamento?

Diverticulite tem cura sim, e o tratamento é simples, na maioria dos casos.

Tratamento

O tratamento inicial associa dieta (leve e líquida) e tratamento farmacológico com antibióticos e analgésicos, quando não há sinais de gravidade. Até 80% dos casos evolui para cura em três dias.

Os tratamentos mais agressivos são: 1) cirurgia para a remoção de parte do intestino comprometida pelos divertículos e 2) drenagem dos abscessos (quando de pequeno volume) por punção transcutânea.

As recidivas da doença costumam ser frequentes. Nestes casos, a cirurgia pode ser programada de acordo com as necessidades dos pacientes.

Recomendações
  • Alimentos com alto teor de fibras na dieta: frutas, cereais integrais, vegetais e grãos são excelentes para o processo digestivo como um todo além de essenciais para um bom funcionamento intestinal, o que ajuda a prevenir a doença diverticular;
  • Evite o uso de laxantes para combater as crises de constipação intestinal;
  • Tente beber pelo menos dois litros de líquido ao dia (ajuda na formação do bolo fecal);
  • Realize atividades físicas com frequência - elas aceleram o metabolismo e o trânsito intestinal.
O que é

Para entender melhor, a diverticulite é a inflamação de um ou mais divertículos, que são saliências parecidas com a ponta de um dedo de luva, que podem estar localizadas em várias áreas do trato gastrintestinal, mais frequentemente entre as fibras musculares do intestino grosso. Nestes divertículos pode haver aprisionamento de pequena quantidade de fezes. As bactérias presentes nas fezes, sob determinadas condições, multiplicam-se e inflamam o tecido, causando a doença. Pode haver abscesso (acúmulo localizado de pus) ou perfuração intestinal. Neste segundo caso, as fezes na cavidade abdominal podem levar a uma condição muito grave (peritonite).

No caso de suspeita de diverticulite, um médico (preferencialmente um gastroenterologista) deverá ser consultado para investigação e tratamento.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Como tratar lingua branca?

Depende da causa. A causa mais comum que deixa a língua toda branca é a saburra lingual, que é uma camada de placa bacteriana causada pela má higiene bucal. Nesse caso, o tratamento é a higienização correta, com uso de escova ou raspador lingual durante a escovação dos dentes.

Entretanto, quando apenas uma pequena parte da língua é branca, e um tanto aveludada, ou então quando a lesão branca é elevada como uma pequena ferida ou afta, será necessário investigar a causa do problema já que pode ser sinal de alguma doença.

Nesse caso, um dentista ou dermatologista deve ser procurado com urgência.

Dr. Gabriel Soledade
Corrimento amarelo, o que pode ser?

Corrimento amarelo é, normalmente, um sinal de infecção bacteriana (vaginose bacteriana) ou infecção causada por protozoários (Tricomoníase). O diagnóstico e tratamento de ambas as doenças são simples.

Na vaginose bacteriana, ocorre uma alteração da flora vaginal normal, que é (primariamente composta por Bacilos de Doderlein) por outras bactérias, geralmente Gardnerella vaginalis. Nem sempre apresenta sintomas, mas geralmente há corrimento vaginal de cor amarela, branca ou cinza com odor desagradável (peixe podre), além de ardência ao urinar e coceira na vagina. O tratamento deve ser feito com antibióticos.

A melhor maneira de evitar a vaginose bacteriana é:

  • evitar fazer duchas vaginais;
  • limitar o número de parceiros;
  • usar preservativo sempre, em todas as relações;
  • procurar fazer exames ginecológicos uma vez ao ano, no mínimo.

Na Tricomoníase, o agente etiológico (causador da doença) é o protozoário Trichomonas vaginalis, cuja transmissão ocorre através do contato íntimo sem preservativo. O corrimento tem uma tonalidade mais acinzentada, com mau cheiro, por vezes espumoso. Também pode ocorrer dispareunia (dor nas relações sexuais) e disúria (dor ao urinar). O tratamento da tricomaníase também é feito com antibióticos, e deve envolver ambos os parceiros. O tratamento é desaconselhado durante a gravidez.

Sempre que ocorrer sangramento ou corrimento, de qualquer cor ou tipo, procure imediatamente um médico ginecologista para avaliação. Ele poderá fazer o exame para averiguar se você está grávida ou não e lhe dar o tratamento ideal, se for necessário.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Corrimento branco, o que pode ser?

Corrimento branco na mulher pode ter muitas causas diferentes. A mais comum é a candidíase, que é uma infecção fúngica facilmente tratável com medicação. Nesse caso, costuma estar associada a coceira e irritação vulvar.

Outras causas podem ser alterações hormonais (inclusive as que normalmente ocorrem em função do ciclo menstrual), uso de certas medicações, problemas imunológicos, estresse e até mesmo gravidez.

É fundamental que a paciente procure um médico ginecologista, para que o diagnóstico correto seja feito e o tratamento adequado seja iniciado.

Dr. Gabriel Soledade
Tremores, dor de cabeça, fraqueza...o que está acontecendo?

Algum tipo de infecção estomacal ou intestinal, ou uma virose são as causas mais prováveis, porém não dá para ter certeza, pela sua descrição você não está muito bem, o ideal é ir ao médico.

Dr. Charles Schwambach
Atraso menstrual será que eu estou grávida?

Bom você tem grande chances de estar grávida sim, vem apresentando alguns sintomas que fazem nós médicos desconfiarem de uma gravidez. Tudo que você relatou descreve bem os sintomas da gravidez.

Dr. Charles Schwambach
Dor pélvica na gravidez, o que pode ser?

Dor pélvica na gravidez é bastante comum (ocorre em cerca de 50% das gestantes) e pode ocorrer por diversos motivos, como por exemplo:

  • O aumento da produção do hormônio chamado relaxina, responsável em tornar os ligamentos e articulações da pelve mais elásticas, facilitando a passagem do bebê na hora do parto;
  • Postura física que se modifica com o avanço da gravidez e o peso do bebê, pressionando órgãos, músculos, ligamentos e articulações e ocasionando a dor;
  • Aumento dos gases intestinais;
  • Embora geralmente seja fisiológica (normal), a dor também pode ser devido a causas graves e que requerem intervenção cirúrgica imediata, tais como gestação ectópica, rotura uterina, endometriose, apendicite, etc, por isso sempre consulte seu ginecologista!

Há várias táticas que podem ser adotadas para combater a dor fisiológica na pelve, na virilha e no púbis:

  • Tenha cuidado ao realizar suas atividades diárias. Existem técnicas de fisioterapia que podem ajudar a manter a estabilidade da pelve em tarefas que causam dor, caminhar ou ficar em pé.
  • Pilates ou outros exercícios melhoram a estabilidade da pelve e das costas, sendo muito importante fortalecer os músculos da barriga e do assoalho pélvico.
  • Cintas de suporte são aconselhadas por vários especialistas, pois podem aliviar a dor e ser usada durante toda a gravidez.
  • Calcinhas altas e com costura reforçada no abdome aliviam o peso na bacia.
  • Sessões de massagem suave e fisioterapia podem aliviar o stress acumulado nas costas, bacia e pelve.
  • A acupuntura pode ser uma solução, mas é importante procurar um profissional especializado no tratamento de gestantes.
  • Se você tem dores quando está na cama e tenta se virar de um lado para o outro, pode se levantar usando a seguinte técnica: segure os joelhos, aproximando-os do peito; contraia os músculos do abdome e do assoalho pélvico e dê um impulso para a frente para se sentar. Essa técnica ajudará a manter a estabilidade da pelve.
  • Deve evitar deitar com as pernas esticadas e com a barriga virada para cima. Quando não tem outra solução, coloque um travesseio atrás das costas, perto da cintura e tente manter os joelhos dobrados. Descansar na banheira ou no sofá pode forçar essa posição e por isso outras posições confortáveis devem ser treinadas.  O mesmo se aplica se você for fazer uma massagem.
  • Quando caminhar, faça uma pequena curvatura com as costas e balance os braços, como se estivesse marchando. Esse movimento ajudará a fixar a pelve.
  • Não esqueça de fazer os exercícios de Kegel para o assoalho pélvico com regularidade, porque eles fortalecem a pelve.
  • Evite sempre que puder carregar peso ou mover objetos pesados. Mesmo o carrinho com compras pode prejudicar a situação. Quando for possível, recorra a um serviço de entregas ou peça ajuda para cumprir essa tarefa.
  • Descanse sempre que puder. Sentar em uma bola de ioga pode ajudar, assim como a posição de gato, com as mãos e joelhos no chão.
  • Evite fazer muito esforço físico. Você pode não sentir a consequência na hora, mas a dor pode surgir apenas no fim do dia.
  • Na hora de dormir, uma superfície fofa pode ajudar, por isso deite por cima de um cobertor macio.
  • Quando se vestir, fique sentada na hora de tirar e colocar a calça e a calcinha.
  • Aplicar uma bolsa de água quente pode ajudar a aliviar a dor.

Em caso de dor pélvica na gravidez, um médico (preferencialmente um ginecologista) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-la e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues