Sintomas

Diverticulite tem cura? Qual o tratamento?

Diverticulite tem cura sim, e o tratamento é simples, na maioria dos casos.

Tratamento

O tratamento inicial associa dieta (leve e líquida) e tratamento farmacológico com antibióticos e analgésicos, quando não há sinais de gravidade. Até 80% dos casos evolui para cura em três dias.

Os tratamentos mais agressivos são: 1) cirurgia para a remoção de parte do intestino comprometida pelos divertículos e 2) drenagem dos abscessos (quando de pequeno volume) por punção transcutânea.

As recidivas da doença costumam ser frequentes. Nestes casos, a cirurgia pode ser programada de acordo com as necessidades dos pacientes.

Recomendações
  • Alimentos com alto teor de fibras na dieta: frutas, cereais integrais, vegetais e grãos são excelentes para o processo digestivo como um todo além de essenciais para um bom funcionamento intestinal, o que ajuda a prevenir a doença diverticular;
  • Evite o uso de laxantes para combater as crises de constipação intestinal;
  • Tente beber pelo menos dois litros de líquido ao dia (ajuda na formação do bolo fecal);
  • Realize atividades físicas com frequência - elas aceleram o metabolismo e o trânsito intestinal.
O que é

Para entender melhor, a diverticulite é a inflamação de um ou mais divertículos, que são saliências parecidas com a ponta de um dedo de luva, que podem estar localizadas em várias áreas do trato gastrintestinal, mais frequentemente entre as fibras musculares do intestino grosso. Nestes divertículos pode haver aprisionamento de pequena quantidade de fezes. As bactérias presentes nas fezes, sob determinadas condições, multiplicam-se e inflamam o tecido, causando a doença. Pode haver abscesso (acúmulo localizado de pus) ou perfuração intestinal. Neste segundo caso, as fezes na cavidade abdominal podem levar a uma condição muito grave (peritonite).

No caso de suspeita de diverticulite, um médico (preferencialmente um gastroenterologista) deverá ser consultado para investigação e tratamento.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Soluço constante, o que pode ser?

Soluços constantes geralmente são causados por distúrbios que levam à irritação dos nervos frênico e vago, que inervam o diafragma. O diafragma é um músculo que separa o tórax do abdômen e participa dos movimentos respiratórios. Distúrbios que irritam os nervos vago e frênico podem provocar movimentos irregulares no diafragma, causando os soluços.

Embora os soluços possam estar relacionados com doenças, algumas delas graves, a maioria deles surgem em situações comuns como após comer muito, ingestão de bebidas alcoólicas e refrigerantes, rir muito, mudanças repentinas de temperatura e ingestão de líquidos quentes ou frios. Nesses casos, ele é benigno e tende a desaparecer após algum tempo.

Algumas possíveis causas para o aparecimento de soluço constante são: esofagite de refluxo, ansiedade e estresse, refluxo gastroesofágico, distúrbios neurológicos e após alguns procedimentos cirúrgicos e anestesia.

Os soluços que duram até 48 horas são considerados agudos. Se durarem mais que 48 horas, são considerados persistentes. Em qualquer dessas situações o clínico geral deve ser procurado para a identificação da sua causa e tratamento.

Dr. Ivan Ferreira
Corrimento amarelo, o que pode ser?

Corrimento amarelo é, normalmente, um sinal de infecção bacteriana (vaginose bacteriana) ou infecção causada por protozoários (Tricomoníase). O diagnóstico e tratamento de ambas as doenças são simples.

Na vaginose bacteriana, ocorre uma alteração da flora vaginal normal, que é (primariamente composta por Bacilos de Doderlein) por outras bactérias, geralmente Gardnerella vaginalis. Nem sempre apresenta sintomas, mas geralmente há corrimento vaginal de cor amarela, branca ou cinza com odor desagradável (peixe podre), além de ardência ao urinar e coceira na vagina. O tratamento deve ser feito com antibióticos.

A melhor maneira de evitar a vaginose bacteriana é:

  • evitar fazer duchas vaginais;
  • limitar o número de parceiros;
  • usar preservativo sempre, em todas as relações;
  • procurar fazer exames ginecológicos uma vez ao ano, no mínimo.

Na Tricomoníase, o agente etiológico (causador da doença) é o protozoário Trichomonas vaginalis, cuja transmissão ocorre através do contato íntimo sem preservativo. O corrimento tem uma tonalidade mais acinzentada, com mau cheiro, por vezes espumoso. Também pode ocorrer dispareunia (dor nas relações sexuais) e disúria (dor ao urinar). O tratamento da tricomaníase também é feito com antibióticos, e deve envolver ambos os parceiros. O tratamento é desaconselhado durante a gravidez.

Sempre que ocorrer sangramento ou corrimento, de qualquer cor ou tipo, procure imediatamente um médico ginecologista para avaliação. Ele poderá fazer o exame para averiguar se você está grávida ou não e lhe dar o tratamento ideal, se for necessário.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Calafrios, dor muscular e na barriga e náuseas o que tenho?

Seus sintomas são compatíveis com algum tipo de gastroenterite (infecção gástrica e intestinal), provavelmente de origem viral, popularmente conhecida como "virose".

Dr. Charles Schwambach
Corrimento branco, o que pode ser?

Corrimento branco na mulher pode ter muitas causas diferentes. A mais comum é a candidíase, que é uma infecção fúngica facilmente tratável com medicação. Nesse caso, costuma estar associada a coceira e irritação vulvar.

Outras causas podem ser alterações hormonais (inclusive as que normalmente ocorrem em função do ciclo menstrual), uso de certas medicações, problemas imunológicos, estresse e até mesmo gravidez.

É fundamental que a paciente procure um médico ginecologista, para que o diagnóstico correto seja feito e o tratamento adequado seja iniciado.

Dr. Gabriel Soledade
Quais os sintomas e tratamento para cervicite aguda?

A cervicite (inflamação do colo do útero) é assintomática (não tem sintomas) em 70 a 80% dos casos, mas a mulher pode apresentar os seguintes sintomas:

  • Corrimento vaginal purulento (branco ou amarelado);
  • Dispareunia (dor nas relações sexuais);
  • Disúria (dor ou ardência ao urinar);
  • Perda de sangue após as relações sexuais;
  • Febre, ocasionalmente.

O tratamento para cervicite aguda é feito com antibióticos voltados ao agente causador, caso a caso. Uma cervicite prolongada, sem o tratamento adequado, pode-se estender ao endométrio e às tubas uterinas, causando Doença Inflamatória Pélvica (DIP), sendo a esterilidade, a gravidez ectópica e a dor pélvica crônica as principais sequelas.

Em caso de suspeita de cervicite, um médico ginecologista deverá ser consultado. Ele fará exames que permitirão dizer se você tem ou não a doença, qual o agente causador e qual o tratamento ideal, caso a caso.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Há tempo sento dores abdominais, cansaço, muito sono...

Procure um bom clínico geral ou um homeopata ou um psiquiatra, não procure por exames procure por uma cura para seus sintomas, provavelmente a resposta é bem simples. Não é permitido fornecer diagnóstico pela internet.

Dr. Charles Schwambach
Excesso de gases: o que pode ser e como tratar?

Excesso de gases (eructação ou popularmente arroto e flatos ou popularmente pum) pode ocorrer por uma série de motivos.

É completamente normal (eliminamos diariamente até 1,5 litro de gases pelo ânus, com uma frequência de 10 a 20 flatos) e geralmente não indica qualquer doença, exceto quando ocorrem com uma frequência muito elevada e/ou associado a dor de barriga, perda de peso, diarreia crônica, hiporexia (diminuição da fome), anemia, febre e sangramentos.

Os gases intestinais são produzidos pelas bilhões de bactérias que vivem no nosso trato digestivo e participam do processo de digestão, principalmente após metabolização de carboidratos, gorduras e proteínas ingeridas nos alimentos.

No caso dos gases no estômago (os arrotos), a origem principal é o ar engolido durante as refeições. Não reparamos, mas durante as refeições engolimos grandes volumes de ar.

Também é comum haver deglutição de ar quando mastigamos um chiclete, engolimos saliva, tomamos bebidas com gás, fumamos ou mesmo conversando.

Dentre os alimentos que causam mais gases intestinais, estão:

  • Refrigerantes e bebidas gaseificadas em geral;
  • Cerveja;
  • Feijão;
  • Repolho;
  • Couve flor;
  • Ovos;
  • Vinagre;
  • Leite e alguns laticínios;
  • Adoçantes artificiais;
  • Batata;
  • Milho;
  • Alho.

Outras causas possíveis são: falta de exercício físico, intolerância à lactose, alterações da flora bacteriana dos intestinos por uso de antibióticos, síndrome do intestino irritável, dispepsia funcional e constipação intestinal.

O tratamento mais interessante e fácil para excesso de gases é a simples mudança da dieta, evitando ou diminuindo os alimentos citados aqui. Mantenha um registro de alimentos e bebidas que você ingere para conseguir identificar quais as comidas são mais incômodas e procure evitá-las no futuro.

É importante também praticar exercícios físicos e diminuir o estresse, além de equilibrar a alimentação. Existem alguns medicamentos, também, que podem ser úteis, mas primeiro tente resolver o problema com a dieta. Se não for suficiente, procure um médico que possa lhe prescrever o tratamento mais adequado.

Em caso de excesso de gases, um médico (preferencialmente um gastroenterologista) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues