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Corrimento amarelo, o que pode ser?

Corrimento amarelo é, normalmente, um sinal de infecção bacteriana (vaginose bacteriana) ou infecção causada por protozoários (Tricomoníase). O diagnóstico e tratamento de ambas as doenças são simples.

Na vaginose bacteriana, ocorre uma alteração da flora vaginal normal, que é (primariamente composta por Bacilos de Doderlein) por outras bactérias, geralmente Gardnerella vaginalis. Nem sempre apresenta sintomas, mas geralmente há corrimento vaginal de cor amarela, branca ou cinza com odor desagradável (peixe podre), além de ardência ao urinar e coceira na vagina. O tratamento deve ser feito com antibióticos.

A melhor maneira de evitar a vaginose bacteriana é:

  • evitar fazer duchas vaginais;
  • limitar o número de parceiros;
  • usar preservativo sempre, em todas as relações;
  • procurar fazer exames ginecológicos uma vez ao ano, no mínimo.

Na Tricomoníase, o agente etiológico (causador da doença) é o protozoário Trichomonas vaginalis, cuja transmissão ocorre através do contato íntimo sem preservativo. O corrimento tem uma tonalidade mais acinzentada, com mau cheiro, por vezes espumoso. Também pode ocorrer dispareunia (dor nas relações sexuais) e disúria (dor ao urinar). O tratamento da tricomaníase também é feito com antibióticos, e deve envolver ambos os parceiros. O tratamento é desaconselhado durante a gravidez.

Sempre que ocorrer sangramento ou corrimento, de qualquer cor ou tipo, procure imediatamente um médico ginecologista para avaliação. Ele poderá fazer o exame para averiguar se você está grávida ou não e lhe dar o tratamento ideal, se for necessário.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Diverticulite tem cura? Qual o tratamento?

Diverticulite tem cura sim, e o tratamento é simples, na maioria dos casos.

Tratamento

O tratamento inicial associa dieta (leve e líquida) e tratamento farmacológico com antibióticos e analgésicos, quando não há sinais de gravidade. Até 80% dos casos evolui para cura em três dias.

Os tratamentos mais agressivos são: 1) cirurgia para a remoção de parte do intestino comprometida pelos divertículos e 2) drenagem dos abscessos (quando de pequeno volume) por punção transcutânea.

As recidivas da doença costumam ser frequentes. Nestes casos, a cirurgia pode ser programada de acordo com as necessidades dos pacientes.

Recomendações
  • Alimentos com alto teor de fibras na dieta: frutas, cereais integrais, vegetais e grãos são excelentes para o processo digestivo como um todo além de essenciais para um bom funcionamento intestinal, o que ajuda a prevenir a doença diverticular;
  • Evite o uso de laxantes para combater as crises de constipação intestinal;
  • Tente beber pelo menos dois litros de líquido ao dia (ajuda na formação do bolo fecal);
  • Realize atividades físicas com frequência - elas aceleram o metabolismo e o trânsito intestinal.
O que é

Para entender melhor, a diverticulite é a inflamação de um ou mais divertículos, que são saliências parecidas com a ponta de um dedo de luva, que podem estar localizadas em várias áreas do trato gastrintestinal, mais frequentemente entre as fibras musculares do intestino grosso. Nestes divertículos pode haver aprisionamento de pequena quantidade de fezes. As bactérias presentes nas fezes, sob determinadas condições, multiplicam-se e inflamam o tecido, causando a doença. Pode haver abscesso (acúmulo localizado de pus) ou perfuração intestinal. Neste segundo caso, as fezes na cavidade abdominal podem levar a uma condição muito grave (peritonite).

No caso de suspeita de diverticulite, um médico (preferencialmente um gastroenterologista) deverá ser consultado para investigação e tratamento.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Quais são os sintomas de uma gravidez psicológica?

A gravidez psicológica, também chamada de pseudociese ou pseudogestação, pode ter sintomas idênticos à gravidez normal, ou seja, ausência de menstruação, crescimento da barriga e dos seios e produção de leite.

Ela é praticamente indistinguível de uma gravidez verdadeira, e o diagnóstico é feito por ultrassom, em que não se detecta a presença do feto, ou pelo exame de sangue beta-hCG, que só se eleva na gravidez real.

É uma situação rara, que acontece em cerca de 1 caso para cada 10 mil gestações verdadeiras. Ocorre mais frequentemente em mulheres com extremo desejo de engravidar, principalmente após várias tentativas de gravidez sem sucesso. Outros transtornos psiquiátricos como a depressão também podem estar associados.

O tratamento se dá com medicações que induzem a menstruação e com psicoterapia ou medicação antidepressiva, quando necessário.

Dr. Gabriel Soledade
Excesso de gases: o que pode ser e como tratar?

Excesso de gases (eructação ou popularmente arroto e flatos ou popularmente pum) pode ocorrer por uma série de motivos.

É completamente normal (eliminamos diariamente até 1,5 litro de gases pelo ânus, com uma frequência de 10 a 20 flatos) e geralmente não indica qualquer doença, exceto quando ocorrem com uma frequência muito elevada e/ou associado a dor de barriga, perda de peso, diarreia crônica, hiporexia (diminuição da fome), anemia, febre e sangramentos.

Os gases intestinais são produzidos pelas bilhões de bactérias que vivem no nosso trato digestivo e participam do processo de digestão, principalmente após metabolização de carboidratos, gorduras e proteínas ingeridas nos alimentos.

No caso dos gases no estômago (os arrotos), a origem principal é o ar engolido durante as refeições. Não reparamos, mas durante as refeições engolimos grandes volumes de ar.

Também é comum haver deglutição de ar quando mastigamos um chiclete, engolimos saliva, tomamos bebidas com gás, fumamos ou mesmo conversando.

Dentre os alimentos que causam mais gases intestinais, estão:

  • Refrigerantes e bebidas gaseificadas em geral;
  • Cerveja;
  • Feijão;
  • Repolho;
  • Couve flor;
  • Ovos;
  • Vinagre;
  • Leite e alguns laticínios;
  • Adoçantes artificiais;
  • Batata;
  • Milho;
  • Alho.

Outras causas possíveis são: falta de exercício físico, intolerância à lactose, alterações da flora bacteriana dos intestinos por uso de antibióticos, síndrome do intestino irritável, dispepsia funcional e constipação intestinal.

O tratamento mais interessante e fácil para excesso de gases é a simples mudança da dieta, evitando ou diminuindo os alimentos citados aqui. Mantenha um registro de alimentos e bebidas que você ingere para conseguir identificar quais as comidas são mais incômodas e procure evitá-las no futuro.

É importante também praticar exercícios físicos e diminuir o estresse, além de equilibrar a alimentação. Existem alguns medicamentos, também, que podem ser úteis, mas primeiro tente resolver o problema com a dieta. Se não for suficiente, procure um médico que possa lhe prescrever o tratamento mais adequado.

Em caso de excesso de gases, um médico (preferencialmente um gastroenterologista) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Quais os sintomas do Câncer de Mama avançado?

Os principais sintomas de Câncer de Mama avançado são: grande massa ou nódulo tomando grande parte da mama ou o câncer pode supurar (abrir) e mostrar-se na superfície da pele na forma de uma ferida, emagrecimento, dor de grau variável na mama, "ínguas" (nodulações) na axila do mesmo lado da mama atingida.

Dr. Charles Schwambach
Dor no estômago e diarreia, o que pode ser?

Muitas são as causas possíveis, entre elas as mais prováveis costumam ser infecções virais ou intoxicações alimentares. Alergias e intolerâncias alimentares também são possíveis, bem como doenças inflamatórias intestinais crônicas, que são as menos comuns e geralmente têm história familiar.

Se esse sintoma for frequente ou durar muito tempo, é importante que a pessoa procure um médico clínico geral ou gastroenterologista, para que a investigação adequada seja realizada, a fim de se alcançar o diagnóstico correto e o melhor tratamento possível.

Dr. Gabriel Soledade
Soluço constante, o que pode ser?

Soluços constantes geralmente são causados por distúrbios que levam à irritação dos nervos frênico e vago, que inervam o diafragma. O diafragma é um músculo que separa o tórax do abdômen e participa dos movimentos respiratórios. Distúrbios que irritam os nervos vago e frênico podem provocar movimentos irregulares no diafragma, causando os soluços.

Embora os soluços possam estar relacionados com doenças, algumas delas graves, a maioria deles surgem em situações comuns como após comer muito, ingestão de bebidas alcoólicas e refrigerantes, rir muito, mudanças repentinas de temperatura e ingestão de líquidos quentes ou frios. Nesses casos, ele é benigno e tende a desaparecer após algum tempo.

Algumas possíveis causas para o aparecimento de soluço constante são: esofagite de refluxo, ansiedade e estresse, refluxo gastroesofágico, distúrbios neurológicos e após alguns procedimentos cirúrgicos e anestesia.

Os soluços que duram até 48 horas são considerados agudos. Se durarem mais que 48 horas, são considerados persistentes. Em qualquer dessas situações o clínico geral deve ser procurado para a identificação da sua causa e tratamento.

Dr. Ivan Ferreira
Sangue na urina, o que pode ser?

A presença de sangue na urina, chamada hematúria, é uma alteração do sistema urinário que pode ser visível, através da mudança de cor da urina para um tom mais avermelhado (hematúria macroscópica).

Nesses casos a urina adquire um tom rosado, avermelhado ou bastante similar ao sangue, com coágulos sanguíneos, inclusive, em casos mais graves. Também pode ser invisível, quando a presença de sangue é tão pequena que só consegue ser detectado através de exames laboratoriais (hematúria microscópica).

Uma única gota de sangue já é suficiente para que a urina mude de coloração. Dezenas de condições podem provocar sangramentos na urina, algumas delas inofensivas, outras bem graves, entre elas:

  • Cálculo (Pedra) nos rins ou ureteres (uma das principais causas, deve ser investigada);
  • Infecções urinárias;
  • Câncer dos rins, da próstata ou da bexiga (pessoas geralmente mais idosas);
  • Hiperplasia benigna da próstata (HBP);
  • Uretrites por doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia ou gonorreia;
  • Doença policística renal;
  • Doenças do glomérulo, como glomerulonefrites;
  • Lúpus eritematoso sistêmico;
  • Anemia falciforme;
  • Traumas na região do rim, bexiga ou próstata;
  • Procedimentos médicos no trato urinário, como biópsia dos rins biópsia da próstata, litotripsia, endoscopia urinária, etc;
  • Feridas da uretra após passagem de sonda vesical;
  • Cistite rádica (lesão da bexiga por radioterapia);
  • Medicamentos (ex: pyridium, rifampicina, fenitoína, nitrofurantoína, entre outros);
  • Tuberculose urinária;
  • Excesso de cálcio na urina;
  • Endometriose;

Hematúrias inofensivas:

  • Doença da membrana fina: É comum o indivíduo apresentar uma hematúria microscópica sem ter nenhuma causa identificada, mesmo com investigação intensa. Geralmente estes indivíduos apresentam a doença da membrana fina (ou hematúria benigna familiar), uma alteração genética das membranas dos glomérulos que causa perda de sangue na urina sem que isso tenha qualquer significa clínico. Essa alteração não oferece nenhum risco ao paciente.
  • Hematúria após esforço físico: A hematúria após esforço físico é um sangramento urinário, macro ou microscópico, que surge após a realização de qualquer atividade física extenuante. Geralmente é passageira e desaparece depois de alguns dias de repouso. Se o paciente for jovem, saudável, não tiver outras queixas e a hematúria desaparecer com o repouso, não há necessidade de nenhuma investigação mais profunda.

Em caso de sangue na urina, um médico (preferencialmente um urologista) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual o seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, ou encaminhá-lo a um especialista de outra área se necessário, caso a caso.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues