Quais os perigos do citomegalovírus durante a gravidez?

Se a infecção pelo citomegalovírus (CMV) ocorrer próxima ao momento da concepção, há risco de aborto e malformações. Quanto mais tardia ocorrer a infecção na gestação, menor o risco para o bebê em relação aos problemas. Cerca de 10% dos bebês de mães que têm a infecção pela primeira vez na gestação desenvolvem sintomas. Destes, 30% podem vir a morrer da infecção. Mesmo se o bebê nascer normal, mas carregando o vírus, ainda assim cerca de 10% deles desenvolverão algum grau de alteração neurológica. Os riscos de transmissão do vírus, da mãe ao feto, diminuem após o quinto mês de gestação e se ela já teve contato prévio, ou seja, soroconversão antes da gravidez.

Quando o bebê é infectado, o vírus persiste por anos na criança. Ela pode desenvolver pneumonia, surdez, corioretinite com perda visual gradativa, deficiência intelectual e retardo no desenvolvimento neuromotor. A idade de instalação das alterações varia de acordo com a gravidade da infecção, mas geralmente já são perceptíveis no nascimento e até o 6º mês de vida. Não há tratamento ideal. Usam-se antivirais nos casos graves com respostas variadas.

Grande parte das infecções causadas por citomegalovírus são assintomáticas, ou seja, não apresentam sintomas. Quando eles existem, no entanto, não são específicos da doença e incluem febre, aumento do fígado e baço, alteração de linfócitos no sangue. Por esse motivo, deve ser coletada a sorologia no início do pré-natal, para avaliar se a gestante já teve contato com o vírus previamente.

Toda gestante deve realizar pré-natal.

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