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Gosto amargo na boca pode ser sintoma de quê?

O gosto amargo na boca é uma alteração da sensação do gosto chamada disgeusia. Ela pode surgir devido à várias causas como problemas na boca, alterações hormonais na gravidez, alimentos, medicamentos, ou ainda, como um sintoma de algumas doenças do organismo.

Algumas possíveis causas para o gosto amargo: língua com placa bacteriana (saburra), dentes cariados, problemas nas gengivas, inflamações na boca, como abcessos dentários, boca seca, por diminuição da produção de saliva, doenças do fígado acompanhadas de icterícia, que é a coloração amarelada da pele, olhos e mucosas, hábito de fumar ou mascar tabaco, uso de medicamentos como anti-inflamatórios, antibióticos, antialérgicos, anticonvulsivantes e antiparasitários, distúrbios digestivos como gastrite e esofagite de refluxo, transtornos de ansiedade e depressão, carência de vitamina B.

O clínico geral é o médico que poderá diagnosticar a causa da sensação de gosto amargo na boca e tratá-la ou indicar um outro profissional da saúde para fazê-lo.

Dor no maxilar ao abrir a boca e ao mastigar, o que pode ser?

Dor no maxilar ao abrir a boca e ao mastigar pode ter como primeira hipótese diagnóstica distúrbios da articulação temporomandibular (DATM), mas pode ocorrer devido a várias causas, tais como neuralgia do trigêmeo, fibromialgia, sinusite, mastoidite, otite, etc.

Discutiremos aqui os DATM, causa mais comum dos sintomas mencionados, para não tornar a resposta muito ampla, mas é fundamental consultar um médico para que ele possa, através de sua história detalhada, exame físico e complementares (quando necessários), determinar a causa exata da sua dor.

O profissional mais habilitado a tratar estes distúrbios (quando corretamente diagnosticados) é o cirurgião-dentista com especialização em oclusão dentária que trata adequadamente cada causa específica.

Causas

As principais causas dos DATM são aquelas que alteram os músculos faciais, espasmos nos músculos mastigatórios desencadeados por tensão ou estresse, depressão e ansiedade, artrites ou fixações na articulação temporomandibular, traumatismos na mandíbula, má oclusão dentária (mordida com defeitos), bruxismo (ranger dos dentes ao dormir), morder objetos estranhos, roer unhas, mastigar chicletes em excesso, tumores e problemas de crescimento na mandíbula.

Sintomas

Os principais sinais e sintomas (não é preciso que todos estejam presentes) compreendem principalmente dor facial (que piora ou só aparece ao abrir e fechar a boca, seja falando, bocejando ou ao se alimentar, que pode espalhar para qualquer lugar da face, ouvido, pescoço ou nuca), dificuldade para abrir a boca (com contraturas musculares e calcificações articulares), som de estalido ou rangido ao morder, sensação de mordida torta ou cruzada, desvio da mandíbula para um dos lados, edema (inchaço) em face, otalgia (dor no ouvido), surdez momentânea, vertigem ou zumbidos, ouvido "tampado" e perturbações visuais, além de cefaleias frequentes (dor de cabeça). Desse modo, o otorrinolaringologista é, frequentemente procurado, devendo estar familiarizado com o diagnóstico e tratamento.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por um médico ou cirurgião dentista que palpa, observa e ouve a movimentação da mandíbula; sente o estado das articulações, dos músculos, dos ligamentos, a oclusão dos dentes (a mordida e correta coaptação das arcadas dentárias superiores e inferiores). São feitas perguntas ao paciente em busca de informações que possam ser a causa da dor e de outros sintomas, tais como traumas, hábitos orais, tratamentos médicos e dentais prévios. ​Podem ser solicitados exames de imagem da mandíbula e da movimentação da articulação em estágios variados (abertura total, média e fechamento total). Foram desenvolvidas uma variedade de outras técnicas para diagnosticar DATM, inclusive para localizar as contrações musculares, chamada de eletromiografia de superfície, sonografia (SonoPak), termografia e cinesiografia. São exames que detalham com precisão as estruturas afetadas.​

Tratamento

O tratamento é inicialmente clínico; apenas em casos mais graves ou não responsivos à terapia conservadora deve-se recorrer a técnicas cirúrgicas. Os objetivos do tratamento são reduzir a dor, restabelecer função mandibular confortável, limitar a recorrência da dor e restabelecer o padrão de vida normal, o mais rapidamente possível.

Inicialmente, na fase aguda, pode-se utilizar analgésicos simples e aplicação de bolsas de água quente com massagens na região afetada. Também é importante evitar dietas que demandem mastigação excessiva (carnes) ou abrir muito a boca (maçãs inteiras, por exemplo). Alguns pacientes podem precisar de antidepressivos, anticonvulsivantes ou analgésicos mais potentes (mas sempre deve-se começar o tratamento com os analgésicos mais fracos, e ir subindo gradualmente de intensidade se não houver melhora dos sintomas). Há evidências de que técnicas de relaxamento diminuem o sofrimento em casos de dor crônica. Respire lenta e profundamente, enrijeça e relaxe seus músculos alternadamente. A ioga e/ou hipnose são úteis para algumas pessoas.

Em casos mais graves, existem as seguintes opções:

  • Terapia de aplicação ortopédica (placa estabilizadora);
  • Terapia oclusal (ortodontia, reabilitação oral, etc...);
  • Correção de problemas dentários;
  • Cirurgia

Em caso de dor no maxilar ao abrir a boca e mastigar, um médico deverá ser consultado para avaliação, tratamento e/ou encaminhamento a um cirurgião bucomaxilofacial ou otorrinolaringologista, se necessário (distúrbios da ATM).

Gosto metálico na boca, o que pode ser?

O gosto metálico pode ter várias causas como as alterações hormonais presentes na gravidez, alimentos, medicamentos, ou ainda, como um sintoma de algumas doenças do organismo. O gosto metálico na boca é um tipo de alteração da sensação do gosto, chamada disgeusia.

Algumas possíveis causas para o gosto metálico são: medicamentos como metronidazol, antibióticos, vitamina B12 e ferro, gravidez, boca seca, por diminuição da produção de saliva, intoxicação por mercúrio ou chumbo, uso de prótese mal posicionada ou aparelhos ortodônticos por longos período sem revisão, infecção e alguns tipos de cirurgia no ouvido, doença de Ménière, distúrbios neurológicos e insuficiência renal.

A eliminação do gosto metálico depende da identificação e tratamento de sua causa. Em algumas situações, como a gravidez, o gosto metálico desaparecerá naturalmente no decorrer da gestação ou após o nascimento do bebê.

O clínico geral pode diagnosticar a causa para as alterações do gosto ou orientar o encaminhamento para um outro profissional.

Gosto amargo na boca durante a gravidez. O que pode ser?

Gosto amargo na boca durante a gravidez geralmente decorre de alterações hormonais que ocorrem neste período e pode ou não ocorrer, depende da mulher. Medicamente denominado como disgeusia (distorção ou diminuição do paladar) é um efeito colateral desagradável e irritante de uma gravidez normal, embora não ocorra em todas as gestações. Suas causas ainda não são determinadas com absoluta certeza, mas há muitas teorias que procuram explicar as razões pelas quais algumas mulheres experimentam um gosto desagradável, azedo, amargo, ácido ou metálico na boca durante a gravidez.

Na gestação normal, o corpo sofre uma série de alterações nos níveis hormonais que podem afetar os sentidos do olfato e paladar (acredita-se que o aumento da produção de estrógeno desempenhe um papel importante). Alguns estudos também mostram que as papilas gustativas na língua crescem mais durante a gestação, o que provocaria a alteração gustativa. O uso de vitaminas pré-natais, pílulas hormonais e antibióticos, entre outros medicamentos, durante a gravidez também pode causar como efeito colateral um gosto ruim ou metálico na boca.

Para minimizar este sintoma, recomenda-se escovar os dentes frequentemente com pasta de dente de hortelã, gargarejar com soluções diluídas de bicarbonato de sódio e água, preparados pela mistura de 1/4 colher de sopa de soda de cozimento com uma xícara de água (neutraliza o nível de pH no interior da boca), mastigar ou chupar balas ou gomas; frutas cítricas, sucos, limonadas (o citrino presente nesses alimentos neutraliza o sabor metálico e também aumenta a produção de saliva que podem tirar o gosto). Finalmente, beber bastante água, que não só irá mantê-la hidratada, mas também irá ajudar na eliminação das toxinas do corpo.  O gosto ruim na boca durante a gravidez não é um problema de saúde grave e não causará a você ou seu bebê qualquer dano. No entanto, pode incomodar, e os meios acima descritos minimizam este sintoma. De qualquer forma, é importante consultar o seu médico ginecologista para que ele esteja sempre informado de seus sintomas, possa diagnosticar a causa subjacente (se houver alguma, não fisiológica) e prescrever-lhe um tratamento.  

Gosto de podre na boca o que pode ser?

Gosto de podre na boca geralmente está associado a produção de pus em algum local que no seu caso podem ser as glândulas salivares ou os seios paranasais (uma sinusite pode dar como único sintoma um gosto ou cheiro de podre na boca). Precisa ir a um médico, procure um Otorrinolaringologista.

Gosto amargo na boca pode ser gravidez?

O gosto amargo na boca pode ser um dos vários sintomas da gravidez (além de cólicas abdominais, inchaço abdominal, dor em mamas, enjoo / vômitos, acne, cansaço fácil, tontura, sono e aversão a cheiros fortes), mas também pode ser decorrente de outras condições clínicas diversas.

O gosto amargo na boca é uma alteração do paladar denominada disgeusia (distorção oudiminuição do paladar). Dentre suas possíveis causas, pode-se enumerar: alimentos, uso de medicamentos com este efeito colateral (anti-inflamatórios, tranquilizantes, antibióticos, antialérgicos, anticonvulsivantes, antiparasitários), boca seca (baixa umidade relativa do ar ou desidratação), diminuição da produção de saliva, alterações hormonais na gravidez, ou ainda como um sintoma de algumas doenças do organismo (em ordem de importância: 

  • gastrites ou esofagite; 
  • doenças hepáticas; 
  • malária; refluxo gastroesofágico
  • carência de vitaminas do complexo B;
  • alergias alimentares;
  • intoxicação por metais (chumbo, mercúrio, ferro ou selênio);
  • hábito de fumar e/ou mascar tabaco; 
  • abscessos dentários, inflamações das glândulas salivares ou cáries.

Em caso de gosto amargo (ou qualquer alteração de paladar), um médico clínico geral deve ser consultado; ele poderá diagnosticar a causa da sensação e tratá-la, ou indicar um outro profissional da saúde para fazê-lo.

Pressão baixa, desmaios, boca e unhas roxas e queda de cabelo, o que pode ser?

Pressão baixa, desmaios, boca e unhas roxas e queda de cabelo pode ser um distúrbio endocrinológico chamado doença de Addison, também conhecida como insuficiência adrenal crônica ou hipocortisolismo, é um distúrbio causado pelo mal funcionamento das glândulas adrenais, que ficam na região acima dos rins, no qual ocorre uma redução significativa da produção do hormônio cortisol e, algumas vezes, da aldosterona.

Alguns sintomas da insuficiência adrenal crônica são: fadiga e fraqueza, emagrecimento, queda de cabelos, escurecimento da pele nas áreas mais expostas ao sol e nas dobras do corpo, pressão baixa, tontura e desmaios, dores na barriga, na cabeça e musculares, diarreia, irritabilidade e depressão, vontade de comer sal e alimentos salgados, hipoglicemia, enjoos e vômitos.

A doença de Adisson pode ser causada por uma alteração do sistema imunitário do organismo que o leva a produzir anticorpos contra suas próprias glândulas adrenais e que passam a agredi-las. A insuficiência adrenal crônica também pode ser provocada por outras doenças como a tuberculose, AIDS, tumores, hemocromatose, sarcoidose, hiperplasia adrenal congênita e pelo uso crônico de alguns medicamentos.

O  diagnóstico e tratamento da insuficiência adrenal é feito pelo endocrinologista.

Estou com cândida na boca, candidíase recorrente...

Minha única dica para você é: se não tem nenhuma doença grave que cause baixa imunidade (HIV, por exemplo), após a sua ida ao infectologista, procure um homeopata, remédios homeopáticos vão melhorar sua imunidade e vão livrar você dessa candidíase recorrente.

Como se trata a herpes? Tem a ver com imunidade baixa?

Herpes não tem cura (existem pesquisas com esse objetivo atualmente em nível bem adiantado), porém herpes só tem tratamento, não tem cura, pode usar cremes ou comprimidos com o objetivo de melhorar e "curar" as lesões atuais, mas novas aparecerão no futuro. Herpes é causado por um vírus e o aparecimento das lesões esta relacionado com uma série de fatores: imunidade, estado emocional, exposição ao sol, doenças associadas, que fazem as lesões reaparecerem...

Coceira e fissuras nos cantos da boca o que pode ser?

Queilose Angular que pode estar associada a falta de alguns tipos de vitaminas, mas a causa mais comum nesta época do ano, principalmente com os lábios rachados, é a desidratação da pele dos lábios que é mais sensível devido ao frio e tempo seco.

Toda vez que tenho dor de cabeça sai herpes na boca?

Existem duas possibilidades: a herpes causa a dor de cabeça (então a dor se manifesta um pouco antes da erupção da herpes, é um sinal da atividade viral), ou a erupção da herpes é causada pelo mesmo fator que causa a dor de cabeça (neste caso recai a suspeita sobre problemas de ordem emocional, que podem causar a dor de cabeça e a erupção das lesões do herpes).

Caroço no céu da boca: o que pode ser?

Caroço no céu da boca pode ser sinal de câncer bucal. Além do céu da boca, os tumores que acometem a boca e a garganta podem se desenvolver nos lábios, língua, gengiva, amígdala e glândulas salivares.

Os sinais e sintomas do câncer de boca são:

  • Feridas na boca ou no lábio que não cicatrizam;
  • Caroços;
  • Inchaços;
  • Áreas de dormência;
  • Sangramentos sem causa conhecida;
  • Dor na garganta que não melhora;
  • Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na parte interna da boca ou do lábio;
  • Mau hálito, dificuldade para falar e engolir, caroço no pescoço e perda de peso (fase mais avançada).

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de boca são:

  • Tabagismo;
  • Consumo frequente de bebidas alcoólicas;
  • Exposição excessiva ao sol.

Alguns fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de câncer bucal:

  • Higiene bucal inadequada; 
  • Dentes quebrados; 
  • Próteses mal adaptadas que provocam irritações locais; 
  • Dieta pobre em vitaminas A, C, E;
  • Vírus HPV;
  • Ingestão de líquidos quentes;
  • Consumo de carne grelhada (churrasco);
  • Fumaça do fogão de lenha.

Desde que seja diagnosticado e tratado no início, o câncer bucal tem uma taxa de cura que varia entre 85% e 100%

Uma forma de diagnosticar precocemente estes tumores é fazer o autoexame, da seguinte maneira:

  1. Diante de um espelho, sem próteses ou aparelhos removíveis, procurar por algo que pareça anormal;
  2. Verificar se existe no rosto algum sinal novo;
  3. Observar se existem manchas ou feridas no lábio;
  4. Puxar os lábios de baixo e de cima, examinando-os por dentro;
  5. Abrir a boca e esticar a bochecha, dos dois lados; 
  6. Colocar a língua para fora e observar a parte de cima da mesma; 
  7. Puxar a ponta da língua para o lado direito e esquerdo, observando as sua laterais;
  8. Colocar a ponta da língua no céu da boca e examinar a parte de baixo da língua e o soalho da boca; 
  9. Inclinar a cabeça para trás e examinar o céu da boca; 
  10. Por a língua para fora e observar a garganta.

Embora a presença de caroço no céu da boca possa ser câncer bucal, ele também pode ser sinal de reações inflamatórias, aftas ou ainda tórus palatino.

Portanto, nem toda alteração observada no autoexame bucal é câncer, mas é importante que qualquer alteração seja examinada por um dentista, de preferência um Estomatologista.