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Ardência no estômago depois de comer: o que pode ser?

Ardência no estômago depois de comer pode ser sintoma de doença do refluxo gastroesofágico, que muitas vezes é confundida com gastrite, azia ou má digestão.

A doença do refluxo caracteriza-se pelo retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago, devido ao mau funcionamento de uma válvula que separa os dois órgãos chamada esfincter.

Como resultado, o conteúdo gástrico, que inclui também o ácido que ajuda na digestão, volta para o esôfago, que não está preparado para recebê-lo.

Se não for devidamente tratado, o refluxo pode causar esofagite (inflamação do esôfago), podendo ainda provocar um estreitamento do órgão e o aparecimento de úlcera. Esses casos mais graves podem estar relacionados com câncer de esôfago.

Veja também: Refluxo tem cura? Qual o tratamento?

A sensação de ardência ou queimação sobe do estômago em direção à garganta, com regurgitação do ácido estomacal quando chega à boca.

O refluxo é mais comum quando a pessoa bebe em excesso ou come alimentos gordurosos ou muito condimentados, pois relaxam o esfincter e permitem o refluxo gástrico.

Os medicamentos antiácidos apenas aliviam os sintomas de ardência ou queimação, mas não curam o problema.

Sentir ardência no estômago depois de comer deixa de ser normal se o paciente tiver azia e regurgitação duas vezes por semana ou mais. Nesses casos, deve-se consultar um médico gastroenterologista para avaliar a situação e indicar o tratamento adequado.

Ardência no estômago pode ser gravidez?

Sim, ardência no estômago pode ser gravidez. As alterações hormonais bruscas que ocorrem no início da gestação podem causar azia e sensação de queimação ou ardência no estômago.

Porém, a ardência no estômago não é considerada um sintoma típico de gravidez. Os principais e mais comuns sinais de uma gravidez são:

  • Atraso da menstruação;
  • Aumento da sensibilidade nas mamas;
  • Dor pélvica;
  • Inchaço;
  • Irritação.

Esses sintomas são semelhantes aos pré-menstruais, só que mais intensos. Os enjoos e a sonolência só costumam aparecer depois de 15 a 20 dias de gravidez.

Se essa ardência no estômago for mesmo uma gravidez, seguem algumas dicas para aliviar e evitar o desconforto:

  • Diminua as porções das refeições, comendo menos quantidades e mais vezes durante o dia, de 3 em 3 horas;
  • Não beba líquidos durante as refeições;
  • Evite bebidas com gás ou quentes, pois aumentam a sensibilidade do estômago e podem causar ardência;
  • Beba chá de hortelã, pois não é contraindicado para grávidas e ajuda a aliviar a azia e a queimação;
  • Beba suco de batata, pois é um bom remédio caseiro para azia;
  • Coma pão puro, pois o pão absorve parte do ácido que está causando a queimação;
  • Evite dormir logo após as refeições. O ideal é esperar 3 horas para ir se deitar;
  • Evite comer alimentos gordurosos;
  • Eleve a cabeceira da cama, colocando um calço embaixo da cama para manter a cabeça e o corpo mais elevados.

De qualquer forma, para se certificar de que está grávida, consulte um médico ginecologista e faça um exame de gravidez.

Câncer de estômago tem cura?

Câncer de estômago tem cura, mas é muito importante que o tratamento tenha início na fase inicial da doença. A remoção cirúrgica de parte ou de todo o estômago (gastrectomia parcial ou total), além dos nódulos linfáticos que estão próximos, é a principal alternativa de tratamento e a única chance de cura do câncer de estômago.

A abordagem da cirurgia é determinada pela localização, tamanho, padrão e extensão da disseminação e do tipo do tumor. A radioterapia e a quimioterapia são formas de tratamento secundárias, que podem melhorar a resposta à cirurgia.

Juntos, cirurgia, radioterapia e quimioterapia compõem a terapia curativa do câncer de estômago, cuja taxa de cura varia entre 60% e 70% nos casos em que a doença está localizada.

A retirada dos gânglios linfáticos faz parte da cirurgia de retirada do estômago, pois serve para determinar se há células malignas nestes linfonodos, o que implica alterações no tratamento.

Contudo e infelizmente, há casos em que o câncer de estômago não tem cura e o tratamento é apenas paliativo, através de quimioterapia e radioterapia. Algumas dessas situações são:

  • Tumores não passíveis de serem retirados;
  • Condições clínicas que impedem a realização da cirurgia curativa;
  • Presença de metástase.

​​O tratamento do câncer de estômago é feito pelo médico oncologista.

Qualquer pessoa pode fazer cirurgia de redução de estômago?

Não, não é qualquer pessoa que pode fazer cirurgia de redução de estômago, também chamada de cirurgia bariátrica ou gastroplastia. Existem indicações e contraindicações para a cirurgia.

A cirurgia de redução de estômago é indicada sobretudo em 2 situações:

  • Pacientes com IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 35, que apresentam complicações decorrentes do excesso de peso, como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento dos níveis de colesterol e triglicerídeos, problemas articulares;
  • Pacientes com IMC superior a 40, que não tenham conseguido emagrecer com outros tratamentos.

Entretanto, cada caso precisa de uma avaliação clínico-laboratorial individualizada, em que são verificados pressão arterial, glicemia, gorduras no sangue, funções hepáticas, cardíaca e pulmonar, entre outros exames.

Além disso, também é feita uma endoscopia digestiva e uma ecografia abdominal antes da cirurgia, além de uma avaliação psicológica.

Desde que haja indicação cirúrgica e seja feita uma avaliação clínica rigorosa, a cirurgia de redução de estômago pode ser feita praticamente em qualquer idade, desde a adolescência à terceira idade.

Quanto às restrições, a cirurgia bariátrica está contraindicada nas seguintes situações:

  • Instabilidade psicológica grave, presença de transtornos alimentares, como bulimia ou anorexia, devem ser tratados antes da operação;
  • Depressão, alcoolismo, uso de drogas;
  • Pacientes que se mostrem incapazes, devido à instabilidade psicológica, de seguir as orientações pós operatórias relativas às mudanças no estilo de vida e alimentação;
  • Gravidez;
  • Pacientes que apresentam hérnia de hiato volumosa, varizes esofágicas, doenças imunológicas ou inflamatórias do aparelho digestivo superior, que possam aumentar a predisposição a sangramentos ou outras condições de risco;
  • Doença cardiopulmonar grave e descompensadora;
  • Pacientes com alergia a algum dos componentes do sistema.

A cirurgia de redução de estômago é um procedimento complexo e que apresenta risco de complicações, sendo fundamental a mudança dos hábitos alimentares do paciente. Orientações técnicas, acompanhamento psicológico e o apoio da família também são indicados.

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