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Imunidade

Imunidade baixa é comum durante a gravidez?

Alterações na imunidade são normais e fundamentais para o sucesso da gravidez. A gravidez resulta em uma supressão da resposta imune celular (resposta celular), mas também na preservação e, algumas vezes, aumento da imunidade humoral (produção de anticorpos).

O aumento fisiológico das concentrações de cortisol, progesterona, estradiol e testosterona, observado durante o terceiro trimestre, estão envolvidos na polarização das citocinas Th2, acompanhada por uma intensificação moderada ou igual da resposta dos monócitos a favor das citocinas pró-inflamatórias. Esta polarização pode predispor à ocorrência de algumas infecções leves, como gripes e resfriados.

Outro fator importante na gestação são as alterações locais na região da vagina e vulva, promovidas pelas alterações hormonais, que podem predispor à ocorrência das vulvovaginites, como tricomoníase, vaginose bacteriana e candidíase, que não refletem necessariamente "imunidade baixa", apenas alterações locais que predispõem à proliferação destes micro-organismos.

Toda gestante deve realizar pré-natal e quaisquer dúvidas deverão ser tiradas com o médico ginecologista.

Como se trata a herpes? Tem a ver com imunidade baixa?

Herpes não tem cura (existem pesquisas com esse objetivo atualmente em nível bem adiantado), porém herpes só tem tratamento, não tem cura, pode usar cremes ou comprimidos com o objetivo de melhorar e "curar" as lesões atuais, mas novas aparecerão no futuro. Herpes é causado por um vírus e o aparecimento das lesões esta relacionado com uma série de fatores: imunidade, estado emocional, exposição ao sol, doenças associadas, que fazem as lesões reaparecerem...

Qual o tratamento para aumentar a imunidade?

O tratamento para aumentar a imunidade depende da sua causa. Se você apresentar uma doença que leve à deficiência imune, como diabetes mellitus e HIV/AIDS, por exemplo, deverá tratá-los adequadamente, para que ocorra melhora da imunidade.

Se você não apresenta nenhuma doença ou está grávida, pode adotar o hábito de ingerir certos alimentos e vitaminas, que são fundamentais para o bom funcionamento do sistema imune. Você deverá ingerir alimentos que possuam:

  • Vitamina C: laranja, morango, acerola, kiwi, vegetais verdes escuros como brócolis, espinafre e couve, também pimentão verde e vermelho.
  • Vitamina A: abóbora, cenoura, brócolis, espinafre, fígado, melão e mamão.
  • Vitamina E: castanhas, amêndoas e nozes.
  • Selênio e zinco: ovo caipira, frutos do mar, castanha do Pará, alho, cebola, cereais integrais, milho e cogumelo.
  • Ácido fólico: vegetais verdes escuros, feijão e fígado.
  • Gengibre

Para uma melhor orientação sobre a imunidade, você pode procurar um médico imunologista.

Como melhorar a imunidade do bebê?

É possível melhorar a imunidade do bebê adotando algumas medidas simples, que passam principalmente pela alimentação e introdução de hábitos capazes de fortalecer o sistema imunológico da criança. Algumas delas:

  • Amamentar: O leite materno atua como se fosse uma primeira vacina, pois possui nutrientes essenciais e anticorpos (sobretudo o colostro) que protegem o bebê de infecções, alergias, diarreias. Recomenda-se que a amamentação ocorra até os 6 meses de idade;
  • Introduzir frutas e legumes na alimentação do bebê: A partir dos 4-6 meses, recomenda-se a introdução de comida sólida na alimentação do bebê e as frutas e os legumes fornecem vitaminas e sais minerais fundamentais para melhorar a imunidade do bebê. Se estes nutrientes estiverem disponíveis nas quantidades ideais, o organismo é capaz de produzir uma resposta imunológica mais rápida;
  • Ter as vacinas em dia: A vacinação é essencial para proteger o bebê de várias doenças graves, dando imunidade específica para cada uma delas;
  • Deixar o bebê explorar o mundo ao seu redor: É importante deixar a criança entrar em contato com as coisas à sua volta, para que ela ganhe imunidade contra micro-organismos comuns;
  • Não fumar dentro de casa: Bebês e crianças que convivem com fumantes desenvolvem muito mais doenças respiratórias como asma, bronquite e pneumonia, infecções de ouvido, além de aumentar o risco de doença cardiovascular;
  • Expor o bebê ao sol: A partir do 1º mês, o bebê já pode e deve tomar banhos de sol. 5 a 10 minutos por dia são suficientes para melhorar a imunidade do bebê e, principalmente, auxiliar a ativação da vitamina D, evitando o raquitismo. Porém, a exposição ao sol deve ocorrer antes das 10 hs ou após às 16 hs. Não esquecer de protetor solar (a partir dos 6 meses), chapéus e bonés;
  • Fazer massagens no bebê: A massagem provoca alterações no sistema nervoso central, que podem refletir na ativação ou modulação das respostas do sistema imunológico da criança;
  • Dormir tempo suficiente: É durante o sono que o organismo produz uma maior quantidade de substâncias que estão diretamente relacionadas com a produção de anticorpos e com o desempenho das células de defesa. Os bebês recém-nascidos precisam dormir de 16 a 20 horas por dia, passando para 14 a 15 horas, entre os 6 meses e 2 anos de idade.

Para maiores informações sobre como melhorar a imunidade do bebê, fale com o seu médico pediatra.

Como saber se a nossa imunidade está baixa?

Uma forma de saber se a imunidade está baixa é observar a presença de alguns sintomas que podem indicar que as defesas do organismo estão fracas, tais como:

  • Infecções frequentes (amigdalites, herpes, gripes);
  • Demora para ficar curado de doenças;
  • Infecções pequenas que facilmente pioram;
  • Febre recorrente e calafrios;
  • Muito cansaço;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia.

No entanto, para confirmar se a imunidade está mesmo baixa é preciso realizar um exame de sangue para verificar se o número de células brancas de defesa (leucócitos) está baixo. Se o número for inferior a 4000 mm³, pode indicar um enfraquecimento do sistema imunológico.

Dentre as principais causas de imunidade baixa, estão:

  • Tratamento de alguma doença;
  • Exposição à radiação;
  • Falta de atividade física;
  • Excesso de gordura na alimentação;
  • Abuso de bebidas alcoólicas;
  • Tabagismo;
  • Estresse;
  • Obesidade;
  • AIDS.

O diagnóstico da imunidade baixa deve ser feito por um médico clínico geral ou imunologista.