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Rash Cutâneo

O que é rash cutâneo?

Rash cutâneo, ou exantema, é o aparecimento de manchas ou pápulas (quando as lesões são elevadas) na pele. As lesões usualmente são múltiplas e espalham-se por todo o corpo. Ocorre em consequência de doenças agudas provocadas por vírus, protozoários ou bactérias e também por parasitas helmínticos, como o Schistosoma mansoni, durante a fase inicial.

Na infância, as principais doenças associadas ao surgimento de exantema são:

  • Sarampo
  • Rubéola
  • Dengue
  • Escarlatina
  • Enteroviroses
  • Exantema súbito
  • Eritema infeccioso
  • Mononucleose
  • Kawasaki

Na idade adulta, o exantema pode surgir como manifestação de diversas doenças, sendo que não é possível concluir com certeza a causa deste, apenas olhando as lesões de pele. São importantes outros dados, como tempo de surgimento, associação com febre, artralgia, mialgia, mal estar, sangramentos, caroços no corpo, dor de garganta e hábitos sexuais. As possíveis causas de exantema são:

  • Dengue
  • Mononucleose
  • HIV
  • Sífilis
  • Reação a drogas
  • Toxoplasmose
  • CMV

O paciente que apresentar exantema deve procurar um médico clínico geral no pronto atendimento ou médico dermatologista.

Será que estou com sintomas de HIV agudo?

Seus sintomas não parecem os sintomas do HIV agudo, porém para sair dessa "paranóia" só lhe resta procurar um médico e fazer um exame de HIV.

Qual o tratamento para o rash cutâneo?

O tratamento do rash cutâneo de qual doença está associada ao seu aparecimento, que nem sempre poderá ser confirmada.

De maneira geral, deve-se evitar o uso de medicações, pelo risco de alergia de pele. Grande parte das infecções virais (sarampo, rubéola, mononucleose, exantema súbito, eritema infeccioso, dengue) não requer tratamento específico, devendo ser prescrito apenas anti-histamínicos, se houver queixa de prurido. Tais doenças são auto-limitadas e o exantema deverá melhorar em até duas semanas.

Se o exantema estiver associado à infecção bacteriana, como no caso da escarlatina e da sífilis, deverá ser feito tratamento com antibiótico da classe da penicilina.

No caso do exantema ser secundário à infecção aguda pelo HIV, ainda não é estabelecido se deverá ser feito tratamento com anti-retrovirais, porém é necessário a comunicação dos parceiros e seguimento com infectologista.

Muitas vezes será necessária a coleta de sorologias para confirmação diagnóstica.

O tratamento do exantema deverá ser prescrito pelo médico clínico geral ou dermatologista.

Eritema infeccioso é contagioso?

Eritema infeccioso é contagioso e a sua transmissão ocorre através do ar. A doença é causada por um vírus que vive no nariz e na garganta da pessoa infectada e espalha-se pelo ar quando ela espirra, tosse ou fala.

O vírus causador do eritema infeccioso é o Parvovírus humano B19, transmitido através das secreções das vias respiratórias antes do início dos sintomas da doença. Por essa razão, os pacientes têm pouca probabilidade de transmitirem a doença após o surgimento da erupção cutânea típica.

Essa característica peculiar do eritema infeccioso difere-o de outras doenças semelhantes, como rubéola, sarampo e varicela, cuja transmissão ocorre durante o período da erupção de pele.

Contudo, para que o eritema infeccioso seja transmitido, parece ser necessário haver um contato próximo e prolongado com o indivíduo infectado, como morar na mesma casa ou frequentar a mesma sala de aula, por exemplo. Daí não ser incomum a ocorrência de grupos de casos em escolas e creches.

Não existe vacina contra o eritema infeccioso. Lavar as mãos e descartar cuidadosamente os lenços de papel usados para limpar o nariz ajudam a evitar a sua transmissão.

A criança doente normalmente não precisa ser isolada, uma vez que os sintomas da doença só aparecem depois do período de maior chance de transmissão. No entanto, o pediatra que acompanha a criança deve ser consultado.

No caso dos adultos, o acompanhamento deve ser feito por um médico dermatologista.

O que é eritema infeccioso e quais os sintomas?

Eritema infeccioso é uma doença infantil benigna, leve, caracterizada por erupções na pele. Recebe também o nome de Quinta Doença, por ser a quinta de um grupo de doenças semelhantes, do qual também fazem parte a rubéola, o sarampo e a escarlatina.

A maior parte dos casos de eritema infeccioso ocorre no final do inverno ou início da primavera. A ocorrência de grupos de casos em escolas ou creches também é frequente.

O eritema infeccioso é bastante comum em crianças. Até os 15 anos de idade, cerca de 50% delas já está imune por já terem tido a doença.

Os sintomas do eritema infeccioso manifestam-se de acordo com o estágio da doença:

  • Primeiro estágio: Dor de cabeça, dor no corpo, dor de garganta, febre leve e calafrios. Estes sintomas duram 2 ou 3 dias;
  • Segundo estágio: Não apresenta sintoma algum durante um período de até uma semana;
  • Terceiro estágio:
    • Crianças: Apresentam erupções cutâneas na face que as deixam com a aparência de terem sido esbofeteadas. Esta erupção cutânea na face pode ser seguida de erupções rendilhadas mais evidentes nos braços e nas pernas;
    • Adultos: Têm menos chances de apresentar as erupções do terceiro estágio, podendo às vezes desenvolver dor e inchaço nas articulações, principalmente nas mãos e nos pés.

O eritema infeccioso normalmente é leve e, na maior parte dos casos, os pacientes, adultos e crianças, recuperam-se sem complicações. Há pessoas que nem chegam a manifestar sintomas.

Casos em que a pessoa fica muito mal com o eritema infeccioso são raros. Indivíduos com problemas de sangue, como anemia falciforme, ou com um sistema imunológico debilitado (decorrente de HIV/AIDS ou quimioterapia, por exemplo) são os que apresentam maior risco de complicações.

O eritema infeccioso deve ser diagnosticado e tratado preferencialmente por um médico dermatologista (adultos) ou pediatra (crianças).

Eritema infeccioso durante a gravidez: quais os riscos?

Os riscos da mulher contrair eritema infeccioso durante a gravidez estão associados com a transmissão do vírus para o feto, o que pode causar eritroblastose fetal (anemia hemolítica fetal grave) e hidropsia fetal (edema generalizado), levando à morte do feto. Os riscos são maiores na primeira metade da gestação.

Sabe-se que a infecção do feto pelo Parvovírus B19, vírus causador do eritema infeccioso, pode provocar severa anemia, hipóxia tecidual (diminuição da oxigenação dos tecidos), insuficiência cardíaca e edema generalizado (hidropsia fetal), levando à morte do feto.

De fato, cerca de 10% dos casos de hidropsia fetal parecem estar relacionados com a infecção do feto pelo Parvovírus B19.

Há evidências científicas de que o eritema infeccioso pode provocar aborto espontâneo no 1º trimestre de gravidez, hidropsia fetal no 2º trimestre ou natimortalidade (bebê morto ao nascimento).

​Contudo, cerca de 50% das mulheres em idade fértil estão imunes à doença, o que significa que já contraíram eritema infeccioso anteriormente, provavelmente durante a infância.

Mulheres que adquiriram eritema infeccioso durante a gravidez devem ser acompanhadas de perto pelo seu médico ginecologista.

Qual o tratamento para eritema infeccioso?

O eritema infeccioso normalmente não requer um tratamento específico. Em geral, o tratamento inclui repouso e medicamentos analgésicos, antitérmicos e anti-histamínicos para aliviar os sintomas.

A doença geralmente é leve e a maior parte dos pacientes, adultos e crianças, recuperam-se sem complicações. Indivíduos com problemas hemolíticos, como anemia falciforme, ou que possuem o sistema imunológico debilitado devido a HIV/AIDS ou quimioterapia, por exemplo, exigem cuidados especiais.

Normalmente o isolamento da criança com eritema infeccioso não é necessário, uma vez que a doença é transmitida antes do início dos sintomas. Contudo, o pediatra que acompanha a criança deve ser consultado para definir a necessidade ou não de um afastamento temporário da escola ou creche.

Regra geral, a maioria das doenças exantemáticas (varicela, rubéola, sarampo) requer um isolamento temporário e qualquer criança ou adolescente com erupção cutânea não deve frequentar a escola ou a creche até que o médico defina o diagnóstico e a necessidade de isolamento.

Não existe uma vacina para o eritema infeccioso. A lavagem das mãos e o descarte adequado de lenços de papel utilizados para limpar o nariz ajudam a evitar a transmissão da doença. No entanto, o eritema infeccioso é tão comum na infância que, até os 15 anos de idade, cerca de 50% das crianças já estão imunes por já terem contraído a doença.

O acompanhamento e tratamento do eritema infeccioso deve ser feito preferencialmente por um médico pediatra (crianças) ou dermatologista (adultos).