Tratamento

Colecistite crônica tem cura? Qual o tratamento adequado?
Dr. Charles Schwambach

Sim tem cura. Basicamente o que pode funcionar é dieta pobre em gorduras (ideal é procurar um nutricionista) além de medicamentos específicos (varia de acordo com cada caso - tratamentos somente com o médico no consultório). Muitas vezes a solução é cirurgia de retirada da vesícula.

Benzetacil pode ser tomada para o tratamento de reumatismo?
Dr. Charles Schwambach

Na verdade o tratamento contínuo com a Benzetacil é para "febre reumática", não exatamente "reumatismo" da forma que você usa essa palavra. Pode ser usado na gravidez e na amamentação. Salvo alguma outra contra-indicação do seu médico.

Os transtornos de ansiedade têm cura? Qual o tratamento?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues

Sim, têm cura, na maioria dos casos (70%). Em média, um em cada três pacientes não responde ao tratamento convencional (resposta ausente ou insuficiente).

Os principais métodos para o tratamento dos transtornos de ansiedade são a prescrição a médio e longo prazo de medicamentos (ansiolíticos e algumas vezes antidepressivos) e/ou a psicoterapia cognitivo-comportamental.

O diagnóstico deve ser abrangente para que seja possível definir o melhor tratamento. Os vários transtornos de ansiedade podem causar muitos graus de incapacitação. O alívio de alguns sintomas (mesmo os principais) nem sempre indicam uma recuperação significativa ou cura. Por exemplo: não ter ataques de pânico não significa que a agorafobia foi curada. Algumas atitudes, como a evitação fóbica (no transtorno de pânico e no transtorno de ansiedade social) são mudadas gradualmente, à medida que o paciente enfrenta situações que antes evitava. Neste caso, o médico deve ajudar o paciente, criando uma lista com situações que devem ser enfrentadas, segundo o grau de dificuldade.

É muito importante alertar os pacientes em relação ao efeitos dos medicamentos, principalmente os efeitos indesejados. Também é relevante explicar que muitas vezes os efeitos benéficos dos medicamentos só surgem depois de algumas semanas, enquanto os indesejados costumam ser quase imediatos.

Regra geral, o tratamento tem a duração de seis meses a um ano, altura em que é feito um teste para saber se o paciente pode deixar de tomar o medicamento. Nos casos mais graves, em que os pacientes apresentam recaídas, o tratamento pode ser mais demorado, durando anos.

Em caso de suspeita de transtorno de ansiedade, um médico (preferencialmente um psiquiatra) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo(a) e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Qual o tratamento para pedra na vesícula?
Dr. Ivan Ferreira

O tratamento definitivo para a presença de pedra na vesícula (colelitíase) é cirúrgico. Geralmente é realizado para as pessoas que apresentam sintomas ou em presença de pedras menores que 0,5 cm e maiores  que 2 cm. Preferencialmente, a cirurgia é feita através da laparoscopia, sendo a vesícula retirada com o auxílio de um aparelho dotado de pinças especiais e câmera (videolaparoscópio), que é introduzido no abdômen por meio de pequenos cortes. Esse método permite uma recuperação e alta hospitalar mais rápida e com menos dor.

Quando os sintomas são leves ou não há a possibilidade de realizar a cirurgia devido à outros problemas, como más condições clínicas do paciente, pode-se fazer o tratamento com o uso de anti-inflamatórios, medicamentos para dor (analgésicos e antiespasmódicos) e medicamentos que de acordo com  a composição do cálculo, podem diluí-lo. Dependendo da localização da pedra pode-se, também, fazer a remoção do cálculo por via laparoscópica ou endoscópica. A litotripsia é um método de destruição dos cálculos por meio de ondas de choque extracorpóreas utilizado em alguns casos de pedra na vesícula.

O gastrocirurgião é o especialista indicado para diagnosticar e definir o melhor tratamento para o problema de pedras na vesícula, de acordo com as condições físicas do paciente, a localização das pedras e a gravidade do caso.

Enxaqueca sintomas e tratamento
Dr. Charles Schwambach

Enxaqueca sintomas: o primeiro passo no caminho do tratamento da enxaqueca é o seu correto diagnóstico e para o correto diagnóstico da enxaqueca é preciso conhecer os sintomas da enxaqueca para diferenciar a enxaqueca das outras causas de cefaléia.  Muito comum é a confusão entre enxaqueca e as outras formas de cefaléia ou dor de cabeça. A cefaléia é apenas um sintoma que pode aparecer isolado ou aparecer em conjunto com outros sintomas em um grande número de doenças como a gripe, hipertensão arterial, meningite ou tumor cerebral e até mesmo na própria enxaqueca, para citar apenas alguns exemplos de doenças em que a cefaléia pode aparecer.

A enxaqueca é uma doença que tem como principal sintoma a cefaléia. A cefaléia da enxaqueca tem algumas características especiais como a periodicidade das crises de que podem ser desde diárias até semanais ou quinzenais e em alguns pacientes as crises são mais esparsas. Essa periodicidade é que leva o médico ao diagnóstico de enxaqueca. Geralmente a dor é em apenas um dos lados da cabeça, pode ocorrer nos dois lados e apresenta-se na forma de uma dor pulsátil. Geralmente é de forte intensidade levando o paciente a procurar o serviço de emergência com frequência. Alguns pacientes apresentam aura pré-crise (espécie de alteração visual que antecede a crise de enxaqueca ou ocorre logo no início da crise). Náuseas, vômitos, fraqueza, tontura e mal-estar geralmente estão associados às crises de enxaqueca, principalmente se a dor for muito intensa. Um médico de posse desses dados pode fazer o diagnóstico e conduzir adequadamente a investigação e tratamento adequado para cada caso.

Causas da enxaqueca: não existe uma causa definida para enxaqueca, provavelmente o fator genético está presente devido o fato de haver “famílias de enxaquecosos”. O que já se sabe é que alguns fatores são desencadeantes das crises de enxaqueca como preocupações, ansiedade, stress, ficar muito tempo sem comer, alguns tipos de bebidas alcoólicas, excesso de café e adoçantes. Para algumas mulheres existe uma relação direta com o período menstrual. O sono também é importante e dormir pouco, dormir demais ou sono mal dormido pode desencadear a dor. O sol, a claridade, mudanças climáticas, o cigarro e a poluição são outros fatores. Evitar ou diminuir os fatores anteriormente citados pode reduzis o número de crises.

A maioria das pessoas que sofrem de enxaqueca apenas toma remédios para as crises de dor, são analgésicos apenas, que não tem nenhum efeito em longo prazo no controle da enxaqueca.

Tratamento da enxaqueca: o tratamento da enxaqueca pode ser feito com o uso de medicamentos antidepressivos, anticonvulsivantes e betabloqueadores. Além de algumas medidas gerais que são muito importantes no controle e tratamento da enxaqueca e devem ser adotadas por todos os pacientes: evitar o consumo de bebidas alcoólicas, dormir pelo menos 8 horas por dia, dieta equilibrada e o principal fator é a prática regular de exercícios físicos (mínimo de 30 minutos de exercícios aeróbicos entre 3 a 5 vezes por semana.

Faço tratamento com Indux para engravidar...
Dr. Charles Schwambach

Você pode fazer quando quiser. Mas o ideal é somente fazer o exame se caso tenha um atraso menstrual e esse atraso seja persistente por pelo menos 15 dias. Porém se sua ansiedade é muito grande pode fazer o exame dia 14 e se realmente estiver grávida o exame já vai dar positivo.

Qual o tratamento para sopro no coração?
Dra. Ângela Cassol

O tratamento do sopro cardíaco pode ser variado. O sopro cardíaco é um sinal de uma doença e não uma doença em si. É preciso avaliar a doença que está provocando o sopro e realizar um tratamento específico, de acordo com essa doença causadora.

Os sopros benignos não necessitam de nenhum tratamento, enquanto que os sopros provocados por febre ou anemia desaparecem após o tratamento destes. Já uma lesão das válvulas exige um tratamento mais complexo.

Se a lesão da válvula não acarreta maior esforço ao coração e não há possibilidade de levar à insuficiência cardíaca, o tratamento é feito clinicamente, com medicamentos para diminuir o trabalho cardíaco, ou impedir que outras doenças prejudiquem o funcionamento do coração, como a hipertensão arterial.

Nas situações mais graves, com importante lesão valvar, pode ser indicada a cirurgia cardíaca para:

  • Plastia da valva;
  • Troca da válvula nativa defeituosa por uma válvula artificial, que pode ser biológica ou metálica;
  • Transplante cardíaco.

O médico cardiologista deverá avaliar a doença que está levando ao sopro e orientá-lo quanto ao tratamento adequado.

Mioma no ovário, é preciso tratamento?
Dr. Ivan Ferreira

O mioma é o nome de um tipo de tumor benigno no útero que não ocorre nos ovários, no entanto, outros tipos de tumores podem ocorrer nos ovários. A realização de tratamento é necessário tanto para os tumores no útero como nos ovários.

Os tumores no útero e nos ovários podem ser benignos ou malignos. Quando são sintomáticos, dependendo do seu tamanho ou localização, podem provocar alterações na menstruação como sangramento menstrual abundante e irregularidades, dificuldades para engravidar e aumento do volume abdominal ou dor. Porém, muitas vezes não apresentam sintomas, levando a uma demora para o seu diagnóstico. 

O médico clínico geral ou o ginecologista são os profissionais que devem ser consultados para a realização do diagnóstico e conduta adequadas. Alguns exames utilizados para o diagnóstico são: ultrasson pélvico, tomografia computadorizada e laparoscopia.

Qual é o tratamento para herpes labial?
Dr. Gabriel Soledade

O tratamento para herpes labial inclui higiene local e uso de pomadas ou comprimidos antivirais.

O herpes labial é uma infecção causada principalmente pelo vírus Herpes simplex tipo 1, que se transmite pelo contato direto com a ferida de uma pessoa infectada.

Os sintomas incluem dor, vermelhidão e bolhas no local, e o tratamento costuma ser muito eficaz no alívio, fazendo as feridas desaparecerem completamente sem deixar cicatrizes.

Entretanto, os vírus nunca são totalmente eliminados, permanecendo vivos dentro das células nervosas. Em momentos de estresse ou baixa imunidade, podem se reativar, provocando o aparecimento de novas lesões.

O tratamento precisa ser prescrito por médico clínico geral ou dermatologista.

Queloide tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Ângela Cassol

Queloide tem cura. Há diversas modalidades e muitas vezes o tratamento é um desafio, especialmente na lesões maiores de 4 cm. Podem ser utilizados para o tratamento:

  • Corticoesteroides tópicos oclusivos ou injetáveis intralesionais, que devem ser utilizados com cuidado, para evitar atrofia da pele (a pele fica mais fina, esbranquiçada e com vasos visíveis);
  • Placas de silicone;
  • Cirurgias para redução do queloide, sendo que a incisão sempre deverá ser feita dentro do queloide, para evitar piora da lesão. Muitas vezes, dependendo da extensão da lesão, serão necessários vários procedimentos cirúrgicos;
  • Radioterapia local e betaterapia;
  • Terapia fotodinâmica;
  • Criocirurgia (congelamento local com nitrogênio líquido);
  • Aplicação de laser após o procedimento cirúrgico.

Acredita-se que a terapêutica combinada (quando se utiliza mais de um tipo de tratamento) seja mais eficiente que a monoterapia. Para alcançar resultados satisfatórios após o tratamento, o acompanhamento deve ser realizado por no mínimo por um ano, para avaliar se existe a possibilidade de recorrência.

O tratamento do queloide deverá ser feito pelo médico dermatologista ou cirurgião plástico.

Mau hálito tem tratamento?
Dr. Ivan Ferreira

Mau hálito tem tratamento e para que ele seja bem sucedido é importante identificar suas causas e tratá-las. As mais frequentes são as relacionadas à problemas na boca, orofaringe e vias aéreas. Distúrbios em outras partes do organismo como insuficiência renal, diabetes e problemas do sistema digestivo também podem causar o mau hálito.

Alguns tratamentos para o mau hálito segundo sua causa:

  • tratamento de doenças nas gengivas,
  • tratamento de problemas dentários,
  • tratamento das infecções e alergias das vias aéreas como as rinites, sinusites e adenoidites,
  • remoção de placa bacteriana na língua (língua saburrosa),
  • remoção de resíduos alimentares nas amígdalas (cáseo amigdaliano),
  • limpeza adequada dos dentes com escovação e uso do fio dental,
  • evitar ficar muitas horas sem se alimentar - procurar comer a cada 3 horas,
  • evitar ficar com a boca seca - ingerir líquidos, de preferência água, cerca de 2 litros por dia,
  • correção de próteses e restaurações mal adaptadas,
  • tratamento de problemas como esofagites, hérnia do hiato, síndrome de má absorção,
  • evitar consumo exagerado de bebidas alcoólicas e tabaco,
  • evitar consumo exagerado de alimentos que podem causar mau hálito como alho, cebola, brócolis, couve e carne vermelha,
  • manter o diabetes compensado.

O halímetro é um aparelho que avalia o mau hálito e pode auxiliar o médico ou dentista a diagnosticar a sua causa e tratá-lo.

Bursite tem cura? Qual o tratamento?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues

A bursite tem cura, se o tratamento for corretamente realizado. O tratamento deve sempre ser feito sob orientação médica e inclui o uso de relaxantes musculares, anti-inflamatórios, aplicações de gelo local e redução dos movimentos na área afetada. A injeção de medicamentos anestésicos ou corticóides pode ser indicada em casos mais graves. Fisioterapia pode ajudar, desde que bem realizada e orientada, por profissionais especializados. Casos mais graves podem exigir intervenção cirúrgica.

Os tratamento tem como objetivo

1) Acalmar a dor 

Algumas medidas podem ser tomadas para tratar a dor, entre elas proteger a articulação (diminuindo a movimentação), utilização de tipóias, descanso da articulação, bolsas de gelo ou compressas, e sessões de fisioterapia (quando recomendado pelo médico). Como a bursa está inflamada, é essencial descansar e evitar movimentos que causam dor, para que a pressão no local diminua.  2) Tratar a infecção 

Quando há infecção, normalmente antibióticos são utilizados. Também é possível recorrer à cirurgia para drenar o abscesso. Em alguns casos em que não há infecção, mas a bursa está muito dura, a cirurgia também é recomendada.

3) Eliminação dos fatores que levam à bursite 

É aconselhável não assumir posturas que elevem a pressão nas bursas, ou ficar na mesma posição durante muito tempo. Não se deve apoiar o corpo sobre o braço nem praticar atividades que forcem as articulações. A utilização de proteções acolchoadas também é recomendada.

O excesso de peso sobrecarrega as articulações, piorando a situação. Por esse motivo, é essencial manter o peso ideal.

Em caso de suspeita de bursite, um médico clínico geral ou ortopedista deverá ser consultado para avaliação e tratamento.