Tratamento

Qual o tratamento para sopro no coração?
Dra. Ângela Cassol

O tratamento do sopro cardíaco pode ser variado. O sopro cardíaco é um sinal de uma doença e não uma doença em si. Deve-se avaliar a doença que está provocando o sopro e, a depender de qual for a doença, deverá ser instituído o tratamento específico.

Sopros benignos não precisam de nenhum tratamento. Sopros causados por anemia ou febre, desaparecem após o tratamento destes. No caso de lesão das válvulas, o tratamento é mais complexo. Se a lesão da válvula não acarreta maior esforço ao coração e não haver possibilidade de levar à insuficiência cardíaca, o tratamento é feito clinicamente, com medicamentos para diminuir o trabalho cardíaco, ou impedir que outras doenças prejudiquem o funcionamento do coração, como a hipertensão arterial. Nas situações mais graves, com importante lesão valvar, pode ser indicada a cirurgia cardíaca para:

  • plastia da valva;
  • troca da válvula nativa defeituosa por uma válvula artificial, que pode ser biológica ou metálica;
  • transplante cardíaco.

O médico cardiologista deverá avaliar a doença que está levando ao sopro e orientá-lo quanto ao tratamento adequado.

Qual é o tratamento para herpes labial?
Dr. Gabriel Soledade

O tratamento para herpes labial inclui higiene local e uso de pomadas ou comprimidos antivirais.

O herpes labial é uma infecção causada principalmente pelo vírus Herpes simplex tipo 1, que se transmite pelo contato direto com a ferida de uma pessoa infectada.

Os sintomas incluem dor, vermelhidão e bolhas no local, e o tratamento costuma ser muito eficaz no alívio, fazendo as feridas desaparecerem completamente sem deixar cicatrizes.

Entretanto, os vírus nunca são totalmente eliminados, permanecendo vivos dentro das células nervosas. Em momentos de estresse ou baixa imunidade, podem se reativar, provocando o aparecimento de novas lesões.

O tratamento precisa ser prescrito por médico clínico geral ou dermatologista.

Qual o tratamento para pedra na vesícula?
Dr. Ivan Ferreira

O tratamento definitivo para a presença de pedra na vesícula (colelitíase) é cirúrgico. Geralmente é realizado para as pessoas que apresentam sintomas ou em presença de pedras menores que 0,5 cm e maiores  que 2 cm. Preferencialmente, a cirurgia é feita através da laparoscopia, sendo a vesícula retirada com o auxílio de um aparelho dotado de pinças especiais e câmera (videolaparoscópio), que é introduzido no abdômen por meio de pequenos cortes. Esse método permite uma recuperação e alta hospitalar mais rápida e com menos dor.

Quando os sintomas são leves ou não há a possibilidade de realizar a cirurgia devido à outros problemas, como más condições clínicas do paciente, pode-se fazer o tratamento com o uso de anti-inflamatórios, medicamentos para dor (analgésicos e antiespasmódicos) e medicamentos que de acordo com  a composição do cálculo, podem diluí-lo. Dependendo da localização da pedra pode-se, também, fazer a remoção do cálculo por via laparoscópica ou endoscópica. A litotripsia é um método de destruição dos cálculos por meio de ondas de choque extracorpóreas utilizado em alguns casos de pedra na vesícula.

O gastrocirurgião é o especialista indicado para diagnosticar e definir o melhor tratamento para o problema de pedras na vesícula, de acordo com as condições físicas do paciente, a localização das pedras e a gravidade do caso.

Mioma no ovário, é preciso tratamento?
Dr. Ivan Ferreira

O mioma é o nome de um tipo de tumor benigno no útero que não ocorre nos ovários, no entanto, outros tipos de tumores podem ocorrer nos ovários. A realização de tratamento é necessário tanto para os tumores no útero como nos ovários.

Os tumores no útero e nos ovários podem ser benignos ou malignos. Quando são sintomáticos, dependendo do seu tamanho ou localização, podem provocar alterações na menstruação como sangramento menstrual abundante e irregularidades, dificuldades para engravidar e aumento do volume abdominal ou dor. Porém, muitas vezes não apresentam sintomas, levando a uma demora para o seu diagnóstico. 

O médico clínico geral ou o ginecologista são os profissionais que devem ser consultados para a realização do diagnóstico e conduta adequadas. Alguns exames utilizados para o diagnóstico são: ultrasson pélvico, tomografia computadorizada e laparoscopia.

Os transtornos de ansiedade têm cura? Qual o tratamento?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues

Sim, têm cura, na maioria dos casos (70%). Em média, um em cada três pacientes não responde ao tratamento convencional (resposta ausente ou insuficiente).

Os principais métodos para o tratamento dos transtornos de ansiedade são a prescrição a médio e longo prazo de medicamentos (ansiolíticos e algumas vezes antidepressivos) e/ou a psicoterapia cognitivo-comportamental.

O diagnóstico deve ser abrangente para que seja possível definir o melhor tratamento. Os vários transtornos de ansiedade podem causar muitos graus de incapacitação. O alívio de alguns sintomas (mesmo os principais) nem sempre indicam uma recuperação significativa ou cura. Por exemplo: não ter ataques de pânico não significa que a agorafobia foi curada. Algumas atitudes, como a evitação fóbica (no transtorno de pânico e no transtorno de ansiedade social) são mudadas gradualmente, à medida que o paciente enfrenta situações que antes evitava. Neste caso, o médico deve ajudar o paciente, criando uma lista com situações que devem ser enfrentadas, segundo o grau de dificuldade.

É muito importante alertar os pacientes em relação ao efeitos dos medicamentos, principalmente os efeitos indesejados. Também é relevante explicar que muitas vezes os efeitos benéficos dos medicamentos só surgem depois de algumas semanas, enquanto os indesejados costumam ser quase imediatos.

Regra geral, o tratamento tem a duração de seis meses a um ano, altura em que é feito um teste para saber se o paciente pode deixar de tomar o medicamento. Nos casos mais graves, em que os pacientes apresentam recaídas, o tratamento pode ser mais demorado, durando anos.

Em caso de suspeita de transtorno de ansiedade, um médico (preferencialmente um psiquiatra) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo(a) e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Mau hálito tem tratamento?
Dr. Ivan Ferreira

Mau hálito tem tratamento e para que ele seja bem sucedido é importante identificar suas causas e tratá-las. As mais frequentes são as relacionadas à problemas na boca, orofaringe e vias aéreas. Distúrbios em outras partes do organismo como insuficiência renal, diabetes e problemas do sistema digestivo também podem causar o mau hálito.

Alguns tratamentos para o mau hálito segundo sua causa:

  • tratamento de doenças nas gengivas,
  • tratamento de problemas dentários,
  • tratamento das infecções e alergias das vias aéreas como as rinites, sinusites e adenoidites,
  • remoção de placa bacteriana na língua (língua saburrosa),
  • remoção de resíduos alimentares nas amígdalas (cáseo amigdaliano),
  • limpeza adequada dos dentes com escovação e uso do fio dental,
  • evitar ficar muitas horas sem se alimentar - procurar comer a cada 3 horas,
  • evitar ficar com a boca seca - ingerir líquidos, de preferência água, cerca de 2 litros por dia,
  • correção de próteses e restaurações mal adaptadas,
  • tratamento de problemas como esofagites, hérnia do hiato, síndrome de má absorção,
  • evitar consumo exagerado de bebidas alcoólicas e tabaco,
  • evitar consumo exagerado de alimentos que podem causar mau hálito como alho, cebola, brócolis, couve e carne vermelha,
  • manter o diabetes compensado.

O halímetro é um aparelho que avalia o mau hálito e pode auxiliar o médico ou dentista a diagnosticar a sua causa e tratá-lo.

Trombose venosa profunda tem cura? Qual o tratamento?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues

A trombose venosa profunda tem tratamento, com os seguintes objetivos: reduzir o risco de embolização para os pulmões, impedir o crescimento do trombo e impedir a formação de novos trombos. Se não tratados, cerca de 50% dos pacientes com TVP nas veias mais superiores do membro inferior irá apresentar embolia pulmonar. Isso significa que, se não tratado, a TVP é um quadro com alto risco de morte.

A anticoagulação do sangue com heparina fracionada ou heparina de baixo peso molecular é eficaz em reduzir o risco de TEP e da formação de novos trombos. Após cinco dias de heparina, que é administrada com injeções subcutâneas, o paciente passa a receber apenas anticoagulantes em comprimido, como a warfarina. A warfarina é mantida pelo menos seis meses, dependendo da gravidade e dos fatores de risco do paciente.

O paciente com TVP deve permanecer em repouso absoluto na cama durante os primeiros dias de anticoagulação, pois a mobilização do membro acometido aumenta o risco de embolização. Nos pacientes que apresentam contra-indicação a anticoagulantes ou que, apesar da anticoagulação, continuem a apresentar novos episódios de tromboembolismo, indica-se a implantação de um filtro na veia cava. O filtro de veia cava é uma espécie de rede que fica localizada dentro da veia cava, na região abdominal, e impede que êmbolos provenientes dos membros inferiores consigam chegar aos pulmões.

Esteja atento às alterações que a trombose venosa profunda pode provocar, especialmente se tem predisposição para a doença ou esteve exposto a fatores de risco que favorecem a formação de trombos.

Em caso de suspeita de trombose venosa profunda, um médico deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

O rim pode deslocar, quais os sintomas e tratamento?
Dr. Charles Schwambach

O rim pode deslocar sim em traumas de grande impacto na região renal. Os sintomas basicamente se limitam a muita dor no local do rim e trajeto de vias urinárias (dorso e lateral do corpo na altura do cotovelo e eventualmente sangue na urina. O tratamento depende do tipo de lesão.

Importante: a maioria das dores que as pessoas acreditam serem oriundas dos rins são na verdade dores osteomusculares por causa de problemas de coluna, o que é o mais provável no caso da sua mãe, também.

Homem que teve caxumba e ficou estéril tem tratamento?
Dr. Charles Schwambach

O primeiro passo é fazer o exame de espermograma para verificar "a esterilidade" masculina, confirmada a esterilidade, deve-se procurar um Urologista que vai providenciar o restante da investigação para saber se o homem realmente não pode ter filhos ou se existe algum tratamento para ser feito. Em caso de esterilidade total, não existe tratamento.

Há 5 meses atrás eu fiz o tratamento para Sífilis...
Dr. Charles Schwambach

As duas coisas são possíveis: pegou de novo (pegar de novo não é grave, só significa que você não tem juízo.) ou o tratamento não deu resultado (é só tratar novamente), vá ao médico, e ele vai receitar o tratamento adequado para você.

Qual é o tratamento para clamídia?
Dr. Ivan Ferreira

O tratamento da infecção causada pela clamídia é feito com antibióticos como a azitromicina, eritromicina e minociclina. Durante o tratamento deve ser feita abstinência sexual, 7 dias a partir do início do antibiótico ou 7 dias a seguir a dose única, para evitar a transmissão da clamídia, sendo que o parceiro também deve ser tratado.

Devido ao tempo prolongado de incubação da clamídia, às vezes sem sintomas, é possível ter havido o contágio há mais tempo, por isso é importante o tratamento dos parceiros com os quais houve contato sexual até os dois meses anteriores ao exame. Para prevenir a contaminação pela clamídia deve-se sempre praticar sexo com uso de camisinha.

Se houver suspeita de infecção por clamídia deve-se procurar um serviço médico o mais breve possível para a confirmação diagnóstica e tratamento. O clínico geral, o urologista ou o ginecologista são os médicos indicados para tratar essas infecções.

Esteatose hepática tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Ângela Cassol

A esteatose hepática pode ser revertida com o tratamento e mudanças no estilo de vida. Não existe tratamento específico. O alvo deve ser o tratamento dos fatores de risco: obesidade, diabetes mellitus, dislipidemia (problema de colesterol), psoríase e uso de medicações, como corticoides, estrogênio, amiodarona, antirretrovirais, diltiazen e tamoxifeno.

Perder peso é uma das medidas mais aconselhadas. Apesar disso, não é recomendado perder mais de 1,5 kg por semana. Praticar atividade física de forma regular é essencial, porque contribui para a diminuição do colesterol e aumenta o efeito da insulina.

É muito importante controlar o colesterol e o diabetes, e quando for possível, substituir remédios que possam contribuir para a esteatose.

Alguns medicamentos apresentam resultados questionáveis, como a metformina (no caso de pacientes não-diabéticos), vitamina E e C, losartan e Orlistat (Xenical®). Assim, estes exemplos não são formalmente indicados.

A esteatose hepática deverá ser seguida pelo médico gastroenterologista e o controle da obesidade, do diabetes mellitus e da dislipidemia deverá ser feito pelo médico endocrinologista.