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Artrite idiopática juvenil: Quais são os sintomas e como é o tratamento?

Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Artrite idiopática juvenil é uma doença que provoca inflamação crônica das articulações ("juntas") em crianças e adolescentes. A artrite reumatoide juvenil, como era anteriormente conhecida, manifesta-se principalmente entre as idades de 1 e 5 anos e 10 e 14 anos.

O termo "artrite" refere-se a uma inflamação na articulação, enquanto que "idiopática" significa que tem causa desconhecida. Já "juvenil" refere-se à idade, uma vez que a doença surge antes dos 16 anos.

A artrite juvenil pode ocorrer em apenas uma articulação (monoartrite), poucas articulações (oligoartrite) ou várias articulações (poliartrite), sendo os joelhos as mais frequentemente atingidas.

A artrite idiopática juvenil pode afetar ainda a pele, o coração, o fígado, os olhos, músculos e tendões. A doença pode durar anos, podendo alternar períodos ativos com outros de remissão dos sintomas.

A causa exata da artrite juvenil não é conhecida. Contudo, acredita-se que a doença esteja relacionada com fatores genéticos, infecções virais ou bacterianas, traumatismo articular, estresse emocional ou ainda alterações hormonais.

A inflamação da articulação é causada por uma reação em que o sistema imunológico ataca o próprio corpo, dando origem ao processo inflamatório articular.

Os principais sinais e sintomas da artrite idiopática juvenil incluem dor, inchaço e limitação dos movimentos nas articulações afetadas, rigidez matinal (dificuldade em realizar movimentos logo pela manhã, ao acordar) e febre. Pode haver ainda aumento da temperatura da articulação, manchas no corpo e aumento dos gânglios linfáticos (nódulos).

A criança também pode apresentar dificuldade para realizar algumas tarefas ou mudar a forma como as executam, podendo mancar ou deixar de usar algum membro, por exemplo.

Outros sinais aos quais os pais e cuidadores devem estar atentos: irritabilidade, movimentos mais lentos pela manhã, perda de apetite, perda de peso e atraso no crescimento.

Quando acomete as articulações da mandíbula, este osso pode ficar desproporcionalmente pequeno em relação à cabeça e interferir na mastigação.

Quando a coluna cervical é afetada, pode haver redução da mobilidade do pescoço. Se a artrite atingir quadril, joelho ou tornozelo, a criança pode ter dificuldades para caminhar ou chorar sistematicamente durante as mudanças de fralda, no caso de bebês.

O objetivo do tratamento da artrite idiopática juvenil é controlar a dor, prevenir deformidades articulares e permitir o crescimento adequado da criança. O tratamento é prolongado, mas é possível manter a doença totalmente controlada.

O tratamento é feito sobretudo com medicamentos anti-inflamatórios para controlar a inflamação e a dor, uso de talas para prevenir deformidades e fisioterapia para manter ou recuperar a mobilidade da articulação e prevenir deformidades. Alguns casos podem precisar de acompanhamento psicológico.

Quando as medicações convencionais não produzem boas respostas, são indicadas terapias biológicas. Essas medicações atuam em células e proteínas específicas e são aplicadas diretamente através da veia ou da pele.

Quanto mais cedo tiver início o tratamento da artrite idiopática juvenil, melhores serão os resultados. Se a doença não for tratada precocemente, a cartilagem da articulação pode ficar comprometida, levando a deformidades irreversíveis.

Sem tratamento, a artrite idiopática juvenil pode ser incapacitante, deixando a criança ou o adolescente dependente de ajuda para realizar suas atividades de vida diária. Contudo, se for devidamente tratada, a maioria dos pacientes pode ter uma vida normal e independente.

O/a médico/a reumatologista é o/a especialista responsável pelo tratamento da artrite idiopática juvenil.

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