Perguntar
Fechar
Porque sinto tanta dor em minha barriga depois da relação?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O que você tem é "dor pélvica crônica" é uma das situações de maior dificuldade de se encontrar uma cura em ginecologia, não é grave (depende da doença de base). A maioria dos colegas médicos nem sabe como lidar com essa situação. Tanto doenças físicas como emocionais podem causar dor pélvica. O ideal é uma avaliação num bom ginecologista para saber a causa e para o adequado tratamento. No seu caso remédios para as relações (evitar a dor depois), remédios para depois da relação (controlar a dor) e remédios de longo prazo (tentar "curar" ou melhorar o problema), serão necessários.

Estou com bolinhas brancas na garganta. O que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

As bolinhas brancas que se assemelham a "massinhas brancas" na garganta, mais especificamente nas amígdalas, são chamados cáseos amigdalianos.

São formados por células descamadas mortas dessa região, bactérias e resíduos alimentares, sendo, portanto, uma causa frequente de mau hálito.

Entretanto, os cáseos amigdalianos não têm nenhuma relação com as amigdalites ou outras infecções de garganta.

Como retirar os caseos amigdalianos?

Os caseos devem ser tratados com gargarejos e enxaguantes bucais, ou em último caso, deve ser indicada cirurgia.

Gargarejos com soluções salinas

O gargarejo pode ser feito com um copo de água morna adicionado por uma colher de sal, após a escovação dos dentes, 2x ao dia. O gargarejo ajuda a soltar os caseos dos espaços em que se acomodam nas amígdalas.

Enxaguantes bucais

O uso frequente de enxaguantes bucais após a escovação dos dentes é fundamental para a limpeza adequada da boca. No entanto, deve-se ter cuidado os enxaguantes bucais à base de álcool, esses devem ser evitados.

Uso de soluções antissépticas

Da mesma maneira, o uso de soluções antissépticas para a região oral, podem ser usadas, de acordo com a indicação do profissional dentista.

Cirurgia

A cirurgia é a última opção de tratamento, devendo ser avaliada nos casos de infecções de repetição por cáseos amigdalianos.

Vale ressaltar que o uso de materiais como pinça, cotonete e outros objetos pontiagudos para essa remoção, são totalmente contraindicados, pelo risco de ferimentos no local e infecção, piorando o quadro.

Na presença de cáseos amigdalianos, procure um/a médico/a otorrinolaringologista, que poderá realizar o tratamento dos cáseos, orientar quanto ao melhor tratamento ou encaminhar para um dentista especialista em halitose.

6 Dicas para prevenir os cáseos1. Beber muita água

Ao ingerir, pelo menos, 2 litros de água ao dia, a saliva se torna mais fluida e evita a formação de cáseos. Ao contrário, a saliva mais viscosa, favorece que as células mortas grudem umas nas outras e formem os cáseos.

2. Ingerir frutas ácidas

A ingestão de frutas ácidas como limão, laranja, kiwi, morango e abacaxi, estimulam as glândulas salivares a produzir maior quantidade de saliva, mais uma vez prevenindo a formação dos cáseos.

3. Limpar a língua

As células mortas também se acumulam na superfície da língua. Por este motivo, recomenda-se limpar a língua, com um limpador específico após a escovação dos dentes. Medida de higiene que evita a migração das células para a garganta e formação dos cáseos.

4. Gargarejar com bicarbonato de sódio

Coloque uma colher de café em meio copo de água e faça o gargarejo após a escovação dos dentes. A vibração causada pelo gargarejo faz com que os cáseos se soltem das criptas ("buracos") das amígdalas e também previne a formação de novos cáseos.

5. Mastigar alho

O alho tem ação antibacteriana. Mastigar um dente de algo ao dia pode tratar os cáseos já existentes e prevenir a deposição de outros cáseos.

6. Inserir cebola na alimentação

A cebola, assim como o alho, tem ação antibacteriana, por isso pode ser adicionada à alimentação, com intuito de evitar os cáseos, além de trazer diversos benefícios à saúde.

Se nenhuma destas medidas tiverem resultado positivo busque um médico de família ou um otorrinolaringologista para uma avaliação inicial. A retirada das amígdalas pode ser indicada mas, em último caso, após avaliação médica.

Saiba mais:

O que é caseum e quais os sintomas?

Caseum tem cura? Qual o tratamento?

Caseum pode ser transmitido pelo beijo e pela saliva?

O que é um nódulo hipoecóico e hipoecogênico?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Um ​nódulo hipoecóico ou hipoecogênico é um nódulo que reflete pouco as ondas do aparelho de ultrassom. Como resultado, a imagem do nódulo aparece mais escura em relação ao restante do tecido do órgão examinado, como mama ou tireoide, por exemplo.

As imagens na ultrassonografia são formadas pela reflexão das ondas emitidas pelo aparelho. Quando os tecidos não refletem ou refletem pouco essas ondas, as imagens ficam escuras (hipoecóicas ou hipoecogênicas). Quando as ondas são bem refletidas, as imagens ficam claras (hiperecóicas ou hiperecogênicas).

Na mama, um nódulo hipoecóico não significa que o mesmo seja maligno ou benigno, pois em ambos os casos o nódulo pode apresentar-se hipoecogênico.

Veja também: O que é um fibroadenoma mamário e quais os sintomas?

Já na tireoide, nódulos sólidos e hipoecogênicos com mais de 1 cm de diâmetro devem ser investigados. Nesses casos, poderá ser indicada a complementação do Ultrassom com a punção em que são colhidas células do interior do nódulo para verificar a existência de células cancerígenas ou com potencial de malignidade.

Sempre após a realização de qualquer exame, é importante marcar uma consulta de retorno com o/a médico/a que solicitou o exame para que ele/ela possa dar seguimento ao acompanhamento e fazer a avaliação mais detalhada do quadro clínico da pessoa.

Também pode lhe interessar: O que é um nódulo isodenso?

Dor nas costas ao tossir e espirrar, o que pode ser?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

A maioria das dores nas costas é de origem muscular, ou seja, relacionada a algum mau jeito, carregamento de peso excessivo ou postura inadequada. Em quem está resfriado, com tosse ou espirros muito frequentes, o esforço que a pessoa faz para realizar esses movimentos pode cansar os músculos do tórax, e isso provoca a dor.

Além disso, as pessoas costumam associar esse tipo de sintoma a doenças pulmonares como a pneumonia. Essa relação até pode ser verdadeira, mas em geral o paciente vai apresentar não somente a dor isolada, mas também outros sintomas, como por exemplo febre, prostração e falta de ar.

De qualquer modo, somente um médico poderá examinar o doente e determinar a causa exata e o tratamento adequado ou a investigação necessária.

Saiba mais em: O que pode causar dor nas costas?

Batimentos cardíacos acelerados: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Existem diversas situações que podem deixar os batimentos cardíacos acelerados. Durante uma atividade física ou em situações de estresse, ansiedade ou emoções fortes, por exemplo, o aumento da frequência cardíaca é considerado normal. Contudo, quando a pessoa está em repouso e a frequência cardíaca ultrapassa os 100 batimentos por minuto sem uma razão aparente, é preciso investigar.

A frequência cardíaca normal no adulto varia entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm), em repouso. Quando os batimentos cardíacos estão acelerados, acima de 100 bpm, a pessoa está com taquicardia. Uma frequência cardíaca baixa, inferior a 60 bpm, é considerada bradicardia.

Quais as causas da taquicardia?

As causas mais frequentes de taquicardia incluem: doenças cardíacas, como arritmias, ansiedade, estresse, fatores genéticos, ingestão de bebidas com cafeína, como café, chás, energéticos e refrigerantes tipo cola, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo e outras drogas, hipertireoidismo, doenças reumáticas, infecções, febre, hipoglicemia (falta de açúcar no sangue), desidratação, anemia e uso de alguns medicamentos.

Quando a taquicardia ocorre sem que haja uma necessidade específica do corpo ou na ausência de estímulos internos ou externos, ela é considerada arritmia cardíaca e precisa ser tratada.

O que fazer em caso de batimentos cardíacos acelerados?

Ficar em repouso, tossir, inclinar o tronco para frente ou aplicar gelo no rosto ajuda a diminuir o ritmo dos batimentos cardíacos. Se os batimentos cardíacos continuarem acelerados depois dessas medidas, pode ser indicado o uso de medicamentos orais ou intravenosos.

Se os medicamentos não forem suficientes para normalizar a frequência cardíaca, pode ser necessário aplicar choques elétricos no tórax ou fazer uma cirurgia para remover a porção elétrica do coração que está danificada ou implantar aparelhos que corrigem os batimentos cardíacos, como cateter, marca-passo ou desfibrilador.

Além de todas essas medidas, é preciso tratar a doença que pode estar provocando esse aumento dos batimentos cardíacos.

O tratamento da taquicardia é importante, pois evita complicações, deixa os batimentos cardíacos menos acelerados e previne novos episódios de taquicardia.

Como saber se os batimentos cardíacos estão acelerados?

Para saber se os batimentos cardíacos estão normais ou acelerados, basta medir a pulsação. Para isso, você deve permanecer em repouso, de preferência deitado, durante pelo menos 5 minutos. Depois, coloque as pontas dos dedos indicador, médio e anelar logo abaixo do pulso, na base do polegar.

Pressione ou movimente os dedos para os lados, até sentir a pulsação. Use um relógio ou cronômetro para marcar o tempo e observe quantas vezes o seu coração bate durante 1 minuto.

Vale lembrar que contar as pulsações por 15 segundos e depois multiplicar por 4 para obter o número de batimentos cardíacos por minuto, pode dar um resultado que não condiz com a realidade, uma vez que a pulsação nem sempre é regular e pode oscilar.

A frequência cardíaca normal varia de acordo com a idade e o condicionamento físico da pessoa. Quanto mais jovem o indivíduo, mais baixa é a sua frequência cardíaca. Adultos sedentários geralmente possuem frequência cardíaca de 70 a 100 batimentos por minuto.

Por outro lado, pessoas com bom condicionamento físico podem ter uma frequência cardíaca de 50 batimentos por minuto ou ainda menor. Isso ocorre porque os batimentos cardíacos de quem pratica atividade física regularmente bombeia o sangue de forma mais eficaz, por isso precisa bater menos vezes.

Quais são os sintomas da taquicardia?

O sinal que caracteriza a taquicardia é o aumento da frequência cardíaca para mais de 100 batimentos por minuto. Além dos batimentos cardíacos acelerados, a taquicardia pode não manifestar sintomas em alguns casos.

Por outro lado, os batimentos cardíacos acelerados podem alterar de forma considerável o funcionamento do coração, podendo causar infarto, acidente vascular cerebral (derrame), parada cardíaca e morte.

Quando a frequência cardíaca está muito alta, o coração pode ficar incapaz de bombear adequadamente o sangue para o resto do corpo e a oxigenação dos tecidos fica prejudicada. Os sintomas da taquicardia nesses casos podem incluir falta de ar, tonturas, palpitações, dor no peito e desmaios.

Caso você tenha sentido os batimentos acelerados, procure o/a médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação detalhada e identificação da causa da taquicardia.

Dor no cóccix: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor no cóccix, principalmente ao sentar e levantar, pode ter várias causas. As mais comuns são: instabilidade do cóccix, espícula óssea no cóccix, cóccix desalinhado, cóccix rígido, espasmos musculares e cisto pilonidal sacrococcígeo. Outras possíveis causas de dor no cóccix incluem tumores na região, degeneração de discos lombares e aracnoidite de nervos sacrais.

O cóccix é um osso localizado no final da coluna vertebral, abaixo do sacro, formado por 4 ou 5 pequenos ossos bem superficiais, sobretudo em pessoas com pouca gordura e músculos no local.

Instabilidade do cóccix

É a principal causa de dor no cóccix, que faz com que o cóccix se desloque mais do que é normal quando a pessoa muda de posição, como se sentar ou levantar.

Essa instabilidade do cóccix por ter como causa: traumas (pancada), quedas, parto normal, acidentes de carro e ação do hormônio relaxina, produzido durante a gravidez.

Traumas

A dor no cóccix causada por traumas (pancadas) geralmente surge depois de uma queda com traumatismo no local. As dores nesses casos podem ou não estar associadas a fraturas.

Após o traumatismo, a dor tende a melhorar em duas semanas com analgésicos e proteção local. Quando há fratura, a dor pode demorar até 3 meses para passar. Quando a dor se torna crônica, pode necessitar de fisioterapia, infiltrações ou cirurgia.

Quando a causa da dor no cóccix não é traumática, normalmente está relacionada com distúrbios posturais ao sentar e mobilidade excessiva do cóccix.

Nesses casos, a dor pode surgir depois de viagens longas, períodos em que a pessoa ficou sentada por muito tempo em locais rígidos ou desconfortáveis ou ainda depois de algum exercício físico, uma vez que o local é um ponto importante de inserção de músculos e ligamentos.

Gravidez

Durante a gravidez, a ação dos hormônios provoca frouxidão dos ligamentos, o que aumenta a mobilidade do cóccix e a ocorrência de dor.

Parto normal

No caso do parto normal, principalmente se o parto for difícil e houver necessidade de usar o fórceps, a pressão no cóccix pode causar dor. Em geral, a dor no cóccix resultante do parto normal é causada por alguma contusão óssea ou lesão no ligamento.

Espícula óssea no cóccix

As espículas são redes finas de fibras com depósitos calcificados entrelaçados e só podem ser vistas em radiografias de boa qualidade ou exames de imagem com melhor definição.

Cóccix desalinhado

Se o cóccix estiver virado para um dos lados ao invés de estar na linha média do corpo, pode causar dor.

Cóccix rígido

Ao se sentar, o cóccix sofre uma ligeira flexão. Porém, se estiver rígido pode causar dor.

Espasmos musculares

Algumas disfunções musculares causam espasmos em determinados músculos do assoalho pélvico, provocando dor. Um deles é o anococcígeo, que está ligado ao cóccix.

Cisto pilonidal sacrococcígeo

Trata-se de um cisto ou abscesso na região do cóccix que pode conter restos de pelos. Se o cisto estiver inflamado, pode formar pus e vazar, causando bastante dor quando a pessoa está sentada. Se inflamar constantemente ou aumentar de tamanho, deve ser removido através de cirurgia.

Qual o tratamento para dor no cóccix?

O tratamento para dor no cóccix é feito com medicamentos anti-inflamatórios, banhos de assento com água quente, proteção almofadada para se sentar, fisioterapia, infiltrações com corticoide (quando os outros tratamentos não melhoram o quadro) ou remoção completa do cóccix através de cirurgia, se os restantes tratamentos falharem.

O tratamento inicial da dor no cóccix é feito com medicamentos, fisioterapia e proteção do local, que pode ser feita com almofadas especiais.

Quando o tratamento conservador não melhora a dor no cóccix, pode ser indicada infiltração com anestésico e corticoide no local e no gânglio que inerva a região. A infiltração alivia a dor no cóccix e reduz a inflamação no local. Ao sair da crise, a pessoa pode começar a reabilitação.

Em caso de dor no cóccix, você pode procurar o/a médico de família, clínico/a geral ou ortopedista.

Estresse e nervosismo podem causar manchas roxas no corpo?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Estresse e nervosismo, a princípio, não causam manchas roxas no corpo.

A principal causa das equimoses (manchas roxas) são traumas provocados por objetos obtundentes, que normalmente ocorrem em acidentes de trabalho, de trânsito, escolares e domésticos. Na prática de atividades esportivas também se proporcionam oportunidades para o surgimento de equimoses.

As mulheres são geralmente mais vulneráveis a contusões do que os homens, muito devido a alterações hormonas. Pessoas que estejam tomando certos medicamentos como corticoesteróides e também os idosos são igualmente mais vulneráveis.

Também pode lhe interessar: Calor na cabeça gostaria de saber o que é?

Outras causas para o surgimento de equimoses são:

  • distúrbios da coagulação do sangue;
  • deficiência de vitamina C;
  • tabagismo;
  • uso de corticoesteróides;
  • baixo número de plaquetas;
  • uso de ácido acetil salicílico, clopidogrel.

Na presença de equimoses espontâneas, não associadas a traumas, devem ser realizados hemograma e exames de coagulação. Deverá ser consultado um médico clínico geral para uma melhor avaliação.

Saiba mais em: Quais são os sintomas físicos de estresse?

Visão turva ou embaçada: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Visão turva ou embaçada pode ser sinal de diversas doenças ou condições, que vão desde miopia, e outras doenças oftalmológicas, até um caso detumor cerebral, passando ainda por diabetes, hipertensão ou pressão baixa, catarata, glaucoma, enxaqueca, entre outras.

A conduta vai depender de qual é a causa desse sintoma, que no caso de persistência deve ser avaliado e definido por um médico clínico geral ou especialista, como o oftalmologista.

Algumas possíveis causas de visão turva ou embaçada:

  • Pressão arterial alta ou muito baixa;
  • Glicose baixa, principalmente em diabéticos e gestantes;
  • Crise de enxaqueca;
  • Degeneração macular: Doença que provoca perda da visão na mácula, que é a região da retina responsável pela captação de detalhes;
  • Catarata: A visão fica embaçada devido à perda de transparência do cristalino do olho, que fica opaco;
  • Olhos secos;
  • Presença de corpo estranho no olho;
  • Lesão no olho, por trauma por exemplo;
  • Miopia: Dificuldade em focar objetos que estão longe;
  • Necessidade de usar óculos (ou lentes) ou apenas de ajustar o grau dos óculos (ou das lentes) já em uso;
  • Hipermetropia: Dificuldade em focar objetos próximos;
  • Infecção ou lesão da córnea;
  • Glaucoma: Doença que danifica o nervo óptico, muitas vezes devido ao aumento da pressão no olho;
  • Descolamento de retina: Descolamento da camada do olho que é sensível à luz;
  • Neurite óptica: Inflamação do nervo óptico.

Leia também: Problemas de visão durante a gravidez são comuns?

Uma forma de identificar a causa da visão turva ou embaçada é verificar se ela vem acompanhada de outros sintomas:

  • Visão turva ou embaçada, com dor súbita nos olhos, vermelhidão, náuseas e vômitos: Podem indicar um ataque súbito de glaucoma de ângulo estreito, que pode danificar permanentemente o nervo óptico. É necessário um tratamento imediato para evitar a perda permanente da visão;
  • Visão turva ou embaçada, com "halos" em volta das luzes à noite, dificuldade de ver cores brilhantes, que aumenta lenta e progressivamente: Estes sintomas podem ser sinal de catarata, que tende a piorar gradualmente ao longo do tempo. O cristalino vai ficando cada vez mais embaçado com o envelhecimento, levando à cegueira. A única forma de evitá-la é através da cirurgia de catarata, que substitui o cristalino opaco por uma lente artificial;
  • Visão turva ou embaçada, pontos cegos e moscas volantes no campo de visão: Pode ser retinopatia diabética, doença que acomete pacientes diabéticos. Para evitar problemas na visão, é essencial que seja feito exames oftalmológicos de forma regular, principalmente aqueles com mais de 60 anos de idade ou diabete de longa data, ou crise de enxaqueca;
  • Visão central turva ou embaçada, com início súbito em apenas um olho: Se o paciente levou uma pancada no olho, é provável que seja uma lesão na mácula, a parte da retina responsável pela visão em detalhes. Além da visão turva, essa lesão macular pode piorar a visão de perto e causar uma perda permanente da visão se houver descolamento de retina.
  • Visão central turva ou embaçada, associada a dores de cabeça, podem sugerir enxaqueca ou pico hipertensivo;
  • Visão central turva ou embaçada, com náuseas, mal estar, suor frio e/ou confusão mental, podem sugerir hipoglicemia, pressão baixa ou também pico hipertensivo; até doenças cardiovasculares, como derrame (acidente vascular cerebral - AVC) e infarto agudo do miocárdio (Infarto do coração).

São muitas as doenças ou situações que podem deixar a visão turva ou embaçada. Se o problema persistir, procure um médico clínico geral ou oftalmologista para que a sua causa seja devidamente diagnosticada e tratada.