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Doenças e Agravos à Saúde

Visão turva ou embaçada: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Visão turva ou embaçada pode ser sinal de diversas doenças ou condições, que vão desde miopia, e outras doenças oftalmológicas, até um caso detumor cerebral, passando ainda por diabetes, hipertensão ou pressão baixa, catarata, glaucoma, enxaqueca, entre outras.

A conduta vai depender de qual é a causa desse sintoma, que no caso de persistência deve ser avaliado e definido por um médico clínico geral ou especialista, como o oftalmologista.

Algumas possíveis causas de visão turva ou embaçada:

  • Pressão arterial alta ou muito baixa;
  • Glicose baixa, principalmente em diabéticos e gestantes;
  • Crise de enxaqueca;
  • Degeneração macular: Doença que provoca perda da visão na mácula, que é a região da retina responsável pela captação de detalhes;
  • Catarata: A visão fica embaçada devido à perda de transparência do cristalino do olho, que fica opaco;
  • Olhos secos;
  • Presença de corpo estranho no olho;
  • Lesão no olho, por trauma por exemplo;
  • Miopia: Dificuldade em focar objetos que estão longe;
  • Necessidade de usar óculos (ou lentes) ou apenas de ajustar o grau dos óculos (ou das lentes) já em uso;
  • Hipermetropia: Dificuldade em focar objetos próximos;
  • Infecção ou lesão da córnea;
  • Glaucoma: Doença que danifica o nervo óptico, muitas vezes devido ao aumento da pressão no olho;
  • Descolamento de retina: Descolamento da camada do olho que é sensível à luz;
  • Neurite óptica: Inflamação do nervo óptico.

Leia também: Problemas de visão durante a gravidez são comuns?

Uma forma de identificar a causa da visão turva ou embaçada é verificar se ela vem acompanhada de outros sintomas:

  • Visão turva ou embaçada, com dor súbita nos olhos, vermelhidão, náuseas e vômitos: Podem indicar um ataque súbito de glaucoma de ângulo estreito, que pode danificar permanentemente o nervo óptico. É necessário um tratamento imediato para evitar a perda permanente da visão;
  • Visão turva ou embaçada, com "halos" em volta das luzes à noite, dificuldade de ver cores brilhantes, que aumenta lenta e progressivamente: Estes sintomas podem ser sinal de catarata, que tende a piorar gradualmente ao longo do tempo. O cristalino vai ficando cada vez mais embaçado com o envelhecimento, levando à cegueira. A única forma de evitá-la é através da cirurgia de catarata, que substitui o cristalino opaco por uma lente artificial;
  • Visão turva ou embaçada, pontos cegos e moscas volantes no campo de visão: Pode ser retinopatia diabética, doença que acomete pacientes diabéticos. Para evitar problemas na visão, é essencial que seja feito exames oftalmológicos de forma regular, principalmente aqueles com mais de 60 anos de idade ou diabete de longa data, ou crise de enxaqueca;
  • Visão central turva ou embaçada, com início súbito em apenas um olho: Se o paciente levou uma pancada no olho, é provável que seja uma lesão na mácula, a parte da retina responsável pela visão em detalhes. Além da visão turva, essa lesão macular pode piorar a visão de perto e causar uma perda permanente da visão se houver descolamento de retina.
  • Visão central turva ou embaçada, associada a dores de cabeça, podem sugerir enxaqueca ou pico hipertensivo;
  • Visão central turva ou embaçada, com náuseas, mal estar, suor frio e/ou confusão mental, podem sugerir hipoglicemia, pressão baixa ou também pico hipertensivo; até doenças cardiovasculares, como derrame (acidente vascular cerebral - AVC) e infarto agudo do miocárdio (Infarto do coração).

São muitas as doenças ou situações que podem deixar a visão turva ou embaçada. Se o problema persistir, procure um médico clínico geral ou oftalmologista para que a sua causa seja devidamente diagnosticada e tratada.

Mancha vermelha na cabeça de meu pênis pode ser sífilis?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Sífilis é uma DST (Doença Sexualmente Transmissível) que tem um tempo de incubação de aproximadamente 14 dias e a lesão inicial é um cancro (ferida) no local do contato, mas como você só tem tido relações com camisinha e o sintoma descrito por você não parece ser a lesão típica da Sífilis, ao que tudo indica não é sífilis.

Procure um médico Urologista que examinará a lesão, fará o correto diagnóstico e tratamento.

Saiba mais em: 

Como ocorre a transmissão da sífilis?

Quais os sintomas e tratamento da sífilis?

Tosse com catarro: o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Todos os casos de tosse devem ser avaliados por um/a médico/a visto que trata-se de um sintoma comum, mas que pode estar sinalizando desde um simples resfriado, até casos mais graves, como uma infecção, pneumonia ou tuberculose. E apenas o profissional poderá diferenciar esses casos e tratar de forma adequada.

Geralmente, nos casos mais graves, a tosse vem acompanhada de outros sintomas como febre, mal estar, dor no peito ou falta de apetite, embora não seja obrigatório. Pessoas com baixa imunidade, por exemplo diabéticos, idosos ou pessoas em uso de crônico de medicamentos, podem não apresentar esses sintomas no início, retardando seu diagnóstico e tratamento.

Além da avaliação médica, podemos sugerir como medidas benéficas em qualquer caso de tosse, o aumento da ingesta de água, praticar a inalação e fazer uso de chás caseiros, conforme orientação profissional.

Nunca tome medicações por conta própria!

Beber água

Nos casos de tosse com catarro sem mais sintomas, recomendamos que beba muita água, pelo menos 1,5 a 2 litros de água por dia. O aumento da ingestão de água é a principal medida que deve ser tomada, pois a água fluidifica o catarro auxiliando na sua eliminação.

Inalação

Outra recomendação valiosa é a inalação, que pode ser feita com soro fisiológico ou inalação de vapor de água quente. A inalação age aliviando os sintomas da tosse, fluidificando as vias aéreas, favorecendo também a eliminação da secreção.

Xarope

Xaropes que inibem a tosse (antitussígenos) não são recomendados, pois assim o catarro não será expelido. Vale lembrar que a tosse é um mecanismo de defesa do corpo para eliminar secreção (catarro), corpos estranhos e agentes infecciosos das vias aéreas.

Em algumas situações, os xaropes expectorantes podem ser indicados porque fluidificam a secreção (catarro), facilitando a sua expulsão e impedindo a obstrução das vias aéreas. Mas nos casos de tosse por infecção, pneumonia ou sinusite aguda por exemplo, apenas auxiliam na ação dos antibióticos, medicamentos que devem ser prescritos nesses casos.

Efeitos colaterais dos xaropes para tosse

Os xaropes para tosse podem conter em suas fórmulas anti-histamínicos (antialérgicos), descongestionantes e anti-inflamatórios, que podem causar efeitos colaterais indesejados e até problemas mais graves, inclusive com risco de morte. Alguns desses efeitos indesejados incluem: sonolência, aumento da frequência cardíaca ("batedeiras"), agitação e arritmia cardíaca.

Também é importante salientar que nem os xaropes, nem as pastilhas para tosse tratam a causa do problema, apenas aliviam o desconforto e a frequência desse sintoma.

Existe algum xarope ou remédio caseiro para tosse com catarro?Mel para tosse com catarro

Sabe-se que o mel tem propriedades que dilatam os brônquios e diminuem a irritação da garganta, além da ação anti-inflamatória. Por isso, é considerado um bom remédio caseiro para tosse, seca ou com catarro.

A dose indicada é de 1 colher de sopa (adultos) ou 1 colher de sobremesa (crianças) de mel, antes de dormir.

Gengibre para tosse com catarro

Outro produto natural que pode auxiliar o tratamento da tosse é o gengibre, pois possui gingerol, uma substância com ação anti-inflamatória e antibacteriana.

Nos casos de tosse com catarro que durem mais de uma semana, ou que apresentem outros sintomas, como febre, mal estar, dor no peito e ou falta de apetite, procure imediatamente um serviço de atendimento de urgência.

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Batimentos cardíacos acelerados: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Existem diversas situações que podem deixar os batimentos cardíacos acelerados. Durante uma atividade física ou em situações de estresse, ansiedade ou emoções fortes, por exemplo, o aumento da frequência cardíaca é considerado normal. Contudo, quando a pessoa está em repouso e a frequência cardíaca ultrapassa os 100 batimentos por minuto sem uma razão aparente, é preciso investigar.

A frequência cardíaca normal no adulto varia entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm), em repouso. Quando os batimentos cardíacos estão acelerados, acima de 100 bpm, a pessoa está com taquicardia. Uma frequência cardíaca baixa, inferior a 60 bpm, é considerada bradicardia.

Quais as causas da taquicardia?

As causas mais frequentes de taquicardia incluem: doenças cardíacas, como arritmias, ansiedade, estresse, fatores genéticos, ingestão de bebidas com cafeína, como café, chás, energéticos e refrigerantes tipo cola, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo e outras drogas, hipertireoidismo, doenças reumáticas, infecções, febre, hipoglicemia (falta de açúcar no sangue), desidratação, anemia e uso de alguns medicamentos.

Quando a taquicardia ocorre sem que haja uma necessidade específica do corpo ou na ausência de estímulos internos ou externos, ela é considerada arritmia cardíaca e precisa ser tratada.

O que fazer em caso de batimentos cardíacos acelerados?

Ficar em repouso, tossir, inclinar o tronco para frente ou aplicar gelo no rosto ajuda a diminuir o ritmo dos batimentos cardíacos. Se os batimentos cardíacos continuarem acelerados depois dessas medidas, pode ser indicado o uso de medicamentos orais ou intravenosos.

Se os medicamentos não forem suficientes para normalizar a frequência cardíaca, pode ser necessário aplicar choques elétricos no tórax ou fazer uma cirurgia para remover a porção elétrica do coração que está danificada ou implantar aparelhos que corrigem os batimentos cardíacos, como cateter, marca-passo ou desfibrilador.

Além de todas essas medidas, é preciso tratar a doença que pode estar provocando esse aumento dos batimentos cardíacos.

O tratamento da taquicardia é importante, pois evita complicações, deixa os batimentos cardíacos menos acelerados e previne novos episódios de taquicardia.

Como saber se os batimentos cardíacos estão acelerados?

Para saber se os batimentos cardíacos estão normais ou acelerados, basta medir a pulsação. Para isso, você deve permanecer em repouso, de preferência deitado, durante pelo menos 5 minutos. Depois, coloque as pontas dos dedos indicador, médio e anelar logo abaixo do pulso, na base do polegar.

Pressione ou movimente os dedos para os lados, até sentir a pulsação. Use um relógio ou cronômetro para marcar o tempo e observe quantas vezes o seu coração bate durante 1 minuto.

Vale lembrar que contar as pulsações por 15 segundos e depois multiplicar por 4 para obter o número de batimentos cardíacos por minuto, pode dar um resultado que não condiz com a realidade, uma vez que a pulsação nem sempre é regular e pode oscilar.

A frequência cardíaca normal varia de acordo com a idade e o condicionamento físico da pessoa. Quanto mais jovem o indivíduo, mais baixa é a sua frequência cardíaca. Adultos sedentários geralmente possuem frequência cardíaca de 70 a 100 batimentos por minuto.

Por outro lado, pessoas com bom condicionamento físico podem ter uma frequência cardíaca de 50 batimentos por minuto ou ainda menor. Isso ocorre porque os batimentos cardíacos de quem pratica atividade física regularmente bombeia o sangue de forma mais eficaz, por isso precisa bater menos vezes.

Quais são os sintomas da taquicardia?

O sinal que caracteriza a taquicardia é o aumento da frequência cardíaca para mais de 100 batimentos por minuto. Além dos batimentos cardíacos acelerados, a taquicardia pode não manifestar sintomas em alguns casos.

Por outro lado, os batimentos cardíacos acelerados podem alterar de forma considerável o funcionamento do coração, podendo causar infarto, acidente vascular cerebral (derrame), parada cardíaca e morte.

Quando a frequência cardíaca está muito alta, o coração pode ficar incapaz de bombear adequadamente o sangue para o resto do corpo e a oxigenação dos tecidos fica prejudicada. Os sintomas da taquicardia nesses casos podem incluir falta de ar, tonturas, palpitações, dor no peito e desmaios.

Caso você tenha sentido os batimentos acelerados, procure o/a médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação detalhada e identificação da causa da taquicardia.

O que é linfonodomegalia e quais são as causas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Linfonodomegalia é o aumento do tamanho dos linfonodos, também conhecidos como gânglios linfáticos. A linfonodomegalia pode ser generalizada ou localizada numa determinada região do corpo, afetando todo um conjunto de linfonodos (cervical, mediastinal, axilar, inguinal, etc).

Os linfonodos são pequenos órgãos de defesa localizados no trajeto dos vasos linfáticos. Os gânglios linfáticos atuam como filtros da linfa podendo reter, destruir ou retardar a proliferação de micro-organismos (bactérias, vírus, protozoários) e células cancerígenas pelo organismo.

A linfonodomegalia pode ser causada por infecções ou inflamações, alergias, doenças reumatológicas e câncer. O aumento do linfonodo significa que o corpo está reagindo a alguma infecção ou a agentes agressores.

As principais causas de linfonodomegalia em crianças e adultos jovens são as infecções respiratórias bacterianas ou virais, a mononucleose infecciosa ("doença do beijo), a toxoplasmose e a tuberculose. Após os 50 anos, aumentam as chances da linfonodomegalia ser causada por câncer.

Saiba mais em: Íngua no pescoço: o que pode ser?

Quando o linfonodo está aumentado devido a uma inflamação, o seu crescimento é rápido, há dor no local, a pele que recobre o gânglio fica avermelhada, com a superfície regular e lisa. Normalmente o linfonodo não cresce mais que 2 cm. 

Já numa linfonodomegalia causada por câncer, os linfonodos apresentam um crescimento lento, normalmente não causam dor, no início não há alterações na coloração da pele, a superfície é irregular e o gânglio em geral tem mais de 2 cm.

Leia também: Linfonodos aumentados pode ser câncer?

Uma linfonodomegalia que persiste por mais de duas semanas deve ser vista pelo/a médico/a clínico geral ou médico/a de família. Dependendo do caso, pode ser necessário fazer uma biópsia para identificar a causa do aumento do gânglio.

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Linfonodos aumentados pode ser câncer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, linfonodos aumentados pode ser sinal de câncer. Porém, na maioria dos casos, o aumento dos linfonodos está relacionado com inflamações ou infecções localizadas próximas aos gânglios.

Se a causa da linfonodomegalia (aumento do linfonodo) for câncer, os linfonodos aumentam de tamanho, ficam endurecidos, mas geralmente não causam dor. Em geral, o crescimento é lento, a pele não fica avermelhada, não há aumento da temperatura local e a superfície é irregular. Nesses casos, o gânglio tem mais de 2 cm.

Quando o linfonodo está aumentado devido a uma inflamação, o seu crescimento é rápido, há dor no local, a pele que recobre o gânglio fica avermelhada e a sua superfície é regular e lisa. Normalmente o linfonodo não tem mais que 2 cm nesses casos.

Os sinais de alarme que podem indicar que o aumento dos linfonodos é causado por câncer ou alguma infecção grave, como tuberculose, incluem:

  • Aumento progressivo dos linfonodos;
  • Linfonodos que não diminuem de tamanho em 4 semanas;
  • Gânglios linfáticos com consistência dura;
  • Emagrecimento, falta de apetite ou aumento da transpiração;
  • Presença de sinais e sintomas de inflamação, como dor, vermelhidão, aumento da temperatura local ou pus, acompanhados ou não de febre;
  • Linfonodos aumentados na clavícula ou nas axilas;
  • Linfonodos aumentados em mais de duas áreas diferentes do corpo.
Linfonodos aumentados no pescoço

Linfonodos aumentados no pescoço podem indicar a presença de câncer na cabeça ou no pescoço, ou ser sinal de linfoma (câncer do sistema linfático que se origina na maioria das vezes nos linfonodos).

Linfonodos aumentados nas axilas

Linfonodos aumentados nas axilas também podem ser um sinal linfoma ou de câncer de mama.

Linfonodos aumentados na virilha

Na virilha, o aumento dos linfonodos pode estar relacionado com linfomas ou metástases de melanoma (câncer de pele) e câncer ginecológico.

O que são linfonodos?

Os linfonodos ou gânglios linfáticos, são pequenos órgãos de defesa localizados no trajeto dos vasos linfáticos. Eles filtram a linfa, podendo reter, destruir ou retardar a proliferação de micro-organismos (bactérias, vírus, protozoários) e células cancerígenas pelo organismo.

Os linfonodos armazenam e produzem glóbulos brancos, células de defesa que combatem infecções e doenças. Por isso, eles podem aumentar de tamanho e ficar doloridos quando há alguma doença ou infecção, pois estão reagindo aos micro-organismos invasores ou aos agentes agressores.

O aumento dos linfonodos é muito comum em crianças com menos de 2 anos de idade, embora esse aumento não indique nada de grave na maioria dos casos.

Em geral, os gânglios estão aumentados em tamanho e número, sendo facilmente palpáveis. Os locais em que os linfonodos ficam aumentados com mais frequência são no pescoço, nas axilas e na região da virilha.

Nesses casos específicos, o aumento dos gânglios linfáticos pode ser decorrente dos estímulos que o sistema imunológico vai recebendo, à medida que a criança vai entrando em contato com o ambiente e ganhando anticorpos.

Contudo, na grande parte dos casos, os linfonodos aumentados são uma resposta imunológica temporária do organismo a infecções ou inflamações benignas, como amigdalite, otite, entre outras.

Apenas uma biópsia poderá determinar se o linfonodo aumentado é ou não câncer.

Se notar a presença de nódulos no corpo que não desaparecem em até duas semanas, procure o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para fazer uma avaliação e receber um diagnóstico adequado.

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Dor incômoda no pé da barriga e vontade de urinar. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor no pé da barriga e sensação de querer urinar podem ser sintomas de infecção urinária. Outros sintomas incluem:

  • Dor e ardência ao urinar;
  • Vontade de urinar várias vezes ao dia, mas com pouca urina em cada micção;
  • Presença de sangue na urina;
  • Dores abdominais.

A infecção urinária geralmente ocorre quando bactérias provenientes do intestino chegam ao trato urinário e ali se multiplicam, especialmente na bexiga (cistite).

A doença afeta principalmente as mulheres devido à anatomia do corpo feminino, que tem uma uretra mais curta e maior proximidade entre a vagina e o ânus, o que favorece a passagem dessas bactérias.

Leia também: Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

Se for mesmo infecção urinária, é importante começar o tratamento o mais rápido possível para evitar que a infecção chegue aos rins.

Na maioria dos casos, o/a médico/a pode iniciar o tratamento com antibióticos mesmo sem a realização de exame de urina.

Caso não haja melhora dos sintomas e resolutividade com o tratamento instituído, , a infecção e o tipo de bactéria responsável pela doença devem ser determinados pelo exame de urina e urocultura que ficam prontos em até 72 horas.

Após a identificação da bactéria, o medicamento prescrito pode ser mantido ou substituído por outro mais específico para aquele tipo de bactéria.

Veja aqui qual é o tratamento para infecção urinária.

Procure o/a médico de família, clínico/a geral ou ginecologista para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

O que causa inflamação nas amígdalas e qual o tratamento?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

As causas da inflamação na garganta são principalmente infecção por vírus e bactérias ou por uma associação dos dois micro-organismos. As infecções virais ocorrem sobretudo em crianças de até 3 anos, enquanto as bacterianas são mais comuns em jovens e adultos. Essa infecção é denominada amigdalite.

A inflamação nas amígdalas também pode ser causada por alérgenos, queda de pH que leva à irritação da mucosa das amígdalas (refluxo gastroesofágico), irritação causada por fumaça de cigarros ou álcool, frio e baixa umidade do ar.

O que é amigdalite?

A amigdalite é uma doença infecciosa que atinge as amígdalas, que são órgãos de defesa do nosso corpo.

Amigdalite Qual é o tratamento para amigdalite?

O tratamento da amigdalite bacteriana é feito com antibióticos específicos e deve ser seguido de maneira rigorosa nos horários determinados, conforme prescritos pelo/a médico/a, até o final do tratamento.

Suspender a medicação assim que desaparecem os sintomas, geralmente após 48 horas do início do tratamento, pode provocar complicações graves, como febre reumática, escarlatina, glomerulonefrite pós-estreptocócica e psoríase gutata. Isso porque a bactéria ainda permanece ativa no organismo e pode se tornar resistente ao antibiótico.

As amigdalites virais só precisam de tratamento sintomático, com analgésicos e anti-inflamatórios.

Se a amigdalite for crônica, outras causas devem ser pesquisadas para descobrir a razão da inflamação e buscar o tratamento adequado.

A cirurgia para remoção das amígdalas (amigdalectomia ou tonsilectomia) só é indicada em casos específicos que não respondem ao tratamento clínico, causam grande incômodo ao paciente (caso da amigdalite caseosa) ou se repetem várias vezes ao ano, as chamadas amigdalites de repetição.

Contudo, o tratamento da amigdalite depende ainda de fatores como a idade da pessoa, condições de saúde, tipo de amigdalite, gravidade e evolução da infecção, bem como da tolerância do indivíduo às medicações e aos procedimentos médicos.

Recomendações durante o tratamento da amigdalite
  • Prefira ingerir bebidas mornas, alimentação líquida ou pastosa, sopas ou alimentos macios, uma vez que são mais tolerados durante as crises;
  • Tome muito líquido para hidratar as mucosas;
  • Não deixe de tomar os remédios prescritos pelo médico, mesmo após os sintomas da amigdalite bacteriana desaparecerem, para evitar complicações da doença;
  • Nunca se automedique. Medicamentos usados sem indicação favorecem o aparecimento de bactérias resistentes.
Quais são os sintomas de amigdalite?

Os sintomas mais comuns da amigdalite incluem febre, dor de garganta, dores no corpo, falta de apetite, halitose (mau hálito), dor de cabeça, prostração, dificuldade para engolir e, às vezes, inchaço dos gânglios do pescoço e da mandíbula, que têm a função de evitar a propagação da doença pelo organismo.

Ao observar a garganta, observa-se aumento do volume das amígdalas, vermelhidão, presença, ou não, de pontos brancos de pus, comuns nas amigdalites bacterianas.

É importante observar os sintomas para não os confundir com os de outras doenças como gripe e mononucleose.

Como é feito o diagnóstico da amigdalite?

O diagnóstico é clínico e simples, feito através da história e com exame físico da cavidade oral (oroscopia), através do qual é possível diferenciar a amigdalite viral, da bacteriana.

Nas amigdalites bacterianas, existe uma inflamação importante nas amígdalas, com inchaço e vermelhidão bastante visíveis, associada ao aparecimento de placas de pus na garganta e amígdalas.

Nas amigdalites virais, a infecção costuma ser mais branda, atinge preferencialmente a região da orofaringe (amígdalas e faringe) e não há presença de pus (com exceção do vírus Epstein-Barr, que causa a mononucleose infecciosa).

Como prevenir a amigdalite?
  • Evite o tabagismo. Fumantes ativos e passivos estão mais propensos às infecções das amígdalas;
  • Evite ambientes com ar-condicionado, que resseca as mucosas e diminui a resistência das amígdalas;
  • Mantenha uma alimentação saudável para equilibrar a resistência do corpo;
  • Tome muito líquido para hidratar as mucosas sempre.

Em amigdalites de repetição, é importante afastar a hipótese de refluxo gastroesofágico, responsável pela mudança no pH da garganta e que pode facilitar o surgimento de inflamações.

Na suspeita de amigdalite, um/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família ou otorrinolaringologista deverão ser consultados para confirmação diagnóstica, orientação e tratamento adequados.

Leia também: O que é amigdalite caseosa?