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Doenças e Agravos à Saúde

Câimbra na panturrilha: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Câimbra na panturrilha (batata da perna) pode ser causada por atividade física intensa, desidratação, mau condicionamento físico, má alimentação, deficiência de sais minerais ou ainda gravidez.

A câimbra é uma contração muscular involuntária, violenta e exagerada, que provoca dor intensa e paralisa a musculatura afetada. A câimbra ocorre quando o músculo deixa de ter as condições ideais para um contração muscular normal.

A câimbra na panturrilha acontece muitas vezes durante a noite, às vezes quando a pessoa está dormindo, quando os músculos estão relaxados após exercícios físicos intensos. No entanto, o espasmo também pode ocorrer durante o dia e no decorrer da prática de atividade física.

A causa mais comum de câimbra na panturrilha durante a atividade esportiva é a desidratação. No entanto, a água sozinha nem sempre é suficiente para evitar as câimbras, já que o corpo também perde muitos sais minerais. Para isso, as bebidas isotônicas são mais indicadas, pois repõem também os sais perdidos com a transpiração.

As câimbras musculares na panturrilha são comuns e podem ser interrompidas esticando suavemente o músculo afetado, que pode estar rígido ou mais volumoso. Geralmente ocorre quando o músculo está lesionado ou sobrecarregado.

Quais as possíveis causas de câimbra na panturrilha?
  • Atividade física intensa;
  • Desidratação durante esforços prolongados, por exemplo uma corrida;
  • Gravidez, principalmente no terceiro trimestre, devido ao ganho de peso e alterações posturais naturais dessa fase, que aumentam o esforço dos músculos da panturrilha;
  • Alteração nos eletrólitos do corpo, que também são conhecidos como sais minerais e atuam diretamente na contração muscular, tais como cálcio, magnésio e sódio;
  • Fratura ou stress nos ossos da perna, que podem provocar uma contração muscular involuntária ao redor da lesão como forma de proteção;
  • Diabetes, problemas na tireoide, hipoglicemia (pouco açúcar no sangue), abuso de álcool e outras situações que alterem o metabolismo normal do corpo;
  • Mal de Parkinson, Esclerose Lateral Amiotrófica e outras doenças neurológicas que afetam os nervos responsáveis pela contração muscular;
  • Varizes e insuficiência venosa;
  • Falta de preparo físico decorrente de longos períodos sem fazer exercícios;
  • Falta de vitaminas B1, B5 e B6;
  • Medicamentos diuréticos, como a Furosemida, e para hipertensão arterial, como o Nifedipino, entre outros tipos de medicamentos;
  • Insuficiência renal, menstruação.

Para diagnosticar a causa das câimbras, podem ser realizados exames de sangue para verificar os níveis de cálcio, potássio ou magnésio, a função dos rins e o funcionamento da tireoide.

O que fazer em caso de câimbra na panturrilha?

1) Puxe lentamente e suavemente a ponta do pé para cima, contrariando a contração muscular. Se não conseguir fazer isso sozinho, peça ajuda a alguém;

2) Respire fundo e continue o movimento até desaparecer a dor e o espasmo muscular;

3) Não faça movimentos bruscos para tentar vencer a câimbra, pois poderá piorar o problema;

4) Não faça alongamentos durante a câimbra para evitar lesões na musculatura.

O que fazer depois da câimbra?

1) Aplique uma compressa quente na panturrilha durante 20 minutos;

2) Massageie o local com movimentos circulares durante alguns minutos;

3) Faça alongamentos na panturrilha. Lembrando que o alongamento para ser eficaz precisa ser mantido durante pelo menos 20 segundos e sem "soquinhos".

4) Quando a dor aliviar, aplique gelo no local por 20 minutos.

Se o músculo ainda doer, podem ser indicados medicamentos anti-inflamatórios para ajudar a aliviar a dor. Se as câimbras musculares forem graves, poderão ser prescritos outros medicamentos.

Como prevenir câimbras na panturrilha?
  • Aumente o consumo de alimentos ricos em sódio, potássio, cálcio e magnésio, como tomate, banana, mamão, leite e derivados, couve, espinafre e brócolis;
  • Beba pelo menos 2 litros de água por dia;
  • Hidrate-se com bebidas isotônicas durante atividades físicas intensas;
  • Pratique atividade física regularmente, ao menos 3 vezes por semana;
  • Faça alongamentos antes e depois do exercício físico;
  • Diminua a intensidade dos exercícios, para que estejam dentro das suas capacidades.

Se as câimbras persistirem após os alongamentos e os cuidados indicados, forem muito frequentes, fortes ou durarem muito tempo para passar, o mais indicado é consultar um médico de família ou clínico geral, para que a causa das câimbras seja identificada e tratada.

Ferritina alta ou baixa. Quais os sintomas, consequências e tratamentos?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

ferritina é uma proteína responsável pelo armazenamento do ferro dentro das células do nosso organismo. Quando seu valor está alterado, ela indica que há um desequilíbrio no estoque do ferro disponível.

Leia também:

O que é ferritina?

Um valor baixo de ferritina pode indicar uma deficiência de ferro. A pessoa pode sentir:

  • Fraqueza;
  • Dor de cabeça;
  • Irritabilidade;
  • Fadiga;
  • Cansaço;
  • Dificuldade em praticar exercícios;
  • Perversão do apetite (ter vontade de comer terra por exemplo);
  • Síndrome das pernas inquietas (saiba mais em: O que é a síndrome das pernas inquietas?).

Em alguns casos, a baixa da ferritina é recuperada com uma reorientação na dieta, em outros casos precisa do uso de medicamentos e, nos casos graves, há necessidade de transfusão de sangue.

Veja também: Como aumentar a ferritina?

Um valor alto de ferritina pode estar presente quando há sobrecarga de ferro no organismo em situações de estimulação de produção de ferritina pelo fígado e consequente liberação de ferro. Os sintomas podem ser:

  • Fraqueza;
  • Impotência nos homens;
  • Dor nas articulações;
  • Hiperpigmentação da pele;
  • Desordens no fígado;
  • Aumento do coração com ou sem insuficiência cardíaca;
  • Aumento da glicose no sangue.

O exame de Dosagem da Ferritina não é um exame de rotina. Ele pode ser solicitado na investigação das causas de anemia e da deficiência de ferro.

Leve o resultado dos exames na consulta de retorno para avaliação médica e continuação do seguimento clínico.

Dormência na boca: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dormência na boca pode ser sintoma de diversas doenças e condições. Uma delas é a compressão ou rompimento de algum nervo da face, que pode ocorrer após uma anestesia ou um implante dentário, por exemplo.

Outras possíveis causas de dormência na boca incluem doenças neurológicas (derrames, esclerose múltipla, paralisia facial), herpes labial, enxaqueca, síndrome da boca ardente e até câncer bucal.

O herpes labial caracteriza-se pelo aparecimento de grupos de bolhas dolorosas nos lábios. A sensação de dormência na boca geralmente antecede o surgimento da lesão e é localizada na mesma região da ferida. 

Em algumas pessoas, crises de enxaqueca também podem causar dormência ao redor da boca.

A síndrome da boca ardente é uma alteração hormonal que acomete principalmente mulheres após a menopausa. Pode causar formigamento ou dormência na boca ou na língua, embora o principal sintoma seja a dor intensa que pode afetar os lábios, a língua, o céu da boca e a gengiva. 

A dormência na boca também pode ser um sintoma de câncer bucal. Este tipo de câncer pode surgir nos lábios, no interior da boca, na garganta, nas amígdalas e ainda nas glândulas salivares. Suas principais causas são o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. Outros sintomas de câncer bucal incluem: 

  • Feridas nos lábios, na gengiva e dentro da boca, que normalmente sangram com facilidade;
  • Caroços nas bochechas;
  • Manchas vermelhas ou brancas na língua e na gengiva;
  • Dificuldade engolir ou mastigar;
  • Mudanças na voz.

Saiba mais em: Quais são os sintomas de câncer de boca?

O diagnóstico e o tratamento da dormência na boca depende da condição ou da doença que provocou a perda de sensibilidade. Você pode consultar o/a médico/a de família ou clínico/a geral para que seja feita uma avaliação inicial. Caso seja necessário, o/a profissional poderá lhe encaminhar para outro especialista.

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O que é abaulamento discal e que sintomas pode causar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Abaulamento discal ou protusão discal é um processo de desgaste ou perda da elasticidade do disco intervertebral, que é deslocado na direção da medula espinhal e/ou das raízes nervosas, podendo alcançar e tocar uma dessas estruturas, o que causa a dor do paciente.

É o processo inicial de uma hérnia de disco, ou seja, se não tratado certamente vai evoluir para o quadro de hérnia de disco. 

O Disco intervertebral é uma estrutura formada por um núcleo gelatinoso e uma capsula mais rígida, chamado anel fibroso, que protege esse núcleo. Fica localizado entre as vértebras da coluna, e funciona como um "amortecedor", reduzindo o impacto entre as vértebras, por exemplo, quando andamos ou corremos e permitindo certa mobilização. Quando ocorre um desgaste deste disco intervertebral ocorre o seu abaulamento. 

Nessa fase, de abaulamento ou protusão, o anel fibroso ainda está intacto, apesar de estar distendido. A hérnia discal surge, principalmente quando o anel se rompe, permitindo o extravasamento do núcleo.

O abaulamento discal ocorre principalmente entre as vértebras L4 - L5 e L5 - S1. Nesses casos os seus principais sintomas são a dor lombar e a dor ciática. Mas esse problema também é bastante comum na coluna cervical, no nosso meio, causando sintomas de dor no pescoço, chamada Dor cervical ou cervicalgia.

Os sintomas do abaulamento discal surgem quando essa protusão do disco pressiona a raiz de algum nervo ou a própria medula espinhal, levando a dor na região acometida, além de outros sintomas típicos de compressão nervosa, como alterações na sensibilidade, dormência, formigamento e até perda de força no membro afetado.

O médico ortopedista ou neurocirurgião são os especialistas indicados para diagnosticar e indicar o tratamento do abaulamento discal.

Saiba mais em: Abaulamento discal tem cura? Como é o tratamento?

O que são linfonodos?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Os linfonodos são estruturas ovóides, pequenas e encapsuladas, localizadas no caminho dos vasos linfáticos. Usualmente medem de poucos milímetros a 1,0cm.

Os linfonodos fazem parte do nosso sistema imune e atuam como filtros da linfa. Têm a capacidade de reter (algumas vezes destruir), ou pelo menos retardar, a difusão de bactérias, vírus, protozoários e cânceres pelo organismo.

Fazem parte do nosso sistema imunológico (linfóide), além dos linfonodos, o baço, timo, amígdalas e intestinos.

Há linfonodos em diversos locais do corpo: nuca, pescoço, submandibular, na frente e atrás das orelhas, supraclaviculares, na frente dos cotovelos, nas axilas, nas virilhas e atrás dos joelhos, dentro de alguns órgaõs, como mamas, pulmões, intestinos, e dentro do tórax e abdome.

Ao se avaliar um linfonodo, é importante saber:

  • localização;
  • tamanho;
  • consistência;
  • mobilidade;
  • presença de dor;
  • presença de drenagem de secreção;
  • tempo de evolução.

Há várias causas para o aumento de linfonodos (ínguas):

  • infecções;
  • hipersensibilidade;
  • cânceres;
  • doenças reumatológicas;
  • outras.

Na presença de aumento de linfonodos (ínguas), que persistam por mais de duas semanas, com crescimento progressivo, dor ou saída de secreção, é importante consultar um médico clínico geral. Algumas vezes será necessária a realização de uma biópsia para elucidar a doença que levou à linfonodomegalia.

Leia também: 

Linfonodo e linfoma são a mesma coisa?

O que é adenite e o que pode causá-las?

Calor na cabeça e no rosto, latejante, gostaria de saber o que é?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Calor na cabeça que afeta também o rosto é sintoma de alteração da circulação. Podemos citar algumas das causas possíveis, como a enxaqueca, pré-menopausa, hipertensão arterial (pressão alta) e até mesmo estresse e ou ansiedade.

Como você não referiu dor, pode ser que seja uma condição chamada rubor facial, que causa um calor exagerado na face e deixa o rosto vermelho, podendo também atingir a cabeça. Pessoas que têm esse distúrbio sentem o rosto ficar quente e vermelho. 

As causas do rubor facial estão relacionadas ao sistema nervoso, que provoca uma dilatação dos vasos sanguíneos deixando a face e a cabeça vermelha e quente.

Saiba mais em: Quais são as causas da vermelhidão no rosto?

Sentir calor na cabeça pode ser sintoma de menopausa?

Sim, os calores são um dos principais sintomas da pré-menopausa, ou seja, o período que antecede a última menstruação. As ondas de calor podem ser sentidas pelo corpo todo, inclusive na cabeça. Os sintomas da pré-menopausa em geral têm início aos 45 anos de idade, e a menopausa com mais ou menos 50 anos. 

Além dos calores, os sintomas da pré-menopausa incluem suor noturno, alterações no sono, menstruação irregular, secura vaginal, mudanças de humor, falta de interesse e até mesmo quadros de depressão.

Os sintomas da pré-menopausa, são decorrentes das alterações hormonais que caracterizam esse período e desaparecem cerca de 3 anos depois da última menstruação, ou seja, após a chegada da menopausa.

Calor na cabeça pode ser sintoma de enxaqueca?

Sim, calor na cabeça pode ser enxaqueca, embora o seu principal sintoma seja a dor de cabeça. As crises podem ocorrer todos os dias, semanalmente ou a cada 15 dias. Contudo, há casos em que as crises de enxaqueca ocorrem entre períodos de tempo maiores.

A dor da enxaqueca é pulsátil, forte e na maioria das vezes unilateral, podendo também se apresentar em ambos os lados. Em algumas pessoas, antes do início da dor, sentem algum "sinal" de que a dor vai começar, o mais comum são as alterações visuais, ao que chamamos de aura. Outros tipos de aura são os sintomas gástricos, como azia; suor frio e náuseas ou vômitos.

Veja também: O que é enxaqueca com aura e quais são os sintomas?

Além de calor e dor na cabeça, a enxaqueca também pode causar tontura, náuseas, vômitos, fraqueza e mal-estar geral, sobretudo se a dor de cabeça for muito forte.

A enxaqueca não tem uma causa específica. É provável que a doença esteja relacionada com fatores genéticos. Porém, existem condições que podem desencadear as crises, tais como estresse, ansiedade, jejum prolongado, calor excessivo, queijo amarelo, vinho tinto, período de menstruação, consumo de bebidas alcoólicas e café, entre outras.

Há ainda indivíduos que podem ter enxaqueca se dormirem pouco ou demais, enquanto outros podem ter crises se ficarem expostos à claridade, ao sol, às mudanças de temperatura, ao cigarro e à poluição.

Estresse pode causar calor na cabeça?

Sim, os sintomas do estresse são físicos e emocionais. Emocionalmente e psicologicamente, o estresse caracteriza-se por irritabilidade, ansiedade, alterações de humor, desinteresse, impaciência, alterações no sono, depressão, falta de memória, entre outros sinais e sintomas.

Já o corpo pode indicar que a pessoa está estressada através de cansaço, dores musculares decorrentes de tensão, formigamentos, aumento da frequência cardíaca e respiratória, aumento da pressão arterial, boca seca, alterações no apetite, coceira pelo corpo, náuseas, diarreia, azia, entre outras manifestações.

Leia também: Estresse e nervosismo podem causar manchas roxas no corpo?

Nesse caso, o calor na cabeça seria decorrente de uma consequência do estresse, como o aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos.

A adrenalina é o hormônio responsável por tais sintomas. Trata-se de uma reação natural do organismo ao estresse, que reage preparando o corpo para uma situação de "luta" ou "fuga", aumentando a produção de adrenalina.

Apesar de ser uma reação natural e boa, pois há situações que de fato a pessoa precisa agir, o estresse constante prejudica severamente a saúde e a qualidade de vida do indivíduo. 

Calor na cabeça pode ser sintoma de pressão alta?

Sim, trata-se de uma doença bastante comum e muitas vezes os pacientes não conseguem descrever ao certo os sintomas da hipertensão arterial, podendo referir calor na cabeça em alguns casos.

Os sintomas da pressão alta incluem dor no peito, cabeça ou nuca, tontura, zumbido, fraqueza, alterações visuais, sangramento nasal, entre outros sinais e sintomas.

Contudo, a hipertensão arterial normalmente só se manifesta quando a pressão está muito alta, embora a partir de 140/90 mmHg ("catorze por nove"), já seja considerado um caso de hipertensão arterial pelas diretrizes atuais das sociedades de cardiologia.

Também pode lhe interessar: Quais os sintomas da hipertensão arterial?

A pressão alta não tem uma causa definida na imensa maioria dos casos, que estão relacionados com fatores genéticos e estilo de vida. Apesar da causa da hipertensão arterial não ser totalmente conhecida, existem fatores de risco que contribuem para o aparecimento da doença. 

Os principais fatores de risco da hipertensão essencial incluem, afro descendência, história de pressão alta na família, excesso de sal na alimentação, obesidade, consumo de bebidas alcoólicas, envelhecimento, falta de atividade física, tabagismo e uso de pílula anticoncepcional.

Saiba mais sobre pressão alta em: Quais as causas da hipertensão arterial?

Para um diagnóstico preciso do seu problema, consulte um médico clínico geral ou médico de família. Se necessário, eles encaminharão você para um especialista para que prescreva o tratamento indicado.

Entendendo os exames para Toxoplasmose
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O IgG e o IgM são exames para a detecção de anticorpos contra várias doenças entre elas a Toxoplasmose.

A toxoplasmose adquirida durante a gestação pode levar a problemas no feto, porém quando adquirida fora da gestação é uma doença geralmente passageira, benigna e não costuma deixar sequelas.

IgM: é o anticorpo da infecção aguda, positiva nos primeiros dias ou semanas após iniciada a infecção e costuma ficar elevado por alguns meses;

IgG: é o anticorpo que surge para imunizar a pessoa (proteger de futuras infecções da toxoplasmose), costuma dar positivo nas primeiras semanas após a infecção e assim pode permanecer por toda a vida.

IgM negativo e IgG negativo: nunca entrou em contato;

IgM positivo e IgG negativo: está com a infecção, está doente de toxoplasmose;

IgM positivo e IgG positivo: Infecção recente (semanas ou meses já podem ter se passado desde a doença);

IgM negativo e IgG positivo: infecção antiga (meses ou anos já podem ter se passado desde a doença).

O que é hérnia hiatal e quais os sintomas?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Hérnia hiatal (hérnia de hiato) é a protusão de parte do estômago da cavidade abdominal para o tórax, através do orifício pelo qual o esôfago atravessa o diafragma para penetrar na cavidade abdominal.

É a principal causa de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Geralmente ocorre por deslizamento do estômago para cima, pelo orifício no diafragma (95% dos casos).

Sintomas:

Muitos casos são assintomáticos, mas alguns pacientes podem apresentar:

  • Refluxo dos ácidos estomacais e conteúdo alimentar até a boca (refluxo gastroesofágico) que podem alcançar a garganta, com gosto ácido e azedo. Regurgitações frequentes podem levar a lesões erosivas dos dentes (desgaste do esmalte dentário pela diminuição do pH bucal). Em raros casos, pode provocar tosse ou náuseas/vômitos;
  • Pirose ou azia (é a sensação de queimação ou calor no peito, que normalmente irradia da parte superior do abdômen até a garganta). Costuma ocorrer depois da alimentação, quando o estômago cheio favorece o refluxo gastroesofágico. Costuma ser o sintoma mais comum nesta doença. Quando crônica, pode causar úlceras e esofagite, uma inflamação na parede do esôfago;
  • Sensação de "peso" abdominal, digestão lenta e inchaço ("empachamento") do estômago;
  • Tosse, rouquidão e asma (o refluxo de material ácido para a parte inferior da garganta pode levar em alguns casos a tosse crônica e alterações na voz). O refluxo gastroesofágico é uma das três principais causas de tosse (rinite alérgica e asma são as outras duas). Em pessoas susceptíveis, o refluxo pode desencadear crises de asma;
  • Eructações frequentes (arrotos);
  • Dor no peito (alguns pacientes apresentam dor torácica que pode lembrar a dor de um infarto, mas esta dor não tem relação com esforço e melhora com analgésicos específicos);
  • Dor de garganta (dores de garganta crônicas, sem causa aparente e sem outros sinais de infecção, como febre, podem ser sinal de doença do refluxo gastroesofágico);
  • Salivação excessiva;

incidência da hérnia hiatal é maior em obesos, idosos e multíparas (mulheres que tiveram muitos partos).

Algumas complicações da doença são:

  • Ulcerações: a esofagite grave pode levar a úlceras e erosões na parede do esôfago, causando grande desconforto;
  • Estenose do esôfago: a inflamação do esôfago pode ser tão intensa que o edema (inchaço) formado no local pode dificultar a passagem de alimentos. O paciente queixa-se de sensação de "bolo na garganta" e impactação dos alimentos ingeridos;
  • Dismotricidade esofágica: o esôfago é um órgão muscular, que através de contrações sequenciais empurra o alimento ingerido em direção ao estômago. Com a inflamação crônica causada pelo ácido estomacal e lesão de nervos e fibras musculares esofágicas, este órgão começa a apresentar dificuldades na sincronização dos movimentos, dificultando o transporte de alimentos da boca ao estômago, colaborando também para os sintomas de impactação e "bolo na garganta";
  • Esôfago de Barrett: a agressão crônica às células do esôfago pelo ácido estomacal faz com que elas sofram transformações e passem a ter características de células intestinais. A essa alteração estrutural do tecido esofagiano damos o nome de esôfago de Barrett. Essa células alteradas apresentam maior risco de transformação em câncer, (adenocarcinoma do esôfago). Portanto, um refluxo contínuo, levando à esofagite, é um fator de risco para câncer do esôfago.

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Na maioria das vezes o diagnóstico da hérnia hiatal, refluxo e a esofagite são diagnosticados pela endoscopia digestiva alta. É importante salientar que até 25% dos pacientes com refluxo podem tê-lo na forma leve, não apresentando alterações à endoscopia digestiva. Uma endoscopia normal não descarta o diagnóstico de DRGE.

O tratamento pode ser feito com simples mudanças nos hábitos de vida (vide abaixo) ou medicamentoso, na maioria dos casos. Casos mais graves podem recorrer ao tratamento cirúrgico.

Recomendações (para pacientes com o diagnóstico de hérnia hiatal ou DRGE por outra causa):

  • Evitar alimentos gordurosos, ricos em proteínas, muito condimentados e frituras, além de doces e pão branco;
  • Fazer uma dieta rica em frutas, verduras, vegetais e fibras;
  • Fazer exercícios físicos (pelo menos 40 minutos, 5 vezes por semana);
  • Evitar situações estressantes ou fadigantes;
  • Perder peso, procurando manter o índice de massa corporal (peso em quilos dividido pela altura em metros ao quadrado) igual ou menor que 25;
  • Dormir com travesseiro alto ou leve elevação da cabeceira da cama (30º);
  • Procurar não beber álcool, café ou bebidas gaseificadas;
  • Não fumar;
  • Evitar comer em excesso próximo da hora de dormir (e fazer a última refeição pelo menos duas horas antes de deitar);
  • Não usar roupas nem acessórios apertados;
  • Evitar ingerir muito líquido durante as refeições;
  • Fazer refeições menores, mais leves e mais próximas umas das outras;

Em caso de suspeita de hérnia de hiato, um médico (preferencialmente um gastroenterologista) deverá ser consultado para avaliação, diagnóstico e tratamento correto.

Leia também:

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Quais são os tipos de hérnia?