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Alergias

Sinusite tem cura?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

A cura depende do tipo e da causa da sinusite. A sinusite é a inflamação dos seios da face, que são cavidades existentes nos ossos do rosto, e o tratamento consiste na limpeza dessas cavidades, no tratamento da inflamação e na eliminação do fator causador.

As sinusites agudas são aquelas que duram menos do que um mês. Nesse caso, quase sempre há um fator causador como uma infecção ou um trauma. Ao tratar a causa, provavelmente a sinusite irá melhorar. Esse tratamento quase sempre inclui um antibiótico e um anti-inflamatório.

Nos casos das sinusites crônicas, que duram mais do que três meses, provavelmente as causas são de tratamento mais difícil, com uso de antialérgicos, anti-inflamatórios e até mesmo cirurgias. Nesses casos, nem sempre a cura total será atingida, e o tratamento pode apenas ser para aliviar os sintomas.

Leia também: Sinusite crônica tem cura? Qual é o tratamento?

Há ainda os casos de sinusite recorrente, em que os sintomas melhoram após o tratamento adequado, mas retornam após algumas semanas ou meses, a partir da exposição a algum fator desencadeante, como uma nova infecção ou nova crise alérgica.

Em todos os casos, o tratamento precisa ser indicado e acompanhado por um médico, que pode ser um clínico geral, pediatra ou otorrinolaringologista.

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O que pode causar alergia na pele?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A alergia na pele pode ser causada por infecções, alimentos, estresse, medicamentos, contato com produtos de limpeza, bijuterias, cosméticos ou outros materiais ou substâncias irritantes.

A urticária e a dermatite de contato são os tipos mais comuns de alergia na pele. A urticária caracteriza-se pela erupção de lesões vermelhas salientes na pele que causam coceira intensa.

A dermatite ou eczema de contato manifesta-se por erupções que coçam, deixam a pele vermelha e causam bolhas, inchaço, descamação e sensação de queimação.

A urticária pode ter diversas causas: medicamentos, insetos, alimentos, frio, sol, calor, pressão sobre a pele, hepatite A ou B, citomegalovírus, H. pylori, fungos, parasitas, além de doenças como tumores e sarcoidose.

Veja também: Como saber se tenho alergia ao sol? Quais são os sintomas?

O eczema de contato é causado pela ação direta de algumas substâncias sobre a pele, que atuam como agentes irritantes. As principais causas desse tipo de alergia na pele são o uso de cosméticos (esmalte, batom, lápis de olho, tinta para cabelo, xampus, sabonetes, perfumes, condicionadores), cremes, pomadas, loções, bijuterias, produtos de limpeza, entre outros.

Vale lembrar que, no caso da dermatite de contato, a alergia na pele surge depois de algum tempo de uso do produto e não logo na primeira vez em que ele é usado.

Em caso de alergia na pele, consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou dermatologista para uma avaliação detalhada, diagnóstico da causa da alergia e receber o tratamento adequado.

Saiba mais em:

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Qual exame de sangue para detectar alergia?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Atualmente, até existem alguns exames de sangue para o diagnóstico de reações alérgicas induzidas por fármacos, contudo, raramente são utilizados na prática clínica.

Alguns testes ainda não estão disponíveis nos laboratórios, como o teste de IgE  específica ao medicamento, e outros são usados apenas em situações muito específicas, como as concentrações de triptase e histamina no soro, que estão indicadas em algumas situações de anafilaxia. Outros exames existentes estão em fase de estudo e não são ainda usados pelos médicos.

Usualmente, o diagnóstico de alergia a fármacos é feito mais comumente através da história clínica, de testes cutâneos e pelo teste de provocação oral.

Em relação a história do paciente, o médico geralmente avalia a relação entre a tomada do medicamento e o aparecimento dos sintomas, se já teve ou não sintomas semelhantes no passado, e também se tem outras alergias ou doenças.

Leia também: Como identificar uma alergia a medicamentos?

Após uma avaliação detalhada da história podem ser realizados alguns exames em centros especializados. Entre eles, o exame inicial costuma ser  o teste cutâneo, onde a testagem para alguns fármacos como antibióticos beta-lactâmicos, relaxantes neuro-musculares e heparinas, pode ser realizada de forma rápida e simples.

Outro exame que pode ser realizado é a provocação oral, que consiste na tomada de pequenas doses do medicamento, de forma progressiva, sob rigorosa observação e em ambiente de segurança, até se chegar a dose normalmente prescrita do fármaco ou até o aparecimento de sintomas, quando o teste é interrompido. 

O teste de provocação é o exame considerado padrão-ouro, pois através dele pode-se de fato confirmar ou descartar a alergia a determinado fármaco. Ele pode ser utilizado com os seguintes medicamentos: anti-inflamatórios, anestésicos locais, antibióticos beta-lactâmicos ou não beta-lactâmicos.

Esse tipo de teste não pode ser realizado naquelas pessoas que já apresentaram reações cutâneas ou sistêmicas muito graves como Síndrome de Stevens-Johnson, DRESS, entre outras.

Veja também: O que fazer em caso de reação alérgica

Caso apresente alergia a algum medicamentos compareça a uma consulta para uma avaliação inicial com o seu médico de família ou clínico geral. Para uma investigação mais especializada pode ser realizado um encaminhamento ao médico alergologista, especialista em alergias.

Urticária é contagiosa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não, urticária não é contagiosa nem é transmitida de uma pessoa para outra. A urticária é uma reação semelhante a uma alergia, que caracteriza-se por lesões vermelhas e inchadas que aparecem na pele repentinamente e provocam coceira intensa.

Quais são os sintomas da urticária?

Além de coçar muito, a urticária também pode provocar um inchaço das camadas mais profundas da pele, deixando boca, pálpebras, língua, garganta, órgãos sexuais, mãos e pés inchados.

Urticária

Casos mais graves podem vir acompanhados de falta de ar, dor no abdômen ou dor para engolir. Essa forma mais grave de urticária pode levar à morte e precisa receber tratamento urgente.

A urticária pode aparecer em qualquer parte da pele e os tamanhos das lesões podem ser variados. Em alguns casos, as manchas se juntam, dando origem a placas avermelhadas maiores.

Normalmente, o tempo de duração dos sintomas é de menos de 24 horas. Porém, quando as placas desaparecem, podem aparecer outras novas. As crises de urticária podem durar até 6 semanas. 

Quais as causas da urticária?

A urticária surge devido a uma reação que libera substâncias que causam coceira e inchaço na pele. Tal reação pode ser desencadeada por diversos fatores, sendo as causas mais comuns:

⇒ Medicamentos antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios, além de vitaminas; ⇒ Corantes, conservantes e aditivos presentes em alimentos; ⇒ Infecções causadas por bactérias, vírus e parasitas; ⇒ Calor, frio, sol, fricção, vibração e outros estímulos físicos; ⇒ Picada de insetos; ⇒ Inflamação na tireoide; ⇒ Lúpus eritematoso; ⇒ Linfomas e tumores malignos.

Muitas vezes a urticária também aparece sem uma razão aparente. Porém, independentemente da causa, a urticária nunca é contagiosa ou transmissível.

Saiba mais em: Urticária: saiba o que é, conheça as causas e diferentes tipos

Qual é o tratamento para urticária?

O tratamento é feito com o afastamento dos fatores desencadeantes da urticária, além de medicamentos antialérgicos, corticoesteroides e imunossupressores.

Os casos mais leves e moderados de urticária são tratados com medicamentos anti-histamínicos (anti-alérgico). Essa medicação alivia os sintomas, principalmente a coceira.

Outros medicamentos que podem ser indicados no tratamento da urticária incluem a cortisona, mas por pouco tempo, além de outros medicamentos para combater a inflamação.

O/a médico/a dermatologista, clínico/a geral ou médico/a de família podem detectar a urticária e indicar o melhor tratamento para o seu caso.

Quais são os sintomas de alergia alimentar?

Os sintomas da alergia alimentar se manifestam sobretudo na pele, no aparelho gastrointestinal e no sistema respiratório. Na pele, causa urticária (lesões vermelhas elevadas que coçam muito), coceira, inchaço e inflamação cutânea; no aparelho gastrointestinal provoca diarreia, dores abdominais e vômitos; os sintomas respiratórios incluem chiado no peito, tosse e rouquidão.

Casos mais graves de alergia alimentar podem causar uma reação alérgica grave, conhecida como reação anafilática. Os sintomas são mais intensos, podendo acometer vários órgãos aos mesmo tempo e levar à morte.

As manifestações podem incluir coceira generalizada, tosse, dificuldade para respirar, rouquidão, inchaço nos lábios ou na garganta, cólicas, diarreia, vômitos, desmaio, tontura, confusão mental, arritmias cardíacas e queda da pressão arterial.

Não existes remédios capazes de curar a alergia alimentar ou prevenir novas reações. O tratamento é feito com medicamentos específicos para aliviar os sintomas durante uma crise. Além disso, é fundamental evitar o contato com o alimento que desencadeia a reação.

Veja também: Como saber se meu filho tem alergia à proteína do leite?

Quem tem alergia alimentar grave deve andar com braceletes ou cartões que identifiquem o alimento desencadeante para agilizar os cuidados médicos em caso de ingestão acidental do mesmo. 

Também recomenda-se que indivíduos com história de reações alérgicas graves andem sempre com medicamentos específicos para usar numa crise, como adrenalina, por exemplo.

Veja aqui o que fazer em caso de reação alérgica.

Em caso de manifestação de sinais e sintomas de alergia alimentar, procure um médico alergologista.

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Os sintomas de alergia se manifestam principalmente na pele, no aparelho gastrointestinal e sistema respiratório, podendo causar inchaço nos lábios e na garganta, dermatite (inflamação cutânea), urticária (lesões vermelhas elevadas que coçam muito), chiado no peito, tosse, rouquidão, nariz escorrendo, dor abdominal, vômitos e diarreia.

As alergias a medicamentos, picadas de insetos, alimentos ou qualquer outra substância podem provocar reações alérgicas graves e evoluir rapidamente, provocando dificuldade para respirar, tontura, desmaio, confusão mental, aumento dos batimentos cardíacos acelerados, entre outros sintomas.

A alergia normalmente ocorre devido a uma resposta exagerada do sistema imunológico a alguma substância, que pode ser um medicamento, alimento, veneno de algum tipo de inseto, entre outras.

O organismo de uma pessoa alérgica produz anticorpos contra uma determinada substância, gerando uma resposta alérgica sempre que o indivíduo entra em contato com a tal substância. Em alguns casos, a alergia tem origem em fatores genéticos, enquanto que em outros a causa é desconhecida.

As reações alérgicas leves normalmente desaparecem espontaneamente ou reagem aos medicamentos anti-histamínicos, mais conhecidos como "antialérgicos". 

Essas medicações tendem a ser mais eficazes quando a alergia causa coceira na pele, no nariz ou nos olhos, espirros e coriza. Em casos de resposta alérgica grave, o tratamento inclui ainda adrenalina e corticoides.

Veja também: O que fazer em caso de reação alérgica?

Para mais informações, consulte um médico alergista ou alergologista.

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Os sintomas da alergia ao calor em bebês manifestam-se através de pequenas bolinhas parecidas com bolhas, que aparecem sobretudo no tronco, pescoço, axilas e dobras da pele, causando coceira e queimação.

Contudo, os sinais e sintomas da alergia ao calor podem variar conforme o tipo de alergia. Há casos em que podem ocorrer lesões mais profundas e avermelhadas nas axilas, virilhas e regiões em que há maior atrito da pele, gerando coceira.

O tratamento da alergia ao calor em bebês inclui cuidados para refrescar a pele e evitar o suor excessivo, de maneira a aliviar o desconforto e melhorar as lesões.

Para isso, recomenda-se manter a casa fresca e bem ventilada, colocar roupas leves no bebê, aplicar um pano molhado sobre as regiões afetadas, usar água morna ou à temperatura ambiente para dar banho ao bebê, deixar a pele do bebê secar naturalmente após o banho, passar cremes no bebê apenas com orientação do médico pediatra e não usar amaciante para lavar as roupas do bebê.

Em casos de infecções decorrentes da alergia, o tratamento pode incluir medicamentos corticoides e antibióticos.

É importante lembrar que não existe propriamente alergia ao calor. O que acontece é que o tempo quente favorece a obstrução das glândulas que produzem suor, dando origem a reações inflamatórias na pele.

O que as pessoas geralmente chamam de "alergia ao calor" na realidade é uma inflamação da pele chamada miliária, popularmente conhecida como brotoeja. Suas principais causas são o excesso de roupa, ambientes quentes e úmidos e febre alta.

Se o seu bebê apresentar algum desses sintomas, consulte o médico pediatra.

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Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas da alergia à proteína do leite de vaca podem aparecer logo após a ingestão do leite ou alguns dias após a ingesta de leite ou derivados. Os sintomas podem manifestar-se na pele, causando dermatite (inflamação cutânea) e urticária (lesões vermelhas elevadas que coçam muito). Pode ainda haver sintomas respiratórios e gastrointestinais associados, como chiado no peito, nariz escorrendo, vômitos e diarreia.

A alergia à proteína do leite também pode se manifestar depois de horas ou dias da pessoa ter bebido leite. Nesses casos, os principais sintomas são o vômito e a diarreia, podendo haver ainda presença de sangue nas fezes. As reações na pele e no aparelho respiratório podem ou não estar presentes. Além disso, é possível que a criança apresente baixo ganho de peso.

As reações alérgicas que se manifestam rapidamente são desencadeadas por anticorpos (IgE), são geralmente mais facilmente diagnosticadas seja através de testes na pele ou análise de anticorpos no sangue. Um método bastante eficaz de diagnóstico é o teste de provocação oral, no qual a criança ingere pequenas quantidade de leite e observa se há manifestação de sintomas.

Já as alergias que demoram para se manifestar são mais difíceis de serem detectadas, pois não são mediadas por anticorpos e podem dar resultados negativos nos testes de pele e sangue.

A grande maioria das pessoas com alergia à proteína do leite de vaca consegue tolerar poucas quantidades de leite após excluir da alimentação o leite e os laticínios que causam alergia durante cerca de 3 anos. Algumas crianças e adultos podem até mesmo deixar de serem alérgicos ao leite depois de evitar o alimento durante esse período.

É importante lembrar que alergia à proteína do leite e intolerância à lactose não são a mesma coisa. Pessoas intolerantes à lactose têm dificuldade em digerir a lactose, que é o açúcar do leite. Os sintomas mais comuns nesses casos incluem dor abdominal, diarreia, gazes, flatulência, inchaço abdominal e vômitos.

Saiba mais em: Quais são os sintomas de intolerância à lactose?

Se o seu filho apresentar algum dos sintomas mencionados no artigo após ingerir leite, consulte o médico pediatra ou o médico de família da criança.

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