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Dor no peito e bola na garganta. Que médico procurar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor no peito e sensação de "bola na garganta" podem ter muitas causas, que vão desde ansiedade a doenças como gastrite, esofagite, refluxo gastroesofágico e até mesmo câncer, no caso da dor no peito.

Uma causa muito comum de "bolo na garganta" é a doença do refluxo gastroesofágico. Já a dor no peito pode estar relacionada com:

  • Gases;
  • Ansiedade;
  • Infarto;
  • Gastrite;
  • Esofagite;
  • Doenças respiratórias, como pneumonia, câncer no pulmão, embolia pulmonar;
  • Úlceras.

Se você já fez exames e não foi constatado nada, pode ser que esses sintomas estejam relacionados com problemas emocionais, como ansiedade, depressão, síndrome do pânico ou outros.

O reumatologista não é o especialista mais indicado nesse caso. O melhor seria consultar um clínico geral ou médico de família para que seja definido um diagnóstico para a sua dor no peito e essa sensação de bolo na garganta. Se achar necessário, o médico poderá lhe encaminhar para um outro especialista.

Leia também:

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Dor nas unhas: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Dor nas unhas pode ser sinal de diversos problemas que afetam as unhas dos pés ou das mãos. Sendo que as lesões provocadas por traumas ou compressões estão entre as principais causas de unhas doloridas, essas lesões muitas vezes decorrem do uso de calçados apertados e erros na hora de cortar as unhas.

Conheça alguns problemas comuns que podem causar dor nas unhas, os seus tratamentos e saiba o que fazer em cada situação. 

Uso de calçados apertados

Sapatos, botas e outros calçados muito apertados ou pontiagudos modificam a posição normal dos dedos e, quando usados demasiadamente, provocam lesões nas unhas, o que leva a muita dor.

O que fazer 

Usar calçados largos, maiores e mais abertos para não apertar os dedos.

Corte incorreto das unhas dos pés

Deixar as bordas das unhas dos dedos dos pés muito arredondadas pode provocar o encravamento do canto da unha. Uma unha encravada pode inflamar e resultar numa infecção extremamente dolorosa.

O que fazer

Cortar as unhas dos pés mantendo os cantos retos e visíveis.

Unha encravada

Trata-se da penetração de uma das pontas da unha na pele ao seu redor. As principais causas de unha encravada são o corte incorreto e o uso de calçados apertados ou pontiagudos.

O que fazer

O tratamento dos casos mais leves de unha encravada pode ser feito através de cuidados locais, higiene adequada, colocação de algodão entre a unha e a borda encravada, uso de órteses acrílicas e uso de medicamentos tópicos quando necessários.

Casos mais graves podem necessitar da realização de um procedimento cirúrgico para retirar a parte da unha que está encravada, a sua borda e o tecido inflamado. Tais procedimentos devem ser realizados por médicos ou profissionais habilitados como podólogos.

Unha em telha

Caracteriza-se pelo aumento da curvatura da unha, deixando-a parecida com uma telha.

O que fazer

O tratamento pode ser feito com lâminas flexíveis que pressionam a unha e diminuem a curvatura, ou através de cirurgia.

Unha em pinça

Apresenta uma hipercurvatura que provoca pinçamento dos tecidos moles nas extremidades da unha.

O que fazer

Colocar lâminas flexíveis ou realizar uma cirurgia, como na unha em telha.

Hematoma sub-ungueal

É provocado por algum trauma na região da unha, como uma pancada ou queda de objeto, que provoca dor intensa.

O que fazer

Aplicar gelo no local durante 20 minutos para aliviar a dor e diminuir o inchaço. Casos leves não precisam de outros tratamentos.

Verrugas

Tratam-se de tumores benignos causados pelo vírus HPV. As verrugas podem crescer em qualquer tecido mole ao redor da unha.

O que fazer

O tratamento das verrugas pode incluir aplicação local de ácidos tópicos ou outras técnicas como crioterapia ou imunoterapia.

Leia também: O que são Hifas nas unhas?; Unhas escuras, o que pode ser?

Caso esteja com dores nas unhas procure um médico de família ou dermatologista para uma melhor avaliação.

Saiba mais em: Unhas amareladas podem ser sinal de doença?

Dores no abdômen, febre, vômito e enjoos, o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Dores no abdômen, febre, vômito e enjoos podem ser sintomas de dengue, intoxicação alimentar (virose), apendicite, entre outras doenças. O melhor a fazer nesses casos é não se automedicar e procurar atendimento médico o mais rápido possível.

No caso da dengue, a pessoa pode apresentar os seguintes sintomas:

  • Febre alta, em torno de 40ºC;
  • Dores musculares;
  • Dor nas articulações;
  • Dor abdominal;
  • Dor de cabeça e nos olhos;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Indisposição;
  • Manchas vermelhas no corpo.

Leia também: Sintomas que qualificam os casos como suspeitos de Dengue

Já a intoxicação alimentar é um tipo de virose do aparelho digestivo, que pode ser causada por vírus (enterovírus) ou bactérias, como a Escherichia coli. São mais comuns no verão e podem causar sintomas como:

  • Diarreia;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Febre;
  • Mal estar;
  • Cólicas intestinais.

Leia mais sobre o assunto em: Quais os sintomas de uma virose?

As dores no abdômen, a febre, o vômito e os enjoos também podem ser sinais de apendicite e, neste caso, o paciente deve ser submetido a uma cirurgia de emergência o mais rápido possível.

Se o apêndice (porção do intestino que está inflamada) "romper", pode haver extravasamento de fezes para a cavidade abdominal evoluindo com sepse, conhecida por infecção generalizada que pode levar à morte.

Os sintomas típicos da apendicite são:

  • Dor abdominal, por vezes localizada no lado inferior direito (mas nem sempre);
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Febre;
  • Perda de apetite.

Porém, a apendicite também pode provocar outros sintomas, como:

  • Dor na "boca do estômago" ou ao redor do umbigo;
  • Gases;
  • Indigestão;
  • Diarreia ou prisão de ventre;
  • Mal estar geral;
  • A febre pode não estar presente no início dos sintomas, mas pode ocorrer com a evolução do problema.

Por isso, devemos ressaltar que nesse caso o mais adequado é procurar atendimento médico o mais rápido possível para identificar e tratar a causa desse problema.

Ontem senti dores fortes no lado esquerdo da barriga...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

A dor da apendicite normalmente é sentida do lado direito e não do lado esquerdo. Dor abdominal do lado esquerdo normalmente está associado com problemas intestinais e é o que parece pela sua descrição, porém se você tomou os medicamentos e a dor não passou o ideal é procurar o médico.

Anticoncepcional causa dor nos seios?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Alguns anticoncepcionais podem causar aumento da tensão mamária e da sensibilidade nas mamas. A dor é uma sensação pessoal e cada pessoa apresenta um limiar para iniciar a dor.

Dor propriamente dita não é um sintoma causado pelo anticoncepcional, mas como dito anteriormente, cada pessoa apresenta um limiar da dor e, sendo assim, uma sensibilidade aumentada nas mamas pode ser percebida como dor.

Se esta sensação está lhe causando incômodo, é importante consultar o/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para avaliar a possibilidade de mudança do anticoncepcional por uma outra medicação ou por um outro tipo de método.

O que é proctalgia fugaz?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Proctalgia fugaz é uma doença funcional do reto ou ânus cujo principal sintoma é uma dor anal que pode ser muito intensa, semelhante a uma cãibra, também descrita por alguns como "facada". Proctalgia significa literalmente "dor no ânus" e fugaz indica que a dor é breve, durando geralmente alguns minutos.

A dor pode surgir a qualquer hora do dia, subitamente, entretanto é mais frequente à noite, acordando muitas vezes o paciente durante a madrugada. Causada por espasmos violentos, pelos músculos elevadores do ânus.

Ainda não está definida a causa da proctalgia fugaz, porém uma das hipóteses descritas é a alteração vascular. Mas sabemos que se trata de uma condição benigna, que afeta mais as mulheres e de frequência variada. Existem casos de um episódio por mês, um por semana, até um episódio ao ano.

O diagnóstico é feito através do exame clínico, proctológico, excluindo outras causas com sinais e sintomas semelhantes, por vezes com exames de imagem complementares, e então estabelecer o diagnóstico. Ao exame, o ânus não apresenta qualquer alteração.

Alguns pacientes sentem uma vontade urgente de evacuar após os espasmos, embora a doença não tenha relação com as evacuações.

É importante lembrar que algumas doenças graves podem causar os mesmos sintomas da proctalgia fugaz, entre elas câncer de intestino e tumores da coluna. Por isso, em caso de dor anal, consulte sempre um médico proctologista para receber um diagnóstico definitivo.

Saiba mais em:

Proctalgia fugaz tem cura? Qual o tratamento?

Dor no ânus: o que pode ser?

Referência

SBCP. Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

Dor na hora da ejaculação é normal? O que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sentir dor na hora da ejaculação não é normal. A ejaculação dolorosa pode ser um sintoma de inflamação ou infecção na próstata (prostatite), na vesícula seminal ou na uretra, câncer de próstata ou ainda ser devido ao uso de medicamentos antidepressivos.

A dor, que surge no momento ou logo depois da ejaculação, parece ser causada por espasmos musculares no períneo (região entre o ânus e o pênis) e nos canais por onde passa o esperma.

Nos casos de prostatite aguda, o paciente pode sentir dor no canal, nos testículos, no períneo, na virilha ou na região da bexiga. É comum a dor surgir logo após a ejaculação e durar dias. A prostatite pode ser consequência de uma doença sexualmente transmissível.

O mais indicado é procurar o/a médico/a de família, clínico/a geral ou urologista para que a causa da ejaculação dolorosa seja devidamente diagnosticada e tratada.

Também pode lhe interessar: Dor no pênis. O que pode ser?

Ardência durante e após evacuar, o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O tratamento ou medidas indicadas para melhorar a ardência durante a evacuação, dependem da causa desse sintoma.

São muitas as possibilidades de ardência anal na evacuação e embora a maioria melhore com banhos de assento, pomadas locais e orientação alimentar, algumas situações precisam de tratamentos específicos.

O médico proctologista é o especialista nas doenças do reto e do ânus.

1. Diarreia

A diarreia pode ser causada principalmente por uma infecção intestinal, alimentação inadequada ou devido a um quadro de virose.

O que fazer:

  • Mudanças na dieta: Intensificar o consumo de líquidos, evitar alimentos gordurosos, condimentados ou apimentados; comer mais carboidratos como arroz integral, batata e massas; além de carnes magras, grelhada ou assada;
  • Na região do ânus, pode usar pomada cicatrizante de dexpantol, como o Bepantol®, para proteger a pele e acelerar a cicatrização;

  • Não é recomendado o banho de assento nos casos de infecção ou viroses, para evitar perpetuar a infecção.

Os alimentos com pimenta possuem uma substância chamada capsaicina, que causa irritabilidade e sensação de "queimação" na mucosa do trato intestinal.

Importante: Nos casos de febre alta, sangramento anal ou mais de 5 episódios de diarreia por dia, procure um serviço de urgência médica para avaliação. Pode ser preciso iniciar uma medicação.

2. Fissura anal

A fissura é uma ferida na parede do ânus, geralmente causada por excesso de contração do esfíncter anal. Comum em pessoas mais jovens, com história de constipação ou hemorroidas.

O que fazer:

  • Banho de assento em água morna durante cerca de 10 minutos, 2 ou 3 vezes ao dia ou se sentar sobre uma bolsa de água morna (o calor aumenta o fluxo sanguíneo e ajuda a cicatrizar a ferida);
  • Evitar esforço ao evacuar, pois, pode reabrir uma fissura que já está curada ou causar uma nova fissura;
  • Aplicação externa de trinitrato de glicerina para estimular a circulação sanguínea e relaxar o esfíncter anal;
  • Aplicação de creme com esteroides para diminuir o desconforto;
  • Injeção de Botox para paralisar temporariamente o esfíncter anal e melhorar os espasmos;
  • Cirurgia, quando o tratamento conservador não teve resultado.
3. Hemorroidas

As hemorroidas são dilatações vasculares naturais da parede do ânus, que com o aumento da pressão, como na gravidez, aumento de peso ou constipação crônica, causa sangramentos, dor e ardência durante a evacuação.

O que fazer:

  • Mudanças na alimentação, evitar bebidas alcoólicas, evitar alimentos condimentos e apimentados, incluir fibras e frutas na alimentação diariamente, e aumentar o consumo de água e sucos;

  • Evitar muito tempo sentado;

  • Fazer banhos de assento com água morna 2 vezes ao dia;

  • Evitar o uso de papel higiênico, prefira toalhas umedecidas;

  • Evitar fazer força para evacuar;

  • Aplicar cremes ou pomadas com ação analgésica local. Existem muitas formulações no mercado e cabe ao médico avaliar a opção mais indicada caso a caso;

  • Cirurgia, nos casos de hemorroida externa ou nos casos de dor e sangramentos com episódios repetidos de trombose.

4. Constipação crônica

A constipação crônica é uma causa comum de dor anal, com ardência durante a evacuação, devido a irritação na parede do reto, causada pela consistência endurecida das fezes.

O que fazer:

  • Modificação da alimentação, de preferência com um nutricionista ou nutrólogo. Este profissionais poderão planejar um tratamento específico para cada caso e evitar o retorno dos sintomas;
  • De modo geral, a dieta deve conter maior concentração de fibras, leguminosas e verduras. Ainda, aumentar o consumo de líquidos;
  • Praticar atividades físicas de maneira regular para aumentar o metabolismo e estimular a musculatura intestinal, o que auxilia na regulação do trânsito intestinal.
5. Candidíase

A infecção anal pelo fungo Candida albicans, pode ocorrer apesar de não ser frequente. Está associada a situações de baixa imunidade, como na gravidez, uso crônico de corticoides ou imunossupressores e diabetes. A infecção causa os sintomas de ardência e dor ao evacuar, além de coceira local e vermelhidão na região.

O que fazer:

  • Procurar um médico proctologista, porque será necessário a prescrição de antifúngico tópico e oral;
  • Manter a região seca e limpa;
  • Evitar uso de roupas apertadas e quentes;
  • Não praticar atividade sexual para evitar nova contaminação;
  • O parceiro também deve ser avaliado, pelo mesmo motivo, para evitar uma recidiva ou nova contaminação;
  • Pessoas diabéticas e gestantes não devem demorar a buscar atendimento, pelo maior risco de complicações nesses casos.
6. Parasitose (oxiuros)

As parasitoses, como as provocadas pelos oxiuros, parasitas que têm a característica de depositar seus ovos nas paredes do intestino, especialmente reto e ânus, leva a sintomas de ardência e coceira anal.

A doença é mais comum em crianças, mas pode acontecer em qualquer idade.

O que fazer:

  • Procurar um médico para prescrição da medicação contra o verme (vermífugo) e receber as orientações gerais necessárias. As medicações mais indicadas são o Pamoato de pirantel®, Albendazol® ou Mebendazol®.
7. Câncer de reto

O câncer de reto além da dor e ardência anal, principalmente durante e após a evacuação, causa com frequência um sangramento nas fezes. Outros sintomas são o emagrecimento, a fraqueza e as alterações de hábito intestinal. Entretanto, os primeiros sintomas podem ser apenas de ardência e sangramento.

Por isso, é fundamental que em qualquer caso de sangramento anal ou presença de sangue nas fezes, o médico seja procurado.

O que fazer: Procurar um médico proctologista para avaliação.

8. Abscesso anal

O abscesso anal consiste na formação organização de material purulento subcutâneo. É um quadro de dor intensa, "caroço" palpável, com sinais de inflamação, vermelhidão, calor local e ponto de pus em alguns casos.

O que fazer:

  • Procurar um atendimento de urgência médica, pois será preciso iniciar medicamento controlado - antibiótico, e dependendo do volume do abscesso, pode ser preciso drenagem cirúrgica.
9. Trauma

Um traumatismo no local, como queda sobre um objeto, acidentes em ciclista ou motociclistas, trauma por relação anal, entre outras, não são frequentes, mas podem ocorrer. Com isso, causa uma dor e ardência durante a evacuação.

O que fazer: Nesses casos é importante uma avaliação médica, para avaliar a dimensão dessa ferida ou lesão ocasionada e definir o melhor tratamento.

O médico proctologista é o mais indicado nesses casos.

Outras causas de ardência ou dor anal ao evacuar

Outras causas menos comuns são: Endometriose intestinal, condiloma por HPV (lesões verrucosas), doença de Crohn, retocolite ulcerativa, fístula anal, proctalgia fugaz e espasmos do músculo elevador do ânus.

Os problemas anais ou anorretais são simples e de fácil diagnóstico, na maioria das vezes. O que pode ser feito em consulta ambulatorial, com o médico especialista, o proctologista.

Entretanto, nos casos de sangramento, dor intensa, recomendamos procurar um serviço de emergência médica, para melhor avaliação.

Para saber mais sobre dor e ardência no ânus, você pode ler:

Sinto uma ardência anal, principalmente quando sento. O que pode ser?

Dor no ânus: o que pode ser?

Referência

SBCP. Sociedade Brasileira de Coloproctologia.