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Tomo hidroclorotiazida tem problema tomar bebida alcoólica?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O ideal é não ingerir bebidas alcoólicas, porém a escolha é sua. Uma pequena quantidade usada eventualmente não vai lhe causar nenhum mal, mesmo tomando este remédio.

Que cuidados mulher com pressão alta deve ter durante a gravidez?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os cuidados com a pressão alta na gravidez devem ser bem rigorosos devido à alta prevalência de complicações na nossa população, entretanto variam conforme o caso e os riscos que a hipertensão arterial pode trazer àquela gestação.

Podemos citar entre os principais tipos de tratamentos e medidas:

  • Reduzir o ritmo das atividades diárias;
  • Incluir mais horários de repouso no dia;
  • Controlar a alimentação, diminuindo a ingestão de sal e gorduras;
  • Praticar atividades físicas leves, de baixo impacto, como hidroginástica;
  • Afastar-se do trabalho, se for muito estressante;
  • Uso de medicamentos anti-hipertensivos, nos casos mais complicados;
  • Internação hospitalar para repouso e monitoramento da pressão arterial, nos casos refratários ou de difícil controle.

A hipertensão arterial na gravidez ocorre quando os níveis pressóricos apresentam valores iguais ou maiores a 140 x 90 mmHg ("14 por 9"), podendo ser classificada de 4 formas:

  • Pré-eclâmpsia (hipertensão específica da gravidez): Quando a pressão alta surge após 20 semanas de gestação e a grávida apresenta perda de proteínas pela urina;
  • Hipertensão crônica: Quando é identificada antes da gravidez ou antes da 20ª semana de gestação;
  • Pré-eclâmpsia com hipertensão crônica: A gestante já era hipertensa e começou a perder proteínas na urina depois da 20ª semana de gravidez;
  • Hipertensão gestacional: Quando a pressão alta se manifesta em qualquer período da gravidez, mas sem os agravantes da pré-eclâmpsia.
Quais são os riscos da hipertensão na gravidez?

A pressão alta durante a gravidez pode trazer sérias complicações para a gestação, interferindo no crescimento fetal, no funcionamento dos rins da mulher, acidente vascular cerebral, hemorragias, entre outros.

Se a hipertensão não for detectada e tratada corretamente, pode evoluir para eclâmpsia e provocar convulsão na gestante, podendo causar a morte da mãe e/ou do bebê.

A hipertensão arterial não controlada, está entre as três principais causas de morte nas gestantes no Brasil, com índices bem acima dos valores aceitáveis mundialmente, por isso precisamos reforçar a importância de um pré-natal ainda mais rigoroso para esses casos, com tratamento e orientações adequadas.

Portanto, grávidas hipertensas devem ser acompanhadas de perto pelo médico obstetra, sendo considerada uma gravidez de risco, cuidando da correta adesão das medicações e mudanças de hábito de vida, visando uma gravidez saudável.

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Posso tomar cerveja e remédios para pressão alta?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Depende. Alguns fatores devem ser avaliados para responder a essa pergunta de forma segura, principalmente a quantidade de cerveja e a frequência com que tomaria a bebida. Porém de forma geral, se for em pequena quantidade (1 latinha de cerveja) e eventualmente (não todos os dias) não existe uma contraindicação formal.

A hipertensão arterial é uma doença muito prevalente no mundo inteiro e uma das doenças crônicas mais comum na população brasileira. Doença essa que contribui fortemente para a principal causa de morte no país, as doenças cardiovasculares e cerebrovasculares. Portanto, é fundamental que qualquer alteração nos hábitos de vida do paciente hipertenso, seja conversado e de comum acordo com seu médico cardiologista.

A cerveja, ou outras bebidas alcoólicas, quando consumida de maneira rotineira e ou doses elevadas, reduz a eficácia de diversos medicamentos anti-hipertensivos, aumentando o risco para esse paciente. Primeiro por aumentar a diurese, com isso a medicação é eliminada na urina mais breve do que o planejado, depois devido a sobrecarga no fígado, órgão responsável por depurar as medicações e também agredido pela bebida alcoólica.

A bebida no caso de pacientes idosos pode reduzir a pressão pelo fato de aumentar a diurese, "ação diurética", com isso aumenta o risco de hipotensão e queda da própria altura, o que para um idoso é bastante perigoso. Sendo assim, a idade passa a ser mais um fator a ser avaliado quando pensar em associar a bebida com anti-hipertensivos.

A diabetes, colesterol aumentado e tabagismo são doenças que associadas ao consumo de bebida alcoólica, aumentam o risco de hipertensão e hiperglicemia, por isso não está recomendado, e ao contrário, deve ser evitado o consumo de bebidas alcoólicas nessas condições de saúde.

No entanto, mesmo sabendo que o consumo da cerveja não está contraindicado em absoluto, pelo uso regular de anti-hipertensivos, devido a todo o exposto, o médico cardiologista deverá ser consultado para avaliar com cautela caso a caso, definindo a segurança para o consumo mesmo que eventual, de cerveja.

O médico cardiologista é o responsável por avaliar os casos de hipertensão arterial, acompanhar a evolução e tratamento, além de esclarecer todas as dúvidas sobre esse assunto.

Qual o tratamento e prevenção para hipertensão arterial?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O tratamento da hipertensão arterial sistêmica essencial (primária) é geralmente feito sem o uso de medicamentos, inicialmente. Os pacientes, uma vez diagnosticados, devem se submeter a uma mudança no estilo de vida, que inclua:

  • Praticar atividades físicas todos os dias, ou pelo menos 40 minutos, cinco vezes na semana;
  • Manter o peso ideal para a altura, evitar a obesidade;
  • Adotar uma alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes;
  • Reduzir o consumo de álcool. Se possível, não beber;
  • Parar de fumar;
  • Sempre seguir as orientações do seu médico ou profissional da saúde;
  • Dormir oito horas todas as noites, verificar se a qualidade do seu sono é boa (se acorda cansado ou revigorado);
  • Evitar o estresse. Reservar tempo para a família, os amigos e o lazer. Garantir pelo menos uma hora por dia, todos os dias, para fazer algo que realmente gosta.

A diminuição da pressão com essas alterações geralmente é pequena. Dificilmente uma pessoa com níveis pressóricos muito altos (maiores do que 160/100 mmHg) atinge o controle sem a ajuda dos remédios. Todavia, nos casos mais iniciais e leves, pode ser obtido o controle eficaz da pressão arterial.

No entanto, a maioria dos pacientes não aceita alterações nos hábitos de vida. Simplesmente são incapazes de mudar tão profundamente seus maus hábitos, e acabam tendo que tomar medicamentos para controlar a pressão.

Obviamente, os pacientes que já chegam ao médico com pressão alta e sinais de lesão de algum órgão alvo (insuficiência renal ou cardíaca, retinopatias, polineuropatias) devem iniciar tratamento medicamentoso imediato (ALÉM das mudanças no estilo de vida, que devem ser seguidas em todos os casos), uma vez que o fato indica hipertensão de longa data. Também devem iniciar tratamento farmacológico imediato doentes mais graves ou com doenças crônicas como diabetes.

Medicamentos para hipertensão arterial (anti-hipertensivos):

Há muitos remédios diferentes para controlar a pressão arterial. Não importa muito a medicação utilizada para tratar a pressão alta, desde que seja eficaz em reduzir os níveis da pressão arterial para baixo de 140/90 mmHg.

Em casos de hipertensão arterial secundária, isto é, causada por outra doença (como feocromocitoma, insuficiência renal crônica, glomerulonefrites, rins policísticos, estenose da artéria renal, etc) o tratamento é dirigido à causa e pode inclusive curar definitivamente a hipertensão, dependendo do caso.

Em caso de suspeita de HAS, um médico (preferencialmente um cardiologista) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, se este é seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

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Fiz cirurgia para extrair dentes siso e minha pressão subiu?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode ter haver mais com a ansiedade e nervosismo de ter que fazer a cirurgia, principalmente nos dias anteriores e no dia da cirurgia, pressão alta persistente pode ser hipertensão mesmo, continue medindo nos próximos dias e caso continuar com os valores alterados deve procurar um médico para começara tratar.

Dores de cabeça: pressão na cabeça, dor de um lado, frequente, latejante, dor nos olhos, na testa... Como identificar e tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A identificação e o tratamento para cada dor de cabeça, começam pela avaliação das suas características, o tipo de dor, localização e sintomas associados.

1. Pressão na cabeça ou dor em aperto

A cefaleia tensional é uma dor de cabeça do tipo aperto ou pressão, geralmente causada por ansiedade, tensão muscular, cansaço físico ou mudanças de temperatura repentina. Outras causas possíveis são os problemas de coluna e pressão alta.

A dor é causada pela contração dos músculos e pode ser aliviada quando "apertam" as têmporas com a ponta dos dedos.

O tratamento é feito com repouso em ambiente calmo, medicamentos analgésicos, relaxante muscular, além de tratar a causa do problema. Nos casos de ansiedade, procurar tratamento com psicoterapia e atividade física prazerosa.

2. Dor só de um lado

A dor de um lado só, direito ou esquerdo, que sempre muda de localização sugere um quadro de ansiedade ou tensão muscular (chamada cefaleia tensional).

A tensão muscular costuma ocorrer em situações estresse, preocupações ou até por posturas inadequadas de trabalho, muito tempo na mesma posição e/ou treinos intensificados.

O tratamento é feito com relaxante muscular e fortalecimento da musculatura através da fisioterapia.

Contudo, a dor relacionada a tensão muscular, ansiedade e por vezes, por pressão alta, varia de localização e intensidade. Sendo assim, quando uma dor permanecer em um único lado, com início já na idade adulta e sem melhora com medicamentos, pode ser um sinal de gravidade, por isso está recomendado procurar um neurologista para melhor investigação.

3. Dor de cabeça frequente

A dor de cabeça frequente, todos os dias, sugere pressão alta, um quadro de cansaço físico e mental (estafa) ou problemas de visão.

Na pressão alta, a dor de cabeça costuma ser constante, em aperto ou pressão, em toda a cabeça, de embora habitualmente seja descrita na nuca. Pode ter início ainda pela manhã e vir associada a náuseas, vômitos e mal-estar.

O tratamento é feito com mudança de hábitos de vida, mantendo boa alimentação e atividade física regular, além de usar corretamente as medicações anti-hipertensivas.

O cansaço físico e mental, ou estafa, como é conhecido popularmente, é a sobrecarga do organismo, e tem como sintomas, dor de cabeça frequente, tipo aperto, localizada por toda a cabeça ou na região das têmporas, associada a sensação de desânimo, dores no corpo, falta de apetite e humor deprimido.

O tratamento é feito com repouso, alimentação balanceada, reposição de vitaminas quando preciso e beber bastante água. Pode ser preciso as atividades diárias ou de trabalho, se forem a causa do problema.

Problemas de visão como miopia, uso incorreto dos óculos ou trabalho por horas em ambientes luminosos como o uso de computadores, causam dores de cabeça com frequência. A dor é mais comum no final do dia, após o esforço excessivo, localizada na região "atrás dos olhos", testa ou nuca.

O tratamento se baseia no uso correto dos óculos e orientações de descansar a vista por 10 a 15 minutos, várias vezes durante o dia. Nos casos de maior intensidade, o uso de analgésicos comuns, aliviam mais rapidamente a dor, durante uma crise.

4. Dor de cabeça latejante ou pulsátil

A principal representante da dor tipo pulsátil e latejante é a enxaqueca.

Enxaqueca é uma dor de cabeça crônica, caracterizada por ser de um único lado, que varia a cada episódio de dor e que piora com a luz e com o barulho. Geralmente é associada a náuseas, vômitos e mal-estar.

O tratamento da crise pode ser feito com uma das 5 classes de medicamentos aprovados no Brasil: analgésicos comuns, anti-inflamatórios não esteroidais, ergotamínicos, antagonistas dopaminérgicos e triptanos. Além disso, o repouso em ambientes calmos e escuros ajudam no alívio da dor.

Nos casos de enxaqueca crônica (mais de 3 meses consecutivos de dor), é indicado tratamento preventivo, sendo as medicações de mais eficazes, o Topiramato® e a aplicação de toxina botulínica tipo A.

Outras opções que podem ser utilizadas, dependendo de casa caso, são os corticoides, antidepressivos e mais recentemente, os anticorpos monoclonais.

Saiba mais sobre esse tratamento no artigo: Qual é o tratamento da enxaqueca?

5. Dor nos olhos

A dor de forte intensidade, na região de um dos olhos, associada a lacrimejamento, vermelhidão, congestão nasal e coriza, sugere a cefaleia em salvas, ou cluster.

Um tipo de dor de cabeça mais comum nos homens jovens, sem causa definida, e que dura pouco tempo, com longos períodos de calmaria, no entanto, durante a crise, a dor é considerada uma das piores dores já sentidas na medicina.

O tratamento mais eficaz na crise, é o oxigênio nasal e para tratamento de manutenção, a Indometacina, com objetivo de diminuir a sua frequência.

A neurite óptica é outra causa de dor em um dos olhos, de início súbito, associado a dificuldade visual ou cegueira total desse olho. Uma causa comum é a esclerose múltipla. A crise deve ser tratada o quanto antes, com corticoterapia ou imunoglobulina, para evitar sequelas.

Nos casos de dengue, zika, sinusite, entre outros processos infecciosos ocorrem episódios de dores na região dos olhos, mais descritas como "atrás dos olhos", porém vem associada a febre, mal estar, manchas na pele e falta de apetite, auxiliando no correto diagnóstico. O tratamento depende de repouso, hidratação e alimentação saudável.

6. Dor na testa

A dor na testa é típica da sinusite. O processo inflamatório, com o acúmulo de líquido e edema em um dos seios da face. A dor de cabeça se localiza no meio da testa ou na maçã do rosto, uma dor do tipo em aperto, que piora quando abaixa a cabeça ou movimenta rápido.

Pode vir ou não acompanhada de febre. O diagnóstico é clínico, não é preciso a exposição ao Raio-X, a menos que haja alguma dúvida.

O tratamento deve ser feito com antibióticos e limpeza nasal constante.

7. Dor na nuca

A dor na nuca está popularmente associada ao aumento da pressão arterial, e realmente é uma das principais causas. Portanto, a pressão deve ser sempre aferida, mas o torcicolo, enxaqueca e ansiedade também podem causar dores na nuca.

O tratamento da pressão alta deve ser o uso correto da sua medicação anti-hipertensiva. Alem disso, é fundamental informar ao seu cardiologista sobre a dor, pois pode ser necessário um ajuste da dose da medicação.

Nos casos de contratura muscular, o uso de um relaxante muscular pode resolver rapidamente o problema. Um relaxante muscular bastante utilizado é a ciclobenzaprina.

Vale ressaltar que pessoas com miastenia gravis ou outras doenças que atingem o músculo, não podem usar esse tipo de medicação! As opções para esse caso, são o repouso, colar cervical, para evitar movimentar e contrair ainda mais, e os tratamentos alternativos como a yoga, meditação e a osteopatia.

8. Dor de cabeça e muito sono

Até que prove o contrário, e antes de tomar qualquer medicação, a mulher que apresente dores de cabeça associada a sono, deve descartar a possibilidade de uma gravidez.

Na gestação, devido à ação dos hormônios e a vasodilatação natural da mulher, é muito comum a presença de dores de cabeça. O uso de anti-inflamatórios na gravidez é contraindicado, devido ao risco de sangramento e aborto, por isso, não tome uma medicação se houver essa possibilidade.

A hipertensão também pode causar dores de cabeça e cansaço extremo, que pode ser confundido pelo paciente, por sono. Sendo importante pessoas hipertensas em qualquer situação de dor de cabeça, medir a sua pressão.

9. Dor de cabeça e febre alta

A dor de cabeça é esperada em uma situação de febre alta, no entanto, as infecções cerebrais como a meningite e a encefalite, tem um alto risco de mortalidade.

A meningite é uma doença grave, com alto risco de mortalidade, caracterizada pela infecção das meninges, película que recobre o cérebro. A encefalite é a infecção que atinge todo o cérebro. Os sintomas em ambos os casos são de dor de cabeça intensa, febre alta e rigidez de nuca. O pescoço fica tão rígido que a pessoa é incapaz de encostar o queixo no peito.

O tratamento é feito com antibioterapia venosa e isolamento, para não infectar outras pessoas, e deve ser iniciado assim que for suspeitada a doença para evitar sequelas.

Na suspeita de uma dessas doenças, procure imediatamente uma emergência médica.

10. Pior dor de cabeça da vida!

A dor de cabeça relacionada ao aneurisma cerebral costuma ser descrita como a pior dor de cabeça da vida, ou como uma "bomba explodindo dentro da cabeça".

O aneurisma cerebral é uma malformação no vaso sanguíneo do cérebro, que não causa nenhum sintoma até que se rompa, mesmo que parcialmente, permitindo que o sangue saia do vaso e atinja o cérebro, causando uma grande irritação química.

Os sintomas são de dor intensa na cabeça, de início súbito associado a vômitos e rigidez de nuca. Na suspeita de um aneurisma, procure imediatamente uma emergência. O tratamento definitivo é cirúrgico.

Quando procurar uma emergência?

Os sinais de alerta, que indicam a necessidade de procurar imediatamente um serviço de emergência, são:

  • Dor de cabeça com febre alta (mais de 39º),
  • Dor de cabeça de início após os 50 anos de idade,
  • Dor de cabeça associada a alteração de visão (visão dupla ou cegueira),
  • Dor de cabeça com rigidez de nuca (pescoço duro) e
  • Dor de cabeça associada a desorientação ou confusão mental.

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Referência:

Sociedade Brasileira de Cefaléia.

Pressão alta durante a gravidez é perigoso?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. A pressão alta durante a gravidez é perigoso para a gestante e para o feto.

Os riscos da pressão alta durante a gravidez podem ser:

  • Infarto;
  • Danos nos rins e fígado;
  • Sangramento;
  • Prematuridade;
  • Parto antecipado;
  • Baixo peso ao nascer;
  • Doença cardiovascular.

A pressão durante a gravidez pode ser expressa sob diversas formas:

  • Hipertensão arterial crônica: quando a mulher já tem pressão alta antes da gestação;
  • Hipertensão gestacional: desenvolvida durante a gestação;
  • Pré-eclâmpsia;
  • Eclâmpsia.

Todas elas podem ser identificadas com a realização adequada das consultas pré-natais.

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Com a identificação precoce da pressão alta, a mulher poderá fazer os tratamentos indicados e evitar danos para ela e para o feto.

O remédio Belisato de Anlodipino é para tratamento de pressão alta?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, o Besilato de Anlodipino é um fármaco da classe dos bloqueadores do canal de cálcio, comumente utilizado no tratamento da hipertensão arterial (pressão alta). Pode ser utilizado de maneira isolada ou associado a outra medicamento anti-hipertensivo, como a losartana.

Apresenta alta eficácia no controle da pressão alta, por isso está entre os medicamentos considerados de primeira linha, ou seja, medicamentos que costumam ser a primeira escolha do médico no início do tratamento pelo fato de serem mais eficazes, principalmente quando indicada no tratamento de hipertensão em grupos de idoso ou negros. 

Leia também: Pode tomar Losartana Potássica com Besilato de Anlodipino?

O Anlodipino também é comumente utilizada no tratamento da angina estável, que é um quadro de dor no peito de origem coronariana, principalmente, em conjunto com medicamentos da classe dos beta-bloqueadores. 

É importante lembrar que o Besilato de Anlodipino é um fármaco que o uso está recomendado apenas sobre prescrição médica. Portanto, caso precise de mais informações consulte o seu médico de família ou clínico geral.

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