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Quais são os sintomas da tuberculose pulmonar e como é o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas da tuberculose pulmonar incluem febre, tosse, transpiração noturna excessiva, mal-estar geral, emagrecimento e perda de apetite. Os sintomas iniciais da tuberculose são leves, de evolução lenta e inespecíficos, podendo ser confundidos com muitas outras doenças.

A febre geralmente é baixa, com tendência para surgir no final da tarde e início da noite. A perda de peso é progressiva, levando a um emagrecimento acentuado após alguns meses que causa grande debilidade física.

O mal-estar geral caracteriza-se como uma fraqueza e fadiga. No início da tuberculose pulmonar, esse mal-estar é sentido principalmente no final do dia e surge junto com a febre. Com a evolução da doença, a fraqueza e a fadiga podem estar presentes durante todo o dia.

Já a tosse pode ser leve e seca no início, tornando-se mais intensa e produtiva com presença de sangue no catarro. Dependendo do grau de evolução da tuberculose, a pessoa pode chegar a tossir sangue.

Qual é o tratamento para tuberculose pulmonar?

O tratamento da tuberculose pulmonar é feito com medicamentos antibióticos. Os remédios devem ser tomados todos os dias, por via oral, durante um tempo que é determinado pelo médico.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente os remédios usados para tratar a tuberculose pulmonar.

Os sintomas diminuem e o paciente melhora significativamente após o início do tratamento. Contudo, é fundamental continuar tomando a medicação até o fim do período estabelecido para evitar recaídas e resistência das bactérias aos antibióticos.

Tuberculose pulmonar é contagiosa?

A tuberculose pulmonar é altamente contagiosa. Por isso, o diagnóstico e tratamento devem ser estabelecidos o quanto antes. Com o início do tratamento, a quantidade de bactérias expelidas pelo paciente reduz bastante, pelo que o risco de transmitir a doença também diminui consideravelmente. 

Veja também: Tuberculose é contagiosa? Como se transmite?

Em caso de tosse com pelo menos 3 semanas de duração, associada aos sintomas descritos anteriormente, consulte um médico clínico geral ou médico de família para uma investigação adequada.

O tratamento da tuberculose pulmonar é da responsabilidade do/a médico/a de família, clínico/a geral, infectologista ou pneumologista.

Loratadina: para que serve, quem deve tomar e como tomar
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A Loratadina® é um anti-histamínico, indicado para o alívio dos sintomas de alergias, principalmente nos casos de alergia de pele e respiratória, como a rinite alérgica e congestão nasal.

A medicação pode ser comprada sem receita, porém algumas apresentações vêm associadas a outra substância, como, por exemplo, a pseudoefedrina no Claritin D®, a qual possui contraindicações absolutas.

Por isso antes de tomar um antialérgico, converse com o seu médico, informe os seus sintomas e todas as medicações que faz uso, para evitar uma interação medicamentosa e efeitos colaterais indesejados.

A loratadina® não possui corticoide e não tem como efeito colateral, o aumento de peso.

Para que serve?

A medicação é indicada para reações alérgicas, reduzindo os seguintes sintomas:

  • Coceira no nariz,
  • Tosse seca,
  • Espirros,
  • Coriza, congestão nasal,
  • Lacrimejamento e
  • Alergias de pele em geral.
Como tomar Loratadina®?

O medicamento pode ser encontrado em comprimidos e na forma de xarope, sempre uma vez ao dia, nas doses prescritas pelo médico.

A dosagem varia de acordo com a idade, peso e condições de saúde de cada pessoa.

Loratadina provoca sono?

Na maioria das vezes não provoca sono, porque a sua composição praticamente não age no sistema nervoso central. No entanto, devido à ação anti-histamínica, algumas pessoas podem referir uma discreta sonolência.

A idade, quantidade de medicamentos que faz uso e hábitos de vida, interferem nessa resposta.

Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns são de boca seca, náuseas, vômitos, cansaço, sensação de agitação e dor de estômago.

Contraindicações
  • Pessoas alérgicas aos componentes da fórmula de Loratadina®;
  • Pessoas com asma ou bronquite;
  • Pessoas com problemas nos rins ou fígado;
  • Crianças menores de 12 anos;
  • Mulheres grávidas ou amamentando.

Não utilize qualquer medicamento sem orientação médica.

No caso de palpitação, dor de cabeça intensa e desorientação, pare a medicação e procure imediatamente uma emergência!

Leia também: O que fazer em caso de reação alérgica?

O que é derrame pleural e quais os sintomas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Derrame pleural é o acúmulo anormal de líquidos na pleura, uma membrana que envolve os pulmões. O derrame pleural é uma manifestação comum de várias doenças diferentes, portanto, uma vez diagnosticado o derrame, investigar a sua causa é o próximo passo.

O que é a pleura?

A pleura é uma fina membrana dupla de tecido fibroso que envolve os pulmões e o interior da cavidade torácica. Em pessoas saudáveis, é normal haver um fluxo constante de líquido entre as duas camadas da pleura. Em situações normais, a quantidade de líquido presente entre as duas camadas da pleura é de 15 ml.

Raio-x de tórax com derrame pleural

Contudo, em casos de doenças que afetam a pleura, pode haver acúmulo de líquido nesse espaço, dando origem ao derrame pleural. As principais doenças causadoras de derrame pleural são a tuberculose, o câncer e a pneumonia.

Se não for devidamente tratado, o derrame pleural pode causar falta de ar grave, podendo levar à morte.

Quais são os sintomas do derrame pleural?

Falta de ar: quanto mais rapidamente se formar o derrame pleural e quanto maior for o acúmulo de líquido na pleura, mais intensa será a falta de ar. Existem derrames pleurais que podem ter até 4 litros de volume, o suficiente para comprimir completamente o pulmão afetado. A falta de ar pode ser muito intensa e vir acompanhada de cianose (extremidades do corpo azuladas ou arroxeadas), o que indica falta de oxigênio nos tecidos. .Dor torácica: dor em pontada, que piora quando a pessoa respira fundo ou tosse. A dor pode ainda irradiar para o ombro.

Tosse: costuma ser seca, intensa e acompanhada de dor torácica. Pode causar vômitos e falta de ar. A presença de tosse com secreção normalmente indica a presença de lesão no pulmão.

A dor e a falta de ar são os dois sintomas próprios do derrame pleural. Os demais sintomas que normalmente também aparecem costumam surgir devido à doença de base, como febre e tosse na pneumonia; tosse com sangue no câncer de pulmão; ascite na cirrose; pernas inchadas na insuficiência cardíaca, e assim por diante.

Quais são as causas do derrame pleural?

O derrame pleural pode ser constituído de dois tipos de líquido: transudato e exsudato. Sua determinação é importante para que se descubra a doença que levou ao derrame pleural. Esta é possível após a análise do líquido pleural através da retirada pela toracocentese.

As causas de derrame pleural do tipo transudato incluem: insuficiência cardíaca, cirrose hepática, síndrome nefrótica, insuficiência renal e hipotireoidismo descompensado.

As causas de derrame pleural do tipo exsudato são: pneumonia, tuberculose, câncer metastático para a pleura, câncer da pleura (mesotelioma), linfoma, embolia pulmonar, doenças auto-imunes, como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide, pancreatite, radioterapia, doenças abdominais, como peritonites e abscessos, síndrome de hiperestimulação ovariana, com uso de citrato de clomifeno.

Há ainda outros tipos de líquidos que podem ficar acumulados na pleura, como sangue (hemotórax), urina (urinotórax) e triglicerídeos e lipídeos (quilotórax).

O derrame pleural tem como principais causas as doenças da pleura ou dos pulmões, mas também pode ter origem em doenças que afetam o coração, os rins, o fígado e o pâncreas, doenças sistêmicas como a artrite reumatoide, reação a drogas e câncer.

O derrame pleural é suspeitado no exame clínico e o diagnóstico confirmado com a radiografia do tórax. É prudente a coleta do líquido pleural se houver suspeita da doença que causou o derrame pleural, para o tratamento adequado.

Qual é o tratamento para derrame pleural?

O tratamento do derrame pleural consiste da desinfecção da cavidade pleural, através de medicamentos, drenagem e lavagem da pleura com produtos desinfectantes, além de reexpansão dos pulmões através de drenagem torácica e fisioterapia respiratória.

A recuperação funcional dos pulmões também é feita com fisioterapia respiratória. Em caso de encarceramento dos pulmões, pode ser necessário realizar uma cirurgia.

A fisioterapia deve ter início o mais rapidamente possível, de maneira a diminuir os riscos de sequelas pulmonares.

Se você apresentar os sintomas supracitados deve procurar um pronto atendimento médico para melhor avaliação.

Meu marido está com uma tosse horrível há um mês, já fomos no Pronto Socorro, mas não resolveu, o que devemos fazer?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Seu marido precisa procurar um médico clinico geral ou pneumologista para o correto diagnóstico e tratamento, ir ao pronto socorro realmente não vai adiantar, lá não é lugar para uma tosse com mais de um mês (pronto socorro é para urgências e emergências).

Para que serve e como tomar maleato de dexclorfeniramina (polaramine)? É indicado para tosse?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O maleato de dexclorfeniramina, conhecido como Polaramine®, é usado para o tratamento de alergias, coceira, picadas de insetos, rinite alérgica, conjuntivite alérgica, urticária e alguns tipos de inflamação na pele (dermatites).

O Polaramine® não é indicado para gripes e resfriados comuns.

O medicamento pode ser encontrado em comprimidos, drágeas, solução líquida, gotas e creme.

Trata-se de um anti-histamínico (antialérgico), que neutraliza os efeitos da histamina. A histamina é uma substância produzida pelo corpo, responsável pela maioria dos sintomas de alergia. Por este motivo, a medicação ajuda a diminuir os sintomas das crises alérgicas.

Como tomar maleato de dexclorfeniramina?

As doses variam de acordo com a idade, o peso, uso de mdicmaentos e doenças associadas. Cabe ao médico avaliar individualmente.

Alguns cuidados importantes no uso desse remédio são de não partir ou mastigar os comprimidos, e procurar tomá-los com água.

As drágeas também não devem ser abertas ou mastigadas.

Para crianças até os 12 anos, a medicação é melhor aceita nas formulações de solução líquida e/ou gotas.

A versão deste medicamento em creme não deve ser aplicado nos olhos, boca, nariz, genitais ou em outras mucosas. Não deve ser utilizado em áreas extensas da pele, principalmente em crianças. Somente é recomendado o uso externo.

O mais importante é que as dosagens indicadas pelo/a médico/a para as apresentações em comprimidos, solução e gotas, sejam devidamente seguidas.

Maleato de dexclorfeniramina® é indicado para tosse?

O medicamento pode aliviar a tosse se a sua causa for alérgica. Para definir o melhor tratamento, converse com o/a seu/sua médico/a.

Contraindicações do maleato de dexclorfeniramina®
  • Alergia aos componentes da fórmula;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Bebês prematuros ou recém-nascidos;
  • Pessoas que fazem uso de inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), componente da fórmula de alguns antidepressivos.
Efeitos colaterais do maleato de dexclorfeniramina®

Os efeitos colaterais mais comuns produzidos pelo uso do medicamento são:

  • Sonolência leve ou moderada
  • Dor de cabeça
  • Urticária
  • Coceira (prurido)
  • Erupções na pele
  • Sensibilidade na pele quando exposta ao sol
  • Azia
  • Náuseas

Estes efeitos podem ocorrer de forma mais frequente ao uso da medicação em comprimidos, drágeas, suspensão ou gotas. Se você apresentar algumas destas reações, comunique-se com o/a seu/sua médico/a.

Siga as orientações médicas quanto ao uso de maleato de dexclorfeniramina (Polaramine) e o não utilize medicação sem prescrição.

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Como identificar uma alergia? Quais os sintomas?

O que fazer em caso de reação alérgica?

Enalapril pode dar tosse?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, enalapril pode causar tosse. É um efeito colateral possível do Enalamed (maleato de enalapril), portanto, esse remédio pode ser o causador dos seus sintomas.

Converse com o seu médico sobre a possibilidade de troca desse anti-hipertensivo por outro que não possua esse efeito adverso.

Alguns medicamentos da classe dos inibidores da enzima da angiotensina (IECA) como o enalapril e o captopril apresentam como efeito colateral a presença de tosse seca, inclusive esse efeito costuma ser mais frequente com o captopril, mas também pode acontecer com o enalapril.

Para que serve o enalapril?

O Enalapril é um medicamento usado principalmente no tratamento da hipertensão arterial, portanto, ele ajuda a baixar os valores de pressão arterial, quando tomado diariamente. Pode também ser usado em casos de insuficiência cardíaca e em alguns tipos de disfunções cardíacas.

O Captopril também é um medicamento inibidor da enzima da angiotensina, portanto, os seus efeitos e indicações são semelhantes aos do enalapril. Pelo fato do seu uso exigir mais tomadas diárias de comprimidos, costuma ser menos prescrito que o enalapril.

Quais são os principais efeitos colaterais do enalapril?

O enalapril apresenta como efeitos colaterais mais frequentes: tosse, dor de cabeça, fraqueza e fadiga.

Outros efeitos relatados por menos de 2% dos usuários foram: hipotensão ou hipotensão ortostática (queda de pressão ao se levantar), síncope, náuseas, diarreia, cãibras e erupções cutâneas. Outros efeitos como disfunções renais ou reações de sensibilidade também podem ocorrer, mas são mais raros.

Caso faça uso de enalapril, captopril ou outro IECA e apresente efeitos colaterais importantes converse com o seu médico, que prescreveu o medicamento. Podem existir outras alternativas para o tratamento.

O que é gripe e quais os sintomas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A gripe é uma doença aguda que acomete as vias respiratórias e é causada pelo vírus Influenza. A gripe pode ocorrer em qualquer período do ano, mas é mais frequente entre abril e outubro, principalmente nas regiões em que as condições climáticas são mais definidas.

A transmissão do vírus da gripe ocorre pela via respiratória, geralmente através da inalação de partículas de secreção infectadas suspensas no ar.

Os vírus Influenza infectam as células do sistema respiratório, replica-se e, em três a quatro dias do contágio, iniciam-se os sintomas. A gripe normalmente tem início abrupto e provoca febre alta (mais de 38 °C), dores de cabeça e no corpo, mal estar e fraqueza. Outros possíveis sintomas são tosse seca, no início, dor de garganta e coriza.

A gripe não complicada geralmente melhora em até 5 dias depois do início dos sintomas, embora em alguns casos o quadro pode se estender por mais de uma semana. A recuperação é rápida.

Em pessoas vulneráveis, a gripe pode ser mais perigosa e pode levar a complicações, como:

  • pneumonia (pneumonia viral); 
  • pneumonia bacteriana (quando bactérias se aproveitam da fragilidade do organismo e infectam os pulmões);
  • acometimento dos músculos (miosite) ou do sistema nervoso (encefalite ou polirradiculoneurite, por exemplo).

Crianças com menos de 2 anos, adultos com mais de 65 anos, pessoas que vivem em asilos ou instituições de saúde, doentes crônicos e os obesos são os que apresentam maiores riscos de complicações. 

Por esse motivo, é indicado tratamento destes indivíduos com Oseltamivir (Tamiflu®), desde que os sintomas tenham se iniciado até 48 horas antes do atendimento médico.

O diagnóstico é geralmente clínico, ou seja, não necessita de exames laboratoriais.

Se você apresenta febre, sintomas respiratórios e dor no corpo e faz parte do grupo de risco citado acima, deve procurar um pronto atendimento para iniciar tratamento com Oseltamivir.

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Quais os sintomas de coqueluche?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O sintoma mais comum da coqueluche é a tosse comprida, em que a pessoa pode engasgar e ficar roxa de tanto tossir, tendo muita dificuldade para procurar o ar.

No começo da doença, a pessoa pode ter sintomas parecidos com um resfriado: espirros, coriza, nariz entupido e tosse leve. Depois de 1 a 2 semanas a tosse piora, podendo ocorrer vômitos depois da tosse.

Os sintomas iniciais da coqueluche podem durar semanas. É nessa fase em que a coqueluche é mais contagiosa. Depois, na fase intermediária, a tosse seca piora e outros sintomas surgem. A tosse, que no início é leve e seca, torna-se grave e fica descontrolada.

Nessa fase, os sintomas da coqueluche são mais graves e, conforme o tratamento, podem permanecer por mais de 1 mês.

Após 2 a 6 semanas há uma melhora da tosse, mas pode demorar meses para a pessoa sentir uma melhora completa. A febre não é tão comum e, quando presente, ela é uma febre baixa.

Os sintomas da coqueluche começam a manifestar-se após um período de incubação que pode durar de 5 a 40 dias.

Em geral, os sintomas da coqueluche tendem a ser mais leves nos adultos e adolescentes do que nas crianças, especialmente as mais novas. A gravidade da coqueluche varia de acordo com a idade e a imunidade de cada pessoa.

A duração média dos sinais e sintomas da coqueluche varia entre 6 e 10 semanas, podendo se prolongar mais, conforme cada caso.

Entenda a doença

Coqueluche é uma doença infecciosa respiratória, aguda, grave e altamente contagiosa, causada pela bactéria Bordetella pertussis. A doença acomete as vias respiratórias, incluindo brônquios e traqueia.

A coqueluche afeta principalmente as crianças, sendo uma das causas mais comuns de mortalidade infantil. Contudo, a coqueluche pode afetar adultos e idosos.

Em crianças com menos de 6 meses, a coqueluche costuma causar complicações que podem inclusive levar à morte.

A falta de vacinação é o principal fator de risco para desenvolver coqueluche. As crianças adquirem imunidade à doença depois de tomarem as 3 doses da vacina.

Contudo, adultos que foram vacinados quando eram bebês, podem ficar vulneráveis novamente à coqueluche, já que a vacina pode perder o efeito com o passar do tempo.

Como ocorre a transmissão da coqueluche?

A transmissão da coqueluche ocorre sobretudo pelo contato direto com gotículas de secreção eliminadas por uma pessoa infectada ao tossir, espirrar ou falar.

Há casos em que a coqueluche pode ser transmitida pelo contato com objetos contaminados com secreções recentes. Contudo, essa via de transmissão da coqueluche é raro, já que a bactéria causadora da doença sobrevive pouco fora do corpo humano.

Quais são as complicações a coqueluche pode provocar?

Na maioria dos casos, a pessoa se recupera da coqueluche sem sequelas e complicações. Contudo, nas formas mais graves da doença, podem surgir hérnias abdominais.

Nas crianças, sobretudo em bebês com menos de 6 meses de idade, as complicações são mais frequentes e graves, podendo incluir infecções de ouvido (otite), pneumonia, parada respiratória, desidratação, convulsão, lesão cerebral e morte.

Como prevenir a coqueluche?

A vacinação é a principal forma de prevenir a coqueluche. Vale lembrar que ao adquirir a doença a pessoa fica imune durante um tempo, mas a imunidade não é permanente.

O ideal é procurar o serviço de saúde para que o médico reconheça a doença e inicie o tratamento o mais rápido possível.