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Quais os sintomas de um infarto fulminante?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O principal sintoma de um infarto fulminante é a forte dor no peito.

A dor pode irradiar para o braço esquerdo, mandíbula ou pescoço e a pessoa pode começar a transpirar. Nos infartos fulminantes, a pressão arterial do indivíduo cai rapidamente e ele logo perde a consciência.

Contudo, nem todos as pessoas que sofrem um ataque cardíaco sentem dor no peito. Por isso, é preciso ter atenção a outros sinais e sintomas, como falta de ar, desconforto no peito ao fazer esforços físicos ou em situações de estresse emocional, cansaço, dor no queixo, no pescoço ou ainda nas costas.

Cerca de metade dos indivíduos que sofrem um infarto fulminante não chegam a ser atendidos a tempo. O termo “infarto fulminante" refere-se justamente aos ataques cardíacos que provocam a morte da pessoa antes que ela possa receber atendimento ou chegar ao hospital.

O que fazer em caso de infarto?

Aos primeiros sintomas de um infarto, a pessoa deve ser levada a um serviço de urgência. Se for necessário esperar pelo socorro, é importante ter alguns cuidados com a vítima:

  • Ficar com a vítima, não a deixar sozinha;
  • Não deixá-la fazer esforços;
  • Desapertar-lhe as roupas;
  • Dar à vítima 2 comprimidos de AAS ou aspirina (ácido acetil salicílico), se fizer uso e for orientação médica;
  • Não dar bebidas ou calmantes à vítima;
  • Se possível sentar ou deitar em local seguro, para evitar uma possível queda, no caso de perder a consciência.

No caso da pessoa estar inconsciente, com ausência de respiração ou pulsação, chame uma ambulância imediatamente e comece a fazer massagem cardíaca na vítima até à chegada do socorro.

Massagem cardíaca em caso de infarto

1. Com as mãos entrelaçadas e no centro do peito da pessoa, faça 30 compressões, de maneira forte e ritmada. Use o peso do próprio corpo para afundar o peito da vítima cerca de 5 cm em cada compressão;

2. Repita o procedimento até que a pessoa retome a consciência ou até à chegada da ambulância.

Se possível intercale com outra pessoa a cada 2 minutos para uma massagem mais eficaz, devido ao grande esforço que deve ser realizado.

Quais são os fatores de risco para o infarto?

Os principais fatores de risco para ter um infarto fulminante incluem predisposição genética, tabagismo, sedentarismo, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto e estresse.

O que causa o infarto fulminante?

O infarto fulminante é provocado pelo entupimento de uma artéria que irriga o coração. A obstrução do vaso sanguíneo pode ocorrer devido ao acúmulo de gordura na parede da artéria ou coágulos. Como consequência, o fluxo de sangue é interrompido e a parte do músculo cardíaco que deixa de receber sangue morre.

Portanto em qualquer situação de dor ou desconforto no peito, procure um atendimento de urgência. Quanto mais cedo a pessoa receber atendimento, sendo um caso de infarto, maiores são as chances de lhe salvar a vida e menores serão os riscos de sequelas.

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Sinto aperto ou queimor no peito e pressão alta?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Para saber se tem ou não pressão alta basta fazer um controle da pressão, vá a um posto de saúde para medir a pressão diariamente, anote em uma caderneta e depois de alguns dias leve para o médico ver. Angina é a dor no peito de origem cardíaca que aparece todas as vezes que faz exercícios físicos, para saber se tem ou não problema no coração somente fazendo exames do coração.

O que é ponte de safena?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Ponte de safena é uma técnica cirúrgica de revascularização do miocárdio (músculo do coração). Quando uma pessoa apresenta obstrução crítica das artérias coronárias, que saem da artéria aorta e irrigam o miocárdio, pode ser necessário realizar a cirurgia de ponte de safena para restabelecer o fluxo sanguíneo. Se a irrigação sanguínea do músculo cardíaco não for restabelecida, a pessoa pode sofrer um infarto.

A cirurgia de revascularização do miocárdio consiste na implantação de um enxerto de vaso sanguíneo entre as artérias aorta e coronária. O enxerto permite melhorar o fluxo sanguíneo para o coração, criando uma nova rota ou desvio em torno de uma seção bloqueada ou danificada da artéria.

Para tal, podem ser utilizados alguns vasos sanguíneos, como a veia safena (retirada da perna), a artéria mamária e a artéria radial (retirada do punho).

A escolha do tipo de vaso utilizado na cirurgia de ponte de safena depende das coronárias e em quais pontos elas estão obstruídas. Essa informação geralmente é fornecida pelo exame de cateterismo cardíaco.

Usualmente, é necessário utilizar mais de um vaso para o restabelecimento do fluxo sanguíneo. Por isso, algumas pessoas dizem ter "duas safenas e uma mamária", referência aos vasos que foram utilizados para tal. Para alguns pacientes, é a única forma de restabelecer o fluxo sanguíneo ao miocárdio.

A cirurgia é feita pelo cirurgião cardíaco e, na maioria dos casos, requer circulação extracorpórea e recuperação pós-operatória em unidade de terapia intensiva (UTI).

Como é feita a cirurgia de ponte de safena?

O paciente deve estar em jejum absoluto, inclusive de líquidos, a partir da meia-noite da noite anterior ao dia da operação.

Antes da cirurgia de ponte de safena a pessoa recebe uma anestesia geral, permanecendo inconsciente e sem sentir dor durante o procedimento.

Assim que a pessoa estiver inconsciente, o cirurgião cardíaco realiza um corte de 20 cm a 25 cm no centro do tórax. O osso esterno é separado para criar uma abertura, permitindo que o que o cirurgião veja o coração e a artéria aorta.

A seguir, o cirurgião pega uma veia ou uma artéria de outra parte do corpo e a utiliza para fazer um desvio ou enxerto ao redor da área obstruída da artéria. Um dos vasos sanguíneos usados é a veia safena da perna. Para alcançar essa veia, é feita uma incisão (corte) na parte interna da perna, entre o tornozelo e a virilha.

Depois, uma extremidade do enxerto é suturada na coronária e a outra é suturada numa abertura feita na aorta.

Após a colocação do enxerto, o esterno é fechado com fios que permanecem dentro do corpo. A incisão cirúrgica é fechada com pontos.

A cirurgia de ponte de safena pode ter um tempo de duração de 4 a 6 horas. Após o procedimento, o paciente é levado à unidade de terapia intensiva (UTI).

A artéria mamária interna, localizada no peito, também pode ser usada como enxerto. Nesse caso, uma extremidade dessa artéria já está conectada a um ramo da aorta. A outra extremidade é fixada na artéria coronária.

O enxerto da cirurgia de revascularização do miocárdio também pode ser obtido a partir da artéria radial, localizada no punho.

A maioria das pessoas submetidas à cirurgia de ponte de safena fica conectada a um sistema de circulação extracorpóreo. Enquanto a pessoa está conectada à máquina, o coração para.

O sistema de circulação extracorpóreo faz o trabalho do coração e dos pulmões enquanto o coração está parado durante a cirurgia. A máquina fornece oxigênio ao sangue, remove gás carbônico da circulação e faz o sangue circular pelo corpo.

Contudo, há cirurgias de ponte de safena em que não se utiliza o sistema de circulação extracorpóreo. Nesses casos, o procedimento é feito com o coração batendo.

Como é a recuperação após a cirurgia de ponte de safena?

Após a cirurgia de ponte de safena, a pessoa permanece no hospital durante 3 a 7 dias. A primeira noite é passada numa unidade de terapia intensiva (UTI). Após 24 a 48 horas, o paciente geralmente é transferido para a enfermaria.

A pessoa pode ter 2 ou 3 sondas no peito para drenar o líquido da área do coração, que normalmente são removidos 1 a 3 dias depois da cirurgia.

Também podem ser colocados um cateter na bexiga para drenar a urina, além de.vias intravenosas drenar líquidos. Podem estar conectados pequenos fios a um marcapasso, que serão removidos antes da pessoa ter alta.

Em geral, leva de 4 a 6 semanas para a pessoa começar a se sentir melhor após a cirurgia de ponte de safena. Porém, o retorno a algumas atividades e o programa de reabilitação cardíaca podem ter início após alguns dias. O retorno ao trabalho, desde que não exija esforço físico, pode ocorrer dentro de 4 a 6 semanas.

O cirurgião cardíaco é o especialista responsável pela indicação e realização da cirurgia de ponte de safena.

Doença de Chagas tem cura?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, a Doença de Chagas tem cura. A chance de cura é maior quanto mais precoce o diagnóstico for feito e mais rápido começar o tratamento.

A doença, quando não diagnosticada na fase aguda, pode evoluir para uma fase crônica acarretando diversas complicações, principalmente no coração, no intestino e no esôfago.

Na fase aguda, a doença pode não apresentar sintomas ou, quando estão presentes, a pessoa poderá ter sinais e sintomas inespecíficos como febre e dores musculares. Essa fase, quando tratada, apresenta uma resolução em torno de 1 a 3 meses.

Na fase crônica, a cardiomiopatia é a complicação mais frequente podendo causar arritmias, infarto, embolia pulmonar, dor no peito e insuficiência cardíaca.

A pessoa nessa condição deve realizar o acompanhamento com o/a médico/a cardiologista para otimizar o tratamento.

Leia também:

Doença chagas: quais são os sintomas e como ocorre a transmissão?

Quais são as principais doenças cardiovasculares e suas causas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

As doenças cardiovasculares são aquelas que atingem o coração ou os vasos sanguíneos, sendo as principais:

  • Hipertensão arterial
  • Infarto do miocárdio
  • Aterosclerose
  • Angina precordial
  • Acidente vascular cerebral ("derrame"), sendo consideradas uma das principais causas de morte no mundo.

Os processos de desenvolvimento das doenças cardiovasculares são muito parecidos, já que quase sempre estão associados com a obstrução das artérias e suas consequências para a nutrição, oxigenação e bom funcionamento dos órgãos.

Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial, ou "pressão alta", como é popularmente conhecida, modifica a função e a estrutura dos vasos e do músculo cardíaco. A pressão arterial é uma forma de medir a força que o coração está fazendo para bombear o sangue para o corpo.

Os valores aceitos como normais atualmente são de 120 mmHg por 80 mmHg. Quando a pressão arterial está igual ou superior a 140 mmHg por 90 mmHg, ela é considerada pressão alta. Valores entre o normal e alta, são considerados pré-hipertensão, o que já confere necessidade de tratamento.

A pressão alta reduz o calibre das artérias, que mais estreitas e associadas a placas de gordura, provocam o seu entupimento. Trata-se de uma doença cardiovascular que é um fator de risco importante para outras doenças cardiovasculares, como infarto, AVC e insuficiência renal.

Uma vez que a hipertensão pode reduzir o calibre interno das artérias e obstruir o fluxo sanguíneo, o músculo cardíaco pode não receber a quantidade de sangue necessária para funcionar adequadamente. Quando isso acontece, ele aumenta de tamanho para compensar essa falta. Essa condição é conhecida como hipertrofia do miocárdio e provoca insuficiência cardíaca.

A grande maioria dos casos dessa doença cardiovascular tem origem em fatores genéticos. Contudo, a hipertensão pode ser causada também por estresse, hábitos de vida ruins, tumores que alteram a produção hormonal, doenças renais, entre outros.

Leia também: Quais as causas da hipertensão arterial?

Infarto do miocárdio

O infarto, também conhecido como “ataque cardíaco”, ocorre quando uma parte do músculo do coração morre devido à falta de fluxo sanguíneo (isquemia). A interrupção da circulação é decorrente do entupimento das artérias que irrigam o músculo cardíaco com oxigênio e nutrientes, uma outra doença cardiovascular denominada aterosclerose.

Como consequência, a porção do coração que não recebe esses nutrientes morre e deixa de funcionar, dando origem ao infarto do miocárdio ou "ataque cardíaco".

Leia também: Saiba como identificar um infarto e conheça os sintomas

Aterosclerose

É uma doença cardiovascular que se caracteriza pelo entupimento das artérias devido a presença de placas de gordura que se acumulam nas paredes do vaso sanguíneo. As principais causas desse acúmulo de gordura são o diabetes, o colesterol alto, a falta de atividade física e o tabagismo.

A obstrução da artéria exige que o coração bombeie o sangue com mais força para manter o fluxo de sangue necessário para o resto do corpo. Além de desgastar mais o coração, o esforço aumenta a pressão arterial, gerando outra doença cardiovascular conhecida como hipertensão.

Quando a artéria fica completamente entupida pelas placas de gordura, as partes do coração por ela irrigadas morrem e ocorre o infarto. Em outros órgãos, a interrupção do fluxo sanguíneo gera outras complicações, como acidente vascular cerebral isquêmico (AVC isquêmico - "derrame"), doença arterial dos rins, entre outras.

Angina precordial

Não se trata propriamente de uma doença cardiovascular, mas sim de um sintoma dela. A angina é uma dor no peito (precórdio) que surge quando o músculo cardíaco está recebendo pouco oxigênio devido à obstrução do fluxo sanguíneo, porém ainda não houve morte celular, o infarto. Portanto, a angina precordial é um sintoma das doenças cardiovasculares: infarto e aterosclerose.

Veja também: O que é angina e quais os sintomas?

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Popularmente conhecido como "derrame", o acidente vascular cerebral pode ser hemorrágico ou isquêmico. Quando o AVC é provocado pelo entupimento de uma artéria e consequente interrupção do fluxo sanguíneo, ele é denominado isquêmico.

Assim como no infarto do miocárdio, o processo é o mesmo, ou seja, a falta de sangue em uma determinada área do cérebro, leva à falta de oxigenação, com consequente morte dos neurônios e sintomas relacionados àquela região. Pode acometer mais de uma região ao mesmo tempo, entretanto é menos comum.

Já o AVC hemorrágico é decorrente do rompimento de uma artéria cerebral, causando extravasamento de sangue para o interior do crânio e falta de fluxo sanguíneo nas porções do cérebro irrigadas pela artéria rompida.

Saiba mais em: O que é um AVC e quais os sintomas ou sinais?

Para maiores informações sobre as doenças cardiovasculares, suas causas e como prevenir, consulte um clínico geral, médico de família ou cardiologista.

Saiba mais em:

Doenças cardiovasculares: Quais os fatores de risco e como prevenir?

Quais são os sintomas das doenças cardiovasculares?

Infarto fulminante: quais as causas e como evitar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O infarto fulminante é causado pela obstrução do fluxo de sangue para o coração. A interrupção da circulação sanguínea ocorre devido ao entupimento das artérias que irrigam o coração. 

Esse entupimento das artérias é provocado pela formação de placas de gordura na parede interna da artéria e por trombos (coágulos de sangue que se desprendem do vaso sanguíneo e caem na circulação sanguínea).

A interrupção do fornecimento de sangue e, consequentemente, de oxigênio, para o coração, provoca a morte de uma parte do músculo cardíaco, levando ao infarto do miocárdio.

Como consequência, a circulação entra em colapso, já que o coração não é mais capaz de bombear o sangue para todo o corpo, a pressão arterial cai abruptamente e ocorre perda de consciência. No caso do infarto fulminante, o paciente vai a óbito. 

Quais são os fatores de risco para ter um infarto fulminante?

Os principais fatores de risco para se ter um infarto fulminante incluem tabagismo, colesterol alto, hipertensão arterial (pressão alta), diabetes, falta de atividade física, excesso de peso e estresse.

Pessoas que fumam podem ter até 5 vezes mais chances de terem um ataque cardíaco do que as não fumantes. O risco para esses indivíduos é maior devido à contração que a nicotina provoca nos vasos sanguíneos, o que diminui a espessura dos mesmos e lesiona a parte interna das artérias.

Como prevenir um infarto fulminante?

Para prevenir um infarto fulminante, recomenda-se combater os fatores de risco, ou seja, não fumar, manter o colesterol, o diabetes e a pressão arterial sob controle, reduzir o estresse e praticar exercícios físicos regularmente, pelo menos 3 a 4 vezes por semana.

Quais são os sintomas de um infarto fulminante?

O principal sintoma de um ataque cardíaco é a dor no peito, que pode ou não irradiar para o braço esquerdo, pescoço e mandíbula. Outros sintomas que podem estar presentes incluem falta de ar, cansaço, transpiração, palidez, entre outros.

No infartos fulminante, o indivíduo perde rapidamente a consciência devido à queda abrupta da pressão arterial. Nos infartos fulminantes o paciente vai a óbito porque não há tempo de receber atendimento especializado a tempo.

Minha mãe, 84 anos, está com pernas e tornozelos inchados
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Bom eu diria que o problema dela é o número de anos (84), só isso já bastaria para ter inchaço nas pernas, mas ela tem outras coisas que podem causar esse inchaço como a pressão alta, falta de movimentação e os problemas de coração. Aliás eu me surpreenderia se ela não tivesse esse inchaço (isso seria estranho).

Para que serve o ômega 3?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Acredita-se que o ômega 3 serve principalmente para ajudar a prevenir doenças cardiovasculares. Contudo, apesar dos benefícios do ômega 3 e de toda a crença de que o seu uso pode reduzir o risco de morte por infarto e derrame cerebral, os últimos estudos científicos na área não mostraram isso.

Os estudos avaliaram pessoas que tomaram porções adicionais de ômega 3 com aquelas que tomavam quantidades normais ou abaixo do normal do nutriente. 

A maioria dos estudos analisou o impacto da administração de suplemento de ômega 3 em cápsulas comparadas com um placebo. Outros avaliaram a ingestão de um peixe inteiro. 

Após avaliação desses estudos, observou-se que o aumento do consumo de ômega 3 trouxe pouco ou nenhum benefício na maioria dos resultados. A conclusão foi de que o ômega 3 tem pouco ou nenhum efeito significativo sobre o risco de morte seja qual for a causa.

Cápsulas de ômega 3

Eles também descobriram que aumentar a ingestão de ômega 3, principalmente através de suplementos, faz pouca ou nenhuma diferença para o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame cerebral.

Apesar da ingestão de ômega 3 não reduzir o risco de morte, o seu consumo diminui as chances de irregularidades cardíacas. 

O que é ômega 3?

O ômega 3 é um ácido graxo, ou seja, um tipo de gordura. Ele é essencial para o bom funcionamento do organismo e está presente em alguns tipos de alimentos, principalmente peixes de água fria, como sardinha, atum, cavala, bacalhau e salmão. Outros alimentos fontes de ômega 3 são a linhaça, nozes, castanhas, azeite e óleos de soja e canola.

O nutriente pode ser adquirido ainda sob a forma de cápsulas, como suplemento alimentar. Porém, o seu consumo dessa forma só deve ser feito com indicação médica, já que alguns estudos associaram o consumo de cápsulas de ômega 3 com o desenvolvimento de câncer de próstata. 

Ômega 3 ajuda a baixar o colesterol e a pressão arterial?

Sim. Outra capacidade do ômega 3 é a de diminuir o mau colestrol (LDL) e os triglicerídeos. Porém, nos últimos estudos, foi observado uma diminuição dos níveis de algumas gorduras no sangue, como triglicérides e colesterol HDL (bom colesterol).

Sabe-se que a diminuição de triglicérides reduz o risco cardiovascular, mas a redução do HDL tem o efeito oposto, já que o colesterol HDL remove o mau colesterol da circulação. Mais uma evidência de que o ômega 3 não exerce efeito significativo na prevenção de doenças cardiovasculares.

O ômega 3 confere ainda ação vasodilatadora, ou seja, relaxa as artérias e ajuda a baixar a pressão arterial.

Posso tomar ômega 3 na gravidez?

Sim. Na gravidez, o ômega 3 auxilia o crescimento e o desenvolvimento do feto e de todo o seu sistema nervoso, estimulando o cérebro e potencializando as transmissões entre as células nervosas. Após o nascimento, principalmente entre os 6 e os 12 meses de idade, o ômega 3 aumenta o campo de visão e o desenvolvimento neuropsicomotor da criança.

Mulheres grávidas que estiverem tomando suplemento de ômega 3 devem suspender o seu uso a partir do 8º mês de gestação. Isso porque o nutriente dilata os vasos sanguíneos, o que pode aumentar o sangramento no momento do parto.

Quais são os outros benefícios do ômega 3?

O uso de ômega 3 também é benéfico para a saúde mental e cognição, melhorando o humor, a motivação, a memória, a concentração e o aprendizado.

Sua ação antioxidante neutraliza os radicais livres, que danificam as células e podem causar diversas doenças, inclusive alguns tipos de câncer.

Por ajudar a controlar o apetite e potencializar a ação da insulina, favorecendo a transformação do açúcar em energia antes que seja convertido e armazenado como gordura corporal, o ômega 3 pode contribuir para o processo de emagrecimento.

Contudo, os estudos também encontraram evidências de que o aumento do consumo de ômega 3 não afeta o peso ou a gordura corporal, sugerindo que o ômega 3 não engorda, nem emagrece.

Outras propriedades e benefícios do ômega 3 incluem ação anti-inflamatória, ação anti trombose, auxila a prevenção de diabetes, artrite reumatoide, entre outras doenças, além de fortalecer o sistema imunológico.

Saiba mais em:

Para que serve o ômega 6?

Ômega 3, 6 e 9: Para que servem e quais são os seus benefícios?