Perguntar
Fechar
Urticária: saiba o que é, conheça as causas e diferentes tipos
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A urticária é uma irritação da pele caracterizada pelo rápido aparecimento de lesões cutâneas conhecidas como urticas, que são lesões avermelhadas, elevadas e que causam muita coceira. Normalmente as lesões duram menos de 24 horas.

A urticária pode ser classificada conforme o tempo de duração. A aguda dura menos de seis semanas, enquanto que a crônica apresenta duração superior a seis semanas.

As lesões da urticária podem aparecer em qualquer parte do corpo. As manchas podem ser pequenas e surgir isoladamente. Também podem aparecer em conjunto e formar grandes placas avermelhadas na pele, sempre acompanhadas de coceira intensa. Quando desaparecem, as lesões não deixam marcas ou cicatrizes.

Quais são as causas da urticária?

A urticária pode ter diversas causas. As urticárias induzidas são causadas por determinados fatores, como uso de drogas, ingestão de alimentos, infecções, calor, frio, exposição ao sol, água, pressão, entre outros. Existe ainda a urticária espontânea, que ocorre sem uma causa aparente.

Há ainda as urticárias:

  • Auto-imunes, de causas físicas (dermografismo: surgimento de lesões 1 a 5 minutos após aplicação de forças mecânicas);
  • Urticária de pressão tardia (surgimento de lesões após 3 a 8 horas da aplicação de força mecânica);
  • Urticária de contato ao frio, urticária de contato ao calor, urticária solar, urticária vibratória;
  • Urticária associada a infecções virais (hepatite A ou B, citomegalovírus, coxsackie vírus), bacterianas (H. pylori, estreptococos), fúngicas (Trichophyton sp, Candida sp), parasitas (giardíase, ascaridíase, estrongiloidíase, amebíase);
  • Urticárias associadas a doenças internas, como tumores e sarcoidose;
  • Tipos especiais: urticária colinérgica, urticária adrenérgica, urticária de contato (alérgica ou pseudoalérgica), urticária aquagênica.
Quais são os sinais e sintomas da urticária?

O principal sintoma da urticária é a coceira intensa que acompanha as lesões. Em alguns casos, a pessoa também pode sentir ardência ou queimação no local.

Outro sintoma que pode surgir é o inchaço rápido e acentuado nas pálpebras, nos lábios, na língua e na garganta. Esse tipo de inchaço é denominado angioedema e pode dificultar a respiração, podendo causar a morte por asfixia. A duração do angioedema pode ser superior a 24 horas.

Outra complicação da urticária é a anafilaxia, que acomete o corpo todo e causa sintomas como náuseas, vômitos, pressão baixa e edema de glote, com dificuldade respiratória. Trata-se de uma emergência médica, devido ao risco de asfixia.

Como é feito o diagnóstico da urticária?

O diagnóstico de urticária é clínico e a determinação da causa muitas vezes é um desafio e depende muito da percepção do paciente sobre hábitos, medicamentos ou alimentos que podem ser desencadeantes. Devem sempre ser pesquisadas causas infecciosas a auto-imunes, assim como associação a outras doenças, especialmente hematológicas.

Podem ser realizados exames de sangue, fezes e urina para identificar a causa da urticária ou detectar outras doenças que podem estar presentes. Quando a urticária não tem uma causa definida, ela é chamada idiopática.

Qual é o tratamento para urticária?

O tratamento da urticária muitas vezes é um desafio e é baseado no uso de anti-histamínicos e no afastamento de fatores desencadeantes, além de outros medicamentos naqueles casos mais refratários.

O tratamento da urticária depende da sua causa e do tipo de urticária. Se for aguda e induzida, deve-se afastar o agente que desencadeou a crise. Nas urticárias crônicas espontâneas, o tratamento é feito com medicamentos antialérgicos. Quando não responde ao tratamento, outros medicamentos podem ser indicados.

Caso note lesões de pele semelhante a urticária procure o seu médico de família ou clínico geral para uma avaliação inicial.

Leia mais sobre o assunto em:

Urticária é contagiosa?

Urticária tem cura? Qual o tratamento?

Caroços internos na coxa, vermelho e sensível...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pela sua descrição parecem ser nódulos inflamatórios ou infecciosos o ideal é procurar um médico para fazer o correto diagnóstico e tratamento.

Coceira e fissuras nos cantos da boca. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Coceira e fissuras nos cantos da boca são sintomas de queilite angular, popularmente conhecida como "boqueira". Trata-se de uma inflamação no ângulo da boca, geralmente causada por fungos (candidíase), sendo mais comum em pessoas idosas.

A queilite angular geralmente aparece quando a pessoa acumula saliva em excesso no canto da boca. Isso deixa as células do lábio encharcadas, criando portas de entrada para o fungo.

A umidade e o calor no canto da boca favorecem o desenvolvimento da candidíase, assim como baixa imunidade, uso prolongado de antibióticos e diabetes.

Além da coceira e das fissuras nos cantos da boca, a queilite angular também pode provocar os seguintes sintomas:

  • Pequeno inchaço;
  • Vermelhidão;
  • Descamação;

É comum a infecção se manifestar com períodos de diminuição e exacerbação espontânea dos sintomas.

O tratamento da queilite angular é feito através da identificação e correção dos fatores desencadeantes, como:

  • Adequação da prótese dentária;
  • Correção das carências nutricionais;
  • Tratamento da doença de base.

Além desses cuidados, o/a médico/a de família ou clínico/a poderá realizar uma avaliação adequada e prescrever as medicações apropriadas no seu caso.

O que é disidrose?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Disidrose é uma doença de pele não contagiosa, caracterizada pela formação de pequenas bolhas (vesículas) nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, que podem ou não coçar. Essas vesículas geralmente se rompem depois de alguns dias e ocorre descamação e formação de crostas no local das lesões.

Dentre as causas da disidrose estão fatores emocionais, alergias, medicamentos e micoses, embora muitas vezes não tenha uma causa conhecida.

A disidrose afeta homens e mulheres de todas as idades, embora seja mais comum entre os 20 e os 40 anos de idade. O seu aparecimento é frequentemente associado ao estresse emocional ou ao suor excessivo nas mãos e nos pés, sobretudo durante o verão.

Quais os sintomas da disidrose?
  • Pequenas bolhas de água (vesículas), profundas, com base avermelhada, que surgem principalmente nas palmas das mãos e nas laterais dos dedos, podendo acometer também a planta dos pé;
  • Sensação de calor e coceira nos locais das lesões antes dos surtos;
  • As lesões podem ser dolorosas se o local estiver com rachaduras ou infeccionado;
  • Pode ou não causar coceira;
  • Posteriormente, é comum haver descamação e formação de crostas no local das lesões;
  • As unhas podem ficar com a forma alterada.

Os sintomas da disidrose tendem a desaparecer espontaneamente após uma a três semanas, na maioria dos casos. O intervalo entre os surtos pode durar semanas ou meses.

Quais as causas da disidrose?
  • Alergia a alguma substância específica, medicamentos ou alimentos;
  • Presença de fungos em alguma região do corpo;
  • Estresse emocional;
  • Doenças associadas;
  • Causas desconhecidas.

O tratamento da disidrose visa aliviar os sintomas, evitar o aparecimento de novas infecções e acelerar o processo de cura. A doença pode ser controlada através da identificação e retirada dos fatores desencadeantes.

O diagnóstico e o tratamento da desidrose são da responsabilidade do médico dermatologista.

Pele e cabelo oleosos: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A principal causa de pele e cabelo oleosos é o aumento da produção de sebo pelas glândulas sebáceas, que estão presentes em quase todo o corpo, sobretudo no couro cabeludo e no rosto.

Esse aumento da oleosidade pode ocorrer devido a:

  • Predisposição genética;
  • Alterações hormonais, como gravidez e síndrome dos ovários policísticos;
  • Exposição excessiva ao sol;
  • Estresse;
  • Alimentação rica em alimentos gordurosos.
Como diminuir a oleosidade do rosto?
  • Utilizar cremes e sabonetes matificantes, que absorvem a oleosidade excessiva da pele e diminuem o brilho por causa do zinco e das vitaminas geralmente presentes;
  • Lavar o rosto com sabonetes que possuem ácido retinoico, salicílico ou glicólico para diminuir a formação de cravos e estimular a renovação celular;
  • Utilizar protetor solar sem óleo e que tenha ação matificante. Lembrar que o filtro solar não deixa a pele mais oleosa e ajuda a controlar a oleosidade, desde que seja adequado para esse tipo de pele;
  • Não lavar o rosto muitas vezes ao longo do dia para evitar o "efeito rebote", que seria o aumento da oleosidade da pele;
  • Evitar produtos com fragrância que podem favorecer irritações na pele;
  • Utilizar hidratantes livres de óleo, que não provoquem cravos (com ácido retinoico) e não obstruam os poros, de preferência em loção, emulsão ou gel-creme, pois têm uma textura mais suave.
Como diminuir a oleosidade do cabelo e couro cabeludo?
  • Lavar a cabeça com shampoos que tenham ácido salicílico e que sejam em gel;
  • Usar água morna para lavar o cabelo e evitar água quente;
  • Massagear suavemente o couro cabeludo ao lavar o cabelo, evitando esfregar;
  • Não usar condicionador e shampoos 2 em 1; quem tem cabelos compridos deve aplicar o condicionar apenas nas pontas;
  • Evitar secar o cabelo com o secador quente.

O cabelo e a pele oleosos podem ocorrer em conjunto ou de forma isolada e não precisam estar necessariamente relacionados. 

Leia também: Pele oleosa pode ser sintoma de gravidez?

Consulte o médico de família caso a oleosidade esteja lhe incomodando. Em algumas situações pode ser necessário o encaminhamento para o médico dermatologista.

Como tratar assadura em bebê?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A assadura é uma inflamação cutânea causada pelo contato da pele com as fezes e a urina, que deixa a pele vermelha, inchada e pode evoluir para bolhas e feridas, causando desconforto no bebê.

Para prevenir as assaduras, a primeira medida é trocar frequentemente a fralda do bebê. O ideal é usar água e sabonete neutro para lavar a criança. Pode-se passar também algodão com água morna na região, várias vezes, para limpar. Deve-se trocar a fralda sempre que notar a presença de urina ou fezes (ela fica mais pesada).

Pode ser necessário aplicar pomada que forme uma barreira entre a pele do bebê e a fralda, prevenindo a ocorrência de assaduras. Existem várias opções disponíveis. Também é aconselhável deixar as nádegas do bebê arejando por um período, mesmo que curto, para a pele ficar seca e preparada para receber a nova fralda.

Se já houver assadura, limpe bem a região e faça compressas de água morna por 15 minutos, três vezes ao dia. Aplique a pomada que promove a barreira entre as fezes e a urina e a pele do bebê. Se a assadura não melhorar em 24 horas, mesmo aplicando a pomada em cada mudança de fralda, é melhor falar com o pediatra.

Cuidado: se a irritação estiver em “carne viva” ou com bolhas, pus e feridas, deve-se procurar o pediatra rapidamente. Casos em que as lesões foram provocadas por fungos e bactérias, pode ser necessário usar um antimicótico ou até mesmo antibiótico. Só o médico pediatra poderá fazer o diagnóstico e prescrever o tratamento.

Como usar medicamento cetoconazol? E estando grávida?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Somente uso externo durante a gestação e preferencialmente após o quarto mês. Deve ser aplicado 3 vezes ao dia. Manchas e lesões de pele costumam ser muito confundidas, existem várias doenças que parecem micoses, estando grávida peça ao médico que vai fazer seu pré-natal para ver suas lesões e ele mesmo pode receitar algo para você usar. A auto-medicação deve ser evitada, jamais use medicamentos na gravidez sem receita médica.

Estou com muita queda de cabelos, o que eu faço?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A queda de cabelos, pode ter causas variadas, e o tratamento vai depender da sua causa.

Entre as mais comuns estão: fator genético, ansiedade, estresse, distúrbios hormonais, medicamentos, entre outros. Acometem tanto homens quanto mulheres.

Seja qual for a causa, precisam de orientação e tratamento médico, e quanto mais cedo for iniciado, melhor será o resultado.

Os tratamentos médicos indicados podem ser:

  • Correção de distúrbios hormonais
  • Medicamentos tópicos (soluções de minoxidil e 17 alfa estradiol)
  • Medicamentos orais (finasterida, antiandrógenos sistêmicos, como ciproterona e espironolactona)
  • Lasers que podem estimular o crescimento dos fios
  • Transplante de cabelo, nos casos mais acentuados
  • Tratamento para transtornos de ansiedade ou sintomas psicológicos.

A alimentação também tem papel importante no tratamento da queda de cabelo. O consumo de frutas, verduras, proteínas e ferro é essencial para garantir o nascimento e o crescimento dos fios de cabelo.

Evitar o uso abusivo de produtos químicos, como alisamentos e tinturas à base de amônia, pois danificam os fios, deixando-os frágeis e quebradiços, o que acentua a queda de cabelos.

Ter um estilo de vida saudável, com uma alimentação balanceada, ajuda a evitar a queda de cabelos. O uso de suplementos também auxilia na prevenção da perda excessiva de cabelos.

Realizar atividade física de forma regular, ou acompanhamento psicológico, quando for necessário, auxilia tanto o equilíbrio hormonal quanto mental, favorecendo no tratamento.

Lavar os cabelos todos os dias não faz o cabelo cair. Contudo, a temperatura do secador não deve ser muito alta e deve-se mantê-lo a uma distância de pelo menos 30 centímetros do cabelo. Também deve-se evitar puxar muito o cabelo na hora de secá-lo.

As pinturas no cabelo não devem ser feitas mais de uma vez por mês e aconselha-se evitar pintar os cabelos no mesmo dia de realizar outro tratamento danoso ao cabelo, como alisamento.

É importante lembrar que a calvície deve ser tratada com profissional especializado, receitas caseiras e xampus fortificantes não são capazes de resolver o problema.

Vale lembrar que a queda de cabelo nem sempre é sinal de doença. É normal perder por dia cerca de 100 fios de cabelo. Ainda, algumas situações causam a queda de cabelo, sem que signifique uma doença, como estações do ano ou durante a amamentação.

Tipos de queda de cabelo

A maior parte das doenças que causa queda de cabelo afetam o fio de duas formas principais:

Interferência no ciclo do folículo piloso (fio de cabelo)

Mudança de estação (Verão-Outono), má alimentação, cirurgias e uso de alguns medicamentos podem interferir no ciclo do cabelo e causar uma queda maior de fios. Se a queda de cabelos for muito intensa, pode-se notar a presença de menos cabelo no couro cabeludo.

Lesão da porção do folículo piloso responsável pela sua regeneração

Existem diversas doenças inflamatórias que atingem o couro cabeludo e podem causar queda de cabelo. Mesmo na calvície, a queda de cabelos é provocada por processos inflamatórios associados a fatores genéticos. Como resultado, as células que regeneram o fio de cabelo morrem, deixando os cabelos mais finos e frágeis.

Saiba mais em: O que é alopecia?

É possível prevenir a queda de cabelo?

Se a causa da queda de cabelos for a alopecia androgenética, não há como prevenir, já que se trata de um problema genético. Para outras situações, alguns cuidados podem ajudar a diminuir a queda de cabelo.

Portanto, na observação de queda de cabelo, procure um/a médico/a dermatologista para que seja avaliado as características e as prováveis causas do problema.

Leia também:

Queda de cabelo feminino, o que pode ser? Como tratar?

Quais os problemas que causam queda de cabelo?