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Unha inflamada: o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Unha inflamada é uma condição chamada paroníquia. Trata-se de uma infecção de pele que ocorre ao redor das unhas, deixando a unha infeccionada e o dedo inflamado. A paroníquia ocorre devido a uma lesão no dedo ou na unha, como por exemplo, morder o canto dos dedos, “cutucar” a unha ou ainda tirar a cutícula. A unha pode ficar inflamada devido a uma infecção causada por bactérias ou fungos.

A paroníquia causada por fungos pode ocorrer em pessoas que têm uma infecção fúngica na unha, diabetes ou que deixam as mãos muito expostas à água.

Como saber se uma unha está inflamada? Quais os sintomas?

Quando a unha inflamada é causada por infecção bacteriana, os sintomas surgem repentinamente. Se a infecção é devida a um fungo, os sintomas se manifestam mais lentamente.

A área ao redor da unha infeccionada fica dolorosa, vermelha e inchada. A inflamação geralmente ocorre na região da cutícula, no canto da unha ou em outra parte do dedo que sofreu alguma lesão.

O dedo inflamado pode apresentar bolhas cheias de pus, especialmente quando a unha está infeccionada com bactérias. Também podem ocorrer alterações na unha, que pode ficar descolada, deformada ou adquirir uma outra cor.

Se a infecção na unha ou no dedo se espalhar para o resto do corpo, os sintomas podem incluir febre, calafrios, riscos vermelhos na pele, sensação de mal-estar, dor nas articulações e dor muscular.

Para identificar o fungo ou a bactéria responsável pela inflamação na unha, o pus ou o fluido que sai do local pode ser drenado e enviado para um laboratório para determinar que tipo de bactéria ou fungo está deixando a unha infeccionada e o dedo inflamado.

O que fazer em caso de unha inflamada?

Se a unha inflamada estiver infeccionada com bactérias, recomenda-se mergulhar a unha em água morna, durante 15 a 20 minutos, 2 ou 3 vezes ao dia, para ajudar a reduzir a dor e a inflamação.

Nos casos mais graves de unha e dedo inflamados, pode ser necessário fazer um pequeno corte para drenar o pus. Também pode ser necessário retirar uma parte da unha infeccionada.

O remédio usado para tratar unha inflamada depende da causa da infecção. Para infecções bacterianas, são indicados antibióticos. Quando a paroníquia é causada por infecção fúngica, o tratamento é feito com remédio antifúngico. Também podem ser indicados medicamentos tópicos, para serem aplicados diretamente na unha infeccionada.

Além dos medicamentos, é importante ter alguns cuidados durante o tratamento de uma unha infeccionada, que também ajudam a prevenir novas inflamações na unha ou no dedo:

  • Cuide bem das unhas e da pele ao redor;
  • Evite qualquer dano às unhas ou nas pontas dos dedos. Como as unhas crescem lentamente, uma lesão pode durar meses;
  • Não morda nem cutuque as unhas ou os cantos dos dedos;
  • Proteja as unhas da exposição a detergentes e produtos químicos usando luvas de proteção de borracha ou plástico;
  • Não tire as cutículas enquanto a unha estiver inflamada.

Para minimizar o risco de danos na unha e prevenir novas infecções:

  • Mantenha as unhas suavemente aparadas, cortando-as semanalmente;
  • Corte as unhas dos pés uma vez por mês;
  • Quando tratar das unhas dos pés e das mãos, use tesouras afiadas, cortadores de unhas ou uma lixa para suavizar os cantos das unhas;
  • Corte as unhas após o banho, pois estão mais amolecidas;
  • Apare as unhas mantendo os cantos ligeiramente arredondados;
  • Corte as unhas dos pés em linha reta e não muito curtas;
  • Não corte as cutículas nem use removedores de cutículas. Isso pode danificar a pele ao redor da unha. Tirar a cutícula causa danos à pele, permitindo a entrada de bactérias que podem causar uma infecção.

Em geral, não é difícil curar a unha inflamada, uma vez que a paroníquia responde bem ao tratamento. Contudo, as infecções causadas por fungos podem durar vários meses.

A inflamação na unha normalmente não traz complicações. Quando ocorrem, podem incluir formação de abscesso, alterações permanentes na forma da unha e propagação da infecção para tendões, ossos e circulação sanguínea.

O médico dermatologista, clínico geral ou médico de família são especialistas indicados para diagnosticar e tratar unha inflamada ou infeccionada.

O que é angioma?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Angioma é uma proliferação anormal de vasos sanguíneos. Trata-se de um tumor benigno que surge principalmente na pele, mas também pode aparecer em órgãos internos como fígado, cérebro, trato gastrointestinal, entre outros. 

O angioma rubi é o mais comum de todos os angiomas. Geralmente surge depois dos 30 anos, podendo aparecer isoladamente ou em várias partes do corpo. O angioma rubi é uma bolinha vermelha semelhante a uma cereja pequena. Normalmente tem entre 1 e 4 mm de diâmetro, com tendência para aumentar de tamanho com o tempo.

angioma plano é uma mancha vermelha e plana que muitas vezes está presente desde o nascimento. Esse tipo de angioma é decorrente de uma má formação congênita que contribui para o aumento da quantidade de capilares (vasos sanguíneos muito pequenos) na pele.

Os angiomas do tipo tuberoso normalmente se desenvolvem após o nascimento e proliferam-se. O seu primeiro sinal pode ser uma mancha rósea ou um pequeno ponto vermelho na pele. Esse angioma pode ser superficial ou profundo, podendo regredir ou evoluir de maneira a colocar em perigo a saúde e a vida do bebê.

O angioma cavernoso tem coloração arroxeada e compromete a pele e os tecidos que estão abaixo dela, como músculos, ossos e órgãos. Já está presente ao nascimento, sendo decorrente de má formação congênita. Com o avançar da idade, o angioma cavernoso aumenta de tamanho.

Apesar do seu caráter benigno, alguns angiomas podem causar complicações como úlceras, desfigurações e comprometimento de órgãos vitais. Um angioma próximo ao olho ou vias respiratórias, por exemplo, pode interferir na visão e na respiração. Por isso, em alguns casos, é necessário um tratamento específico para eliminá-lo.

Veja também: Hemangioma pode virar câncer?

O tratamento do angioma pode ser feito com laser, eletrocoagulação, medicamentos ou cirurgia, dependendo do caso e do tipo de angioma.

O angioma deve ser avaliado pelo/a médico/a que durante o acompanhamento da/o paciente indicará a necessidade ou não do tratamento.

Que tipos de micose existem?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

As infecções fúngicas (micoses) podem acometer várias partes do corpo e podem ser classificadas em:

  • Micoses superficiais: pitiríase versicolor, piedra branca e piedra preta, tinea nigra;
  • Micoses cutâneas: tineas;
  • Micoses subcutâneas: esporotricose, cromomicose, lobomicose e rinosporidiose;
  • Micoses sistêmicas: paracoccidioidomicose, histoplasmose, coccidioidomicose e blastomicose americana;
  • Micetomas.

As micoses cutâneas (tineas) são as infecções mais comuns e podem ser classificadas quanto ao local que acometem:

  • Tinea capitis: é a micose que afeta o couro cabeludo. Clinicamente se caracteriza pelo surgimento de uma "clareira", ou seja, uma área em que há queda dos cabelos, e usualmente há presença de descamação. É muito comum em crianças e o tratamento necessariamente deve ser feito com antifúngico por via oral, sendo que a principal escolha é a griseofulvina, que deve ser utilizada durante oito semanas, no mínimo. Na maioria dos casos, o cabelo cresce novamente, sem deixar cicatrizes;
  • Tinea barbae: é a micose que afeta a região da barba. Clinicamente se caracteriza pela ocorrência de lesões avermelhadas ao redor dos folículos pilosos, algumas vezes associadas a bolhinhas de pus, que podem drenar secreção serossanguinolenta. O tratamento é também preferencialmente feito por via oral;
  • Tinea corporis: é a micose que afeta a pele glabra, ou seja, aquela sem grande densidade de pelos, como couro cabeludo e barba. As lesões são caracterizadas como "manchas" avermelhadas, com descamação nas bordas. O tratamento é feito com antifúngicos tópicos;
  • Tinea unguium: é a micose das unhas, ou onicomicose. Clinicamente se caracteriza pela presença de deformidade das unhas, que podem se tornar esbranquiçadas, tortuosas, mais espessas e descoladas do leito ungueal. O tratamento pode ser feito com antifúngicos tópicos, sistêmicos ou em associação (veja também: Unhas amareladas podem ser sinal de doença?);
  • Tinea manum/pedis: é a micose das mãos e dos pés. Pode apresentar-se de algumas formas, como lesões bolhosas interdigitais, lesões avermelhadas e descamativas, lesões esbranquiçadas interdigitais ou hiqueratose plantar/palmar (quando a região fica mais espessa e endurecida). O tratamento é feito com antifúngicos tópicos;
  • Tinea cruris: é a micose da região das virilhas. Caracteriza-se pela presença de lesões avermelhadas e pruriginosas. O tratamento é feito com antifúngicos tópicos.

Também pode lhe interessar: Histoplasmose: O que é, quais são os sintomas e como tratar?; Fungos na pele podem causar micose?

Idealmente o diagnóstico e tratamento das tineas devem ser feitos pelo médico dermatologista. Contudo, o clínico geral ou pediatra também pode diagnosticar e tratar as micoses.

Aqueles casos que não responderam ao tratamento tópico devem ser encaminhados para avaliação com o dermatologista.

É importante frisar que devem ser evitadas as associações com corticoesteróides tópicos, como a betametasona, pois pode piorar o quadro ou mascarar os sintomas.

Lábios ressecados: Quais são as causas e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As principais causas de lábios ressecados são o frio, o vento, o clima seco, a desidratação e a exposição ao sol. Os lábios também podem ficar secos em casos de reação alérgica, uso de batons e pastas de dentes, ou ainda ingestão de certos alimentos e bebidas. O tratamento consiste basicamente na hidratação diária do lábios.

Os lábios são cobertos por uma mucosa que não possui glândulas sebáceas, ao contrário de outras partes da pele, como a do rosto, por exemplo.

Por isso, a falta de uma camada protetora de gordura e a espessura fina da mucosa deixam os lábios mais sensíveis aos agentes externos, pelo que podem ficar ressecados e rachados com mais facilidade.

Passar a língua nos lábios pode trazer algum alívio momentâneo, mas não é aconselhável. A saliva possui enzimas digestivas que agridem a mucosa da boca, que, como já foi dito, é muito sensível. Por esse motivo, esse hábito deve ser evitado, pois deixa os lábios ainda mais ressecados.

Portanto, a primeira coisa a fazer para evitar e tratar o ressecamento dos lábios é combater a desidratação labial. Aumentar a ingestão de água é o primeiro passo, principalmente se a secura for causada pelo clima frio e seco ou pela exposição solar prolongada.

Além disso, é muito importante usar hidratantes labiais, como os compostos por manteiga de cacau.

Quem tem tendência para ficar com os lábios ressecados e usa batons cosméticos regularmente, deve escolher os batons que têm propriedades hidratantes.

Se os lábios continuarem ressecados e começarem a rachar, consulte um médico dermatologista para receber orientações quanto ao tratamento mais adequado.

Saiba mais em:

Pele ressecada: o que pode ser?

Pele ressecada: o que fazer?

O que é psoríase e quais são os sintomas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele, de natureza auto imune. A psoríase não é contagiosa e os seus sintomas são cíclicos, ou seja, aparecem e desaparecem periodicamente.

Grande parte dos casos de psoríase ocorre em pessoas com idade entre 15 e 30 anos, embora também seja frequente em indivíduos entre 50 e 60 anos. A doença costuma estar associada diabetes, doenças do coração, ansiedade ou depressão.

Há 5 tipos de psoríase. O mais comum é a que forma as placas avermelhadas na pele, com a superfície esbranquiçada. Lembrando que as placas são formadas por células mortas.

Quais as causas da psoríase?

A psoríase tem causa desconhecida, mas sabe-se que a doença pode estar relacionada com fatores genéticos, sistema imunológico e interações com o meio ambiente. Em muitos casos, a doença é desencadeada por estresse emocional, atrito da pele ou ainda processos infecciosos.

Acredita-se que a origem da psoríase esteja relacionada com os linfócitos T, que são células de defesa do organismo.

Os linfócitos libertam substâncias inflamatórias que produzem respostas imunológicas, com dilatação dos vasos sanguíneos e consequente infiltração de outras células de defesa na pele.

Com a resposta imunológica, as células da pele são atacadas e, consequentemente, a produção delas aumenta. A rapidez na produção de novas células gera as escamas.

Esse ciclo de maturação mais curto das células dificulta a eliminação tanto das células mortas como das mais jovens, formando então as manchas descamativas e espessas na pele.

A psoríase muitas vezes é desencadeada por eventos estressantes, amigdalites, uso de certos medicamentos, cortes na pele, além de queimaduras de sol e frio. 

Quais são os sintomas da psoríase?

A psoríase caracteriza-se por lesões avermelhadas e descamativas na pele, sobretudo nos joelhos, cotovelos e couro cabeludo. Os sinais podem se manifestar também nas unhas, palmas das mãos, plantas dos pés ou ainda em toda a superfície do corpo.

Placas avermelhadas que caracterizam a psoríase

Outros sintomas da psoríase incluem ainda pele ressecada e rachada, coceira, dor, queimação, unhas grossas, descoladas e com sulcos.

Porém, existe um tipo de psoríase que acomete as articulações e pode afetar gravemente a mobilidade da pessoa, por vezes levando a incapacidade, chamada artrite psoriática. Os seus sintomas incluem dor, inchaço, rigidez e deformidades nas articulações de mãos, pés, pernas, braços ou coluna.

Veja também: O que é artrite psoriática? Quais são os sintomas e como tratar?

Os sintomas da psoríase variam conforme o tipo de doença. Nos casos mais leves, as manifestações podem causar apenas desconforto, enquanto que nos casos mais graves a dor e as alterações podem trazer prejuízos significativos na qualidade de vida e autoestima do paciente.

Qual é o tratamento para psoríase?

O tratamento da psoríase depende do local e do tamanho da área afetada. Em áreas pequenas e limitadas, são utilizados fototerapia ou cremes. Quando a psoríase prejudica a qualidade de vida do paciente, podem ser indicados medicamentos por via oral ou injetável como imunossupressores. 

A fototerapia consiste na aplicação de raios ultravioleta capazes de diminuir o ritmo de multiplicação das células da pele. O médico também pode recomendar exposições moderadas ao sol, como forma de complementar o tratamento.

Muitas vezes, o uso de pomadas, hidratantes ou xampu já é suficiente para controlar a formação de placas, reduzindo a inflamação e a multiplicação celular. Em outros casos, o tratamento é feito com laser.

O diagnóstico e o tratamento da psoríase é da responsabilidade do médico dermatologista.

O que é alopecia?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Alopecia é a perda de cabelo em áreas em que normalmente ele deveria crescer. É um problema que acomete homens e mulheres, podendo ser causado por influências genéticas, processos inflamatórios locais ou doenças sistêmicas.

A alopecia pode ser dividida em diferentes tipos, os principais são: alopecia androgenética, alopecia cicatricial, alopecia areata, alopecia mecânica, alopecia devido a causas sistêmicas, alopecia difusa.

Alopecia androgenética (calvície)

É um dos principais tipos de alopecia. Os fios ficam cada vezes mais finos, pode iniciar na adolescência, mas só fica aparente a partir dos 40 a 50 anos. Nos homens começa normalmente na região frontoparietal (escalpo), onde o cabelo fica mais fino, parecendo com uma pelugem, nas mulheres costuma acometer mais a região central do couro cabeludo ou ser mais difusa. Está relacionada com a idade e também com a predisposição genética.

Alopecia cicatricial

Queda de cabelo provocada por traumatismo, queimaduras químicas, físicas ou devido à quimioterapia. Pode ainda ser causada por doenças que evoluem para atrofias ou cicatrizes, como piodermites, leishmaniose, tuberculose, herpes zoster, entre outras.

Alopecia areata

Caracteriza-se por áreas arredondadas ou ovalares sem cabelo, de tamanhos variados, podendo ser únicas ou múltiplas, sem grandes alterações na pele. Pode ocorrer no couro cabeludo e/ou em outras regiões com pelos. Em alguns casos, pode evoluir para perda total do cabelo.

Alopecia areata Alopecia mecânica

Queda de cabelo causada por fatores físicos sobre o couro cabeludo. Em casos antigos, em que a ação mecânica fez-se por um longo tempo, a alopécia pode tornar-se irreversível.

Alopecia devido a causas sistêmicas

Pode ocorrer queda de cabelo difusa em várias doenças que afetam o organismo como um todo, como lúpus eritematoso sistêmico, dermatomiosite, anemia ferropriva, diabetes, hiper e hipotireoidismo, entre outras.

Alopecia difusa

O processo é mais difuso, principalmente na região central do couro cabeludo e nas áreas frontais, sem uma alopecia completa. Nas mulheres pode estar relacionada com o período da menopausa e climatério devido as mudanças hormonais dessa fase. Também está presente em doenças sistêmicas que causam queda de cabelo.

Qual é o tratamento para alopecia?

O tratamento da alopecia depende do tipo de alopecia. Pode incluir o uso de medicamentos de aplicação local, medicamentos orais, lasers específicos que estimulam o crescimento do cabelo e transplante capilar.

Durante o tratamento da alopecia, também é importante ter cuidados com a alimentação, que deve ser balanceada e rica em frutas, vegetais, proteínas e ferro.

Os alisamentos e as tinturas à base de amônia devem ser evitados, uma vez que esses produtos químicos danificam os cabelos, deixando os fios frágeis e quebradiços, aumentando a queda de cabelo.

Caso apresente queda de cabelo consulte um clínico geral ou médico de família para uma avaliação inicial, em casos de maior complexidade pode ser necessário o acompanhamento por um dermatologista.

Existe algum tratamento para foliculite?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Em geral, a foliculite resolve-se espontaneamente sem necessidade de um tratamento específico. Porém, algumas medidas podem aliviar a dor e o incômodo como aplicar compressas mornas no local da inflamação, além de evitar depilação e raspagem dos pelos.

Caso a foliculite fique persistente ou se agrave, pode ser indicado o uso de pomadas contendo antibiótico ou drenagem para eliminação do pus. Em alguns casos, também podem ser usados medicamentos antibióticos por via oral, além de corticoidees orais ou em pomada.

Foliculite

Na maioria dos casos, a foliculite é leve e cura-se espontaneamente. O tratamento é necessário nos casos mais graves e persistentes, ou ainda quando a foliculite torna-se recorrente. O tratamento nesses casos depende do tipo e da gravidade da infeção.

Se a foliculite evoluir e formar furúnculos, pode ser necessário realizar uma drenagem cirúrgica para eliminar o pus, diminuir a dor e acelerar a cura da infecção.

Caso a foliculite provoque coceira intensa, a aplicação de água morna ajuda a aliviar o desconforto. Também podem ser prescritos medicamentos específicos para acalmar o prurido.

O que é foliculite?

Foliculite é uma infecção bacteriana superficial do folículo capilar ou piloso. Por isso, em qualquer região do corpo que contenha pelo, a foliculite pode acontecer, apesar de ser mais frequente em regiões submetidas à depilação ou raspagem frequente como barba, axilas, virilha e coxas.

Quais os sinais e sintomas da foliculite?

A foliculite caracteriza-se pela formação de pequenas espinhas com a extremidade branca ao redor de um pelo. A infecção pode ser superficial ou profunda.

A foliculite superficial atinge somente a porção superior do pelo e se manifesta pela formação de espinhas vermelhas pequenas que podem ou não conter pus. O local fica avermelhado, dolorido e mais quente. Também pode haver coceira e aumento da sensibilidade no local.

A foliculite profunda atinge camadas mais profundas da pele e pode levar à formação de furúnculos. Nesses casos, as lesões são semelhantes a grandes espinhas elevadas, com pus amarelo no centro. Atinge uma área maior de pele, que fica vermelha e dolorida. Também pode haver coceira e a dor pode ser intensa.

A foliculite profunda pode deixar cicatrizes e provocar a destruição permanente do pelo ou cabelo.

O diagnóstico e tratamento da foliculite é da responsabilidade do/a médico/a de família, clínico/a geral ou dermatologista.

Saiba mais em: O que é um furúnculo e como se forma?

Como controlar Herpes Labial?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Para controlar o herpes labial, deve-se utilizar logo no início dos sintomas medicamentos antivirais prescritos pelo/a médico/a, além de medidas para prevenir o seu aparecimento. Há ainda vacinas que diminuem de forma significativa a frequência dos surtos do herpes na boca.

Existem fatores que facilitam a manifestação do vírus e o aparecimento do herpes labial, tais como queda da imunidade, estresse, cansaço, febre, bem como exposição ao sol e a temperaturas muito frias. Nesses últimos casos, o uso de protetores labiais podem ajudar a controlar o herpes bucal.

Como tratar o herpes labial?

O tratamento do herpes labial deve começar assim que apareçam os primeiros sinais e sintomas. O remédio geralmente usado para tratar o herpes é o Aciclovir, em comprimidos e em pomada. A duração do tratamento é de 5 a 7 dias.

O ideal é começar a tomar o medicamento ainda antes do aparecimento das lesões. Muitos pacientes referem dormência no local antes do herpes se manifestar. Nesse momento, já pode começar a tomar a medicação, conforme orientação médica.

Herpes labial tem cura?

O herpes labial não tem cura. Por isso, é importante que a pessoa aprenda a identificar quais os fatores que estimulam o seu aparecimento para evitá-los. Quando não for possível, identificar o início dos sintomas a fim de utilizar os medicamentos necessários, ainda nessa fase, evitando a sua progressão.

Herpes labial é contagioso?

O herpes labial é altamente transmissível. Porém, o contágio ocorre apenas pelo contato direto com as lesões, como no caso de beijo, ou pelo uso imediato de algum objeto contaminado como batom, copo ou toalhas. O aparecimento das lesões ocorre somente em cerca de 10% das pessoas contaminadas com o vírus.

Quais os sintomas do herpes labial?

Os sintomas do herpes labial são: ardência ou coceira, inchaço, vermelhidão, aparecimento de pequenas bolhas, rompimento das bolhas, inflamação e formação de crostas (casquinhas).

O/a médico/a de família, clínico/a geral, dermatologista ou infectologista são as/os médicas/os que poderão diagnosticar e tratar o herpes labial.