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Endocrinologia

Pressão baixa, desmaios, boca e unhas roxas e queda de cabelo, o que pode ser?

Pressão baixa, desmaios, boca e unhas roxas e queda de cabelo pode ser um distúrbio endocrinológico chamado doença de Addison, também conhecida como insuficiência adrenal crônica ou hipocortisolismo, é um distúrbio causado pelo mal funcionamento das glândulas adrenais, que ficam na região acima dos rins, no qual ocorre uma redução significativa da produção do hormônio cortisol e, algumas vezes, da aldosterona.

Alguns sintomas da insuficiência adrenal crônica são: fadiga e fraqueza, emagrecimento, queda de cabelos, escurecimento da pele nas áreas mais expostas ao sol e nas dobras do corpo, pressão baixa, tontura e desmaios, dores na barriga, na cabeça e musculares, diarreia, irritabilidade e depressão, vontade de comer sal e alimentos salgados, hipoglicemia, enjoos e vômitos.

A doença de Adisson pode ser causada por uma alteração do sistema imunitário do organismo que o leva a produzir anticorpos contra suas próprias glândulas adrenais e que passam a agredi-las. A insuficiência adrenal crônica também pode ser provocada por outras doenças como a tuberculose, AIDS, tumores, hemocromatose, sarcoidose, hiperplasia adrenal congênita e pelo uso crônico de alguns medicamentos.

O  diagnóstico e tratamento da insuficiência adrenal é feito pelo endocrinologista.

O que é o exame TSH ultra sensível?

O TSH ultra sensível é o nome do exame de sangue utilizado para detectar alterações nos níveis do hormônio estimulante da tireóide (TSH) que atua estimulando a produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina) pela tireóide, que é uma glândula localizada na região anterior do pescoço. Esse exame é utilizado para auxiliar no diagnóstico de alterações no funcionamento da tireóide como o hipotireoidismo primário e o hipertireoidismo

A produção do TSH pela hipófise, importante glândula localizada no cérebro, é regulada por um mecanismo compensatório da tireóide. Assim sendo, se a produção T3 e T4 pela tiroide estiver elevada, a secreção de TSH  pela hipófise será reduzida, para que a tireóide seja menos estimulada e reduza sua produção de T3 e T4. Caso a produção de hormônios tireoidianos esteja baixa, a hipófise aumentará a produção do TSH, mantendo um equilíbrio.

Dessa forma, resultados elevados do TSH podem significar que está ocorrendo uma baixa produção de T3 e T4 pela tireóide, o que indicaria um hipotireoidismo. Se ao contrário, os níveis de TSH no sangue estiverem diminuídos, pode significar uma alta produção de T3 e T4 pela tireóide, o que levaria ao diagnóstico de hipertireoidismo.

O endocrinologista é o especialista indicado para realizar o diagnóstico e tratamento dos problemas da tiroide.

O que é estradiol?

O 17-beta estradiol é o estrogênio mais ativo e importante para a mulher em idade fértil.  É produzido nos ovários, nas glândulas adrenais, nos testículos e pela conversão periférica da testosterona. Algumas das suas funções no organismo:

  • Reprodução feminina:  atua como um hormônio de crescimento para o tecido dos órgãos reprodutivos, sendo fundamental para a concepção e a manutenção da gravidez;
  • Desenvolvimento sexual feminino: impulsiona o desenvolvimento das características sexuais secundárias femininas. Estimula o crescimento das mamas e é responsável por mudanças no corpo, afetando ossos, articulações, e distribuição de gordura;
  • Ossos: é importante para a saúde dos ossos, tanto que mulheres pós-menopausa, em que os níveis de estradiol são baixos, tem maior risco de osteoporose;
  • Cérebro: desempenha um papel significativo na saúde mental da mulher, especialmente no que se relaciona a humor e bem-estar;
  • Vasos sanguíneos: promove vasodilatação;
  • Câncer: pode estar associado a surgimento de certos cânceres, especialmente mama e endométrio.

Deve ser dosado em mulheres com amenorréia primária (que nunca menstruaram) ou secundária (que pararam de menstruar), aquelas que estão tendo dificuldade para engravidar e pode auxiliar no diagnóstico da menopausa.

Os níveis de estradiol se alteram durante o ciclo menstrual da mulher. Começa a aumentar no meio da fase folicular (quando ocorre estímulo a alguns folículos ovarianos), atinge o pico no meio do ciclo, a partir do ponto em que começa a cair, atingindo um segundo pico na fase luteínica (fase em que o corpo lúteo, estrutura que fica no ovário após a liberação do óvulo, produz progesterona). 

O seguimento dos níveis de estradiol deve ser feito pelo médico ginecologista ou endocrinologista.

Saiba mais em: Como é o exame do estradiol?

Fiz exame de TSH e deu um pouca aumentado...

è uma pequena alteração que isoladamente não confirma o diagnóstico de hipotireoidismo, precisa levar esse exame a um médico para continuar a investigação.

Sinto muita fome: o que pode ser?

Sentir muita fome pode ser sinal de que você não está se alimentando de forma adequada ou pode estar com alguma alteração hormonal, algum transtorno alimentar ou psicológico. Além disso, gravidez e o uso de alguns medicamentos também provocam fome.

As principais causas de uma fome exagerada, difícil de saciar, são:

  • Ficar muito tempo sem comer;
  • Ter uma alimentação pobre em nutrientes ou calorias;
  • Gravidez;
  • Estresse, ansiedade, depressão, nervosismo, frustrações;
  • TPM (tensão pré-menstrual);
  • Uso de medicamentos como corticoides, ciproeptadina e antidepressivos;
  • Bulimia (transtorno alimentar que leva a pessoa a comer de forma exagerada e depois induzir vômito ou tomar laxantes para não engordar);
  • Hipertireoidismo;
  • Hipoglicemia (pouco açúcar no sangue) - pode ser o resultado de um jejum prolongado ou exercício físico intenso, por exemplo;
  • Diabetes - pessoas com diabetes possuem ausência ou pouca produção de insulina, um hormônio que transporta o açúcar para dentro das células para ser transformado em energia; sem medicamentos ou aplicações de insulina, o açúcar permanece na circulação sanguínea do diabético e as células do corpo "ficam famintas", o que faz o cérebro continuar a enviar o sinal de fome;
  • Vermes - tanto podem aumentar como diminuir o apetite.
Sinto muita fome ou será que é vontade de comer?

A fome física, o apetite propriamente dito, tem as seguintes características:

  • Aumenta aos poucos;
  • Surge mais de 3 horas depois da última refeição;
  • Qualquer coisa serve para saciá-la;
  • Desaparece quando a pessoa come o suficiente e causa satisfação.

Já a vontade de comer, a chamada "fome psicológica", caracteriza-se por:

  • Surge de repente;
  • É específica, a pessoa sente vontade de comer determinados alimentos;
  • Ocorre a qualquer hora;
  • Pode persistir, mesmo após a ingestão de bastante comida;
  • A comida traz satisfação, mas logo a seguir vem um sentimento de culpa.

Caso você não consiga perceber exatamente a razão de sentir tanta fome, consulte um médico clínico geral, um médico de família ou um endocrinologista.

Quais são os valores de referência da hemoglobina glicada?

Os valores de referência para hemoglobina glicada dependem do paciente e do motivo pelo qual o médico o solicitou.

Para o diagnóstico de diabetes, consideram-se valores acima de 6,5%, confirmados em outra ocasião. Indivíduos com valores entre 5,7% e 6,4% são considerados de alto risco para o desenvolvimento de diabetes.

Para indivíduos já com diagnóstico de diabetes, a hemoglobina glicada pode ser utilizada para o seguimento do controle da doença, refletindo a média das glicemias nos últimos três meses. O valor de hemoglobina glicada mantido abaixo de 7% (método HPLC) protege contra o surgimento e a progressão das complicações microvasculares do diabetes (sequelas oculares e renais) e da neuropatia. Todavia, tendo em conta que a glicemia e os problemas vasculares têm uma correlação contínua, para uma boa parte dos pacientes é importante tentar alcançar o valor mais próximo da normalidade. No entanto deve se procurar não aumentar o número de episódios de hipoglicemia repetidos. O controle muito rígido pode não ser benéfico em todos os pacientes. Indivíduos com longa duração do diabetes, e/ou que tenham mantido mau controle glicêmico por longos períodos, assim como como aqueles que apresentam complicações crônicas já instaladas (alteração ocular, renal, aterosclerose, neuropatia), podem ter alvos de HbA1C menos rígidos (até 8%). 

O diagnóstico e seguimento do diabetes deve ser feito por médico clínico geral ou endocrinologista.

Feridas que não cicatrizam, o que fazer?

Esse tipo de ferida, que geralmente aparece em pessoas com diabetes ou problemas de circulação, ou ainda naqueles que têm mobilidade reduzida e que ficam muitas horas na mesma posição, exige um cuidado especial, já que tem grande potencial de complicações graves como infecção, necrose e necessidade de amputação do membro acometido.

Seu tratamento envolve alguns princípios, como alívio da pressão sobre as lesões com uso de palmilhas ou acolchoamentos apropriados, melhora da qualidade da circulação sanguínea, tratamento de infecções oportunistas, controle da doença de base (por exemplo, o diabetes), avaliação e curativos frequentes das feridas, desbridamento da ferida (remoção de tecidos mortos ou infectados), controle de secreções e constante hidratação do local, realização de curativos com materiais especiais e medicações que estimulem a cicatrização.

Tratamentos mais especializados como fototerapia, laserterapia, terapia hiperbárica e terapia de pressão negativa também podem ser úteis.

Em alguns casos, é necessário internar para realizar curativos e medicações sob supervisão mais direta.

De todo modo, o acompanhamento deve ser feito por uma equipe multiprofissional, composta por médico, enfermeiro e fisioterapeuta, quem tenham experiência no tratamento desse tipo de ferida.

Anabolizantes cortam o efeito do anticoncepcional?

Sim, anabolizantes podem cortar o efeito do anticoncepcional. Uma vez que os anabolizantes são hormônios, eles podem interferir com a metabolização dos hormônios presentes no anticoncepcional, anulando o seu efeito.

A ação dos anabolizantes no fígado é imprevisível e é este o órgão responsável pelo metabolismo dos hormônios que estão no anticoncepcional e no anabolizante.

Os anabolizantes, por serem quase sempre derivados da testosterona, um hormônio masculino, diminuem o efeito dos hormônios femininos.

Mulheres que usam anabolizantes e tomam anticoncepcional devem utilizar outro método para evitar uma gravidez.

veja também: Anabolizantes podem suspender a ovulação e causar infertilidade?

Além disso, caso fique grávida, existe um grande risco de haver malformações fetais, com alterações no desenvolvimento dos genitais do bebê.

O uso de anabolizantes pode prejudicar gravemente a saúde da mulher, podendo causar:

  • Menopausa precoce;
  • Osteoporose;
  • Aumento do colesterol ruim (LDL) e diminuição do bom colesterol (HDL), aumentando o risco de infarto e derrame;
  • Câncer de fígado;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Comprometimento de fígado e rins;
  • Aumento da agressividade, ansiedade e competitividade;
  • Transtorno bipolar;
  • Aumento do clitóris;
  • Angina de peito.

Para maiores informações e esclarecimentos sobre o uso de anabolizantes, consulte um médico endocrinologista.