Perguntar
Fechar
O que pode causar leucopenia?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

A leucopenia pode aparecer como variação normal em algumas situações da vida, ou como sinal de vários tipos diferentes de doença. Entre elas, infecções, inflamações, doenças da medula óssea, da tireoide e do baço, doenças autoimunes e algumas doenças genéticas. Podem aparecer também como complicação do uso de alguns medicamentos, quimioterapia e radioterapia.

Trata-se da redução no número de células de defesa do corpo, chamadas leucócitos. O tratamento vai depender da causa, que deve ser investigada inicialmente pelo médico que solicitou o hemograma, o qual poderá encaminhar a algum especialista se achar necessário.

Saiba mais em: Leucograma: Para que serve e quais os valores de referência?

Quais são os sinais e sintomas do linfoma?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O principal sintoma do linfoma é o aumento dos gânglios linfáticos ("ínguas") nas regiões do pescoço, clavículas, axilas e ou virilhas. Nos linfomas, os gânglios linfáticos ou linfonodos, como também são conhecidos, aumentam de tamanho, ficam endurecidos, mas geralmente não causam dor. Em geral, o crescimento é lento, a pele não fica avermelhada, a temperatura local não aumenta e a superfície da íngua é irregular.

Sua classificação é dividida em linfomas de Hodgkin e linfomas não-Hodgkin.

Nos linfomas de Hodgkin, os linfonodos crescem lentamente, enquanto que nos linfomas não-Hodgkin o crescimento dos gânglios é mais rápido. O linfoma de Hodgkin ocorre principalmente em adolescentes e adultos jovens, enquanto que o linfoma não-Hodgkin é mais comum entre os 50 e 65 anos de idade podendo ser encontrado em qualquer faixa etária, inclusive em crianças. Com prevalência pouco aumentada no sexo masculino e raça branca.

Quando o câncer surge no tórax, pode haver tosse, dor no peito e falta de ar. Se o tumor se desenvolver no abdômen, a pessoa pode ter a sensação de estômago cheio e a barriga pode ficar inchada.

Outros sinais e sintomas dos linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin incluem transpiração excessiva durante a noite, febre, coceira e emagrecimento sem causa aparente.

É importante frisar que, na maioria das vezes, as ínguas estão relacionadas com inflamações ou infecções localizadas próximas aos gânglios. O aumento do linfonodo significa que o corpo está reagindo a alguma infecção ou a agentes agressores.

Veja também: Toda íngua é linfoma? Como saber a diferença?

Os gânglios linfáticos são pequenos órgãos de defesa localizados no trajeto dos vasos linfáticos. Eles filtram a linfa, podendo reter, destruir ou retardar a proliferação de micro-organismos (bactérias, vírus, protozoários) e células cancerígenas pelo organismo.

Esses gânglios armazenam e produzem glóbulos brancos, células de defesa que combatem infecções e doenças. Por isso eles podem aumentar de tamanho e ficar doloridos quando há alguma doença ou infecção.

Saiba mais em: Linfonodos aumentados pode ser câncer?

O linfoma pode ser detectado a partir da história clínica da pessoa, do exame clínico realizado pelo médico e do resultado de alguns exames laboratoriais ou de imagem. A confirmação do diagnóstico é obtida com a biópsia do gânglio comprometido.

Se notar a presença de nódulos no corpo que não desaparecem em até duas semanas, procure um médico clínico geral ou médico de família para fazer uma avaliação e receber um diagnóstico adequado.

Também pode lhe interessar:

Linfoma de Hodgkin é câncer?

Linfoma tem cura?

O que é linfoma?

Exame AST: Para que serve e como entender os resultados?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O exame AST serve detectar lesões no fígado, na bile e no pâncreas. O AST (aspartato aminotransferase) também conhecido como TGO, é uma enzima presente no corpo todo, mas é encontrada em maiores quantidades no fígado. Leões hepáticas levam ao extravasamento dessa enzima na circulação sanguínea, deixando os seus níveis altos.

Geralmente o exame AST é solicitado quando há suspeita de doenças que afetam sobretudo o fígado. Os valores de referência do aspartato aminotransferase (AST) variam de laboratório para laboratório, mas geralmente ficam entre 5 e 40 U/L.

Quando os valores de aspartato aminotransferase estão muito altos (10 vezes acima do normal), normalmente é sinal de hepatite aguda causada por vírus. Nesses casos, os níveis de AST podem demorar de 3 a 6 meses para voltar ao normal.

Há ainda outras condições que podem elevar os níveis de aspartato aminotransferase, como exposição a produtos tóxicos para o fígado e redução da circulação sanguínea para o fígado.

Pessoas com hepatite crônica, cirrose, câncer de fígado, doenças biliares ou que tiveram infarto ou danos musculares, também podem apresentar resultados ligeiramente altos para o AST. Até mesmo exercícios físicos intensos podem elevar um pouco os níveis de aspartato aminotransferase.

Os níveis de AST normalmente são analisados em conjunto com a alanina aminotransferase (ALT), outra enzima encontrada no fígado, bem como com outros exames hepáticos (fosfatase alcalina, albumina, bilirrubinas...).

Os sinais e sintomas que podem indicar uma doença hepática e levar o médico a solicitar o exame AST são:

  • Dores na parte superior do abdômen;
  • Icterícia (pele e olhos amarelados);
  • Escurecimento da urina;
  • Coceira pelo corpo.

O exame AST também pode ser realizado quando o risco de desenvolver alguma doença hepática é maior, como em casos de hepatite, abuso de álcool, uso de certos medicamentos, entre outras situações.

A interpretação do exame AST deve ser feita pelo médico que solicitou o exame, que irá levar em consideração o exame clínico, a história e os resultados de outros exames.

Saiba mais em:

O que é TGO e TGP?

Para que servem os exames de TGO e TGP?

O que pode significar nível alto ou baixo de TGO e TGP?

O exame de TGP da minha filha está 73, o que isto significa?

Exame da amilase: quais são os valores de referência?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os valores de referência do exame de amilase no adulto variam entre 20 e 160 unidades/litro. A amilase alta pode ser um sinal de inflamação ou doença no pâncreas ou nas glândulas salivares. Valores baixos de amilase podem indicar insuficiência pancreática ou doenças graves no fígado.

A amilase é uma enzima digestiva produzida pelo pâncreas e pelas glândulas salivares. Sua função é "quebrar" os carboidratos (amido) ingeridos na alimentação para serem mais facilmente absorvidos pelo organismo.

O exame de amilase geralmente é solicitado quando há suspeita de pancreatite (inflamação no pâncreas) ou outras doenças que afetam o pâncreas.

O nível de amilase pode aumentar até 6 vezes em casos de pancreatite aguda. O aumento ocorre dentro de 1 a 3 dias após o início da inflamação. Já na pancreatite crônica os valores de amilase podem estar um pouco elevados, mas à medida que o pâncreas vai sendo destruído, os valores vão diminuindo.

Veja também: Quais os sintomas de problemas no pâncreas?

Além das doenças pancreáticas (inflamações, câncer), há ainda uma série de outras doenças e condições que podem deixar a amilase alta, tais como:

  • Doenças agudas das glândulas salivares; 
  • Obstrução da bile ou do intestino;
  • Úlcera perfurada;
  • Apendicite;
  • Insuficiência renal;
  • Gravidez ectópica;
  • Câncer de pulmão ou ovário;
  • Queimaduras graves;
  • Intoxicação alcoólica;
  • Cetoacidose diabética;
  • Parotidite.

Quando a amilase está baixa, é um sinal de que as células que produzem a enzima no pâncreas estão sendo destruídas. Isso pode ocorrer em casos de pancreatite crônica, câncer de pâncreas, fibrose cística avançada, cirrose, hepatites e ainda toxemia gravídica.

A interpretação do resultado do exame de amilase deve ser feita pelo médico que solicitou o exame, que também levará em consideração outras informações, como a história clínica, presença de sinais e sintomas e o exame físico do paciente.

Sangue O+ com A+ qual a tipagem dos filhos?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Pode ser: O+ ou A+ ou O- ou A-.

Tipos de sangue

Os tipos de sangue são definidos de acordo com as proteínas que existem na superficial das hemácias no sangue. Quando existem antígenos ou proteínas tipo A, esse sangue é classificado como tipo A; quando existem antígenos tipo B, sangue tipo B; quando existem os dois tipos, chamamos de sangue tipo AB, e quando não existe nenhum dos dois tipos, chama-se O (ou zero).

Ainda existem alelos dominantes (I) e alelos recessivos (i); os dominantes quando presentes determinam o tipo de sangue. E o fator RH, que quando presente é dito RH positivo, quando ausente, RH negativo.

Pais O+ e A+ Primeiro quanto ao tipo de sangue:

Vamos deixar como seu caso, mãe O+ e pai A+, para facilitar a compreensão; então se a mãe é O, seu material genético é recessivo = ii. Não existe qualquer proteína nas hemácias, tanto no material recebido dos seus pais.

O pai é tipo A, nesses casos existem duas possibilidades no seu material genético = IAi ou IAIA.

No caso de duplamente dominante (IAIA), qualquer que seja o i recebido da mãe, será suprimido pelo I dominante, a criança será obrigatoriamente tipo sanguíneo A, porque terá essa proteína em seu sangue. Se esse sangue foi formado por uma parte recessiva (IA i) existe a possibilidade de 25% do i se juntar ao i da mãe, o que resultaria em ii = tipo O.

Quanto ao fator RH

A mesma coisa acontece com o estudo para o fator RH.

Como ambos são RH positivo, com certeza possuem pelo menos um alelo dominante (Rr ou RR) para RH. Se os gens do pai e da mãe forem duplamente dominantes (RR), a criança será RH+, se ambos possuírem um alelo recessivo (Rr) e forem esses a se juntar, existe a chance de Rh- (rr), que nesse caso é de apenas 25%.

Veja também: pais com Rh negativo podem ter filhos com Rh positivo?

Eritrócitos baixos no hemograma, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Eritrócitos baixos no hemograma é um sinal de anemia ou perda de sangue. Quando os valores estão abaixo do normal, significa que os eritrócitos, também conhecidos como glóbulos vermelhos ou hemácias, não estão sendo produzidos em quantidade suficiente ou estão sendo destruídos rapidamente. Níveis baixos de eritrócitos também podem ser observados após perdas de sangue.

Dentre as doenças que afetam a produção de eritrócitos estão as anemias causadas por deficiência de ferro ou vitaminas, anemia aplástica, cirrose, leucemia, linfomas, insuficiência renal e hipotiroidismo.

Há ainda doenças que aumentam a velocidade de destruição dos eritrócitos, como anemia falciforme, talassemia, aumento do tamanho do baço (esplenomegalia), porfiria e vasculites.

O resultado do hemograma também pode apresentar valores de eritrócitos baixos em casos de perda de sangue. Além das hemorragias causadas por traumas, acidentes, cirurgias ou outras circunstâncias, existem também distúrbios que fazem a pessoa perder sangue, como os distúrbios da coagulação, sangramentos no aparelho digestivo e alterações no fluxo menstrual.

Pessoas que fazem uso de medicamentos para tratar HIV/AIDS ou câncer também podem ter uma quantidade mais baixa de hemácias na circulação.

Os eritrócitos são as células que transportam o oxigênio dos pulmões para o resto do corpo. A sua coloração vermelha é devida à hemoglobina, uma proteína presente no interior da célula que se liga ao gás para que este possa ser levado para os tecidos do corpo através da circulação sanguínea.

Para homens, os valores de referência de eritrócitos variam entre 4.500.000 e 6.000.000 mm3, enquanto para mulheres ficam entre 4.000.000 e 5.500.000 mm3.

Uma vez que a função dos eritrócitos é transportar oxigênio para os tecidos do corpo, a sua redução na circulação causa fraqueza, falta de ar e cansaço para realizar tarefas simples.

A diminuição do número de eritrócitos deve ser investigada pelo/a médico/a que solicitou o hemograma, que irá interpretar os resultados do eritrograma e de todo o exame juntamente com a história e o exame clínico do/a paciente.

O médico hematologista é especialista indicado para identificar as causas e tratar as anemias.

Saiba mais em:

Referências

ASH - American Society of Hematology.

SBHH - Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia.

Neutrófilos baixos, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Neutrófilos baixos pode ser consequência de infecção, doenças do sangue, alcoolismo, uso de alguns medicamentos, quimioterapia, estresse, entre outras causas. O nível de neutrófilos no sangue fica baixo quando há uma rápida utilização ou destruição dessas células ou uma produção insuficiente das mesmas.

Dentre as doenças que afetam o sangue e podem baixar o número de neutrófilos estão a anemia aplásica, neutropenia idiopática crônica, neutropenia cíclica, mielodisplasia, neutropenia associada à disgamaglobulinemia, hemoglobinúria paroxística noturna, neutropenia congênita grave (síndrome de Kostmann). Essas doenças provocam distúrbios nas células mieloides, que dão origem aos neutrófilos.

Os neutrófilos baixos também podem ser decorrentes de síndromes, como síndrome de Shwachman-Diamond.

Existem ainda diversos fatores que podem provocar uma diminuição do número de neutrófilos, tais como estresse, uso de medicamentos corticoides, antibióticos, antitérmicos e de tratamento para AIDS, infecções virais, quimioterapia, substituição da medula óssea, quimioterapia, deficiência de vitamina B12, infecções, entre outros.

Saiba mais em: O que pode causar neutropenia?

Bebês com menos de 3 meses de idade possuem uma reserva muito baixa de neutrófilos, o que pode causar uma diminuição do número dessas células durante infecções graves e não um aumento, como normalmente ocorre em adultos.

Veja também: O que é neutrofilia?

Níveis baixos de neutrófilos aumentam o risco de infecções bacterianas e fúngicas, uma vez que a função dessas células é justamente defender o corpo contra esses agentes infecciosos.

É importante lembrar que o resultado do hemograma deve ser interpretado de acordo com os seus sintomas e sinais clínicos. Por isso, é importante levar o resultado do exame para o/a médico/a que solicitou fazer a correlação adequada e tomar as medidas apropriadas em cada caso.

Também podem lhe interessar:

Eosinófilos baixo no exame o que significa?

Neutrófilos altos no hemograma: O que significa?

O que é neutropenia e qual o tratamento adequado?

O que significa bastonetes baixos no hemograma?

Para que serve o exame de bilirrubina no sangue?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame de bilirrubina serve para avaliar o funcionamento do fígado e da vesícula biliar, bem como possíveis lesões hepáticas. A bilirrubina é uma substância resultante do metabolismo da hemoglobina (substância no sangue que carrega o oxigênio dá a cor vermelha aos glóbulos vermelhos).

Quando os glóbulos vermelhos, também conhecidos como hemácias, envelhecem, eles são captados e destruídos pelo baço. A hemoglobina é então "quebrada"e transformada em bilirrubina, que por sua vez é metabolizada e excretada pelo fígado. A bilirrubina também é excretada pela bile e eliminada por meio das fezes.

A bilirrubina indireta é a primeira bilirrubina a ser produzida nesse processo, sendo depois transformada em bilirrubina direta. 

Assim, quando a bilirrubina indireta está alta, é sinal de aumento da degradação de hemoglobina ou deficiência do funcionamento do fígado. Já o aumento da bilirrubina direta tem como principal causa a deficiência da bile em eliminar a bilirrubina.

A elevação simultânea dos níveis de bilirrubina direta e indireta pode ser causada por obstrução da bile ou lesão intensa das células do fígado.

Dentre as doenças que podem aumentar a concentração de bilirrubina no sangue estão as hepatites, cirrose hepática, Síndrome de Gilbert (condição benigna e genética que provoca uma elevação nos níveis de bilirrubina), câncer de fígado, anemia falciforme, cálculos ou tumores biliares, entre outras.

Nos adultos, os valores de referência normais de bilirrubina são:

  • Bilirrubina total: 0,20 a 1,00 mg/dL;
  • Bilirrubina direta: 0,00 a 0,20 mg/dL;
  • Bilirrubina indireta: 0,20 a 0,80 mg/dL.

Em recém-nascidos prematuros, os valores de referência normais da bilirrubina total são:

  • 1 dia: 1,00 a 8,00 mg/dL;
  • 2 dias: 6,00 a 12,00 mg/dL;
  • 3 - 5 dias: 10,00 a 14,00 mg/dL.

Para os recém-nascidos a termo, os valores de referência normais da bilirrubina total são:

  • 1 dia: 2,00 a 6,00 mg/dL;
  • 2 dias: 6,00 a 10,00 mg/dL;
  • 3 - 5 dias: 4,00 a 8,00 mg/dL.

A avaliação do resultado do exame de bilirrubina no sangue é da responsabilidade do/a médico/a que solicitou o exame.

Também pode lhe interessar:

Bilirrubina na urina, o que pode ser?

Tenho a pele amarela desde que nasci. Posso ter hepatite?

Olhos amarelados, o que pode ser?