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CHCM baixo, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

CHCM baixo no hemograma significa que existe pouca hemoglobina nos glóbulos vermelhos, ou seja, é sinal de anemia. Isso pode acontecer devido a uma diminuição da produção dessas células do sangue, uma maior velocidade de destruição das mesmas ou ainda por hemorragias.

Quando os valores de CHCM (Concentração da Hemoglobina Corpuscular Média) estão baixos, essas células ficam mais claras e são classificadas como hipocrômicas. Em caso de anemia, ela é denominada hipocrômica.

Os valores de referência de CHCM para adultos variam entre 30 e 33 pg.

A hemoglobina é uma proteína de cor vermelha que se liga ao oxigênio, permitindo que os glóbulos vermelhos transportem o gás dos pulmões para os tecidos do corpo.

Para algumas pessoas pode ser considerado normal apresentar resultados de CHCM um pouco abaixo dos valores de referência, como as gestantes, por exemplo.

Contudo, a baixa concentração de hemoglobina nas hemácias pode ser causada por doenças e outras condições, como anemias, cirrose, leucemia, linfoma, insuficiência renal, hipotireoidismo, medicamentos para tratar AIDS, talassemia, distúrbios na coagulação do sangue, entre outras.

A falta de hemoglobina no sangue deixa a pessoa pálida e com as mucosas descoradas, além de causar uma diminuição dos níveis de oxigênio nos órgãos e tecidos do corpo, o que provoca fraqueza, cansaço e falta de ar, mesmo para realizar tarefas simples.

Veja também: Minha hemoglobina está baixa: o que fazer?

A concentração da hemoglobina corpuscular média (CHCM) é um índice hematimétrico do eritrograma usado para avaliar a quantidade de hemoglobina presente nos eritrócitos.

Leia também: O que significa CHCM no hemograma?

Os resultados de CHCM, bem como todo o hemograma, devem ser analisados pelo/a médico/a que solicitou o exame.

Saiba mais em:

Para que serve o eritrograma e quais os valores de referência?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O eritrograma é a parte do hemograma que serve para contar e avaliar os eritrócitos, também conhecidos como hemácias ou glóbulos vermelhos. Além de fazer a contagem dessas células, o eritrograma permite verificar a forma e o tamanho dos eritrócitos, importante para avaliar as várias formas de anemia.

Os eritrócitos são responsáveis pelo transporte de oxigênio. Dentro dessas células existe uma proteína chamada hemoglobina, que se liga ao oxigênio, permitindo às hemácias transportar e distribuir o gás oxigênio dos pulmões para dentro das células do corpo. Também é a hemoglobina quem dá a cor vermelha ao sangue.

Para homens, os valores de referência dos eritrócitos variam entre 4.500.000 a 6.000.000 mm3, enquanto para as mulheres os valores devem ficar entre 4.000.000 a 5.500.000 mm3. Recém-nascidos varia um pouco, os valores estimados estão entre 5.500.000 a 7.000.000 mm3.

O aumento do número de eritrócitos, chamado poliglobulia, normalmente não é clinicamente relevante. Já a redução do nível de hemácias, conhecida como hipoglobulia, é sinal de anemia.

Veja também: O que significa eritrócitos altos no hemograma?Eritrócitos baixos no hemograma, o que pode ser?

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Os valores de referência da hemoglobina para homens variam entre 13,5 e 18g/dL, enquanto que para mulheres os valores vão dos 12 aos 16g/dL.

Além de avaliar os eritrócitos e a hemoglobina, o eritrograma também verifica o hematócrito, que é o volume de eritrócitos encontrado no sangue centrifugado. Através do hematócrito, é possível determinar a proporção entre hemácias e o plasma (parte líquida do sangue).

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O resultado do hematócrito depende da quantidade, forma e tamanho dos glóbulos vermelhos, bem como da quantidade de hemoglobina. Os valores de referência para mulheres ficam entre 38% e 47% e para os homens variam entre 44% e 54%.

O eritrograma também fornece índices hematimétricos (VCM, CHCM) muito importantes para o diagnóstico e tratamento das anemias.

O VCM (volume corpuscular médio) avalia o tamanho do eritrócito. Se as hemácias forem maiores que o normal, a anemia é chamada macrocítica; se forem menores, microcítica. Os valores de referência nos adultos variam entre 80 e 96 fl.

Já o CHCM (concentração da hemoglobina corpuscular média) serve para medir a quantidade de hemoglobina presente nos eritrócitos em 100 ml de sangue. Os valores de referência para homens e mulheres devem estar entre 26 e 34 pg.

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O médico hematologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento das anemias.

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Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?

O que é auto-hemoterapia e como é feita? Funciona?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Auto-hemoterapia é um recurso terapêutico que consiste na aplicação intramuscular de sangue do próprio paciente. No procedimento, são retirados de 5 a 20 ml de sangue do antebraço do paciente e esse sangue é aplicado imediatamente no músculo do braço ou da nádega.

Quando o volume de sangue é grande (20 ml), essa quantidade é dividida entre o braço e a nádega. As aplicações são feitas de 7 em 7 dias, para que a taxa de macrófagos (células de defesa) mantenha-se cerca de 4 vezes superior ao normal.

Em teoria, o sangue, ao entrar em contato com o músculo, provoca uma reação de rejeição, estimulando o sistema imune a enviar para o local os macrófagos, que são células responsáveis por manter os tecidos livres de corpos estranhos.

Os macrófagos atuam na defesa do organismo contra infecções, "engolindo" e destruindo os micro-organismos invasores, além de cooperarem com outras células de defesa, os glóbulos brancos (linfócitos T e B).

Auto-Hemoterapia Funciona?

A auto-hemoterapia conta com diversas pessoas que referem benefícios após a sua prática nas mais diferentes situações, essas pessoas alegam considerável melhora da imunidade associada a essa técnica. Contudo, a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) não reconhece a auto-hemoterapia do ponto de vista científico, uma vez que não há na literatura médica nacional e internacional, estudos científicos grandes e de qualidade que demonstrem e validem os seus benefícios. 

Como o procedimento não foi cientificamente estudado e validado, os seus possíveis efeitos colaterais e complicações também são pouco conhecidos, portanto, não é possível afirmar que a auto-hemoterapia seja isenta de riscos, apesar de defensores da técnica alegarem que não existem relatos de complicações graves decorrentes do uso.

A Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 1.499/98, proíbe os médicos de utilizarem recursos terapêuticos que não são reconhecidos pela comunidade científica.

Existe uma prática terapêutica, realizada por médicos hematologistas e hemoterapeutas, que utiliza componentes do sangue e se chama hemoterapia. Porém, esse procedimento é completamente diferente e nada tem a ver com a auto-hemoterapia.

Imunoglobulina A (IgA) alta ou baixa: O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Imunoglobulina A (IgA) alta pode ser sinal de alguma doença que está afetando as mucosas, tais como cirrose hepática, câncer, doenças inflamatórias do intestino, alcoolismo, infecções crônicas, doenças autoimunes, como Lúpus e artrite reumatoide, entre outras.

Níveis baixos de IgA normalmente indicam defeitos nos glóbulos brancos, o que pode ocorrer em pessoas com deficiência imunológica, leucemia, mieloma de IgG, síndromes de má absorção, como a doença celíaca, diarreia crônica, fibrose cística, alergia à proteína do leite; entre outras doenças.

A deficiência de Imunoglobulina A também pode ser observada em recém-nascidos com rubéola, crianças infectadas pelo vírus Epstein-Barr ("doença do beijo") e pacientes que fizeram transplante de medula óssea.

A IgA é um tipo de anticorpo. Sua função é proteger a superfície das mucosas que recobrem órgãos como boca, olhos, estômago e intestino, impedindo a fixação e proliferação de vírus, bactérias e outros micro-organismos.

O tratamento para casos de IgA alta incide sobre a doença que originou o desequilíbrio. Já os pacientes com IgA baixa muitas vezes não precisam ser tratados, desde que não apresentem sintomas. Quando necessário, o tratamento pode incluir antibióticos e preparados orais de imunoglobulinas.

Veja também: Deficiência de IgA tem cura? Qual é o tratamento?

Saiba mais em: Qual é a função da Imunoglobulina A (IgA)?

A interpretação do resultado do exame de imunoglobulina A deve ser feita pelo médico que solicitou o exame, que levará em conta o exame clínico, o histórico do paciente, bem como outros parâmetros para analisar o resultado.

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Qual é a função da Imunoglobulina A (IgA)?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A Imunoglobulina A (IgA) é um anticorpo que participa da imunidade das mucosas que recobrem órgãos como intestino, estômago e boca. Sua função é proteger a superfície das mucosas contra vírus, bactérias e outros micro-organismos invasores, impedindo a fixação e proliferação dos mesmos.

A IgA está presente no sangue e líquidos orgânicos como saliva, leite materno, colostro, lágrima e líquor (líquido que protege o cérebro e a medula espinhal), bem como em secreções respiratórias, intestinais, genitais e urinárias.

Imunoglobulina A

As mucosas constituem uma barreira física importante na defesa do organismo contra micro-organismos, por estar em contato direto com o meio externo e impedir a penetração de vírus e bactérias em órgãos internos. Produzem a maior parte dos anticorpos do corpo, sendo responsáveis pela produção de cerca de 70% das imunoglobulinas.

A produção de Imunoglobulina A pelo sistema imunológico é a principal forma de defesa das mucosas contra esses agentes externos nocivos ao organismo.

Na mucosa bucal, a Imunoglobulina A é a barreira imunológica mais importante, pois impede a fixação e penetração de micro-organismos.

A Imunoglobulina A é produzida por células de defesa conhecidas como linfócitos. Além de produzir anticorpos, esses glóbulos brancos também realizam a fagocitose de agentes estranhos, envolvendo e destruindo os mesmo.

Imunoglobulina A alta: o que pode ser?

A taxa de Imunoglobulina A pode estar alta em doenças que afetam as mucosas, como câncer, doenças inflamatórias do intestino, alcoolismo, entre outras.

Imunoglobulina A baixa: o que pode ser?

Se a IgA estiver baixa pode ser um sinal de que o organismo não está conseguindo produzir esse anticorpo em doses suficientes, como nos casos de imunodeficiência congênita (ao nascimento) ou adquirida (p. ex. AIDS).

A deficiência de IgA é a imunodeficiência congênita mais comum, com uma ocorrência média de 1 caso para cada 700 bebês que nascem vivos.

O nível de IgA também pode estar baixo em casos de doença celíaca e diarreia crônica ou devido ao uso de determinados medicamentos, como anticoncepcionais orais, hormônios (estrogênio) e anticonvulsivantes.

Bebês recém-nascidos infectados pelo vírus da rubéola, crianças infectadas pelo vírus Epstein-Barr ("doença do beijo") e pessoas submetidas a transplante de medula óssea também podem apresentar deficiência de Imunoglobulina A.

Quais os sintomas da deficiência de Imunoglobulina A?

Na maioria dos casos, a deficiência de IgA não provoca sintomas. Entretanto, a falta desse anticorpo pode levar à ocorrência de infecções recorrentes (sobretudo no sistema respiratório e gastrointestinal), reações alérgicas graves e doenças autoimunes.

O tratamento dos pacientes com deficiência de Imunoglobulina A que apresentam infecções recorrentes pode incluir antibióticos, preparados orais de IgA e IgG, entre outros métodos terapêuticos.

Vale lembrar também a importância do leite materno e do colostro, ricos em IgA e outros anticorpos, na proteção do bebê contra infecções.

O tratamento da deficiência de Imunoglobulina A é da responsabilidade do/a médico/a imunologista.

Leia também: Deficiência de IgA tem cura? Qual é o tratamento?

O que é e o que pode causar monocitose?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A monocitose (elevação dos monócitos no sangue), pode ser causada por, entre diversas outras razões:

  • Recuperação de infecções agudas (bom prognóstico);
  • Infecções crônicas (tuberculose, retocolite ulcerativa, artrite reumatóide, etc);
  • Processos inflamatórios (como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide);
  • Na fase de recuperação de neutropenias medicamentosas ou quimioterápicas;
  • Antes da instalação de uma polinucleose nas doenças virais ou parasitárias;
  • No decurso de anemias sideroblásticas ou com excesso de blastos;
  • Cânceres como a leucemia monocítica aguda ou mielomas múltiplos

O valor de referência (normalidade) para os monócitos é de 200 a 1000 por milímetro cúbico de sangue, que corresponde a 2 a 10% do total de leucócitos (4000 a 10000/mm3). 

A realização de exames de sangue periódicos é aconselhável, e em casos de alterações quaisquer da normalidade, seja no leucograma ou outros exames, um médico deverá ser consultado para avaliação e tratamento, se necessário.

Saiba mais em: Eosinófilos alto no exame, o que significa?

Existem tipos de sangue incompatíveis?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, há tipos de sangue incompatíveis, especialmente quando se trata de transfusões sanguíneas, e de gestação. Para receber uma transfusão é preciso analisar os tipos sanguíneos do receptor e do doador, para evitar uma reação do organismo que pode ser fatal.

Os tipos sanguíneos são determinados pela presença de antígenos na superfície dos glóbulos vermelhos. Os sistemas ABO e o sistema Rh são os principais a ser determinados. De acordo com o sistema ABO, são formados os tipos sanguíneos: A, B, AB e O. O Sistema Rh divide os tipos sanguíneos em Rh positivo, quando o antígeno está presente ou negativo, quando ausente.

A avaliação para transfusão e para a gestação serão abordadas com mais detalhes a seguir.

Tipos de sangue incompatíveis para uma transfusão
  • Tipo A - Os indivíduos com sangue A não podem receber sangue do tipo B nem do tipo AB, pois o antígeno B presente nessa hemácia vai causar uma reação e produção de anticorpos contra ele; poderá receber apenas dos tipos sanguíneos, A ou O.
  • Tipo B - Pessoas com sangue tipo B não podem receber do tipo A nem do AB, porque não reconehce os antígenos tipo A. Então só podem receber transfusões de tipo B ou O;
  • Tipo AB - Indivíduos com sangue tipo AB, podem receber transfusões de qualquer tipo sanguíneo, sendo por isso considerados o receptor universal.
  • Tipo O - Já pessoas com tipo sanguíneo O, só podem receber deles mesmo, qualquer outro tipo de sangue, A, B ou AB podem desencadear reação inclusive pode ser fatal. Em contrapartida, pode doar para todos os tipos, conhecido portanto, como doador universal.

Indivíduos com sangue Rh negativo só podem receber transfusões de Rh negativo, salvo raras exceções. Já indivíduos com Rh positivo podem receber transfusões de Rh positivo ou negativo.

Complementando a informação acima, então, o doador universal é o tipo O negativo, e o receptor universal, o tipo AB positivo.

Tipos de sangue incompatíveis para ter filhos

A importância maior é determinar o fator RH dos pais. Porque quando a mãe é RH negativo e pai RH positivo, o bebê tem grande chance de ser RH positivo. Com isso, durante a gestação e principalmente após o parto, libera volume maior de sangue para a corrente sanguínea da mãe.

Depois do primeiro parto de um bebê Rh positivo, ou da transfusão acidental de sangue Rh positivo, o sangue da mãe cria anticorpos anti-Rh+. Durante a segunda gravidez, esses anticorpos podem atravessar a placenta e uma doença chamada eritroblastose fetal, ou doença hemolítica do recém-nascido.

A doença pode causar anemia, mal formação fetal, problemas cardiológicos e até a morte do bebê. No entanto, hoje já existem tratamentos para esta condição, e mães com Rh negativo, com pesquisa positiva para esses anticorpos. O mais indicado é administrar na gestante, imunoglobulina anti-D (RhoGAM®) algumas semanas antes do parto ou nas primeiras 72 horas após o parto, de forma a impedir a formação dos anticorpos que poderiam criar complicações nas gestações seguintes.

A pesquisa do tipo sanguíneo (ABO e Rh), além da pesquisa de coombs indireto (se Rh negativo), deve ser feita no pré-natal de toda a gestante.

Para maiores informações, consulte o seu obstetra ou clínico geral.

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Referência:

ABHH - Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia.

PCR baixo: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

PCR baixo significa que não existe um processo inflamatório ou infeccioso agudo no corpo. Além disso, valores constantemente baixos de PCR indicam menos risco de doenças cardiovasculares, como derrame e ataque cardíaco, de acordo com a seguinte classificação:

  • PCR abaixo de 0,1 mg/dL = poucas chances de desenvolver doenças cardiovasculares;
  • PCR entre 0,1 mg/dL e 0,3 mg/dL = risco moderado de desenvolver doenças cardiovasculares;
  • PCR constantemente acima de 0,3 mg/dL = risco elevado de desenvolver doenças cardiovasculares.

Contudo, trata-se de um exame pouco específico, qualquer processo inflamatório pode elevar essa proteína, ao mesmo tempo outras doenças podem estar ativas sem alterá-la, como é o caso da esclerodermia e do Lúpus. Portanto é um exame de rastreio, de início de investigação, não confirma ou exclui qualquer suspeita.

Em geral, pessoas saudáveis apresentam valores de PCR abaixo de 0,3 mg/dL ou 3 mg/L, embora em idosos esses valores geralmente encontram-se um pouco mais elevados.

Em processos infecciosos ou inflamatórios leves, como gripe, resfriado, gengivite, os valores de PCR geralmente situam-se entre 0,3 mg/dL e 1,0 mg/dL.

Já em inflamações ou infecções, os valores de PCR ficam mais altos, entre 1,0 mg/dL e 4,0 mg/dL.

PCR com valores acima de 4,0 mg/dL indica a presença de uma infecção bacteriana grave ou outras condições ainda mais severas.

A interpretação do resultado do exame de PCR deve ser feita pelo médico que solicitou o exame, que levará em consideração a história e o exame clínico do paciente.

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