Infectologia

Cobreiro é contagioso?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, cobreiro (Herpes Zoster) é contagioso. O vírus é transmitido de pessoa para pessoa enquanto apresentar lesões com conteúdo líquido em suas vesículas. Após rotura das bolhas e feridas com crostas já não transmite mais.

O contágio pode ser pelo contato direto da pele com as bolhas e conteúdo líquido no interior ou através das secreções respiratórias. A transmissão do cobreiro também pode ocorrer por meio de objetos contaminados.

O vírus Varicela-Zoster é o responsável tanto pelo herpes-zoster quanto pela catapora, por isso quem já foi contaminado uma vez, já apresentou catapora, herpes-zoster ou recebeu vacina para o vírus, não é mais contaminado, está imunizado.

O período de incubação do vírus varia entre 10 e 20 dias após o contato, podendo ser mais curto em pacientes com imunidade baixa.

O período de transmissão do cobreiro é de 1 a 2 dias antes de surgirem as lesões e de até 5 dias após o aparecimento do primeiro grupo de vesículas. Enquanto houver vesículas, a doença pode ser transmitida.

A prevenção do cobreiro é feita através da vacinação: na infância, através da vacina contra a catapora; em adultos, a vacina contra o cobreiro diminui em cerca de 50% os riscos de infecção e é indicada para pessoas com mais de 50 anos.

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O que é HTLV? Quer dizer que tenho AIDS?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

HTLV é a sigla para Vírus T-Linfotrópico Humano. Embora a infecção pelo vírus HTLV também ocorra pela via sexual, pois se trata de uma DST, a sua presença não indica que a pessoa tenha AIDS ou esteja infectada pelo HIV, uma vez que são doenças diferentes.

Existem 2 tipos de HTLV: HTLV-1 e HTLV-2. O tipo 1 está associado a doenças neurológicas e leucemia, enquanto que o tipo 2 é pouco comum e provavelmente não provoca nenhuma doença.

Assim como o HIV, o Vírus T-Linfotrópico Humano ataca os linfócitos T, um tipo de glóbulo branco que atua nas defesas do organismo.

A transmissão do HTLV ocorre por meio de relações sexuais desprotegidas com uma pessoa infectada, compartilhamento de seringas e agulhas para uso de drogas, ou ainda da mãe para o bebê, sobretudo através da amamentação.

Os sintomas mais frequentes do HTLV são as dores nas pernas e na coluna lombar, além da dificuldade para urinar e defecar.

A grande maioria das pessoas que apresentam o vírus HTLV não apresentam sintomas, apenas 10% dos infectados por esse vírus manifestam sintomas ou doenças relacionadas.

Cerca de 1% dos portadores do vírus podem desenvolver manifestações graves, como câncer, problemas articulares, doenças no sangue e no sistema urinário, além de doenças neurológicas, oftalmológicas e dermatológicas.

O tratamento da infecção por HTLV não é necessário nos casos em que não há manifestação de sintomas, já que as chances da pessoa desenvolver alguma doença associada são baixas. Casos sintomáticos devem ser tratados após avaliação médica.

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Qual o tratamento para gonorreia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para gonorreia é feito com medicamentos antibióticos, como a azitromicina, preferencialmente em doses únicas assistidas pelo médico para garantir que o tratamento seja realizado devidamente e as bactérias não adquiram resistência aos antibióticos.

Caso a pessoa possua parceiro/a fixo/a, é importante que o tratamento da gonorreia seja feito por ambos/ambas ao mesmo tempo para evitar nova infecção.

Durante o tratamento da gonorreia, também é importante que o casal ou a pessoa infectada não tenha relações sexuais.

Na gravidez, o tratamento da gonorreia deve ser iniciado o quanto antes pela gestante, pois a infecção aumenta as chances de abortamento espontâneo, parto prematuro e cegueira no bebê.

Como prevenir a gonorreia e quais são seus sintomas?

A melhor forma de prevenir a gonorreia é através do uso de preservativo em todo e qualquer tipo de relação sexual, já que esse é o principal meio de transmissão da doença.

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Em caso de contágio, os sintomas geralmente aparecem após o período de incubação da bactéria, que é de 2 a 8 dias. Depois, a pessoa sente dor e ardência para urinar e surge um corrimento amarelado ou esverdeado que pode vir acompanhado de sangue.

Vale lembrar que a presença de corrimento em mulheres não significa necessariamente que ela esteja com gonorreia ou outra IST (Infecção Sexualmente Transmissível). Os corrimentos podem ter outras causas e são relativamente frequentes no sexo feminino.

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Se não for devidamente tratada, a gonorreia pode causar infertilidade, gravidez ectópica, artrite, meningite bacteriana, além de complicações ósseas e cardíacas.

O diagnóstico é feito mediante o exame clínico do/a, os sinais e sintomas, além de exames laboratoriais. Recomenda-se que pessoas sexualmente ativas façam periodicamente um autoexame e observem os seus órgãos genitais. Na presença de qualquer alteração ou cheiro diferente, consulte o/a médico/a de família, ginecologista, urologista.

Qual o tratamento para mordida de rato?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O tratamento para mordida de rato consiste, primeiramente, na lavagem da ferida com água e sabão, deixando que a água escorra por alguns minutos sobre o local da mordida. Após a lavagem, o sabão deve ser totalmente removido para não atrapalhar a ação dos medicamentos que poderão ser aplicados. 

A irrigação com soro fisiológico a 0,9% e a imobilização do membro afetado, com elevação do mesmo, também fazem parte da conduta em caso de mordida de rato. Além de não colocar nenhum produto na ferida como pó de café, açúcar ou outras substâncias.

É provável que a vítima receba vacina ou soro antirrábico, evitando doenças que embora sejam raras, podem ser transmitidas por mordedura de roedores, como as infecções em geral, a raiva, e a febre por mordida de rato (FMR), esta então, uma doença ainda menos frequente, causada pela bactéria Streptobacillus moniliformis. 

A FMR se caracteriza por febre, erupção cutânea e artrite. Se não for tratada, pode evoluir com  pneumonia, endocardite e sepse, com prognóstico muito ruim, em média 10% dos casos chegam ao óbito.

O tratamento da febre por mordida de ratos é feito com antibióticos, sendo a penicilina o medicamento de escolha.

Em casos de mordidas de rato ou qualquer outro mamífero, a vítima deve dirigir-se ao serviço médico de urgência o mais rápido possível.

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Caxumba é contagiosa? Qual o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. A caxumba, também conhecida como “papeira” ou parotidite infecciosa, é uma doença contagiosa, transmitida pelo contato com secreções das vias aéreas da pessoa infectada.

A transmissão da caxumba ocorre pela disseminação de gotículas de saliva ou secreções nasais infectadas com o vírus, ou seja, provenientes de pessoas infectadas. O contato direto com essas excreções é a forma de transmissão da caxumba.

A caxumba também pode ser transmitida de forma indireta, através do contato com objetos contaminados com saliva ou secreções de alguém que já esteja com caxumba.

O período de incubação do vírus da caxumba varia entre 16 e 18 dias em média. Após esse período surgem os sintomas.

A caxumba já pode ser transmitida no período de incubação, ou seja, 6 a 7 dias antes da manifestação dos sinais e sintomas. O período de transmissão da caxumba só termina depois do 9º / 10º dia de manifestação da doença. O vírus ainda pode estar presente na urina mesmo após duas semanas do início da infecção.

Vale lembrar que depois de adquirir caxumba, a pessoa fica imune contra a doença até ao fim da vida, como se tivesse tomado uma vacina.

Como é o tratamento da caxumba?

Não há um tratamento específico para a caxumba. Podem ser prescritos analgésicos e antitérmicos, para aliviar os sintomas como a dor e a febre, conforme a necessidade do paciente. 

É importante frisar que a pessoa deve permanecer em repouso, afastado de suas atividades escolares e laborais durante o período dos sintomas.

O tratamento da caxumba inclui ainda cuidados com a hidratação e a alimentação. Deve-se evitar alimentos ácidos, que podem causar dor, enjoo e até vômitos. Também é importante manter a pessoa em observação, para identificar eventuais complicações.

Quais são os sintomas da caxumba?

O principal sintoma da caxumba é o aumento de tamanho das glândulas salivares e a febre. Porém, nem todas as pessoas apresentam um aumento aparente das glândulas. Há ainda casos de caxumba que não manifestam sintomas.

A caxumba é mais comum em crianças e adolescentes, mas o vírus pode afetar pessoas de qualquer idade. A evolução da doença normalmente é benigna. Contudo, em casos mais raros, pode haver complicações, com necessidade de internamento e podendo até levar a óbito.

Crianças com menos de 5 anos de idade apresentam desde sintomas que envolvem as vias respiratórias, até, em casos mais graves,a perda de audição. As complicações mais frequentes da caxumba em crianças, embora sejam raras, são as inflamações no cérebro (encefalite) e no pâncreas (pancreatite).

Após a adolescência, a caxumba pode se tornar mais grave e trazer complicações. Em homens adultos, a doença pode causar inflamação dos testículos, causando infertilidade, enquanto nas mulheres a caxumba pode provocar inflamação nas mamas.

Em casos mais raros, pode ocorrer ainda meningite, mas que normalmente não deixa sequelas.

O que é caxumba?

A caxumba é uma doença causada pelo vírus Paramyxoviridae, do gênero Paramyxovirus. O micro-organismo por afetar qualquer tecido que tenha glândulas e nervos no corpo, embora a infecção seja mais frequente nas glândulas parótidas, responsáveis pela produção de saliva. Outras glândulas frequentemente afetadas pela caxumba ficam localizadas próximas ao ouvido.  

Como prevenir a caxumba?

A prevenção da caxumba é feita através da vacina. A vacina é produzida com o vírus inativado e faz parte do calendário de vacinação, fornecida pela rede pública de saúde. 

A vacina contra a caxumba é a tríplice viral (MMR), geralmente administrada entre 12 e 15 meses de vida (1ª dose), 4 e 6 anos (2ª dose) e 11 e 12 anos (3ª dose). 

Mulheres que ainda não tomaram a vacina devem fazê-lo, pois, se a caxumba é adquirida na gestação, pode provocar aborto.

Para tomar a vacina, basta procurar a Unidade Básica de Saúde, com sua carteira de vacinação.

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Para que serve o exame ELISA?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O exame ELISA serve para detectar anticorpos específicos no sangue. O teste é utilizado para diagnosticar diversas doenças que promovem a produção de anticorpos, como doenças infecciosas (HIV, Doença de Chagas...), doenças autoimunes e ainda alergias.

A palavra ELISA vem do inglês Enzyme-Linked Immunosorbent Assay, que em português significa ensaio de imunoabsorção enzimática. 

O exame é realizado mediante a fixação de um antígeno (vírus, por exemplo) numa superfície sólida. Depois, liga-se ao antígeno um anticorpo ligado a um marcador enzimático. 

No caso do resultado ser positivo, a coloração do produto usado na placa de teste fica alterada.

ELISA serve para detectar HIV?

Sim, o ELISA também é usado para detectar anticorpos anti-HIV no sangue. Portanto é um teste usado para saber se a pessoa está ou não infectada pelo HIV.

O teste ELISA procura os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico para combater a infecção pelo vírus HIV.

Contudo, como pode demorar semanas ou até meses para esses anticorpos estarem presentes em grandes quantidades no sangue, o ELISA pode dar falso negativo ou indeterminado se for feito logo nos primeiros dias ou semanas após a infecção.

Por isso, o teste ELISA não é considerado seguro para detectar uma infecção aguda pelo HIV. Para infecções agudas existem outros testes específicos capazes de rastrear o vírus.

Quanto tempo depois da infecção o ELISA detecta o HIV?

O ELISA geralmente positiva após 1 a 3 meses da contaminação. Mesmo assim, para confirmar a infecção pelo HIV, é necessário realizar outro exame, mais específico, que pode ser o Western Blot, o Teste de Imunofluorescência Indireta para HIV-1 ou o Imunoblot.

Esse teste adicional é necessário porque o ELISA pode dar um resultado falso positivo se a pessoa for portadora de determinadas doenças, como artrite reumatoide, doenças autoimunes e alguns tipos de câncer.

O teste de HIV pode ser feito gratuitamente nas Unidades de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), Hospitais e Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

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Cloridrato de ciprofloxacino: posso tomar na gravidez?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Pode, se já estiver com mais de 3 meses de gestação, ou por orientação médica, a qualquer momento da gravidez.

O remédio cloridrato de ciprofloxacino pode ser tomado a partir do 4º mês de gravidez, com maior segurança, e sempre com devida orientação médica. Antes disso não deve ser usado. Considerada droga classe "C" de segurança na gestação, o que significa que o medicamento pode ser usado apenas quando os benefícios superam os riscos, já que estudos mostraram que ultrapassa a barreira placentária e pode causar alterações no sistema osteoarticular do bebê.

Para que serve o cloridrato de ciprofloxacino? Adultos

Em adultos, o cloridrato de ciprofloxacino é indicado no tratamento de infecções causadas por micro-organismos (sobretudo bactérias) sensíveis ao medicamento.

Dessa forma, pode ser indicado para tratar: infecções respiratórias, otites (infecção de ouvido), sinusites, infecção nos olhos (conjuntivite - forma de colírio ou oral), infecção urinária ou renal, nos órgãos reprodutores, próstata (prostatite), intestinal, cavidade abdominal, trato biliar, pele, ossos, articulações e infecção generalizada (septicemia).

O cloridrato de ciprofloxacino serve ainda para prevenir infecções em pessoas com o sistema imunológico comprometido ou que tenham um número reduzido de células de defesa no sangue.

Crianças e adolescentes 

Para crianças a partir dos 5 anos e adolescentes até os 17 anos de idade, o cloridrato de ciprofloxacino é indicado no tratamento de infecção aguda na fibrose cística.

A fibrose cística é um distúrbio hereditário que aumenta a produção de secreções nos brônquios e no trato digestivo, deixando-as mais viscosas. 

Para maiores informações sobre o uso de cloridrato de ciprofloxacino durante a gravidez, consulte um médico obstetra.

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Esquistossomose tem cura? Qual é o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Esquistossomose tem cura e o ​tratamento consiste no uso de medicamentos específicos capazes de eliminar os vermes e evitar o desenvolvimento de formas graves da doença. Casos mais graves de esquistossomose podem necessitar de internação ou cirurgias.​

Existem dois medicamentos disponíveis para o tratamento da esquistossomose: o praziquantel e a oxamniquina. O praziquantel é encontrado sob a forma de comprimidos de 600 mg, sendo administrado em dose única de 50 mg/kg para adultos e 60 mg/kg para crianças. Os efeitos colaterais são leves, sendo a diarreia e a dor abdominal as reações adversas mais observadas.

Recomenda-se que o paciente fique em repouso durante, pelo menos, 3 horas após tomar o medicamento, para prevenir o aparecimento de náuseas e tonturas. O praziquantel é o medicamento de eleição usado para tratar a esquistossomose em todas as suas formas clínicas.

Já a oxamniquina é encontrada na forma de cápsulas de 250 mg e solução de 50 mg/ml, para uso infantil. São indicadas doses únicas de 20 mg/kg para crianças e 15 mg/kg para adultos, tomadas cerca de 1 hora após a refeição. Dentre os possíveis efeitos colaterais, estão náuseas, tonturas e reações na pele.

O tratamento da esquistossomose é oferecido gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Saúde da Família (USF) do SUS (Sistema Único de Saúde).

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