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Infectologia

Como saber se tenho uma DST?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sinais e sintomas das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) são os corrimentos, as feridas (úlceras) e as verrugas genitais. Atualmente elas estão melhor denominadas como ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis).

Os sintomas das ISTs podem incluir: corrimento na vagina, pênis ou ânus, feridas nos órgãos sexuais, presença de pequenas bolhas com líquido dentro, verrugas na região genital ou anal, presença de ínguas, além de coceira e dor no local da lesão. 

As ISTs manifestam-se principalmente nos órgãos genitais, mas podem aparecer também em outras áreas do corpo, como olhos, língua e palma da mão.

Corrimento 

O corrimento pode estar presente nas seguintes ISTs: gonorreia, clamídia e tricomoníase. Nesses casos, o corrimento costuma ser esbranquiçado, esverdeado ou amarelado e ter cheiro forte. 

Além do corrimento, a gonorreia, a clamídia e a tricomoníase podem causar coceira e dor ao urinar ou durante a relação sexual.

É importante lembrar que a vaginose bacteriana e a candidíase não são consideradas ISTs, apesar de também causarem corrimento vaginal.

Feridas

As ISTs podem causar feridas nos órgãos genitais ou em outra parte do corpo. As lesões podem ser dolorosas ou não. As feridas podem estar presentes na sífilis, herpes genital, cancroide, donovanose e linfogranuloma venéreo.

Verrugas

As verrugas podem surgir nas regiões anal ou genital e são causadas pelo vírus HPV (Papiloma Vírus Humano). Se a infecção estiver avançada, as verrugas podem aparecer em forma de couve-flor. 

As verrugas genitais e anais normalmente não causam dor, mas podem provocar coceira ou irritação local. 

Outras ISTs, como hepatite e HIV/AIDS, não manifestam os seus sinais na região genital. Nessas infecções, a via sexual serve apenas como porta de entrada para a infecção.

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) pode ser uma consequência de uma gonorreia ou clamídia não tratadas. A doença afeta o útero, as trompas e os ovários, causando inflamações nesses órgãos.

Para saber se você tem alguma ISTs, observe se o seu corpo apresenta algum dos sinais apresentados. Depois disso, marque uma consulta com o/a médico/a de família, clínico/a geral, ginecologista ou urologista para uma avaliação pormenorizada. 

Algumas ISTs podem não manifestar sinais e sintomas, porém podem trazer graves complicações se não forem detectadas e tratadas a tempo, como inflamação crônica, infertilidade e câncer. Por isso, previna-se sempre usando preservativo em todas as relações sexuais.

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O que fazer no caso de verme nas fezes?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Em caso de verme nas fezes é necessário tomar medicamentos vermífugos específicos para matar o parasita, que pode ser, provavelmente, um oxiúrus ou uma tênia (solitária). Depois de morto, o verme normalmente é eliminado juntamente com as fezes.

O oxiúrus é um verme que mede entre 1 e 2 cm e é semelhante a um pequeno fio de algodão. É mais comum em crianças e os seus principais sintomas são:

  • Coceira na região anal e vaginal;
  • Corrimento;
  • Enjoo;
  • Vômitos;
  • Tonturas;
  • Cólicas;
  • Sono agitado;
  • Pode ser visto nas fezes.

A oxiurose pode ser transmitida de 3 formas:

  • Direta: A pessoa leva o verme do ânus para a boca. Isso ocorre principalmente devido à coceira intensa na região anal, e o paciente, depois de coçar o local, não lava as mãos adequadamente;
  • Indireta: Os ovos do oxiúrus presentes nos alimentos, nas roupas ou ainda na poeira podem infectar uma pessoa;
  • Retroinfestação: Acontece quando as larvas do verme eclodem na região perianal e migram para o intestino grosso, onde se tornam oxiúrus adultos.

Já a teníase, a verminose provocada pela tênia, conhecida popularmente como "solitária", provoca sintomas como:

  • Dores abdominais;
  • Náuseas;
  • Fadiga;
  • Perda de peso;
  • Gases intestinais;
  • Diarreia ou prisão de ventre;
  • Muita fome ou perda de apetite;
  • Irritação;
  • Insônia;
  • Perda da produtividade no adulto ou atraso no desenvolvimento, no caso de crianças;
  • Pode haver pedaços do verme nas fezes.

Leia também: Quais os sintomas de vermes no corpo?

A solitária é transmitida pela ingestão de carne de porco ou de vaca/boi mal cozida.

O tratamento para verminoses é relativamente simples e inclui o uso de medicamentos orais. É muito importante consultar o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para uma avaliação pormenorizada e indicação do tratamento específico para o tipo de verminose identificada. Com isso, o/a médico/a fará a prescrição do medicamento mais apropriado para a sua situação.

Veja também:

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Como saber se tenho meningite?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Na suspeita de meningite você deve procurar atendimento médico imediatamente, pelo risco de morte e sequelas.

Então para saber se tem meningite deve estar atento aos sinais e sintomas mais comumente encontrados, seja na meningite viral, bacteriana ou fúngica, são eles:

  • Febre alta;
  • Vômitos;
  • Dor de cabeça;
  • Dor no pescoço;
  • Mal-estar;
  • Rigidez de nuca (dificuldade de encostar o queixo no peito);
  • Manchas roxas na pele (meningite bacteriana, geralmente do tipo meningocócica): Embora já ocorram nos estágios mais avançados, essas manchas arroxeadas indicam que as bactérias estão circulando pelo corpo, o que significa que a doença está se disseminando pelo organismo, podendo causar uma infecção generalizada (sepse).

É importante lembrar que os sintomas dos 3 tipos de meningite são semelhantes. O que os diferencia é a intensidade e a rapidez com que o quadro evolui. 

Os tipos mais comuns são as meningites virais e as bacterianas. As meningites virais manifestam sintomas mais brandos, parecidos com os de uma gripe, enquanto que as meningites bacterianas são mais graves devido à rápida e intensa evolução do quadro, podendo até levar à morte ou deixar sequelas se não forem tratadas a tempo.

Daí a importância em procurar um médico logo no início dos sintomas.

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Como é feito o diagnóstico da meningite?

O diagnóstico da meningite é feito inicialmente pela história do paciente e exame clínico, sendo confirmado através da colheita de amostras de sangue e do líquido cefalorraquidiano, que é colhido a partir da espinha.

Esses exames permitem identificar o agente causador da meningite (vírus, bactéria, fungo) e direcionar o tratamento para aquele tipo específico de meningite.

No caso da meningite bacteriana, por exemplo, o tratamento com antibióticos deve ser feito de acordo com o tipo de bactéria e sensibilidade ao tratamento. Dados que são informados pelos exames algumas horas depois. Porém o tratamento nunca deve ser adiado pelos riscos ao paciente, pode ser alterado após os resultados.

As meningites virais em geral não necessitam de antibióticos, apenas medicamentos analgésicos e antitérmicos para alívio dos sintomas.

Veja também: Meningite tem cura? Qual o tratamento?

Apenas o médico, através dos exames clínico e laboratoriais, poderá identificar o tipo de meningite e prescrever o tratamento mais adequado para o caso. Por isso, em caso de suspeita de meningite, não se automedique e procure atendimento médico o mais rápido possível.

Saiba mais sobre meningite em:

O que é meningite?

Meningite é contagiosa? Como ocorre a transmissão?

Meningite deixa sequelas?

Vacina da gripe: quais as possíveis reações ou efeitos colaterais?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As possíveis reações adversas ou efeitos colaterais da vacina da gripe são:

Dor, vermelhidão e endurecimento no local injeção: Ocorrem em 15% a 20% das pessoas que tomam a vacina da gripe e geralmente desaparecem espontaneamente em 48 horas.

Abscessos: Normalmente estão associados a uma infecção secundária ou a erros técnicos de aplicação da vacina.

Febre, mal estar e dor muscular: Ocorrem em menos de 1% das pessoas vacinadas. Podem surgir de 6 a 12 horas após a aplicação e persistir durante 1 ou 2 dias. São mais frequentes em indivíduos que não tiveram um contato anterior com os antígenos da vacina da gripe.

Os antígenos são as substâncias responsáveis pela formação de anticorpos específicos no organismo. No caso da vacina da gripe, os antígenos são vírus mortos.

Reações anafiláticas (hipersensibilidade): São extremamente raras e podem ser causadas por qualquer componente da vacina. Atualmente já sabe-se que as pessoas com alergia ao ovo podem tomar a vacina da gripe, visto que o risco de reações alérgicas graves é muito pequeno.

Como aliviar os efeitos colaterais da vacina da gripe?

A aplicação de compressas frias ajudam a aliviar a reação no local da aplicação. Se a dor for muito intensa, podem ser indicados medicamentos analgésicos.

Qualquer reação ou efeito secundário observado após tomar a vacina contra a gripe deve ser notificado ao serviço que realizou a aplicação.

Caso os efeitos colaterais se prolonguem por mais de 3 dias, deve-se investigar a origem dos sintomas, que nesses casos provavelmente têm outras causas.

Vacina da gripe pode causar gripe?

Não. É importante lembrar que a vacina da gripe não provoca gripe. Nem mesmo uma "gripezinha". Os vírus utilizados na vacina estão mortos e não são capazes de causar qualquer infecção.

A vacina da gripe é segura e bem tolerada pela grande maioria das pessoas. No entanto, deve-se ter algumas precauções em determinadas situações.

Em caso doença febril moderada ou grave, recomenda-se adiar a vacinação até a cura completa do quadro, para que as manifestações da doença não sejam atribuídas à vacina.

Em relação a aplicação da vacina em pessoas alérgicas ao ovo já sabe-se que o risco para essas pessoas é muito pequeno, portanto recomendações antigas de observação após a vacina não são mais necessárias.

Quem pode tomar a vacina da gripe?

Qualquer pessoa com mais de 6 meses de idade pode tomar a vacina contra a gripe. No entanto, quem já teve reação alérgica grave (anafilaxia) ao ovo ou a alguma dose anterior da vacina da gripe, devem evitar a vacinação. Nesses casos, recomenda-se consultar um médico para avaliar o risco benefício de tomar ou não a vacina.

Salvo nesses casos excepcionais, praticamente todas as pessoas podem tomar a vacina da gripe. Contudo, devido ao maior risco de ficarem doentes e apresentarem complicações, o Ministério da Saúde dá prioridade a certos grupos de risco durante as campanhas de vacinação.

Esse grupo de risco é composto por: crianças entre 6 meses e 6 anos de idade, grávidas, puérperas (mulheres que ainda estão nos 45 dias de pós-parto), trabalhadores da área da saúde, professores, povos indígenas, pessoas com 60 anos ou mais, pessoas com doenças crônicas, indivíduos entre 12 e 21 anos de idade que não estão em liberdade devido a medidas socioeducativas, pessoas que estão presas e funcionários das prisões.

Como tomar a vacina da gripe?

Pessoas que não fazem parte do grupo de risco podem recorrer à rede privada. Já aquelas que fazem parte do grupo de risco podem ser vacinados na rede pública.

Para crianças dos 6 meses aos 9 anos de idade, são administradas duas doses, com intervalo de 1 mês entre elas. Depois, a vacinação deve ser repetida anualmente.

Depois dos 9 anos de idade, crianças, adolescentes, adultos e idosos recebem uma única dose anual.

O médico de família ou um clínico geral podem esclarecer eventuais dúvidas sobre a vacina da gripe e alertar sobre os seus possíveis efeitos colaterais.

Fiz 3 exames de HIV e todos deram negativo, mas ainda acho que tenho o vírus. O teste de HIV é confiável?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, os exames e testes de HIV são confiáveis e seguros, com uma eficácia que pode chegar aos 100%.

Se a camisinha estourou durante o sexo anal, existe o risco de contaminação maior, mas se você já fez 3 testes de HIV (o primeiro, 6 meses depois da relação e os outros dois, 1 ano e meio depois) e todos deram negativo, é extremamente improvável que você tenha o vírus.

O teste de HIV mais comum procura os anticorpos que o corpo produz contra o vírus HIV. É o teste EIA, também conhecido como ELISA.

Os testes rápidos de HIV, realizados no sangue ou fluidos orais, são testes que detectam os anticorpos contra o HIV.

Porém, como os anticorpos podem demorar semanas ou meses para estarem presentes no sangue, o teste ELISA e o Western Blot podem dar negativo ou indeterminado se forem feitos nesse período.

Leia também: Para que serve o exame ELISA?

Portanto, não são testes confiáveis para identificar uma infecção aguda pelo HIV.

Existe um outro teste de HIV que rastreia o próprio vírus, conhecido como RNA do HIV ou carga viral. Este exame já é capaz de detectar o HIV cerca de 5 dias após a infecção, sendo bastante útil em casos de infecção aguda pelo HIV.

Se um teste de anticorpos de HIV der resultado negativo ou indeterminado e um teste de RNA der positivo, é bem provável que haja uma infecção aguda pelo HIV.

O diagnóstico precoce do HIV (até 72 horas após o contágio) permite iniciar o tratamento que protege contra a propagação da infecção. Veja mais sobre o assunto em: O que é PEP?

Se você ainda acha que está infectado pelo HIV, mesmo com 3 testes negativos, procure o/a médico/a infectologista e leve esses exames na consulta. Procurar um/a psicólogo/a pode ser uma boa opção para se livrar dessa ideia fixa de que está com HIV.

O que é toxoplasmose ocular? Tem cura?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A toxoplasmose é o nome dado a uma doença infecciosa que é provocada pelo protozoário Toxoplasma gondii, que pode ser transmitida através da ingestão de cistos do parasita (verduras e carne mal cozida) ou durante a gestação (intra-útero). A toxoplasmose pode afetar vários órgãos, inclusive os olhos (toxoplasmose ocular).

A toxoplasmose ocular geralmente é adquirida durante a gestação (transmissão intra-útero).

A toxoplasmose ocular pode causar lesões na parte anterior do olho (uveite anterior), forma leve e que usualmente não deixa sequelas, desde que tratada adequadamente. A forma mais grave da toxoplasmose ocular é aquela que acomete a retina e a coróide (coriorretinite).

A retina é a estrutura do olho que capta as imagens e leva ao cérebro através do nervo óptico. Quando há infecção pelo Toxoplasma, ocorre uma inflamação na retina, que deixa uma cicatriz, onde não haverá mais funcionalidade para a visão. Fica claro, então, que, quanto mais extensa a cicatriz, maior será o prejuízo à visão. O sintoma mais importante da toxoplasmose é a diminuição da visão. Ela pode ser variada, dependendo do tamanho e da localização da lesão. Além disso, pode ocorrer vermelhidão ocular, visão de pontos pretos flutuando na frente dos olhos, dor ocular e fotofobia. O diagnóstico é feito pelo exame de fundo de olho, associado a exames de sangue (sorologia IgM e IgG para toxoplasmose). O tratamento da toxoplasmose ocular é similar ao da toxoplasmose em outros órgãos, com uso de antibióticos (sulfadiazina e pirimetamina), associados ao ácido folínico. Se a infecção ocorrer na gestação, é utilizada a espiramicina. Uma particularidade é a necessidade de utilizar corticoesteróides, como a prednisona, colírios antiinflamatórios, a base de corticóide, e colírios chamados cicloplégicos (dilatam a pupila) para amenizar a dor. Com o tratamento adequado, a toxoplasmose pode ter cura, mas, infelizmente, ainda não é possível recuperar a visão que foi perdida devida à cicatriz da toxoplasmose. É importante frisar, contudo, que mesmo após tratamento adequado, alguns pacientes podem apresentar recidivas da doença, usualmente associadas a imunodepressão. O parasita fica alojado na retina na forma de cistos, que são resistentes aos medicamentos. Quando esses cistos rompem, o parasita pode causar novas lesões na retina.

Na presença de alterações visuais, é necessário a avaliação do médico oftalmologista.  

Meningite é contagiosa? Como ocorre a transmissão?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, meningite é contagiosa, principalmente a viral e a bacteriana, que são transmitidas de pessoa para pessoa através de gotículas de saliva ou secreção expelidas por indivíduos infectados ao falar, tossir, espirrar ou beijar.

No caso da meningite viral causada por enterovírus (vírus que habitam o intestino), a transmissão ocorre pelo contato com fezes infectadas pela via fecal-oral.

É importante lembrar que não é preciso estar com meningite para transmitir a doença. A pessoa pode ter o vírus ou a bactéria e não desenvolver meningite, mas pode transmitir a doença mesmo assim. Isso pode ocorrer na meningite meningocócica, por exemplo, em que a pessoa tem a bactéria na garganta, não está doente, mas pode transmitir o micróbio, sobretudo pelobeijo.

Para ocorrer a transmissão da meningite é necessário haver contato íntimo e prolongado (morar na mesma casa, compartilhar o mesmo quarto). Daí o convívio com pessoas doentes ou infectadas ser importante para o contágio.

As crianças com menos de 1 ano são as mais suscetíveis às meningites, pois ainda não desenvolveram anticorpos capazes de combater os vírus e as bactérias que causam a doença.

Como prevenir a meningite?
  • Tomar a vacina, que protege contra os tipos A, B, C, W e Y da meningite meningocócica (saiba mais em: Vacina para meningite B provoca alguma reação ou efeito colateral?);
  • Evitar locais com aglomeração de pessoas;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Lavar as mãos depois de ir ao banheiro;
  • Limpar e higienizar adequadamente os ambientes;
  • Detectar e tratar precocemente os casos de meningite para evitar que a doença seja transmitida.

Procure imediatamente um médico se tiver tido contato com alguém doente ou se apresentar algum dos sintomas da meningite.

Leia também:

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O que é meningite meningocócica e quais os sintomas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Meningite meningocócica é uma inflamação das meninges (membranas que recobrem o cérebro e medula cerebral), causada pela bactéria Neisseria meningitidis, também conhecida como meningococo.

É a forma mais grave de meningite, altamente contagiosa, que pode ter cura completa se o tratamento for iniciado precocemente, como também pode levar a sequelas e ao óbito, se não for tratada a tempo.

Quais são os sintomas da meningite meningocócica?

Os sintomas da meningite meningocócica são principalmente:

  • Dor de cabeça intensa
  • Febre e
  • Rigidez de nuca (pescoço fica duro, dificuldade ou incapacidade de encostar o queixo no peito.

Pode haver ainda outros sintomas como:

  • Náuseas ou vômitos;
  • Mal-estar;
  • Falta de apetite;
  • Fotofobia (maior sensibilidade à luz);
  • Calafrios;
  • Diarreia;
  • Respiração rápida, ofegante;
  • Mãos e pés frios, por menor circulação na periferia;
  • Manchas roxas na pele;
  • Sonolência, agitação ou confusão mental;
  • Tremores, crises convulsivas e coma.

Vale ressaltar que são sintomas que costumam aparecer e evoluir rapidamente, portanto na suspeita de meningite, devido a dores de cabeça, febre e rigidez de nuca, deve procurar um atendimento de urgência imediatamente.

Contudo, pessoas com imunidade imatura ou comprometida, como idosos, diabéticos, usuários de medicamentos imunossupressores ou crianças pequenas podem não apresentar todos os sintomas descritos.

Bebês podem apresentar a moleira tensa ou alta, febre, irritabilidade, gemido ao ser tocado, recusa alimentar, vômitos, choro agudo e convulsões.

Idosos e diabéticos podem não apresentar febre. Os sintomas mais comuns nesses casos são dores de cabeça, mal-estar, inapetência, vômitos e alterações de consciência.

A meningite meningocócica é a forma mais temível de meningite bacteriana devido à gravidade e intensidade dos sintomas, podendo até levar à morte se não for tratada a tempo.

Veja também: Quais são os tipos de meningite?

A meningite meningocócica é contagiosa?

Sim. Além da magnitude e gravidade do caso em si, a meningite meningocócica é facilmente transmissível pelas vias respiratórias, podendo provocar surtos e epidemias.

Saiba mais em: Meningite é contagiosa? Como ocorre a transmissão?

O meningococo pode ser transmitido pela pessoa doente ou portadora da bactéria. Lembrando que nem todos os indivíduos que adquirem a Neisseria meningitidis desenvolvem meningite, uma vez que grande parte das pessoas já possuem defesas contra essa bactéria.

Bebês com idade entre 6 meses e 1 ano são mais vulneráveis à doença, pois ainda não possuem os anticorpos necessários para combater o meningococo.

Em caso de suspeita de meningite, procure atendimento médico com urgência. Se não for tradada a tempo, a meningite meningocócica pode causar complicações graves e deixar sequelas, como cegueira, atraso mental, surdez, distúrbios motores, de linguagem e visuais.

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