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Neurologia

8 dicas para regular o seu sono
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para regular o sono é necessário mudar a rotina ou criar hábitos que contribuam para uma melhor qualidade do sono. Siga essas 8 dicas e veja como regular o seu ciclo do sono, ajustar o relógio biológico, dormir melhor, com isso melhorando sua qualidade de vida.

1. Acorde sempre no mesmo horário

Mesmo tendo dormido mal durante a noite, é importante criar a rotina de acordar sempre no mesmo horário, pois isso ajuda a regular o ciclo do sono.

2. Não durma demais

Não fique na cama para dormir mais se já sente que dormiu o suficiente. Procure dormir apenas o tempo necessário para ficar descansado.

3. Evite cochilos

Enquanto o seu sono estiver desregulado evite cochilar durante o dia para não atrapalhar o sono da noite. Os cochilos podem ser bem-vindos, mas só depois que você começar a dormir melhor.

4. Pratique atividade física regularmente

A atividade física diminui o estresse e ajuda a pessoa a ter um sono mais profundo e reparador. Porém, os exercícios devem ser feitos pelo menos 4 horas antes de dormir para que a adrenalina não faça o efeito contrário, e acabe atrapalhando o sono.

5. Evite bebidas alcoólicas e alimentos pesados antes de dormir

O álcool deixa o sono mais leve e pode atrapalhar o ciclo do sono, apesar de causar sonolência. O ideal é beber apenas uma dose de bebida alcoólica por dia, de preferência faltando mais de 3 horas para ir para a cama.

A alimentação a noite também deve ser mais leve, para que o organismo consiga descansar e não precise aumentar o seu metabolismo para iniciar um processo de digestão complicada.

6. Beba menos café

A cafeína é um estimulante do sistema nervoso central. Mesmo que a pessoa não beba café à noite, o consumo exagerado durante o dia pode atrapalhar o ciclo do sono, pois a cafeína permanece no organismo durante várias horas. Para dormir melhor, o ideal é não beber mais do que 3 xícaras de café por dia. 

7. Durma em um quarto escuro

Para que o hormônio responsável pelo controle do ciclo sono-vigília seja produzido, a melatonina, é necessário estar em um ambiente sem luz. Por isso é recomendado dormir em ambientes totalmente escuros (todas as luzes apagadas e a janela fechada).

8. Só vá para a cama quando estiver com sono 

Se for para a cama e depois de 20 minutos ainda não conseguiu dormir, o melhor é se levantar, procurar fazer alguma coisa como ler um livro (não use tablet ou computador, pois a luz desses equipamentos atrapalha a produção do hormônio do sono). Depois de alguns minutes retorne e tente dormir novamente. Tente não se esforçar para dormir. O objetivo é voltar para a cama sem a obrigação de ter que dormir.

Seguindo essas orientações, em poucos dias seu sono estará regulado. Caso isso não ocorra você deve procurar atendimento médico, de preferência com Neurologista para investigar insônia, outras causas e devido tratamento.

A insônia ou falta de um sono reparador pode causar doenças, distúrbios de humor e déficit de memória. Não deixe de procurar ajuda.

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Qual o tratamento para insônia?

Quais são os efeitos da nicotina no organismo?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os efeitos da nicotina incluem melhora leve do humor, diminuição do apetite, relaxamento muscular, aumento dos batimentos cardíacos, pressão arterial, frequência respiratória e atividade motora. A nicotina também tem ação vasoconstritora, ou seja, reduz o calibre dos vasos sanguíneos e ainda favorece a formação de coágulos.

A nicotina é um estimulante do sistema nervoso central. Trata-se de uma substância que provoca dependência química, física e psicológica, cujos efeitos interferem no organismo e no comportamento de quem fuma. 

A intensidade da dependência da nicotina aumenta com o número de cigarros consumidos por dia e o tempo de tabagismo.

Além de ser a responsável pelo vício de fumar, a nicotina potencializa a ação da fumaça do cigarro, aumentando o risco de derrame, infarto, doenças pulmonares e vários tipos de câncer.

Com o passar do tempo, a pessoa fica cada vez mais tolerante aos efeitos da nicotina no organismo. Isso significa que para sentir os mesmos efeitos do início do vício, é preciso consumir doses cada vez maiores.

Ao parar de fumar abruptamente ou diminuir o número de cigarros consumidos por dia, o indivíduo pode apresentar uma série de sintomas, que caracterizam a síndrome de abstinência de nicotina.

Esses sinais e sintomas podem incluir insônia, perturbações físicas e psicológicas, humor deprimido, irritabilidade, ansiedade, agitação, dificuldade de concentração, prisão de ventre, diminuição da frequência cardíaca, aumento do apetite, ganho de peso, entre outros.

Contudo, a síndrome da abstinência da nicotina normalmente desaparece depois de uma ou duas semanas que a pessoa deixou de fumar.

Uma forma de reduzir os efeitos de abstinência é através do uso do adesivo de nicotina, que permite que o corpo absorva nicotina através da pele, diminuindo os sintomas.

Saiba mais em: Como funciona o adesivo de nicotina para parar de fumar?

Em alguns casos para diminuir a ansiedade decorrente da cessação do uso também podem ser administrados medicamentos antidepressivos como a bupropiona.

Os adesivos de nicotina e a bupropiona são distribuídos gratuitamente pelo SUS. Para ter acesso ao tratamento para parar de fumar, procure uma Unidade Básica de Saúde.

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Dor ciática tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor ciática tem cura, embora "cura" não seja o termo mais indicado, uma vez que a dor ciática por si só não constitui uma doença mas sim o sintoma de outros problemas. O tratamento é definido de acordo com a causa, os sintomas e a intensidade da dor ciática.

tratamento da dor ciática inclui:

  • Repouso relativo, ou seja, o paciente pode se movimentar e ir trabalhar, mas não deve carregar peso, fazer muito esforço físico ou permanecer sentado por muito tempo;
  • Analgésicos e anti-inflamatórios;
  • Fisioterapia;
  • Orientações ao paciente quanto aos cuidados com a postura;
  • A acupuntura tem efeitos comprovados cientificamente no alívio da dor ciática.

Desde que o procedimento seja adequado, a dor ciática melhora em 15 dias. Se não for devidamente tratada, a condição pode evoluir e se tornar incapacitante, além de provocar distúrbios neurológicos, tais como perda da sensibilidade e da função motora.

Se o tratamento clínico não for suficiente e houver compressão significativa do nervo, com comprometimento neurológico, o médico pode optar pela cirurgia, embora essa medida seja indicada na minoria dos casos, uma vez que a maior parte dos casos responde bem ao tratamento convencional.

O tratamento da dor ciática pode ser iniciado pelo/a clínico/a geral ou médico/a de família que poderão encaminhar ao/a neurologista em caso de necessidade.

Saiba mais em: Dor no nervo ciático: Quais são as causas e como identificar?

O que é paralisia do sono? Tem tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Paralisia do sono é a sensação de não poder se movimentar depois de acordar. A pessoa está consciente mas não consegue movimentar o corpo, não consegue falar e normalmente sente um peso em cima dela. Durante a paralisia, é comum também a pessoa ter alucinações.

Apesar de não conseguirem se mexer ou falar, algumas pessoas ainda conseguem ter um pequeno controle de certas partes do corpo, como mãos, boca e olhos.

A paralisia do sono pode ocorrer antes da pessoa adormecer ou logo após acordar. O tempo de duração pode ser de até 5 minutos. Trata-se de um distúrbio do sono que pode ocorrer esporadicamente e não significa nada de anormal, nem oferece riscos à saúde.

Porém, a paralisia do sono pode ser um sintoma da síndrome narcoléptica ou narcolepsia. Nesse caso, ela vem acompanhada de sonolência excessiva durante o dia. Embora seja muito raro, o quadro pode ser grave e precisa de tratamento.

Quais são as causas da paralisia do sono?

A paralisia do sono ocorre devido à persistência do corpo em manter a fraqueza muscular da fase REM do sono. Na fase REM (Rapid Eye Movement - "Movimento Rápido dos Olhos"), a atividade cerebral é mais rápida e intensa e os sonhos são mais reais.

Nessa fase do sono, ocorre uma espécie de paralisia no corpo, que é uma proteção do organismo para que a pessoa não se movimente enquanto dorme, evitando se machucar.

A paralisia do sono acontece quando o cérebro acorda do estado REM mas o corpo continua paralisado. Isso significa que a pessoa está consciente, mas não tem controle sobre o corpo.

Vale lembrar que a paralisia do sono ocorre com mais frequência em pessoas com narcolepsia, insônias e apneia do sono. Rotinas estressantes e a suspensão de medicamentos que atuam no sistema nervoso também favorecem a ocorrência da paralisia.

A causa das alucinações não está totalmente esclarecida. Uma teoria é a de que durante a paralisia do sono, o cérebro não distingue bem os sonhos da realidade e a mente reproduz então as imagens do sonho.

Qual é o tratamento para a paralisia do sono?

Não existe um tratamento específico para a paralisia do sono. O que a pessoa deve fazer nesses momentos é ficar calma e aguardar alguns instantes que logo ela retoma os movimentos habituais.

A mudança de hábitos e do estilo de vida pode colaborar para melhorias, como manter os cuidados com a saúde, praticar atividade física e ter uma boa alimentação.

O diagnóstico e tratamento da paralisia do sono pode ser feito pelo/a médico/a de família, clínico/a geral ou neurologista.

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Atrofia cerebral pode ser revertida?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não, atrofia cerebral não pode ser revertida. Porém existem tratamentos que retardam a sua evolução, ou auxiliam no controle através de medicamentos específicos.

A atrofia cerebral é uma diminuição do tamanho global do cérebro decorrente da degeneração e morte de milhares de neurônios, que são as células do cérebro.

Na atrofia de outros tecidos, como por exemplo dos músculos, se os nervos estiverem íntegros, o músculo pode voltar a ganhar volume se for estimulado, porque as suas células têm a capacidade de regeneração e de aumentar de tamanho (hipertrofiar).

No entanto, não acontece o mesmo com o cérebro. Os neurônios não se regeneram e à medida que vão morrendo não são substituídos por outros, nem são formadas novas células, o que torna impossível reverter a atrofia cerebral.

A atrofia cerebral costuma evoluir de maneira inexorável, com ou sem tratamento, o que conseguimos com o tratamento precoce e específico, é retardar essa evolução, auxiliando na qualidade de vida do paciente e de seus familiares.

O processo de atrofia cerebral é conhecido popularmente por demência. Existem diversos tipos de demências, sendo a a Doença de Alzheimer a mais frequente entre elas.

Por isso, o controle ou a prevenção da atrofia cerebral é muito importante para o tratamento de doenças neurodegenerativas.

O médico neurologista é o especialista nesta área e deverá iniciar e manter acompanhamento regularmente.

Leia também:

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Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Na maioria das vezes alterações desse tipo são inespecíficas e não estão associadas a nenhuma doença. Senelidade, tabagismo e alcoolismo são as associações mais comuns na prática clínica diária, depois disso vem as doenças cérebro degenerativas, o ideal é uma avaliação de um neurologista, talvez essas alterações em hipocampos possam ter relação mais específica com alguma doença.

Qual a diferença entre atrofia, distrofia e hipertrofia?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para melhor compreender a diferença entre atrofia, distrofia e hipertrofia é preciso conhecer o que significa cada uma dessas alterações celulares:

  • Atrofia (hipotrofia): Diminuição do tamanho da célula. Quando um número suficiente de células passa por essa adaptação, ou redução de tamanho, todo o órgão ou tecido também diminui de tamanho.

    • Exemplo: Um bom exemplo de atrofia pode ser observado após tirar o gesso de um braço ou de uma perna: o membro fica "mais fino" devido à redução do volume muscular (atrofia).
    • Causas:
      • Compressão do órgão ou tecido afetado.
      • Envelhecimento;
      • Perda de estímulos hormonais;
      • Má nutrição;
      • Redução do aporte sanguíneo;
      • Perda da inervação;
      • Diminuição da carga de trabalho, ou de exercícios;
  • Hipertrofia: Aumento do tamanho das células, com consequente aumento do órgão ou tecido. Trata-se de uma resposta adaptativa da célula a estímulos mecânicos ou hormonais.
    • Exemplos:
      • Hipertrofia muscular: Aumento do tamanho do músculo, cujas células tiveram que se adaptar para poderem suportar uma maior carga de trabalho;
      • Hipertrofia do miocárdio (músculo cardíaco): Pode ocorrer em pessoas com pressão alta, pois o coração bombeia o sangue com mais força para a artéria aorta;
      • Hipertrofia de hepatócitos (células do fígado): O uso de medicamentos barbitúricos pode provocar um aumento das células hepáticas.
    • Causas:
      • Maior demanda funcional;
      • Estimulação hormonal (por exemplo, uso de testosterona na forma de anabolizantes para ganhar massa muscular).
  • Distrofia: Qualquer distúrbio na formação da célula que afeta o seu desenvolvimento e crescimento. O termo é bastante abrangente, sendo largamente usado para designar processos regressivos ou degenerativos.
    • Exemplo:
      • Distrofia muscular. O termo refere-se a várias doenças genéticas que provocam perda de força progressiva e degeneração dos músculos esqueléticos. Todos os tipos de distrofia muscular pioram progressivamente, à medida que os músculos se degeneram e enfraquecem;
    • Causas: Grande parte das distrofias tem origem genética.

Portanto, atrofia, distrofia e hipertrofia são alterações ou adaptações que a célula pode sofrer quando submetida a estímulos fisiológicos ou patológicos. Muitas vezes tais alterações são necessárias para a própria sobrevivência da célula.

Leia também:

O que é hipertrofia muscular?

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O que é uma crise de ausência?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Uma crise de ausência é um tipo de crise de epilepsia, mais comum em crianças do que em adultos, cujos sintomas caracterizam-se por breves interrupções da consciência em que a pessoa fica ausente e estática por alguns segundos, depois retornando naturalmente ao momento em que foi interrompido.

As crises de ausência também podem vir acompanhadas de bloqueio da fala, discretos movimentos das pálpebras, ou olhos e movimentos involuntários das mãos.

Essas crises podem ocorrer várias vezes ao dia e, devido à sua curta duração, dificilmente é percebida por familiares ou pelo próprio paciente.

A epilepsia é uma síndrome neurológica causada por descargas elétricas desorganizadas no cérebro, originando crises que se manifestam de diversas formas, de acordo com a área cerebral afetada.

Veja também: Epilepsia tem cura?

As crises de epilepsia muitas vezes são imperceptíveis por causa das suas manifestações sutis, tornando-se às vezes difícil de serem detectadas, até mesmo por médicos.

É o caso da crise de ausência infantil, por exemplo, em que muitas vezes o problema só é reconhecido quando a criança apresenta queda do desempenho escolar, geralmente verificada pelo professor.

Saiba mais em: Quais são os sintomas de epilepsia?

O tratamento da crise de ausência é feito através de medicamentos antiepilépticos cujo objetivo é reduzir as anormalidades dos impulsos elétricos no cérebro e, assim, impedir as crises.

As crises podem cessar antes de 18 anos de idade, podem permanecer pelo resto da vida ou vir a desenvolver ataques epilépticos com convulsões.

Em caso de suspeita de crise de ausência, deve-se procurar um médico neurologista, se for em adultos, ou um pediatra ou neuropediatra, para as crianças.

Também pode lhe interessar: Epilepsia pode matar?