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Neurologia

Dormência na boca: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dormência na boca pode ser sintoma de diversas doenças e condições. Uma delas é a compressão ou rompimento de algum nervo da face, que pode ocorrer após uma anestesia ou um implante dentário, por exemplo.

Outras possíveis causas de dormência na boca incluem doenças neurológicas (derrames, esclerose múltipla, paralisia facial), herpes labial, enxaqueca, síndrome da boca ardente e até câncer bucal.

O herpes labial caracteriza-se pelo aparecimento de grupos de bolhas dolorosas nos lábios. A sensação de dormência na boca geralmente antecede o surgimento da lesão e é localizada na mesma região da ferida. 

Em algumas pessoas, crises de enxaqueca também podem causar dormência ao redor da boca.

A síndrome da boca ardente é uma alteração hormonal que acomete principalmente mulheres após a menopausa. Pode causar formigamento ou dormência na boca ou na língua, embora o principal sintoma seja a dor intensa que pode afetar os lábios, a língua, o céu da boca e a gengiva. 

A dormência na boca também pode ser um sintoma de câncer bucal. Este tipo de câncer pode surgir nos lábios, no interior da boca, na garganta, nas amígdalas e ainda nas glândulas salivares. Suas principais causas são o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. Outros sintomas de câncer bucal incluem: 

  • Feridas nos lábios, na gengiva e dentro da boca, que normalmente sangram com facilidade;
  • Caroços nas bochechas;
  • Manchas vermelhas ou brancas na língua e na gengiva;
  • Dificuldade engolir ou mastigar;
  • Mudanças na voz.

Saiba mais em: Quais são os sintomas de câncer de boca?

O diagnóstico e o tratamento da dormência na boca depende da condição ou da doença que provocou a perda de sensibilidade. Você pode consultar o/a médico/a de família ou clínico/a geral para que seja feita uma avaliação inicial. Caso seja necessário, o/a profissional poderá lhe encaminhar para outro especialista.

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O que é abaulamento discal e que sintomas pode causar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Abaulamento discal ou protusão discal é um processo de desgaste ou perda da elasticidade do disco intervertebral, que é deslocado na direção da medula espinhal e/ou das raízes nervosas, podendo alcançar e tocar uma dessas estruturas, o que causa a dor do paciente.

É o processo inicial de uma hérnia de disco, ou seja, se não tratado certamente vai evoluir para o quadro de hérnia de disco. 

O Disco intervertebral é uma estrutura formada por um núcleo gelatinoso e uma capsula mais rígida, chamado anel fibroso, que protege esse núcleo. Fica localizado entre as vértebras da coluna, e funciona como um "amortecedor", reduzindo o impacto entre as vértebras, por exemplo, quando andamos ou corremos e permitindo certa mobilização. Quando ocorre um desgaste deste disco intervertebral ocorre o seu abaulamento. 

Nessa fase, de abaulamento ou protusão, o anel fibroso ainda está intacto, apesar de estar distendido. A hérnia discal surge, principalmente quando o anel se rompe, permitindo o extravasamento do núcleo.

O abaulamento discal ocorre principalmente entre as vértebras L4 - L5 e L5 - S1. Nesses casos os seus principais sintomas são a dor lombar e a dor ciática. Mas esse problema também é bastante comum na coluna cervical, no nosso meio, causando sintomas de dor no pescoço, chamada Dor cervical ou cervicalgia.

Os sintomas do abaulamento discal surgem quando essa protusão do disco pressiona a raiz de algum nervo ou a própria medula espinhal, levando a dor na região acometida, além de outros sintomas típicos de compressão nervosa, como alterações na sensibilidade, dormência, formigamento e até perda de força no membro afetado.

O médico ortopedista ou neurocirurgião são os especialistas indicados para diagnosticar e indicar o tratamento do abaulamento discal.

Saiba mais em: Abaulamento discal tem cura? Como é o tratamento?

Sinto pontadas do lado esquerdo da cabeça, juntamente com enjoo, visão turva e tonturas. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor em pontadas apenas num lado da cabeça, enjoo, visão turva e tonturas podem ser sintomas de enxaqueca.

A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça que normalmente provoca dor latejante em apenas um lado da cabeça, geralmente acompanhada de náuseas, vômitos e intolerância a sons, luz e cheiros fortes.

Essas intolerâncias que podem ser diversas (à luz, ao barulho, etc) nem sempre estão presentes. Em geral, em torno de 25% das pessoas que sofrem de enxaqueca apresentam os sintomas conhecidos como aura. A aura é caracterizada como a presença de sintomas neurológicos focais como por exemplo pequenos distúrbios visuais, sensoriais e da fala. 

As crises de enxaqueca podem durar até 3 dias e podem ser divididas em 4 fases, com sintomas diferentes em cada uma delas:

  1. Fase anterior à dor de cabeça:

    • Desejo de comer determinados alimentos, como chocolate;
    • Alterações de humor;
    • Cansaço;
    • Bocejos;
    • Retenção de líquidos.
  2. Fase que precede ou ocorre junto com a crise:
    • Visão turva;
    • Pontos ou manchas escuras na visão;
    • Linhas e pontos luminosos na visão que duram entre 5 minutos e uma hora;
  3. Fase da dor de cabeça:
    • Dor em pontadas em apenas um dos lados da cabeça, que pioram com qualquer esforço físico;
    • Náuseas;
    • Vômitos;
    • Sensibilidade a barulhos, luz e cheiros.
  4. Fase da resolução (recuperação do organismo após a intensa dor de cabeça);
    • Intolerância a alimentos;
    • Dificuldade de concentração;
    • Dor muscular;
    • Cansaço.

Leia mais sobre o assunto em: Enxaqueca: Sintomas e Tratamento

É importante lembrar que dor de cabeça, náuseas, visão turva e tonturas também podem ser sintomas de diversas doenças e problemas de saúde.

Por isso, o melhor é consultar o/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família ou neurologista para que a origem desses sintomas seja devidamente diagnosticada e tratada.

O que são espasmos musculares e quais as causas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Espasmo muscular é uma contração involuntária sustentada de um músculo ou de um grupo de músculos, normalmente acompanhada de dor localizada.

Os espasmos são um mecanismo de proteção dos músculos em resposta a uma lesão, inflamação ou estiramento no próprio músculo ou em tecidos subjacentes, como ossos e ligamentos.

A dor e a rigidez resultantes da contração muscular têm dois objetivos: sinalizar que algo não está bem e limitar os movimentos para prevenir novas lesões.

Os espasmos musculares podem ser desencadeados tanto durante o repouso como em atividade. No caso dos praticantes de esportes, os espasmos podem ser causados por desequilíbrio dos eletrólitos potássio e sódio no sangue, devido à transpiração e consequente desidratação, excesso de treino ou fadiga muscular.

Quais os sintomas de um espasmo muscular?

Os sintomas de um espasmo muscular caracterizam-se pela contração virosa, repentina e involuntária de um ou mais músculos, causando dor e rigidez muscular. Nos espasmos mais intensos, é possível ver as contrações musculares abaixo da pele.

Um espasmo muscular pode durar de alguns segundos a vários minutos. Os espasmos musculares ocorrem com mais frequência nos músculos da coxa, da panturrilha e do , geralmente quando a pessoa está em repouso ou praticando algum exercício físico. São mais comuns em pessoas com idade igual ou superior a 50 anos.

A prática de atividade física durante o dia, por exemplo, pode despoletar espasmos musculares noturnos, quando a pessoa está dormindo ou em repouso.

Quais as causas dos espasmos musculares?

Os espasmos musculares podem ser provocados por diversas situações, tais como estresse físico ou emocional, sobrecarga muscular, má qualidade do sono, trauma súbito (pancadas), estiramento de músculos ou ligamentos, fratura ou estresse do osso, atividade física intensa, desidratação durante exercícios prolongados, gravidez, devido às alterações posturais e redução dos níveis de cálcio.

Outras possíveis causas para os espasmos musculares incluem alteração nas concentrações de minerais que atuam diretamente na contração muscular, como cálcio, magnésio, sódio e potássio, abuso de bebidas alcoólicas, hipoglicemia (baixos níveis de açúcar no sangue), falta de vitaminas B1, B5 e B6, diuréticos e medicamentos para controlar hipertensão arterial.

Espasmo muscular pode ser sintoma de alguma doença?

Sim, os espasmos musculares também podem ser causados por doenças que alteram o metabolismo normal do corpo, como diabetes e problemas na tireoide, doenças musculares, doenças que afetam o nervo responsável pela contração muscular, Mal de Parkinson, varizes e insuficiência venosa.

Qual é o tratamento para espasmos musculares?

O tratamento dos espasmos musculares pode incluir compressas frias ou quentes, medicamentos, massagem, fisioterapia, acupuntura, entre outras terapias.

O que fazer em caso de espasmo muscular?

Durante um espasmo muscular, faça o movimento contrário ao espasmo, esticando suavemente o músculo afetado. Por exemplo, se for na panturrilha, deve-se puxar suavemente os dedos dos pés para cima, no sentido contrário à contração muscular.

Não faça movimentos bruscos para contrariar o espasmo muscular, pois pode agravar a situação. Os alongamentos durante o espasmo também devem ser evitados, pois podem lesionar o músculo.

Respire calma e profundamente, até que a dor e o espasmo muscular desapareçam.

Depois que o espasmo muscular cessar, aplique uma compressa quente no local durante 20 minutos para relaxar a musculatura. A seguir, faça massagem na musculatura afetada com movimentos circulares durante alguns minutos. O alongamento muscular é indicado após o espasmo. Andar também ajuda a interromper os espasmos.

Durante a prática de exercícios físicos intensos, é importante ingerir bastante água e minerais (eletrólitos) para compensar a perda com a transpiração.

Espasmos frequentes devem ser avaliados pelo/a médico/a de família, clínico/a geral, ortopedista ou neurologista, pois podem indicar algum problema de saúde que precisa ser detectado.

Pontada no coração ao respirar. O que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A pontada no coração ao respirar pode ser causada por fadiga muscular, tensão muscular decorrente de estresse ou ainda excesso de gases. A dor no peito também pode ter como causa a irritação da pleura, uma membrana dupla de tecido conjuntivo que recobre os pulmões e a parte interna do tórax.

Se a pontada no peito for provocada por fraqueza ou fadiga muscular, a origem da dor pode ter diversas causas. Dentre elas estão doenças neurológicas (esclerose lateral amiotrófica, esclerose múltipla…), compressão de algum nervo, acidente vascular cerebral (AVC), poliomielite, falta de vitamina B12, distrofias musculares, doenças metabólicas, entre outras.

A fadiga muscular pode ter ainda como causa depressão, fibromialgia, anemia, intoxicação por veneno ou alimento, entre outras doenças e condições.

Pontada no coração pode ser estresse?

O estresse, assim como a histeria, também pode causar pontadas no coração ao respirar devido a tensão muscular. Apesar de ser um sintoma psicológico, o estresse pode desencadear sintomas físicos. 

Além da tensão muscular, pode haver cansaço, formigamentos, boca seca, aumento da frequência cardíaca e respiratória, bem como da pressão arterial, diarreia, náuseas, gastrite, úlcera, coceiras pelo corpo, entre outros sinais e sintomas.

Saiba mais em: Estresse e nervosismo podem causar manchas roxas no corpo?

As reações no corpo causadas pelo estresse são desencadeadas pelo hormônio adrenalina, que é despejado na corrente sanguínea em maiores quantidades em situações de estresse.

Sentir pontadas no coração pode ser gases?

Sim. A presença de gases intestinais pode causar pontadas ou dor no meio do tórax, o que faz a pessoa suspeitar que está com algum problema no coração. Também pode haver dores abdominais, flatulência e o abdômen pode estar mais inchado. 

Os gases são produzidos durante a digestão por bactérias que habitam o intestino. Suas principais causas estão relacionadas com a ingestão de determinados alimentos e bebidas, como ovo, feijão, grão-de-bico, batata, brócolis, repolho, couve-flor, cebolas, carne de porco, bebidas com gás, cerveja, leite entre outros. 

Os gases também podem ser produzidos em excesso e provocar dor no peito em casos de prisão de ventre, intolerância à lactose, falta de atividade física, ansiedade, entre outras condições.

Veja também: Excesso de gases: o que pode ser e como tratar?

Pontada no coração pode ser problema pulmonar?

Pode. A dor pode ser causada por irritação da pleura, uma membrana que recobre os pulmões e a parte interna do tórax. A dor na pleura (dor pleurítica) é súbita, em pontada ou punhalada, que surge ou piora ao respirar, tossir, espirrar ou bocejar. Além disso, a dor é bem localizada.

Algumas doenças ou condições que podem afetar a pleura e causar uma dor torácica em pontada, que piora com a respiração, incluem tuberculose, câncer de pulmão, pneumonia, derrame pleural e pneumotórax (escape ou entrada de ar no espaço pleural que provoca um colapso total ou parcial do pulmão).

No entanto, existem várias outras doenças ou situações que provocam dor no peito ao respirar, embora nesses casos a dor nem sempre é em pontada ou agulhada. Alguns exemplos:

  • Embolia pulmonar;
  • Costela fraturada;
  • Costocondrite (inflamação da articulação de uma costela com o osso esterno, localizado no centro do peito);
  • Pericardite (inflamação da membrana que reveste o coração).

Se a pontada ou a dor no peito persistir, procure um médico clínico geral ou médico de família, para receber uma avaliação e, se necessário, o tratamento adequado.

Leia também: O que fazer no caso de dor no peito?

Tenho tremor nas mãos, o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O tremor nas mãos pode ter diversas causas. As mãos trêmulas podem ser causadas por doenças como Parkinson e hipertireoidismo, ou por diferentes situações como ansiedade, efeito colateral de medicamentos, abstinência de álcool, abuso de estimulantes, tremor essencial, e pode também ser uma reação fisiológica e natural do organismo.

Uma das causas mais comuns de tremores nas mãos é o chamado tremor essencial, que geralmente se torna mais evidente no adulto jovem. Esse tipo de tremor não tem uma causa conhecida, mas sabe-se que pode ter origem em fatores hereditários.

O tremor essencial normalmente afeta mãos e braços, mas também pode afetar a cabeça. Geralmente se manifesta quando os braços estão estendidos e parados ou quando a pessoa executa movimentos mais finos como escrever, tomar uma xícara de café ou beber água num copo.

O tremor essencial não costuma impedir a realização de tarefas diárias nem evoluir ao ponto de trazer complicações mais graves, mas pode interferir na qualidade de vida se for muito intenso.

No Mal de Parkinson, o tremor nas mãos está presente mesmo em repouso, melhorando quando a pessoa movimenta o membro afetado, o movimento do tremor lembra o de esmagar o pão ou enrolar cigarros, e piora em situações de fadiga, frio ou fortes emoções. Vale lembrar que nem todos os portadores da doença apresentam tremor.

Veja também: Quais os sintomas do Mal de Parkinson?

Outra causa frequente de tremores nas mãos é o chamado tremor fisiológico, que aparece principalmente quando é necessário executar movimentos que exigem precisão, como passar uma linha pelo fundo de uma agulha, por exemplo.

O tremor fisiológico geralmente passa despercebido em situações normais, mas pode ser agravado em algumas situações, tais como:

  • Uso de corticoides e certos medicamentos usados para tratar asma e doenças psiquiátricas e neurológicas;
  • Consumo excessivo de estimulantes como nicotina e cafeína;
  • Medo, ansiedade e emoções fortes;
  • Fadiga muscular;
  • Abstinência de álcool;
  • Hipertireoidismo.

Nesses casos, o tremor normalmente desaparece com a retirada ou tratamento da causa.

Em caso de tremores nas mãos ou em qualquer outra parte do corpo, procure um médico clínico geral, médico de família ou um neurologista.

Saiba mais em: 

Coração acelerado, tremores no corpo e formigamento nas mãos e braços, o que pode ser?

Tenho tremores ou espasmos no pescoço do lado esquerdo. Que médico devo procurar?

Dor de cabeça frequente: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor de cabeça frequente pode ter diversas causas. Entre elas estão cefaleia tensional, enxaqueca e aneurisma cerebral. A dor pode ser ainda sintoma de doenças como sinusite, meningite, anemia, hipotireoidismo, tumor cerebral, entre tantas outras.

Uma dor de cabeça constante e frequente também pode ter como causa fatores emocionais e psicológicos, como ansiedade e estresse.

Dor de cabeça frequente pode ser cefaleia tensional?

Sim. A cefaleia tensional é uma dor de cabeça provocada por tensão muscular nos músculos do pescoço e da cabeça (juntos ao crânio).

A cefaleia tensional tem os seguintes sintomas: dor de cabeça do lado direito e esquerdo (a dor é difusa por todo o crânio), com sensação de peso ou aperto, com se houvesse um capacete apertado na cabeça.

A dor de cabeça geralmente é fraca ou moderada, podendo durar apenas meia hora ou se estender por até uma semana. A luz ou o barulho também podem causar incômodo.

Dor de cabeça frequente pode ser enxaqueca?

Sim. A enxaqueca, que é um tipo de dor de cabeça, caracteriza-se por sintomas como:

⇒ Dor de cabeça forte, do tipo pulsátil ou latejante, geralmente apenas do lado direito ou esquerdo da cabeça, que piora ao realizar esforços;

⇒ Náuseas e vômitos;

⇒ Visão embaçada, aura visual (pontos ou riscos luminosos na visão);

⇒ Tontura, sensibilidade à luz, ruídos e cheiros;

Os sintomas da enxaqueca podem durar até 3 dias.

Leia também: Enxaqueca e Cefaleia

Uma dor de cabeça frequente pode ter inúmeras causas. O/a médico/a de família, clínico/a geral ou neurologista poderá fazer uma avaliação completa da sua dor de cabeça na tentativa de identificar a causa. Além disso, poderá fazer o correto diagnóstico e indicar o melhor tratamento para o seu caso.

Quais os sintomas de um coágulo no cérebro?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas de um coágulo no cérebro normalmente começam de forma súbita e podem incluir um ou vários sintomas combinados. Os mais comuns são:

  • Perda de força, dormência ou paralisia da face, de um braço ou de uma perna;
  • Dor de cabeça forte e persistente;
  • Perda ou turvação da visão, principalmente em um olho; visão dupla; presença de uma sombra no campo de visão;
  • Dificuldade para engolir;
  • Dificuldade para falar ou compreender a fala dos outros;
  • Tontura sem causa aparente;
  • Desequilíbrio;
  • Falta de coordenação ao caminhar;
  • Queda súbita acompanhada por algum dos sintomas descritos.

Os sintomas de um coágulo cerebral variam conforme a região do cérebro que foi afetada. Alguns deles podem passar despercebidos ou serem passageiros, como pequenas alterações na fala ou uma dormência leve num braço.

Veja também: Quais os sintomas de câncer no cérebro e como identificar?

Dentre as principais causas de coágulo cerebral, estão:

  • Traumatismo craniano (mesmo que não seja muito forte);
  • Alterações na circulação sanguínea: Neste caso, o coágulo pode entupir um vaso sanguíneo e provocar um "derrame" (Acidente Vascular Cerebral Isquêmico);
  • Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico: Ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe e o sangue se espalha numa determinada área do cérebro. É o "derrame", propriamente dito. 

Aos primeiros sintomas de um coágulo no cérebro, a vítima deve receber socorro médico especializado com urgência. Quanto mais cedo o coágulo for diagnosticado e tratado, menores são as chances de complicações ou sequelas.

O tratamento do coágulo cerebral é feito pelo/a médico/a neurocirurgião/ã.