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Neurologia

Esqueço facilmente das coisas: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Esquecer as coisas facilmente pode ser sintoma de estresse, ansiedade, noites mal dormidas, falta de atenção, hábitos de vida ruins ou ainda doenças como Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Mal de Alzheimer, depressão, entre outras.

As causas para o esquecimento constante são variadas, por isso é importante verificar a ocorrência de outros sinais e sintomas que podem indicar problemas mais graves por trás da perda de memória.

Quais as possíveis causas para esquecimentos frequentes?
  • Estresse, ansiedade, depressão, má qualidade do sono: São as principais causas de esquecimento e falta de memória em jovens e adultos com menos de 60 anos; todas essas doenças e transtornos causam dificuldade de concentração e consequentemente afetam a atenção, provocando esquecimentos; 
  • Cigarro, colesterol alto, diabetes, pressão alta: Podem prejudicar a circulação sanguínea no cérebro; essa diminuição da oxigenação cerebral provoca pequenas lesões na área responsável pela memória, resultando em esquecimentos;
  • Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): Trata-se de uma doença neurológica que normalmente surge na infância e se não for tratada pode acompanhar a pessoa por toda a vida; os seus principais sintomas são: dificuldade de concentração, inquietude e impulsividade; nos adultos, é mais marcada pela falta de atenção; saiba mais em: O que é TDAH e como é diagnosticado?);
  • Mal de Alzheimer: Atinge principalmente idosos entre 60 e 65 anos; os esquecimentos frequentes são os seus primeiros sintomas, além de falta de iniciativa, incapacidade de dialogar (falta de assunto) e respostas curtas, geralmente monossílabas (sim, não, vou...); veja também: Com que idade uma pessoa pode ter Mal de Alzheimer?;
  • Medicamentos: Os remédios sedativos, hipnóticos, ansiolíticos, antidepressivos, relaxantes musculares, anticonvulsivantes e calmantes podem afetar a memória e causar esquecimentos;
  • Alimentação inadequada: A falta de nutrientes como vitamina B12, cálcio, ômega 3, zinco, ferro e carboidratos, prejudica o bom funcionamento do cérebro, podendo afetar a memória;
  • Traumas emocionais e traumatismos cranianos: Dependendo da intensidade, passar por situações traumáticas ou bater a cabeça (traumatismo craniano) pode deixar sequelas e causar amnésias;
  • Outras possíveis causas:
    • Problemas na tireoide;
    • Bebidas alcoólicas e drogas ilícitas;
    • Derrames.
O que fazer em casos de esquecimentos constantes?

Se você esquece facilmente das coisas, e apresenta junto ao esquecimento alguma das situações destacadas abaixo, 

  • Interferem na sua rotina, segurança ou independência;
  • Estão relacionados com dificuldade de encontrar lugares conhecidos, realizar tarefas diárias, reconhecer fisionomias conhecidas, ou estão associados a alterações motoras e mudanças de humor, personalidade ou comportamento;
  • ou Pioram progressivamente com o tempo;

Esses sinais podem indicar que os esquecimentos estão relacionados com problemas neurológicos mais graves.

Leia também: Dificuldade de concentração: o que pode ser e o que fazer?

Em todo caso, como as falhas de memória podem ter muitas causas, é importante procurar um médico neurologista para que o seu caso seja devidamente avaliado e a origem dos esquecimentos receba o tratamento adequado.

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O que é autismo e quais os sintomas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O autismo é um transtorno global do desenvolvimento que começa na primeira infância, ou seja, antes dos 3 anos de idade. O transtorno do espectro autista tem como principal sintoma a dificuldade de interação social e comunicação.

Existem diferentes tipos de autismo, com vários graus de intensidade. Há autistas com formas graves do transtorno, com deficiência intelectual e agressividade, sem possibilidade de estabelecer contato interpessoal, e formas mais leves, em que a inteligência e a fala são normais.

A maioria das crianças com autismo é parecida com as outras crianças. Porém, apresentam comportamentos diferentes, com atividades incomuns e algumas vezes incompreensíveis.

Crianças com as formas menos graves de autismo falam e demonstram capacidade intelectual, mas apresentam perturbações ao nível social e comportamental.

O autismo infantil é mais frequente em meninos e os seus primeiros sinais podem surgir já nos primeiros meses de vida da criança. Contudo, o transtorno raramente é diagnosticado precocemente.

Normalmente, o problema é detectado quando os sintomas tornam-se mais evidentes, o que geralmente ocorre entre os 2 e os 3 anos de idade. Uma vez que o transtorno é global, ou seja, afeta o indivíduo como um todo, muitas vezes é confundido com outros tipos de distúrbios psíquicos.

Quais são os sintomas do autismo?

Os sintomas do autismo geralmente estão presentes antes dos 3 anos de idade, mas são mais evidentes entre os 2 e os 6 anos. Alguns sinais que podem levar à suspeita de autismo, de acordo com a idade da criança:

  • 12 meses: a criança não emite sons nem balbucia e não realiza gestos como apontar ou acenar;
  • 16 meses: a criança não pronuncia palavras simples;
  • 24 meses: a criança não forma frases com duas palavras.

A perda de capacidades de linguagem ou de socialização, em qualquer idade, também é um sinal de alerta para o autismo. Vale ressaltar que a presença de alguma dessas características não implica necessariamente que a criança tenha autismo. Porém, se estiverem presentes, é importante proceder a uma investigação com uma equipe multidisciplinar, que pode envolver neurologista, pediatra, psicólogo, entre outros especialistas.

Pessoas autistas são difíceis de estabelecer relacionamentos, têm dificuldade no domínio da linguagem, daí os problemas de comunicação, e apresentam padrões de comportamento repetitivos.

Existem vários sinais que caracterizam o indivíduo autista. Pessoas com autismo apresentam pelo menos metade dos seguintes sintomas:

  • Dificuldade de relacionamento interpessoal;
  • Pouco ou nenhum contato visual com outras pessoas;
  • Riso inadequado;
  • Busca pelo isolamento social (preferência pela solidão);
  • Fixação visual em objetos;
  • Aparente insensibilidade à dor;
  • Rotação repetitiva de objetos;
  • Hiper ou inatividade;
  • Ecolalia (repetição de palavras ou frases);
  • Recusa de demonstrações de carinho (colo, abraços);
  • Não respondem pelo nome;
  • Dificuldade de expressar necessidades;
  • Dificuldade de aprendizado;
  • Repetição desnecessária de assuntos;
  • Dificuldade de mudança na rotina;
  • Não tem consciência de situações de perigo;
  • Acessos de raiva;
  • Desorganização sensorial.

Os sinais e sintomas do autismo infantil podem incluir ainda convulsões (cerca de 20% das crianças autistas têm epilepsia), transtornos do sono e alimentares, ansiedade e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade)

Contudo, vale ressaltar que muitas vezes o autista domina a linguagem, consegue se comunicar e tem uma inteligência normal ou até acima da média. Essas pessoas apresentam menos dificuldade em interagir socialmente e podem ter uma vida praticamente normal.

Como é feito o diagnóstico do autismo?

Para o diagnóstico do autismo, são considerados distúrbios em três áreas, com início dos sintomas antes dos três anos de idade:

1. Comprometimento da interação social; 2. Comportamento e interesses restritos e repetitivos; 3. Comprometimento da comunicação verbal e não-verbal.

Quais as causas do autismo?

O autismo não possui uma causa definida, mas sabe-se que o transtorno é provocado por anomalias no funcionamento e na estrutura do cérebro. Fatores hereditários também podem estar associados ao aparecimento do autismo.

Crianças com determinadas síndromes genéticas, rubéola congênita, esclerose tuberosa, entre outras doenças, podem ter mais chances de desenvolver autismo.

O autismo também pode estar associado a fatores relacionados com a gestação ou com o parto, além de infecções virais, alterações metabólicas e exposição a metais pesados.

Autismo tem cura? Como é o tratamento?

O autismo não tem cura. Porém, com o tratamento adequado e as devidas medidas educacionais e comportamentais, é possível diminuir os comportamentos mais estranhos e oferecer uma maior autonomia ao paciente.

Muitas vezes são usados medicamentos antidepressivos, antipsicóticos ou medicação específica para tratar a hiperatividade.

O tratamento do autismo pode incluir ainda mudanças na alimentação, suplementação com vitaminas e minerais, além de uso de reguladores do sistema imunológico.

O autismo é uma doença crônica e o tratamento deve ser instituído assim que seja feito o diagnóstico. O tratamento deve ser multidisciplinar e individual, baseado no grau de comprometimento de cada paciente.

O diagnóstico e tratamento podem ser conduzidos por médico psiquiatra, em associação com outros especialistas, como fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo.

Tenho tonturas e acho que é labirintite. Qual médico procurar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

As tonturas são um dos sintomas da labirintite, mas podem estar relacionadas com muitas outras doenças. Você pode procurar o/a clínico/a geral ou o/a médico/a de família, visto se tratar de um sintoma inespecífico. Se preferir ir direto a um especialista, os mais indicados para avaliar casos de tontura são o/a otorrinolaringologista ou o/a neurologista.

Lembrando que a labirintite pode causar tonturas (sensação de perda de equilíbrio e queda), vertigens (sensação de que tudo ao redor está girando ou inclinando), náuseas, vômitos, perda de equilíbrio, zumbidos no ouvido e perda de audição.

Geralmente, a labirintite ocorre em crises pontuais transitórias que podem durar apenas alguns minutos ou se tornar frequentes.

Saiba mais em: O que é Labirintite e quais seus sintomas?

Contudo, como foi dito, sentir tonturas pode ser sinal de uma série de outros problemas de saúde. Consulte um/a dos/as médicos/as indicados no início do artigo para que seja feito um diagnóstico adequado.

Dormir demais pode ser alguma doença?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Dormir demais não é propriamente sinal de alguma doença. Pode indicar apenas cansaço e necessidade de relaxamento e recuperação. Contudo, pode ser preciso avaliar se a sonolência diurna é excessiva quando ela passa a prejudicar as atividades do dia a dia.

A hipersonia ou sonolência excessiva é um distúrbio que provoca dificuldade de manter-se acordado durante o dia, geralmente é causada por noites de sono mal dormidas.

Esse sono em excesso causa prejuízos na vida escolar, profissional, afetiva e social do indivíduo, além de provocar alterações cognitivas e aumentar bastante o risco de acidentes.

A sonolência excessiva pode ter como causas:

  • Privação crônica do sono;
  • Síndrome da apneia do sono;
  • Síndrome das pernas inquietas;
  • Uso de medicamentos.

Leia mais sobre as possíveis causas de sono excessivo em: Sono excessivo: o que pode ser?

A longo prazo a privação crônica de sono pode aumentar o risco de infarto, derrame, diabetes e obesidade.

Recomenda-se dormir de 7 a 8 horas por noite, embora o número de horas possa variar de 6 a 10 horas por noite. O tempo ideal de sono varia de pessoa para pessoa, de acordo com a idade e com o momento que estão vivento.

A quantidade ideal de sono é aquela que permite que a pessoa alcance um nível de vigilância e bem estar físico e mental ideal no dia seguinte.

Se você acha que está dormindo demais ou sente muito sono durante o dia, procure um médico de família para uma avaliação inicial, em alguns casos pode ser necessário consultar um neurologista especialista em distúrbios do sono para seguimento.

Também pode ser do seu interesse:

O que fazer no caso de sono excessivo?

Tenho tonturas associadas com dor e peso na cabeça...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode ser algum tipo de vertigem ou enxaqueca, deve ir a um neurologista, mas na maioria das vezes um clínico geral ou seu médico que costuma ir pode dar conta do recado.

O que fazer quando uma pessoa desmaia?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os primeiros socorros em caso de desmaio vão depender do nível de consciência da vítima. Ou seja, se já está desacordado ou não. Se a pessoa ainda não desmaiou, responde e consegue obedecer aos seus comandos, você deve sentá-la numa cadeira e colocar a sua cabeça para baixo entre os joelhos, pedir que respire fundo e aguardar sua melhora junto a ele, observando. Esse procedimento aumenta o fluxo sanguíneo na cabeça e, consequentemente, melhora a oxigenação do cérebro, podendo evitar o desmaio. Se for possível ingerir líquido, ofereça imediatamente alguma coisa doce, como um copo de suco ou copo de água com duas colheres de açúcar.

Contudo, se o desmaio já ocorreu, os primeiros socorros consistem em:

1) Afastar a vítima de algum local que lhe possa causar perigo, como escadas e janelas;

2) Arejar o ambiente ou transportar a vítima para um lugar mais ventilado. Locais quentes ou com aglomeração de pessoas devem ser evitados; 

3) Deitar a vítima de barriga para cima e elevar as suas pernas acima do tórax, com a cabeça mais baixa que o resto do corpo, para melhorar a oxigenação do cérebro e outros órgãos vitais;

4) Afrouxar a roupa para favorecer a circulação sanguínea;

5)  Virar a cabeça da pessoa para o lado para facilitar a respiração e evitar asfixia em caso de vômito;

6) Não dar água para a vítima logo depois de acordar para evitar que ela se engasgue, uma vez que ainda não recuperou totalmente os reflexos; 

7) Ajudar a vítima a se sentar e dizer-lhe para respirar fundo por algum tempo. A pessoa deve permanecer pelo menos 10 minutos sentada antes de se levantar para evitar um novo desmaio;

8) Caminhe um pouco com a pessoa, que deve respirar fundo e devagar;

9) Leve a vítima para um serviço de urgência.

Vale lembrar também o que não fazer em caso de desmaio: nunca jogue água fria no rosto da vítima para acordá-la; não ofereça álcool ou amoníaco para ela cheirar; não sacuda a vítima para tentar acordá-la.

Uma pessoa pode desmaiar pode diversas razões. Dentre as principais causas estão a hipotensão arterial (pressão baixa), jejum prolongado com queda da taxa de açúcar no sangue (hipoglicemia), dor muito forte, longos períodos de atividade física, vômitos, alterações emocionais, frio ou calor extremo, uso de drogas ou medicamentos, permanecer em pé por tempo prolongado, problemas cardiovasculares e neurológicos.

Os sinais e sintomas que antecedem um desmaio incluem mal-estar, escurecimento da visão, suor frio e excessivo, relaxamento da musculatura, palidez e respiração superficial.

O desmaio (ou síncope) é a perda dos sentidos causada por diminuição do fluxo sanguíneo cerebral. Caracteriza-se por uma fraqueza muscular generalizada que impede a pessoa de se manter em pé, levando à perda da consciência.

Saiba mais em:

O que é uma síncope?

Síndrome vasovagal: como identificar e tratar?

A pessoa que desmaiou deve ser vista por um médico clínico geral ou médico de família para que as causas do desmaio sejam esclarecidas e recebam o tratamento adequado e orientações para evitar novo episódio.

O que é ataxia cerebelar? É hereditária? Tem cura?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A ataxia cerebelar é a dificuldade do cerebelo em coordenar os movimentos do corpo. Existem alguns tipos de ataxia que são hereditárias e, embora não exista uma cura para elas, existem tratamentos que ajudam a melhorar a qualidade de vida das pessoas doentes.

A ataxia cerebelar é um distúrbio que atinge o cerebelo, que é a região do cérebro responsável pelo equilíbrio, pelo controle da força muscular (tônus) e pelos movimentos do corpo que dependem da nossa vontade. A ataxia pode afetar a fala, a deglutição, os movimentos dos olhos, das mãos, dos dedos, dos braços e das pernas. Esses sintomas também podem estar presentes em outras situações nas quais o cerebelo é afetado, como traumatismos cranianos, infecções, esclerose múltipla, paralisia cerebral e tumores.

As ataxias hereditárias, às vezes também chamadas de ataxias espinocerebelares, são aquelas que têm origem genética e podem ser transmitidas na família através dos gens, como no caso da doença de Machado-Joseph. Geralmente têm desenvolvimento lento e gradual, piorando seus sintomas com o passar do tempo.

Veja também: O que é ataxia de Friedreich?

O tratamento das ataxias é feito tratando-se sua causa, mas quando isso não é possível, com fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e outras terapias que auxiliam na melhora dos sintomas e que contribuam para a independência da pessoa afetada.

O neurologista é o especialista indicado para diagnosticar e orientar o tratamento da pessoa com ataxia cerebelar.

Quais são os efeitos da maconha?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A maconha produz efeitos físicos e psíquicos no organismo. Os efeitos agudos são aqueles observados logo depois de fazer uso (fumar) e que podem permanecer por algumas horas. Já os efeitos crônicos são uma consequência do uso continuado da maconha durante semanas, meses ou anos.

Os efeitos físicos agudos incluem: olhos avermelhados, boca seca e aumento da frequência cardíaca (taquicardia), podendo ultrapassar os 140 batimentos por minuto.

Já os efeitos psíquicos agudos da maconha dependem da qualidade da erva e da sensibilidade de cada um. Em geral, as pessoas referem uma sensação de bem-estar, calma, relaxamento e vontade de rir. Entretanto, em algumas pessoas os efeitos podem ser menos agradáveis, como angústia, ansiedade, atordoamento, tremores e sudorese (transpiração).

A maconha também altera a percepção de tempo e espaço. Quinze ou vinte minutos parecem ter a duração de uma hora ou mais. A pessoa tem a sensação de que se passou muito mais tempo do que o tempo real. Ainda, as distâncias podem parecer maiores do que realmente são.

Um efeito comum da maconha é a perda da memória de curto prazo, que guarda informações que acabaram de ser apresentadas. Sob efeito da droga, a pessoa se esquece facilmente de algo que acabou de ler ou ouvir, como um número por exemplo.

Dependendo da sensibilidade do organismo à droga ou da quantidade de maconha consumida, pode ocorrer até delírios e alucinações. Os delírios caracterizam-se pela "mania da perseguição", que pode levar ao pânico ou quadros de oscilação de humor. Por exemplo, a pessoa entra num local, vê um policial e quer sair correndo porque acha que a polícia está ali para lhe prender. Já a alucinação é ver ou ouvir algo que não existe.

Enquanto que os efeitos físicos agudos da maconha não passam de pequenas alterações, os seus efeitos crônicos no corpo são muito mais abrangentes. O uso contínuo da maconha afeta consideravelmente os pulmões e a produção do hormônio masculino testosterona.

A irritação causada pela fumaça pode provocar bronquites e problemas respiratórios. A fumaça da maconha contém mais alcatrão que a do cigarro comum, além de ter uma substância altamente cancerígena chamada benzopireno.

O uso crônico de maconha também pode reduzir pela metade a quantidade do hormônio testosterona nos homens, podendo interferir na produção de espermatozoides e causar infertilidade. Contudo, esse efeito desaparece ao deixar de fumar a erva.

Os efeitos psíquicos crônicos da maconha caracterizam-se por prejuízos na aprendizagem e na memorização, além de falta de motivação. Algumas pessoas podem ficar dependentes da maconha ao ponto de organizar a sua rotina em torno do uso da droga e desvalorizar outras coisas que são importantes.

Também já se sabe que fumar maconha pode piorar o quadro da esquizofrenia ou promover o desenvolvimento da doença quando ela ainda não está evidente.

Saiba mais em:

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Maconha pode fazer bem à saúde?