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Quais são os sintomas de tumor no cérebro?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

São muitos os sintomas derivados de um tumor no cérebro, dependendo da localização, do tipo e do tamanho do tumor. Inclusive tumores cerebrais, de crescimento lento principalmente, podem ser "silenciosos", ou seja, levam muito tempo para causar algum sintoma.

Entretanto podemos citar alguns dos possíveis e mais comuns sintomas de um tumor no cérebro, como:

  • Convulsões e desmaios;
  • Dor de cabeça;
  • Náuseas ou vômitos;
  • Sonolência;
  • Alterações na visão (perdas de visão, visão dupla, pontos luminosos);
  • Alterações na fala (dificuldade de falar, perda da fala);
  • Fraqueza ou dormência em algum membro superior ou inferior;
  • Alteração do estado mental (confusão, agitação, perda de memória);
  • Desequilíbrio, tonturas, quedas frequentes;
  • Alterações nos nervos cranianos;
  • Alterações na deglutição (engasgos);
  • Movimentos involuntários;
  • Alterações do humor (irritabilidade, depressão).

Os sintomas do tumor cerebral estão relacionados com o crescimento e localização do tumor, que pode invadir ou comprimir estruturas do cérebro.

Porém, é importante lembrar que esses sintomas também podem ser causados por várias outras condições, por isso a presença dos mesmos não indica necessariamente um tumor cerebral. 

Por exemplo, uma dor de cabeça pode ter muitas causas e apenas a minoria delas está relacionada com uma doença neurológica grave.

Em geral, quando a dor de cabeça é provocada por um tumor no cérebro, ela tem início recente e piora progressivamente, além de estar frequentemente associada a outros sinais e sintomas.

Os sintomas neurológicos súbitos normalmente estão relacionados a uma doença vascular, como o "derrame". Os tumores cerebrais tendem a causar sintomas com piora progressiva.

O diagnóstico de um tumor no cérebro é feito através da história clínica, exame neurológico e exames complementares, como Ressonância Magnética, Tomografia Computadorizada e Arteriografia dos vasos cerebrais. A biópsia define o diagnóstico.

Na presença de um ou mais dos sintomas citados, deve-se consultar um médico neurologista.

Hérnia de disco tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. A hérnia de disco pode ter cura. Na maioria das vezes, necessita de tratamento cirúrgico.

Inicialmente, é importante esclarecer que existe uma confusão entre hérnia de disco e abaulamento do disco. No caso do abaulamento, ainda não houve lesão da estrutura que fica entre as vértebras, como um amortecedor, chamado disco intervertebral. E nesses casos ainda pode ser tentado um tratamento conservador, com fisioterapia, fortalecimento da musculatura paravertebral, mudança de hábitos de vida e perda de peso, quando necessário. 

Nos casos de hérnia de disco, quando já houve comprometimento do disco, não há outra solução que não a cirurgia, para retirar o disco comprometido. Existem diversos tipos de cirurgia, umas menos invasivas, como a radiofrequência, e outras maiores, com troca de disco, ou até colocação de placas e parafusos para estabilidade da coluna.

Contudo, a cirurgia pode ter como consequências, dor crônica e limitações permanentes. Dependendo de fatores como doenças crônicas, tempo de tratamento, dedicação a reabilitação pós cirúrgica, entre outros.

O tratamento da hérnia de disco pode então incluir:

  • Nas crises: Medicamentos analgésicos, relaxantes musculares e anti-inflamatórios, fisioterapia e repouso;
  • Tratamento de manutenção: Fisioterapia (eletrotermoterapia, alongamento e fortalecimento muscular, RPG - Reeducação Postural Global, Pilates), acupuntura, hidroterapia, osteopatia. Medicamentos apenas em casos de dor;
  • Cirurgia: Indicada apenas quando a hérnia de disco é incapacitante, impedindo a pessoa de realizar tarefas do dia-a-dia, ou já extrusa.

Veja também: O que é RPG e para que serve?

O principal objetivo do tratamento de manutenção é aliviar a pressão sobre o disco e melhorar a estabilidade da coluna, prevenindo assim as crises e melhorando a qualidade de vida do paciente.

É importante lembrar que esses tratamentos não curam a hérnia de disco. A hérnia é o extravasamento do núcleo gelatinoso do disco intervertebral, que ocorre quando o disco se rompe.

Para curar o problema seria necessário colocar de volta o núcleo para dentro do disco, o que não é possível, portanto o tratamento consiste em remover a hérnia cirurgicamente, e estabilizar a coluna da melhor maneira possível.

Como é a cirurgia de hérnia de disco?

A cirurgia de hérnia de disco utiliza técnicas pouco invasivas e até já é possível realizar o procedimento sem necessidade de cortes, através de laser e radiofrequência.

O objetivo do tratamento cirúrgico é remover a hérnia e fragmentos do disco para aliviar a compressão dos nervos que saem da medula espinhal.

Quando existe instabilidade da coluna, pode ser necessário estabilizá-la com hastes e parafusos, e nesse caso o procedimento é mais complexo.

O disco intervertebral também pode ser substituído por uma prótese, mas não há evidências de que a substituição traz melhores resultados que os procedimentos tradicionais.

A cirurgia de hérnia de disco exige critérios bem definidos para sua indicação, que deve ser avaliado por equipe de neurocirurgia.

Saiba mais em:

Quando a cirurgia de hérnia de disco é indicada?

Qual o tempo de recuperação da cirurgia de hernia de disco?

Quais os sintomas de hérnia de disco?

Eletroencefalograma: atividade irritativa generalizada?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Atividade irritativa generalizada significa (de uma forma simples) que existe um aumento generalizado das atividade dos neurônios, um excesso anormal de atividade elétrica dos neurônios. Com relação a cura, talvez cura seja uma palavra complicada de se usar neste caso, talvez a melhor palavra seria tratamento, existe tratamento para controlar o nível de atividade dos neurônios. E esse tratamento pode sim estar correto, porque digo pode, porque só teremos certeza observando os resultados na sua filha.

Meningite tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, meningite tem cura na maioria dos casos e o tratamento depende do agente causador (vírus, bactéria, fungo).

As meningites bacterianas são mais graves, tratadas com antibiótico venoso e o paciente precisa ficar internado em isolamento. O tratamento das meningites virais inclui repouso, cuidados gerais e medicamentos para aliviar os sintomas, podendo haver necessidade de internação, dependendo do caso.

Já as meningites fúngicas nem sempre têm cura e podem necessitar de tratamento por toda a vida. A terapia é feita com medicamentos antifúngicos.

No caso da meningite bacteriana, o tratamento com antibiótico deve começar o quanto antes. O medicamento é escolhido de forma padronizada inicialmente, e após resultados de exames colhido (sangue e líquido cefalorraquidiano) o medicamento pode ser substituído ou incluído mais algum, de acordo com o tipo de bactéria que for detectada. 

Em geral, os antibióticos são administrados por via venosa durante um período mínimo de 7 a 14 dias. Dependendo da evolução do quadro e do agente causador, a antibioticoterapia pode ser prolongada.

O uso de corticoide pode ajudar a prevenir sequelas em casos de meningite bacteriana.

Já a meningite viral não necessita de tratamento com antibióticos, uma vez que é causada por vírus. Normalmente é utilizado o tratamento de suporte, com repouso e medicamentos que se façam necessários, de acordo como o quadro clínico, como  os antitérmicos e analgésicos para amenizar os sintomas, podendo ou não haver necessidade de internação.

Uma exceção é a meningite herpética, causada pelo vírus do herpes, cujo tratamento é feito com a administração endovenosa de aciclovir.

Lembrando que a meningite é uma doença grave, por isso o diagnóstico e o tratamento devem ser precoces, pois são os fatores fundamentais para alcançar a cura e a prevenção de sequelas, comuns a essa doença.

Por isso, em caso de suspeita de meningite, não se automedique e procure atendimento médico imediatamente.

Saiba mais em:

Meningite fúngica tem cura? Qual o tratamento?

Como saber se tenho meningite?

Meningite deixa sequelas?

Fiz uma tomografia de crânio e apareceu uma lesão. O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A única forma de ter certeza sobre a natureza dessa lesão, é com a ressecção da lesão ou parte dela, para fazer um exame do próprio tecido. Entretanto nem sempre essa é a melhor opção, ou está indicado imediatamente.  

Com a evolução da medicina e principalmente das imagens que dispomos hoje, muitas vezes não é necessária uma cirurgia aberta de crânio para definir uma lesão, porque os exames são capazes de avaliação detalhada. 

O granuloma eosinófilo é uma lesão óssea, benigna, que raramente atinge o cérebro, quando encontrada no crânio, de origem desconhecida e muitas vezes chega a cura de forma espontânea. Um dos motivos de não se indicar a cirurgia imediatamente.

Contudo, nos casos sintomáticos, quando há queixas de dor, edema ou sinais de crescimento da lesão, o tratamento está indicado. Os tratamentos indicados atualmente são a administração de corticoides, cirurgia, radio ou quimioterapia, dependendo de cada caso. 

Os cistos dermoides no crânio são raros e costumam surgir por volta dos 22 anos de idade. Apesar de ter um crescimento extremamente lento, o seu conteúdo pode alcançar a meninge, provocando meningite química. O tratamento cirúrgico pode ser necessário para remover o cisto dermoide. Se não for completamente retirado, o cisto tende a surgir novamente.

Já os cistos epidermoides cranianos são mais comuns que os dermoides. Na maioria dos casos o cisto é detectado entre os 50 e 60 anos. Se não forem completamente removidos também tendem a voltar e raramente evoluem para câncer (carcinoma).

Portanto o tratamento vai variar de acordo com cada caso. Nas lesões pequenas, sem sintomas, com características típicas de benignidade, está correto e comprovado o tratamento conservador, com novo exame após um ano.

Nos casos de lesão grande, ou que causem dor, edema, ou ainda que os exames não sejam muito esclarecedores, provavelmente será indicado cirurgia para ressecção e melhor avaliação da lesão. 

O diagnóstico só poderá ser feito pelo médico neurologista ou neurocirurgião, responsáveis também por definir junto ao paciente a melhor conduta.

Leia também:

Tomografia de crânio: como é feita e para que serve?

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Logo após a relação sexual tenho dor de cabeça. O que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

É preciso observar se a dor de cabeça começa mesmo logo após a relação sexual ou se ela tem início durante o ato. Existem muitos tipos de dor de cabeça (cefaleia) e um deles está relacionado ao orgasmo (cefaleia orgástica).

Este tipo de dor de cabeça atinge homens e mulheres, podendo acontecer antes do orgasmo (menos comum), no início da excitação ou da relação sexual, com aumento progressivo à medida que a pessoa vai se excitando. No entanto, o mais comum é que essa dor de cabeça aconteça durante o orgasmo, no momento do clímax.

Caracteriza-se como uma dor explosiva, sentida em toda a cabeça ou apenas na nuca. Este tipo de cefaleia pode durar até 2 dias, podendo desaparecer em até uma hora se o indivíduo interromper a atividade sexual. Pode ter intensidade tão forte que em muitos casos é preciso interromper a relação sexual.

A principal causa dessa dor de cabeça ainda não é conhecida. Pode estar relacionada com o aumento da pressão sanguínea durante a relação sexual, enxaquecas ou até estresse.

O melhor é procurar um médico clínico geral ou médico de família para uma avaliação inicial. Em casos de maior gravidade, quando as crises são muito intensas e frequentes, pode ser necessário o acompanhamento pelo neurologista para uma investigação mais aprofundada da causa dessa cefaleia após as relações sexuais.

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Dor de cabeça frequente: o que pode ser?

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O que fazer quando uma pessoa tem convulsão?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Quando uma pessoa tem uma convulsão, você deve seguir os seguintes procedimentos de primeiros socorros:

1. Deite a vítima de barriga para cima e com a cabeça de lado, para evitar que ela se engasgue com a própria saliva;

2. Proteja o crânio colocando um pedaço de pano, uma blusa ou um casaco embaixo da cabeça, para que a vítima possa se movimentar livremente sem se machucar;

3. Afaste dela qualquer objeto que possa causar ferimentos e retire os seus objetos pessoais, como óculos, anéis, relógio, pulseiras, colares;

4. Coloque um pano entre os dentes para a pessoa não morder a língua;

5. Afrouxe as roupas e deixe a pessoa se debater livremente, até que os movimentos parem;

Se a crise convulsiva durar mais de 4 minutos, chame uma ambulância e permaneça ao lado da vítima.

O que fazer quando a convulsão passar?

1. Deixe a cabeça virada de lado para escorrer a saliva e evitar engasgos;

2. Limpe as secreções de saliva com um guardanapo, um pano ou uma toalha de papel;

3. Verifique se a vítima respira normalmente;

4. Se a pessoa dormir, vire-a de lado;

5. Não dê nenhum medicamento;

6. Chame uma ambulância ou leve a vítima para um serviço de urgência.

O que não fazer em caso de convulsão?
  • Segurar a pessoa para impedir que ela se movimente;
  • Dar tapas ou jogar água na cara da vítima;
  • Dar alguma coisa para a pessoa cheirar;
  • Tentar abrir a boca da vítima.
O que é convulsão?

Uma convulsão é uma contratura involuntária dos músculos do corpo que provoca movimentos descoordenados, normalmente acompanhada de perda da consciência. As convulsões são provocadas por alterações na atividade elétrica cerebral.

Quais são as causas de convulsão?

A convulsão pode ter várias causas, como fatores genéticos, problemas no momento do parto, doenças localizadas ou condições esporádicas e passageiras, como falta de açúcar no sangue ou excesso de sais.

Dentre as possíveis causas de convulsão estão:

  • Febre alta (sobretudo em crianças com menos de 4 anos de idade);
  • Epilepsia;
  • Não tomar o medicamento (no caso da pessoa ter epilepsia);
  • Hipoglicemia (baixos níveis de açúcar no sangue);
  • Intoxicações por álcool, drogas, produtos químicos, entre outros;
  • Efeitos colaterais de medicamentos;
  • Infecções que ocorrem no cérebro, como meningite ou encefalite;
  • Doenças infecciosas e ou infecto parasitárias como HIV/AIDS e toxoplasmose;
  • Traumatismo craniano;
  • Tumor cerebral ou metástase cerebral;
  • Hemorragia cerebral;
  • Falta de oxigenação cerebral durante o parto (em recém-nascidos);
  • Distúrbios metabólicos em geral (aumento da ureia, nos casos de insuficiência renal, insuficiência hepática, distúrbios hidroeletrolíticos).

Casos de convulsões devem ser avaliados nos serviços de urgência por médicos/as clínicos/as gerais.

Epilepsia pode matar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A epilepsia pode matar, de forma direta ou indireta, principalmente quando o tratamento e acompanhamento não são seguidos de forma correta. Isso porque já é comprovado que pacientes portadores de epilepsia apresentam maior risco de morte súbita, e também, porque uma crise convulsiva aumenta o risco da pessoa se envolver em acidentes graves. 

Além disso, pessoas que sofrem crises convulsivas, correm o risco de lesão cerebral, caso a crise perdure por mais de 5 minutos. Podem também apresentar vômitos ou sangramento na boca, por mordedura durante uma crise, e deglutir esse conteúdo, causando bronco aspiração. O que pode levar a um tipo de pneumonia grave e consequências ruins.

Quem tem epilepsia pode ter morte súbita?

Sim. A morte súbita é observada com maior frequência em pessoas com epilepsia, chamada Morte Súbita Inesperada em Epilepsia, parece estar relacionada com o número de crises generalizadas que apresenta, principalmente à noite, quando são menos vigiados.

Estudos sugerem que a morte súbita ocorra nesses casos, porque durante as crises, as regiões do cérebro que controlam a respiração e os batimentos do coração possam ser "desligadas", ou parem de funcionar de forma adequada. A morte ocorreria portanto, por dificuldade respiratória e ou descompensação cardíaca, levando a parada cardiorrespiratória. 

Outras possíveis causas para a morte súbita em pessoas com epilepsia são:

1. Baixa adesão ao tratamento da epilepsia (esquecer de tomar a medicação na hora certa);

2. Presença de doenças cardíacas; e 

3. Predisposição genética.

Entretanto essas teorias não estão confirmadas cientificamente e faltam estudos que definam os fatores de risco mais relevantes para esses casos. 

Vale ressaltar que nos casos de Morte Súbita Inesperada em Epilepsia, a pessoa não foi vista antes, não se sabe se houve ou não alguma crise convulsiva, dificultando ainda mais o conhecimento e entendimento desse assunto.

Apesar do risco aumentado de morte súbita e morte indireta causada pelas convulsões, a maioria dos pacientes portadores de epilepsia, que fazem o tratamento corretamente levam uma vida normal, muitas vezes sem nenhuma limitação, já que as crises estão controladas.

Quanto mais cedo a doença for diagnosticada, mais cedo o tratamento é iniciado e a pessoa pode voltar às suas atividades diárias normais.

O médico neurologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar a epilepsia.