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Oncologia

Câncer de pâncreas tem cura?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Câncer de pâncreas pode ter cura se for diagnosticado no início. Contudo, a ausência de sintomas na fase inicial dificulta o diagnóstico precoce de um tumor maligno no pâncreas.

O tratamento do câncer de pâncreas pode incluir cirurgia, sendo a única forma de chances de cura; radioterapia, quimioterapia e cuidados gerais.

Tratamento do câncer de pâncreas

A cirurgia tem como objetivo a retirada total do tumor, com chances curativas, se o tumor for encontrado na fase ainda inicial.

A radioterapia e a quimioterapia podem ser opções terapêuticas, como tratamento adjuvante à cirurgia, ou nos casos que não tem mais possibilidades de ressecação cirúrgica. São terapias utilizadas para diminuir o tamanho do tumor e aliviar os sintomas.

Em casos de metástases, ou seja, quando o câncer já está "espalhado" (disseminado) para outras partes do corpo, o tratamento é paliativo e visa apenas aliviar os sintomas.

O prognóstico do câncer de pâncreas geralmente é ruim, porém depende do estadiamente, momento do diagnóstico e condições clínicas do paciente.

Prevenção de câncer de pâncreas

Para prevenir o desenvolvimento de tumores malignos no pâncreas é recomendado manter uma qualidade de vida saudável. Não fumar, passiva ou ativamente; evitar o excesso de bebidas alcoólicas; manter uma uma alimentação balanceada rica em frutas, legumes e hortaliças, evitando o sobrepeso e obesidade, fatores que aumentam muito o risco da doença.

O tabagismo é o principal fator de risco para desenvolver câncer de pâncreas. Quem fuma tem 3 vezes mais chances de ter a doença do que quem não fuma. Outros fatores de risco incluem o consumo de gordura em excesso, bebidas alcoólicas, exposição prolongada a produtos químicos como pesticidas e solventes, pancreatite crônica e diabetes mellitus.

Quem tem pancreatite crônica ou diabetes, já fez cirurgia de úlcera, tirou a vesícula biliar ou tem histórico familiar de câncer de pâncreas, deve fazer exames periódicos devido à maior probabilidade de desenvolver a doença.

O/A endocrinologista é o/a especialista responsável pelo tratamento do câncer de pâncreas.

Saiba mais em: Quais são os sintomas de câncer de pâncreas?

Quais são os efeitos colaterais da radioterapia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os efeitos colaterais da radioterapia dependem principalmente da área irradiada e variam de pessoa para pessoa. É comum haver alguns problemas na pele que recobre a área tratada pela radioterapia, sendo frequentes efeitos colaterais como vermelhidão, ardor, coceira e escurecimento da pele.

Se a radioterapia for feita na cabeça, um efeito colateral provável é a queda de cabelo localizada. Quando a boca ou o esôfago estão próximos às áreas irradiadas, pode ocorrer um certo grau de inflamação na mucosa que os reveste, o que pode dificultar a alimentação.

Nos casos em que a radioterapia é feita no abdome, o intestino é frequentemente atingido pela radiação, podendo provocar efeitos colaterais como diarreia, náuseas e vômitos (mais raramente).

A radioterapia aplicada ao quadril e grandes áreas da coluna prejudica a produção das células do sangue, o que pode requerer do paciente cuidados adicionais.

Nos casos em que a radioterapia e a quimioterapia são aplicadas em simultâneo, os efeitos colaterais podem ser maiores.

Todos os tecidos do corpo podem ser afetados em diferentes graus pela radiação. Em geral, os efeitos colaterais relacionam-se com a dose total absorvida e com o fracionamento usado.

Na presença de algum efeito colateral, é importante conversar com o/a médico/a responsável durante as sessões e consultas. Isso poderá ser importante para ajustar as dosagens e aplicações da radioterapia.

Câncer de bexiga tem cura? Como é o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, câncer de bexiga tem cura, dependendo do tipo de tumor e do grau de evolução do mesmo. Quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as chances de cura.

O tratamento do câncer de bexiga pode incluir cirurgia, quimioterapia e ou imunoterapia. O tipo de procedimento cirúrgico e o uso ou não da quimioterapia ou imunoterapia vão depender sobretudo do estágio da doença e da idade do paciente.

Cirurgia

Se o câncer estiver localizado superficialmente, a cirurgia remove apenas o tumor (Ressecção Transuretral Endoscópica - RTU). Em casos de câncer invasivo, ou seja, que invadiu a camada muscular da bexiga, pode ser necessário retirar parte da bexiga além dos órgãos vizinhos como método de prevenção de recidiva e metástases.

Quando o câncer de bexiga invade também órgãos vizinhos, como reto, próstata, útero e ovários, essa indicação de retirada dos órgãos e tratamento conjunto é quase unânime entre os serviços especializados.

Quimioterapia e ou Imunoterapia

A quimioterapia e/ou imunoterapia, podem ser indicadas após a ressecção do tumor, caso o estudo do tumor aponte para um maior risco de recidiva.

Ou a quimioterapia também pode ser indicada nos casos de tumores mais infiltrativos, agressivos, como tratamento conjunto, visando aumentar a sobrevida do paciente em até 85% nos próximos 5 a 10 anos.

Se houver metástases, continua indicada, porém a sobrevida estimada é menor.

Tipos de câncer de bexiga

Existem 3 tipos de câncer de bexiga:

  • Superficial: quando acomete apenas a camada mais superficial da bexiga, e raramente provoca metástase.
  • Infiltrante: quando alcança camadas mais profundas da parede da bexiga e ainda com maior risco de causar metástases.
  • Metastático: quando já existem metástases (o tumor atingiu outros órgãos próximos ou não da bexiga).

O câncer de bexiga afeta principalmente homens com mais de 60 anos de idade.

O hábito de fumar é o principal fator de risco para o desenvolvimento do tumor.

O/A médico responsável pelo diagnóstico, tratamento e acompanhamento nesses casos é o/a urologista.

Saiba mais em: Quais os sintomas do câncer de bexiga?

Quais os sintomas do câncer de bexiga?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sinais e sintomas do câncer de bexiga são a presença de sangue na urina, dor ao urinar e vontade constante e urgente de urinar, mas é comum também a pessoa no momento da micção ter dificuldade para eliminar a urina.

Se o câncer de bexiga estiver numa fase mais avançada, pode haver dor na região da pelve, inchaço nos membros inferiores e sangramento retal.

O câncer de bexiga é o tumor maligno mais frequente do aparelho urinário. O tumor geralmente começa na mucosa que recobre a parede interna da bexiga e é superficial.

Contudo, se o câncer tiver início em camadas de células mais profundas da mucosa, o tumor pode atingir a camada muscular da bexiga e espalhar-se para órgãos vizinhos e gânglios linfáticos.

Se as células cancerosas chegarem à circulação sanguínea ou linfática, o câncer de bexiga pode atingir órgãos distantes da sua origem, uma condição grave conhecida como metástase.

O câncer de bexiga afeta principalmente homens com mais de 60 anos de idade. O hábito de fumar é o principal fator de risco para o desenvolvimento do tumor.

Vale lembrar que existem diversas doenças e condições que podem manifestar os mesmos sinais e sintomas do câncer de bexiga, com infecção urinária, alterações da próstata, entre outras.

Por isso, a presença dessas manifestações não significa propriamente que a pessoa esteja com a doença, mas é preciso investigar. Na presença desses sintomas, consulte um médico clínico geral, médico de família ou um urologista.

Leia também: Câncer de bexiga tem cura? Como é o tratamento?

Quais são os efeitos colaterais da quimioterapia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os principais efeitos colaterais da quimioterapia são:

Náuseas e vômitos

São efeitos colaterais comuns a poucos quimioterápicos, que podem ser controlados com medicamentos específicos. Podem ocorrer devido à irritação da superfície do estômago ou pela ação dos medicamentos sobre o sistema nervoso central.

Queda de cabelo (alopecia)

Apesar de ser um efeito colateral bastante comum, a queda de cabelo nem sempre acontece, com uma incidência que varia de acordo com os quimioterápicos utilizados. Ocorre devido à ação da quimioterapia sobre as células na raiz do cabelo que estão em divisão.

Infecções

A quimioterapia provoca queda da imunidade e pode aumentar a predisposição a infecções, além de tornar qualquer infecção grave.

Fadiga e cansaço

O tratamento e a anemia, além da doença, podem causar cansaço, que costuma aumentar no decorrer do tratamento.

Obstipação intestinal (prisão de ventre) e diarreia

São efeitos colaterais que podem ocorrer em consequência da quimioterapia ou das alterações nos hábitos alimentares e pessoais às quais o paciente está sujeito nesse período.

Alterações da pele e das unhas

A quimioterapia pode causar coceira, vermelhidão, descamação, ressecamento e acne na pele, além de poder deixar as unhas escuras e quebradiças. Alguns quimioterápicos, quando aplicados na veia, provocam o escurecimento da pele, sobretudo nas áreas sobre as veias em que os mesmos foram administrados.

Os efeitos colaterais variam de paciente para paciente

Os efeitos colaterais da quimioterapia variam conforme os medicamentos utilizados, as doses que são administradas e o organismo de cada paciente. Algumas dessas reações são bastante previsíveis, variando apenas de intensidade em cada pessoa, enquanto outras ocorrem em consequência da sensibilidade individual, manifestando-se apenas em alguns pacientes.

Na presença de algum desses sintomas, é importante relatar à equipe de oncologia e ao médica oncologista durante as consultas médicas ou nas sessões de quimioterapia.

Sarcoma de Kaposi tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sarcoma de Kaposi raramente pode ter cura, na maioria das vezes o tratamento melhora as lesões, porém podem retornar. A escolha do tratamento específico, depende de alguns fatores, como as características da lesão, localização e extensão das lesões, rapidez de evolução da doença, grau de imunidade da pessoa, efeitos colaterais dos medicamentos e gravidade do caso.

O tratamento pode incluir:

  • Medicamentos antirretrovirais;
  • Quimioterapia;
  • Radioterapia;
  • Tratamento local (crioterapia ou eletrocoagulação) e
  • Cirurgia.

Todo paciente portador de HIV deve ser iniciado o tratamento com antirretrovirais, com o objetivo de tratar a doença e ao mesmo tempo a AIDs.

Nas lesões superficiais pode ser feito ainda, uma remoção cirúrgica, crioterapia ou eletrocoagulação. Quando o sarcoma de Kaposi se manifesta com lesões múltiplas ou atinge os gânglios linfáticos, a opção terapêutica normalmente é indicar radioterapia local.

Já o tratamento do sarcoma de Kaposi, mais comum em pacientes que receberam transplante de órgãos ou utilizam medicamentos imunossupressores, consiste na diminuição da imunossupressão, por exemplo, reduzir a dose de corticoide ou imunossupressor que esteja em uso, para melhorar a resposta imunológica, mesmo que temporariamente.

Contudo, o tratamento do câncer está a cada dia mais avançado, assim como o tratamento dos portadores de HIV, e, portanto, alcançando melhores resultados na expectativa de vida dos pacientes com sarcoma de kaposi, se devidamente tratados e acompanhados.

Cabe aos médicos infectologista e oncologista escolherem o melhor método e combinação de tratamento, de acordo com cada caso.

Leia também: O que é sarcoma de Kaposi e quais os sintomas?

Neuroblastoma tem cura? Como é o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, neuroblastoma tem cura. Quanto mais nova for a criança e menos avançado estiver o tumor, maiores são as chances de cura. Nas fases iniciais, o neuroblastoma pode ser curado em até 90% dos casos. Por outro lado, quando o câncer já se disseminou para outras partes do corpo (metástase), a probabilidade de cura reduz.

Crianças com menos de 1 ano de idade têm mais chances de serem curadas do que as mais velhas, mesmo que o grau de estadiamento do neuroblastoma seja o mesmo.

Tratamento

O tratamento para neuroblastomas pequenos e sem metástases é feito com cirurgia para remoção do tumor. Quando o neuroblastoma já cresceu muito ou se disseminou para outras partes do corpo, o tratamento pode incluir quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapia com retinoides e transplante de células tronco.

As formas de tratamento dependem do estágio do neuroblastoma, da idade do paciente, entre outros fatores. Muitas vezes é necessário utilizar mais de uma forma de terapia.

Quimioterapia e radioterapia

A quimioterapia e a radioterapia servem para tornar possível a retirada cirúrgica do neuroblastoma, controlar o crescimento local do tumor ou tratar paliativamente o câncer quando este já se disseminou para outras partes do corpo (metástase).

Imunoterapia

A imunoterapia utiliza anticorpos específicos produzidos em laboratório que atacam o neuroblastoma e destroem células cancerígenas.

Terapia com retinoides

Os retinoides são substâncias semelhantes à vitamina A. O tratamento com retinoides diminui o risco do neuroblastoma voltar a aparecer após a quimioterapia e o transplante de células-tronco.

Transplante de medula óssea

O transplante substitui as células da medula óssea que foram mortas com a radioterapia e quimioterapia por novas células-tronco que irão formar novas células sanguíneas. Lembrando que a medula óssea é a parte esponjosa do interior dos ossos longos, onde são produzidas as células sanguíneas.

O transplante de medula óssea é feito após altas doses de quimioterapia e radioterapia. Muitas vezes esse tratamento é utilizado como último recurso, quando não há mais chances de curar o neuroblastoma com os outros tratamentos.

O oncologista pediatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do neuroblastoma.

Saiba mais em: Neuroblastoma é câncer? Quais são os sintomas?

O que é sarcoma de Kaposi e quais os sintomas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sarcoma de Kaposi é um tipo de câncer que atinge as camadas mais internas dos vasos sanguíneos e que geralmente se manifesta na pele e no tecido subcutâneo (abaixo da pele).

Em geral, o primeiro sinal do sarcoma de Kaposi é o aparecimento de pequenas lesões ou nódulos na pele. Formas mais agressivas da doença podem atingir boca e cavidade orofaríngea (bochecha, gengiva, lábios, céu da boca, língua, amígdalas, faringe, traqueia), mucosa intestinal, pulmões, olhos e pálpebras.

O sarcoma de Kaposi é comum em pacientes com AIDS devido à baixa imunidade e está associado à presença do herpes vírus humano tipo 8 (HHV-8). Pessoas com insuficiência renal ou que receberam transplantes de órgãos também têm um risco maior de desenvolver esse tipo de câncer.

Tipos de Sarcoma de Kaposi

Existem 4 variantes conhecidas de sarcoma de Kaposi e todas parecem ter relação com a infecção pelo vírus HHV-8:

1) Clássico ou esporádico: acomete com mais frequência homens idosos, sendo mais comum na América do Norte, em descendentes de judeus e povos do Mediterrâneo;2) Africano ou endêmico: é mais frequente em crianças e adultos jovens negros, sobretudo nas regiões ao Sul do deserto do Saara;3) Iatrogênico ou imunossupressivo: mais comum em pacientes que receberam transplante ou utilizam medicamentos imunossupressores;4) Epidêmico ou associado à infecção pelo HIV: acomete sobretudo portadores de AIDS, e costuma ser mais agressivo que o tipo clássico.

Quais os sinais e sintomas do sarcoma de Kaposi?

Os sinais e sintomas do sarcoma de Kaposi se caracterizam por lesões na pele que se manifestam em forma de manchas vermelhas, róseas ou violetas, no caso de pessoas de pele branca. Nos indivíduos com pele negra, as lesões apresentam coloração marrom ou escura.

As manchas surgem principalmente em cabeça, pescoço e tronco, podendo haver apenas algumas lesões isoladas ou centenas delas espalhadas.

Também é comum haver inchaço em membros inferiores, ao redor dos olhos e órgãos genitais, frequentemente associado a lesões nessas áreas. Sangramentos digestivos também podem ser observados.

Quando atinge a orofaringe, o sarcoma de Kaposi dificulta a deglutição e a fala, podendo resultar em perda de dentes ou obstrução das vias aéreas superiores, gerando insuficiência respiratória

Contudo, em alguns casos, a pele não é afetada ou as manchas são precedidas por lesões em vísceras, boca ou gânglios linfáticos. Quando afeta os gânglios, pode-se observar nódulos endurecidos e móveis na virilha e pescoço.

O tratamento do sarcoma de Kaposi pode incluir o uso de medicamentos antirretrovirais; quimioterapia; radioterapia; tratamento local (crioterapia ou eletrocoagulação) e cirurgia.

O/A médico/a oncologista e infectologista são responsáveis pelo tratamento da doença.

Saiba mais em: Sarcoma de Kaposi tem cura? Qual o tratamento?