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Oncologia

Sarcoma de Kaposi tem cura? Qual o tratamento?

Sarcoma de Kaposi não tem cura. O tratamento é paliativo e pode incluir quimioterapia, radioterapia, tratamento local (crioterapia ou eletrocoagulação) e cirurgia. A escolha do tratamento para o sarcoma de Kaposi depende de vários fatores, como gravidade do caso, localização e extensão das lesões, rapidez de evolução da doença, grau de imunidade, efeitos colaterais dos medicamentos e ainda questões estéticas.

No caso dos pacientes com AIDS, os medicamentos retrovirais podem conter a ação do HIV, enquanto o sarcoma de Kaposi é tratado com doses baixas de radioterapia e quimioterapia ou ainda cirurgia.

Contudo, o tratamento do câncer  não é capaz de prolongar a expectativa de vida da maioria dos pacientes com AIDS afetados por esse tipo de câncer, uma vez que as infecções e as doenças oportunistas determinam a evolução do quadro.

O tratamento das lesões superficiais pode ser feito através da remoção cirúrgica, crioterapia ou eletrocoagulação. Quando o sarcoma de Kaposi se manifesta com lesões múltiplas ou atinge os gânglios linfáticos, a opção terapêutica normalmente é a radioterapia local. Já o tratamento do sarcoma de Kaposi iatrogênico, mais comum em pacientes que receberam transplante ou utilizam medicamentos imunossupressores, consiste na diminuição da imunossupressão, ou seja, melhorar a resposta imunológica.

Cabe aos médicos infectologista e oncologista escolher o melhor método e combinação de tratamento, de acordo com cada caso.

Leia também: O que é sarcoma de Kaposi e quais os sintomas?

O que é sarcoma de Kaposi e quais os sintomas?

Sarcoma de Kaposi é um tipo de câncer que atinge as camadas mais internas dos vasos sanguíneos e que geralmente se manifesta na pele e no tecido subcutâneo (abaixo da pele). Em geral, o primeiro sinal do sarcoma de Kaposi é o aparecimento de pequenas lesões ou nódulos na pele. Formas mais agressivas da doença podem atingir boca e cavidade orofaríngea (bochecha, gengiva, lábios, céu da boca, língua, amígdalas, faringe, traqueia), mucosa intestinal, pulmões, olhos e pálpebras.

O sarcoma de Kaposi é comum em pacientes com AIDS devido à baixa imunidade e está associado à presença do herpes vírus humano tipo 8 (HHV-8). Pessoas com insuficiência renal ou que receberam transplantes de órgãos também têm mais risco de desenvolver esse tipo de câncer.

Há 4 variantes conhecidas de sarcoma de Kaposi e todas parecem ter relação com a infecção pelo vírus HHV-8:

1) Clássico ou esporádico: acomete com mais frequência homens idosos, sendo mais comum na América do Norte, em descendentes de judeus e povos do Mediterrâneo;2) Africano ou endêmico: é mais frequente em crianças e adultos jovens negros, sobretudo nas regiões ao Sul do deserto do Saara;3) Iatrogênico ou imunossupressivo: mais comum em pacientes que receberam transplante ou utilizam medicamentos imunossupressores;4) Epidêmico ou associado à infecção pelo HIV: acomete sobretudo homens adultos jovens com comportamentos homossexuais e bissexuais.

Quais os sinais e sintomas do sarcoma de Kaposi?

Os sinais e sintomas do sarcoma de Kaposi caracterizam-se por lesões na pele que se manifestam em forma de manchas vermelhas, róseas ou violetas, no caso de pessoas de pele branca. Nos indivíduos com pele negra, as lesões apresentam coloração marrom ou escura.

As manchas surgem principalmente em cabeça, pescoço e tronco, podendo haver apenas algumas lesões isoladas ou centenas delas espalhadas.

Também é comum haver inchaço em membros inferiores, ao redor dos olhos e órgãos genitais, frequentemente associado a lesões nessas áreas. Sangramentos digestivos também podem ser observados.

Quando atinge a orofaringe, o sarcoma de Kaposi dificulta a deglutição e a fala, podendo resultar em perda de dentes ou obstrução das vias aéreas superiores, gerando insuficiência respiratória

Contudo, em alguns casos, a pele não é afetada ou as manchas são precedidas por lesões em vísceras, boca ou gânglios linfáticos. Quando afeta os gânglios, pode-se observar nódulos endurecidos e móveis na virilha e pescoço.

O tratamento do sarcoma de Kaposi pode incluir quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e cirurgia. O oncologista e o infectologista são os médicos especialistas responsáveis pelo tratamento da doença.

Saiba mais em: Sarcoma de Kaposi tem cura? Qual o tratamento?

Neuroblastoma tem cura? Como é o tratamento?

Sim, neuroblastoma tem cura. Quanto mais nova for a criança e menos avançado estiver o tumor, maiores são as chances de cura. Nas fases iniciais, o neuroblastoma pode ser curado em até 90% dos casos. Por outro lado, quando o câncer já se disseminou para outras partes do corpo (metástase), a probabilidade cai para 50%.

Crianças com menos de 1 ano de idade têm mais chances de serem curadas do que as mais velhas, mesmo que o grau de estadiamento do neuroblastoma seja o mesmo. As chances de cura para crianças mais velhas muitas vezes não chega aos 25%.

Tratamento

O tratamento para neuroblastomas pequenos e sem metástases é feito com cirurgia para remoção do tumor. Quando o neuroblastoma já cresceu muito ou se disseminou para outras partes do corpo, o tratamento pode incluir quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapia com retinoides e transplante de células tronco.

As formas de tratamento dependem do estágio do neuroblastoma, da idade do paciente, entre outros fatores. Muitas vezes é necessário utilizar mais de uma forma de terapia.

Quimioterapia e radioterapia

A quimioterapia e a radioterapia servem para tornar possível a retirada cirúrgica do neuroblastoma, controlar o crescimento local do tumor ou tratar paliativamente o câncer quando este já se disseminou para outras partes do corpo (metástase).

Imunoterapia

A imunoterapia utiliza anticorpos específicos produzidos em laboratório que atacam o neuroblastoma e destroem células cancerígenas.

Terapia com retinoides

Os retinoides são substâncias semelhantes à vitamina A. O tratamento com retinoides diminui o risco do neuroblastoma voltar a aparecer após a quimioterapia e o transplante de células-tronco. 

Transplante de células-tronco

O transplante substitui as células da medula óssea que foram mortas com a radio e quimioterapia por novas células-tronco que irão formar novas células sanguíneas. Lembrando que a medula óssea é a parte esponjosa do interior dos ossos longos, onde são produzidas as células sanguíneas.

O transplante de células-tronco é feito após altas doses de quimioterapia e radioterapia. Muitas vezes esse tratamento é utilizado como último recurso, quando não há mais chances de curar o neuroblastoma com os outros tratamentos.

O oncologista pediatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do neuroblastoma.

Saiba mais em: Neuroblastoma é câncer? Quais são os sintomas?

Quais são as causas do adenoma hepático e qual é o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

As causas do adenoma hepático podem ser:

  • Uso prolongado de anticoncepcional oral;
  • Adenomatose hepática;
  • Uso de anabolizantes;
  • Doença do acúmulo de glicogênio;
  • Diabetes mellitus;
  • Gestação;
  • Mutação genética.

O tratamento do adenoma hepático irá depender da localização, do tamanho, do número e dos sintomas apresentados pela pessoa. Isso poderá envolver:

  • Interrupção do uso do anticoncepcional ou de outras drogas como os anabolizantes;
  • Ressecção cirúrgica.

O adenoma hepático é um tumor benigno do fígado que pode ser diagnosticado por exames como ultrassonografia abdominal, tomografia ou ressonância magnética.

Cancêr é genético?

O câncer é genético, ou seja, transmitido de pais para filhos, apenas em 5 % a 10% dos casos. Grande parte das ocorrências de câncer deve-se a exposições ambientais, ou seja, alterações genéticas que as células sofrem ao longo da vida, mas que que não são hereditárias. 

No entanto, é importante salientar que todo câncer é causado por uma alteração nos genes das células, portanto, tem causa genética, mas não significa que seja hereditário. Essas alterações genéticas nas células levam a uma sequência de eventos que resultam no aparecimento de um tumor maligno (câncer).

A grande maioria dos casos de câncer é causada por uma alteração genética adquirida pela pessoa ao longo da vida. Essa mutação genética não é transmissível de pais para filhos, pois ocorre ao acaso.

Raramente essa alteração nos genes já nasce com o indivíduo​. O chamado câncer hereditário, decorrente de uma alteração genética hereditária, representa apenas 5 a 10% dos casos de câncer.

Essas alterações genéticas hereditárias não são herdadas por todos os filhos e netos e só são detectadas por meio de um teste genético muito sofisticado. A transmissão dessas mutações hereditárias podem afetar alguns ou todos os filhos.

Também é verdade que não é por ter herdado uma predisposição genética que o indivíduo irá desenvolver câncer. Existem alterações genéticas que apenas em raras situações acabam desencadeando um câncer.

O oncologista é o médico que pode e deve orientar a pessoa quanto à necessidade ou não de fazer um teste para detectar uma possível predisposição hereditária para desenvolver câncer.

Retinoblastoma: o que é, quais os sintomas e como tratar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Retinoblastoma é um tumor maligno que afeta a retina, a região do olho que transforma os estímulos luminosos em sinais nervosos que são enviados ao cérebro. Trata-se do câncer ocular mais frequente na infância. Há 2 tipos de retinoblastoma: os que são causados por uma mutação nas células da retina e os que são resultantes de uma mutação genética em todas as células do indivíduo.

O retinoblastoma resultante da mutação das células da retina (fotorreceptores) é esporádico, acomete apenas um olho e raramente se manifesta desde o nascimento.

Já o retinoblastoma universal, em que todas as células do indivíduo apresentam a mutação que provoca o desenvolvimento do tumor, é hereditário, atinge os dois olhos e pode estar presente desde o nascimento.

Apenas uma pequena parte dos retinoblastomas são hereditários, ou seja, são transmitidos de pais para filhos. A grande maioria dos casos tem causas desconhecidas.

O principal sinal do retinoblastoma é a substituição da cor preta normal da pupila ou do reflexo vermelho nas fotos com flash por um brilho branco, semelhante ao do olho de gato no escuro. O tumor também pode se manifestar através de um estrabismo (desvio ocular) precoce. 

Outros sinais e sintomas do retinoblastoma podem incluir vermelhidão no olho, dor ocular, diminuição da visão, inflamação ao redor do olho, dilatação da pupila e alteração de cor da íris.

É possível detectar o retinoblastoma através de uma fotografia com flash. Crianças com o câncer não apresentam os "olhos vermelhos" resultantes do reflexo da luz na retina. Nesses casos, surge um ponto branco na pupila, que é o resultado da luz refletida no próprio tumor. 

Se não for diagnosticado e tratado a tempo, o câncer pode se disseminar para outros órgãos, como o cérebro, e ser fatal. O tratamento do retinoblastoma depende do grau de evolução da doença. Os melhores resultados são conseguidos na fase inicial do tumor.

Os tumores pequenos e médios podem ser tratados com laser, crioterapia, quimioterapia e braquiterapia. Já o tratamento dos tumores grandes normalmente é cirúrgico, com a remoção do globo ocular.

Uma criança com suspeita de retinoblastoma deve ser levada o mais rápido possível a um/a médico/a oftalmologista para que sejam feitos os exames necessários para diagnostica a doença. O tratamento é definido pelo/a oftalmologista e pelo/a oncologista pediatra.

Fosfoetanolamina cura o câncer?

Não se pode afirmar que a fosfoetanolamina cura o câncer, pois a fosfoetanolamina nunca foi estudada em pacientes com câncer. Apesar dos relatos de cura, eles não são suficientes para comprovar que a fosfoetanolamina seja eficaz para tratar o câncer.

Para que a fosfoetanolamina seja considerada um medicamento seguro e eficiente, é necessário passar por testes clínicos rigorosos, bem planejados e controlados, feitos num grande número de pacientes e controlados por médicos e pesquisadores.

No entanto, os testes com a substância foram feitos apenas em laboratório, com camundongos e células humanas que eram cultivadas em placas e transferidas para os roedores.

O professor Gilberto Orivaldo Chierice, que pesquisou a ação da fosfoetanolamina sintética em laboratórios da USP, afirma que as células cancerosas são mortas e o tumor desaparece após 6 a 8 meses de tratamento com as cápsulas.

Porém, sem testes em seres humanos, não é possível afirmar que a fosfoetanolamina seja segura e eficaz contra o câncer. Esses estudos são fundamentais para determinar os efeitos colaterais, a melhor forma de uso e as indicações do composto.

Por isso, a fosfoetanolamina não tem registro na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e não pode ser distribuída ou comercializada como medicamento no Brasil.

Como funciona a fosfoetanolamina?

A fosfoetanolamina atua como um sinalizador das células cancerosas, facilitando a detecção e destruição dessas células tumorais pelo sistema imunológico.

Em todas as células do corpo existem organelas chamadas mitocôndrias, que realizam a respiração celular e são responsáveis pela produção de energia na célula.

A fosfoetanolamina é capaz de provocar alterações na membrana da mitocôndria da célula cancerosa. Essas alterações fazem com que a mitocôndria, que estava pouco ativa, volte a trabalhar, "sinalizando" assim a célula tumoral.

Tal ação facilita a identificação e destruição da célula doente pelo sistema imunológico. Assim, as células cancerígenas deixam de se multiplicar e o câncer regride.

No entanto, o fato de destruir células cancerígenas não garante que a fosfoetanolamina seja capaz de curar o câncer.

Existem outras substâncias que também matam células tumorais, mas que se forem ingeridas ou injetadas no paciente podem até matá-lo. Por isso os testes com pessoas doentes são essenciais para garantir a segurança e eficácia de qualquer medicamento, seja para tratar o câncer ou uma dor de garganta.

Prednisolona: o que é, para que serve, como tomar e efeitos colaterais
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A Prednisolona é um anti-inflamatório esteróide utilizado principalmente nos casos de inflamação, dor e quadros de edema. 

É também utilizada no tratamento de distúrbios endócrinos, doenças de pele, problemas articulares, distúrbios autoimunes, processos alérgicos, patologias oftálmicas, respiratórias e sanguíneas.

Quando associado a outros medicamentos, como auxiliar ao tratamento, pode ser utilizado para casos de câncer.

Indicações

A prednisolona pode ser indicada em casos de:

Distúrbios endócrinos

Pode ser usada para tratar hiperplasia adrenal congênita, insuficiência adrenocortical, tireoide não-supurativa e hipercalcemia associada ao câncer.

Doenças de pele

Utilizada para tratar pênfigo, algumas micoses e dermatites.

Problemas articulares

É possível tratar reumatismo, artrite reumatoide, bursite, sinovites osteoartríticas, artrite gotosa aguda, espondilite anquilosante, osteoartrite pós-traumática e epicondilites.

Distúrbios autoimunes

Usada no tratamento de colagenoses e em casos particulares de lúpus eritematoso sistêmico, psoríase grave e cardite reumática aguda.

Processos alérgicos

Seu uso é igualmente indicado para rinite alérgica, dermatite de contacto e atópica e reações alérgicas a medicamentos.

Patologias oftálmicas

Pode ser indicado para úlceras alérgicas da córnea, herpes zóster oftálmico, conjuntivite alérgica, neurite ótica, entre outras.

Doenças respiratórias

Tem indicação para asma brônquica, pneumonite por aspiração, sarcoidose sintomática, beriliose e alguns casos de tuberculose.

Distúrbios Sanguíneos

É indicada para anemia hemolítica adquirida e outras anemias (eritrocítica e eritroide), púrpura trombocitopênica idiopática e trombocitopenia secundária em adultos.

Casos de Câncer

É também usada no tratamento paliativo de leucemias e linfomas.

Como tomar?

A dose de prednisolona varia muito em função da idade, peso, doença a ser tratada e a forma farmacêutica.

Pode ser usada em bebês, crianças e adultos.

O medicamento pode ser encontrado em três diferentes formas:

  • Comprimidos de 5 ou 20 mg.
  • Xarope de 3 mg/ml ou 1mg/ml.
  • Solução em gotas de 11mg/ml.

O uso da medicação, a sua dose e a duração do tratamento devem ser orientados pelo/a médico/a.

Quais são os efeitos colaterais de Prednisolona?Efeitos mais comuns

Os efeitos mais comuns durante o tratamento com prednisolona são o aumento do apetite, retenção de líquido, retardo na cicatrização, má digestão, úlcera péptica, esofagite ulcerativa, fadiga, insônia e quando uso prolongado pode levar a retardo no crescimento.

Efeitos raros

Apesar de serem considerados mais raros, também podem ocorrer problemas nos olhos  como catarata, glaucoma, exoftalmia, redução da tolerância a carboidratos, aumento da necessidade de insulina ou hipoglicemiantes orais em pessoas diabéticas,

Quais as contraindicações?
  • Pessoas alérgicas à prednisolona ou algum componente da sua fórmula.
  • Em casos de infecções fúngicas sistêmicas ou infeções não controladas.
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando.

A prednisolona, como qualquer outro medicamento, somente deve ser utilizado com prescrição médica.

Existe diferença entre Prednisolona e Prednisona?

A prednisona é uma substância inativa que, quando ingerida, é ativada pelo fígado e transformada em prednisolona. Deste modo, a ação da prednisolona e da prednisona são as mesmas.

Para as pessoas que possuem problemas no fígado é mais vantajoso o uso da prednisolona, uma vez que que esta não precisa ser metabolizada no fígado para desempenhar suas funções.

Para escolher que tipo de medicamento usar, consulte seu/sua médico/a.