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Oncologia

Neuroblastoma é câncer? Quais são os sintomas?

Sim, neuroblastoma é um tipo de câncer que tem origem no sistema nervoso simpático. Trata-se de um tipo de tumor que se inicia em células nervosas muito jovens, por isso é comum em bebês e crianças com até 4 anos de idade, podendo estar presente já ao nascimento.

O sistema nervoso simpático faz parte do sistema nervoso autônomo. Dentre as suas funções estão o aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e da produção de adrenalina, bem como a estimulação do metabolismo do corpo.

O neuroblastoma surge principalmente na glândula supra-renal, localizada logo acima do rim, mas pode surgir também no abdômen, pescoço, tórax e na pelve. 

Sintomas

Os sinais e sintomas do neuroblastoma variam muito conforme o tamanho e a localização do tumor. Quando o câncer está localizado no abdômen ou no pescoço e não se disseminou para outras partes do corpo (metástase), a criança normalmente apresenta apenas uma protuberância ou um inchaço local.

Nesses casos, pode haver ainda perda de apetite, sensação de estômago cheio, desconforto e dor. O crescimento do tumor pode pressionar órgãos e estruturas vizinhas e causar ainda diarreia, prisão de ventre, alterações urinárias, dor nas pernas, entre outros.

No tórax, o crescimento do neuroblastoma pode deixar o rosto, o pescoço, os braços e a parte superior do tórax inchados, além de causar tontura, dor de cabeça e alterações de consciência.

O tumor pode ainda dificultar a respiração e a deglutição, ou ainda afetar a sensibilidade e a capacidade de movimentar braços ou pernas.

Quando o câncer já se espalhou para outros órgãos e tecidos do corpo, pode haver:

  • Febre;
  • Irritabilidade;
  • Palidez;
  • Manchas roxas na pele;
  • Dor nos ossos;
  • Fraqueza, dormência ou perda dos movimentos nos membros superior e inferiores;
  • Hematoma em torno dos olhos;
  • Cansaço;
  • Fraqueza;
  • Infecções frequentes
  • Facilidade de sangramento;
  • Aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca.

Na presença desses desses sinais e sintomas, a criança deve ser vista pelo médico pediatra.

Saiba mais em: Neuroblastoma tem cura? Como é o tratamento?

Dor de Barriga: o que fazer?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Na grande maioria dos casos, a dor abdominal não indica uma doença maligna. Apesar disso, quando a dor abdominal é muito forte e é acompanhada por outros sintomas, como vômitos, diarreia com sangue, febre, icterícia icterícia (coloração amarelada da pele, olhos e mucosas) é essencial a intervenção urgente de um médico.

Se a dor for muito aguda e persistente, pode indicar uma condição mais grave.

Quais as causas de dor na barriga?

Há diversas causas para dor de barriga, também chamada de dor abdominal.As causas mais frequentes de dor de barrigas são: gases, inflamações de origem infecciosa ou química (infecções intestinais), problemas de circulação sanguínea ou no desempenho das funções normais dos órgãos.

Por ser a região que mais abriga órgãos do corpo, a dor na barriga ou dor abdominal acaba sendo um desafio diagnóstico. Qualquer um dos órgãos localizados no abdome ou na cavidade pélvica podem causar dor na barriga. Por vezes, os órgãos situados no tórax também podem provocar dor na barriga.

Fazem parte da cavidade abdominal:

  • Estômago;
  • Fígado;
  • Baço;
  • Pâncreas;
  • Apêndice;
  • Vesícula biliar;
  • Vias biliares;
  • Glândulas suprarrenais;
  • Rins;
  • Intestino delgado e grosso.

Os órgãos dentro da pelve são:

  • Bexiga;
  • Ovários, trompas e útero, nas mulheres apenas;
  • Reto e sigmoide;
  • Próstata, nos homens apenas.
Identificação da causa da dor abdominal

Uma entrevista e um exame físico detalhados são feitos pelo profissional de saúde para diagnosticar a causa das dores abdominais. É importante que você diga ao profissional as características da dor que está sentindo. A dor deve ser caracterizada quanto à:

  • Localização;
  • Tipo de dor (cólica, pontada, facada, aperto, etc.);
  • Irradiação (se a dor se desloca, por exemplo, para região lombar ou para outras regiões do corpo );
  • Intensidade;
  • Periodicidade;
  • Duração;
  • Fatores que melhoram ou pioram a dor;
  • Interferência em atividades, incluindo o sono.
Sinais e sintomas Gerais
  • Dor e suas características;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Disúria (dificuldade ou dor ao urinar);
  • Constipação;
  • Sangramento vaginal;
  • Suspeita de gravidez.

Informe também sobra a ingestão de bebida alcoólica, condimentos e gorduras, jejum, evacuações, uso de medicamentos, relação da dor com o ciclo menstrual.

Na presença de dor abdominal de duração prolongada ou piora progressiva, dor abdominal que vai e volta (dor intermitente) associada a febre, vômitos ou icterícia um gastroenterologista, clínico geral ou médico de família devem ser procurados. Se necessário busque um serviço de pronto atendimento e não use medicamentos sem orientação médica.

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Graviola cura o câncer: isto é verdade?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Não há evidências científicas suficientes, até o momento, que comprovem que o consumo de graviola promove a cura do câncer.

Sabe-se que a graviola (Annona muricata L.) é uma fruta rica em potássio, cálcio, magnésio, vitamina C, vitaminas do complexo B, fibras, manganês, fósforo, ferro, zinco, sódio, cobre, entre outros micronutrientes benéficos à saúde.

Consumo de Graviola e o tratamento de câncer

O extrato das folhas de graviola vem sendo estudado desde 1970. Estudos americanos e coreanos revelaram que um grupo de fitoquímicos (acetogenina), presente na folha da fruta, provoca a “morte” de células malignas de alguns tipos de câncer (linfoma, fígado, pulmão, pâncreas, mama, ovário, cólon e próstata).

Além disso, estes estudo in vitro, mostraram que, ao contrário dos quimioterápicos, os fitoquímicos da graviola atacavam as células cancerígenas sem danificar as células saudáveis. Entretanto, ainda são necessários mais estudos que comprovem esta ação em seres humanos.

O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos divulgou um estudo que comprova que a ação quimioterápica da graviola sobre as células cancerígenas superou o efeito quimioterápico da Adriamicina. É a adriamicina um dos quimioterápicos mais agressivos usado no tratamento do câncer. Embora o resultado deste estudo seja positivo quanto ao uso da graviola para o combate ao câncer, mais pesquisas precisam ser feitas para a sua comprovação.

Deste modo, o uso da graviola em pessoas com câncer deve ser indicado somente como coadjuvante do tratamento para auxiliar a melhorar a função do sistema imunológico.

Graviola e o tratamento de outras doenças

Pela presença dos micronutrientes (potássio, cálcio, magnésio, vitamina C, vitaminas do complexo B, fibras, manganês, fósforo, ferro, zinco, sódio e cobre), a graviola pode ajudar no tratamento de distúrbios como a prisão de ventre, obesidade e diabetes.

Além disso, a fruta pode ter ação antimicrobiana, anti-fúngica e de regulação da pressão arterial. É importante destacar que nenhum destes problemas de saúde deve ser tratado somente com a ingestão de graviola. A fruta pode ser adotada como coadjuvante dos tratamentos médicos prescritos.

Os estudos para uma comprovação segura de que os ativos da graviola produzem efeitos que provocam a cura do câncer ainda são recentes escassos. Além disso, para fins de comprovação científica, é preciso que este grupo de fitoquímicos seja estudado com maior abrangência da população.

Por estes motivos, siga o tratamento médico orientado e converse com seu/sua médico/a antes de adotar qualquer terapia alternativa contra o câncer.

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