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Oncologia

Cancêr é genético?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O câncer é genético, ou seja, causado por alguma alteração nos genes das células, entretanto nem sempre é hereditário (transmitido de pais para filhos). Estima-se que apenas 5 % a 10% dos casos de câncer sejam hereditários.

Grande parte das ocorrências de câncer deve-se a exposições ambientais e estilos de vida, ou seja, alterações genéticas que as células sofrem ao longo da vida, mas que não são hereditárias.

Quando existem alterações genéticas hereditárias, estas podem não ser herdadas por todos os filhos e netos e só são detectadas por meio de um teste genético sofisticado.

Também é verdade que não é por ter herdado uma predisposição genética que o indivíduo irá obrigatoriamente desenvolver o câncer. O desenvolvimento dependerá de diversos fatores e hábitos de vida.

Por isso o mais recomendado é que mantenha uma vida saudável e ativa para reduzir os riscos de doenças como o câncer, doenças cardiovasculares ou de cognição. E mantenha um acompanhamento regular com seu/sua médico/a de família.

O/A oncologista é o/a médico/a que pode e deve orientar a pessoa quanto à necessidade ou não de fazer um teste para detectar uma possível predisposição hereditária para desenvolver câncer.

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Retinoblastoma: o que é, quais os sintomas e como tratar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Retinoblastoma é um tumor maligno que afeta a retina, a região do olho que transforma os estímulos luminosos em sinais nervosos que são enviados ao cérebro. Trata-se do câncer ocular mais frequente na infância. Há 2 tipos de retinoblastoma: os que são causados por uma mutação nas células da retina e os que são resultantes de uma mutação genética em todas as células do indivíduo.

O retinoblastoma resultante da mutação das células da retina (fotorreceptores) é esporádico, acomete apenas um olho e raramente se manifesta desde o nascimento.

Já o retinoblastoma universal, em que todas as células do indivíduo apresentam a mutação que provoca o desenvolvimento do tumor, é hereditário, atinge os dois olhos e pode estar presente desde o nascimento.

Apenas uma pequena parte dos retinoblastomas são hereditários, ou seja, são transmitidos de pais para filhos. A grande maioria dos casos tem causas desconhecidas.

O principal sinal do retinoblastoma é a substituição da cor preta normal da pupila ou do reflexo vermelho nas fotos com flash por um brilho branco, semelhante ao do olho de gato no escuro. O tumor também pode se manifestar através de um estrabismo (desvio ocular) precoce. 

Outros sinais e sintomas do retinoblastoma podem incluir vermelhidão no olho, dor ocular, diminuição da visão, inflamação ao redor do olho, dilatação da pupila e alteração de cor da íris.

É possível detectar o retinoblastoma através de uma fotografia com flash. Crianças com o câncer não apresentam os "olhos vermelhos" resultantes do reflexo da luz na retina. Nesses casos, surge um ponto branco na pupila, que é o resultado da luz refletida no próprio tumor. 

Se não for diagnosticado e tratado a tempo, o câncer pode se disseminar para outros órgãos, como o cérebro, e ser fatal. O tratamento do retinoblastoma depende do grau de evolução da doença. Os melhores resultados são conseguidos na fase inicial do tumor.

Os tumores pequenos e médios podem ser tratados com laser, crioterapia, quimioterapia e braquiterapia. Já o tratamento dos tumores grandes normalmente é cirúrgico, com a remoção do globo ocular.

Uma criança com suspeita de retinoblastoma deve ser levada o mais rápido possível a um/a médico/a oftalmologista para que sejam feitos os exames necessários para diagnostica a doença. O tratamento é definido pelo/a oftalmologista e pelo/a oncologista pediatra.

Fosfoetanolamina cura o câncer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não se pode afirmar que a fosfoetanolamina cura o câncer, pois a substância ainda não terminou as fases de estudos necessários para definir seu real potencial terapêutico, assim como doses, efeitos colaterais e contraindicações de seu uso.

O INCA (instituto nacional de câncer) e entidades responsáveis pelo estudo do câncer, de todo o país, continuam apoiando as pesquisas sobre a substância (fosfoetanolamina), mas consideram fundamental seguir com as fases habituais de estudos clínicos, trata-se de um longo e criterioso processo, para essa definição.

Assim como, a produção da medicação, quando, e se aprovada, deve obedecer às regras e pareceres da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

O INCA disponibiliza em seu site, diversos materiais para retirar dúvidas, esclarecer notícias falsas e tratamento inadequados! Disponibiliza também um canal de telefone para WhatsApp, para qualquer esclarecimento nessa área. Sugerimos à população, que no caso de dúvidas sobre notícias de novidades na área de câncer, receitas milagrosas, tratamentos novos e promissores que receba, entrem em contato com o grupo de maior confiabilidade nesse assunto antes de continuar repassando as notícias, ou principalmente modificar a sua rotina de vida.

Embora existam relatos de melhora do câncer por alguns pacientes e pesquisadores apoiadores da substância, para que a fosfoetanolamina seja considerada um medicamento seguro e eficaz, é necessário passar por todos os testes clínicos, que seguem critérios definidos pelos órgãos reguladores de saúde, um deles é o acompanhamento de um grande número de pacientes e ou voluntários, por um prazo pré-determinado, aonde poderão ser observados os resultados, sejam respostas positivas ou negativas.

No entanto, um estudo com pouco mais de 70 pacientes com diferentes tipos de cânceres, fazendo uso da substância, apresentou como resultado a melhora de apenas um caso, um paciente com melanoma, e portanto o estudo foi interrompido. O motivo foi exatamente a não observação de melhora na grande maioria dos selecionados, sendo indicado o início de outro tratamento já cientificamente comprovado, para evitar a piora do quadro clínico. E talvez uma próxima investigação seja iniciada, com casos de melanoma, pela melhora descrita.

Os testes com a substância aonde foram observados melhores resultados, foram feitos apenas em laboratório, com camundongos e células humanas, que eram cultivadas em placas e transferidas para os roedores.

De acordo com o descrito, concluímos que sem testes padronizados em seres humanos, que evidenciem de forma concreta os resultados esperados, não é possível afirmar que a fosfoetanolamina seja segura e eficaz contra o câncer nas pessoas.

Por isso, a fosfoetanolamina não tem registro na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) até o momento. A sua comercialização apesar da falta de registro, configura uma constante e profunda preocupação do órgão.

Como funciona a fosfoetanolamina?

A fosfoetanolamina atua como um sinalizador das células cancerosas, facilitando a detecção e destruição dessas células tumorais pelo sistema imunológico.

Parece aumentar a identificação e destruição da célula doente pelo sistema imunológico. Assim, as células cancerígenas deixam de se multiplicar e o câncer regride.

No entanto, o fato de destruir células cancerígenas não garante que a fosfoetanolamina seja capaz de curar o câncer, enquanto não for reconhecida como um medicamento e não ainda um estudo de laboratório.

Existem outras substâncias que também destroem as células tumorais, mas que se forem ingeridas ou injetadas no paciente podem destruir outras células, normais, e causar danos irreparáveis, até a morte. Por isso os testes com pessoas doentes são essenciais para garantir a segurança e eficácia de qualquer medicamento, seja para tratar o câncer ou uma dor de garganta, antes que ele seja comercializado.

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Neuroblastoma é câncer? Quais são os sintomas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, neuroblastoma é um tipo de câncer que tem origem em células primitivas do sistema nervoso simpático, e está presente principalmente na glândula supra-renal. Trata-se de um tipo de tumor que se inicia em células muito jovens, por isso é comum em bebês e crianças com até 4 anos de idade, podendo estar presente já ao nascimento.

O sistema nervoso simpático faz parte do sistema nervoso autônomo. Dentre as suas funções estão o aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e da produção de adrenalina, bem como a estimulação do metabolismo do corpo.

O neuroblastoma surge principalmente na glândula supra-renal, localizada logo acima do rim, mas pode surgir também no abdômen, pescoço, tórax e na pelve.

Sintomas

Os sinais e sintomas do neuroblastoma variam muito conforme o tamanho e a localização do tumor. Quando o câncer está localizado no abdômen ou no pescoço e não se disseminou para outras partes do corpo (metástase), a criança normalmente apresenta apenas uma protuberância ou um inchaço local.

Nesses casos, pode haver ainda perda de apetite, sensação de estômago cheio, desconforto e dor. O crescimento do tumor pode pressionar órgãos e estruturas vizinhas e causar ainda diarreia, prisão de ventre, alterações urinárias, dor nas pernas, entre outros.

No tórax, o crescimento do neuroblastoma pode deixar o rosto, o pescoço, os braços e a parte superior do tórax inchados, além de causar tontura, dor de cabeça e alterações de consciência.

O tumor pode ainda dificultar a respiração e a deglutição, ou ainda afetar a sensibilidade e a capacidade de movimentar braços ou pernas.

Quando o câncer já se espalhou para outros órgãos e tecidos do corpo, pode haver:

  • Febre;
  • Irritabilidade;
  • Palidez;
  • Manchas roxas na pele;
  • Dor nos ossos;
  • Fraqueza, dormência ou perda dos movimentos nos membros superior e inferiores;
  • Hematoma em torno dos olhos;
  • Cansaço;
  • Fraqueza;
  • Infecções frequentes
  • Facilidade de sangramento;
  • Aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca.

Na presença desses desses sinais e sintomas, a criança deve ser vista pelo médico pediatra.

Saiba mais em: Neuroblastoma tem cura? Como é o tratamento?

Dor de Barriga: o que fazer?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Na grande maioria dos casos, a dor abdominal não indica uma doença maligna. Apesar disso, quando a dor abdominal é muito forte e é acompanhada por outros sintomas, como vômitos, diarreia com sangue, febre, icterícia icterícia (coloração amarelada da pele, olhos e mucosas) é essencial a intervenção urgente de um médico.

Se a dor for muito aguda e persistente, pode indicar uma condição mais grave.

Quais as causas de dor na barriga?

Há diversas causas para dor de barriga, também chamada de dor abdominal.As causas mais frequentes de dor de barrigas são: gases, inflamações de origem infecciosa ou química (infecções intestinais), problemas de circulação sanguínea ou no desempenho das funções normais dos órgãos.

Por ser a região que mais abriga órgãos do corpo, a dor na barriga ou dor abdominal acaba sendo um desafio diagnóstico. Qualquer um dos órgãos localizados no abdome ou na cavidade pélvica podem causar dor na barriga. Por vezes, os órgãos situados no tórax também podem provocar dor na barriga.

Fazem parte da cavidade abdominal:

  • Estômago;
  • Fígado;
  • Baço;
  • Pâncreas;
  • Apêndice;
  • Vesícula biliar;
  • Vias biliares;
  • Glândulas suprarrenais;
  • Rins;
  • Intestino delgado e grosso.

Os órgãos dentro da pelve são:

  • Bexiga;
  • Ovários, trompas e útero, nas mulheres apenas;
  • Reto e sigmoide;
  • Próstata, nos homens apenas.
Identificação da causa da dor abdominal

Uma entrevista e um exame físico detalhados são feitos pelo profissional de saúde para diagnosticar a causa das dores abdominais. É importante que você diga ao profissional as características da dor que está sentindo. A dor deve ser caracterizada quanto à:

  • Localização;
  • Tipo de dor (cólica, pontada, facada, aperto, etc.);
  • Irradiação (se a dor se desloca, por exemplo, para região lombar ou para outras regiões do corpo );
  • Intensidade;
  • Periodicidade;
  • Duração;
  • Fatores que melhoram ou pioram a dor;
  • Interferência em atividades, incluindo o sono.
Sinais e sintomas Gerais
  • Dor e suas características;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Disúria (dificuldade ou dor ao urinar);
  • Constipação;
  • Sangramento vaginal;
  • Suspeita de gravidez.

Informe também sobra a ingestão de bebida alcoólica, condimentos e gorduras, jejum, evacuações, uso de medicamentos, relação da dor com o ciclo menstrual.

Na presença de dor abdominal de duração prolongada ou piora progressiva, dor abdominal que vai e volta (dor intermitente) associada a febre, vômitos ou icterícia um gastroenterologista, clínico geral ou médico de família devem ser procurados. Se necessário busque um serviço de pronto atendimento e não use medicamentos sem orientação médica.

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Graviola cura o câncer: isto é verdade?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Não há evidências científicas suficientes, até o momento, que comprovem que o consumo de graviola promove a cura do câncer.

Sabe-se que a graviola (Annona muricata L.) é uma fruta rica em potássio, cálcio, magnésio, vitamina C, vitaminas do complexo B, fibras, manganês, fósforo, ferro, zinco, sódio, cobre, entre outros micronutrientes benéficos à saúde.

Consumo de Graviola e o tratamento de câncer

O extrato das folhas de graviola vem sendo estudado desde 1970. Estudos americanos e coreanos revelaram que um grupo de fitoquímicos (acetogenina), presente na folha da fruta, provoca a “morte” de células malignas de alguns tipos de câncer (linfoma, fígado, pulmão, pâncreas, mama, ovário, cólon e próstata).

Além disso, estes estudo in vitro, mostraram que, ao contrário dos quimioterápicos, os fitoquímicos da graviola atacavam as células cancerígenas sem danificar as células saudáveis. Entretanto, ainda são necessários mais estudos que comprovem esta ação em seres humanos.

O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos divulgou um estudo que comprova que a ação quimioterápica da graviola sobre as células cancerígenas superou o efeito quimioterápico da Adriamicina. É a adriamicina um dos quimioterápicos mais agressivos usado no tratamento do câncer. Embora o resultado deste estudo seja positivo quanto ao uso da graviola para o combate ao câncer, mais pesquisas precisam ser feitas para a sua comprovação.

Deste modo, o uso da graviola em pessoas com câncer deve ser indicado somente como coadjuvante do tratamento para auxiliar a melhorar a função do sistema imunológico.

Graviola e o tratamento de outras doenças

Pela presença dos micronutrientes (potássio, cálcio, magnésio, vitamina C, vitaminas do complexo B, fibras, manganês, fósforo, ferro, zinco, sódio e cobre), a graviola pode ajudar no tratamento de distúrbios como a prisão de ventre, obesidade e diabetes.

Além disso, a fruta pode ter ação antimicrobiana, anti-fúngica e de regulação da pressão arterial. É importante destacar que nenhum destes problemas de saúde deve ser tratado somente com a ingestão de graviola. A fruta pode ser adotada como coadjuvante dos tratamentos médicos prescritos.

Os estudos para uma comprovação segura de que os ativos da graviola produzem efeitos que provocam a cura do câncer ainda são recentes escassos. Além disso, para fins de comprovação científica, é preciso que este grupo de fitoquímicos seja estudado com maior abrangência da população.

Por estes motivos, siga o tratamento médico orientado e converse com seu/sua médico/a antes de adotar qualquer terapia alternativa contra o câncer.

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