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Oncologia

Quais os sintomas do câncer de mama avançado?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas do câncer de mama avançado são os mesmos sintomas que podem estar presentes na fase inicial da doença. O principal sinal é a presença de um nódulo (caroço) fixo no seio, que geralmente não causa dor. 

Outros sinais e sintomas do câncer de mama incluem: pele da mama vermelha, repuxada ou com aspecto de casca de laranja, alterações no mamilo (mamilo invertido, coceira, vermelhidão), aparecimento de pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço e saída de secreção da mama.

O câncer de mama inflamatório, uma forma agressiva da doença, também pode deixar as mamas inchadas e provocar coceira nos seios. 

A presença de inchaço ou nódulos na região da clavícula ou axila podem indicar que o câncer está avançado e já se espalhou pelos gânglios linfáticos desses locais. O inchaço pode surgir antes mesmo que a mulher tenha detectado o caroço no seio.

Na grande maioria dos casos, o câncer de mama pode ser detectado ainda em fases iniciais. Muitas vezes, a doença é detectada pela própria mulher, quase sempre pela presença de algum caroço na mama, que costuma estar presente em cerca de 90% dos casos. 

Porém, é importante lembrar que nem todo caroço na mama é câncer. Existem várias condições benignas que causam o mesmo sintoma. Além disso, todos os outros sinais e sintomas apresentados também podem estar presentes em doenças benignas da mama.

Como é feito o diagnóstico do câncer de mama?

O exame geralmente usado para rastrear o câncer de mama é a mamografia. Trata-se de um exame de raio-x da mama, que permite ver alterações que sugerem a presença do tumor, mesmo na ausência de sinais e sintomas.

Contudo, o diagnóstico do câncer de mama é feito através do exame clínico das mamas, além de exames de imagem, como mamografia, ultrassom ou ressonância magnética. O diagnóstico da doença só é confirmado por meio de biópsia.

A biópsia consiste na retirada de tecido da mama para ser analisado em laboratório. O procedimento pode ser feito por punção (com o uso de uma agulha) ou por meio de uma pequena cirurgia.

Recomenda-se que a mamografia seja feita a cada 2 anos, por mulheres com idade entre 50 e 70 anos. Caso a mulher tenha na família história de câncer de mama, essa indicação pode modificar.

Identificar precocemente o câncer de mama é muito importante para o sucesso do tratamento. Se for diagnosticada no início, a doença pode ter até 95% de chances de cura.

Além de aumentar as chances de cura, a detecção precoce do câncer de mama também permite utilizar tratamentos menos agressivos.

Por isso, é importante que a mulher esteja atenta a qualquer alteração nos seios e procure o/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral se observar algum desses sintomas.

Quais os sintomas de câncer no colo do útero?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sinais e sintomas do câncer no colo do útero normalmente são observados quando o câncer já está numa fase mais avançada. Um dos sintomas mais comuns do câncer de colo de útero é o sangramento vaginal logo após a relação sexual.

Outros sintomas que podem estar incluídos:

  • Sangramento vaginal durante ou após as relações sexuais;
  • Sangramentos vaginais após a menopausa;
  • Sangramento excessivo durante a menstruação;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Sensação de peso na região entre o ânus e a vagina (períneo);
  • Corrimento vaginal mucoso, que pode ser avermelhado e ter mau cheiro;
  • Dor pélvica ou abdominal.

Nos casos mais avançados, os sintomas podem vir acompanhados de alterações urinárias ou intestinais.

Porém, vale lembrar que no início, o câncer no colo do útero geralmente não apresenta sintomas. O desenvolvimento desse tipo de câncer é lento e os sinais tendem a surgir com a evolução do quadro.

Quais são os fatores de risco para câncer no colo do útero?

A causa do câncer de colo uterino não está totalmente definida. Porém, sabe-se que o principal fator de risco para o câncer no colo do útero é a infecção pelo vírus HPV, que é transmitido sexualmente e pode ser prevenido. A infecção por HPV provoca modificações nas células do colo do útero que podem evoluir para câncer.

Há ainda outros fatores que podem aumentar as chances da mulher desenvolver esse tipo de câncer, tais como: ter muitos filhos, ter vários parceiros sexuais, início precoce da vida sexual, fumar, ter mais de 40 anos de idade e tomar pílula anticoncepcional durante 5 anos ou mais.

Como é feito o diagnóstico do câncer no colo do útero?

O diagnóstico do câncer de colo de útero é feito pelo exame físico e confirmado por uma biópsia. Os exames de ressonância magnética e tomografia computadorizada são importantes para definir o grau de avanço do câncer e detectar possíveis comprometimentos de outros órgãos.

O diagnóstico precoce do câncer de colo de útero pode ser feito através do exame papanicolau, que detecta o HPV e a presença de células anormais, uma vez que a infecção pelo vírus é o principal fator de risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer.

Se o papanicolau detectar a presença de alterações nas células, o tratamento pode incluir crioterapia (congelamento), procedimentos para queimar a lesão e ainda medicamentos.

Câncer no colo do útero tem cura? Como é o tratamento?

Sim, câncer no colo do útero tem cura. Se for diagnosticado precocemente, as chances de cura são de aproximadamente 90%. O tratamento depende do grau de avanço da doença.

Se o câncer estiver numa fase inicial, é feita uma cirurgia, que pode ou não ser complementada com radioterapia ou quimioterapia. A associação de radioterapia e quimioterapia permite manter o câncer de colo de útero bem controlado em casos mais avançados.

Nos casos mais graves de câncer de colo uterino, é feito primeiro o tratamento com quimioterapia e radioterapia, que permite depois a realização da cirurgia. O procedimento cirúrgico pode remover o útero, as trompas e o ovário.

A radioterapia pode ser aplicada externamente ou internamente:

Na radiação externa, utiliza-se um aparelho que emite um feixe de radiação para a área a ser tratada. Nesses casos, geralmente são feitas 5 sessões de radioterapia, durante um período que varia entre 5 e 7 semanas.

Já na radioterapia aplicada internamente, a radiação é administrada pela colocação de implantes com substâncias radioativas na vagina. Os implantes permanecem no corpo durante algumas horas ou até por 3 dias. Essa forma de radioterapia necessita de internamento hospitalar e o tratamento pode precisar ser repetido, às vezes por algumas semanas.

Se o câncer já tiver alcançado outros órgãos, o tratamento com quimioterapia terá como objetivo tentar conter a doença e melhorar os sintomas.

Quanto mais cedo o câncer no colo do útero for detectado, maiores são as chances de cura. Por isso é muito importante visitar regularmente a/o médico/a de família ou ginecologista e fazer o exame Papanicolau anualmente.

O que é linfoma?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Linfoma é um câncer do sistema linfático. O principal sinal da doença é o aumento dos gânglios linfáticos, também conhecidos como linfonodos, principalmente nas regiões do pescoço, clavículas, axilas e virilhas.

O sistema linfático é formado por órgãos (linfonodos, amígdalas, baço) e uma grande rede de vasos parecidos com as veias, que estão distribuídos por todo o corpo. A sua função é recolher o líquido que extravasou dos capilares sanguíneos (linfa), filtrá-lo e conduzi-lo de volta à circulação sanguínea.

O sistema linfático também faz parte do sistema imune do organismo, uma vez que os linfonodos armazenam e produzem glóbulos brancos, células de defesa que combatem infecções e doenças.

O linfoma é um tipo de câncer que começa nos linfócitos, um tipo de glóbulo branco encontrado principalmente nos gânglios linfáticos.

Veja também: Quais os tipos de câncer no sangue e os seus sintomas?

Existem 2 tipos de linfoma: linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin. Nos linfomas de Hodgkin, os gânglios linfáticos crescem lentamente, enquanto que nos linfomas não-Hodgkin o crescimento dos gânglios é rápido.

Em geral, os linfomas não deixam os linfonodos doloridos. O diagnóstico é feito através do exame físico associado à história clínica do/a paciente. A confirmação do diagnóstico é obtida com a biópsia do gânglio comprometido.

Saiba mais em:

Quais são os sinais e sintomas do linfoma?

Linfoma tem cura?

Linfonodo e linfoma são a mesma coisa?

Linfoma de Hodgkin é câncer?

Qual a diferença entre maligno e benigno?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A diferença entre tumores malignos e benignos é que os tumores malignos podem invadir tecidos adjacentes e as suas células podem se disseminar pelo corpo, através da circulação sanguínea ou linfática, e crescer em locais distantes da sua origem, dando origem a um outro tumor maligno. Esse processo é denominado metástase. 

Já os tumores benignos, embora possam ser bastante grandes, não apresentam o risco de metástase e não invadem tecidos próximos. Em geral, suas células crescem lentamente, semelhante ao que ocorre no tecido normal. Quando removidos,normalmente não voltam a crescer e o paciente fica curado, enquanto que os malignos, por vezes, reaparecem. 

Os tumores benignos geralmente estão restritos a uma única massa tumoral, circunscrita por cápsula ou tecidos adjacentes comprimidos. Geralmente, causam sintomas quando ocupam o espaço de estruturas próximas e as comprimem. 

O tumor maligno caracteriza o câncer propriamente dito, que quer dizer "caranguejo" em latim, esta associação é feita por conta da semelhança visual de alguns tumores com o animal.

Existem diferentes tipos de tumores malignos, com diferentes possibilidades de tratamento e chances de cura. Um médico oncologista pode esclarecer eventuais dúvidas.

Neoplasia maligna tem cura?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Neoplasia maligna (câncer) pode ter cura, desde que seja diagnosticada precocemente e tratada de acordo com as melhores práticas clínicas.

Já existem tratamentos capazes de curar cerca de um terço dos tipos de câncer, principalmente nos casos de câncer de mama, colo do útero, boca e cólon.

Mesmo alguns tipos de neoplasias malignas em que é difícil de obter um diagnóstico precoce, como o câncer de testículo, a leucemia aguda e os linfomas, ainda apresentam alto potencial de cura.

Os principais objetivos no tratamento do câncer são:

  • Curar a doença;
  • Prolongar a vida útil;
  • Melhorar a qualidade de vida do/a paciente.

As principais formas de tratamento das neoplasias malignas são:

  • Quimioterapia: Consiste na administração de medicamentos denominados “quimioterápicos” (antineoplásicos) em intervalos regulares. Trata-se de uma forma de tratamento sistêmico do câncer;
  • Radioterapia: É um método de tratamento local do câncer que utiliza a radiação para destruir células tumorais;
  • Cirurgia: A cirurgia visa remover o tumor maligno, bem como possíveis ramificações em órgãos e tecidos vizinhos.

A quimioterapia, a radioterapia e a cirurgia podem ser usadas em conjunto, de acordo com a sensibilidade dos tumores a cada uma delas e à melhor sequência na administração das mesmas.

Na realidade, poucas são as neoplasias malignas tratadas apenas com uma modalidade terapêutica.

O tratamento da neoplasia maligna é da responsabilidade do/a médico/a oncologista.

Um nódulo benigno pode virar maligno?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Geralmente não, é muito raro, mas existem estudos com taxas de até 1% de malignização de tumores benignos, principalmente em órgãos específicos, como no intestino.

Na maioria das vezes um nódulo benigno não pode virar maligno, pois possuem comportamentos celulares que os diferenciam desde a origem.

Os nódulos benignos na mama são o resultado de um crescimento exacerbado das suas estruturas elementares, denominadas ductos e estroma, sendo o fibroadenoma o nódulo benigno de mama mais comum.

A relação entre um nódulo tipicamente benigno e o risco de câncer de mama é inferior a 0,2%, portanto, o risco de uma mulher que tem um nódulo benigno na mama vir a desenvolver este tipo de câncer é praticamente nulo.

No entanto, existem diversos tipos de nódulos ou tumores benignos de mama e, embora a grande maioria não apresente risco para câncer de mama, é fundamental que seja feito um acompanhamento médico regular.

Leia também: O que é um nódulo isodenso?

Já na tireoide, a maioria dos nódulos encontrados nesta glândula são tumores benignos denominados adenomas, portanto, sem chances de se tornarem malignos.

No caso de diagnosticar um nódulo, seja na mama, tireoide ou outro órgão é importante agendar uma consulta com médico/a clínico geral para dar seguimento a esta investigação e tratamento. Nos nódulos na mama devem ser avaliados por um médico mastologista, enquanto que o endocrinologista é o responsável pelos exames da tireoide.

Saiba mais em:

Quais os sintomas de um nódulo na tireoide?

Nódulo na tireoide é perigoso? Qual é o tratamento?

Estou com um carroço no pescoço, pode ser câncer?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Sim, poder ser câncer sim. Toda lesão nodular, resultante do aumento de um linfonodo do pescoço pode ser câncer (linfoma). Porém está é uma ocorrência rara, geralmente os "caroços" linfonodos do pescoço quando estão aumentados são em decorrência de algum tipo de inflamação, que algumas vezes encontramos as causas fazendo os exames que você fez e em boa parte das vezes não encontramos as causas. Fazer a biópsia realmente encerra o caso no que diz respeito ao diagnóstico, porque vai realmente dizer o que é.

Linfonodo e linfoma são a mesma coisa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não, linfonodo e linfoma são coisas diferentes. Os linfonodos são pequenos órgãos de defesa localizados em várias partes do corpo, enquanto que o linfoma é um câncer do sistema linfático, do qual fazem parte os linfonodos.

O sistema linfático é formado por órgãos (linfonodos, amígdalas, baço) e uma grande rede de vasos parecidos com as veias, que estão distribuídos por todo o corpo. A função do sistema linfático é recolher o líquido que extravasou dos capilares sanguíneos (linfa), filtrá-lo e conduzi-lo de volta à circulação sanguínea. O sistema linfático também faz parte do sistema imune, protegendo o organismo contra vírus e bactérias invasoras.

Os linfonodos são pequenos órgãos ovoides localizados ao longo do trajeto dos vasos linfáticos. Eles atuam como filtros da linfa, podendo reter, destruir ou retardar a proliferação de micro-organismos (bactérias, vírus, protozoários) e células cancerígenas pelo corpo.

Os gânglios linfáticos armazenam e produzem glóbulos brancos, células de defesa que combatem infecções e doenças. Por isso, os linfonodos podem aumentar de tamanho e ficar doloridos quando há alguma infecção, pois estão reagindo aos micro-organismos invasores. É a chamada "íngua", nome popular para um linfonodo aumentado e dolorido.

Leia também: O que são linfonodos?

Já o linfoma é um tipo de câncer que começa nos linfócitos, células do sistema linfático encontradas principalmente nos linfonodos. O principal sinal da doença é o aumento dos gânglios linfáticos, principalmente nas regiões do pescoço, clavículas, axilas e virilhas.

Saiba mais em: Linfonodos aumentados pode ser câncer?

Existem 2 tipos de Linfoma: Linfoma de Hodgkin e Linfoma Não Hodgkin. Nos linfomas não Hodgkin, o crescimento dos linfonodos é rápido, enquanto que nos de Hodgkin eles crescem lentamente.

Em geral, os linfomas não deixam os linfonodos doloridos. Já a "íngua" geralmente é transitória e está relacionada com alguma infecção ou inflamação local, podendo ser dolorosa. Veja aqui quais são os sinais e sintomas do linfoma.

O diagnóstico do linfoma é feito através do exame físico associado à história clínica do/a paciente. A confirmação do diagnóstico é obtida com a biópsia do gânglio comprometido.

Na presença de aumento de algum gânglio e aparecimento de alguma íngua, procure o/a médico/a de família ou o/a clínico/a geral.

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O que é linfonodo sentinela?

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