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Oncologia

Câncer de pulmão tem cura?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Depende. Câncer de pulmão tem cura se o tumor for "menos" agressivo e principalmente se for diagnosticado de forma precoce.

A remoção cirúrgica do tumor ainda em estágios iniciais é a forma mais eficaz de curar completamente o câncer de pulmão. Quanto mais tardio for o diagnóstico, mais difícil é a chance de ressecar o tumor por completo, e por isso menor é a sobrevida do paciente.

Um câncer de pulmão é classificado em estágios, sendo o estágio 1, o menos grave, até o estágio 4, o tipo mais avançado.

Considerando um câncer menos "agressivo", com diagnóstico precoce (estágio 1) podemos esperar uma cura de até 90% com o tratamento cirúrgico, enquanto no estágio 2 essa taxa já reduz para em média 60%. Nos estágios 3B e 4, considerados avançados, tem poucas chances de cura, pois nesses casos o tumor já está disseminado ou acometendo outros órgãos à distância (metástases).

Qual é o tratamento para câncer de pulmão?

O tratamento do câncer de pulmão pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A escolha do tratamento depende do tipo de tumor, estágio da doença, idade e condição clínica do paciente.

A cirurgia está indicada na maioria dos casos, entretanto tumores mais avançados acabam por ser tratados com quimioterapia e radioterapia. A cirurgia nesses casos nem sempre pode ser indicada.

Após a cirurgia e demais tratamentos que tenham sido realizados, os pacientes ainda são acompanhados regularmente durante 5 anos para rastrear um possível reaparecimento do câncer ou o surgimento de metástases. Após o 5º ano, este acompanhamento será menos rigoroso, pode ser mantido com uma consulta anual apenas.

Como é feito o diagnóstico do câncer de pulmão?

O câncer de pulmão geralmente é identificado através do raio-X de tórax, sendo depois confirmado por meio de outros exames mais específicos, como ressonância, broncoscopia e biópsia.

Infelizmente, o câncer de pulmão muitas vezes só é detectado quando já está avançado ou disseminado, porque nas fases iniciais os tumores não causam sintomas específicos que justifiquem uma investigação.

Quanto tempo vive uma pessoa com câncer de pulmão?

O tempo de vida dos pacientes com câncer de pulmão depende mais uma vez da idade, do estágio da doença e do tipo de tumor.

Até 80% dos pacientes nos estágios iniciais da doença que são submetidos a tratamento cirúrgico sobrevivem durante pelo menos mais 5 anos. Isso porque as bases de estudos utilizam o número de 5 anos nas avaliações de sobrevida. Quando as avaliações estão baseadas em evidências médicas, os resultados apontam para um tempo ainda maior.

Nos estágios mais avançados a sobrevida de 5 anos após a cirurgia é observada em até 50% dos casos.

Quais são as causas do câncer de pulmão?

As causas do câncer do pulmão não são totalmente conhecidas. Porém, os fatores de risco estão bem estabelecidos. Dentre eles estão:

Tabagismo

O hábito de fumar é o principal fator de risco para desenvolver câncer de pulmão. Sabe-se que de 80% a 90% dos casos de câncer de pulmão ocorrem em pessoas fumantes ou ex-fumantes. O tabagismo é responsável por até 70% dos casos de câncer de pulmão. Os estudos indicam que cerca de 20% dos fumantes desenvolvem a doença. Inclusive os fumantes passivos.

Idade

Assim como em outros tipos de câncer, a idade é um fator de risco para desenvolver câncer de pulmão. A média de idade das pessoas com esse tipo de tumor é de 70 anos.

Genética

A ocorrência de casos de câncer de pulmão em pessoas da mesma família pressupõe que haja fatores genéticos na origem da doença. Mas ainda são necessários mais estudos sobre o assunto para essa definição e características.

Exposição a substâncias tóxicas

A exposição a determinadas substâncias tóxicas e sabidamente cancerígenas também pode provocar câncer de pulmão. Como por exemplo fibras de amianto, gás radônio, encontrado em solos e rochas; sílica, cloreto de vinil, níquel, entre outros.

O especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do câncer de pulmão é o/a médico/a pneumologista.

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O que é o exame de captura híbrida?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O exame de captura híbrida para HPV é um teste de alta sensibilidade, realizado pelo médico/a ginecologista, capaz de detectar a presença de DNA do HPV e revelar o tipo do vírus encontrado, ao todo são 18 tipos, 13 de alto risco e 5 de baixo risco para câncer, mesmo antes de aparecerem as lesões. 

Para realizar o exame de captura híbrida, é colhido material do colo do útero ou da vagina com uma espécie de escovinha e o material é enviado para análise laboratorial. No caso do homem, o material é colhido da uretra, pênis ou região anal, por meio de escovado ou raspagem.

Além do HPV, a captura híbrida pode detectar micro-organismos causadores de doenças infecciosas, que não tenham sido encontrados por meios habituais, os mais comuns são a Clamydia e Gonococos.

Uma grande vantagem da captura híbrida é não apresentar falso-positivo por contaminação da amostra, nem falso-negativo devido à presença de enzimas do colo uterino e outras substâncias. Assim, o teste de captura híbrida para HPV complementa os exames citológicos e histopatológicos, que podem apresentar resultados duvidosos.

Vale lembrar que o câncer de colo do útero surge, em média, 10 a 15 anos após a contaminação pelo HPV, o que faz do exame de captura híbrida um importante instrumento para detectar precocemente o vírus e prevenir a doença.

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Quais os sintomas de câncer de próstata?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sintomas do câncer de próstata são a dificuldade para urinar e o aumento da frequência urinária durante o dia ou durante a noite. Na fase avançada, pode haver ainda dor nos ossos, dor lombar, sangue na urina, insuficiência renal, infecção generalizada, entre outras manifestações.

Contudo, o câncer de próstata não costuma causar sinais e sintomas na fase inicial, já que, na maioria dos casos, o tumor tem evolução lenta e silenciosa. Grande parte dos tumores malignos de próstata cresce muito lentamente, podendo demorar quinze anos para chegar a 1 centímetro. 

Por isso, muitas vezes a doença nem chega a manifestar sintomas ou trazer graves riscos à saúde e o paciente frequentemente vai a óbito por razões não relacionadas ao tumor. Porém, em alguns casos, o câncer pode crescer rapidamente e se disseminar para outros órgãos (metástase), podendo levar à morte.

Alterações urinárias

A próstata é uma glândula que envolve a porção inicial da uretra, que é o canal da urina. Está localizada em frente ao reto (porção final do intestino grosso) e abaixo da bexiga.

Portanto, com o crescimento do tumor, o jato de urina fica mais fraco, a micção é feita em gotas ou em jatos (dois tempos) e é preciso fazer força para manter o jato de urina. Depois de urinar, o homem fica com a sensação de que a bexiga não esvaziou completamente.

Outro sintoma muito comum é o aumento da frequência urinária, sobretudo noturna, levando o paciente a acordar várias vezes para ir ao banheiro durante a noite. Também pode haver urgência urinária, que é a necessidade urgente de urinar.

O paciente geralmente apresenta dificuldade para começar e interromper a micção, daí ser frequente o gotejamento após o ato de urinar.

Outros sinais e sintomas

À medida que o tumor continua crescendo, pode ocorrer dor na coluna lombar, dor pélvica, presença de sangue na urina, insuficiência renal, inchaço no saco escrotal e nas pernas.

A dor nos ossos é sentida principalmente no quadril, na coluna e nas costelas e está associada ao alastramento do câncer ao tecido ósseo. Dor durante a passagem da urina, ao ejacular ou nos testículos é rara. 

No caso de suspeita de câncer de próstata, um médico urologista deve ser consultado o quanto antes. Os exames de rastreamento podem ser realizados a partir dos 50 anos ou a partir dos 45 anos para homens histórico familiar de câncer de próstata.

Saiba mais em:

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Dor nos ossos: o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A dor nos ossos é um sintoma menos frequente do que a dor na articulação e a dor muscular, e deverá ser diferenciada destes outros tipos de dor.

 A dor óssea pode ocorrer com muitas lesões ou condições, tais como:

  • Câncer nos ossos (malignidade primária), quando pode associar-se a inchaço da região;
  • Câncer quer se espalha para os ossos (malignidade metastática), comum nos casos de mieloma múltiplo, câncer de mama e de próstata;
  • Diminuição do fluxo sanguíneo para os ossos, como na anemia falciforme;
  • Osteomielite (infecção óssea), quando poderá estar presente febre;
  • Lesão ou fratura óssea;
  • Leucemia;
  • Perda de mineralização (osteoporose);
  • Fratura por estresse, mais comum na criança menor de 2 anos.

Leia também: O que é doença de Paget? Quais os sintomas?

O sintoma de dor óssea sempre deverá ser investigado. Procure um médico clínico geral!

Hiperplasia pode virar câncer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A hiperplasia endometrial pode evoluir para câncer. Trata-se de um aumento do número de células do endométrio, tecido que reveste a camada interna do útero. A hiperplasia do endométrio pode preceder um câncer de endométrio ou ser considerada fator de risco para desenvolver a doença.

As hiperplasias endometriais podem ser simples, complexas ou com atipias. Apesar de serem condições benignas, todas apresentam risco de evoluir para câncer, principalmente naquelas com atipias. O tratamento pode ser feito com medicamentos ou histerectomia (remoção cirúrgica do útero).

Contudo, existem vários tipos de hiperplasia fora a endometrial, e em média, poucos são os casos que evoluem para tumor maligno. Alguns exemplos comuns de hiperplasias são: hiperplasia muscular (aumento do número de células musculares), hiperplasia foveolar (aumento do número de células do estômago), hiperplasia benigna de próstata, que provoca um aumento considerável do tamanho da próstata.

Leia também: O que é hiperplasia prostática?

A hiperplasia é um aumento do número de células de um órgão ou tecido. Contudo, essa multiplicação celular é autolimitada, localizada e as células são normais, ou seja, não apresentam características de células cancerígenas.

Já no câncer (neoplasia maligna), as células se proliferam de forma descontrolada e desordenada, podendo invadir órgãos e tecidos vizinhos.

Saiba mais em: O que é neoplasia? É câncer?

Uma hiperplasia pode ser fisiológica ou patológica. Na fisiológica, a proliferação das células visa atender às necessidades do organismo, como acontece com a glândula mamária durante a gravidez. Na patológica, a hiperplasia geralmente é decorrente de um estímulo excessivo, como acontece na hiperplasia endometrial provocada por excesso de hormônio estrogênio.

É importante lembrar que, nas hiperplasias, a proliferação celular cessa assim que cessam também os estímulos, o que não acontece com o câncer.

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Quais os sintomas do câncer de endométrio?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
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Clínica médica e Neurologia

O principal sintoma do câncer de endométrio é o sangramento vaginal, chamado sangramento uterino anormal, que pode se manifestar na fase inicial da doença e ocorre em mais de 90% dos casos de câncer de endométrio.

Outros sintomas que também podem estar presentes incluem dor, sensação de peso na pelve, corrimento vaginal e emagrecimento.

O sangramento uterino em mulheres na pós-menopausa é um forte indício de câncer de endométrio, uma vez que a maioria das pacientes afetadas pelo tumor encontram-se nessa fase. Nesses casos, é comum ainda a queixa de corrimento vaginal de cor branca ou amarelada, semanas ou meses antes do início do sangramento.

Sangramentos vaginais fora do período menstrual em mulheres na pré-menopausa também devem ser investigados.

Quando o câncer já se espalhou para outras partes do corpo (metástase), podem surgir sinais e sintomas relacionados com os órgãos atingidos pela doença, tais como:

  • Prisão de ventre (intestinos);
  • Dificuldade para urinar (bexiga);
  • Tosse, falta de ar (pulmões);
  • Icterícia (fígado);
  • Presença de nódulos ou "ínguas" (linfonodos);
  • Tumor vaginal.

O câncer de endométrio é o câncer ginecológico mais comum nos países desenvolvidos. Os fatores de risco para desenvolver o tumor incluem terapia com estrógenos, ausência de ovulação crônica, obesidade, hipertensão arterial, idade entre 40 e 50 anos, pré-disposição genética, primeira menstruação precoce e menopausa tardia.

O câncer de endométrio tem tratamento, mas é importante que o mesmo seja iniciado o mais cedo possível. Consulte um médico ginecologista em caso de sangramento uterino anormal, principalmente se você estiver na pós ou pré-menopausa.

Saiba mais em: Câncer de endométrio tem cura?

O que é teratoma?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Teratoma é um tipo de tumor, normalmente benigno (cisto dermoide), mas que pode ser maligno (teratocarcinomas). Geralmente se desenvolvem nos ovários e nos testículos, podendo também ser encontrados no cóccix, abdômen, mediastino (região entre o peito e coluna), sistema nervoso central pelve.

O teratoma é um tumor de células germinativas (células embrionárias), que são as células de um feto em desenvolvimento. Posteriormente, vão alcançar um órgão, e sendo estimuladas se desenvolvem de forma específica em cada um deles.

Entretanto como as células germinativas são células indiferenciadas, ou seja, podem se transformar em qualquer tipo de tecido, um teratoma pode ter no seu interior ossos, cabelos, dentes, unhas, entre muitos outros tecidos.

Assim, um agrupamento ou uma proliferação anormal de células germinativas dão origem aos teratomas.

Leia também: Mulher com teratoma pode tomar anticoncepcional?; Quem tem teratoma no ovário pode engravidar?

O que é teratoma sacrococcígeo?

Teratoma sacrococcígeo é um tumor, geralmente benigno, que pode surgir na região dos ossos sacro e cóccix do feto (entre as nádegas). Os teratomas sacrococcígeos são os tumores de células germinativas mais comuns em bebês.

Na maioria das vezes, o tumor é operado somente depois do nascimento. Porém, há casos em que o teratoma sacrococcígeo pode crescer muito rápido e atingir o mesmo peso do feto.

Nessas situações, o coração do feto pode ficar sobrecarregado, pois precisa bombear sangue para o seu corpo e também para o tumor. E existe tratamento específico a laser para esse tratamento e melhora da sobrecarga cardíaca do bebê.

Para todos os casos de teratoma, o tratamento definitivo deve ser a ressecção cirúrgica do tumor, e quando necessário, tratamentos complementares como radio e ou quimioterapia, como nos casos de teratoma maligno.

Leia também: Teratoma tem cura? Qual o tratamento?

O/A médico/a responsável vai depender da localização da lesão, porém nos casos de malignidade deve ser acompanhado pelo oncologista.

Prisão de ventre pode ser câncer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, prisão de ventre pode ser um sintoma de câncer de intestino. Nesses casos, a constipação intestinal pode se alternar com diarreia e a pessoa pode apresentar também anemia, fraqueza, cólicas, perda de peso, sangue ou muco nas fezes, perda de apetite, dor no estômago, entre outros sintomas.

Contudo, vale frisar que existem diversas causas para a prisão de ventre, sendo a baixa ingestão de fibras e água uma das principais. Outras doenças do aparelho digestivo e o uso de alguns medicamentos também podem prender o intestino.

No caso do câncer de cólon, a prisão de ventre e outros sinais e sintomas geralmente só se manifestam quando a doença está avançada, já que o câncer de intestino não costuma causar sintomas na fase inicial. Além disso, a alteração dos hábitos intestinais (prisão de ventre ou diarreia) nesses casos não está associada à alimentação.

Veja também: O que é prisão de ventre e quais são as suas causas?

Os fatores de risco para desenvolver câncer de intestino incluem idade acima de 50 anos, alimentação pobre em fibras e rica em gorduras, excesso de peso, sedentarismo, tabagismo e história de câncer ou pólipos intestinais na família.

O diagnóstico do câncer de intestino é feito através de colonoscopia. Se for detectada no início, a doença pode ter cura, daí ser muito importante ter atenção aos sinais e sintomas.

Leia também: Colonoscopia pode detectar câncer de intestino?

Em caso de prisão de ventre (menos de 3 evacuações por semana) ou diarreia acompanhados de algum dos sintomas apresentados, procure um médico de família, clínico geral ou gastroenterologista para uma avaliação.

Saiba mais em:

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