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Oncologia

O que é radioterapia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Radioterapia é uma forma de tratamento que utiliza diferentes formas de radiação ionizante, usada no tratamento do câncer para curar, controlar o crescimento das células tumorais ou amenizar os sintomas.

A radioterapia funciona através da aplicação de uma dose de radiação pré-calculada, dentro de um tempo determinado, a uma porção do tecido que envolve o tumor, com o objetivo de eliminar as células tumorais e provocar o menor dano possível às células normais circunvizinhas, pois estas irão regenerar a área irradiada.

O efeito da radioterapia deve-se ao dano provocado no DNA das células dos tecidos irradiados. Sabe-se que os danos causados nas células tumorais são muito maiores que aqueles provocados nas células normais, uma vez que a molécula de DNA dos tumores tem uma menor capacidade de recuperação.

Contudo, as novas tecnologias permitem um direcionamento preciso da radiação, diminuindo a quantidade de tecidos vizinhos normais que serão atingidos e protegendo assim tecidos sadios.

A radioterapia pode ser:

  • Radical (ou curativa): Quando é feita para curar totalmente o tumor;
  • Remissiva: Visa a redução tumoral;
  • Profilática: Usada quando não há volume tumoral presente, mas com possibilidade de possíveis células neoplásicas dispersas;
  • Paliativa: Visa a remissão de sintomas (dor intensa, sangramento e compressão de órgãos);
  • Ablativa: Quando a administração da radiação visa suprimir a função de um órgão.

A radioterapia é aplicada pelo/a médico/a rádio-oncologista.

Neoplasia benigna pode virar maligna?

Não, uma neoplasia benigna não pode virar maligna. Um tumor benigno será sempre benigno, pois a célula que originou o tumor não tem as mutações genéticas necessárias para dar origem a uma neoplasia maligna.

A neoplasia benigna possui crescimento lento, é localizada, não "invade" tecidos e órgãos vizinhos e normalmente está envolta por uma cápsula de tecido fibroso que delimita o tumor.

Na maioria dos casos de neoplasias benignas, uma vez retirado o tumor, o paciente fica completamente curado e o tumor não volta e crescer.

Também não há risco de metástase, que é a disseminação das células cancerosas pelos vasos sanguíneos e linfáticos, dando origem a tumores malignos em outros órgãos do corpo.

Já a neoplasia maligna possui crescimento acelerado e capacidade de invadir órgãos e tecidos vizinhos, podendo também desenvolver metástases.

As neoplasias benignas e malignas são diferentes desde a origem, pois as células que as constituem possuem características próprias que as distinguem significativamente umas das outras, o que impossibilita a transformação de um tumor benigno em maligno e vice versa.

Como prevenir o câncer de próstata?

A melhor forma de prevenir o câncer de próstata é fazer anualmente os exames de toque retal e o exame de sangue para verificar o PSA (antígeno prostático específico). Juntos, esses exames podem detectar precocemente mais de 90% dos tumores malignos de próstata, o que aumenta muito as chances de cura da doença.

O exame de toque é feito em consultório pelo médico urologista. Demora poucos segundos e serve para detectar alterações na próstata, como endurecimento e forma irregular, que podem indicar a presença de algum tumor.

Já o exame de PSA (sigla em inglês para Antígeno Prostático Específico) indica os níveis sanguíneos dessa proteína que é produzida exclusivamente pela próstata. Valores superiores a 2,5 ng/ml são indicativos de câncer de próstata.

Contudo, o PSA também pode estar alto em casos de prostatite (inflamação da próstata), crescimento benigno da próstata e outras doenças que afetam a glândula. Portanto, níveis elevados de PSA nem sempre significam que o indivíduo está com câncer de próstata.

Saiba mais em: PSA alterado: quais os sintomas e o que pode ser?

Se houver alteração no exame clínico e o PSA estiver aumentado, é realizada uma ultrassonografia. O diagnóstico é confirmado através de biópsia.

Veja também: Biópsia da próstata: como é feito o procedimento?

Ainda não se sabe exatamente o que causa o câncer de próstata, mas alguns fatores de risco aumentam as chances de desenvolver a doença, como idade, história na família e alimentação.

A idade é o principal fator a ser levado em consideração, já que cerca de 75% dos casos de câncer de próstata ocorre a partir dos 60 anos. O risco aumenta se o homem tiver algum parente de 1º grau que já teve a doença.

O câncer de próstata também está associado a uma dieta rica em carne e gordura de origem animal. Por isso, ter uma alimentação saudável e balanceada, com pouca gordura animal e rica em tomate (licopeno), frutas e vegetais, sobretudo alimentos ricos em vitaminas A e D e selênio, pode contribuir para reduzir os riscos de desenvolver esse tipo de tumor.

A maioria dos homens com câncer de próstata não apresenta sintomas no início. Em grande parte dos casos, o tumor tem evolução lenta e silenciosa.

Veja aqui quais são os sintomas do câncer de próstata.

Por essa razão, os exames anuais de toque retal e PSA são fundamentais para diagnosticar a doença ainda na fase inicial e aumentar as chances de cura. Os exames de rastreamento devem ser realizados a partir dos 45 anos ou a partir dos 40 anos para homens com histórico familiar de câncer de próstata.

Saiba mais em:

Câncer de próstata tem cura?

Como é o tratamento para câncer de próstata?

O que é câncer de próstata?

Como é o tratamento para câncer de próstata?

O tratamento do câncer de próstata localizado é feito com cirurgia e radioterapia. Se o tumor já estiver avançado mas ainda localizado, é incluído também o tratamento hormonal. No caso de metástase, ou seja, quando o câncer já se disseminou para outras partes do corpo, o tratamento é feito sobretudo com terapia hormonal ou quimioterapia.

A cirurgia para tratar o câncer de próstata consiste na retirada completa da próstata (prostatectomia radical) e das vesículas seminais. Após a remoção da glândula, a bexiga é ligada ao canal da urina (uretra) com pontos e é colocada uma sonda para drenar a urina. A sonda é retirada depois de um período que varia entre uma e duas semanas.

É possível que o homem perca a ereção após a operação, já que os nervos responsáveis pela ereção estão muito próximos da próstata e nem sempre eles são preservados durante o procedimento, sobretudo se houver suspeita de que o tumor tenha invadido esses nervos.

Com a retirada da próstata, o paciente também deixa de ejacular e já não poderá ter filhos naturalmente, pois ficará infértil.

O procedimento cirúrgico pode ser realizado através de incisão abdominal (via aberta), pequenas incisões abdominais (laparoscopia) ou incisão na região entre o ânus e o saco escrotal (via perineal).

A radioterapia consiste na aplicação de radiação na próstata. O tratamento pode ser feito por meio de radiação externa ou implantação de sementes radioativas na próstata (braquiterapia).

Quando o câncer de próstata está avançado mas continua localizado, ou seja, quando o tumor já cresceu além dos limites da próstata mas ainda não se espalhou para outras partes do corpo, o tratamento pode incluir a terapia hormonal.

O tratamento hormonal consiste em bloquear o hormônio testosterona antes, durante ou depois da cirurgia ou radioterapia. Isso porque o crescimento das células tumorais da próstata é estimulado pela testosterona. Portanto, bloquear o hormônio pode fazer o tumor regredir ou parar de crescer.

Se a doença já estiver disseminada para outros órgãos do corpo (metástase), o tratamento de eleição costuma ser a hormonioterapia. Se o câncer de próstata não responder à terapia hormonal, a quimioterapia é indicada.

O rastreamento do câncer de próstata é realizado através do exame do toque retal e do exame de sangue para medir o PSA (antígeno prostático específico). Se houver alteração no exame clínico e o PSA estiver aumentado, é realizada uma ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética. Porém, como a maioria dos tumores de próstata não aparece em exames de imagem, o diagnóstico só é confirmado através de biópsia.

Saiba mais em: Biópsia da próstata: como é feito o procedimento?

O câncer de próstata tem mais chances de cura quando é detactado na fase inicial, ou seja, quando o tumor ainda está localizado. Portanto, quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as probabilidades de cura.

Veja também: Câncer de próstata tem cura?

O médico urologista é o especialista responsável pelo tratamento do câncer de próstata. O tratamento é definido de acordo com o caso, levando em consideração os riscos e os benefícios para o paciente.

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Quais os sintomas de câncer de próstata?

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Câncer de próstata tem cura?

Sim, câncer de próstata tem cura, principalmente quando o tumor é detectado na fase inicial. Quanto mais cedo o câncer de próstata for diagnosticado, maiores serão as chances de cura, já que no início o tumor está localizado na próstata e ainda não se disseminou para outros órgãos do corpo. 

A cirurgia para remoção total da próstata (prostatectomia radical) é o tratamento mais utilizado em casos de tumores localizados e tem taxas de cura que rondam os 95%. A radioterapia por braquiterapia (implantação de sementes radioativas na próstata) pode curar até 75% dos tumores, enquanto que a aplicação de radiação externa é eficaz em até 80% dos casos.

Quando o tumor já está disseminado para outros órgãos, as chances de cura são reduzidas. Muitas vezes, quando o paciente apresenta sintomas, o câncer de próstata já está num estágio em que é incurável.

Veja aqui quais são os sintomas do câncer de próstata.

O rastreamento do câncer de próstata é realizado através do exame de toque retal e do exame de sangue para medir o PSA (antígeno prostático específico). Se houver alteração no exame clínico e o PSA estiver aumentado, é realizada uma ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética. Porém, como a maioria dos tumores de próstata não aparece em exames de imagem, o diagnóstico só é confirmado através de biópsia.

O tratamento do câncer de próstata localizado é feito com cirurgia e radioterapia. Se o tumor já estiver avançado mas ainda localizado, é incluído também o tratamento hormonal. No caso de metástase, ou seja, quando o câncer já se disseminou para outras partes do corpo, o tratamento é feito sobretudo com terapia hormonal ou quimioterapia.

Saiba mais em: Como é o tratamento para câncer de próstata?

A melhor forma de prevenir o câncer de próstata é fazer anualmente os exames. Além disso, recomenda-se ter uma alimentação com pouca gordura animal e rica em tomate, frutas e vegetais.

O médico urologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do câncer de próstata.

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O que é mieloma múltiplo e quais são os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Mieloma múltiplo é um câncer das células plasmáticas do sangue localizadas na medula óssea. Essas células são responsáveis pela produção de anticorpos e desempenham uma função importante no sistema imune.

O crescimento incontrolável dessas células pode provocar:

  • Dor óssea no peito, nas costas, braços ou pernas;
  • Fraturas;
  • Alteração da função renal e insuficiência renal;
  • Anemia: fraqueza, cansaço, palidez, fadiga;
  • Aumento da suscetibilidade a infecções;
  • Aumento dos níveis de cálcio no sangue;
  • Perda de apetite;
  • Náuseas e vômitos;
  • Borramento da visão;
  • Perda de peso;
  • Incontinência urinária e/ou fecal;
  • Aumento da frequência urinária.

Continue a leitura em:  

Mieloma múltiplo tem cura? Qual é o tratamento?

Quais os tipos de câncer no sangue e os seus sintomas?

O que é ascite?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Ascite é o acúmulo anormal de líquido dentro do abdome. 

Pode ocorrer por diversas causas, como cirrose hepática (fibrose do fígado), esquistossomose (doença infecciosa conhecida popularmente como barriga d'água), tumores no ovário ou no peritônio (membrana que envolve o abdome) e insuficiência cardíaca e/ou renal.

O sintoma mais característico da ascite é o aumento anormal e progressivo do volume abdominal. Outro sintoma pode ser dor no abdome.

Além disso, outros sintomas como icterícia, perda de pelos, inchaço generalizado, aumento das veias do pescoço, antecedente de câncer, hepatite ou perda de peso devem ser pesquisados e podem ser pistas para se descobrir a causa da ascite.

Os tratamentos para a ascite podem ser diversos, e têm o objetivo de remover o líquido que se depositou na cavidade abdominal e controlar sua produção e extravasamento. Incluem o uso de diuréticos, a restrição de sal na dieta diária, a interrupção do consumo de bebidas alcoólicas e a administração de albumina.

Saiba mais em: Ascite tem cura? Como é o tratamento?

No caso de suspeita de ascite, deve-se procurar o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para investigação da causa e tratamento associado.

Quais são os sintomas de câncer de esôfago?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O câncer de esôfago no início não expressa nenhum sintoma ou, quando expressa, a pessoa não percebe.

Quando os sintomas iniciam, eles podem ser:

  • Dificuldade para engolir, no início comidas sólidas e secas e, ao longo da evolução, alimentos pastosos e líquidos;
  • Rouquidão na voz;
  • Perda de peso;
  • Sensação de queimação na região do peito.

Esses sintomas não são específicos do câncer de esôfago. A pessoa pode sentir algum desses sintomas e não ter câncer de esôfago. Por isso, é importante uma avaliação do clínico/a geral, médico/a de família ou gastroenterologista para compreender se esses sintomas podem indicar a presença do câncer de esôfago e prosseguir na investigação.

Com o avançar da doença, outros sintomas e acometimentos podem surgir como:

  • Emagrecimento;
  • Perda de sangue;
  • Sangue nas fezes;
  • Presença de sangue no vômito;
  • Anemia;
  • Regurgitação da saliva;
  • Tosse;
  • Pneumonia.