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Oncologia

Quais são os sintomas do câncer colorretal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O câncer colorretal é o câncer que acomete a parte inferior do sistema digestório, o intestino grosso e o reto.

Os sintomas do câncer colorretal não são tão específicos, mas podem incluir:

  • Cansaço;
  • Fraqueza;
  • Dor no estômago;
  • Gazes frequentes que por vezes causam dor;
  • Mudanças no hábito intestinal com alternância de diarreia com constipação;
  • Presença de sangue nas fezes;
  • Fezes escurecidas;
  • Anemia.

Esses sintomas podem aparecer em outras doenças e comorbidades. Por isso, na presença de algum deles, é importante procurar o/a médico/a de família ou o/a clínico/a geral para iniciar uma avaliação e prosseguir na investigação adequada.

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O que é melanoma?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Melanoma é o tipo mais grave de câncer de pele. A doença surge nos melanócitos, que são as células produtoras de melanina (pigmento que dá cor à pele), por isso o nome melanoma.

A taxa de mortalidade do melanoma é a mais alta e o seu prognóstico é o pior dentre todos os tumores malignos de pele. Dependendo da profundidade, o melanoma pode atingir a circulação linfática e se disseminar para órgãos internos. É a chamada metástase.

Apesar de ser o mais letal, o melanoma é o câncer de pele menos comum. Mais de 90% dos tumores malignos de pele são do tipo não-melanoma, que apresentam baixos índices de mortalidade.

O melanoma é mais comum em pessoas de pele clara. A ocorrência em indivíduos de pele negra ou morena é mais rara, mas pode acontecer. Fatores hereditários desempenham um importante papel no desenvolvimento desse tipo de câncer de pele.

Quais são os sintomas do melanoma?

Em geral, o melanoma se manifesta sob a forma de um sinal de pele ou de uma pinta de coloração negra ou acastanhada. Contudo, a diferença para os sinais e pintas não cancerígenos é que o melanoma normalmente muda de cor, tamanho, forma e pode sangrar.

As lesões geralmente surgem nas regiões do corpo mais expostas ao sol. Contudo, também pode surgir nas unhas, planta dos pés e palma das mãos. O melanoma normalmente surge como uma lesão negra e escura, mas também pode apresentar coloração rosa ou avermelhada. É comum o melanoma mudar de cor, podendo apresentar numa mesma lesão várias cores, como preto, marrom, cinza, branco e vermelho.

O seu crescimento é progressivo, podendo parecer com uma ferida que não cicatriza ou pintas que crescem lentamente. O melanoma pode coçar e doer, podendo ter uma forma plana ou surgir em nódulos.

As bordas do melanoma são irregulares e a pigmentação termina abruptamente. O diâmetro costuma ser de mais de 6 mm.

Qual é o tratamento para melanoma?

O tratamento mais usado em casos de melanoma é a cirurgia. Porém, o seu tratamento depende do tamanho, da localização e da agressividade do tumor.

O tratamento cirúrgico do melanoma consiste na retirada da lesão e de uma parte de pele saudável ao redor do tumor, como margem de segurança. A cirurgia tem elevadas taxas de cura e pode ser realizada novamente se o tumor voltar a aparecer.

No entanto, em casos de metástase, as opções de tratamento são mais restritas e o melanoma não tem cura na maior parte dos casos. Para melanomas metastáticos, são usados medicamentos orais com objetivo de melhorar a sobrevida dos pacientes.

Apesar da sua gravidade, o melanoma tem mais de 90% de chances de cura se for diagnosticado no início. Isso porque, na fase inicial, a doença está restrita à camada mais superficial da pele, o que facilita a remoção completa do tumor através da cirurgia.

Nas fases mais avançadas o câncer já está mais profundo, o que eleva os riscos de metástase e reduz a probabilidade de cura. O melanoma metastático tem menos opções de tratamento e apresenta um pior prognóstico.

Pessoas com histórico de melanoma na família, principalmente em parentes de 1º grau, devem fazer exames regulares de prevenção com o/a médico/a dermatologista.

Quais são os efeitos colaterais da radioterapia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os efeitos colaterais da radioterapia dependem principalmente da área irradiada e variam de pessoa para pessoa. É comum haver alguns problemas na pele que recobre a área tratada pela radioterapia, sendo frequentes efeitos colaterais como vermelhidão, ardor, coceira e escurecimento da pele.

Se a radioterapia for feita na cabeça, um efeito colateral provável é a queda de cabelo localizada. Quando a boca ou o esôfago estão próximos às áreas irradiadas, pode ocorrer um certo grau de inflamação na mucosa que os reveste, o que pode dificultar a alimentação.

Nos casos em que a radioterapia é feita no abdome, o intestino é frequentemente atingido pela radiação, podendo provocar efeitos colaterais como diarreia, náuseas e vômitos (mais raramente).

A radioterapia aplicada ao quadril e grandes áreas da coluna prejudica a produção das células do sangue, o que pode requerer do paciente cuidados adicionais.

Nos casos em que a radioterapia e a quimioterapia são aplicadas em simultâneo, os efeitos colaterais podem ser maiores.

Todos os tecidos do corpo podem ser afetados em diferentes graus pela radiação. Em geral, os efeitos colaterais relacionam-se com a dose total absorvida e com o fracionamento usado.

Na presença de algum efeito colateral, é importante conversar com o/a médico/a responsável durante as sessões e consultas. Isso poderá ser importante para ajustar as dosagens e aplicações da radioterapia.

O que é câncer de próstata?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Câncer de próstata é um tumor maligno que acomete a próstata, uma glândula presente apenas nos homens, localizada à frente do reto e abaixo da bexiga. Trata-se do câncer mais comum do homem e ocorre principalmente em indivíduos com mais de 60 anos.

Grande parte dos tumores malignos de próstata cresce muito lentamente, podendo demorar quinze anos para chegar a 1 centímetro. Nesses casos, o câncer de próstata nem chega a manifestar sintomas ou trazer riscos à saúde e o paciente frequentemente vai a óbito por razões não relacionadas à doença. Porém, em alguns casos, o tumor pode crescer rapidamente e se disseminar para outros órgãos, podendo levar à morte. 

A próstata envolve a parte inicial da uretra e participa na produção do sêmen. Ainda não se sabe exatamente o que causa o câncer de próstata, mas alguns fatores de risco aumentam as chances de desenvolver a doença, como idade, história na família e alimentação.

A idade é o principal fator a ser levado em consideração, já que cerca de 75% dos casos de câncer de próstata ocorre a partir dos 60 anos. O risco aumenta se o homem tiver algum parente de 1º grau que já teve a doença. O câncer de próstata também está associado à uma dieta rica em carne e gordura de origem animal. 

A maioria dos homens com câncer de próstata não apresenta sintomas no início. Em grande parte dos casos, o tumor tem evolução lenta e silenciosa.

Quando presentes, os sintomas são parecidos com aqueles do crescimento benigno da próstata, como dificuldade para urinar e aumento da frequência urinária durante o dia ou durante a noite. Na fase avançada, pode haver dor nos ossos, sangue na urina, insuficiência renal e infecção generalizada.

Veja também: Quais os sintomas de câncer de próstata?

O rastreamento do câncer de próstata é realizado através do toque retal e em alguns casos com o exame de sangue para medir o PSA (antígeno prostático específico). Se houver alteração no exame clínico, presença de sintomatologias e o PSA aumentado, poderá ser solicitado outros exames como a ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética. 

Porém, como a maioria dos tumores de próstata não aparece em exames de imagem, o diagnóstico só é confirmado através de biópsia.

O tratamento do câncer de próstata localizado é feito com cirurgia e radioterapia. Se o tumor já estiver avançado mas ainda localizado, é incluído também o tratamento hormonal. No caso de metástase, ou seja, quando o câncer já se disseminou para outras partes do corpo, o tratamento é feito sobretudo com terapia hormonal.

O/a médico/a urologista é especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do câncer de próstata.

Saiba mais em:

Como é o tratamento para câncer de próstata?

Câncer de próstata tem cura?

Como prevenir o câncer de próstata?

Câncer de pâncreas tem cura?

Câncer de pâncreas tem cura se for diagnosticado no início. Contudo, a ausência de sintomas na fase inicial dificulta o diagnóstico precoce de um tumor maligno no pâncreas.

O tratamento do câncer de pâncreas pode incluir cirurgia, radioterapia (aplicação de radiação externa), quimioterapia (medicamentos) e cuidados paliativos.

A cirurgia tem como objetivo a retirada total do tumor. A radioterapia e a quimioterapia podem ser administradas isoladamente ou em associação uma com a outra. Essas terapias são utilizadas para diminuir o tamanho do tumor e aliviar os sintomas.

Em casos de metástases, ou seja, quando o câncer já se disseminou para outras partes do corpo, o tratamento é paliativo e visa apenas aliviar os sintomas.

O prognóstico do câncer de pâncreas é mau e os pacientes diagnosticados com a doença normalmente têm uma sobrevida curta.

Para prevenir o desenvolvimento de tumores malignos no pâncreas recomenda-se não fumar, evitar o excesso de álcool e ter uma alimentação balanceada rica em frutas, legumes e hortaliças.

O tabagismo é o principal fator de risco para desenvolver câncer de pâncreas. Quem fuma tem 3 vezes mais chances de ter a doença do que quem não fuma. Outros fatores de risco incluem o consumo de gordura em excesso, bebidas alcoólicas, exposição prolongada a produtos químicos como pesticidas e solventes, pancreatite crônica e Diabetes mellitus.

Quem tem pancreatite crônica ou diabetes, já fez cirurgia de úlcera, tirou a vesícula biliar ou tem histórico familiar de câncer de pâncreas, deve fazer exames periódicos devido à maior probabilidade de desenvolver a doença.

O endocrinologista é o especialista responsável pelo tratamento do câncer de pâncreas.

Saiba mais em: Quais são os sintomas de câncer de pâncreas?

Quais os sintomas do câncer de bexiga?

Os principais sinais e sintomas do câncer de bexiga são a presença de sangue na urina, dor ao urinar e vontade constante e urgente de urinar. Porém, no momento da micção, a pessoa tem dificuldade ou não consegue eliminar a urina.

Se o câncer de bexiga estiver numa fase mais avançada, pode haver dor na região da pelve, inchaço nos membros inferiores e sangramento retal.

O câncer de bexiga é o tumor maligno mais frequente do aparelho urinário. O tumor geralmente começa na mucosa que recobre a parede interna da bexiga e é superficial.

Contudo, se o câncer tiver início em camadas de células mais profundas da mucosa, o tumor pode atingir a camada muscular da bexiga e espalhar-se para órgãos vizinhos e gânglios linfáticos.

Se as células cancerosas chegarem à circulação sanguínea ou linfática, o câncer de bexiga pode atingir órgãos distantes da sua origem, uma condição grave conhecida como metástase.

O câncer de bexiga afeta principalmente homens com mais de 60 anos de idade. O hábito de fumar é o principal fator de risco para o desenvolvimento do tumor.

Vale lembrar que existem diversas doenças e condições que podem manifestar os mesmos sinais e sintomas do câncer de bexiga, com infecção urinária, alterações da próstata, entre outras. 

Por isso, a presença dessas manifestações não significa propriamente que a pessoa esteja com a doença, mas é preciso investigar. Na presença desses sintomas, consulte um médico clínico geral, médico de família ou um urologista.

Leia também: Câncer de bexiga tem cura? Como é o tratamento?

Câncer de bexiga tem cura? Como é o tratamento?

Sim, câncer de bexiga tem cura, dependendo do tipo de tumor e do grau de evolução do mesmo. Quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as chances de cura.

O tratamento do câncer de bexiga pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia. O tipo de procedimento cirúrgico e o uso ou não da radio e quimioterapia depende sobretudo do estágio da doença e da idade do paciente.

Cirurgia

Se o câncer estiver localizado superficialmente, a cirurgia remove apenas o tumor (Ressecção Transuretral Endoscópica - RTU). Em casos de câncer invasivo, ou seja, que invadiu a camada muscular da bexiga, pode ser necessário retirar parte da bexiga ou removê-la totalmente.

Quando o câncer de bexiga invade também órgãos vizinhos, como reto, próstata, útero e ovários, estes também são removidos cirurgicamente.

Quimioterapia

A quimioterapia consiste de medicamentos específicos capazes de matar células tumorais. O seu uso pode ser indicado para destruir células cancerígenas que ainda podem estar na circulação e originar novos tumores.

A medicação pode ser administrada sob a forma oral, intravenosa (injeção na veia) ou injetada diretamente na bexiga através da uretra.

Radioterapia

O tratamento com radioterapia consiste no uso de radiação para destruir as células cancerosas. Pode ser uma opção nos casos em que a cirurgia é contraindicada ou a bexiga quer ser preservada.

Tipos de câncer de bexiga

Existem 3 tipos de câncer de bexiga:

Carcinoma de células de transição

É o câncer de bexiga mais comum e tem início na camada mais interna da bexiga, sendo por isso considerado superficial. A sua proliferação pode ser lenta ou rápida, dependendo das células que o tumor se origina.

Carcinoma de células escamosas

Esse tipo de tumor começa em células modificadas por inflamações ou irritações longas sofridas pela bexiga.

Adenocarcinoma

O adenocarcinoma tem origem em células de glândulas que também podem surgir na bexiga após infecções ou irritações prolongadas no órgão.

O câncer de bexiga afeta principalmente homens com mais de 60 anos de idade. O hábito de fumar é o principal fator de risco para o desenvolvimento do tumor.

Saiba mais em: Quais os sintomas do câncer de bexiga?

Quais são os efeitos colaterais da quimioterapia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os principais efeitos colaterais da quimioterapia são:

  • Náuseas e vômitos: ​São efeitos colaterais comuns a poucos quimioterápicos, que podem ser controlados com medicamentos específicos. Podem ocorrer devido à irritação da superfície do estômago ou pela ação dos medicamentos sobre o sistema nervoso central;
  • Queda de cabelo (alopecia): Apesar de ser um efeito colateral bastante comum, a queda de cabelo nem sempre acontece, com uma incidência que varia de acordo com os quimioterápicos utilizados. Ocorre devido à ação da quimioterapia sobre as células na raiz do cabelo que estão em divisão;
  • Infecções: A quimioterapia provoca queda da imunidade e pode aumentar a predisposição a infecções, além de tornar qualquer infecção grave;
  • Fadiga e cansaço: O tratamento e a anemia, além da doença, podem causar cansaço, que costuma aumentar no decorrer do tratamento;
  • Obstipação intestinal (prisão de ventre) e diarreia: São efeitos colaterais que podem ocorrer em consequência da quimioterapia ou das alterações nos hábitos alimentares e pessoais às quais o paciente está sujeito nesse período;
  • Alterações da pele e das unhas: A quimioterapia pode causar coceira, vermelhidão, descamação, ressecamento e acne na pele, além de poder deixar as unhas escuras e quebradiças. Alguns quimioterápicos, quando aplicados na veia, provocam o escurecimento da pele, sobretudo nas áreas sobre as veias em que os mesmos foral administrados.

Os efeitos colaterais da quimioterapia variam conforme os medicamentos utilizados, as doses que são administradas e o organismo de cada paciente. Algumas dessas reações são bastante previsíveis, variando apenas de intensidade em cada pessoa, enquanto outras ocorrem em consequência da sensibilidade individual, manifestando-se apenas em alguns pacientes.

Na presença de algum desses sintomas, é importante relatar à equipe de oncologia e à/ao médica/o oncologista durante as consultas médicas ou nas sessões de quimioterapia.