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Oncologia

O que é ascite?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Ascite é o acúmulo anormal de líquido dentro do abdome. 

Pode ocorrer por diversas causas, como cirrose hepática (fibrose do fígado), esquistossomose (doença infecciosa conhecida popularmente como barriga d'água), tumores no ovário ou no peritônio (membrana que envolve o abdome) e insuficiência cardíaca e/ou renal.

O sintoma mais característico da ascite é o aumento anormal e progressivo do volume abdominal. Outro sintoma pode ser dor no abdome.

Além disso, outros sintomas como icterícia, perda de pelos, inchaço generalizado, aumento das veias do pescoço, antecedente de câncer, hepatite ou perda de peso devem ser pesquisados e podem ser pistas para se descobrir a causa da ascite.

Os tratamentos para a ascite podem ser diversos, e têm o objetivo de remover o líquido que se depositou na cavidade abdominal e controlar sua produção e extravasamento. Incluem o uso de diuréticos, a restrição de sal na dieta diária, a interrupção do consumo de bebidas alcoólicas e a administração de albumina.

Saiba mais em: Ascite tem cura? Como é o tratamento?

No caso de suspeita de ascite, deve-se procurar o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para investigação da causa e tratamento associado.

Quais são os sintomas do câncer colorretal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O câncer colorretal é o câncer que acomete a parte inferior do sistema digestório, o intestino grosso e o reto.

Os sintomas do câncer colorretal não são tão específicos, mas podem incluir:

  • Cansaço;
  • Fraqueza;
  • Dor no estômago;
  • Gazes frequentes que por vezes causam dor;
  • Mudanças no hábito intestinal com alternância de diarreia com constipação;
  • Presença de sangue nas fezes;
  • Fezes escurecidas;
  • Anemia.

Esses sintomas podem aparecer em outras doenças e comorbidades. Por isso, na presença de algum deles, é importante procurar o/a médico/a de família ou o/a clínico/a geral para iniciar uma avaliação e prosseguir na investigação adequada.

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Quais são os sintomas de câncer de esôfago?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O câncer de esôfago no início não expressa nenhum sintoma ou, quando expressa, a pessoa não percebe.

Quando os sintomas iniciam, eles podem ser:

  • Dificuldade para engolir, no início comidas sólidas e secas e, ao longo da evolução, alimentos pastosos e líquidos;
  • Rouquidão na voz;
  • Perda de peso;
  • Sensação de queimação na região do peito.

Esses sintomas não são específicos do câncer de esôfago. A pessoa pode sentir algum desses sintomas e não ter câncer de esôfago. Por isso, é importante uma avaliação do clínico/a geral, médico/a de família ou gastroenterologista para compreender se esses sintomas podem indicar a presença do câncer de esôfago e prosseguir na investigação.

Com o avançar da doença, outros sintomas e acometimentos podem surgir como:

  • Emagrecimento;
  • Perda de sangue;
  • Sangue nas fezes;
  • Presença de sangue no vômito;
  • Anemia;
  • Regurgitação da saliva;
  • Tosse;
  • Pneumonia.
O que é melanoma?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Melanoma é o tipo mais grave de câncer de pele. A doença surge nos melanócitos, que são as células produtoras de melanina (pigmento que dá cor à pele), por isso o nome melanoma.

A taxa de mortalidade do melanoma é a mais alta e o seu prognóstico é o pior dentre todos os tumores malignos de pele. Dependendo da profundidade, o melanoma pode atingir a circulação linfática e se disseminar para órgãos internos. É a chamada metástase.

Apesar de ser o mais letal, o melanoma é o câncer de pele menos comum. Mais de 90% dos tumores malignos de pele são do tipo não-melanoma, que apresentam baixos índices de mortalidade.

O melanoma é mais comum em pessoas de pele clara. A ocorrência em indivíduos de pele negra ou morena é mais rara, mas pode acontecer. Fatores hereditários desempenham um importante papel no desenvolvimento desse tipo de câncer de pele.

Quais são os sintomas do melanoma?

Em geral, o melanoma se manifesta sob a forma de um sinal de pele ou de uma pinta de coloração negra ou acastanhada. Contudo, a diferença para os sinais e pintas não cancerígenos é que o melanoma normalmente muda de cor, tamanho, forma e pode sangrar.

As lesões geralmente surgem nas regiões do corpo mais expostas ao sol. Contudo, também pode surgir nas unhas, planta dos pés e palma das mãos. O melanoma normalmente surge como uma lesão negra e escura, mas também pode apresentar coloração rosa ou avermelhada. É comum o melanoma mudar de cor, podendo apresentar numa mesma lesão várias cores, como preto, marrom, cinza, branco e vermelho.

O seu crescimento é progressivo, podendo parecer com uma ferida que não cicatriza ou pintas que crescem lentamente. O melanoma pode coçar e doer, podendo ter uma forma plana ou surgir em nódulos.

As bordas do melanoma são irregulares e a pigmentação termina abruptamente. O diâmetro costuma ser de mais de 6 mm.

Qual é o tratamento para melanoma?

O tratamento mais usado em casos de melanoma é a cirurgia. Porém, o seu tratamento depende do tamanho, da localização e da agressividade do tumor.

O tratamento cirúrgico do melanoma consiste na retirada da lesão e de uma parte de pele saudável ao redor do tumor, como margem de segurança. A cirurgia tem elevadas taxas de cura e pode ser realizada novamente se o tumor voltar a aparecer.

No entanto, em casos de metástase, as opções de tratamento são mais restritas e o melanoma não tem cura na maior parte dos casos. Para melanomas metastáticos, são usados medicamentos orais com objetivo de melhorar a sobrevida dos pacientes.

Apesar da sua gravidade, o melanoma tem mais de 90% de chances de cura se for diagnosticado no início. Isso porque, na fase inicial, a doença está restrita à camada mais superficial da pele, o que facilita a remoção completa do tumor através da cirurgia.

Nas fases mais avançadas o câncer já está mais profundo, o que eleva os riscos de metástase e reduz a probabilidade de cura. O melanoma metastático tem menos opções de tratamento e apresenta um pior prognóstico.

Pessoas com histórico de melanoma na família, principalmente em parentes de 1º grau, devem fazer exames regulares de prevenção com o/a médico/a dermatologista.

O que é câncer de próstata?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Câncer de próstata é um tumor maligno que acomete a próstata, uma glândula presente apenas nos homens, localizada à frente do reto e abaixo da bexiga. Trata-se do câncer mais comum do homem e ocorre principalmente em indivíduos com mais de 60 anos.

Grande parte dos tumores malignos de próstata cresce muito lentamente, podendo demorar quinze anos para chegar a 1 centímetro. Nesses casos, o câncer de próstata nem chega a manifestar sintomas ou trazer riscos à saúde e o paciente frequentemente vai a óbito por razões não relacionadas à doença. Porém, em alguns casos, o tumor pode crescer rapidamente e se disseminar para outros órgãos, podendo levar à morte. 

A próstata envolve a parte inicial da uretra e participa na produção do sêmen. Ainda não se sabe exatamente o que causa o câncer de próstata, mas alguns fatores de risco aumentam as chances de desenvolver a doença, como idade, história na família e alimentação.

A idade é o principal fator a ser levado em consideração, já que cerca de 75% dos casos de câncer de próstata ocorre a partir dos 60 anos. O risco aumenta se o homem tiver algum parente de 1º grau que já teve a doença. O câncer de próstata também está associado à uma dieta rica em carne e gordura de origem animal. 

A maioria dos homens com câncer de próstata não apresenta sintomas no início. Em grande parte dos casos, o tumor tem evolução lenta e silenciosa.

Quando presentes, os sintomas são parecidos com aqueles do crescimento benigno da próstata, como dificuldade para urinar e aumento da frequência urinária durante o dia ou durante a noite. Na fase avançada, pode haver dor nos ossos, sangue na urina, insuficiência renal e infecção generalizada.

Veja também: Quais os sintomas de câncer de próstata?

O rastreamento do câncer de próstata é realizado através do toque retal e em alguns casos com o exame de sangue para medir o PSA (antígeno prostático específico). Se houver alteração no exame clínico, presença de sintomatologias e o PSA aumentado, poderá ser solicitado outros exames como a ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética. 

Porém, como a maioria dos tumores de próstata não aparece em exames de imagem, o diagnóstico só é confirmado através de biópsia.

O tratamento do câncer de próstata localizado é feito com cirurgia e radioterapia. Se o tumor já estiver avançado mas ainda localizado, é incluído também o tratamento hormonal. No caso de metástase, ou seja, quando o câncer já se disseminou para outras partes do corpo, o tratamento é feito sobretudo com terapia hormonal.

O/a médico/a urologista é especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do câncer de próstata.

Saiba mais em:

Como é o tratamento para câncer de próstata?

Câncer de próstata tem cura?

Como prevenir o câncer de próstata?

Quais são os efeitos colaterais da radioterapia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os efeitos colaterais da radioterapia dependem principalmente da área irradiada e variam de pessoa para pessoa. É comum haver alguns problemas na pele que recobre a área tratada pela radioterapia, sendo frequentes efeitos colaterais como vermelhidão, ardor, coceira e escurecimento da pele.

Se a radioterapia for feita na cabeça, um efeito colateral provável é a queda de cabelo localizada. Quando a boca ou o esôfago estão próximos às áreas irradiadas, pode ocorrer um certo grau de inflamação na mucosa que os reveste, o que pode dificultar a alimentação.

Nos casos em que a radioterapia é feita no abdome, o intestino é frequentemente atingido pela radiação, podendo provocar efeitos colaterais como diarreia, náuseas e vômitos (mais raramente).

A radioterapia aplicada ao quadril e grandes áreas da coluna prejudica a produção das células do sangue, o que pode requerer do paciente cuidados adicionais.

Nos casos em que a radioterapia e a quimioterapia são aplicadas em simultâneo, os efeitos colaterais podem ser maiores.

Todos os tecidos do corpo podem ser afetados em diferentes graus pela radiação. Em geral, os efeitos colaterais relacionam-se com a dose total absorvida e com o fracionamento usado.

Na presença de algum efeito colateral, é importante conversar com o/a médico/a responsável durante as sessões e consultas. Isso poderá ser importante para ajustar as dosagens e aplicações da radioterapia.

Prednisolona: o que é, para que serve, como tomar e efeitos colaterais
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A Prednisolona é um anti-inflamatório esteróide utilizado principalmente nos casos de inflamação, dor e quadros de edema. 

É também utilizada no tratamento de distúrbios endócrinos, doenças de pele, problemas articulares, distúrbios autoimunes, processos alérgicos, patologias oftálmicas, respiratórias e sanguíneas.

Quando associado a outros medicamentos, como auxiliar ao tratamento, pode ser utilizado para casos de câncer.

Indicações

A prednisolona pode ser indicada em casos de:

Distúrbios endócrinos

Pode ser usada para tratar hiperplasia adrenal congênita, insuficiência adrenocortical, tireoide não-supurativa e hipercalcemia associada ao câncer.

Doenças de pele

Utilizada para tratar pênfigo, algumas micoses e dermatites.

Problemas articulares

É possível tratar reumatismo, artrite reumatoide, bursite, sinovites osteoartríticas, artrite gotosa aguda, espondilite anquilosante, osteoartrite pós-traumática e epicondilites.

Distúrbios autoimunes

Usada no tratamento de colagenoses e em casos particulares de lúpus eritematoso sistêmico, psoríase grave e cardite reumática aguda.

Processos alérgicos

Seu uso é igualmente indicado para rinite alérgica, dermatite de contacto e atópica e reações alérgicas a medicamentos.

Patologias oftálmicas

Pode ser indicado para úlceras alérgicas da córnea, herpes zóster oftálmico, conjuntivite alérgica, neurite ótica, entre outras.

Doenças respiratórias

Tem indicação para asma brônquica, pneumonite por aspiração, sarcoidose sintomática, beriliose e alguns casos de tuberculose.

Distúrbios Sanguíneos

É indicada para anemia hemolítica adquirida e outras anemias (eritrocítica e eritroide), púrpura trombocitopênica idiopática e trombocitopenia secundária em adultos.

Casos de Câncer

É também usada no tratamento paliativo de leucemias e linfomas.

Como tomar?

A dose de prednisolona varia muito em função da idade, peso, doença a ser tratada e a forma farmacêutica.

Pode ser usada em bebês, crianças e adultos.

O medicamento pode ser encontrado em três diferentes formas:

  • Comprimidos de 5 ou 20 mg.
  • Xarope de 3 mg/ml ou 1mg/ml.
  • Solução em gotas de 11mg/ml.

O uso da medicação, a sua dose e a duração do tratamento devem ser orientados pelo/a médico/a.

Quais são os efeitos colaterais de Prednisolona? Efeitos mais comuns

Os efeitos mais comuns durante o tratamento com prednisolona são o aumento do apetite, retenção de líquido, retardo na cicatrização, má digestão, úlcera péptica, esofagite ulcerativa, fadiga, insônia e quando uso prolongado pode levar a retardo no crescimento.

Efeitos raros

Apesar de serem considerados mais raros, também podem ocorrer problemas nos olhos  como catarata, glaucoma, exoftalmia, redução da tolerância a carboidratos, aumento da necessidade de insulina ou hipoglicemiantes orais em pessoas diabéticas,

Quais as contraindicações?
  • Pessoas alérgicas à prednisolona ou algum componente da sua fórmula.
  • Em casos de infecções fúngicas sistêmicas ou infeções não controladas.
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando.

A prednisolona, como qualquer outro medicamento, somente deve ser utilizado com prescrição médica.

Existe diferença entre Prednisolona e Prednisona?

A prednisona é uma substância inativa que, quando ingerida, é ativada pelo fígado e transformada em prednisolona. Deste modo, a ação da prednisolona e da prednisona são as mesmas.

Para as pessoas que possuem problemas no fígado é mais vantajoso o uso da prednisolona, uma vez que que esta não precisa ser metabolizada no fígado para desempenhar suas funções.

Para escolher que tipo de medicamento usar, consulte seu/sua médico/a.

Câncer de pâncreas tem cura?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Câncer de pâncreas pode ter cura se for diagnosticado no início. Contudo, a ausência de sintomas na fase inicial dificulta o diagnóstico precoce de um tumor maligno no pâncreas.

O tratamento do câncer de pâncreas pode incluir cirurgia, sendo a única forma de chances de cura; radioterapia, quimioterapia e cuidados gerais.

Tratamento do câncer de pâncreas

A cirurgia tem como objetivo a retirada total do tumor, com chances curativas, se o tumor for encontrado na fase ainda inicial.

A radioterapia e a quimioterapia podem ser opções terapêuticas, como tratamento adjuvante à cirurgia, ou nos casos que não tem mais possibilidades de ressecação cirúrgica. São terapias utilizadas para diminuir o tamanho do tumor e aliviar os sintomas.

Em casos de metástases, ou seja, quando o câncer já está "espalhado" (disseminado) para outras partes do corpo, o tratamento é paliativo e visa apenas aliviar os sintomas.

O prognóstico do câncer de pâncreas geralmente é ruim, porém depende do estadiamente, momento do diagnóstico e condições clínicas do paciente.

Prevenção de câncer de pâncreas

Para prevenir o desenvolvimento de tumores malignos no pâncreas é recomendado manter uma qualidade de vida saudável. Não fumar, passiva ou ativamente; evitar o excesso de bebidas alcoólicas; manter uma uma alimentação balanceada rica em frutas, legumes e hortaliças, evitando o sobrepeso e obesidade, fatores que aumentam muito o risco da doença.

O tabagismo é o principal fator de risco para desenvolver câncer de pâncreas. Quem fuma tem 3 vezes mais chances de ter a doença do que quem não fuma. Outros fatores de risco incluem o consumo de gordura em excesso, bebidas alcoólicas, exposição prolongada a produtos químicos como pesticidas e solventes, pancreatite crônica e diabetes mellitus.

Quem tem pancreatite crônica ou diabetes, já fez cirurgia de úlcera, tirou a vesícula biliar ou tem histórico familiar de câncer de pâncreas, deve fazer exames periódicos devido à maior probabilidade de desenvolver a doença.

O/A endocrinologista é o/a especialista responsável pelo tratamento do câncer de pâncreas.

Saiba mais em: Quais são os sintomas de câncer de pâncreas?