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O que fazer quando o bebê não quer mamar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Quando o bebê não quer mamar e recusa a mama, tente fazer o seguinte:

  • Não force o bebê a mamar. Espremer um pouco de leite na boca dele no início da mamada pode ajudar.
  • Amamente quando a criança estiver com fome, em horários livres, evite a imposição de horários rígidos.
  • Verifique se o bebê "pega" numa boa posição; Lembrar que numa pega adequada o bebê deve abocanhar toda a aréola e não apenas o mamilo. É importante que o rosto do bebê esteja virado para a mama, a boca mais aberta possível, e os lábios virados para fora, o queixo da criança deve encostar na mama.
  • Tente diferentes posições em que a mãe e o bebê se mantenham confortáveis e permitam a pega adequada. Os bebês quando estão desconfortáveis não conseguem mamar. Lembrar que  contato corpo a copo entre mãe e bebê é essencial, evite um espaço vazio ou com mantas e cobertas entre os dois.
  • Evite o uso de mamadeiras e chupetas, podem confundir o bebê e dificultar a amentação.
  • Se o bebê aparentar estar com muita fome, com uma xícara, dê um pouco do leite obtido por expressão.
  • Espere o bebê se acalmar e tente novamente. Há crianças que sugam melhor quando estão com sono.
  • Procure ajuda profissional como enfermeiros, médico de família ou pediatra. Os profissionais podem passar orientações e ajudar a tranquilizar a mãe.
Causas do bebê não querer mamar
  • A criança pode estar doente, com uma infecção ou lesão cerebral: Neste caso, ela deverá apresentar outros sintomas, como vômitos, diarreia, sonolência, icterícia (olhos e pele amarelados) ou convulsões;

    • O que fazer: Levar o bebê para ser examinado por um médico com urgência;
  • Algum problema no nariz ou na boca:
    • Resfriado que está bloqueando o nariz.
      • O que fazer: Limpar o nariz antes de cada mamada, da seguinte forma:
        • Enrolar um pedaço de pano bem limpo ou um lenço de papel em forma de canudo;
        • Umedecer o pano ou lenço e introduzi-lo nas narinas do bebê, caso ele tenha muco seco dentro do nariz;
    • Feridas na boca (sapinho):
      • O que fazer: Aplicar gotas de Nistatina ou Violeta de Genciana, 3 vezes ao dia, até cicatrizar por completo.
  • O bebê pode ser muito pequeno e fraco para sugar (se a criança pesar menos de 1,8 Kg):
    • O que fazer: O bebê deve ser alimentado com o leite obtido por expressão em xícara ou colher, até que tenha mais força para sugar;
  • Mamar é frustrante ou desagradável para o bebê: O leite pode descer em grande quantidade e com muita rapidez, o que faz a criança engasgar quando começa a sugar, pois o leite jorra da mama. O bebê fica com medo e recusa o peito.
    • O que fazer:
      • Retirar o leite por expressão antes de cada mamada, para que as mamas não fiquem tão cheias e o leite não saia com tanta força;a ejeção não será tão forte;
      • Oferecer apenas uma mama a cada mamada, deixando que o bebê termine um lado para obter o leite do fim;
      • Não oferecer o outro peito até a próxima mamada, pois assim a produção de leite irá se ajustar às necessidades do bebê.
    • O bebê recebeu leite em mamadeira: Quando ele aprende a mamar na mamadeira, pode ser que se recuse a sugar a mama.
      • O que fazer: Evite dar mamadeira antes do bebê mamar no peito;
    • Bicos ou chupetas: Confundem a sucção do bebê:
      • O que fazer: Evite usar bicos.

Se mesmo assim, o bebê continuar a não querer mamar, fale com o médico pediatra ou médico de família.

Bebê com remela e lacrimejando, o que fazer?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Se o bebê tem os olhinhos com remela e lacrimejando deve-se limpá-los suavemente com um pano macio e água filtrada morna. Quando a secreção for amarelada poderá ser uma conjuntivite, que é uma inflamação na parte branca dos olhos, contagiosa, que pode ser causada por vírus ou bactéria, e que deverá ser tratada por medicamentos receitados pelo médico.

Alguns bebês ao nascer não tem o seu canal lacrimal totalmente aberto, o que provoca lacrimejamentos e acúmulo de remela (secreção). Essa situação geralmente se resolve sozinha durante o primeiro ano de vida. Nesse período deverá ser feita a limpeza dos olhos sempre que preciso e o médico poderá orientar a realização de massagens nos olhos para tentar desentupir o canal lacrimal.

Caso o lacrimejamento e acúmulo de secreção seja muito frequente ou não melhore até que o bebê complete um ano de idade é provável que seja necessária uma pequena cirurgia para abrir o canal lacrimal. O pediatra é o médico que deve ser consultado nos casos de problemas com os olhos do bebê. Ele dará as orientações necessárias para o tratamento e encaminhamento ao oftalmologista, se for necessário.

É comum dar nódulo em peito de criança?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Bebês pequenos que amamentam no peito da mãe tem frequentemente nódulos em mamas que não representam nada de preocupante, geralmente duram poucos dias e podem resolver mais rápido se você fizer compressas mornas. Para as outras crianças ou se o nódulo já tem muitos dias o ideal é ir ao médico.

Para saber mais sobre caroço (nódulo) em peito infantil:

Minha irmã de 8 anos tem um caroço no peito esquerdo: o que pode ser

Minha filha tem 7 anos e notei que os seios estão nascendo!

Minha filha tem 4 anos e tem um caroço numa mama?

Criança está há três dias sem fazer xixi, o que pode ser? O que fazer?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A criança que está há três dias sem fazer xixi pode estar com uma insuficiência renal aguda e deve ser levada imediatamente à um serviço médico de urgência. Nesse caso, antes de parar totalmente de fazer xixi, a criança apresenta uma diminuição da sua quantidade de xixi por alguns dias. Além disso, outros sinais e sintomas podem acompanhar a falta de xixi, como dores, febre, mudança de coloração da urina, enjoos, vômitos e diarreias.

A insuficiência renal aguda é um problema grave e pode ter várias causas como:

  • hemorragias, desidratações graves e queimaduras,
  • cardiopatias, septicemia e choques,
  • lesões e doenças nos rins.

A falta total de urina (anúria) ou a diminuição do seu volume (oligúria) na criança são considerados problemas graves sendo necessária avaliação médica com urgência.

Como fazer soro caseiro?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para fazer soro caseiro você pode utilizar colheres normais da sua cozinha, ou a colher-medida, oferecida gratuitamente nos postos de saúde.

Entretanto, é importante lembrar que atualmente só está indicado fazer o soro caseiro em casos de emergência, porque o Ministério da saúde distribui gratuitamente nos postos de saúde e farmácia popular no Brasil, o soro de reposição oral, que vem embalado em um envelope, já com a composição de sal e açúcar adequados.

O que é muito importante, pois não é fácil determinar exatamente essas quantidades através de colheres normais, ocorrendo frequentemente erros, o que além de não ser eficaz ao tratamento podem ser prejudiciais ao paciente.

Como fazer o soro caseiro?

Com o soro de reposição oral já preparado e distribuído pelo Governo — Ministério da Saúde:

  • Dissolver o envelope já com o preparado de sal e açúcar em
  • 1 litro de água filtrada e fervida durante 5 minutos (espere a água esfriar para misturar e tomar ou dar o soro).

Com as colheres normais de cozinha, lembrando que só em casos de urgência, você deve misturar:

  • 1 colher rasa de café (3,5 gramas) de sal +
  • 2 colheres rasas de sopa de açúcar ou 1 colher de sopa bem cheia de açúcar (20 gramas), em
  • 1 litro de água filtrada e fervida durante 5 minutos (espere a água esfriar para misturar e tomar ou dar o soro).

Se tiver em casa a colher-medida própria para soro caseiro, que também é encontrada de forma gratuita nos postos de saúde no Brasil, faça da seguinte forma:

  • 1 medida pequena rasa (lado menor) de sal;
  • 2 medidas grandes (lado maior) de açúcar;
  • 1 copo (200 ml) de água filtrada e fervida durante 5 minutos (espere a água esfriar para tomar ou dar o soro).

Misture bem, e no caso de ser uma criança a ser tratada, dê o soro caseiro aos poucos, com uma colher, segurando a criança ao colo. A validade do soro, seja qual for a composição é de 24 horas. Depois desse tempo, é preciso jogar fora e fazer um novo.

A quantidade de soro a ser tomada por hora ou por dia deverá ser definida de acordo com a gravidade da desidratação, pelo/a médico/a que o assistiu.

Apesar da desidratação por diarreia ou vômitos afetar mais facilmente as crianças e os bebês, os adultos também são afetados e podem tomar o soro caseiro.

Para que serve o soro caseiro e quando tomar?

O soro caseiro ou o soro de reposição oral servem para combater a desidratação em casos de vômitos e diarreia. Embora não seja capaz de acabar com a diarreia, o soro caseiro repõe o líquido e os sais minerais perdidos nas fezes ou nos vômitos.

O ideal é tomar o soro em casos de diarreia ou vômitos, em pequenas quantidades ao longo do dia, desde o início dos sintomas.

O soro caseiro é eficaz?

Sim. O soro é muito eficaz, especialmente para evitar complicações como a desidratação. A principal questão é o cuidado para que a composição seja feita de forma exata.

Nos casos de excesso de sal, por exemplo, pode haver até piora da desidratação.

Por isso, o governo distribui gratuitamente nos postos de saúde o soro de reposição oral, que possui as doses certas de sal e açúcar.

Leia também:

Quando devo tomar soro caseiro?

O que comer quando está vomitando?

Na gravidez, quando é possível ouvir o coração do bebê?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Depende de qual exame fará uso. Mas a partir de 8 semanas, já pode ser possível, através da ultrassonografia obstétrica, ouvir os batimentos cardíacos do bebê.

Existem quatro exames ou formas atualmente para ouvir o coração do bebê, cada uma tem um tempo diferente para ser indicada. São eles:

  1. Ultrassom obstétrico, o primeiro exame solicitado a uma gestante, que com 8 semanas já possibilita ouvir bem os batimentos cardíacos do bebê;
  2. Sonar Doppler ou Doppler fetal, realizado com 10 a 12 semanas, que permite ouvir com mais nitidez os batimentos fetais. Este aparelho é capaz ainda de amplificar as ondas sonoras, de forma que fiquem audíveis aos pais, durante a consulta;
  3. Estetoscópio de Pinard, a partir de 18 a 20 semanas, médico/a e gestante conseguem ouvir bem os batimentos do bebê. Sabendo que quanto melhor a qualidade do estetoscópio, mais fácil fica a percepção;
  4. E mais recentemente, aplicativos gratuitos (App) foram disponibilizados, com possibilidade de ouvir e gravar batimentos cardíacos do bebê, podendo até compartilhar, porém a partir de 30 semanas, embora algumas mães relatem ouvir desde 12. Os Apps têm outra vantagem, de auxiliar a gestante durante toda a gestação, com monitoramento de pequenos movimentos do bebê, humor da mãe, dicas alimentares e de cuidados gerais, além de chats de troca de experiências entre as usuárias.
O que pode dificultar na ausculta dos batimentos cardíacos do bebê?

Se o médico não conseguir ouvir os batimentos cardíacos do feto, o que pode acontecer em alguns casos, pode ser um sinal de que a gravidez ocorreu há menos tempo do que a mulher imagina, por isso ainda está precoce para a avaliação.

Outros fatores que interferem e dificultam essa ausculta são:

  • aumento do peso,
  • qualidade ruim do aparelho que está fazendo uso,
  • posição do bebê, ou mesmo do útero dentro do abdômen.

No caso de dúvidas, agende consulta com seu médico obstetra, e siga rigorosamente as orientações do seu pré-natal para manter uma gestação saudável.

Conheça ainda mais sobre esse assunto nos artigos a seguir:

Com 3 meses de gravidez é possível ver o sexo do bebê?

Com quantas semanas dá para ver o bebê no ultrassom?

O que é ultrassom obstétrico e para que serve?

Criança piscando sem parar, o que pode ser? O que fazer?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A criança piscando sem parar pode acontecer devido à um tique nervoso, uma irritação ou falta de umidade no olho. As crianças podem piscar mais em situações de concentração como quando ficam por muito tempo diante da televisão, do computador ou do videogame e tendem a sentir um ressecamento nos olhos. O ato de piscar tem como objetivo lubrificar o olho, espalhando a lágrima pela superfície ocular

Uma irritação no olho causada por um cisco ou sujeira (corpo estranho) também pode estimular o ato de piscar mais.

Uma outra causa do aumento da frequência das piscadas, que atinge cerca de 10% das crianças em idade escolar, é o tique nervoso, que é um movimento independente da vontade da pessoa, que ajuda a aliviar a tensão. Geralmente, os tiques acabam desaparecendo com o tempo, conforme a criança for superando as situações de ansiedade e tensão.

O pediatra ou o oftalmologista poderão orientar o tratamento adequado nas situações em que a criança pisca mais frequentemente que o normal.

Vacina para meningite B provoca alguma reação ou efeito colateral?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, a vacina contra meningite B, também conhecida como Bexsero®, pode provocar reações e efeitos colaterais. Em bebês e crianças com menos de 2 anos de idade, as reações mais comuns são: dor, inchaço e vermelhidão no local da injeção, febre e irritabilidade.

Em adolescentes e adultos, os efeitos colaterais mais observados são: dor no local da aplicação, mal-estar e dor de cabeça.

Nos bebês e nas crianças de até 2 anos, a vacina para meningite B pode ser administrada isoladamente ou em conjunto com outras vacinas.

Quando administrada isoladamente, a frequência de febre é semelhante às outras vacinas de rotina para crianças nessa faixa etária.

Quando administrada com outras vacinas, aumentam as chances de reações adversas como febre, irritação, mudança nos hábitos alimentares, sonolência e sensibilidade no local da injeção.

A febre normalmente desaparece no dia seguinte à vacinação. Para amenizar ou até prevenir a febre, pode-se utilizar paracetamol. Este medicamento não interfere na eficácia da vacina contra meningite B.

Além da vacina que previne contra a meningite meningocócica tipo B, há também a vacina meningocócica conjugada ACWY, que protege contra meningite meningocócica dos tipos A, C, W e Y.

Ambas as vacinas só estão disponíveis em clínicas privadas e não fazem parte do calendário básico de vacinação do SUS. Na rede pública de saúde está disponível a vacina contra a meningite C, que é gratuita e está disponível para crianças menores de 5 anos de idade e adolescentes entre 11 e 14 anos.

Caso tenha mais dúvidas sobre vacinas, consulte o seu médico de família ou pediatra.

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