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A esquizofrenia tem cura?

A esquizofrenia não tem cura mas tem tratamento, que deve ser feito com base na integração da psicoterapia com o uso de medicamentos e de apoio social. Os antipsicóticos de segunda geração são os medicamentos mais usados no tratamento da esquizofrenia, porque causam menos efeitos colaterais ao paciente, facilitando a sua adesão ao tratamento. O uso de medicações e psicoterapia podem proporcionar uma vida produtiva para a pessoa com esquizofrenia.

A esquizofrenia é um distúrbio psicótico que surge, geralmente, no decorrer da adolescência até os 30 anos de idade, aproximadamente. Sua causa é possivelmente genética, desencadeada por estímulos que podem ser psicológicos, ambientais ou biológicos.

Leia também: Diferenças entre Esquizofrenia e Transtorno Bipolar; Diferenças entre Esquizofrenia e Depressão

A manutenção do tratamento com os medicamentos é muito importante para evitar as recaídas e eventuais surtos. A psicoterapia pode auxiliar tanto a pessoa com esquizofrenia como os seus familiares a enfrentarem o problema e a desenvolverem estratégias para integrá-la socialmente em atividades educacionais ou profissionais facilitando e contribuindo para a sua melhora.

O psiquiatra, o psicólogo e outros profissionais da saúde podem ajudar no tratamento da pessoa com esquizofrenia.

Dr. Ivan Ferreira
Tenho síndrome de pânico e ansiedade, tomo remédio...

Na verdade com relação aos seus medicamentos precisa tomar um pouco de cuidado com essas alterações feitas por conta própria, seu quadro ainda está muito sensível as alterações do medicamento (sinal de que você não está totalmente bem). O ideal é aguardar sua médica voltar e não fazer essas mudanças por conta própria. Claro que a decisão é sua, mas evite a auto-medicação, principalmente frente um quadro de Síndrome do Pânico.

A acupuntura pode realmente te ajudar, mas vou te dar uma dica melhor: homeopatia, já tive alguns pacientes com síndrome do pânico que fizeram tratamento concomitante com remédios homeopáticos com ótimos resultados.

Dr. Charles Schwambach
Quais os sintomas dos transtornos de ansiedade?

De acordo com o Projeto Diretrizes, redigido pela Associação Brasileira de Psiquiatria, existem quatro tipos principais de transtornos de ansiedade: transtorno do pânico, transtorno de ansiedade social (a fobia social), transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e o transtorno de ansiedade generalizada. É preciso diferenciar entre cada um destes, para facilitar no diagnóstico. Os sintomas principais de cada transtorno são:

1) Transtorno do pânico:

Os sintomas comumente ocorrem em locais abertos (agorafobia), especialmente quando o paciente está sozinho.

  • sensação de sufocação, geralmente acompanhada de sensação de morte iminente;
  • taquicardia;
  • tontura;
  • sudorese;
  • tremores;
  • sensação de perda do controle ou de "estar enlouquecendo";
  • distúrbios gastrointestinais.

2) Transtorno de Ansiedade Social (fobia social):

Quando a pessoa está em contato com os outros, especialmente pessoas que não conhece, o paciente sofre de sintomas como tremores, sudorese, vermelhidão no rosto, dificuldade de concentração (não consegue lembrar de algumas coisas), palpitações, tontura e sensação de desmaio.

3) Transtorno obsessivo-compulsivo:

Muitas vezes, as compulsões estão relacionadas com rituais de limpeza, verificação (da luz ou trinco da porta) e contagem. Por vezes o paciente toma dezenas de banhos no mesmo dia, de acordo com um esquema pré-estabelecido. Lava as mãos toda vez que encosta em certo tipo de objeto. Os pacientes acreditam que fazer estes rituais impedem o acontecimento de algo trágico, como a morte de um familiar, por exemplo.

4) Transtorno de ansiedade generalizada:

O sintoma principal é a expectativa ou apreensão exagerada ou mórbida. A pessoa passa a maior parte do tempo excessivamente preocupada com alguma coisa. Também experimenta sintomas de inquietude, cansaço, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular, insônia e sudorese.

Em caso de suspeita de transtorno de ansiedade, um médico (preferencialmente um psiquiatra) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo(a) e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Como saber se tenho depressão? Quais os Sintomas?

O diagnóstico de depressão nervosa, também conhecida como transtorno depressivo maior ou perturbação depressiva major, é feito a partir de alguns critérios.

É diferente do "humor triste" ou da reação de luto, que todo ser humano vivencia regularmente, e são situações normais e fundamentais para a vida.

Na depressão doença, os sintomas têm uma duração prolongada (no mínimo duas semanas), e são de intensidade tal que prejudicam a pessoa nas suas tarefas do dia-a-dia.

O diagnóstico é feito pela presença de pelo menos cinco dos seguinte sintomas: desânimo ou irritabilidade na maior parte do dia, falta de prazer nas atividades diárias, perda de apetite com diminuição do peso, insônia ou sono excessivo, agitação ou preguiça excessiva, fadiga constante, sentimento constante de culpa, dificuldade de concentração, ideias frequentes de suicídio, preocupação excessiva com os pequenos problemas do dia-a-dia, dificuldade no exercício das atividades básicas diárias tais como tomar banho, ver televisão ou ler, desejo de autoagressão ou automutilação.

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Nesse caso, pode ser necessário um tratamento psicoterápico e/ou medicamentoso. O diagnóstico exato e o acompanhamento devem ser realizados por um médico psiquiatra.

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Dr. Gabriel Soledade
Síndrome do pânico ou será algum problema cardíaco?

Se você já recebeu o diagnóstico de síndrome do pânico é bem provável que não tenha nada no coração, porque se o seu médico tivesse desconfiado de algo do coração já teria pedido os exames. Como todos (quase todos) os pacientes com síndrome do pânico acreditam que tem um problema no coração, você não poderia ser diferente. Os sintomas que você descreveu podem aparecer mesmo quando você não está com medo ou nervosa. Para saber se tem problemas no coração só fazendo exames para o coração.

Dr. Charles Schwambach
Risperidona qual dosagem ideal começar e em que horários?

Independente de eu escrever aqui a dosagem que você deve tomar o remédio chamado Risperidona ou o horário que você vai tomar o remédio (0,5 a 2mg dependendo da doença e geralmente tomado à noite), você precisa procurar um médico, Neurologista ou Psiquiatra que vai dar a receita deste ou quem sabe até outro remédio que possa te ajudar a resolver seu problema. Jamais se auto-medique. Nunca tome remédios sem Receita Médica. A auto-medicação é desnecessária e pode ser perigosa.

Dr. Charles Schwambach
Quais são os sintomas da esquizofrenia?

Os sintomas da esquizofrenia, embora variem de pessoa para pessoa, podem incluir delírios, alucinações, falta de vontade e de sentimentos, desorganização do pensamento, do discurso e do comportamento. Os sintomas da esquizofrenia geralmente aparecem no decorrer da adolescência para a idade adulta, até os 30 anos, aproximadamente, levando à uma mudança no comportamento e no relacionamento social da pessoa.

A esquizofrenia é um distúrbio psicótico causado possivelmente por uma predisposição genética estimulada por fatores psicológicos, ambientais ou biológicos. Os seus sintomas são:

  • alucinações, principalmente auditivas, ocorrem quando a pessoa tem sensações ou ouve uma ou mais vozes que não são reais,
  • delírios, ocorrem quando a pessoa acredita que alguma situação irreal está acontecendo, pode sentir-se perseguida e acuada,
  • desorganização do discurso e inadequação do comportamento, ocorre quando o quê a pessoa diz e faz não tem sentido ou lógica,
  • perda de interesse e vontade (avolia),
  • ambivalência (sentimentos opostos em determinadas situações),
  • dificuldade para memorizar, organizar e entender assuntos, ideias e detalhes,
  • dificuldade em se relacionar no trabalho, nos estudos ou em casa,
  • alterações incompreensíveis de humor, como alegria ou tristeza sem explicação.

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É importante que o psiquiatra faça o diagnóstico da esquizofrenia, uma vez que os seus sintomas podem ser confundidos com os presentes em outros distúrbios, tais como o uso ou abstinência de drogas, presença de doenças cerebrais, transtornos do desenvolvimento (autismo), sintomas de mania ou depressão e doenças endocrinológicas.

Dr. Ivan Ferreira
Risperidona: para que serve?

A risperidona é um antipsicótico indicado no tratamento da esquizofrenia, psicoses agudas e crônicas, transtorno bipolar, irritações decorrentes do autismo, estresse pós traumático e outros distúrbios psiquiátricos.

Essa medicação é um antipsicótico atípico ou de segunda geração que comparado aos de primeira geração tem menos efeitos adversos. Por outro lado, a nova classe de medicação tem outros efeitos também indesejados e um valor comercial mais elevado.

A risperidona é uma medicação que precisa ser acompanhada de perto, com possíveis ajustes de dose e suspensão temporária em alguns casos. Não tome medicação sem indicação médica. Converse com o/a médico/a psiquiatra para tirar suas dúvidas.

Dra. Nicole Geovana