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Estética, Beleza e Saúde

Piercing no septo: que cuidados devo ter?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os cuidados que se deve ter com um piercing no septo são basicamente os mesmos dos piercings colocados em outros locais do corpo, ou seja, higienização adequada com água e sabonete.

Porém, como o septo está localizado dentro do nariz, numa região úmida e propícia ao desenvolvimento de bactérias, é preciso atenção redobrada no início e bastante rigor com a higiene.

Cuidados a ter com um piercing no septo:

⇒ Lave o local de aplicação e o piercing todos os dias, com água e sabonete ou solução salina; no período de cicatrização, a limpeza deve ser feita duas vezes por dia;

⇒ Uso um cotonete embebido em solução salina para retirar crostas e pequenos acumulados de sangue ou pus na região em volta do piercing durante o período de cicatrização.

⇒ Lave as mãos com sabonete antisséptico antes de tocar no piercing, mas evite ao máximo tocar no piercing;

⇒ Não deixe que outras pessoas toquem no seu piercing sem lavar as mãos;

⇒ Evite sauna, banhos de piscina, mar, lagoa e rio, e excesso de sol durante a fase de cicatrização;

⇒ No período de cicatrização, evite o contato com fluidos de terceiros, como saliva, suor, secreções, sangue, sêmen.

O que fazer para a cicatrização do piercing no septo ser mais rápida?

Para acelerar o processo de cicatrização, é fundamental evitar infecções e condições que podem prejudicar o processo. Assim, para favorecer a cicatrização do piercing no septo, recomenda-se realizar a higienização adequada do piercing diariamente.

Evite retirar o piercing ou trocá-lo antes de terminar todo o processo de cicatrização. O processo de cicatrização do piercing no septo varia entre 8 e 10 semanas.

Outras medidas que ajudam a cicatrizar incluem evitar o consumo de bebidas alcoólicas, evitar fumar, ter uma alimentação balanceada e controlar o estresse. O tabagismo, o uso de álcool e o estresse desfavorecem uma boa cicatrização, por isso devem ser evitados. 

Se o local do piercing ficar vermelho, coçar e apresentar secreção purulenta, procure um médico de família ou um clínico geral para uma avaliação.

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O que fazer para ajudar na cicatrização do piercing no septo?

Pés inchados na gravidez é normal? Como diminuir o inchaço?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. Pés inchados na gravidez é normal.

Durante a gravidez é comum a retenção de líquidos ao longo do corpo. Além disso, pela questão postural da mulher, preferencialmente sentada ou em pé durante o dia, a região das pernas e pés é bastante afetada.

Em geral, o inchaço pode ser maior com o avançar das semanas de gestação.

Para aliviar o inchaço, é recomendado:

  • Uso de meias compressivas durante o dia;
  • Elevação das pernas nos intervalos do trabalho;
  • Uso de sapatos confortáveis;
  • Movimentação corporal e alternância de posições(sentada/em pé);
  • Atividade física regular e orientada;
  • Alimentação equilibrada;
  • Aumento da ingestão de água.

Esse inchaço gradual ao longo da gestação é normal. Caso o inchaço apareça de forma abrupta, é interessante ir à consulta médica para uma avaliação.

O acompanhamento do inchaço é realizado durante as consultas de pré-natal, que são fundamentais para monitoramento da saúde da gestante e do feto.

Saiba mais em: Inchaço nos pés: o que pode ser e o que fazer?

Como tirar manchas escuras do rosto causadas pelo sol?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Existem muitas maneiras, métodos e produtos com esse fim (peelings, cremes...), alguns funcionam e outros nem tanto.

Eu não posso passar através do site nenhum tratamento ou remédio específico para seu problema (isso é ilegal no Brasil), o objetivo do site é apenas esclarecer e tirar dúvidas.

O ideal é ir a um dermatologista que trabalhe com essa parte estética.

Leia também: Como posso tirar manchas de espinha da cara?

Qual é o tempo de recuperação de uma abdominoplastia?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O tempo de recuperação de uma abdominoplastia pode variar de acordo com as equipes, presença de doenças associadas e tipo de cirurgia. Em geral varia entre 20 a 45 dias, o que significa que durante esse período o paciente deverá ter alguns cuidados, principalmente para amenizar o inchaço e o desconforto.

O resultado da abdominoplastia começa a ser evidenciado após o segundo mês da cirurgia, com a melhora do edema e da sensibilidade, embora continue melhorando gradativamente, até o 6º mês, quando estará próximo ao resultado definitivo.

Nos primeiros 15 dias de pós-operatório recomenda-se caminhar com cuidado e não fazer esforços. Também deve ser usada a cinta elástica, retirando apenas para o banho, durante 45 dias.

Cerca de 20 dias após a abdominoplastia o paciente já pode regressar às suas atividades sociais, escolares e laborais, mas sem esforço físico, por pelo menos 30 dias.

A drenagem linfática no pós-operatório acelera a recuperação e potencializa o resultado da abdominoplastia, que pode durar por toda a vida, desde que não haja uma gravidez ou variações grandes de peso, além de auxiliar bastante na melhora da dor e desconforto local.

A abdominoplastia é um procedimento cirúrgico usado para remover o excesso de gordura e pele, além de poder restaurar os músculos enfraquecidos ou separados, dando ao abdômen um perfil mais suave e tonificado.

O/A médico/a cirurgião/ã plástico/a é responsável pela indicação e realização da abdominoplastia.

Fazer sauna todos os dias faz mal?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Fazer sauna todos os dias pode fazer mal. A frequência mais indicada para fazer sauna é de 2 a 3 vezes por semana, durante 15 a 20 minutos, sendo que a temperatura máxima não deve ultrapassar os 75ºC.

Uma pessoa adulta pode perder cerca de meio litro de líquidos em 20 minutos de sauna. Portanto, permanecer por muito tempo na sauna ou fazer sauna diariamente pode provocar desidratação, levando a sintomas como tontura, sede, cãibras, dor de cabeça, entre outros distúrbios.

O principal benefício da sauna está no calor, que pode elevar a temperatura corporal até os 39ºC e acelerar as funções vitais do organismo, como aumento do metabolismo e vitalização da circulação. 

O calor provoca também uma dilatação periférica dos vasos sanguíneos, principalmente dos capilares dos membros superior e inferiores, além de dilatar os poros e favorecer a eliminação de toxinas.

Outro benefício da sauna, neste caso a úmida, é a fluidificação das vias aéreas, sendo especialmente indicada para pessoas que sofrem de sinusites.

Para maiores informações sobre os benefícios e eventuais malefícios da sauna, fale com o seu médico.

Que exames devo fazer antes de entrar na academia?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem muitas controversas sobre esse assunto, alguns grupos defendem a realização de exames complementares, enquanto outros referem que os benefícios nem sempre justificam os custos elevados, porém ainda não existe um consenso.

Atualmente, no Brasil, seguimos as orientações das Sociedades brasileiras de medicina do esporte e de cardiologia, baseados nos seguintes critérios:

1. Qual nível de atividade e intensidade pretende praticar,

2. História clínica (idade, fatores de risco, uso regular de medicamentos)

3. História familiar da pessoa (casos de cardiopatia, morte súbita e doenças cardiovascular).

No caso de adultos, em atividades recreativas, ou de leve a moderada intensidade, sem história de doenças prévias ou uso de medicamentos, sem queixas ou história familiar de cardiopatia, devem ser solicitados os exames:

  • Exame médico clínico
  • Exames laboratoriais (hemograma, glicose, uréia, creatinina, lipidograma, ácido úrico, hepatograma, exame de urina e de fezes)
  • Eletrocardiograma (ECG) 
  • Teste ergométrico.

Nos casos de atividades mais intensas, história de tonteiras, síncope, dor no peito ou história familiar de cardiopatia e morte súbita, devem ser solicitados os exames:

  • Exame médico clínico
  • Exames laboratoriais (hemograma, glicose, uréia, creatinina, lipidograma, ácido úrico, hepatograma, exame de urina e de fezes)
  • Eletrocardiograma (ECG) 
  • Teste ergométrico e 
  • Ecocardiograma com doppler. 

Nos casos de atletas e atividades profissionais, devem ser solicitados os exames:

  • Exame médico clínico
  • Exames laboratoriais (hemograma, glicose, uréia, creatinina, lipidograma, ácido úrico, hepatograma, exame de urina e de fezes)
  • Eletrocardiograma (ECG) 
  • Teste ergométrico
  • Teste Cardiopulmonar de exercício máximo (TCPE).

O TCPE é o procedimento de escolha para avaliação mais precisa da condição clínica e limites que o atleta poderá alcançar. Auxilia inclusive na prescrição dos exercícios.

No caso de crianças e adolescentes, faixa etária entre 5 e 18 anos de idade, também existem controversas entre os custos e benefícios de realizar tantos exames, entretanto, na maioria dos casos, sem queixas ou história familiar de doença cardiovascular, basta apenas a realização de:

  • Exame médico clínico
  • ECG
  • Exames laboratoriais (Hemograma, eletroforese de hemácias, glicose, sódio, potássio, cloro, ferro, ferritina, perfil lipídico, sorologia para doenças de Chagas e exames de fezes).
  • Apenas no caso de alguma alteração, será recomendado dar seguimento a avaliação junto à equipe de cardiologia.

E nos casos de pacientes cardiopatas, é mandatória a avaliação criteriosa de cardiologista ou médico/a do esporte, para definir os exames que devem ser realizados e de quanto em quanto tempo.

Os exames têm o objetivo minimizar os riscos de complicações cardíacas durante uma atividade física. É fundamental a avaliação e realização dos exames antes de iniciar qualquer atividade.

O médico/a clínico/a geral, médico/a da família ou cardiologista podem realizar tanto a avaliação quanto a definição dos exames a serem solicitados em cada caso.

Piercing no smile (freio superior da boca) dói? Quais os riscos?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Colocar um piercing no smile (freio superior da boca) geralmente dói, mas a dor é suportável, e varia conforme a sensibilidade individual de cada pessoa. Em alguns casos, ocorre apenas um incômodo durante a inserção do piercing e em outros casos a dor pode ser intensa e inclusive persistir durante algumas semanas.

Existem alguns risco decorrentes da colocação de um piercing no freio da boca, mas são minimizados quando o piercing é colocado em um local seguro, com profissional habilitado e todas as regras de higiene e cuidado são seguidas. Além disso, o cuidado com o piercing nos primeiros dias também reduz o risco de complicações.

Alguns dos principais riscos são:

  • Possibilidade de inflamação e infecção: A boca é um local muito propício para o desenvolvimento de bactérias, que podem causar infecções depois de se colocar um piercing no smile. Ao se tocar o piercing, aumenta-se o risco de contaminação por bactérias, por isso é importante manter uma boa higiene bucal, com escovação diária e após as refeições, além de evitar colocar objetos na boca;
  • Dilaceração do freio labial: O freio pode rasgar, não só no momento da colocação do piercing como também depois. A colocação por profissional habilitado e evitar mexer demasiadamente no piercing após a sua inserção reduz esse risco de laceração do freio;
  • Endocardite bacteriana: Essa é uma complicação rara, mas possível de ocorrer, trata-se de uma inflamação das válvulas e dos tecidos do coração. A ferida causada pela perfuração funciona como uma porta de entrada para as bactérias da boca, que entram na corrente sanguínea e podem chegar ao coração. Qualquer piercing na boca pode causar endocardite;
  • Transmissão do vírus da hepatite: Algumas formas de hepatites como a B e a C podem ser transmitidas pelo sangue, o que torna a colocação de qualquer piercing um possível meio de transmissão, caso não se use material perfeitamente estéril na inserção.

Para maiores esclarecimentos e orientações sobre os riscos associados ao piercing no freio labial (smile), fale com o seu dentista.

Vitiligo é hereditário?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os estudos científicos disponíveis até hoje não evidenciaram a certeza da vinculação hereditária do vitiligo.

Há vários estudos publicados e outros que continuam sendo feitos indicando a possível relação entre os fatores genéticos e a história familiar na predisposição ao vitiligo.

Vitiligo é uma despigmentação da pele adquirida que ocorre em aproximadamente 1% da população. É o resultado de um processo auto imune contra as células melanócitos, responsáveis pela pigmentação da pele.

A causa precisa da doença é ainda desconhecida. A imunidade celular desempenha uma função importante no desenvolvimento da doença. Com isso, o organismo da pessoa inicia produção de anticorpos que combatem os melanócitos e ao destruí-los, a região afetada fica despigmentada, com uma coloração mais clara comparada com o restante da pele.

A ciência ainda precisa avançar com futuras descobertas, o conhecimento disponível evidencia possível relação com o fator hereditário, mas sem uma certeza absoluta.