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Para que serve o Ácido Hialurônico? Saiba como usar e contraindicações
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O ácido hialurônico é naturalmente produzido pelo organismo e sua produção tende a cair com o avanço da idade. Tem a função de lubrificar e amortecer os impactos nos segmentos móveis do corpo, a exemplo das articulações.

Na pele, o ácido hialurônico tem a função de preenchimento do espaço que existe entre as células conferindo elasticidade, hidratação e um aspecto liso. A redução do ácido hialurônico torna a pele mais ressecada e propicia o aparecimento de rugas.

O uso mais comum do ácido hialurônico é na forma de creme ou séruns e injetável.

Ácido hialurônico em creme ou séruns

O ácido hialurônico pode ser aplicado na pele por meio creme ou séruns. Os séruns são veículos de textura leve, rápida absorção e fáceis de espalhar na pele. Agrada a maior parte das pessoas por ser fluido e não gorduroso. O efeito de hidratação ocorre pela capacidade do ácido hialurônico em atrair as moléculas de água para o espaço entre as células, o que ajuda a melhorar o aspecto das rugas, dos vincos e a textura da pele.

Ácido hialurônico injetável

O gel de glicosaminoglicanas é utilizado para efetuar o preenchimento cutâneo. Esta técnica consiste em inserir o ácido hialurônico sob a pele a ser tratada por meio de uma injeção, o que leva a redução da profundidade da região de aplicação, elevando o espaço aplicado.

O preenchimento cutâneo com ácido hialurônico é utilizado para repor o volume do rosto e corpo, bem como melhorar suas formas e contornos. É, portanto, utilizada para corrigir rugas, cicatrizes, sulcos, na região dos lábios, olheiras, cicatrizes de acne, sulco nasogeniano (bigode chinês), depressões corporais e celulite.

Após o preenchimento com ácido hialurônico, a área da aplicação pode ficar avermelhada ou inchada.

Gravidez, amamentação, doenças crônicas e uso de medicação de rotina devem ser comunicados ao médico/a. O preenchimento com ácido hialurônico somente pode ser feito por médico/a habilitado para realizar a técnica.

Aplicação de ácido hialurônico nas articulações e olhos

O ácido hialurônico injetável também pode ser aplicado para tratar distúrbios articulares, especialmente as artroses. Seu uso na área da oftalmologia, ocorre em uma estrutura dos olhos chamada de humor vítreo. É esta estrutura que contribui para o formato esférico dos olhos.

Contraindicações do uso de ácido hialurônico
  • Pessoas alérgicas ao ácido hialurônico;
  • Portadores de distúrbios de coagulação sanguínea;
  • Áreas com doença de pele, inflamações ou feridas não deve receber aplicações de ácido hialurônico. Seu uso em regiões próximas às lesões também é contraindicado;
  • Não deve ser injetado em regiões que receberam implante permanente.
Riscos decorrentes da aplicação de ácido hialurônico

Os cremes e séruns com ácido hialurônico não oferecem riscos se for orientado pelo/a médico/a e se forem seguidas as recomendações do fabricante.

O ácido hialurônico injetável pode oferecer riscos se a aplicação for efetuada por médico/a não habilitado/a ou quando o produto é de má qualidade. A escolha do profissional e do local para realizar o procedimento são importantes a fim de evitar complicações e/ou resultados indesejados.

Após a aplicação podem ocorrer: edema, prurido (coceira), descoloração ou sensibilidade no local da injeção e eritema transitório. Estas reações devem desaparecer espontaneamente em um prazo de dois ou três dias após o procedimento.

O uso de ácido hialurônico deve ser indicado por um/a médico/a. O preenchimento cutâneo somente deve ser efetuado por profissional habilitado/a e em local seguro para a realização do procedimento.

Veja também: Pele ressecada: o que pode ser?

Dieta da proteína emagrece? Quais as vantagens e desvantagens?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A dieta da proteína emagrece, assim como toda e qualquer dieta pobre em calorias. A dieta da proteína é baseada no aumento do consumo de alimentos ricos em proteínas (carnes, aves, peixes, ovos, leite e derivados, leguminosas) e diminuindo a ingestão de carboidratos (pães, arroz, massa, batata).

Apesar de ter algumas vantagens, a dieta da proteína não é equilibrada. A privação de carboidratos (fonte de energia essencial para o funcionamento do organismo) e o excesso de proteínas na alimentação podem trazer riscos à saúde e causar efeitos colaterais.

Quais são as vantagens da dieta da proteína?

Uma das vantagens da dieta da proteína e razões por que a dieta funciona é o fato das proteínas demorarem mais tempo para serem digeridas e absorvidas pelo organismo, o que prolonga a sensação de saciedade e reduz a vontade de comer outros alimentos mais calóricos.

Uma vez que a digestão é mais longa, o organismo passa a utilizar a gordura corporal como fonte de energia, gerando emagrecimento.

As proteínas são a matéria-prima dos músculos. Sem proteínas na dieta, o organismo consome as proteínas dos músculos, daí a importância em manter uma ingestão adequada de proteínas na alimentação.

Por isso, essa dieta pode favorecer o aumento de massa muscular, dependendo da privação de carboidratos. Quanto menos carboidratos, mais o corpo irá usar as proteínas musculares como fonte de energia, resultando com o tempo em perda também de massa muscular.

Porém, se houver ganho de massa muscular devido ao aumento do consumo de proteínas, o corpo acaba por queimar mais calorias, o que favorece o emagrecimento.

Quais as desvantagens da dieta da proteína?

São muitas as desvantagens na dieta da proteína, principalmente quando não for devidamente acompanhado por um profissional especializado, entre elas:

  1. A baixa ingestão de carboidratos, que são fonte de energia e essenciais para o metabolismo celular, pode causar cansaço, tonturas, falta de energia, ansiedade, dificuldade de concentração, insônia, irritabilidade e dor de cabeça;
  2. Outro efeito colateral do baixo consumo de carboidratos é a perda de massa muscular, já que o corpo começa a queimar músculos para obter energia;
  3. A queima elevada de gordura corporal devido à falta de carboidratos produz corpos cetônicos, que podem ser prejudiciais às células do corpo se forem produzidos em grandes quantidades;
  4. O excesso do consumo de proteínas pode sobrecarregar os rins e o fígado, que precisam funcionar muito mais para eliminar as substâncias provenientes do metabolismo das proteínas;
  5. Proteínas em excesso também podem tornar a digestão mais lenta ou mesmo dificultar a digestão, o que pode levar a um desconforto no estômago;
  6. O aumento da concentração de proteína na dieta, sem atividade física e acompanhamento, está relacionada ao maior risco de doenças cardiovasculares e tromboses;
  7. Além disso, dietas restritivas e não balanceadas, como é o caso da dieta da proteína, pode privar o corpo de minerais, vitaminas e fibras.

Portanto, uma dieta adequada para emagrecer deve ter poucas calorias, mas deve ser balanceada, com as doses adequadas de cada nutriente. Fazer dietas que eliminam grupos de alimentos essenciais para o bom funcionamento do organismo não é uma forma saudável de emagrecer, além de favorecer o efeito "sanfona" quando esta dieta for abandonada.

Como as sociedades e diretrizes médicas defendem, a perda de peso muito rápida, tem a tendência de retornar rápido também ("efeito sanfona"). O mais difícil é manter o peso adequado, e isso só é conseguido à base de mudanças de hábito de vida, alimentação equilibrada e atividades físicas regulares.

Para ter um plano alimentar individualizado e adequado, consulte um nutricionista, nutrólogo ou endocrinologista.

Leia também: O que fazer para emagrecer?

Como identificar e tratar a bulimia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sinais e sintomas da bulimia geralmente incluem a ingestão compulsiva e rápida de grandes quantidades de alimentos seguida por sentimentos de culpa, vômitos autoinduzidos, uso de diuréticos e laxantes sem indicação médica e adoção de dietas muito rígidas.

Também é comum que a pessoa com bulimia tenha uma distorção da autoimagem, vendo-se gorda quando na realidade está magra.

Em geral, esses indivíduos também apresentam baixa autoestima, grandes variações de peso, ansiedade, depressão, perfeccionismo, insatisfação frequente e automutilação.

Tratamento da Bulimia

A forma mas eficaz de tratar a bulimia é através da psicoterapia associada com medicamentos antidepressivos e estabilizadores do humor.

O objetivo é tratar não somente a bulimia em si, mas as complicações e outros transtornos mentais que podem estar associados, como ansiedade e depressão. 

Sem tratamento, a bulimia nervosa pode trazer várias complicações, como arritmias, desidratação, ressecamento da pele, prisão de ventre severa, náuseas, inflamações na garganta, perda do esmalte dos dentes, inflamações na gengiva, ausência ou alterações na menstruação, entre outras.

O tratamento da bulimia envolve diversos profissionais de diferentes áreas, como médico psiquiatra, médicos de outras especialidades, psicólogo e nutricionista.

Leia também:

O que é bulimia nervosa?

Quais os tipos de transtornos alimentares e seus sintomas?

Como é o tratamento para transtornos alimentares?

Pele ressecada: quais as causas e o como tratar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O ressecamento da pele pode ser passageiro e estar relacionado a fatores externos, mas também pode ser sinal de algum problema de saúde ou doenças de pele, inclusive câncer.

Em caso de pele ressecada, deve-se tomar alguns cuidados, que também servem para evitar o ressecamento da pele:

  • Tomar banhos de água morna (evitar banhos quentes), com 10 minutos de duração no máximo;
  • Não utilizar buchas ou esponjas na hora do banho e usar pouco sabonete, que deve ser apropriado para pele ressecada, de preferência com ceramidas, glicerina, triglicerídeos ou manteiga de karité;
  • Evitar produtos que tenham ácido salicílico, ácido glicólico ou álcool em suas composições;
  • Usar protetor solar diariamente, de preferência os que contêm hidratantes;
  • Passar hidratante todos os dias, de preferência após o banho, enquanto a pele ainda está um pouco úmida;
  • Sempre utilizar hidratante depois de ir à piscina, praia e sauna, após exposições ao sol e a produtos químicos;
  • Enxugar a pele pressionando suavemente a toalha sobre a pele, sem esfregar;
  • Evitar exposições prolongadas ao sol;
  • Usar luvas ao manipular produtos químicos;
  • Hidratar as mãos com frequência;
  • Evitar fumar;
  • Beber água com frequência.

Se mesmo com esses cuidados a pele continuar ressecada, consulte o/a médico/a dermatologista, clínico/a geral ou médico/a de família para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Também pode lhe interessar: Lábios ressecados: Quais são as causas e como tratar?

Manchas causadas pelo sol na gestação são permanentes?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

As manchas são permanentes, se nada for feito elas não desaparecem mais, precisa começar a se cuidar com o uso de protetor solar todos os dias - passar uma vez pela manhã e repetir na hora do almoço (mesmo em dias nublados). Atualmente existem muitas soluções estéticas e dermatológicas. Procure uma clínica de estética ou um dermatologista.

Ginseng: para que serve e quais são os benefícios?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O ginseng é uma raiz com propriedades medicinais que serve para prevenir e diminuir o cansaço e o estresse físico e mental. O ginseng atua na circulação sanguínea e no sistema nervoso central como um tônico e adaptógeno, ajudando o organismo na recuperação de situações estressantes e melhorando o funcionamento do corpo e da mente.

O ginseng é indicado para casos de esgotamento físico e mental, irritabilidade, insônia, dificuldade de concentração, falta de memória, entre outras condições relacionadas à fadiga do corpo e da mente. A raiz também ajuda a melhorar o bem estar geral.

Das 3 espécies de ginseng, a mais estudada e comercializada é o Panax ginseng, também conhecido como ginseng coreano. A raiz é consumida e vendida sob a forma de cápsulas e chá.

Ginseng

O ginseng tem como princípios ativos as saponinas, também conhecidas como ginsenosídeos. O ginseng atua na produção de hormônios que agem sobre o sistema nervoso central.

As propriedades adaptogênicas do ginseng possuem ação estimulante e tônica, aumentando a capacidade do corpo em realizar esforços e melhorando a resistência do organismo de um modo geral.

Quais são os benefícios do ginseng? Combate o estresse

Por ser um adaptógeno, o ginseng ajuda organismo a se adaptar ao estresse, melhorando as capacidades de defesa contra agentes físicos e mentais. Dessa forma, o Panax ginseng aumenta a resistência ao estresse e reduz o cansaço do corpo e da mente.

Melhora a resistência física

Estudos indicam que o uso de ginseng pode melhorar o desempenho durante exercícios físicos, ajudando a aumentar a resistência e a capacidade do corpo diante de esforços. Pessoas que tomam ginseng antes de praticar atividade física sentem um menor esgotamento de energia do que aquelas que não tomam.

Esses benefícios do ginseng são devidos à sua capacidade de melhorar a oxigenação dos músculos e, consequentemente, aumentar a produção de energia através do uso de gordura corporal e carboidratos.

Como resultado, os músculos obtêm mais energia para realizar esforços, melhorando a performance durante o exercício e a recuperação após a atividade física.

Melhora circulação sanguínea

Alguns estudos sugerem que o Panax ginseng ajuda a melhorar a circulação sanguínea no cérebro, sendo especialmente benéfico para pessoas idosas e pacientes com arteriosclerose, uma doença que caracteriza-se pelo endurecimento das artérias.

Fortalece as defesas do organismo

Estudos realizados em ratos revelaram que o ginseng pode melhorar a resistência sobre bactérias e produtos químicos, aumentando a capacidade de resposta do organismo a produtos tóxicos e micro-organismos em geral. Alguns pequenos estudos clínicos também apontam resultados semelhantes.

Melhora a memória e a concentração

O ginseng ajuda a melhorar a memória, a concentração, os reflexos e a capacidade de reação. Na prática, esses benefícios do Panax ginseng podem ser observados na realização de atividades que requerem atenção, como nos estudos e no trabalho.

Quais são as contraindicações do ginseng?

O ginseng é contraindicado em casos de diabetes, gravidez e doenças cardíacas. Nessas situações, o ginseng deve ser usado apenas com orientação médica.

É importante ressaltar que o Ginseng pode interagir com outros fármacos como com anticoagulantes orais como a varfarina, antiagregantes plaquetários como o AAS e o clopidogrel, anticoncepcionais que contém estrógenos, insulina e alguns anti-hipertensivos como nifedipina e IECAS.

Nessas situações o uso do ginseng pode acarretar riscos, por isso converse com o seu médico caso faça uso dessas medicações.

Também é recomendável que o uso de ginseng não seja superior a 3 meses, o seu uso excessivo se relaciona a vários sintomas como crises de nervosismo, aumento da pressão arterial, insônia, diarreia, alterações na coagulação sanguínea.

Quais são os efeitos colaterais do ginseng?

O ginseng pode baixar as taxas de glicose (açúcar) no sangue, por isso pessoa com diabetes devem estar atentos ao risco de hipoglicemia.

Os demais efeitos colaterais do ginseng são decorrentes do seu uso em excesso, tais como aumento da pressão arterial, nervosismo, surgimento de erupções na pele, insônia e diarreia.

Para maiores esclarecimentos sobre o uso de ginseng, consulte um médico de família ou um clínico geral.

L-Carnitina emagrece? Para que serve e como tomar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A L-carnitina pode ajudar a emagrecer, pois transporta as gorduras para as mitocôndrias das células, onde são metabolizadas e usadas como fonte de energia pelo corpo. Alguns estudos com indivíduos obesos e mais velhos, apontaram uma perda de peso de 1,3 kg a mais em pessoas que usaram L-carnitina em relação àquelas que não tomaram o suplemento.

Além de poder auxiliar o emagrecimento, a L-carnitina pode ainda melhorar o desempenho nos exercícios físicos, a recuperação depois do treino, a resistência e a fadiga física e mental.

Contudo, os estudos são controversos e são necessárias mais evidências para confirmar a eficácia do uso da L-carnitina para emagrecer em pessoas mais jovens, magras e ativas. Isso porque pessoas obesas já possuem grandes quantidades de L-carnitina no fígado e nos músculos.

Além disso, uma vez que os idosos possuem menos massa muscular, aonde a substância fica armazenada, pode haver queda dos níveis de L-carnitina. As mulheres também perdem uma quantidade considerável de massa muscular com a idade. Por isso, nesses casos, o uso de L-carnitina pode auxiliar discretamente o emagrecimento.

Vale lembrar que a L-carnitina pode apenas contribuir para a perda de peso. Por isso, o uso do suplemento deve ser associado a uma dieta balanceada, com poucas calorias, além de exercícios físicos. O uso isolado de L-carnitina não emagrece.

O que é L-carnitina?

A L-carnitina é uma substância produzida pelo organismo a partir dos aminoácidos lisina e metionina, além de ferro e vitaminas B3, B6 e C.

A L-carnitina também está presente em alimentos de origem animal, como carne de vaca, carne de porco, peixe, frango e leite, sendo também consumida sob a forma de suplemento alimentar.

No entanto, cerca de 70% da L-carnitina armazenada no corpo é proveniente da alimentação. O organismo produz e utiliza a L-carnitina quando necessita usar a gordura como fonte de energia.

Como tomar L-carnitina?

A dose recomendada de L-carnitina é de 0,5 g a 2 g por dia. Doses de até 3 g por dia, durante 21 dias, também são toleradas e não causam efeitos colaterais.

É importante ressaltar que a ideia de que quanto mais L-carnitina a pessoa consumir, maior será o emagrecimento, está errada. O uso do suplemento não altera ou influencia o ritmo normal da queima de gordura corporal e o excesso de L-carnitina acaba sendo eliminado pela urina.

Também foi observado que, ainda que a L-carnitina aumente o transporte de gorduras, não significa que toda a gordura transportada seja metabolizada. Sabe-se que mais da metade dessas gorduras acabam retornando às reservas de gordura corporal ao invés de serem “queimadas” e transformadas em energia.

Portanto, para avaliar um real benefício e mais esclarecimentos do uso da L-carnitina no seu caso, recomendamos agendar uma consulta com médico/a nutrólogo ou consultar um nutricionista.

Leia também: 7 Erros que você não pode cometer se quer emagrecer

Babosa (Aloe vera) é benéfico para a saúde da pele? É cicatrizante?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. A Aloe vera, popularmente conhecida como babosa, é uma planta medicinal que traz benefícios à saúde da pele. A ação hidratante da planta já foi comprovada em diversos estudos. Entretanto, ainda não há evidências científicas suficientes para afirmar o seu efeito cicatrizante.

Aloe vera e cicatrização Folhas de Aloe Vera

O uso da Aloe vera para a cicatrização de feridas ainda é questionado. Alguns estudos realizados em seres humanos demonstraram redução da dor pós-operatória e melhora da cicatrização, com redução do consumo de medicamentos analgésicos.

Contudo, houve pesquisas que mostraram o contrário, um aumento no tempo de cicatrização. O uso do gel de Aloe vera associado com ultrassom, micro corrente ou na forma de lipossomas parece estar mais relacionado aos casos de melhora na cicatrização de feridas e redução da inflamação.

Para confirmar o efeito cicatrizante da Aloe vera são necessários mais trabalhos, e se possível envolvendo populações maiores.

Aloe vera e seu efeito hidratante

Um benefício importante da Aloe vera para a saúde da pele é a sua ação hidratante. O efeito hidratante do gel de Aloe vera, se deve possivelmente, por um mecanismo umectante que ajuda a reter a água na sua superfície.

O uso do gel é bastante difundido na indústria cosmética e higiene pessoal em forma de cremes, xampus, sabonetes, entre outros.

Aloe vera e ação bactericida Polpa das folhas de Aloe vera: porção da planta de onde são extraídos os princípios ativos

O pirocatecol, ácido cinâmico, ácido ascórbico e ácido p-cumárico são algumas das substâncias envolvidas no efeito bactericida (destroem bactérias) e bacteriostático (impede a proliferação de bactérias) da Aloe vera. A planta tem ação antimicrobiana e combate alguns tipos de fungos, vírus e bactérias.

Aloe vera e ação anti-inflamatória

A atividade anti-inflamatória da Aloe vera foi confirmada em estudos com ratos ou pesquisas de laboratório, o que não permite afirmar que o mesmo efeito possa ser observado em seres humanos. Por este motivo, a ação anti-inflamatória da planta não é aceita.

Aloe vera e queimaduras

O uso de creme contendo Aloe vera pode auxiliar na cicatrização e na reepitalização (reparo do tecido da pele) em um curto período, se for adequadamente indicado, em caso de queimaduras.

No entanto, o uso de qualquer produto em queimaduras aumenta o risco de infecção secundária, visto que a barreira de proteção (epiderme) foi danificada. Sendo assim, nunca deve fazer uso de cremes ou hidratantes sem a orientação da equipe médica assistente.

Aloe vera e câncer

Alguns estudos mostram que a Aloe vera pode contribuir com atividade antineoplásica, ou seja, pode apresentar capacidade de destruir células malignas ou inibir seu crescimento e proliferação. Esta ação depende da dose utilizada e do tipo de câncer e parece estar ligada a presença da aloína, aloe-emodina e a acemanana na planta.

Alterações no desenvolvimento das células tumorais, estímulo ao bom funcionamento do sistema imunológico e a atividade antioxidante da Aloe vera são outros mecanismos envolvidos no combate a proliferação do câncer.

No entanto, são poucos os estudos que evidenciam estes efeitos, por isso, apesar dos bons resultados, serão necessários mais estudos clínicos com um número maior de pacientes para confirmar estes efeitos.

Aloe vera e psoríase

Existem estudos que comprovam a eficácia da Aloe vera no tratamento de pessoas com psoríase (doença inflamatória e autoimune que afeta a pele). O uso do creme de Aloe vera provocou a melhora dos sintomas clínicos da psoríase e da qualidade de vida dos pacientes.

Aloe vera e redução de colesterol e diabetes

Estudos indicam ainda indícios de que há benefícios no uso da Aloe vera para redução da glicose e do colesterol. Porém, da mesma forma que referido para o uso na psoríase e no câncer, são poucos os estudos, portanto, não foram suficientes para a compreensão desse benefício. Acredita-se que mais estudos poderão esclarecer e confirmar essa ação, de forma consistente.

Uso de Aloe vera oral na Gravidez

A administração oral de Aloe vera não é recomendada durante a gravidez. As antraquinonas presentes na planta estimulam o intestino grosso e podem se refletir na musculatura uterina induzindo ao aborto.

Efeitos colaterais da Aloe vera Administração oral
  • Diarreia
  • Cólicas
  • Náuseas
  • Hepatite aguda
Uso tópico
  • Dermatite de contato
  • Sensação de queimação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) proibiu a comercialização de sucos e outros alimentos que contenham Aloe vera. A proibição se deve ao fato de que ainda há poucas evidências científicas que comprovem a segurança do seu consumo em forma de alimentos além de relatos de reações adversas.

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