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Amamentação

Posso tomar antidepressivo durante a amamentação?

Depende do antidepressivo.

A maioria dos antidepressivos atualmente usados é de risco baixo ou muito baixo para a amamentação, ou seja, é seguro e pode tomar:

Sertralina, Fluoxetina, Amitriptilina, Clomipramina, Imipramina, Nortriptilina, Citalopram, Escitalopram, Paroxetina, etc.

Porém, há outros antidepressivos que apresentam um risco alto ou muito alto e não devem ser usados durante a amamentação: Nefazodona, Tranilcipromina, etc.

O/a médico/a que receitou o antidepressivo poderá aconselhar se o medicamento é permitido ou não durante a amamentação.

Posso tomar óleo de cártamo amamentando?

Não. É um produto extraído de uma planta e não há estudos que dão segurança para seu uso durante a gravidez ou amamentação, portanto deve ser evitado, não sabemos os possíveis efeitos colaterais.

Faz mal tomar Cimelide se estiver amamentando?

Tomar Cimelide ® durante o período da amamentação não é indicado, pois pode fazer mal ao bebê. O Cimelide ® (nimesulida) é um anti-inflamatório que pode passar através do leite durante amamentação e causar problemas à saúde do bebê. Só deverá ser usado se for prescrito e orientado pelo médico.

Na gravidez, não há dados adequados sobre o uso de Cimelide ®. Portanto, o risco do seu uso durante a gestação não é conhecido. Por isso, se a mulher estiver grávida e precisar tomar a medicação, o médico deverá avaliar os riscos e os benefícios em tomar Cimelide ®.

Para que serve o Cimelide ®?

O Cimelide ® tem como princípio ativo a nimesulida, um anti-inflamatório usado em diversas condições que necessitam de alguma ação contra inflamações, dor e febre.

Os efeitos do Cimelide ®, como o alívio da dor, demoram cerca de 15 minutos para serem notados após a ingestão do medicamento. Nos casos de febre, os efeitos começam a ser sentidos depois de uma a duas horas do uso da medicação. Os efeitos do Cimelide ® duram cerca de 6 horas.

Como tomar Cimelide ®?

Os comprimidos de Cimelide ® devem ser ingeridos preferencialmente após as refeições, juntamente com meio copo de água.

Para adultos e crianças com mais de 12 anos, a dose mais indicada é de 50 mg a 100 mg, o que corresponde a meio a 1 comprimido, duas vezes ao dia.

Em casos específicos, com indicação médica, a dose pode passar para 200 mg (2 comprimidos), duas vezes ao dia.

Deve-se consultar o obstetra ou o pediatra sempre que for necessário utilizar medicamentos durante o período de amamentação.

Fazer tatuagem durante a gravidez faz mal? E durante a amamentação?

Fazer tatuagem durante a gravidez ou amamentação pode fazer mal à mãe e ao bebê, por isso recomenda-se que a mãe faça a tatuagem só quando parar de amamentar.

Durante a gravidez, a pele da mulher fica mais esticada, o que pode mudar o aspecto da tatuagem quando a pele voltar ao normal ou ainda provocar estrias no desenho, exigindo retoques posteriores.

A imunidade da mulher fica mais baixa durante a gestação, o que aumenta o risco de infecções e complicações no local da tatuagem.

O uso de material não esterilizado ou não descartável aumenta o risco de contaminação pelos vírus HIV e hepatites B e C, que podem infectar o feto durante a gravidez ou o bebê durante a amamentação.

Alguns pigmentos da tatuagem podem ter efeitos carcinogênicos e provocar câncer de pele.

Para maiores informações, a mulher pode conversar com o dermatologista, o médico de família ou o ginecologista.

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Sim. Mulher que amamenta pode facilmente ser acometida de mastite que são inflamações na mama. A redução no número de mamadas pode interferir.

O que pode causar cólicas no bebê?

As cólicas no bebê podem ser causadas por qualquer alimento que estimule a produção de gases intestinais. Alguns alimentos, se consumidos em excesso, podem causar cólicas no bebê e por isso a mulher deve evitar consumi-los em grandes quantidades durante a amamentação. Alguns deles:

  • Café;
  • Leite;
  • Chocolate;
  • Pimenta ou comidas apimentadas;
  • Brócolis;
  • Feijão;
  • Repolho.

Vale lembrar que não é o alimento em si que vai provocar cólicas no bebê, mas sim o exagero deles na alimentação da mãe. 

Para evitar as cólicas, recomenda-se também que a mulher durma bem e beba bastante líquido, porque aumenta a produção de leite materno. As cólicas também podem ser causadas por algum tipo de alergia ou intolerância ao leite artificial. 

O pediatra é o médico indicado para diagnosticar as causas das cólicas e prescrever alterações na alimentação do bebê.

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Que doenças impedem a amamentação?

As doenças que impedem a amamentação são: 

  • Mãe portadora do vírus HIV;
  • Mãe infectada pelo HTLV1 e HTLV2 (vírus da família do HIV);
  • Bebê portador de galactosemia (doença que impede a criança digerir a lactose).

Já a interrupção temporária da amamentação é indicada quando a mãe apresenta as seguintes doenças:

  • Herpes ativa na mama: quando há vesículas na pele da mama, a amamentação deve ser mantida na mama sadia;
  • Varicela: se a mãe apresentar vesículas na pele 5 dias antes do parto ou até 2 dias depois do parto, recomenda-se o isolamento da mãe-bebê até que as lesões adquiram a forma de crosta. Nesse período a mãe pode ordenhar o seu leite e alguém oferecer ao recém nascido;
  • Doença de Chagas: na fase aguda da doença ou quando há sangramento no mamilo;
  • Abscesso mamário: interromper na mama com abscesso até que o abscesso tenha sido drenado e iniciado o tratamento com antibióticos. Continuar a amamentação na mama sadia.

A amamentação exclusiva até os 6 meses é fundamental para o desenvolvimento do bebê.

O médico de família, pediatra ou infectologista é quem deverá indicar a interrupção ou não da amamentação.

Saiba mais em: Mastite na amamentação é perigoso?

Amamentar aumenta o apetite?

Sim, amamentar aumenta o apetite porque a produção de leite queima muitas calorias. É por isso que a amamentação auxilia no processo de redução do peso pós parto, contribuindo para que a mulher recupere o peso que tinha antes da gravidez.

Contudo, esse aumento de apetite proporcionado pela amamentação pode fazer aumentar de peso se não houver atenção com a quantidade e qualidade dos alimentos.

Por outro lado, as calorias da alimentação da mulher que amamenta devem ser reajustadas, pois o seu corpo precisa de mais energia para produzir leite.

Para aproveitar o benefício da amamentação é preciso ter uma alimentação balanceada, com cerca de 2.500 calorias por dia.

Como deve ser a alimentação durante a amamentação?

Não há uma dieta específica que deve ser seguida durante a amamentação, mas é importante que ela seja saudável e rica em nutrientes, com lanches nos intervalos entre as principais refeições e abundante em líquidos.

A alimentação deve ter:

  • Verduras;
  • Legumes;
  • Cereais;
  • Vegetais verde-escuros;
  • Carnes brancas com moderação;
  • Leite e derivados;
  • Frutas.

Saiba mais em: Qual a alimentação ideal para quem está amamentando?

Alimentos ricos em ômega 3, como peixes (sardinha, atum, salmão, arenque), sementes de linhaça, castanhas e nozes, devem ser consumidos pelo menos 2 vezes por semana.

Amamentar também aumenta a sede, pois a produção de leite requer uma grande quantidade de água. Por essa razão, recomenda-se beber pelo menos 2 litros de água por dia durante a amamentação.

Para seguir uma dieta saudável e equilibrada, que garanta os nutrientes e as calorias necessárias para a mulher que amamenta e seu bebê, o mais indicado é consultar o/a nutricionista.

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