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Que doenças impedem a amamentação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

As doenças que impedem a amamentação são: 

  • Mãe portadora do vírus HIV;
  • Mãe infectada pelo HTLV1 e HTLV2 (vírus da família do HIV);
  • Bebê portador de galactosemia (doença que impede a criança digerir a lactose).

Já a interrupção temporária da amamentação é indicada quando a mãe apresenta as seguintes doenças:

  • Herpes ativa na mama: quando há vesículas na pele da mama, a amamentação deve ser mantida na mama sadia;
  • Varicela: se a mãe apresentar vesículas na pele 5 dias antes do parto ou até 2 dias depois do parto, recomenda-se o isolamento da mãe-bebê até que as lesões adquiram a forma de crosta. Nesse período a mãe pode ordenhar o seu leite e alguém oferecer ao recém nascido;
  • Doença de Chagas: na fase aguda da doença ou quando há sangramento no mamilo;
  • Abscesso mamário: interromper na mama com abscesso até que o abscesso tenha sido drenado e iniciado o tratamento com antibióticos. Continuar a amamentação na mama sadia.

A amamentação exclusiva até os 6 meses é fundamental para o desenvolvimento do bebê.

O médico de família, pediatra ou infectologista é quem deverá indicar a interrupção ou não da amamentação.

Saiba mais em: Mastite na amamentação é perigoso?

Mastite na amamentação é perigoso?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não, desde que devidamente tratada, a mastite na amamentação não é perigoso e não impede o aleitamento materno, excepto por indicação médica.

Em caso de mastite, a mulher deve continuar a amamentar. Depois de dar de mamar no lado afetado, ela deve esvaziar manualmente a mama com uma bomba ou com as próprias mãos, até se sentir confortável e obter o esvaziamento completo da mama.

Esvaziar a mama evita o ingurgitamento mamário e permite a melhora mais rápida inflamação, por isso é essencial continuar a amamentação mesmo apresentando sintomas de mastite.

O que é mastite?

A mastite é uma inflamação nos ductos da mama que acomete sobretudo mulheres que estão amamentando. Costuma surgir entre a segunda e a quinta semana de amamentação, geralmente em apenas uma das mamas. Na maioria dos casos, as mastites não trazem complicações e apresentam boa evolução.

Quais as causas de mastite?

A inflamação ocorre quando o leite permanece nos ductos por tempo prolongado ou quando as fissuras no mamilo atuam como porta de entrada para bactérias.

De fato, a principal causa das mastites é a infecção por bactérias, sendo o Staphylococcus aureus responsável por mais de 90% dos casos.

Embora seja mais frequente durante a lactação, a mastite também pode surgir em outros períodos. Nesses casos, pode haver fatores que favoreçam o aparecimento da inflamação, tais como fumo, diabetes, lesão na mama e cirurgias com quadros de infecção no pós-operatório.

Quais são os sintomas de mastite?

Os sinais e sintomas da mastite incluem vermelhidão, inchaço, aumento da temperatura e dor na mama afetada, bem como a presença de um nódulo no local. A mama também fica mais tensa e pode haver febre.

Qual é o tratamento para mastite?

O tratamento da mastite começa com o esvaziamento da mama por meio de bomba ou da ordenha manual. Para aliviar os sintomas, recomenda-se aplicar compressas frias na mama afetada, por no máximo 10 minutos.

Para facilitar a saída do leite no momento da amamentação, é indicada a aplicação de uma compressa morna antes do bebê mamar. A mama também pode ser a massageada e realizar a ordenha de um pouco de leite caso haja muito leite ingurgitado.

O tratamento da mastite também pode incluir medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos. A cirurgia pode ser necessária em alguns casos quando tem formação de abcesso, para drena-lo..

Durante o tratamento, não é necessário suspender a amamentação, exceto por indicação do médico.

A prevenção da mastite é feita através de uma pega adequada do bebê na hora de amamentar e redução das fissuras.

Casos mais leves de mastite podem ser tratados pelo médico de família ou ginecologista/obstetra, em algumas situações pode ser necessário a avaliação por um mastologista.

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Mastite: o que é, sintomas, como tratar e prevenir

Peito com caroço durante a amamentação, o que pode ser?

Como tomar o anticoncepcional Norestin
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A pílula anticoncepcional Norestin deve ser tomada 1 comprimido por dia sempre no mesmo horário.

Por ser composta apenas por progestágeno, as mulheres que estão amamentando podem usá-las. Essa medicação não apresenta riscos no desenvolvimento da criança, sendo segura no período da amamentação.

As mulheres que estão em aleitamento exclusivo podem iniciar a medicação 6 semanas (40 dias) após o parto. Mulheres que estão em aleitamento parcial podem iniciar a medicação 3 semanas após o parto.

A pílula anticoncepcional deve ser tomada todos os dias e sempre no mesmo horário. Dessa forma, evita-se possíveis falhas da medicação e garante uma melhor eficácia.

Na presença de algum efeito colateral, a mulher deve procurar o/a médico/a para uma avaliação detalhada.

Estou no resguardo e tomo Norestin, tive sangramento...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Amamentando e tomando Norestin (ou outro anticoncepcional para amamentação) o mais provável é que não haja sangramento porém eventualmente pode ocorrer. Se não tomar o anticoncepcional estará correndo risco de engravidar.

É normal ter um seio maior do que o outro durante a amamentação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. Durante a amamentação é normal ter um seio maior que o outro.

Normalmente, as mulheres já apresentam um seio maior e isso fica mais evidente durante o processo da amamentação.

Certas mulheres têm mais facilidade de segurar o bebê de um lado e em consequência pode haver maior estímulo de sucção em uma das mamas o que resulta em um seio maior.

É importante oferecer os dois seios na mesma mamada, mesmo que eles estejam com tamanho diferentes. Essa diferença não prejudica a saúde do bebê nem a da mãe.

Converse com a enfermeira, pediatra ou médico/a de família sobre suas dúvidas de amamentação durante as consultas da puericultura.

Fazer academia pode secar o leite?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Fazer academia não seca o leite, mas é importante que os exercícios sejam feitos de maneira gradativa, sob orientação e respeitando os limites de adaptação do corpo de cada mulher.

Além disso, é essencial que a mulher mantenha uma alimentação e hidratação adequadas. Isso porque a atividade física aumenta o gasto calórico do corpo, que já está queimando calorias a mais devido à amamentação.

Portanto, a mulher deve alimentar-se adequadamente, de forma balanceada e diversificada e preferir uma dieta fracionada, ou seja, alimentar-se a cada 3 horas em menor quantidade. Desta forma não haverá nenhum prejuízo a produção de leite e amamentação.

Além dos cuidados com a alimentação, é fundamental aumentar a ingestão de água para repor os líquidos perdidos na academia, a mulher deve ingerir de 1 a 2 litros a mais do que costuma, por conta da maior demanda hídrica na amamentação.

É válido lembrar que a atividade física intensa aumenta a concentração de ácido lático no corpo e pode alterar o sabor do leite materno, além disso, pode diminuir a quantidade de imunoglobulinas no leite que são benéficas para o bebê. Por isso, recomenda-se esperar de 30 a 60 minutos após o exercício para amamentar, de formar a manter a composição ideal do leite.

Se você está amamentando e pretende voltar ou começar a fazer academia, fale com o seu médico ou um educador físico.

Leia também: Quando a mulher que está amamentando engravida, o leite seca?

Estou amamentando. Posso tomar nimesulida?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Ainda não há comprovação científica no Brasil, quanto a excreção de nimesulida® no leite materno, por isso, a medicação é contraindicada para mulheres que estão amamentando.

Pela FDA (Food and Drug Administration), agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, o medicamento é considerado altamente contraindicado durante a amamentação, pelo risco de toxicidade hepática para o bebê.

A Nimesulida® tem ação analgésica, anti-inflamatória e antipirética (reduzir a febre), ações que podem ser efetuadas por outros medicamentos, considerados seguros nessa fase da mulher, como por exemplo o ibuprofeno®.

Portanto, recomendamos procurar seu médico ginecologista, ou pediatra, que poderá dependendo do seu problema, prescrever outro anti-inflamatório ou analgésico seguro para mãe e bebê.

Contraindicações de nimesulida

Nimesulida é contraindicado em casos de:

  • Alergia à nimesulida ou qualquer outro componente da fórmula;
  • Pessoas com idade inferior a 12 anos;
  • Histórico de reações alérgicas ao ácido acetilsalicílico (AAS) ou a outros anti-inflamatórios;
  • Pessoas com úlcera péptica ativa, úlceras recorrentes ou hemorragias digestivas;
  • Portadores de distúrbios de coagulação;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Pessoas com insuficiência cardíaca grave;
  • Portadores de insuficiência renal e/ou hepática.

Pode lhe interessar também: Amamentação e Remédios.

Tomo Contracep há 02 anos, e nunca veio minha menstruação...
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Pequenas sangramentos que as vezes duram vários dias são uma ocorrência comum em quem usa Contracep. É possível tanto apresentar um pequeno sangramento de escape, como parece ser o seu caso, quanto ter a menstruação cessada por alguns períodos e não menstruar, ambas as situações são normais.

Quais mudanças no sangramento podem acontecer com o Contracep?

Como o Contracep, é um anticoncepcional injetável composto de progesterona, mudanças no padrão menstrual são comuns. Nos primeiros três meses de uso é possível haver irregularidade menstrual ou mesmo um aumento do sangramento.

Com o decorrer do tempo a tendência é o sangramento tornar-se mais escasso. É possível que ocorra em um ano de uso ausência de sangramento, apenas um sangramento raro ou que a irregularidade menstrual persista. A irregularidade menstrual pode incomodar algumas mulheres, no entanto, a tendência é essa irregularidade diminuir com o decorrer do tempo.

É prejudicial ficar sem menstruar?

Não menstruar com o uso do Contracep não é prejudicial, não corresponde a nenhuma doença. Quando a mulher deixar de fazer uso do contraceptivo em alguns meses ela voltará a apresentar os ciclos menstruais como anteriormente.

Para algumas mulheres o efeito de não menstruar é desejável por contribuir com a redução de cólicas, sangramento e sintomas menstruais. No entanto, outras podem ficar incomodadas em não menstruar, nesse caso podem avaliar a troca por outro método em que a menstruação não seja suprimida tão frequentemente, como com o uso do injetável mensal.

Para mais esclarecimentos sobre o efeito do anticoncepcional injetável trimestral na menstruação converse com o seu médico ginecologista ou médico de família.