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Hematologia

Leucócitos baixos, o que pode ser?

Leucócitos baixos (leucopenia) podem significar uma série de condições, fisiológicas ou não. Trata-se da redução no número de células de defesa do corpo, chamadas leucócitos ou células brancas. Não é uma doença (embora possa ser a manifestação de uma), e sim um resultado de exame laboratorial (exame de sangue). Seu valor de referência (normal) é de 4000 a 10000 leucócitos por milímetro cúbico (mm3) de sangue.

Principais causas:
  • Fisiológicas (algumas pessoas podem ter um número normal abaixo ou acima do valor de referência, sem nenhuma implicação clínica, como na leucopenia crônica idiopática benigna. O valor de referência abrange a maioria da população, mas não toda. Algumas etnias como negros e judeus do Yemen e Sudão têm comumente leucopenia. Gestantes também podem apresentar este achado, ou pessoas em jejum);
  • Infecções (como por exemplo a dengue, infecção viral em que geralmente ocorre leucopenia), com neutropenia (diminuição de neutrófilos), presença de linfócitos  atípicos e trombocitopenia (diminuição de plaquetas), com valores abaixo de 100.000 plaquetas/µL. Também pode ocorrer leucocitose (aumento dos leucócitos), mas precoce, e neutrofilia (aumento dos neutrófilos) com discreto desvio à esquerda. Também pode ocorrer queda de leucócitos na AIDS, febre amarelarubéolasarampo, febre tifoide, tuberculose, brucelose e na malária, entre outras doenças.
  • Doenças da medula óssea (anemia aplástica, leucemias, linfomas, mielofibrose, carcinomatose metastática, síndrome mielodisplásica);
  • Doenças da tireoide ou baço (hiperesplenismo, doença de Gaucher);
  • Doenças hepáticas (Cirrose hepática, hepatites);
  • Doenças autoimunes (Lupus Eritematoso Sistêmico; artrite reumatoide, linfoproliferativas);
  • Doenças genéticas (Agranulocitose congênita de Kostmann, anemia de Fanconi, disgenesia reticular);
  • Deficiência de folato e/ou vitamina B12;
  • Complicações do uso de alguns medicamentos (antitireoidianos, antibióticos, anticonvulsivantes, antiretrovirais);
  • Quimio e radioterapia;
  • Alcoolismo;
  • Desnutrição;
  • Hemodiálise.

Em caso de leucopenia, um médico clínico ou preferencialmente um hematologista deve ser consultado para avaliação. O tratamento (se necessário) vai depender da causa, que deve ser investigada inicialmente pelo médico que solicitou o hemograma, que poderá encaminhá-lo a algum especialista se julgar necessário.

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O que é o exame PCR e para que serve?

O exame que mede a dosagem de proteína C reativa (PCR) é feito através da coleta do sangue do doador. A proteína C reativa, produzida no fígado, é o principal marcador de fase aguda de processos inflamatórios e necróticos (morte do tecido) que ocorrem no organismo, principalmente processos inflamatórios associados a infecções bacterianas.

Portanto, o exame PCR serve para investigar o estado inflamatório do indivíduoavaliar o risco de doença cardiovascular.

Trata-se de um método preciso, rápido, seguro e econômico, mas é também um método inespecífico, ou seja, não é suficiente para diagnosticar qualquer doença.

Isso porque a PCR pode estar elevada no sangue devido a qualquer situação de inflamação no corpo. A condição que levou a esta inflamação (doenças reumatológicas, autoimunes, entre outras) deve ser investigada mais a fundo pelo médico, com outros exames.

Já para avaliar o risco de doença cardiovascular é feito o exame de PCR ultrassensível, que faz uma dosagem mais precisa de proteína C reativa. Muitas doenças cardiovasculares resultam de dois fatores:

  •  Inflamação constante nas paredes dos vasos sanguíneos;
  •  Acúmulo de colesterol nesses vasos.

Pessoas com níveis de PCR persistentemente acima de 0,3 mg/dL (3 mg/L) apresentam maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, tais como infarto e AVC. Com esses valores, a PCR indica que há um processo inflamatório discreto, porém contínuo.

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PCR alto: o que pode ser?

PCR baixo: o que pode ser?

A interpretação dos resultados do exame deve ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores informações, procure um médico clínico geral.

Hemoglobina baixa, o que pode ser?

A hemoglobina é uma substância de cor vermelha presente no interior das hemácias (glóbulos vermelhos) e os valores baixos de hemoglobina é que caracterizam a anemia, que pode ser causada por vários distúrbios que provoquem uma redução da sua produção na medula, um aumento da velocidade da sua destruição ou uma perda de sangue.

hemoglobina um pouco abaixo do normal pode ser um resultado normal para muitas pessoas e, geralmente, não deve ser causa de preocupação. É comum as mulheres grávidas apresentarem valores de hemoglobina um pouco abaixo do normal. 

A hemoglobina baixa causa:

  • Palidez cutânea;
  • Descoramento das mucosas;
  • Redução dos níveis de oxigênio nos órgãos do corpo, levando ao cansaço fácil e falta de ar na realização de atividades físicas e até mesmo nas rotinas do dia-a-dia.

Doenças que levam à redução da produção da hemoglobina:  

  • Deficiência de ferro ou vitaminas;
  • Cirrose;
  • Leucemia;
  • Linfomas;
  • Anemia aplástica;
  • Hipotiroidismo;
  • Insuficiência renal;
  • Medicamentos, como os usados no tratamento do câncer e da AIDS.

​Doenças que levam a um aumento na velocidade da destruição da hemácias:

  • Anemia falciforme;
  • Talassemia;
  • Distúrbios que causam o aumento do baço (esplenomegalia);
  • Porfiria;
  • Vasculites.

Veja também: Anemias Causas, Sintomas e Tratamentos – Anemia Ferropriva

 Distúrbios que levam à perda de sangue:

  • Distúrbios de coagulação;
  • Sangramentos no aparelho digestivo;
  • Distúrbios menstruais que causam sangramento exagerado.

Para um diagnóstico adequado é necessário avaliar a história clínica e todos os sinais e sintomas associados para se chegar a conclusão de qual a causa da anemia, se por perda sanguínea, falta de produção ou por destruição das hemácias.

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O médico hematologista é o especialista indicado para avaliar as causas de anemia.

Monócitos altos, o que pode ser?

Os monócitos altos, condição chamada de monocitose, podem ser causados por, entre diversas outras razões:

  • Recuperação de infecções agudas;
  • Infecções crônicas;
  • Doença Inflamatória Intestinal;
  • Câncer;
  • Processos inflamatórios (como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide);
  • Uso de algumas medicações;
  • Após retirada do baço;
  • Quimioterapia.

O monócito é um tipo de glóbulo branco, célula de defesa que desempenha uma importante função no combate a fungos, vírus e bactérias, além de participar nos processos inflamatórios.

O aumento dos monócitos de forma isolada não é uma situação comum. Nesses casos, recomenda-se acompanhamento médico para uma avaliação pormenorizada e, por ventura, repetição do exame.

Leia também:

O que significa monocitose confirmada em hemograma?

O que são monócitos?

O que é e o que pode causar monocitose?

Quais são os valores de referência de um hemograma?

Os valores de referência do hemograma podem variar de acordo com o método de análise utilizado pelo laboratório, de acordo com a idade da pessoa, o sexo e se a mulher esta grávida. Dessa forma, os resultados de hemograma vêm sempre acompanhados dos valores de referência do laboratório onde ele foi realizado (descritos no lado direito da folha de resultados). 

De maneira geral, os valores de referência do hemograma são:

Hematócrito (%)
  • Mulheres (35 - 47)
  • Homens (40 - 54)
  • Gestantes (34 - 47)
  • Crianças de 10 a 12 anos (37 - 44)
  • Crianças de 1 ano (36 - 44)
  • Crianças de 3 meses (32 - 44)
  • Recém-nascidos a termo (44 - 62)
Eritrócitos (milhões/mm³)
  • Mulheres (4,0 - 5,6)
  • Homens (4,5 - 6,5)
  • Gestantes (3,9 - 5,6)
  • Crianças de 10 a 12 anos (4,5 - 4,7)
  • Crianças de 1 ano (4,0 - 4,7)
  • Crianças de 3 meses (4,5 - 4,7)
  • Recém-nascidos a termo (4,0 - 5,6)
Hemoglobina (g/100ml)
  • Mulheres (12  - 16,5)
  • Homens (13,5 - 18)
  • Gestantes (11,5 - 16,0)
  • Crianças de 10 a 12 anos (11,5 - 14,8)
  • Crianças de 1 ano (11,0 - 13,0)
  • Crianças de 3 meses (9,5 - 12,5)
  • Recém-nascidos a termo (13,5 - 19,6)
Volume corpuscular médio - VGM ​(µ³)
  • Mulheres (81 - 101)
  • Homens (82 - 101)
  • Crianças de 10 a 12 anos (77 - 95)
  • Crianças de 1 ano (77 - 101)
  • Crianças de 3 meses (83 - 110)
Hemoglobina corpuscular média - HbCM (pg)
  • Mulheres (27 - 34)
  • Homens (27 - 34)
  • Crianças de 10 a 12 anos (24 -30)
  • Crianças de 1 ano (23 -31)
  • Crianças de 3 meses (24- 34)
​​Concentração da hemoglobina corpuscular - CHbCM (%)
  • Mulheres (31,5 -36)
  • Homens (31,5 -36)
  • Crianças de 10 a 12 anos (30 -33)
  • Crianças de 1 ano (28 - 33)
  • Crianças de 3 meses (27- 34)
Plaquetas
  • 150.000 a 400.000 (µl)​
​Série branca ou leucócitos
  • Leucócitos total:      4.000 - 10.000 mm³        
  • Eosinófilos:              1 - 5%
  • Basófilos:                 0 - 2%
  • Linfócitos:                20 - 40%       
  • Monócitos:               2 - 10%      
  • Neutrófilos:              45 -75%   

O hemograma é o exame que analisa a quantidade e a qualidade das células do sangue. Os resultados, isoladamente, podem não ser suficientes para fornecer um diagnóstico, por isso devem ser analisados e interpretados pelo médico, em conjunto com o exame clínico do paciente.

Saiba mais em: 

No hemograma, o que significa VCM, HCM e RDW?

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Quais as causas de plaquetas baixas?

A plaquetopenia (plaquetas em nível inferior a 150.000/mm3) pode ter várias causas:

  • doenças que levam à diminuição da produção das plaquetas na medula óssea: aplasia medular, fibrose ou infiltração por células malignas (câncer visceral ou hematológico, como linfomas e leucemias), quimioterapia. O diagnóstico é feito através da biopsia de medula óssea.
  • doenças que cursam com aumento do baço (esplenomegalia), com sequestro e destruição das plaquetas: hipertensão portal (pode ocorrer na cirrose hepática, esquistossomose, trombose da veia porta); infiltração de células tumorais no baço, nas leucemias e linfomas e ainda na doença de Gaucher.
  • aumento da destruição plaquetária, pela presença de vasos anormais, próteses vasculares e trombos, que ocorrem nas seguintes doenças: púrpura trombocitopênica trombótica, vasculites, síndrome hemolítico-urêmica, coagulação intravascular disseminada e próteses cardíacas.
  • efeito colateral de medicamentos:

    • diuréticos tiazídicos, estrogênios e fármacos mielossupressores induzem diminuição da produção das plaquetas na medula óssea.
    • sedativos, hipnóticos, anticonvulsivantes, alfa-metildopa, sais de ouro e heparina podem induzir destruição imunológica das plaquetas.
  • doenças infecciosas, como dengue, AIDS, hepatite C, febre maculosa, leptospirose, febre amarela e septicemia grave.
  • doenças imunológicas, em que ocorre a destruição das plaquetas no sangue (intravascular), como na púrpura trombocitopênica imunológica e algumas doenças reumatológicas, como no lupus eritematosos sistêmico.

É importante frisar que há doenças em que as plaquetas estão em níveis normais, porém sua função está deficiente, como na insuficiência renal crônica com uremia, por exemplo.

Leia também: Que exames servem para diagnosticar leucemia?

Em caso de plaquetopenia sem sintomas hemorrágicos, deve ser procurado um hematologista para adequados diagnóstico e tratamento. Se houver manifestações hemorrágicas, deve ser procurado um pronto atendimento.

O que é a leucocitose e quais são as causas?

A leucocitose é o aumento do número de leucócitos (glóbulos brancos) no sangue. Pode ser causada pela presença de infecção no organismo, por situações como exercícios físicos, gestação ou ainda leucemias. 

Os leucócitos são responsáveis pela resposta do organismo a agentes causadores de doenças ou a situações de esforço físico e estressantes. São divididos em neutrófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos.​ O seu aumento no sangue, acima de 11.500 por milímetro cúbico de sangue, é considerado uma leucocitose. Porém, a causa depende das suas características e do tipo de leucócito aumentado.

As leucocitoses fisiológicas ocorrem em resposta a um estresse agudo do organismo, como no caso de exercícios físicos vigorosos, anestesia e gravidez; as leucocitoses reativas ocorrem devido às infecções por bactérias, inflamações e em doenças que afetam o metabolismo do corpo; já as leucocitoses patológicas ocorrem em doenças como leucemia mieloide, leucemia linfoide e linfoma.

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Fiz exame de urina e o resultado dos leucócitos está elevado. O que pode ser?

Não só a avaliação das características da leucocitose, como também o exame clínico do paciente podem orientar o médico para o diagnóstico correto. O clínico geral é o médico que pode realizar inicialmente o diagnóstico da leucocitose e orientar o seu tratamento ou o encaminhamento para outro especialista.

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O que é leucopenia e qual o tratamento adequado?

Leucopenia é quando o número de leucócitos, que são as células de defesa do sangue, está baixo.

O tratamento vai depender da causa e da intensidade.

A leucopenia pode aparecer normalmente em algumas situações da vida, e não exigir tratamento algum; ou pode ser sinal de infecções, inflamações, doenças da medula óssea, doenças autoimunes, doenças da tireoide e do baço, além de consequência ao uso de algumas medicações e a tratamentos como quimioterapia e radioterapia.

Ela, por si só, não é uma doença. Mas é um sinal de que algo pode estar acontecendo no corpo. Por isso, deve ser investigada para que a causa seja tratada.

Em casos extremos, em que a falta de leucócitos está tão intensa que pode favorecer a infecções graves, existem medicações capazes de estimular a produção dessas células.

Esse sinal deve ser investigado inicialmente pelo médico que solicitou o exame, o qual, quando necessário, poderá encaminhar a algum especialista.

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