Resultado de Exames

O que são monócitos?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Os monócitos são células do sangue que fazem parte do sistema imunológico. Os monócitos têm a função principal de defenderem o organismo de corpos estranhos como bactérias ou vírus, mas também removem células mortas, senescentes ou alteradas do nosso corpo, removem partículas estranhas, e destroem células tumorais, entre outras funções.

O monócito é um dos cinco tipos principais de leucócitos (monócitos, linfócitos, basófilos, neutrófilos e eosinófilos) e podem ser identificados em microscopia óptica (lâminas com esfregaço de sangue).

Os monócitos desenvolvem-se a partir da medula óssea, circulam na corrente sanguínea por poucos dias e finalmente deslocam-se para os tecidos onde são denominados macrófagos, ou outros nomes particulares dependendo do tipo de tecido, por exemplo: microglia, no sistema nervoso; células de Kupffer, no fígado; e células de Langerhans, na epiderme.

O aumento ou diminuição de monócitos no sangue pode ser evidenciado através de um leucograma, incluso no hemograma completo.

A realização de exames de sangue periódicos é aconselhável, e em casos de alterações quaisquer da normalidade, seja no leucograma ou outros exames, um médico deverá ser consultado para avaliação e tratamento, se necessário.

Qual a diferença entre transvaginal e endovaginal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

São terminologias diferentes para denominar o mesmo tipo de ultrassonografia. Transvaginal ou endovaginal são nomes parecidos que significam:

  • Transvaginal = através da vagina
  • Endovaginal = dentro da vagina

Apesar da terminologia diferente, eles consistem no mesmo exame: a ultrassonografia realizada pela via vaginal para ter acesso às estruturas pélvicas.

A ultrassonografia transvaginal serve para avaliar órgãos e estruturas pélvicas da mulher como útero, endométrio, ovários, trompas uterinas, etc. É um exame de imagem em que, através de um aparelho, o/a médico/a visualiza de imediato normalidades ou possíveis alterações nessa região.

Examinando com maior proximidade e nitidez, estruturas e órgãos pélvicos como o útero, os ovários, o colo do útero e as trompas, o exame pode ser indicado para avaliar a espessura do endométriosangramento uterino; presença de massa pélvica (mioma, câncer); anomalias no útero; localização do DIU; avaliação da gravidez e auxiliar as técnicas de reprodução assistida.

Leia também:

Como é feito o exame transvaginal?

Para que serve o exame transvaginal?

Com quantas semanas dá para ver o bebê no ultrassom?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

É possível ver o bebê no ultrassom a partir da 5ª semana de gestação, através do ultrassom transvaginal. Nessa fase, o "bebê" é ainda um saco gestacional que contém o embrião de apenas 5 ou 6 mm. Os seus órgãos começaram a se formar e já dá para ouvir os batimentos cardíacos.

Já para saber o sexo do bebê pelo ultrassom é preciso esperar, pelo menos, até à 13ª semana de gravidez. Mesmo assim, só com 15 semanas é que o/a médico/a pode saber com mais certeza o sexo da criança, dependendo da sua posição na hora do ultrassom.

O 1º ultrassom da gravidez é feito entre a 5ª e a 8ª semana de gestação. O exame serve para analisar o número de embriões, onde a gravidez está localizada (no útero ou fora dele, como nas trompas) e o tempo de gravidez.

Se o exame detectar mais de 1 embrião, significa que a gravidez é de gêmeos, trigêmeos e assim sucessivamente, conforme a quantidade de embriões. Nesses casos, já é possível, pelo ultrassom, saber se os bebês estão na mesma placenta ou não, o que irá determinar se serão ou não idênticos. 

Também é nesse ultrassom que se mede a idade do feto, pois é o período da gestação em que a margem de erro para se calcular a idade gestacional do bebê é menor, sendo de apenas 5 a 7 dias. 

A via pela qual é realizado o 1º ultrassom geralmente é a transvaginal, pois permite visualizar melhor o feto. Contudo, há casos em que pode ser necessário realizar também um ultrassom abdominal para uma melhor visualização, dependendo da posição do útero.

Veja também: Fazer a endovaginal ou o ultrassom?

Para maiores informações, consulte um médico obstetra.

Saiba mais em:

O que é ultrassom obstétrico e para que serve?

Para que serve o ultrassom com Doppler?

Ultrassom vaginal pode detectar qualquer doença no útero?

O que significa ovário com folículo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Ovário com folículo significa a presença de folículo dentro do ovário.

A formação desses folículos ocorre na fase embrionária, quando a mulher está sendo gestada por sua mãe. Após isso, a reserva dos óvulos fica determinada e quando ocorre a menarca (primeira menstruação) a mulher começará a liberar um óculo a cada ciclo menstrual.

A cada ciclo menstrual, um folículo é estimulado pelos hormônios e se desprende do ovário no formato de óvulo. Esse óvulo segue o percurso até o útero e, caso não seja fecundado pelo espermatozoide, a mulher apresentará a menstruação.

A liberação do folículo para fora do ovário é conhecida como ovulação. A avaliação dos folículos na fase pré-ovulatória é um passo importante durante a realização da ultrassonografia para avaliar o ciclo menstrual e a ovulação.

A presença de folículo nos ovários é uma condição benigna que não apresenta riscos para a mulher. Esses folículos são comuns e fazem parte da constituição dos ovários.

Após a realização do ultrassom, leve o exame para o/a médico/a interpretar e continuar a avaliação da sua história clínica.

Radiografia dos pulmões identificou ateromatose da aorta. É grave? O que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Ateromatose da aorta é uma doença caracterizada pelo depósito de gordura, cálcio e outros elementos na parede da artéria aorta, que diminui o seu calibre e como consequência reduz também a chegada de sangue aos tecidos irrigados por ela.

Trata-se de um processo difuso, que acomete simultaneamente várias artérias do corpo, inclusive a aorta.

Apesar do desenvolvimento da ateromatose ser lento e progressivo, a doença pode tornar-se grave se o processo não for interrompido, uma vez que a obstrução da artéria pode provocar a morte dos tecidos alimentados por ela.

Além disso, a ateromatose deixa a superfície interna da artéria irregular, o que facilita a coagulação sanguínea nesse local.

Esse coágulo pode se desprender e provocar uma trombose, levando ao entupimento agudo da artéria, com isquemia (sofrimento) ou necrose (morte) dos tecidos.

Infarto do miocárdio (ataque cardíaco), embolia pulmonar, acidente vascular cerebral ("derrame"), são algumas dessas consequências.

Os fatores de risco para o desenvolvimento da ateromatose são:

  • Idade entre 50 e 70 anos;
  • Sexo masculino;
  • Dislipidemia (níveis elevados de colesterol e triglicerídeos);
  • Tabagismo;
  • Hipertensão arterial;
  • Sedentarismo;
  • História familiar.

É importante lembrar que para que os primeiros sintomas causados pela falta de sangue apareçam, é preciso que cerca de 75% do calibre da artéria seja obstruído. Portanto, quanto antes a ateromatose for diagnosticada, melhor o prognóstico.

O que se deve fazer, uma vez detectado o problema, é deter a doença para impedir as suas manifestações, através do controle dos fatores de risco, ou seja, deixando de fumar, mantendo o peso dentro da normalidade, controlando os níveis de colesterol e triglicerídeos, a hipertensão, o diabetes, entre outros.

O diagnóstico da ateromatose pode ser feito por qualquer médico/a e, normalmente deve ser acompanhado pelo/a médico/a angiologista ou cirurgião/ã vascular.

Fiz exame de mama: linfonodo intramamário, isso é perigoso?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A presença de linfonodo intramamário pode não significar nada de grave, isso dependerá do restante do resultado do exame de mama. 

O que precisa ser feito é mostrar o resultado do exame para o/a médico/a que solicitou para que ele/ela lhe explique o resultado global do exame e dê sequência ao procedimento necessário, podendo ser: aguardar um novo exame, solicitar outro método diagnóstico (ultrassonografia, mamografia) ou indicar uma biópsia.

Um linfonodo é um gânglio linfático, um pequeno órgão de defesa que faz parte do sistema linfático do corpo. Esses gânglios estão dispostos em diversos pontos da rede linfática, inclusive na mama (intramamário), e atuam na defesa do organismo

A função do linfonodo é drenar os líquidos presentes ao redor dele. Quando um linfonodo está aumentado, significa que o sistema imunológico está produzindo mais células de defesa naquele gânglio e que a drenagem está sendo maior.

Veja também: Quais os sintomas do câncer de mama? ; O que são linfonodos?

O/a médico/a ginecologista ou mastologista poderá esclarecer as dúvidas, de acordo com o seu caso, e solicitar outros exames se achar necessário.

O teste de gravidez de farmácia pode dar falso negativo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. O teste de gravidez de farmácia pode dar falso negativo.

Falso negativo significa que o resultado do exame foi negativo, mas a mulher está grávida. Isso pode acontecer com o teste de gravidez de farmácia, principalmente nas primeiras semanas de gravidez quando o nível de hormônio beta hCG ainda não é detectável na urina.

É com oito dias de fecundação que os níveis de beta hCG começam a subir, exatamente após a implantação do ovo (a união do espermatozoide com o óvulo) dentro do útero. Qualquer exame feito em uma fase anterior a esse momento resultará em um falso negativo. Isto acontece porque nesse caso ainda não houve tempo do hormônio ser produzido em quantidade suficiente para ser detectado no sangue. Nessas situações, o recomendável é aguardar alguns dias e repetir o teste ou então realizar o teste Beta hCG de sangue ou urina no laboratório.  

Leia também:

Teste de farmácia de gravidez é confiável?

Exame Beta hCG pode dar falso negativo?

Teste de farmácia pode dar resultado errado?

Resultado do Exame de Gravidez - Beta-HCG

Gastrite crônica tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A gastrite crônica é a inflamação da mucosa do estômago e tem cura, se realizadas algumas mudanças de hábitos e uso correto de medicações.

Alguns cuidados devem ser seguidos por todos os pacientes:

  • respeitar o horário e não "pular" refeições;
  • preferir pequenas refeições, 6x/dia, ao invés de grandes refeições, poucas vezes ao dia;
  • mastigar bem os alimentos;
  • dar preferência a frutas, verduras, carnes magras e evitar frituras, refrigerantes, bebidas com cafeína;
  • não fumar;
  • evitar bebidas alcoólicas;
  • evitar o uso de anti-inflamatórios sem prescrição médica.

Se houver infecção pela bactéria H. pylori, que pode ser detectada na endoscopia, é necessário curso de tratamento com terapia tríplice durante 7 dias, para sua erradicação. A terapia tríplice consiste no uso de inibidor da bomba de prótons 2x/dia (omeprazol, lanzoprazol, pantoprazol, esomeprazol ou rabeprazol), associado a amoxicilina 1g, 2x/dia, e claritromicina 500mg, 2x/dia. Há combinações das três drogas disponíveis.

Na ausência de infecção, pode ser necessário tratamento com medicamentos, como inibidores de bomba protônica, como omeprazol, e/ou bloqueadores H2, como a ranitidina.

O seguimento deve ser feito com médico clínico ou gastroenterologista.

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Doença crônica tem cura?