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Exame de Urina

Células epiteliais na urina: O que isso significa?

A presença de células epiteliais na urina não é sinal de doença. Trata-se apenas de uma observação do resultado do exame de urina, sem relevância clínica. A presença delas na urina é considerada normal, sendo mais comum ocorrer em mulheres.

As células epiteliais são as células do trato urinário. O fato delas estarem presentes na urina significa apenas que essas células descamaram e foram levadas pela urina ao passar pelo canal urinário.

Portanto, células epiteliais na urina são apenas o resultado da descamação natural que ocorre no trato urinário, assim como acontece na pele, por exemplo. A presença delas só é relevante quando se agrupam em forma de cilindro (cilindros epiteliais).

As células epiteliais também podem vir acompanhadas por cristais e leucócitos acumulados, formando muco na urina.

A presença de cristais na urina também não têm importância clínica. Porém, em alguns casos, a presença de certos tipos de cristais pode ser sinal de alguma doença.

Já os leucócitos são glóbulos brancos, ou seja, são as células de defesa do organismo. A presença deles na urina normalmente indica alguma inflamação nas vias urinárias, geralmente infecção urinária, mas também podem estar presentes em diversas situações, como traumas, utilização de substâncias irritantes ou qualquer inflamação que não seja causada por um agente infeccioso.

Saiba mais em: Leucócitos altos na urina, o que pode ser?

Cabe ao médico que solicitou o exame de urina interpretá-lo, uma vez que os resultados devem ser analisados em conjunto com a história clínica, os sintomas e o exame físico do paciente.

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O que é proteinúria e quais as causas?

Proteinúria é a excreção de proteína na urina feita pelos rins. O rim é o órgão responsável pela filtração do sangue removendo o excesso de água e de sal e evitando que proteínas saiam do sangue. Quando há algum dano nos rins, essa proteína pode escapar da filtração e ir para a urina, dando origem à proteinúria.

 As causas são vinculadas a algumas doenças renais e outras que prejudicam os rins como diabetes mellitus, hipertensão arterial, câncer, doenças autoimunes.

Há 3 tipos de proteinúria:

  • Transitória: a forma mais comum, que acontece em algumas situações pontuais como episódios de febre ou excesso de atividade física. Geralmente se resolve sem tratamento.
  • Ortostática: perda de proteína que ocorre quando está em posição de pé e não ocorre quando deitado. Acomete uma porcentagem reduzida de adolescentes, desaparece com a idade e não precisa de tratamento.
  • Persistente: essa é preocupante e que demonstra um acometimento renal prolongado característicos de algumas doenças crônicas como a diabetes e hipertensão arterial.

Normalmente, a proteinúria é avaliada na urina coletada em 24 horas e é também comparada com alguns resultados do exame de sangue como a creatinina.

O tratamento dependerá da causa e do tipo da proteinúria e pode variar desde o uso de medicamentos específicos, controle da dieta e ingestão de água até medidas de acompanhamento sem um tratamento específico. Essa orientação é fornecida pelo/a médico/a que está cuidando do/a paciente.

Bactérias na urina são sinal de infecção urinária?

Sim, a presença de bactérias na urina é o principal sinal de uma infecção urinária, principalmente se o resultado do exame indicar também presença de leucócitos e nitrito. 

Pessoas saudáveis e sem sintomas de doenças normalmente não apresentam bactérias na urina. Se estiverem presentes é em pequenas quantidades, já que existe uma flora abundante na região. Nesses casos, pode ser que a amostra de urina foi contaminada e o exame precisa ser repetido.

Contudo, há casos em que a pessoa pode ter bactérias na urina e não apresentar sintomas de infecção urinária. É a chamada bacteriúria assintomática, mais comum em pessoas idosas, com diabetes ou que utilizam sonda vesical.

A infecção urinária geralmente é causada pela bactéria E. coli, proveniente do intestino. Quando há infecção, é comum encontrar também leucócitos e nitrito na urina.

Os leucócitos são glóbulos brancos, ou seja, são as células de defesa do organismo. A presença deles na urina normalmente indica alguma inflamação nas vias urinárias, geralmente infecção urinária.

A associação entre nitrito e infecção urinária deve-se ao fato das bactérias converterem o nitrato (metabólico abundante na urina) em nitrito.

Veja também: Nitrito na urina: O que isso significa?Leucócitos altos na urina, o que pode ser?

Além de bactérias na urina, uma pessoa com infecção urinária também poderá apresentar os seguintes sintomas:

  • Aumento da frequência urinária;
  • Dor ou ardência durante a micção;
  • Vontade urgente de urinar;
  • Dor nos rins;
  • Febre;
  • Corrimento amarelado na uretra.

Saiba mais em: Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

O diagnóstico da infecção urinária é confirmado pela urocultura (exame de urina tipo 2), que irá identificar a bactéria causadora da infecção.

É importante lembrar que cabe ao médico que solicitou o exame de urina interpretá-lo, uma vez que os resultados devem ser analisados em conjunto com a história clínica, os sintomas e o exame físico do paciente.

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O que são piócitos na urina?

A presença de piócitos na urina geralmente é sinal de inflamação do trato urinário. Os piócitos são leucócitos, também conhecidos como glóbulos brancos. São as células de defesa do organismo. 

Os níveis de piócitos na urina podem estar altos em diversas situações, sendo a principal delas a infecção urinária. Outras possíveis causas incluem tuberculose do trato urinário, infecção por fungos e vírus, nefrite e glomerulonefrite (inflamação dos rins), pedra nos rins, uso de substâncias irritantes, traumas, câncer, entre outras.

O nível normal de piócitos na urina é de até 5 por campo. Acima disso é considerado piúria. Para determinar a causa da inflamação ou infecção, é necessário identificar qual o tipo de leucócito que está aumentado e avaliar outros dados do exame de urina.

Se a leucocito-esterase e o nitrito estiverem positivos, é provável que seja infecção urinária. A presença de hemácias (glóbulos vermelhos) e proteína na urina pode indicar inflamação nos rins ou cálculos renais.

Veja também: Nitrito na urina: O que isso significa?

Cabe ao médico que solicitou o exame de urina interpretar os resultados, de acordo com os sinais e sintomas apresentados, além de outros exames que podem ter sido solicitados.

Saiba mais em:

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O que é o exame EAS de urina e para que serve?

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O que é o exame EAS de urina e para que serve?

 O exame EAS é o exame de elementos e sedimentos anormais da urina. Em alguns locais, é também chamado de exame de Urina Tipo I.

Esse exame serve para avaliar aspectos físicos (cor, pH, densidade, aspecto), químicos (presença de urobilinogênio, proteínas, nitrito, corpos cetônicos, pigmentos biliares)e a presença de elementos que normalmente não fazem parte da excreção urinária, como bactérias, cilindros, cristais, muco, hemoglobina, células epiteliais, etc.

Os rins são responsáveis pela filtração dos líquidos corporais e como resultado é produzida a urina. Por isso, esse exame EAS serve também para avaliar o funcionamento dos rins e sua capacidade de filtração.

Além disso, esse exame serve para avaliar a presença de infecções no trato urinário como cistites, pielonefrites, etc.

O EAS é um exame simples que indica:

  • pH
  • Cor
  • Aspecto
  • Densidade
  • Presença de bactérias
  • Cilindros
  • Hemoglobina
  • Urobilinogênio
  • Nitrito
  • Glicose
  • Pigmentos Biliares
  • Leucócitos

Com isso, é possível avaliar possíveis alterações apresentadas na urina e que devem receber o tratamento adequado.

Após realizar o exame, leve o resultado para o/a médico/a que solicitou para continuar a avaliação clínica e proceder ao plano terapêutico.

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Corpos cetônicos na urina podem ser sinal de diabetes descompensado, desnutrição, jejum prolongado, dietas muito rigorosas ou qualquer outra situação que tenha levado o corpo a utilizar gordura como fonte de energia, como a prática de exercício físico intenso, por exemplo.

A cetonúria, nome dado à presença de corpos cetônicos na urina, acontece quando o corpo não consegue utilizar glicose (açúcar) para gerar energia, seja pela falta desse nutriente na corrente sanguínea ou por problemas metabólicos, como no caso do diabetes.

Na falta desse combustível, o organismo vai buscar na gordura corporal a energia de que precisa. As cetonas ou corpos cetônicos são formados durante o processo de metabolização das gorduras.

Outras situações em que os corpos cetônicos podem dar positivo no exame de urina incluem gravidez, febre, hipertireoidismo, amamentação, doenças agudas, uso de medicamentos, entre outras.

Veja também: O que pode causar acidose metabólica?

A cetonúria geralmente vem acompanhada de outros sinais, uma vez que a sua ocorrência de forma isolada é rara. Cabe ao médico que solicitou o exame de urina interpretá-lo, analisando os resultados em conjunto com a história clínica, os sintomas e o exame físico do paciente.

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Nitrito na urina: O que isso significa?

Nitrito na urina pode ser sinal da presença de bactérias, o que pode sugerir uma infecção urinária. Contudo, só uma urocultura (exame de urina tipo 2) é que poderá confirmar o diagnóstico.

A urina é rica num metabólico chamado nitrato. A associação entre nitrito e infecção urinária deve-se ao fato das bactérias converterem o nitrato em nitrito. 

Pessoas saudáveis e que não apresentam sintomas de doenças normalmente não apresentam bactérias na urina. Se estiverem presentes é em pequenas quantidades, já que existe uma flora abundante na região. 

Se o exame detectar bactérias, leucócitos e nitrito na urina, é bem provável que estaremos diante de um quadro de infecção.

Os leucócitos são glóbulos brancos, ou seja, são as células de defesa do organismo. A presença deles na urina normalmente indica alguma inflamação nas vias urinárias, geralmente infecção urinária, mas também podem estar presentes em diversas situações, como traumas, utilização de substâncias irritantes ou qualquer inflamação que não seja causada por um agente infeccioso.

Veja também: Leucócitos altos na urina, o que pode ser?

Cabe ao médico que solicitou o exame de urina interpretá-lo, uma vez que os resultados devem ser analisados em conjunto com a história clínica, os sintomas e o exame físico do paciente.

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Bilirrubina na urina, o que pode ser?

Bilirrubina na urina é um sinal de doenças no fígado ou na bile, já que em condições normais a bilirrubina não costuma estar presente na urina. Dentre as doenças que podem aumentar a concentração dessa substância na urina estão: hepatites, cirrose, câncer de fígado, anemia falciforme, tumores ou cálculos biliares, entre outras.

A bilirrubina é uma substância excretada pelo fígado e pela bile, proveniente da degradação dos glóbulos vermelhos do sangue, também conhecidos como hemácias ou eritrócitos.

Assim, quando há bilirrubina na urina, a sua concentração no sangue também está alta. Isso indica um mau funcionamento do fígado, uma obstrução na vesícula que esteja impedindo o fluxo da bile ou ainda uma possível lesão hepática.

Quando sua taxa está alta, a bilirrubina deposita-se na pele e na conjuntiva (parte branca dos olhos), deixando a pessoa com a pele e os olhos amarelados. É a chamada icterícia.

Contudo, o exame de urina é capaz de detectar a presença de bilirrubina antes mesmo da icterícia se manifestar.

Veja também: Bilirrubina alta: o que pode ser?

Para maiores esclarecimentos, fale com o médico que solicitou o exame ou consulte um hepatologista.

Saiba mais em:

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