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Exames de Sangue

Qual é o nível normal de ferritina no exame de sangue?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O valor de referência da ferritina é entre 40 a 200 ng/mL (mcg/L). Esse valor pode variar de acordo com o gênero e com a idade da pessoa.

ferritina é uma proteína responsável pelo armazenamento do ferro dentro das células do nosso organismo. Quando seu valor está alterado, ela indica que há um desequilíbrio no estoque do ferro disponível.

Ela pode ser medida a partir do exame de sangue específico chamado Dosagem de Ferritina. Com esse exame é possível saber o estoque de ferro disponível e diagnosticar possíveis deficiências de ferro no organismo.

O exame de Dosagem da Ferritina não é um exame de rotina. Geralmente ele é feito durante a investigação das causas de anemia e da deficiência de ferro.

Todo exame solicitado por profissionais de saúde deve ser levado na consulta de retorno para uma leitura pormenorizada e para correlacionar com o quadro clínico do/a paciente.

Leia também:

Ferritina alta ou baixa: Quais os sintomas, consequências e tratamentos?

O que é ferritina?

Estou grávida e menstruei o que pode ser que aconteceu?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Sangramento durante a gravidez é uma ocorrência relativamente frequente. Em alguns casos a mulher continua menstruando na data certa, mesma estando grávida. Geralmente essa "menstruação" é bem pouco e dura poucos dias. Sangramento durante a gestação só é preocupante quando for contínuo, ou ocorrer muitas vezes ou ser um sangramento muito intenso e vir acompanhado de cólicas fortes que pode indicar um aborto.

No seu caso o ideal seria ir ao ginecologista que vai lhe pedir os exames de pré-natal e um exame de ultrassonografia transvaginal (ou ecografia transvaginal) que vai dizer exatamente se está tudo bem com sua gravidez. Um novo exame de gravidez agora provavelmente daria positivo mesmo que você tivesse tido um aborto, porque os níveis de Bhcg (que são medidos no exame de gravidez) levam um tempo para negativarem.

Quais os sintomas da leucopenia?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

A leucopenia não tem sintomas específicos, já que por si só não é uma doença, mas sim uma alteração laboratorial, vista no exame de sangue.

Em alguns casos, pode ser apenas uma variação normal relacionada à época da vida do indivíduo. Mas pode ser sinal de algum problema de saúde, e nesse caso, os sintomas serão aqueles da doença causadora.

Por exemplo, se for uma infecção, poderá haver febre, fraqueza, sintomas respiratórios etc.; se for um tumor, pode haver emagrecimento; se for consequência de hipotireoidismo, pode haver sonolência excessiva, lentidão para as atividades. E assim por diante.

A leucopenia precisa ser investigada pelo médico que inicialmente solicitou o hemograma. Quando necessário, ele poderá encaminhar a algum especialista.

Para que serve o exame de bilirrubina no sangue?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame de bilirrubina serve para avaliar o funcionamento do fígado e da vesícula biliar, bem como possíveis lesões hepáticas. A bilirrubina é uma substância resultante do metabolismo da hemoglobina (substância no sangue que carrega o oxigênio dá a cor vermelha aos glóbulos vermelhos).

Quando os glóbulos vermelhos, também conhecidos como hemácias, envelhecem, eles são captados e destruídos pelo baço. A hemoglobina é então "quebrada"e transformada em bilirrubina, que por sua vez é metabolizada e excretada pelo fígado. A bilirrubina também é excretada pela bile e eliminada por meio das fezes.

A bilirrubina indireta é a primeira bilirrubina a ser produzida nesse processo, sendo depois transformada em bilirrubina direta. 

Assim, quando a bilirrubina indireta está alta, é sinal de aumento da degradação de hemoglobina ou deficiência do funcionamento do fígado. Já o aumento da bilirrubina direta tem como principal causa a deficiência da bile em eliminar a bilirrubina.

A elevação simultânea dos níveis de bilirrubina direta e indireta pode ser causada por obstrução da bile ou lesão intensa das células do fígado.

Dentre as doenças que podem aumentar a concentração de bilirrubina no sangue estão as hepatites, cirrose hepática, Síndrome de Gilbert (condição benigna e genética que provoca uma elevação nos níveis de bilirrubina), câncer de fígado, anemia falciforme, cálculos ou tumores biliares, entre outras.

Nos adultos, os valores de referência normais de bilirrubina são:

  • Bilirrubina total: 0,20 a 1,00 mg/dL;
  • Bilirrubina direta: 0,00 a 0,20 mg/dL;
  • Bilirrubina indireta: 0,20 a 0,80 mg/dL.

Em recém-nascidos prematuros, os valores de referência normais da bilirrubina total são:

  • 1 dia: 1,00 a 8,00 mg/dL;
  • 2 dias: 6,00 a 12,00 mg/dL;
  • 3 - 5 dias: 10,00 a 14,00 mg/dL.

Para os recém-nascidos a termo, os valores de referência normais da bilirrubina total são:

  • 1 dia: 2,00 a 6,00 mg/dL;
  • 2 dias: 6,00 a 10,00 mg/dL;
  • 3 - 5 dias: 4,00 a 8,00 mg/dL.

A avaliação do resultado do exame de bilirrubina no sangue é da responsabilidade do/a médico/a que solicitou o exame.

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Plaquetas altas, como diminuir?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A plaquetose (aumento no número das plaquetas) muitas vezes não requer tratamento e é temporária. As plaquetas altas muitas vezes estão associadas a alguma doença ou condição, pelo que para baixar as plaquetas é necessário tratar o problema de base.

Em alguns casos, especialmente se o número de plaquetas for superior a 1.000.000/mm3, pode ser necessário o uso de ácido acetilsalicílico pelo risco de trombose, e hidroxiureia, um agente citorredutor que diminui a contagem das células do sangue.

Não há evidências de que seja necessário evitar ou preferir alimentos ou que a prática de outras modalidades de tratamento seja benéfica.

Dentre as patologias ou situações que podem aumentar o número de plaquetas no sangue estão:

  • Policitemia vera;
  • Mielofibrose;
  • Inflamações;
  • ​Anemias;
  • Câncer;
  • Uso de Corticoides.

A avaliação da causa da plaquetose e da necessidade de tratamento deverá ser feita pelo médico hematologista.

Qual a diferença entre colesterol VLDL, LDL e HDL?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Colesterol VLDL, LDL e HDL são os 3 tipos de colesterol analisados no exame de sangue. A diferença entre eles está no tipo de molécula que forma cada um:

VLDL significa "lipoproteína de muito baixa densidade" (Very Low Density Lipoprotein);

LDL significa "lipoproteína de baixa densidade" (Low Density Lipoprotein) e

HDL é a sigla para "lipoproteína de alta densidade" (High Density Lipoprotein).

Colesterol VLDL

O VLDL é considerado um colesterol ruim devido à natureza da sua molécula. Sua baixa densidade faz com que o colesterol permaneça na superfície do sangue e se deposite na parede das artérias, causando uma doença conhecida como aterosclerose. Portanto, os seus valores devem estar baixos, de preferência abaixo de 30 mg/dl.

Colesterol LDL

O colesterol LDL, assim como o VLDL, por ser uma lipoproteína leve e de baixa densidade, é considerado um tipo de colesterol ruim. Quando a sua concentração no sangue está alta, pode se depositar na parede interna das artérias e formar placas de gordura que obstruem o fluxo sanguíneo, causando infarto e derrames.

Valores do colesterol LDL

Os valores "ideais" para o colesterol LDL variam conforme o risco cardíaco da pessoa. Indivíduos com risco cardíaco muito alto devem manter o LDL abaixo de 50 mg/dl. Fazem parte desse grupo pacientes com aterosclerose (acúmulo de gordura nas artérias) ou que já sofreram infarto ou derrame.

Para indivíduos diabéticos ou com doenças renais, os valores de LDL devem ficar abaixo de 70 mg/dl. Já aqueles que não apresentam nenhum fator de risco podem manter a taxa de LDL abaixo de 110 a 130 mg/dl.

Veja também: Quais os riscos do colesterol alto?

Colesterol HDL

Já o HDL possui alta densidade, ou seja, é "mais pesado" e por isso não flutua na superfície do sangue. Além de não formar placas de gordura na parede das artérias, o colesterol HDL pode arrastar o LDL e removê-lo da circulação sanguínea, baixando os seus níveis.

Por isso o HDL é conhecido como "bom colesterol" e é também o único que deve estar com a taxa acima, e não abaixo, dos valores de referência. Nesse caso, deve ser superior a 40 mg/dl.

Vale lembrar que os valores de colesterol total não são muito relevantes para avaliar o risco de doenças cardiovasculares. Mais importante do que ter uma taxa de colesterol total baixa é manter uma boa proporção entre colesterol bom (HDL) e ruim (LDL).

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Qual a diferença entre o beta HCG qualitativo e quantitativo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O hormônio hCG é secretado na circulação materna após a implantação do ovo. O exame de sangue que detecta a unidade beta desse hormônio é qualitativo quando indica a presença ou ausência do hormônio e quantitativo quando indica a quantidade de hormônio presente na circulação.

O exame qualitativo normalmente é suficiente para detectar a presença de gestação e seu resultado pode sair mais rápido. O exame quantitativo pode ser útil para indicar a semana de gestação, mas pode não estar disponíveis em alguns laboratórios, além de demorar poucas horas a mais para liberar o resultado.

A variação da quantidade hormonal é grande e o valor normal pode ser entre 5.000 UI/L e 150.000 UI/L. O pico de concentração de hCG ocorre entre a 8ª e 10ª semana de gestação, ficando em média entre 60.000 UI/L a 90.000 UI/L. Após a 10ª semana, há uma queda na concentração do hormônio, atingindo em média 12.000 UI/L (pode variar entre 2.000UI/L a 50.000 UI/L). A partir da 20ª semana, os valores de hCG permanecem relativamente constantes até o final da gestação.

Outra utilidade do beta hCG quantitativo é no controle da doença trofoblástica gestacional, gravidez ectópica e abortamento.

É importante levar o resultado para que o/a médico/a possa interpretar e realizar o acompanhamento necessário em cada situação.

Entendendo os valores de IgG e IgM nos exames
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os valores de IgG e IgM nos exames são utilizados para diagnosticar o estágio de diversas doenças infecciosas, como toxoplasmose, rubéola e citomegalovirose, principalmente em mulheres grávidas. Nos exames sorológicos, os valores de IgG e IgM são analisados da seguinte forma:

  • IgM negativo e IgG positivo: Indica imunidade à doença (por infecção antiga, de meses ou anos, ou vacinação);
  • IgM positivo e IgG negativo: Indica uma infecção aguda, de dias ou semanas;
  • IgM negativo e IgG negativo: Significa que a pessoa nunca entrou em contato com o agente infeccioso;
  • IgM positivo e IgG positivo: Indica uma infecção recente, de semanas ou meses.

IgM e IgG são anticorpos produzidos pelo organismo em resposta a um micro-organismo invasor. O primeiro anticorpo a ser produzido é o IgM, sendo, então, seguido pela produção de IgG.

Os anticorpos da classe IgM permanecem no organismo por um curto período de tempo, normalmente desaparecendo cerca de 3 a 6 meses depois da infecção, enquanto que os anticorpos IgG ficam presentes durante um longo período, às vezes por toda a vida.

Assim, a presença de anticorpos IgM num exame indica uma infecção aguda ou recente, enquanto que a presença apenas de IgG, significa uma infecção passada.