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Qual é o nível normal de ferritina no exame de sangue?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O valor de referência da ferritina é entre 40 a 200 ng/mL (mcg/L). Esse valor pode variar de acordo com o gênero e com a idade da pessoa.

ferritina é uma proteína responsável pelo armazenamento do ferro dentro das células do nosso organismo. Quando seu valor está alterado, ela indica que há um desequilíbrio no estoque do ferro disponível.

Ela pode ser medida a partir do exame de sangue específico chamado Dosagem de Ferritina. Com esse exame é possível saber o estoque de ferro disponível e diagnosticar possíveis deficiências de ferro no organismo.

O exame de Dosagem da Ferritina não é um exame de rotina. Geralmente ele é feito durante a investigação das causas de anemia e da deficiência de ferro.

Todo exame solicitado por profissionais de saúde deve ser levado na consulta de retorno para uma leitura pormenorizada e para correlacionar com o quadro clínico do/a paciente.

Leia também:

Ferritina alta ou baixa: Quais os sintomas, consequências e tratamentos?

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Para que serve o exame de bilirrubina no sangue?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame de bilirrubina serve para avaliar o funcionamento do fígado e da vesícula biliar, bem como possíveis lesões hepáticas. A bilirrubina é uma substância resultante do metabolismo da hemoglobina (substância no sangue que carrega o oxigênio dá a cor vermelha aos glóbulos vermelhos).

Quando os glóbulos vermelhos, também conhecidos como hemácias, envelhecem, eles são captados e destruídos pelo baço. A hemoglobina é então "quebrada"e transformada em bilirrubina, que por sua vez é metabolizada e excretada pelo fígado. A bilirrubina também é excretada pela bile e eliminada por meio das fezes.

A bilirrubina indireta é a primeira bilirrubina a ser produzida nesse processo, sendo depois transformada em bilirrubina direta. 

Assim, quando a bilirrubina indireta está alta, é sinal de aumento da degradação de hemoglobina ou deficiência do funcionamento do fígado. Já o aumento da bilirrubina direta tem como principal causa a deficiência da bile em eliminar a bilirrubina.

A elevação simultânea dos níveis de bilirrubina direta e indireta pode ser causada por obstrução da bile ou lesão intensa das células do fígado.

Dentre as doenças que podem aumentar a concentração de bilirrubina no sangue estão as hepatites, cirrose hepática, Síndrome de Gilbert (condição benigna e genética que provoca uma elevação nos níveis de bilirrubina), câncer de fígado, anemia falciforme, cálculos ou tumores biliares, entre outras.

Nos adultos, os valores de referência normais de bilirrubina são:

  • Bilirrubina total: 0,20 a 1,00 mg/dL;
  • Bilirrubina direta: 0,00 a 0,20 mg/dL;
  • Bilirrubina indireta: 0,20 a 0,80 mg/dL.

Em recém-nascidos prematuros, os valores de referência normais da bilirrubina total são:

  • 1 dia: 1,00 a 8,00 mg/dL;
  • 2 dias: 6,00 a 12,00 mg/dL;
  • 3 - 5 dias: 10,00 a 14,00 mg/dL.

Para os recém-nascidos a termo, os valores de referência normais da bilirrubina total são:

  • 1 dia: 2,00 a 6,00 mg/dL;
  • 2 dias: 6,00 a 10,00 mg/dL;
  • 3 - 5 dias: 4,00 a 8,00 mg/dL.

A avaliação do resultado do exame de bilirrubina no sangue é da responsabilidade do/a médico/a que solicitou o exame.

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Pais com Rh positivo podem ter filhos com Rh negativo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. Pais com Rh positivo podem ter filhos/as Rh negativo.

Pais com Fator Rh positivo possuem de 0 a 25% de chance de terem filhos/as Rh negativo. Isso se deve ao fato do Fator Rh ser um antígeno que é transmitido durante a concepção. Pessoas com Rh positivo apresentam esse antígeno e pessoas com Rh negativo não apresentam.

Pessoas com Rh positivo podem apresentar os genes dominantes ou podem possuir apenas um dos genes recessivos que ao se unir com outro gene recessivo (sem antígeno) dará origem ao fator Rh negativo. Dessa forma, uma mulher Rh positivo e um homem Rh positivo podem ter filhos/as Rh negativo.

A situação mais preocupante e que necessita de cuidados especiais é no caso da mulher ser Rh negativo e o parceiro ser Rh positivo. Quando resulta em um/a filho/a Rh positivo, há possibilidade de causar reação na mulher e, por isso, principalmente antes do parto deve ser tomado os devidos procedimentos para garantir a saúde materna.

O Fator Rh e o Sistema ABO é característico de cada pessoa e determinado no momento da concepção. Para saber qual seu tipo sanguíneo, é necessário realizar um exame de sangue para isso.

Se você está planejando engravidar e não sabe seu tipo sanguíneo, procure uma unidade de saúde para se informar.

Qual a diferença entre o beta HCG qualitativo e quantitativo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O hormônio hCG é secretado na circulação materna após a implantação do ovo. O exame de sangue que detecta a unidade beta desse hormônio é qualitativo quando indica a presença ou ausência do hormônio e quantitativo quando indica a quantidade de hormônio presente na circulação.

O exame qualitativo normalmente é suficiente para detectar a presença de gestação e seu resultado pode sair mais rápido. O exame quantitativo pode ser útil para indicar a semana de gestação, mas pode não estar disponíveis em alguns laboratórios, além de demorar poucas horas a mais para liberar o resultado.

A variação da quantidade hormonal é grande e o valor normal pode ser entre 5.000 UI/L e 150.000 UI/L. O pico de concentração de hCG ocorre entre a 8ª e 10ª semana de gestação, ficando em média entre 60.000 UI/L a 90.000 UI/L. Após a 10ª semana, há uma queda na concentração do hormônio, atingindo em média 12.000 UI/L (pode variar entre 2.000UI/L a 50.000 UI/L). A partir da 20ª semana, os valores de hCG permanecem relativamente constantes até o final da gestação.

Outra utilidade do beta hCG quantitativo é no controle da doença trofoblástica gestacional, gravidez ectópica e abortamento.

É importante levar o resultado para que o/a médico/a possa interpretar e realizar o acompanhamento necessário em cada situação.

Neutrófilos baixos, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Neutrófilos baixos pode ser consequência de infecção, doenças do sangue, alcoolismo, uso de alguns medicamentos, quimioterapia, estresse, entre outras causas. O nível de neutrófilos no sangue fica baixo quando há uma rápida utilização ou destruição dessas células ou uma produção insuficiente das mesmas.

Dentre as doenças que afetam o sangue e podem baixar o número de neutrófilos estão a anemia aplásica, neutropenia idiopática crônica, neutropenia cíclica, mielodisplasia, neutropenia associada à disgamaglobulinemia, hemoglobinúria paroxística noturna, neutropenia congênita grave (síndrome de Kostmann). Essas doenças provocam distúrbios nas células mieloides, que dão origem aos neutrófilos.

Os neutrófilos baixos também podem ser decorrentes de síndromes, como síndrome de Shwachman-Diamond.

Existem ainda diversos fatores que podem provocar uma diminuição do número de neutrófilos, tais como estresse, uso de medicamentos corticoides, antibióticos, antitérmicos e de tratamento para AIDS, infecções virais, quimioterapia, substituição da medula óssea, quimioterapia, deficiência de vitamina B12, infecções, entre outros.

Saiba mais em: O que pode causar neutropenia?

Bebês com menos de 3 meses de idade possuem uma reserva muito baixa de neutrófilos, o que pode causar uma diminuição do número dessas células durante infecções graves e não um aumento, como normalmente ocorre em adultos.

Veja também: O que é neutrofilia?

Níveis baixos de neutrófilos aumentam o risco de infecções bacterianas e fúngicas, uma vez que a função dessas células é justamente defender o corpo contra esses agentes infecciosos.

É importante lembrar que o resultado do hemograma deve ser interpretado de acordo com os seus sintomas e sinais clínicos. Por isso, é importante levar o resultado do exame para o/a médico/a que solicitou fazer a correlação adequada e tomar as medidas apropriadas em cada caso.

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CHCM alto no hemograma, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

CHCM alto no hemograma significa que há mais hemoglobina que o normal dentro dos glóbulos vermelhos, também chamados eritrócitos ou hemácias. Logo, essa células ficam mais escuras e são denominadas hipercrômicas. Em caso de anemia, ela também é chamada de hipercrômica

Há ainda outras condições e doenças que podem deixar os valores de CHCM (Concentração da Hemoglobina Corpuscular Média) elevados, como problemas na tireoide e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Nos adultos, os valores de referência de CHCM ficam entre 30 e 33 pg.

A CHCM serve para medir a quantidade de hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos. A hemoglobina liga-se ao oxigênio, permitindo que o gás seja transportado pelas hemácias dos pulmões para os tecidos do corpo. Também é a hemoglobina que dá a cor vermelha ao sangue.

A CHCM (Concentração da Hemoglobina Corpuscular Média) é um índice hematimétrico do eritrograma. Esse exame está incluído no hemograma completo e serve para contar e avaliar as características das hemácias.

Leia também: O que significa CHCM no hemograma?

Quando o valor de CHCM está baixo, os glóbulos vermelhos tornam-se mais claros e são classificados como hipocrômicos. Em caso de anemia, ela é chamada de hipocrômica.

Se os valores de CHCM estiverem normais, os eritrócitos são chamados normocrômicos e, a anemia, normocrômica.

Veja também: Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?

Os resultados de CHCM, bem como todo o hemograma, devem ser analisados pelo/a médico/a que solicitou o exame.

Saiba mais em:

CHCM baixo, o que pode ser?

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Para que serve o eritrograma e quais os valores de referência?

Plaquetas altas, como diminuir?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A plaquetose (aumento no número das plaquetas) muitas vezes não requer tratamento e é temporária. As plaquetas altas muitas vezes estão associadas a alguma doença ou condição, pelo que para baixar as plaquetas é necessário tratar o problema de base.

Em alguns casos, especialmente se o número de plaquetas for superior a 1.000.000/mm3, pode ser necessário o uso de ácido acetilsalicílico pelo risco de trombose, e hidroxiureia, um agente citorredutor que diminui a contagem das células do sangue.

Não há evidências de que seja necessário evitar ou preferir alimentos ou que a prática de outras modalidades de tratamento seja benéfica.

Dentre as patologias ou situações que podem aumentar o número de plaquetas no sangue estão:

  • Policitemia vera;
  • Mielofibrose;
  • Inflamações;
  • ​Anemias;
  • Câncer;
  • Uso de Corticoides.

A avaliação da causa da plaquetose e da necessidade de tratamento deverá ser feita pelo médico hematologista.

Entendendo os valores de IgG e IgM nos exames
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os valores de IgG e IgM nos exames são utilizados para diagnosticar o estágio de diversas doenças infecciosas, como toxoplasmose, rubéola e citomegalovirose, principalmente em mulheres grávidas. Nos exames sorológicos, os valores de IgG e IgM são analisados da seguinte forma:

  • IgM negativo e IgG positivo: Indica imunidade à doença (por infecção antiga, de meses ou anos, ou vacinação);
  • IgM positivo e IgG negativo: Indica uma infecção aguda, de dias ou semanas;
  • IgM negativo e IgG negativo: Significa que a pessoa nunca entrou em contato com o agente infeccioso;
  • IgM positivo e IgG positivo: Indica uma infecção recente, de semanas ou meses.

IgM e IgG são anticorpos produzidos pelo organismo em resposta a um micro-organismo invasor. O primeiro anticorpo a ser produzido é o IgM, sendo, então, seguido pela produção de IgG.

Os anticorpos da classe IgM permanecem no organismo por um curto período de tempo, normalmente desaparecendo cerca de 3 a 6 meses depois da infecção, enquanto que os anticorpos IgG ficam presentes durante um longo período, às vezes por toda a vida.

Assim, a presença de anticorpos IgM num exame indica uma infecção aguda ou recente, enquanto que a presença apenas de IgG, significa uma infecção passada.