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Exames de Sangue

Para que servem os exames de TGO e TGP?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Os exames de TGO e TGP têm como utilidade o diagnóstico diferencial de doenças do sistema hepatobiliar e do pâncreas (TGO e TGP) ou colaborar com a identificação de infarto de miocárdio e miopatias (TGP).

Sempre que uma célula que contenha TGO ou TGP sofre uma lesão, essas enzimas escapam para o sangue, aumentando a sua concentração sanguínea. Deste modo, lesões aos tecidos ricos nestas enzimas (coração - infarto do miocárdio; fígado - hepatites ou lesões musculares) causam um aumento dos níveis sanguíneos de TGO e TGP.

As duas enzimas surgem em quantidades bastante semelhantes nas células do fígado, por isso, as doenças hepáticas decorrem com aumentos de níveis tanto da TGO quanto da TGP.

Saiba mais em: Exame AST: Para que serve e como entender os resultados?

Quais os sintomas do Gama-GT alto?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Na realidade, o Gama-GT alto não provoca sintomas específicos. Uma pessoa com níveis elevados de Gama-GT poderá apresentar os sintomas daquilo que provocou esse aumento no Gama-GT.

Por exemplo, uma pessoa com doença no fígado poderá ter Gama-GT alto, mas não irá manifestar sintomas causados pelo Gama-GT especificamente, mas sim pela doença hepática. Neste caso, pode-se esperar que o paciente apresente os seguintes sintomas:

  • Fraqueza;
  • Fadiga;
  • Perda de apetite;
  • Náuseas e vômitos;
  • Dor ou distensão abdominal;
  • Icterícia (pele e olhos amarelados);
  • Alteração da cor da urina e das fezes;
  • Coceiras.
Quais as principais causas do Gama-GT alto?
  • Doenças hepáticas e biliares;
  • Infarto;
  • Doenças pancreáticas;
  • Diabetes;
  • Insuficiência renal;
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica;
  • Medicamentos (fenantoína, barbitúricos);
  • Alcoolismo.

A Gama-GT é uma enzima que está presente no fígado, coração e pâncreas. O exame de Gama-GT é útil para rastrear obstrução biliar e doenças no fígado, especialmente aquelas causadas pelo álcool.

Leia também: Quais os sintomas do Gama-GT baixo?

Geralmente o/a médico/a solicita o Gama-GT em conjunto ou no seguimento de outros exames capazes de fornecerem informações adicionais. Leve o resultado dos exames solicitados na consulta de retorno para que o/a profissional possa realizar a avaliação completa do seu caso clínico.

O que é TGO e TGP?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

TGO (transaminase glutâmico-oxalacética) e TGP (transaminase glutâmico-pirúvica) são enzimas transaminases (ou aminotransferases).

A TGO está presente no interior de diversas células do corpo (fígado, miocárdio do coração, músculo esquelético, pâncreas, rins, glóbulos vermelhos), enquanto que a TGP é encontrada quase que unicamente nas células do fígado. São responsáveis pela metabolização de algumas proteínas (L-aspartato, alfacetoglutarato, alanina, etc).

Sinônimos:

  • TGO = AST (aspartato aminotransferase);
  • TGP = ALT (alanina aminotransferase).

Os valores de referência variam de laboratório para laboratório, mas geralmente:

  • ​TGO = de 5 a 40 U/L;
  • TGP = de 7 a 56 U/L.

Têm como utilidade o diagnóstico diferencial de doenças do sistema hepatobiliar e do pâncreas (TGO e TGP) ou colaborar com a identificação de infarto de miocárdio e miopatias (TGP).

Saiba mais em: 

Para que serve o exame de transaminase oxalacética?

Exame AST: Para que serve e como entender os resultados?

Nível alto ou baixo de estradiol, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Níveis baixos os altos de estradiol podem ter várias causas. Estradiol é um hormônio produzido tanto pelo corpo masculino quanto pelo feminino. É conhecido como o hormônio "feminino" por se acreditar que era produzido apenas pelas mulheres. É o principal hormônio responsável pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos e é fundamental que esteja em níveis adequados para a concepção.

Os valores de referência para o estradiol sérico variam conformam a análise realizada no laboratório em que se realizou a coleta. Alguns valores são citados abaixo:

  • Homens : inferior a 52,0 pg/mL
  • Mulheres: fase folicular : 1,3 a 266,0 pg/mL
  • ciclo médio : 49,0 a 450,0 pg/mL
  • fase lútea : 26,0 a 165,0 pg/mL
  • Pós menopausa : 10 a 50,0 pg/mL
  • Pós menopausa tratada : 10,0 a 93,0 pg/mL
  • Crianças : Menor que 18,0 pg/mL

Valores aumentados podem ocorrer em algumas situações como:

  • tumores ovarianos,
  • tumores feminilizantes adrenais,
  • puberdade precoce,
  • doença hepática
  • gravidez,
  • ginecomastia masculina.

Vale a pena frisar que níveis elevados de estradiol aumentam o risco de câncer endometrial, de acidente vascular cerebral, em homens e mulheres, e câncer de mama.

Valores diminuídos podem ocorrer em:

  • insuficiência ovariana (inicialmente seus níveis urinários e séricos diminuídos são acompanhados por altos níveis séricos de LH e FSH),
  • menopausa,
  • síndrome de Turner,
  • uso de contraceptivos orais e
  • gravidez ectópica.

Na presença de alterações hormonais, deve ser procurado médico ginecologista, no caso das mulheres, e/ou endocrinologista.

Saiba mais em: 

Como é o exame do estradiol?

Qual é a função do estradiol?

Monócitos altos, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os monócitos altos, condição chamada de monocitose, podem ser causados por, entre diversas outras razões:

  • Recuperação de infecções agudas;
  • Infecções crônicas;
  • Doença Inflamatória Intestinal;
  • Câncer;
  • Processos inflamatórios (como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide);
  • Uso de algumas medicações;
  • Após retirada do baço;
  • Quimioterapia.

O monócito é um tipo de glóbulo branco, célula de defesa que desempenha uma importante função no combate a fungos, vírus e bactérias, além de participar nos processos inflamatórios.

O aumento dos monócitos de forma isolada não é uma situação comum. Nesses casos, recomenda-se acompanhamento médico para uma avaliação pormenorizada e, por ventura, repetição do exame.

Leia também:

O que significa monocitose confirmada em hemograma?

O que são monócitos?

O que é e o que pode causar monocitose?

CPK elevada: quais as causas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

São várias as causas de CPK elevada, estando entre elas:

  • Miopatias (doenças musculares):
    • Esclerose Lateral Amiotrófica: Há um pequeno aumento nos níveis de CPK em pouco mais da metade dos casos;
    • Atrofia Muscular Espinhal: Pequena elevação em cerca de 30% dos casos;
    • Distrofia muscular de Duchenne: Os níveis de CPK podem estar 20 a 200 vezes acima do normal.
  • Exercício físico intenso (atletas, trabalhadores braçais). Após exercício físico, a CPK fica imediatamente elevada, podendo permanecer alterada por até 7 dias;
  •  Injeção intramuscular, acupuntura, eletromiografia de agulha;
  • Alcoolismo Crônico;
  • Traumas musculares;
  • Uso de medicamentos como estatinas, clofibrato;
  • Hipotireoidismo;
  • Hipertermia Maligna;
  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco);
  • Edema pulmonar;
  • Trabalho de parto.

A CPK (creatinofosfoquinase) é encontrada em concentrações relativamente altas nos tecidos do coração, músculo esquelético e cérebro. Depois de alguma isquemia, lesão ou inflamação muscular, a CPK é liberada na corrente sanguínea, deixando os seus níveis elevados.

O exame de CPK serve principalmente para diagnosticar lesões e doenças da musculatura esquelética, além de infarto agudo do miocárdio​.

No hemograma, o que significa VCM, HCM e RDW?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

No hemograma, VCM, HCM e RDW são os índices hematimétricos, que servem para avaliar as características das hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos.

Esses índices adicionais do hemograma permitem verificar o tamanho e o formato das hemácias, sendo usados em conjunto com a contagem dessas células para diagnosticar diversos tipos de anemia.

O que significa VCM no hemograma? 

O índice VCM significa Volume Corpuscular Médio e serve para avaliar o tamanho médio dos glóbulos vermelhos e diagnosticar anemias.

Se o valor for inferior a 80 fl, significa que as hemácias estão pequenas e a anemia é do tipo microcítica. Um exemplo comum desse tipo de anemia é a anemia ferropriva, causada por deficiência de ferro. 

Se o VCM for maior que 96 fl, a anemia é do tipo macrocítica, pois as hemácias estão maiores que o normal. Dentre esse tipo de anemia, as mais comuns são a anemia megaloblástica e a perniciosa.

Valores de VCM entre 80 e 100 fl indicam que as hemácias estão dentro do tamanho normal. No entanto, se o número de glóbulos vermelhos estiver reduzido, a anemia é chamada normocítica. 

O que significa HCM no hemograma? 

O índice HCM significa Hemoglobina Corpuscular Média e indica o peso da hemoglobina na hemácia. Portanto, serve para avaliar a quantidade média de hemoglobina na célula. 

A hemoglobina é a proteína que dá a cor vermelha aos glóbulos vermelhos e, consequentemente, ao sangue. Sua principal função é se ligar ao oxigênio para que este seja transportado para as células do corpo.

Valores altos de HCM são encontrados em glóbulos vermelhos mais escuros. Nesses casos, a anemia é denominada hipercrômica.

Se o HCM estiver baixo, as hemácias terão coloração mais clara e a anemia é chamada hipocrômica.

Valores normais de HCM são encontrados em glóbulos vermelhos de cor normal, chamados normocrômicos. Caso haja anemia, ela é denominada normocrômica.

Veja também: Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?

O resultado do HCM é dado em picogramas. O valor de referência é de 30 a 33 pg.

O que significa RDW no hemograma? 

RDW é a sigla em inglês para Red Cell Distribution Width (Amplitude de Distribuição dos Glóbulos Vermelhos). É um índice que indica a variação de tamanho entre as hemácias, representando a percentagem da variação entre os tamanhos obtidos.

Serve para avaliar a distribuição dos glóbulos vermelhos de uma amostra em relação ao seu diâmetro, mostrando assim o grau de heterogeneidade dessas células. Para classificar a anemia, deve ser usado em conjunto com o VCM. Os valores de referência do RDW ficam entre 11% e 14%.

O hemograma é um exame de sangue usado para obter informações sobre as células do sangue (leucócitos, hemácias e plaquetas), para auxiliar o diagnóstico ou verificar a evolução de diversas doenças. O/a médico/a que solicitou esse exame deverá avaliar o seu resultado na consulta de retorno, ocasião em que irá lhe informar a presença de alguma alteração no hemograma.

Quais as causas de plaquetas baixas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A plaquetopenia (plaquetas em nível inferior a 150.000/mm3) pode ter várias causas:

  • doenças que levam à diminuição da produção das plaquetas na medula óssea: aplasia medular, fibrose ou infiltração por células malignas (câncer visceral ou hematológico, como linfomas e leucemias), quimioterapia. O diagnóstico é feito através da biopsia de medula óssea.
  • doenças que cursam com aumento do baço (esplenomegalia), com sequestro e destruição das plaquetas: hipertensão portal (pode ocorrer na cirrose hepática, esquistossomose, trombose da veia porta); infiltração de células tumorais no baço, nas leucemias e linfomas e ainda na doença de Gaucher.
  • aumento da destruição plaquetária, pela presença de vasos anormais, próteses vasculares e trombos, que ocorrem nas seguintes doenças: púrpura trombocitopênica trombótica, vasculites, síndrome hemolítico-urêmica, coagulação intravascular disseminada e próteses cardíacas.
  • efeito colateral de medicamentos:

    • diuréticos tiazídicos, estrogênios e fármacos mielossupressores induzem diminuição da produção das plaquetas na medula óssea.
    • sedativos, hipnóticos, anticonvulsivantes, alfa-metildopa, sais de ouro e heparina podem induzir destruição imunológica das plaquetas.
  • doenças infecciosas, como dengue, AIDS, hepatite C, febre maculosa, leptospirose, febre amarela e septicemia grave.
  • doenças imunológicas, em que ocorre a destruição das plaquetas no sangue (intravascular), como na púrpura trombocitopênica imunológica e algumas doenças reumatológicas, como no lupus eritematosos sistêmico.

É importante frisar que há doenças em que as plaquetas estão em níveis normais, porém sua função está deficiente, como na insuficiência renal crônica com uremia, por exemplo.

Leia também: Que exames servem para diagnosticar leucemia?

Em caso de plaquetopenia sem sintomas hemorrágicos, deve ser procurado um hematologista para adequados diagnóstico e tratamento. Se houver manifestações hemorrágicas, deve ser procurado um pronto atendimento.