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Exames de Sangue

Qual o valor de referência da ureia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os valores de referência da ureia no adulto variam entre 15 e 45 mg/dL, enquanto que nas crianças o valor de referência fica entre 5 e 18 mg/dL.

A ureia alta pode ser um sinal de que os rins não estão funcionando adequadamente, embora os níveis de ureia não sejam muito confiáveis para verificar a função renal, uma vez que a sua elevação muitas vezes está relacionada com a dieta e o estado de hidratação da pessoa.

A ureia é resultante da metabolização das proteínas ingeridas na alimentação, sendo produzida pelo fígado e eliminada pelos rins através da urina. Quando os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue de forma adequada, a ureia começa a se acumular na corrente sanguínea e os seus valores ficam elevados.

Na insuficiência renal, os níveis de ureia no sangue estão sempre elevados. Contudo, ureia alta nem sempre significa problemas renais, pois os seus valores podem ser alterados em casos de dieta rica em proteínas, desidratação, infarto, infecções, tumores, doenças hepáticas, entre outras situações. Já a ureia baixa pode estar relacionada com desnutrição, falta de proteínas na alimentação, insuficiência hepática, gravidez, doença celíaca, entre outras condições.

Leia também: O que é insuficiência renal aguda e quais os sintomas?

Devido a todos esses fatores que podem alterar os valores da ureia, normalmente solicita-se o exame de ureia juntamente com a creatinina, que é um marcador mais confiável da função renal.

O resultado do exame deve ser interpretado pelo/a médico/a que o solicitou, que irá levar em consideração a história e o exame clínico do/a paciente.

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Que doenças o hemograma pode detectar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O hemograma pode ajudar a detectar doenças como anemia, alguns tipos de câncer como leucemia, infecções e inflamações, problemas no sistema imunológico, entre outras. 

Através da análise dos leucócitos (glóbulos brancos), hemácias (glóbulos vermelhos) e plaquetas, o hemograma fornece ao médico informações importantes sobre as células do sangue, sendo muito útil para auxiliar o diagnóstico ou acompanhar a evolução de diversas doenças. Contudo, o hemograma não detecta gravidez, drogas ou doenças como diabetes, DST e HIV.

O hemograma avalia os três grupos de células sanguíneas: hemácias, leucócitos e plaquetas.

As hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos, são as células sanguíneas responsáveis pelo transporte de oxigênio. Níveis elevados de hemácias indica policitemia, o que pode prejudicar as demais células e deixar o sangue espesso. Se o hemograma detectar uma diminuição das hemácias, pode ser sinal de anemia ou hemorragia.

Veja também: Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?

Os leucócitos ou glóbulos brancos são as células de defesa do corpo. A contagem dos glóbulos brancos serve para detectar infecções ou inflamações, avaliar a necessidade de se fazer uma biopsia da medula óssea ou analisar a resposta do organismo a tratamentos com antibióticos, quimioterapia ou radioterapia.

Quando os leucócitos estão elevados (leucocitose), pode ser sinal de infecção, leucemia, infarto do miocárdio, gangrena ou morte (necrose) de algum tecido. Se o número de glóbulos brancos estiver reduzido (leucopenia), pode indicar uma depressão da medula óssea causada por infecções virais ou tratamento do câncer, além de ingestão de mercúrio ou exposição ao benzeno. Dentre as doenças que podem causar leucopenia estão febre tifoide, influenza, sarampo, hepatite infecciosa e rubéola.

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As plaquetas são as células sanguíneas responsáveis pela coagulação. A contagem do número de plaquetas serve para avaliar a capacidade de coagulação do sangue, bem como diagnosticar ou verificar as causas de um aumento ou diminuição dessas células.

Assim, o hemograma pode auxiliar o diagnóstico de uma grande variedade de doenças e problemas de saúde, como:

  • Hemorragias;
  • Doença cardíaca;
  • Alterações do sistema imunológico;
  • Distúrbios na medula óssea;
  • Câncer;
  • Processos infecciosos e inflamatórios;
  • Reações a medicamentos e tratamentos.

O resultado do hemograma deve ser avaliado pelo médico que solicitou o exame.

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Entendendo os exames para Toxoplasmose
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O IgG e o IgM são exames para a detecção de anticorpos contra várias doenças entre elas a Toxoplasmose.

A toxoplasmose adquirida durante a gestação pode levar a problemas no feto, porém quando adquirida fora da gestação é uma doença geralmente passageira, benigna e não costuma deixar sequelas.

IgM: é o anticorpo da infecção aguda, positiva nos primeiros dias ou semanas após iniciada a infecção e costuma ficar elevado por alguns meses;

IgG: é o anticorpo que surge para imunizar a pessoa (proteger de futuras infecções da toxoplasmose), costuma dar positivo nas primeiras semanas após a infecção e assim pode permanecer por toda a vida.

IgM negativo e IgG negativo: nunca entrou em contato;

IgM positivo e IgG negativo: está com a infecção, está doente de toxoplasmose;

IgM positivo e IgG positivo: Infecção recente (semanas ou meses já podem ter se passado desde a doença);

IgM negativo e IgG positivo: infecção antiga (meses ou anos já podem ter se passado desde a doença).

Plaquetas altas, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

As causas de plaquetas altas podem ser:

  • fisiológicas (não denotam doenças): exercício, trabalho de parto, uso de epinefrina, após hemorragia;
  • infecciosas e/ou inflamatórias: retocolite ulcerativa, poliarterite nodosa, artrite reumatóide, sarcoidose, cirrose hepática;
  • distúrbios do baço: após esplenectomia (retirada cirúrgica do baço), atrofia ou agenesia do baço, trombose da veia esplênica;
  • neoplasias: carcinomas, linfomas;
  • doenças hematológicas: síndromes mieloproliferativas, trombocitose familiar, anemia ferropriva (por deficiência de ferro), anemias crônicas, hemofilia, mieloma múltiplo;
  • miscelânea: após procedimentos cirúrgicos e traumas, doenças renais, síndrome de Cushing e uso de medicamentos (epinefrina, isotretinoína, vincristina).

Plaquetas altas podem não causar sintomas ou podem ocorrer náuseas, vômitos, perda de noção espacial (labirintite) e formigamento nas extremidades.

A avaliação da causa da plaquetose e se será necessário tratamento deverá ser feita pelo médico hematologista.

Qual o tratamento no caso de leucócitos baixos?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O tratamento no caso de leucócitos baixos é individualizado, dependendo da causa, e pode inclusive não ser necessário.

A redução no número de células de defesa do corpo (leucócitos ou células brancas), em relação a um valor de referência, recebe o nome de leucopenia. Não é uma doença (embora possa ser a manifestação de uma), e sim um resultado de exame laboratorial (exame de sangue). Seu valor de referência (normal) é de 4000 a 10000 leucócitos por milímetro cúbico (mm3) de sangue. Este valor foi calculado para abranger aproximadamente 95% da população saudável, mas não consegue abranger todos, isto é, há indivíduos perfeitamente saudáveis com, digamos, 3000 leucócitos/mm3 (assim como há pessoas saudáveis com 11000 leucócitos/mm3). A leucopenia torna-se grave apenas a partir de certos níveis críticos. Algumas etnias como negros e judeus do Yemen e Sudão têm comumente leucopenia, mas qualquer população tem indivíduos fisiologicamente leucopênicos em maior ou menor grau.

Em caso de leucopenia, um médico clínico ou preferencialmente um hematologista deve ser consultado para avaliação. O tratamento (se necessário) vai depender da causa, que deve ser investigada inicialmente pelo médico que solicitou o hemograma, que poderá encaminhá-lo a algum especialista se julgar necessário.

O que são monócitos?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Os monócitos são células do sangue que fazem parte do sistema imunológico. Os monócitos têm a função principal de defenderem o organismo de corpos estranhos como bactérias ou vírus, mas também removem células mortas, senescentes ou alteradas do nosso corpo, removem partículas estranhas, e destroem células tumorais, entre outras funções.

O monócito é um dos cinco tipos principais de leucócitos (monócitos, linfócitos, basófilos, neutrófilos e eosinófilos) e podem ser identificados em microscopia óptica (lâminas com esfregaço de sangue).

Os monócitos desenvolvem-se a partir da medula óssea, circulam na corrente sanguínea por poucos dias e finalmente deslocam-se para os tecidos onde são denominados macrófagos, ou outros nomes particulares dependendo do tipo de tecido, por exemplo: microglia, no sistema nervoso; células de Kupffer, no fígado; e células de Langerhans, na epiderme.

O aumento ou diminuição de monócitos no sangue pode ser evidenciado através de um leucograma, incluso no hemograma completo.

A realização de exames de sangue periódicos é aconselhável, e em casos de alterações quaisquer da normalidade, seja no leucograma ou outros exames, um médico deverá ser consultado para avaliação e tratamento, se necessário.

Quais são os valores normais do exame TSH?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Os valores mais comumente aceitos estão entre 0,5 e 5,0 µUI/mL, porém isso pode variar em função do método utilizado pelo laboratório.

Por isso, somente o médico que solicitou a coleta do exame pode interpretar corretamente os resultados obtidos.

O exame de TGP da minha filha está 73, o que isto significa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Exame de TGP com resultado 73 significa que o TGP está levemente elevado, o que pode ser sinal de algum tipo de inflamação, problema no fígado ou normalidade.

Os valores de referência para o TGP normal são de 7 a 56 unidades por litro de soro, embora esses valores variem conforme o fabricante do teste.

Os valores de TGP para serem considerados elevados e preocupantes devem ultrapassar 5 vezes o valor normal da referência. Por isso, esse resultado de exame deve ser comparado com outras enzimas hepáticas e com o quadro clínico da paciente.

TGP alto: o que pode ser?

Níveis altos de TGP são encontrados em desordens do fígado que causam a morte de muitas células hepáticas, o que acontece nas seguintes situações e doenças: hepatite aguda A ou B, dano hepático causado por toxinas e privação de oxigênio e nutrientes por diminuição ou interrupção da circulação sanguínea.

Outras causas de TGP alto incluem congestão, doenças musculares, infarto do miocárdio, pancreatite, danos no intestino, radioterapia, infarto pulmonar, câncer hepático, derrame cerebral, anemia hemolítica, queimaduras e eclâmpsia.

As hepatites causadas por vírus podem aumentar os valores de TGP de 20 a 100 vezes. Além das hepatites virais, as hepatites provocadas pelo abuso de bebidas alcoólicas e uso de drogas e medicamentos, bem como a hepatite isquêmica e autoimune, também podem aumentar os níveis de TGP.

O aumento da TGP também pode ocorrer, em casos mais raros, na doença de Wilson, na hemocromatose e na falta de alfa-1-antitripsina.

Quando os valores de TGP estão até 3 vezes acima do normal, pode ser sinal de lesões em outros órgãos e tecidos, como músculos, tireoide e vias biliares.

TGP alto, acima de 160, é um indicativo forte de doença no fígado. Se o resultado do exame de TGP estiver acima de 1000, as causas prováveis incluem hepatite viral, isquêmica ou hepatite provocada pelo uso de drogas.

Existem também alguns medicamentos que podem deixar o TGP alto, como: analgésicos, antibióticos, remédios para o colesterol, medicamentos para problemas cardiovasculares e antidepressivos.

Contudo, elevações moderadas de TGP são comuns, mesmo em pessoas saudáveis. Nesses casos, a causa mais comum é o fígado gordo (esteatose hepática), provocado na maioria das vezes pelo abuso de álcool. A gordura no fígado também pode ser causada por diabetes, obesidade e hepatite C.

O que é TGP?

O TGP é uma enzima que serve para indicar danos no fígado em diferentes tipos de doenças. Contudo, ter níveis elevados de TGP não significa que a pessoa tenha uma doença hepática estabelecida.

A TGP (transaminase glutâmico-pirúvica) ou ALT (alanina aminotransferase), também conhecida como enzima transaminase ou aminotransferase, está presente quase que exclusivamente nas células do fígado. A função dessa enzima é participar no metabolismo de algumas proteínas.

Os valores normais de referência da TGP devem estar entre 7 e 56 U/L. Além de ser usado para detectar doenças do fígado e da vesícula biliar, o exame de TGP também serve para identificar infarto do miocárdio e doenças musculares.

A interpretação do resultado do exame de TGP depende do quadro clínico geral da paciente e da correlação com outros exames, o que deve ser feito pelo/a médico/a que solicitou os exames.