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Exames de Sangue

O exame de TGP da minha filha está 73, o que isto significa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Exame de TGP com resultado 73 significa que o TGP está levemente elevado, o que pode ser sinal de algum tipo de inflamação, problema no fígado ou normalidade.

Os valores de referência para o TGP normal são de 7 a 56 unidades por litro de soro, embora esses valores variem conforme o fabricante do teste.

Os valores de TGP para serem considerados elevados e preocupantes devem ultrapassar 5 vezes o valor normal da referência. Por isso, esse resultado de exame deve ser comparado com outras enzimas hepáticas e com o quadro clínico da paciente.

Níveis altos de TGP são encontrados em desordens do fígado que causam a morte de muitas células hepáticas, o que acontece nas seguintes situações e doenças:

  • Hepatite aguda A ou B;
  • Dano hepático causado por toxinas;
  • Privação de oxigênio e nutrientes por diminuição ou interrupção da circulação sanguínea.

Contudo, elevações moderadas de TGP são comuns, mesmo em pessoas saudáveis. Nesses casos, a causa mais comum é o fígado gordo (esteatose hepática), provocado na maioria das vezes pelo abuso de álcool. A gordura no fígado também pode ser causada por diabetes, obesidade e hepatite C.

Existem também alguns medicamentos que podem deixar o TGP alto, como:

  • Analgésicos;
  • Antibióticos;
  • Remédios para o colesterol;
  • Medicamentos para problemas cardiovasculares;
  • Antidepressivos.

O TGP é uma enzima que serve para indicar danos no fígado em diferentes tipos de doenças. Contudo, ter níveis elevados de TGP não significa que a pessoa tenha uma doença hepática estabelecida.

A interpretação do resultado do exame de TGP depende do quadro clínico geral da paciente e da correlação com outros exames, o que deve ser feito pelo/a médico/a que solicitou os exames.

Leia também:

O que pode significar nível alto ou baixo de TGO e TGP?

Diabetes podem alterar o resultado dos exames TGO e TGP?

Fiz exame de sangue Beta-HCG e deu negativo, estou grávida?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Se o beta-hcg é negativo então (a princípio) não está grávida, os outros exames são exames de hormônios (todos dentro do limite da normalidade) e não se usa eles para ver se está ou não grávida, para isso existem exames de gravidez. Se a dúvida continua consulte um ginecologista e faça um ultrassom transvaginal.

Ureia alta: o que fazer para baixar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Uma forma de baixar a ureia alta naturalmente é diminuir o consumo de alimentos ricos em proteínas e aumentar a ingestão de água. Níveis elevados de ureia no sangue muitas vezes estão relacionados com uma dieta rica em proteínas e desidratação. 

Nesses casos, deve-se evitar sobretudo alimentos com proteínas de origem animal, como carnes vermelhas (porco, vaca, cordeiro), aves (frango, pato, peru), embutidos (bacon, salame, mortadela, linguiça), frutos do mar (camarão, polvo, lula, mexilhão), miúdos (fígado, moela, coração) e peixes, principalmente sardinha e anchova.

Para manter a ingestão diária necessária de proteínas, pode-se apostar em alimentos que são fontes de proteínas de origem vegetal, como leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilhas, ervilhas) e soja (tofu, carne de soja). Leite, queijos e iogurtes com baixo teor de gorduras também podem estar incluídos na dieta.

A ureia é resultante da metabolização das proteínas ingeridas na alimentação, sendo produzida pelo fígado e eliminada pelos rins através da urina.

Por isso, a ureia alta também pode ser um sinal de que os rins não estão funcionando bem, pois quando os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue adequadamente, a ureia vai se acumulando na circulação e os seus níveis se elevam.

Outras situações que podem elevar a ureia no sangue incluem infarto, infecções, tumores, doenças hepáticas, entre outras.

O resultado de exame de ureia isoladamente não representa necessariamente um problema. Ele deve ser correlacionado com a história clínica da pessoa e com os demais exames complementares. Outros exames complementares, como a Creatinina, são mais específicos e podem avaliar com mais precisão a função renal da pessoa e a presença de alguma insuficiência.

Em caso de ureia alta, o/a médico/a que solicitou o exame deverá interpretar o resultado e indicar o tratamento mais adequado para baixar a ureia, de acordo com o caso. Leve sempre o resultado dos exames nas consultas de retorno para que essa avaliação possa ser feita adequadamente.

Saiba mais em: Qual o valor de referência da ureia?

Para que serve o exame de transaminase oxalacética?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame de transaminase oxalacética, também conhecido como TGO, é usado para detectar doenças e problemas no fígado e na bile. A transaminase oxalacética é uma enzima encontrada em todo o corpo, mas a sua maior concentração está no fígado. Por isso, quando ele sofre alguma lesão, a TGO extravasa para a corrente sanguínea e o exame apresenta valores altos.

A análise dos níveis de transaminase oxalacética é solicitada principalmente em casos suspeitos de lesões hepatobiliares. Os valores de referência da transaminase oxalacética varia entre 5 e 40 U/L, de acordo com cada laboratório.

Resultados

Quando o nível de transaminase oxalacética está muito elevado, ou seja, 10 vezes superior aos valores normais, a pessoa pode estar com uma hepatite viral aguda. Após um período que varia entre 3 e 6 meses, as taxas de TGO tendem a normalizar.

A transaminase oxalacética pode estar alta em várias condições e doenças que podem ou não estar relacionadas com o fígado, tais como exposição a substâncias tóxicas, diminuição do fluxo de sangue para o fígado, hepatite crônica, cirrose hepática, câncer de fígado, doenças da bile, infarto, lesões musculares ou ainda atividade física intensa.

Por essa razão, o resultado do exame de transaminase oxalacética é analisado juntamente com o exame de alanina aminotransferase (ALT), que também é produzida pelo fígado, entre outros exames hepáticos, como os de bilirrubina e albumina.

O/a médico/a que solicitou a análise de transaminase oxalacética é responsável pela interpretação dos resultados. Portanto, é importante levar o resultado dos exames em uma consulta de retorno para que o/a médico/a posso correlacionar esses resultados com o seu quadro clínico.

Saiba mais em:

O que pode significar nível alto ou baixo de TGO e TGP?

O que é TGO e TGP?

O que fazer em caso de plaquetas baixas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A plaquetopenia (plaquetas baixas) pode ter várias causas e, para melhor investigação, deve ser procurado um hematologista.

É importante frisar que há indivíduos com níveis discretamente baixos (usualmente próximos a 100.000 plaquetas/mm3), sem que exista uma doença associada, e sem prejuízo à sua saúde.

É importante observar a evolução dos níveis plaquetários durante algum período de tempo e não considerar uma medida única, pois podem ocorrer variações em virtude da análise do laboratório.

Dependendo da causa da plaquetopenia, será necessário um tratamento específico, ou será necessária apenas observação. Somente após uma avaliação detalhada, será estabelecido o diagnóstico e o tratamento.

Se houver sintomas hemorrágicos (sangramentos), deve ser procurado um pronto atendimento.

O que significa bastonetes baixos no hemograma?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Níveis de bastonetes baixos no hemograma podem indicar problemas na produção de neutrófilos pela medula óssea ou um aumento da destruição dessas células. As causas são muito variadas, podendo incluir problemas genéticos, uso de medicamentos, infecções, doenças, entre outras.

Os bastonetes são neutrófilos imaturos. Quando se tornam maduros são chamados de segmentados. Os neutrófilos são um tipo de glóbulo branco, células de defesa do sangue que participam no combate às infecções.

O número de bastonetes pode ficar baixo devido a uma rápida utilização ou destruição dessas células, ou ainda por produção insuficiente das mesmas.

Algumas situações mobilizam os neutrófilos que já estão na circulação sanguínea, diminuindo a concentração dessas células no sangue. Alguns exemplos: estresse, uso de medicamentos corticoides, antibióticos, antitérmicos e de tratamento para HIV/AIDS, infecções virais, quimioterapia, estresse, entre outras.

Saiba mais em: O que pode causar neutropenia?

Vale lembrar que os bebês com menos de 3 meses de idade possuem uma reserva muito baixa de neutrófilos, o que pode causar uma diminuição do número de bastonetes durante infecções graves ao invés de um aumento.

Veja também: Bastonetes altos no hemograma, o que pode ser?

Níveis de bastonetes baixos aumenta o risco de infecções bacterianas e fúngicas, uma vez que a função dessas células é justamente defender o corpo contra esses agentes infecciosos.

Contudo, o resultado do hemograma deve ser interpretado de acordo com os seus sintomas e sinais clínicos. Por isso, é importante levar o resultado do exame para o/a médico/a que o solicitou fazer a correlação adequada e tomar as medidas apropriadas em cada caso.

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Entendendo os valores do CEA
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O CEA (Antígeno Carcinoembrionário) é um marcador tumoral muito utilizado no monitoramento do carcinoma colorretal, um tipo de câncer que acomete um segmento do intestino grosso (cólon) e o reto. Os valores de referência do CEA podem variar de até 3,8 ng/mL para não fumantes e até 5,5 ng/mL para fumantes, a depender do laboratório.

Em grande parte das pessoas que não fumam, os valores variam entre 0 e 3 ng/mL, mas podem chegar aos 10 ng/mL, em casos mais raros.

Tumores que afetam o cólon e o reto, quando se espalham para os ossos e para o fígado (metástase), também podem aumentar significativamente os valores de CEA.

Apesar da sensibilidade do CEA para detectar lesões precoces ser baixa, limitando o seu uso no diagnóstico, pacientes com valores de CEA muito elevados, ou seja, acima de 5 vezes o limite de referência, apresentam grandes chances de terem alguma malignidade.

CEA alto, o que pode ser?

Valores altos de CEA podem ser observados em vários tipos de câncer, como de estômago, pâncreas, tireoide, útero, cabeça, pescoço, mama, pulmão, fígado, pele, ovários, bile, mas principalmente no câncer colorretal, cujos valores encontram-se elevados em mais da metade dos casos.

Por isso esse marcador é usado para ajudar a detectar o grau de avanço e monitorar o tratamento de tumores que afetam o estômago e o intestino.

O CEA pode estar elevado também em casos de cirrose hepática, doença mamária benigna, colecistite, cistadenoma de ovário, processos inflamatórios e infecciosos, enfisema pulmonar, polipose retal, úlcera péptica, doença inflamatória intestinal, pancreatite, obstrução biliar, diverticulite, doenças benignas do reto, infecções pulmonares e em tabagistas.

O que é o exame de CEA e para que serve?

O antígeno carcinoembrionário (CEA) é um tipo de proteína produzido pelas células da mucosa gastrointestinal, sendo também encontrado no soro sanguíneo do feto.

O exame CEA é um exame de sangue feito para detectar a presença desse antígeno (CEA) no corpo. Por isso, normalmente o exame CEA serve para monitorar o tratamento do câncer, especialmente o câncer de cólon ou colorretal.

Porém, o CEA pode estar alto em outros tipos de câncer, doenças e condições. Os resultados do CEA podem estar elevados no câncer de mama, ovário, tireoide, pâncreas e pulmão, bem como em casos de inflamações, pancreatite, infecções pulmonares, cirrose hepática, tabagismo, entre outras situações específicas.

Uma vez que o exame CEA pode ser alterado em outras condições e doenças, além do câncer, valores altos podem não indicar necessariamente a presença de um tumor maligno.

Mesmo assim, o exame CEA é usado para monitorar o tratamento e o ressurgimento de diversos tipos de câncer. O exame geralmente é feito após o tratamento da doença ou após a remoção cirúrgica do tumor.

Quando os valores estão baixando, é um sinal de que o tratamento está produzindo bons resultados, enquanto que valores crescentes de CEA podem indicar uma evolução da doença.

É importante salientar que os valores de CEA devem ser acompanhados utilizando sempre o mesmo método e o valor de referência de um laboratório, pois os valores podem ser diferentes quando comparados com outros.

A interpretação dos valores do exame CEA deve ser feita pelo/a médico/a que solicitou o exame.

Para que serve o exame CEA e como é feito?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame CEA é um exame de sangue feito para identificar a presença do Antígeno Carcinoembrionário (CEA em inglês). Esse antígeno é uma proteína presente no tecido fetal ou embrionário e que normalmente desaparece após o nascimento, mas alguma quantidade pode estar presente no cólon.

Por isso o exame CEA geralmente serve para monitorar o tratamento do câncer, especialmente o câncer de cólon ou colorretal

Por ser pedido juntamente com outros exames, é recomendado um jejum de 8 horas antes de realizar o exame CEA.

Contudo, o CEA é um marcador tumoral que pode estar elevado em outros tipos de câncer, como o de mama, ovário, tireoide, pâncreas e pulmão e em outras situações, como inflamações, pancreatite, infecções pulmonares, cirrose hepática, pessoas que fumam, entre outras doenças e condições.

Uma vez que o hábito de fumar pode elevar os níveis de CEA, o resultado do exame pode dar "falsos positivos", ou seja, valores altos de CEA podem não indicar necessariamente a presença de câncer ou outras doenças.

Portanto, o exame CEA é utilizado para monitorar o tratamento e o reaparecimento do câncer de cólon, estômago, pâncreas, mama, entre outros citados anteriormente, após o tratamento ou a cirurgia para retirada do tumor.

Resultados e valores de referência

Os valores de referência do CEA não devem ultrapassar os 9 ng/mL. Em grande parte das pessoas que não fumam, os valores variam entre 0 e 3 ng/mL, mas podem chegar aos 10 ng/mL, em casos mais raros.  

Se os valores de CEA não voltarem ao normal após o tratamento cirúrgico, pode indicar que ainda existem células cancerígenas no corpo, localizadas no local do tumor ou disseminadas pelo corpo ou em outros órgãos (metástase).

Quando o exame CEA apresenta valores extremamente altos, pode ser um sinal de metástase nos ossos ou no fígado. No entanto, há ainda outras doenças e condições que podem elevar os níveis de CEA, como pancreatite, doença pulmonar crônica, insuficiência renal, entre outras citadas anteriormente.

Por ser um exame com uma baixa especificidade, já que os valores podem ficar altos devido a outros fatores, o CEA não pode ser usado como único teste para diagnosticar o câncer, sendo necessário para isso outros exames.

 Leia mais em:

Entendendo os valores do CEA