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Exames de Sangue

Entendendo os valores do CEA
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O CEA (Antígeno Carcinoembrionário) é um marcador tumoral muito utilizado no monitoramento do carcinoma colorretal, um tipo de câncer que acomete um segmento do intestino grosso (cólon) e o reto. Os valores de referência do CEA podem variar de até 3,8 ng/mL para não fumantes e até 5,5 ng/mL para fumantes, a depender do laboratório.

Em grande parte das pessoas que não fumam, os valores variam entre 0 e 3 ng/mL, mas podem chegar aos 10 ng/mL, em casos mais raros.

Tumores que afetam o cólon e o reto, quando se espalham para os ossos e para o fígado (metástase), também podem aumentar significativamente os valores de CEA.

Apesar da sensibilidade do CEA para detectar lesões precoces ser baixa, limitando o seu uso no diagnóstico, pacientes com valores de CEA muito elevados, ou seja, acima de 5 vezes o limite de referência, apresentam grandes chances de terem alguma malignidade.

CEA alto, o que pode ser?

Valores altos de CEA podem ser observados em vários tipos de câncer, como de estômago, pâncreas, tireoide, útero, cabeça, pescoço, mama, pulmão, fígado, pele, ovários, bile, mas principalmente no câncer colorretal, cujos valores encontram-se elevados em mais da metade dos casos.

Por isso esse marcador é usado para ajudar a detectar o grau de avanço e monitorar o tratamento de tumores que afetam o estômago e o intestino.

O CEA pode estar elevado também em casos de cirrose hepática, doença mamária benigna, colecistite, cistadenoma de ovário, processos inflamatórios e infecciosos, enfisema pulmonar, polipose retal, úlcera péptica, doença inflamatória intestinal, pancreatite, obstrução biliar, diverticulite, doenças benignas do reto, infecções pulmonares e em tabagistas.

O que é o exame de CEA e para que serve?

O antígeno carcinoembrionário (CEA) é um tipo de proteína produzido pelas células da mucosa gastrointestinal, sendo também encontrado no soro sanguíneo do feto.

O exame CEA é um exame de sangue feito para detectar a presença desse antígeno (CEA) no corpo. Por isso, normalmente o exame CEA serve para monitorar o tratamento do câncer, especialmente o câncer de cólon ou colorretal.

Porém, o CEA pode estar alto em outros tipos de câncer, doenças e condições. Os resultados do CEA podem estar elevados no câncer de mama, ovário, tireoide, pâncreas e pulmão, bem como em casos de inflamações, pancreatite, infecções pulmonares, cirrose hepática, tabagismo, entre outras situações específicas.

Uma vez que o exame CEA pode ser alterado em outras condições e doenças, além do câncer, valores altos podem não indicar necessariamente a presença de um tumor maligno.

Mesmo assim, o exame CEA é usado para monitorar o tratamento e o ressurgimento de diversos tipos de câncer. O exame geralmente é feito após o tratamento da doença ou após a remoção cirúrgica do tumor.

Quando os valores estão baixando, é um sinal de que o tratamento está produzindo bons resultados, enquanto que valores crescentes de CEA podem indicar uma evolução da doença.

É importante salientar que os valores de CEA devem ser acompanhados utilizando sempre o mesmo método e o valor de referência de um laboratório, pois os valores podem ser diferentes quando comparados com outros.

A interpretação dos valores do exame CEA deve ser feita pelo/a médico/a que solicitou o exame.

Para que serve o exame CEA e como é feito?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame CEA é um exame de sangue feito para identificar a presença do Antígeno Carcinoembrionário (CEA em inglês). Esse antígeno é uma proteína presente no tecido fetal ou embrionário e que normalmente desaparece após o nascimento, mas alguma quantidade pode estar presente no cólon.

Por isso o exame CEA geralmente serve para monitorar o tratamento do câncer, especialmente o câncer de cólon ou colorretal

Por ser pedido juntamente com outros exames, é recomendado um jejum de 8 horas antes de realizar o exame CEA.

Contudo, o CEA é um marcador tumoral que pode estar elevado em outros tipos de câncer, como o de mama, ovário, tireoide, pâncreas e pulmão e em outras situações, como inflamações, pancreatite, infecções pulmonares, cirrose hepática, pessoas que fumam, entre outras doenças e condições.

Uma vez que o hábito de fumar pode elevar os níveis de CEA, o resultado do exame pode dar "falsos positivos", ou seja, valores altos de CEA podem não indicar necessariamente a presença de câncer ou outras doenças.

Portanto, o exame CEA é utilizado para monitorar o tratamento e o reaparecimento do câncer de cólon, estômago, pâncreas, mama, entre outros citados anteriormente, após o tratamento ou a cirurgia para retirada do tumor.

Resultados e valores de referência

Os valores de referência do CEA não devem ultrapassar os 9 ng/mL. Em grande parte das pessoas que não fumam, os valores variam entre 0 e 3 ng/mL, mas podem chegar aos 10 ng/mL, em casos mais raros.  

Se os valores de CEA não voltarem ao normal após o tratamento cirúrgico, pode indicar que ainda existem células cancerígenas no corpo, localizadas no local do tumor ou disseminadas pelo corpo ou em outros órgãos (metástase).

Quando o exame CEA apresenta valores extremamente altos, pode ser um sinal de metástase nos ossos ou no fígado. No entanto, há ainda outras doenças e condições que podem elevar os níveis de CEA, como pancreatite, doença pulmonar crônica, insuficiência renal, entre outras citadas anteriormente.

Por ser um exame com uma baixa especificidade, já que os valores podem ficar altos devido a outros fatores, o CEA não pode ser usado como único teste para diagnosticar o câncer, sendo necessário para isso outros exames.

 Leia mais em:

Entendendo os valores do CEA

Exame Beta-HCG positivo com valor de referência negativo: o que significa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame Beta-HCG pode vir com o resultado qualitativo ou quantitativo.No exame qualitativo o resultado vem escrito segundo as opções: positivo, negativo ou indeterminado. No exame quantitativo, o resultado vem em valores numéricos que precisam ser interpretados de acordo com o Valor de Referência do laboratório.

Na parte do exame que consta "Valor de Referência" há várias opções a depender do laboratório: negativo, positivo, inconclusivo e por semanas de gestação.

Se o seu exame está escrito: Resultado Positivo, significa que o nível de hormônio HCG está elevado, significando gravidez (o mais comum) ou outras situações que o/a médico/a poderá lhe informar.

Não existe exame com resultado positivo e negativo ao mesmo tempo. Se o exame é positivo, ele é enquadrado no valor de referência positivo. Provavelmente, isso pode ser um erro do laboratório ou erro na leitura que a pessoa está fazendo. Vale a pena entregar o exame Beta-HCG para que um/a médico/a avalie e converse com você o resultado real e, se for o caso, solicite outro exame.

Você pode se informar melhor em:

Resultado do exame de gravidez beta-hcg

O que fazer para aumentar a contagem de plaquetas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O que pode ser feito para aumentar a contagem de plaquetas, em muitos casos, é receber uma transfusão de plaquetas usando o próprio sangue ou o sangue de doadores. A estratégia para aumentar as plaquetas irá depender da causa da sua redução. Diferentes problemas de saúde podem levar a plaquetopenia, que é a redução das plaquetas, desde doenças infecciosas, doenças hematológicas, abuso de álcool, deficiência de vitaminas, realização de quimioterapia, entre outras causas. Geralmente, a abordagem deve-se voltar para o tratamento das doenças.

Em casos de maior gravidade, ou de urgência é comum haver a necessidade de transfusão. Na transfusão de plaquetas, o sangue é centrifugado para separar os seus componentes, obtendo-se assim o plasma rico em plaquetas, que pode ter até 8 vezes mais plaquetas que o plasma comum. O plasma é a parte líquida que compõe o sangue e que permanece depois que as células são retiradas.

Outros tratamentos utilizados para aumentar as plaquetas variam conforme a causa da plaquetopenia, entre eles tem-se:

  • Corticosteroides: podem aumentar a contagem de plaquetas, embora esse aumento possa ser passageiro, geralmente usados no tratamento da Purpura Trombocitopênica Idiopática ou PTI.
  • Medicamentos, como a azatioprina, que suprimem o sistema imunológico, também podem ser usados em casos de PTI refratária ao tratamento;
  • Administração intravenosa de altas doses de imunoglobulina por via intravenosa.

Quanto à alimentação, não há alimentos que possam fazer subir a contagem das plaquetas, embora seja importante ter uma alimentação rica em nutrientes para garantir o bom funcionamento da medula óssea, que produz as plaquetas sanguíneas.

Alimentos fontes de vitamina K, como fígado, ovos, vegetais folhosos verde-escuros ajudam no controle de hemorragias, uma vez que reduzem a quantidade de plaquetas necessárias para a coagulação do sangue, evitando assim grandes reduções nos níveis dessas células.

Para maiores esclarecimentos consulte um médico, nos casos de doenças hematológicas pode ser necessário o acompanhamento por um hematologista.

Meu exame de Gama-GT deu 250, está muito alto?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Com um valor isolado de Gama GT não é possível estabelecer diagnóstico algum.

Este valor mencionado (255) está acima do valor de referência e, portanto a sua enzima Gama GT apresenta elevada.

aumento de valores de Gama GT podem acontecer em pessoas que ingeriram quantidade elevada de bebida alcoólica ou em quem usa medicamentos como Fenobarbital e Fenitoína.

Esse aumento deve ser correlacionado com o valor das outras enzimas hepáticas e com o quadro clínico do/a paciente para poder estabelecer uma explicação correta.

Todos os exames de sangue e outros solicitados pelo/a médico/a deve ser apresentado na consulta de retorno para que ele/ela explique o real motivo desse valor.

Leia também:Exame de sangue Gama-GT alterado o que pode ser?

Quais são os valores de referência do Gama-GT?

Gama-GT de 255 como está o meu fígado?

Quais os sintomas do Gama-GT alto?

Valor do exame de T3 alto ou baixo: o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Os valores de referência do exame T3 podem variar em função do método e reagente utilizado, portanto, esses valores devem estar claramente citados nos laudos de resultados de exames laboratoriais.

  • Até 3 dias de idade: 100 a 740 ng/dL
  • 1 a 11 meses de idade: 105 a 245 ng/dL
  • 1 a 5 anos: 105 a 269 ng/dL
  • 6 a 10 anos: 94 a 241 ng/dL
  • 11 a 15 anos: 82 a 213 ng/dL
  • 16 a 20 anos: 80 a 210 ng/dL
  • 20 a 50 anos: 70 a 204 ng/dL
  • 50 a 90 anos: 40 a 181 ng/dL

​O exame T3 é a dosagem de um hormônio produzido pela glândula tireóide, conhecido como tri-iodotironina. A avaliação dos níveis séricos de T3 está recomendade para pessoas com TSH diminuído e T4 total ou livre dentro dos valores de referência. Assim, este teste é importante na avaliação do hipertireoidismo, mais concretamente da tireotoxicose.

Um nível mais alto de T3 pode indicar hipertireoidismo, doença de Graves ou possivelmente câncer na tireoide. T3 baixo pode ser sinal de doenças crônicas não tireoidianas e seus níveis séricos são influenciados pelo estado nutricional. Também podem ocorrer no hipotireoidismo ou de doença de Hashimoto.

Além disso, a gravidez e alguns problemas no fígado podem fazer subir os níveis de T3 de forma artificial. Variações na concentração da globulina ligadora de tiroxina (TBG) e outras proteínas podem afetar os níveis de T3.

A interpretação dos resultados do exame deve ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores informações, procure um médico clínico geral ou endocrinologista.

O que é neutrofilia?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Neutrofilia é quando a quantidade de neutrófilos está alta no sangue.

Os neutrófilos são um tipo de células do sangue, que participam no combate às infecções. A sua quantidade pode aumentar nos casos de infecções (principalmente quando há presença de febre e pus em algum local), inflamações, alguns cânceres, sangramentos e no uso de certas medicações.

A neutrofilia por si só não é um problema, e não precisa ser tratada. Mas ela é sinal de que algum processo está ocorrendo no organismo, e a causa deve ser investigada.

Geralmente, essa investigação é feita inicialmente pelo clínico geral ou pediatra que, se necessário, poderá encaminhar a algum especialista.

Saiba mais em:

Neutrófilos altos no hemograma: O que significa?

Bastonetes altos no hemograma, o que pode ser?

Segmentados baixos no leucograma, o que pode ser?

Neutrófilos baixos, o que pode ser?

O que pode acontecer com quem tem CPK alterado?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

CPK (creatinofosfoquinase) é uma enzima que desempenha um importante papel na regulação do metabolismo dos tecidos contráteis, como os músculos esquelético e cardíaco, sendo encontrada em elevadas concentrações nesses tecidos, assim como no cérebro.   Em casos de acidente vascular cerebral (AVC), infarto e edema pulmonar, infarto do miocárdio, trabalho de parto, atividade física intensa, acometimentos musculares (miopatias), quadros de hipotireoidismo, paciente em diálise ou na fase avançada da doença renal, a CPK fica com níveis elevados.

Já em situações de perda de massa muscular, doenças hepáticas alcoólicas, hepatites virais, doenças do tecido conjuntivo, artrite reumatoide, pacientes idosos, terapia com esteroides ou tamoxifeno, os níveis de CPK ficam diminuídos

O exame de CPK serve como marcador inicial de lesão cardíaca observada no infarto agudo do miocárdio e em algumas doenças da musculatura esquelética.   

Todo exame deve ser mostrado para o/a profissional que o solicitou para completar a avaliação. Um exame não deve ser interpretado isoladamente, pois sempre deve-se correlacionar com o quadro clínico e os sintoma que a pessoa apresenta.